Nome da fic : Todos os Segredos da Meia-Noite
Autor: Mr. Mordred
Pares : Severus Snape/ Hermione Granger
Censura: 18 anos
Gênero: Darkfic/ Romance.
Spoilers : HP 6 e 7, contudo, levemente UA.
Resumo: Esta fanfiction é uma resposta ao 5º e 9º Desafio de Plots do Snape Fest 2006:
5º: Snape ajuda Harry Potter a matar Voldemort, mas ele tem sua própria agenda. Imediatamente, ele mata Potter, toma o Ministério da magia e instaura um Reinado das Trevas, como um Dark Lord muito poderoso, de coração de gelo. Mas uma pessoa pode derreter todo o gelo. Será que ela consegue?
9º: Diálogo:
- Eu nunca acreditei em amor. Amor é uma ilusão na qual, somente tolos acreditam.
- Dumbledore acreditava no amor.
- E se deixou matar. Isso não é uma tolice?
Disclaimer: Todos os personagens que você consegue reconhecer são de JKR.
CAPÍTULO 3 : Crucifixio
“(...) Assista-me implorar-lhe
Oh, ouça minhas súplicas (...)”
Tilo Wolff ( Lacrimosa ) – Crucifixio
27 de Dezembro.
Hermione Granger cortou os corredores d´A Toca apressadamente, seu longo sobretudo negro amarronzado flutuou alguns centímetros do chão, se inflando como a chama de um vela, engolindo a escuridão com seu fulgor cândido.
Suas madeixas pareciam ainda menos comportadas aquele ano em questão, totalmente encaracolas, reluzindo em todos os matizes do louro mel, contra o lume dourado das flamas ondulantes.
Ela tinha um grande calhamaço sob seu braço, segurando-o fortemente enquanto seus passos rompiam um silencio quase palpável e desconhecido.
Os lances de escada pareciam infinitos diante do seu desespero por informação, e a sua pele esteve pálida com as sugestões de respostas que a sua mente turbulenta, atirava sem nenhum controle saudável.
Finalmente ela encontrou a porta que desejava.
Era de madeira maciça e talhada, nela estava encravada perfeitamente uma maçaneta dourada, sob os seus sapatos escolares havia um longo tapete vermelho, e ela finalmente notou que os portais de ébano estavam no fim de um longo corredor escuro.
A madeira foi arrastada e pela fresta ela pôde ver Albus Dumbledore sentado à uma mesa suntuosa, de madeira escura, sobre a qual, pilhas e mais pilhas de papel dançavam diante de sua vista.
– Entre Srta. Granger! – Ele voltou seus olhos azuis para ela, parecia muito mais velho do que da última vez em que o encontrara, seu olhar estava cansado, mais ainda conservava o brilho que o consagrou como um bruxo de boa alma.
– Obrigada Diretor.
Quando ela estava sentada na poltrona de couro a sua frente, Dumbledore trançou as mãos embaixo do queixo barbado, e a mirou significativamente, esperando pelas palavras, que a muito aguardava romperem da garganta dela.
– Diretor, o senhor disse que precisava conversar comigo, mas...
– Mas eu não desejei fazê-lo em Hogwarts, acredito que aqui seja mais apropriado, e menos visível – Ele lançou uma olhadela para as paredes, indicando que ali não havia quadros, a madeira estava nua.
– É algo que eu tenha feito? – Hermione buscou preocupadamente, tentando se recordar de todos os últimos acontecimentos de sua vida.
– Não Srta. Granger, de maneira alguma, a Srta. é um exemplo para todos os alunos de Hogwarts! – Ela sorriu ante ao elogio, mas a sua questão não estava respondida.
– Então, em que posso ajudá-lo Diretor?
Ela viu com certo pavor, que Dumbledore precisou respirar profundamente antes de começar a falar sobre o que se tratava aquele encontro.
– Srta. Granger, estamos em tempos difíceis, que necessitam de toda a ajuda possível, de todas as formas possíveis – Ela meneou a cabeça afirmativamente – Coisas horríveis acontecerão, coisas que não pode entender neste momento, mas que, conforme os dias passem, se tornarão mais claras, mas amáveis...
– Compreendo.
– Srta. Granger, o amor pode curar e amaldiçoar tudo o que há neste mundo, ideais são erguidos e destruídos por amor. Hermione , você acredita que vale à pena matar e morrer por amor?
Ela fora literalmente apanhada de surpresa, ela esperava que Dumbledore a encorajasse a “ lutar por amor ”, não matar ou morrer por ele.
– Eu ... Eu não sei exatamente Diretor. – Ela disse sem grande convicção.
– Se, para salvar o Mundo Bruxo de Voldemort, fosse necessário condenar uma ou duas vidas, se para salvar a humanidade fossem necessários sacrifícios, você os faria?
Ela pensou em Harry, em Rony e depois em seus pais. Pensou em todas as pessoas que amava e se imaginou tendo de tirar suas vidas, ou deixá-las a mercê do Destino, por um ideal, por uma causa.
Uma causa chamada humanidade.
Ela estava devotando sua vida a esta causa, sempre que se punha ao lado de Harry para mais um desafio, para libertar algo ou alguém daquela opressão desesperadora.
– Se tivesse certeza que isto livraria o mundo, eu o faria senhor! – A segurança plainou sobre sua voz e sobre os seus olhos, e tudo nela demonstrou que ela pagaria qualquer preço para ver a paz reinar novamente.
– Então eu quero que você me faça uma promessa. – Ele ajeitou os óculos de meia-lua sobre a ponta de seu nariz, mantendo aqueles oceanos pacíficos presos em cada movimento da jovem a sua frente.
Hermione pôde notar que Dumbledore estava girando um anel de prata em seu dedo, uma pedra negra fora encravada da maneira mais perfeccionista que conhecia, sobre a face plana da jóia.
Era um movimento quase mecânico – ele não estava totalmente consciente do gesto – e se estava, não fez com que isso se tornasse visível.
– Qual?
– Prometa que, seja lá o que for que aconteça, que você jamais duvidará do meu julgamento!
– Claro! – Ela respondeu prontamente, se endireitando na poltrona – Eu prometo!
– Eu necessito de mais do que isso... – Confidenciou Dumbledore deixando a intensidade de seus olhos tremeluzir por um momento.
Com um chicoteio sinuoso de sua varinha, ele fez com que as cortinas caíssem pesadamente, escondendo a paisagem atrás das janelas, fazendo com que o cômodo fosse engolido por uma penumbra, partida apenas pelas velas nos candelabros, que se acenderam de imediato.
– Necessito que faça um juramento, de que este segredo será totalmente confidenciado a nós dois, e apenas mais uma pessoa. Uma única pessoa . Mas eu lhe imploro Srta. Granger, espere muito até decidir quem será o terceiro fiel do segredo. Aguarde anos se for necessário...
– Sim Diretor, mas o que irá acontecer? – Inquiriu Hermione sentindo as notas do nervosismo ecoarem através de seu corpo, deixando suas mãos trêmulas e sua carne fria.
– Prometa que o terceiro fiel do segredo não será nem o Sr. Potter, nem o Sr. Weasley?
– Eu prometo... – Ela respondeu hesitante.
Com um novo meneio da varinha, Dumbledore fez com que um longo pergaminho envelhecido, inteiramente escrito, se materializasse sobre a mesa. Era muito antigo, reluzindo dourado para as chamas das velas.
– Assine... – Pediu Dumbledore olhando-a por sobre os óculos, havia segurança em suas íris, mas também havia uma espécie de medo, misturado a uma esperança tão gentil, que ela se sentiu naufragar naquele azul profundo, depositando toda a sua confiança no velho mago a sua frente.
Ela levou a pena negra até onde havia uma longa linha. Já começava a desenhar o longo ‘ H ' sobre esta, quando ergueu seus olhos para o diretor, os profundos mares acanelados foram espelhos para as flamas que dançavam sobre os candelabros dourados.
– O que irá acontecer? – Inquiriu.
Dumbledore se inclinou sobre a longa poltrona talhada, aproximando-se dela, para que a jovem sabe-tudo pudesse ver em seus olhos, as linhas que diziam a verdade.
E esconder as que mentiam.
– Muitas coisas acontecerão, e a maioria a magoará muito!
Hermione voltou apressadamente os olhos para o pergaminho, seus olhos percorriam a primeira linha, quando as mãos de Dumbledore foram cuidadosamente colocadas sobre o papel dourado, e ela foi obrigada a encará-lo com uma interrogação crescente nos olhos.
– A Srta. confia em mim? – Ele indagou novamente, soando filosófico, mas não contrariado, ele parecia instigado pela dúvida dela.
Hermione tragou o ar morno com força. Molhou novamente sua pena, e deixou que o bico afiado arranhasse o papel rapidamente, formando com um traço negro e longo, que desenhou com letras femininas seu nome.
Hermione Granger partiu daquela saleta n´A Toca, com uma dúvida palpitando em sua mente confusa, amedrontada e esperançosa:
“ Quanto tempo o mundo ainda tinha? ”
A Senhora Weasley finalmente parecia interessada em retirar os enfeites de Natal, e em outro momento, Hermione teria se oferecido para ajudá-la, mas agora ela precisava pensar e muito, no que havia acabado de acontecer.
Dumbledore não estabeleceu um prazo, de quando o contrato se findaria e ela poderia deixar de confiar em seu julgamento, tampouco lhe dissera os reais termos daquele contrato, apenas lhe expôs a quem ela poderia ou não contar.
Por que – raios – os garotos não poderiam saber?
Também dizia respeito a eles. Precisavam confiar nas palavras de Dumbledore tanto quanto ela, para poderem vencer aquela Guerra, contudo, pela primeira vez, Harry não era o escolhido para os segredos da humanidade, e sim Hermione.
Perguntou-se se Dumbledore lhe diria algo sobre os seus planos, por fim concluiu que não, caso contrário ele já os teria exposto naquela noite, sem maiores ressentimentos.
Caminhou lentamente , o pôr-do-sol banhava as ruas pálidas, que foram submergidas no manto cândido do inverno. Havia nevado no natal, e esta fora uma das ocasiões mais belas que tivera o prazer de compartilhar com seus amigos.
Ainda estava muito frio, e o seu longo sobretudo era pouco diante daquela gelidez.
Agradeceu mentalmente quando apertou a campainha de sua casa, e a Sra. Granger veio lhe atender com um grande sorriso bailando em seu rosto rosado. Já eram oito horas, e agora começava os programas favoritos de sua mãe.
Ambas se sentaram no sofá macio, encolhendo os pés abaixo das almofadas, enquanto o Sr. Granger folheava um exemplar de Criptozoologia , comentado algo e aqui ou ali.
Bichento ronronou sob seus afagos, se enrolando ao seu lado, para que pudesse se aquecer um pouco mais, deixando uma cascata de pêlos alaranjados no sofá, o que deixaria a Sra. Granger irritadíssima pela manhã.
Ela mal se recordava do pobre animal, fazia tanto tempo que não se rendia aos amores dele, por se preocupar em demasiado com os problemas do mundo Bruxo, que se esqueceu das pessoas – ou animais – que a amavam.
O felino felpudo a seguiu alegremente, quando Hermione subiu saltitante às escadas para o seu quarto, e se atirou sobre o leito macio, enrolando-se nos lençóis mornos.
Não havia nada como seu próprio leito – ela sorriu se afundando no travesseiro macio, que ainda conservava o seu aroma.
A bola de pêlos laranja saltou sobre o colchão e se alinhou aos seus braços, adormecendo no calor acolhedor de sua dona.
Hermione soltou um bocejo pouco educado uma hora após, enquanto lia um romance trouxa de Emily Brontë. Heathcliff – de o Morro dos Ventos Uivantes – trazia a memória, algo que não conheceu inteiramente, mas pelo qual tinha certo respeito, uma devoção incompreensível.
Mr. Lockwood descreveu o objeto de suas ponderações:
“ Mr. Heathcliff, porém, contrasta singularmente com o ambiente que o rodeia e o modo como vive. É um cigano (...) no aspecto e um cavalheiro nos modos e no trajar, ou melhor, tão cavalheiro, como tantos outros fidalgotes rurais, um pouco desmazelado talvez. Sem contudo, deixar que essa negligência o amesquinhe no seu porte altivo e elegante, se bem que taciturno.
Alguns acusá-lo-ão de orgulho desmedido, mas eu tenho um sexto sentido que me diz que não se trata disso – instintivamente, sei que a sua reserva provem de uma aversão inata à exteriorização de sentimentos e à troca de demonstrações de afeto. É capaz de amar e de odiar com igual dissimulação e de considerar como impertinência a retribuição desse ódio ou desse amor (...) – Mr. Heathcliff pode ter razões completamente diferentes das que me assistem para se esquivar de apertar a mão de alguém que acaba de conhecer. ”
Ela riu ao imaginar um homem elegante – e taciturno – que se nega a apertar a mão de um estranho, e adormeceu imaginando mantos negros que se arrastam por corredores antigos, sem se ater a quem os veste, mesmo sabendo que aqueles olhos insensíveis a perseguiram em seus pesadelos mais suaves, dançando sob o medo que tremeluz ante o lume profundo da lua cheia.
Ouvindo o sussurrar das mariposas negras, e se esquecer da lua, do medo, dos olhos.
Esquecer-se de tudo, até que ele – sim, ele ! – parta como uma memória doce.
Contudo, com a falta de seu anjo negro, os fantasmas vêm brincar com sua alma e os seus sentidos, produzindo ruídos, como o despedaçar de galhos, seguidos de gemidos de dor.
Ordenando que ela procure a origem dos sons, sem nunca os encontrar, enquanto sofre com o fato de eles se tornarem cada vez mais altos.
Mais altos!
Ela saltou do leito, apavorada, mirando ao redor, percebendo que tudo estava afogado em escuridão, e que a noite dançava estrelada, atrás da longa janela. O luar beijava a pedra escura do batente, e vinha deitar-se sobre o piso.
As cortinas flutuavam, embaladas pela brisa que se escovava, através de uma abertura do vidro, embalando um longo chumaço de pêlos alaranjados, com rajadas amarelas.
Bichento – Ela praguejou bufando, vasculhando os aposentos na esperança do animal já ter regressado.
Não se recordava de ter deixado a janela entreaberta, principalmente em um frio desolador como aquele, mas resolveu não se preocupar naquele instante. Ela necessitava de uma noite – completa – de sono calmo.
A Sra. Granger faria um escândalo caso soubesse do incidente, e Hermione seria obrigada a procurar Bichento, pois, ela tinha certeza, ele não saberia como voltar para casa.
Contudo , estava sonolenta e despedaçada pela própria consciência. Ela não adiantaria muito, se não estivesse enxergando um palmo diante de seu nariz, naquela escuridão avassaladora.
Decidiu que pela manhã o procuraria, ela reviraria toda a Inglaterra caso fosse necessário, e depois disso, se ocuparia de fechar as janelas, e a ensinar Bichento o caminho daquela casa, já que o de Hogwarts ele conhecia perfeitamente.
Bichento saltou sobre a mureta da residência vizinha, acrescentando mais um longo arranhão à pequena parede de ardósia castanha clara.
Ele se esquivou do dobermann adormecido, roubando um pedaço de carne de sua tigela, antes de investir sobre a cerca, e alcançar o patamar da janela florida.
Esfregou sua fronte plana nas flores silvestres, comichando-se demoradamente, até que se deu por satisfeito, e atravessou o jardim, ignorando os gnomos felizes, e imóveis, muito diferentes dos que conhecia naquele outro lugar velho, e cheio de esconderijos.
Ele cruzou uma fenda no banco de uma praça, contente por não ter ficado preso, e se atirou para dentro de uma pequena floresta, na qual se mantinham certas árvores e aves raras.
Dentro do arvoredo havia uma cabana avelhantada e despedaçada, a madeira puída de suas paredes, marcada com pichações e queimaduras, assim como as manchas de umidade que chuva proporcionava.
Havia uma fissura triangular na porta atassalhada, pela qual ele se premeu para atravessar, finalmente conseguindo, deixando para trás outro chumaço de pêlo alaranjado, como um lembrete de que Bichento esteve ali .
No centro da cabana abandonada, estava um homem estirado, sua face estava desfigurada por inchações, e ele não era capaz de abrir totalmente as pálpebras arroxeadas, ou movimentar os lábios por causa disso.
Fios de sangue – agora secos – verteram das chagas abertas em seu peito exposto, e formaram uma alarmante mancha rubra, que tingiu a madeira puída de vermelho profundo.
O braço direito parecia quebrado. Os seus lábios estavam amordaçados, com uma faixa de tecido escuro, e através disto, nada mais rompia, do que ruídos roucos.
Os seus pulsos estavam torcidos, e acorrentados com potentes algemas, das quais partia uma corrente igualmente forte, ligada a uma parede. Dois cães estavam deitados sobre a corrente, guardando-a fiel e totalmente adormecidos.
Ele avocou o felino como pôde, seu corpo estremecendo em dor.
O animal caminhou inseguro até as suas costas, e esfregou o rosto em suas palmas abertas. Entre os dedos ele segurava uma delicada gargantilha de prata, de onde pendia um belo crucifixo talhado, com uma obsidiana ao centro.
Ele a enrolou em volta do pescoço felpudo, e emitiu grunhidos para que Bichendo partisse rapidamente, quando ouviu passos atrás da cabana de madeira.
Ele não demorou a subir no patamar da janela de sua própria casa novamente, sua dona o agarrando sob as patas dianteiras, e o puxando para dentro. A manhã já estava clara, e o sol vinha com a promessa de derreter o manto de gelo, que sobrara como memória do inverno, que conduziu o Natal a uma beleza elegante e fraterna.
Ela arrastou uma vasilha de leite, e ele se fartou com liquido, quando ergueu a face alaranjada, seus bigodes estavam brancos.
Bichento saltou sobre a mesa e ronronou gentilmente, esticando sua longa calda, e girando em torno do braço esticado de Hermione, que o mantinha sobre a mesa, enquanto terminava sua leitura de O Morro dos Ventos Uivantes.
Ela sentiu o toque gélido de algo resvalar em seu antebraço, e puxou seu gato para mais perto de si, endireitando-se na cadeira, e mirando meticulosamente o pescoço alaranjado de Bichento, que a fitou bravio e incomodado.
Ela divergiu uma corrente prateada, entre os espessos fios, e por um momento, teve quase certeza de que alguém tentara enforcar o pobre animal, jurando a si mesma, que nunca mais deixaria as janelas abertas, se Bichendo recebesse este tipo de hospitalidade, toda a vez que fosse dar um passeio.
Contudo, quando ela se permitiu notar com mais profundamente, percebeu que era uma corrente muito elegante e frágil, que se partiria se submetida a uma grande pressão.
Ela envolveu o fio prateado, com os dedos, e girou-o até encontrar o fecho – Bichento lhe respondendo com uma patada nada educada, que deixou um longo arranhão branco nas costas de sua mão esquerda.
Abriu-a, e a retirou do pescoço de Bichento, que pareceu feliz em se livrar daquele peso, Hermione se recordando que nenhum felino se sentia confortável com uma coleira, diferentemente dos cães, que pouco se importavam realmente.
Ela varreu os pêlos da fina peça, e inclinou o crucifixo, de modo que as letras atrás gravadas, se refletissem sob a luz, e se tornassem mais visíveis.
“ SS ” – Ela mordeu a parte interna de seus lábios, vasculhando aquelas iniciais.
Salazar Slytherin ?
Não . Caso houvesse uma maldição, Bichento não estaria agindo normalmente, ou sequer agindo .
Não havia ninguém, em um raio de dez quilômetros, com tais iniciais. Também não havia ninguém capaz de comprar tal peça.
E se tal pessoa não fosse dali?
A mente girou e torceu atrás de respostas, até que uma memória se agitou entre suas lembranças, e ela se deixou ouvi-la:
Dumbledore girava furiosamente um anel de prata em seu dedo anelar, empurrando-o com o polegar, enquanto Olho-Tonto Moody se contentava em lhe dizer qualquer coisa ligeiramente grosseira, no intuito de acalmá-lo.
– Está frio... – Disse Dumbledore.
– Não se preocupe homem, aquele desgraçado sabe se virar bem! – Moody vociferou rastejando seu olho mágico, por todos os cantos empoeirados da sala – Você sabe muito bem, quem me arrancou este olho não sabe?
– Hum ...? Uhum, uhum... Sei.
– Em absoluto. Ele era desafiador, Diretor, ele sobreviverá, eu desejo que ele sobreviva, para que eu me vingue, naturalmente .
– Ele era apenas uma criança Alastor, não sabia o que estava fazendo. – Dumbledore se limitou a responder, o atrito de seu anel contra sua pele, era a única coisa que preenchia sua mente, apenas a gelidez da peça o mantinha são.
– Ele inventou uma maldição imperdoável aos 15 anos. Nem Voldemort conseguiu esta proeza, meu caro...
– Perdão ?
– Oh ... Algo que o poderoso Dumbledore desconhece? Sectusempra , está em análise, será considerada uma maldição imperdoável. Eu estou movendo os processos, para que isto aconteça em breve.
– Ora Moody ... – Murmurou Dumbledore, agora se ocupando em fitar o homem com o qual dialogava.
– Finalmente parou de se preocupar com o traidor! Ele irá sobreviver, eu sei... Conheço os seus truques Diretor, eu sei que, enquanto Severus estiver usando aquilo , você poderá localizá-lo e talvez, propor um resgate. Contudo ... O que acontecerá quando seu precioso perder aquele amuleto sem graça?
As palavras se juntaram em sua mente, e quando seus olhos se voltaram para o ônix encravado no crucifixo, ela teve certeza.
Severus Snape.
(N/A): Próximo capítulo promete: EU JURO!
(N/A): Hey! Mais animação pessoal, quero mais reviews da próxima vez!
(N/A): Colegas, como funcionam esses Challenge´s? Tentei procurar nos sites que os ficwriters disseram que concorreram, mas não encontrei nada em absoluto! (Estou atrás de mais desafios! hehehehe)