CAPITULO 24
Sem intenção.
A comida ainda revirava em seu estomago e ela olhou para o relógio pela milésima vez. Eram dez horas da noite e ela não escutava mais nenhum barulho vindo da sala. A pouco o corredor tornara-se movimentado e ela acreditava que a família houvesse ido dormir. Cedo, pensou. Eles têm filhos pequenos e não seria de estranhar que dormissem cedo.
Tentando não pensar nisso, ela levantou-se da cama, onde estava sentada a muitas horas olhando para o vazio da parede. Iria embora dali na manhã seguinte. Não havia outra alternativa dignada para livrar-se daquela situação terrível!
Pensava com carinho na possibilidade de deixar Harry para trás, afinal ele não tivera o menor pudor de arrastá-la para uma emboscada, onde a vitima era seu coração tão ferido!
Obvio, na casa de Rony ele teria a possibilidade de esbarrar com Gina a todo momento. Até aí entendia e apoiava, agora, arrastá-la com ele! Ah, isso era demais!
Suspirou, tentando conter a vontade de explodir alguma coisa!
Havia vestido a camisola de algodão para tentar dormir, mas não conseguiu. Por incrível que podia parecer, ela estava morrendo de fome. Não era de admirar, levando-se em consideração que a dos dias se alimentava mal por causa da enfermidade que tivera. O que era um bom indicio, se o seu apetite estava voltando, era porque já estava melhor.
E quanto mais rápido estivesse curada, mais rápido poderia se cuidar sozinha! Harry teria que entender sua necessidade de sair dali!
Não era possível que aquela mulher não tivesse notado o quanto Rony era importante para ela. Mulheres são sensíveis a esse tipo de coisas! A menos claro, que o relacionamento de ambos fosse tão solido a ponto dessa Mary ter total confiança nele, então, nesse caso, além de impensável ficar ali, também tornava-se uma completa humilhação!
Ele enchera a boca para convencê-la que eram infelizes e tudo que via naquela casa era amor e aconchego! Quem sabe Rony apenas estivesse mascarando suas intenções. Querendo uma aventura fora do casamento, e arrumando desculpas para justificar seus erros?
Ou apenas o fato de nunca terem feito amor. Sim, eles nunca fizeram, mas algumas vezes, tarde da noite, nos acampamentos, eles estiveram muito perto de fazer. Ela mesma nutria uma profunda desilusão por terem decidido esperar. Ao menos agora, teria essas lembranças consigo. Era possível ser isso, não era? Ele queria tirar a prova dos nove, para saber exatamente o que perdera!
Sorriu irônica diante daquele pensamento. Rony não era assim. Não mesmo! Havia sido criado para ter uma família, e protegê-los.
Seu estomago não parecia estar a par de suas duvidas morais, e roncou alto e dolorosamente. Era isso, estava arrependida de ter deixado a cheirosa sopa de lado. Mal amada e faminta. Triste destino, pensou dramática.
Resignada calçou os chinelos e arrastou-se para fora daquele quarto. Com um pouco de sorte, haveria leite na geladeira. Claro, naquela casa de bonecas seria impossível não encontrar tudo em seu devido lugar! Se bobiasse, havia uma vaca no quintal gerando leite fresquinho!
Estava invejosa. Passada a raiva, viera o ciúme. Mary era tão linda, tão cuidadosa, tão simpática, tão arrumada, tão sensual, tão bozinha, tão dedicada, tão mãe, tão esposa, tão mulher, tãoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo perfeitaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Mesmo em seus melhores dias, Hermione nunca fora lá essas coisas. Era bonita, claro, descobrira isso aos quatorze anos, quando Vitor Krum a cortejara. Mas não era a beleza gritante de meninas como Lilá Brown ou mulheres como Mary.
E agora, passado o tempo, sem cuidados, pois nem sabia exatamente por onde começar sentia-se um lixo.
Não havia desabrochado como as outras mulheres de vinte e seis anos. Sentia-se com dezesseis, sem saber como se livrar de uma grande espinha na bochecha! E essa espinha tinha nome e sobrenome, e era Mary Wesley! Ou fosse lá o nome que tivesse!
Hermione abriu a porta temerosa, como se por encanto Mary fosse aparecer ali e gritar: BU!
Estava sendo infantil, não conseguia evitar. Andando o mais silenciosa possível, ela descer a escada distraída, olhando para o tapete decorado que recobria os degraus. Não era apenas inveja que sentia, era algo maior. Mary era tão cuidadosa, tão cuidadosa, que se Hermione visse mais um brocado, ou sentisse perfume de flores, ou notasse um acabamento italiano mais uma vez, ela sairia gritando rua a fora!
Ela atravessou o pequeno corredor e entrou na cozinha olhando em volta. Nossa, ela ia vomitar. Estava tudo tão limpinho! Cheirando a detergente trouxa!
Era a cara dela não usar magia para livrar-se da sujeira! Talvez estivesse se punindo por vidas passadas! Somente isso poderia convencer uma mulher a preferir lavar uma pilha de louças tendo magia a sua disposição!
Apostaria um pulmão como ela também limpava os pés cada vez que entrava e saia da casa!
Como supunha, a geladeira era um verdadeiro festival de opções. Ou um auror ganhava muito bem, ou essa Mary era muito gastadeira. Havia geléias importadas! Manteigas caras e frios mais caros ainda!
Talvez Rony houvesse casado com uma milionária. Aí, sim, isso mataria Hermione de desgosto!
Bonita. Doce, cuidadosa. Linda e milionária. Porque um raio não caia logo do céu e a poupava de ver Rony tão feliz? Não que desejasse sua infelicidade, mas queria que ele fosse feliz com ela! Não com outra mulher!
Mesmo porque, depois de ter sido casado com Mary, ele não se acostumaria a seus omeletes queimados e as suas unhas ruídas!
Em meio a sua nuvem de depreciação ela sorriu. Satisfeita com sua vingança pessoal, ela tirou o pote da geladeira e fechou a porta.
Era um pote delicado, com uma colherzinha de prata. Era um doce de chocolate, com um bilhetinho grudado por fora “da mamãe”.
Era bem pouco sentir prazer comendo o doce que pertencia a Mary, como se assim pudesse atingi-la, mas não resistiu.
A primeira colherada teve sabor de revanche. De punição. Mas não era que aquilo era bom mesmo? Por isso tanta proteção! Satisfeita com seu gesto, ela decidiu terminar sua molecagem no quarto.
Passando pela sala a luz pálida chamou sua atenção. O sofá tinha o encosto alto e ela espirou por cima, notando que alguém esquecera a televisão ligada.
Deu a volta no sofá, pensando se não seria uma boa idéia distrair sua cabeça e se interar do mundo trouxa. Em algum momento teria que procurar seus parentes vivos e retomar sua vida anterior.
-Caiu da cama?
Ela piscou se perguntando de onde viera a voz. Olhou para os lados, e então para o estofado, dando de cara com um Rony sorridente, deitado esparramado no sofá.
-Senti fome – ela mostrou a taça.
Os o lhos dele brilharam quando olhou dela para o doce.
-Quer sentar? – sugeriu sentando-se e dando espaço para ela fazer o mesmo.
Não deveria, mas ela foi.
-É o doce de Mary -ele disse em tom de aviso e ela sorriu de lado, pega no pulo.
-Jura? Então era isso que o bilhete queria dizer! – se fez de bobinha e ele riu.
Ela mordeu o lábio notando a forma como ele olhava para o doce e estendeu a colher para ele. Não deveria fazer isso, uma voz a alertou. Nem deveria estar ali!
Ele mergulhou a colher no doce e apanhou uma generosa colherada, devorando com verdadeiro prazer. Foi mais que o simples ato de sorver o alimento, para ela foi algo quase sexual. Tão perto, tão deliciosamente satisfeito. Será que era essa sua expressão durante o prazer?
Ele devolveu a colher e ela entendeu que era sua vez. Mais contida, ela apanhou um pequeno bocado, tentando não manter os olhos presos nos dele enquanto sentia o chocolate descer por sua garganta.
-É muito bom, não é? – ela perguntou tentando não corar pela forma como ele a olhava.
-Sim, é a receita secreta dela – havia uma suave ironia em sua voz – é a única coisa com que é egoísta. As meninas não devem comer doces, porque engorda.
-Eu deveria pedir desculpas por isso – ela entregou a colher a ele novamente.
-Só meia desculpa. –ele brincou comendo o doce.
-O que está assistindo? – ela desconversou, querendo fugir da situação em que se submetia. Os dois sozinhos, a sala na penumbra, banhada apenas pela pálida luz que vinha da TV. Estavam vestidos, mas não era tanta roupa assim. Sendo bem sincera levaria menos de dez segundos para subir a camisola e descer a calcinha!
Merlin, e desde quando ela estava pensando nisso?????????
-Eu não sei – ele respondeu depois de sorver o doce e entregando a ela novamente a colher.
Estavam sentados lado a lado e seus ombros se tocavam, na verdade estavam colados um a outro. Aquele contato era pouco, mas fazia sua raiva desaparecer!
-Porque não está dormindo? Parece que sua família dorme cedo – ela disse, tentando não soar magoada.
-Mary acorda cedinho por causa das aulas no maternal e as meninas dormem cedo porque ela quer assim. Mais fácil do que deixá-las sozinhas comigo, eu acho – deu de ombros. – Não consigo dormir tão cedo.
Era mentira, ela o conhecia. Sadia quando estava mentindo.
-É mesmo? E não há nada que pudessem fazer além de dormir? -ela jogou verde, doente só de pensar nisso.
Não pareceu ser o assunto preferido dele, e Rony dedicou sua atenção a tela colorida da TV.
-Vocês não brigaram por nossa causa brigaram? – sentiu-se péssima, apesar dos pesares.
-Não – ele negou olhando para ela com a verdade na ponta da língua.
-Foi por nossa causa, sim! -ela deduziu errado- Ela não concordou não é?
-Hermione... –ele pareceu desconsolado – Eu sempre fico aqui embaixo até Mary dormir. – ele confessou esperando talvez por uma risada – Não precisa dizer, eu sei que é estranho.
-Eu não ia dizer nada – defendeu-se, estranhando tanta autodefesa.
-Desculpe, eu não deveria ter falando assim -ele olhou-a com algo em sua face que a incomodou – Só não é um assunto que eu goste.
-Não precisa me contar nada se não quiser – era mentira, ela queria muito saber!
-Mary e eu quase não fazemos sexo - ele soltou e esperou sua reação, mas ela não disse nada – é estranho, eu sei. Homens querem sexo o tempo todo e eu quero também! Não pense que não gosto ou não consigo! – havia um tom mortificante na sua voz.
-Não estou pensando nada, Rony – tentou ser gentil, mas estava pensando sim – De qualquer forma, se não pudesse teria que procurar um especialista e...
-Viu? – ele acusou – todo mundo pensa que sou impotente! Minha irmã, minha mãe, meu pai, meus irmãos...e agora você! – havia desespero em sua voz. – Eu não tenho problemas com sexo! Não mesmo!
-então porque está aqui embaixo, se escondendo disso?
-Porque eu não escolhi me casar – ele desabafou, um pouco surpreso por finalmente admitir em voz alta. – Cada vez que encosto em Mary é como se a recompensasse por ter me usado. Eu estava bêbado, sofrendo e nunca havia passado por um momento tão difícil na vida! E o que ela fez? Seduziu-me! E pior de tudo é que nem me lembro! Para ter idéia do estado que estava! Então, agora, eu tenho que satisfazê-la e lhe dar prazer? Porque? Eu assumi meu erro. Já fiz minha parte.
Hermione não queria ficar feliz ouvindo seus lamentos. Mas lá fundo era reconfortante saber que não havia amor.
-Ela não vai ceder, Rony – concluiu sorrindo triste e descartando o doce na mesinha de centro – Não me pareça que ela esteja pronta para assumir o erro e deixá-lo livre para viver sua vida. Pessoas como ela não largam mão de ter aquilo que lutaram para ter. não é negando a ela seu direito de esposa que vai convencê-la a deixá-lo – ele ficou horrorizado por ela entende-lo tão bem – se fosse comigo, ficaria ainda mais decidida a conquistar.
-Se fosse com você eu não estaria aqui embaixo – ele disse sorrindo sem vergonha – Isso é horrível. –maneou a cabeça desconsolado.
-Eu sei – concordou, tentando ser madura e não ficar muito arrasada – Sofrer não vai resolver as coisas. Nem para você, muito menos para mim. Não vou mentir e dizer que não estou com raiva de ter me enganando e colocado dentro da sua casa sabendo o mal que me faria! Mas também não estou com tanta raiva. Estive, em algum momento depois de ter saído da mesa do jantar, realmente quis estuporá-los! A você e a Harry pela audácia de me enganar! Mas agora, essa vontade passou. Mas ainda quero ir embora. E vou fazer isso amanhã cedo.
-Hermione, se você for embora eu vou ficar sozinho de novo – ele dise carente – sei que é egoísmo mas gosto de tê-la aqui, sob o meu teto. É...
-Auto-flagelação? - sugeriu – Esqueça, eu não vou ficar.
-Mary pode se cansar – ele disse suave, baixo, muito baixo, como um encantador de serpentes querendo encantar sua vitima – por favor, Hermione, fique.
-Nem pensar – negou veemente.
-Só uns dias. – ele pegou sua mão e ela conteve a respiração. – Estou pedindo, Hermione, só até vocês se organizarem e essa bagunça dos jornais se cansarem.
-Eu não posso, Rony - implorou esperando que ele parasse com esse tom irrecusável. – entenda meu lado, me sinto horrível dentro da casa dela! Ela é sua mulher...é...está ocupando o meu lugar! – apertou a mão dele com força sentindo raiva só de lembrar disso – Claro, não seria uma casa de conto de fadas e você não comeria tão bem a menos que tivéssemos um elfo, mas...- não conseguiu reunir palavras para terminar a frase.
-Seriamos felizes entre livros, pergaminhos e gritos? – sugeriu sorrindo a essa lembrança – Eu sei, penso muito nisso. Em como seria se eu me separasse agora.
-Rony, não! -ela puxou a mão, tentando se afastar – não vamos falar sobre isso!
-Porque não? – ele segurou-a para que não pudesse escapar – É o que esta acontecendo! Meu casamento não existe! Nunca existiu! E se não fosse por sua causa, seria por outro motivo qualquer, mas um dia eu me separaria! Então, porque não agora, que tenho uma chance de ser feliz?
-Porque eu não quero ser responsável por separar suas filhas de você. É claro que ela vai ficar com as filhas e usar isso para te causar sofrimento! Pense, Rony!
-Tenho direito a ver minhas filhas. Nenhum ministro do mundo pode tirar meu direito de pai! – disse convicto!
-Rony, tem muitas formas de se afastar às pessoas. Não aceito que seja por minha causa. Não quero acabar seu casamento. Se...se isso tivesse acontecido, a gravidez, antes, quando estávamos juntos, ou mesmo separados, mas se eu estivesse aqui, então, sim, eu teria lutado por você! Teria feito o diabo para que não se casasse e depois, eu não sossegaria enquanto não se separasse, pois não seria justo estragar nossas vidas! Mas hoje, eu não posso.
-Porque não? – havia desespero em sua voz.
-Porque vai levar algum tempo para minha vida se estabelecer. Não posso te arrastar comigo nisso. Não posso pedir que deixe sua vida por minha causa!
Ele não argumentou, mas também não a soltou. Suas mãos ficaram entrelaçadas como antigamente, quando namorados.
-Fica só mais uns dias -ele voltou a pedir e ela sentiu o coração partir em mil pedacinhos minúsculos.
-Só mais uns dias... –ela concordou apenas e somente para ver seu sorriso.
-Eu não lembro, mas...alguma vez eu lhe disse ‘eu te amo’, Hermione? – ele perguntou após um curto silencio.
-Não- ela sorriu olhando para ele cúmplice – Eu também não disse. Não queria me expor – confessou. – Diria só se você dissesse!
-Eu pensava o mesmo! -ele garantiu e os dois riram saudosos. – Eu nunca vou dizer isso a mulher alguma -ele afirmou.
-Eu também nunca direi isso a homem algum. – confirmou olhando para ele com olhos brilhantes.
Não queria chorar, mas doía terrivelmente.
-Seria pedir muito que esperasse um pouco antes de aceitar a aproximação de outro homem? – ele perguntou tentando não parecer tão cafajeste quanto se sentia.
-Seria pedir demais. Mas se te serve de consolo não vou procurar um amor tão cedo!
No passado não tinham momentos de silêncio, pois quando não estavam conversando estavam se beijando e se acariciando. Isso era uma espécie de novidade.
-Rony... –ela chamou baixinho fazendo carinho em sua mão com os dedos entrelaçados entre os seus.
-Fala -ele disse baixo, olhando para ela com atenção.
-Enquanto estiver aqui promete não... – corou um pouco- ...fazer nada com ela?
-Acha que eu conseguiria? -ele duvidou. – Não prometo não ficar com vontade, porque te ver me excita muito – notando que ela corava e ficava sem jeito, ele emendou – Eu sempre fiquei assim com você! Não é novidade!
-Só que antes eu queria proteger alguma coisa para o futuro... –ela confessou, corada não por vergonha, mas pelo calor que a percorria por ouvir essa verdade vinda dele-...eu queria guardar minha virgindade para quando ficássemos juntos, com algum compromisso. Era antiquado, mas eu tinha sonhos de menina!
-Está tentando dizer que não é mais virgem? -ele perguntou surpreso, pois não havia parado para pensar nisso ainda.
-Estou tentando dizer – ela soltou sua mão e levantou-se antes que ele pudesse segura-la novamente – que sou virgem, mas não me preocupo mais em guardar nada para o futuro. – notou sua surpresa e antes de correr para a escada emendou – e você também me excita muito!
Droga, pensou Rony, sem forças para correr atrás dela. Nunca mais na vida conseguiria dormir em paz depois de saber disso! Para quem duvidasse de sua masculinidade, havia uma prova anatômica bem ali, se exigindo dolorosamente em seu corpo! Se Hermione queria acabar com sua paz, bem, ela fizera um ótimo trabalho!
Contrariado ele apressou-se a levantar e correr para o banheiro do corredor, no primeiro andar. Antes de fechar a porta ele pensou que estava reduzido novamente ao deplorável estagio de dezesseis anos, abandonado pela namorada no meio de alguma caricia intima, correndo para o primeiro banheiro disponível para se aliviar!
Hermione nem notou o percurso até seu quarto. Entrou, fechou a porta e atirou-se na cama. Seu corpo queimava e ele nem ao menos a tocara. Estava perdida concordando em ficar mais tempo!
Gemeu sofredora de um mal sem fim, um mal de amor, e passou uma das mãos sobre a camisola, sentindo o seio intumescido, e não era a única parte de seu corpo que vibrava!
Culpada, ao lembrar que a mulher de Rony e suas filhas dormiam no quarto ao lado, ela virou-se na cama, e escondeu o rosto embaixo do travesseiro.
Aquilo teria que parar. Essas conversas, esses olhares.
Não podiam continuar assim!
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Autora: eu no lugar da Hermione já teria colocado na cabeça de Mary bem mais do que laquê!!! Não eu seja atirada, mas vamos combinar, o Rony ta pedindo! Ta implorando para entrar em uma enrascada!!!
No próximo capitulo volta HxG.
Beijos!
P.S: As atualizações são diárias, mas gente, sou humana e minha internet é lenta, por isso pode atrasar ou nem vir!!!!! Esse capitulo é referente a hoje 28/04/09. O outro era de ontem, que só deu para atualizar de noitinha!!!!
P.S 2: adorei o MARA!!!!! MARJA-MARA – MARA-MARJA! Um super trocadilho, Carlan!!!!!
Beijinhos para todos!!!!
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