FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

25. PER ARDUA AD ASTRA


Fic: Desencontros


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Capítulo 25 - Per Ardua Ad Astra

"Per ardua ad astra" (Através das adversidades até as estrelas)

Lema da RAF




Após a partida de Harry e Ron os dias pareceram se alongar e durar o dobro do tempo. Julho e agosto se arrastaram e quando a rotina angustiante de espera por notícias se instalou, setembro já estava pelo meio.

A única carta enviada por Harry - e que Ginny fazia questão de trazer sempre consigo aonde fosse - já se encontrava em frangalhos de tanto que ela a abrira e dobrara desde que recebera, ainda em julho. Era verdade que ela não precisava mais fazer tal coisa, podia recitá-la de cor, mas mesmo assim o fazia. Ver a letra descuidada de Harry, o modo como cortava os ts e pingava os is, era como se pudesse vê-lo enquanto escrevia e lhe dava um certo conforto.

O último ano escolar estava sendo de longe o mais complicado e Ginny só não tinha desistido de terminar seus estudos por causa de seus pais e do apoio de seus amigos Luna e Colin, que não a deixavam sozinha nem por um instante.

Agradecia intimamente por Luna ser sua amiga. Ela nunca tocava no nome de Harry, pois sabia que isso deixaria Ginny ainda mais triste. Colin Crewey também procurava não falar de Harry durante as conversas com ela, agora tão frequentes quanto no tempo anterior à chegada deste na cidade. Obviamente Ginny sabia que Colin tinha outras razões para não mencionar seu namorado, ou ex-namorado como ele fazia questão de lembrá-la, que não magoá-la. E por mais que Ginny tivesse deixado claro que não existia a menor possibilidade dela começar a namorar outro rapaz, Colin parecia determinado a ter esperanças.

Ginny sabia que não era a única a sentir saudades. Sua mãe e seu pai viviam em constante preocupação, agora que cinco de seus sete filhos estavam lutando na guerra. Por isso Ginevra fazia questão de parecer sempre serena e despreocupada quando estava em casa. O único que ouvia suas lamentações e secava suas lágrimas era o urso de pelúcia que Harry lhe dera anos antes, durante a quermesse.

Apesar de não estar interessada no mundo ao seu redor, algumas coisas eram significativas o suficiente para chamar a atenção de Ginny, como a chegada do comite de recrutamento das Forças Armadas na cidade. Observar o trabalho daquelas pessoas fazia com que ela ficasse imaginando se algum deles havia conversado com Harry e Ron quando eles estiveram em Apllebrook. Se ao menos um deles tivesse desencorajado-os... A quem ela queria enganar? Se não tivessem ido até a cidade vizinha, provavelmente estariam se alistando naquele exato momento, junto com os outros rapazes da cidade.

Em Bourghill, assim como em várias outras cidades inglesas, quase todos os jovens acima dos dezessete anos estava se alistando para participar da luta contra os nazistas. E eram poucos aqueles que não conseguiam ser aceitos. Dudley Dursley se mostrou aliviado quando tentou se alistar, mas foi rejeitado por sua péssima forma física e Draco Malfoy nem se deu ao trabalho de fingir que queria participar. Ficou se pavoneando pela cidade, alegando que o médico da família havia constatado um grave problema em seu coração que o impedia de fazer esforços, mas Ginevra desconfiava seriamente que o problema no coração de Draco Malfoy era a falta dele.

Neville Longbotton também não iria para o front. O namorado de Luna havia conseguido uma vaga na Universidade de Liverpool onde iria se preparar para trabalhar com o pai na farmácia da família. Para real surpresa de Ginny, sua amiga pareceu se entristecer e se importar mais com a ida de Dean Thomas para a guerra do que com sua separação de Neville.

Outra pessoa que havia deixado a cidade para estudar havia sido Hermione. No final de agosto a garota havia ido iniciar seus estudos na Universidade de Birmingham para poder concretizar seu sonho de lecionar. Não ia ser uma guerra mundial que iria impedí-la.



Na antevéspera do Natal de 1942, a neve caia forte e incessante. O frio intenso começou já no início de dezembro tornando a vida de todos ainda mais difícil. Na casa dos Weasley o clima era de contínua preocupação e saudade. Molly que em outros anos já teria pedido aos seus filhos para enfeitarem a casa com os enfeites guardados no porão, dessa vez não se incomodou com isso. Mas nem Arthur, nem Ginny também se importavam com esses detalhes.

Molly já havia terminado de arrumar a cozinha e já ia apagando a luz quando duas batidas fortes na porta a assustaram. Sentindo o corpo tremer e o coração bater acelerado, respirou fundo e foi abrir a porta. Com a mão já sobre a fechadura, perguntou num sussurro audível:

- Que-quem é?

- Sou eu mãe! Abre logo, 'tá nevando muito.

Um alívio instantâneo percorreu o corpo de Molly, enquanto seus dedos trêmulos travavam uma luta para abrir o trinco e deixar seu filho entrar. Passos apressados na escada deixaram claro que a chegada dele havia sido percebida no andar de cima. Quando finalmente a porta foi aberta, a lufada de ar gelado que entrou junto com Bill não incomodou ninguém. No momento seguinte haviam quatro Weasleys abraçados, felizes e minimamente aliviados.

Naquele ano, os Weasley haviam aceitado o convite do Pastor Dumbledore e de sua esposa, a diretora McGonagall, para participarem do almoço de Natal em sua casa, e este estava agradável como sempre. Porém, a pessoa mais feliz dali, naquele momento, era sem dúvida Fleur Delacour.

Para evidente desagrado de Molly Weasley, a primeira coisa que seu filho Bill fez no dia seguinte à sua inesperada volta para casa, foi pedir a francesa em casamento. Com todas as desculpas que os casais apaixonados tinham - ainda mais em tempos difícieis como aquele -, Bill e Fleur conseguiram convencer o pastor Dumbledore a celebrar o casamento ainda antes do ano novo, dando à senhora Weasley apenas poucos dias para organizar a casa para recepcionar sua primeira nora.

A cerimônia foi simples e contou apenas com a presença da família de Bill e os Lupin, já que Nymphadora era a melhor amiga de Fleur. Minerva McGonagall fez questão que todos almoçassem em sua casa depois da cerimônia, que contou com um brinde e um bolo de noiva feito por Molly, que mesmo insatisfeita com aquela união, não abriu mão de fazê-lo, pois acima de tudo prezava a felicidade de seu filho.

Bill não escondeu a surpresa ao ver que Nymphadora havia se casado com Remus Lupin. Na última vez que ele e Charlie estiveram na cidade a moça nem mesmo estava comprometida. Ao contrário estava claramente aceitando o cortejo de seu irmão, ou assim ele pensava. Não tinha nada contra o casamento dela com o senhor Lupin, muito pelo contrário, mas sabia que Charlie iria ficar arrasado quando lhe contasse.

Após o almoço, os noivos seguiram para a Toca no carro do senhor Weasley, enquanto Arthur e Molly com a desculpa de terem que visitar uns amigos - o que na verdade era dar um pouco de privacidade ao recém-casal -, ficavam mais tempo na cidade.

Impedida de voltar logo para casa, e para o refúgio de seu quarto, Gina andou a esmo pelas ruas da cidade, pensando em procurar sua amiga Luna. Mas antes que se desse conta, viu-se batendo à porta de Lily Potter.

- O-olá senhora Potter.

- Olá Ginny. Entre, está muito frio aí fora - Lily abriu a porta, dando passagem para que a garota entrasse na sala aquecida. - Eu queria mesmo falar com você.

- Queria? - Ginevra perguntou bruscamente. Depois de se dar conta, sentou-se no sofá e continuou. - Desculpe... Em que eu poderia ajudá-la?

- Na verdade eu queria lhe dar notícias de Harry.

- Harry?! - Exclamou levantando-se. - O-o que houve com ele?

- Espero que nada querida - Lily olhou-a com um sorriso consternado, pegando as mãos trêmulas de Ginny nas suas. - Sirius me mandou notícias de Harry. Pelo que me disse, ele foi enviado para o front em outubro... Para a África...

- África?

- Sim... Eu imaginei que você fosse querer saber - Lily falou, enquanto Ginevra soltava suas mãos e voltava a sentar.

- Eu quero sim. Obrigada... - Ginny sentiu seu coração apertar, e por não querer que a mãe de Harry a visse tão nervosa, pediu: - E-eu... Será que eu poderia usar o banheiro?

- Mas é claro, querida. Você sabe o caminho, fique à vontade. Eu vou fazer um chá para nós.

Ginevra subiu as escadas, tencionando umedecer sua nuca e ter um tempo para se acalmar. Mas ao passar pela porta do quarto de Harry não resistiu e entrou, fechando-a silenciosamente atrás de si. As cortinas estavam abertas deixando a claridade do dia iluminar o ambiente. Inspirou profundamente sentindo um bolo formar-se em sua garganta. Como era possível sentir tantas saudades de alguém? Passou os dedos pela madeira do armário, hesitando um segundo antes de abrir e tocar nas roupas ali penduradas. Não resistiu em apanhar o sueter preferido de Harry e levá-lo até seu rosto. O perfume dele parecia ainda estar tão impregnado na peça que foi impossível conter algumas lágrimas. Deitou-se na cama de Harry ainda abraçando o sueter, tentando sentir um pouco que fosse do rapaz. Ficou assim, até ouvir seu nome ser chamado por Lily, no andar de baixo.


O ano de 1943 foi marcado pela recuperação dos territórios ocupados pelos paises do Eixo, pelas forças aliadas. Já no mês de janeiro, as forças alemãs sofreram duas grandes derrotas em batalhas na União Soviética e no Mar de Barents. O rumo da guerra parecia estar mudando e a cada momento os Aliados conseguiam vitórias importantes.

Infelizmente essas vitórias foram às custas de batalhas sangrentas e crueis - como aconteciam em todas as guerras -, que terminavam com um grande número de vítimas.


Depois de algumas semanas de convívio com Fleur, Molly teve que admitir que ela era uma boa moça - e que parecia verdadeiramente apaixonada por seu filho Bill. Além de ser uma boa companhia para Ginny. Sua caçula andava um tanto amuada desde a partida de Ronald e Harry e a presença de outra jovem na casa ajudava a distraí-la. Portanto, quando sua nora decidiu levar Ginny para colher flores no inicio da primavera, a senhora Weasley achou a ideia excelente. Contudo, quando as viu retornar, pouco depois, com expressões assustadas, percebeu que algo de errado havia acontecido.

- O que foi? O que aconteceu?

- Te-telegrama - Ginevra respondeu, estendendo o pedaço de papel dobrado na direção de sua mãe.

- Oh mon dieu! Mon Bill! Je ne vais pas soutenir. Mon amour...

- Calma Fleur, a gente... A gente não sabe... Deixa a mamãe ler.

Com gestos bruscos Molly agarrou o pedaço de papel das mãos de sua filha e passou a desdobrá-lo com rapidez. Os lamentos em francês de Fleur e as ponderações de Ginny foram sumindo à medida que ela lia as poucas palavras contidas no telegrama. Precisou reler algumas vezes até conseguir captar o exato sentido delas. Por um momento suas pernas cederam e Molly teve que se apoiar na mesa e sentar para não cair. Não podia ser verdade. Aquele devia ser algum equívoco. Seu filho Charlie não poderia estar morto...


A notícia da morte de Charlie Weasley rapidamente chegou ao conhecimento de toda a cidade. Parecia que somente à partir daquele infortúnio, os cidadãos de Bourghill se deram conta da gravidade da guerra e da situação em que muitos dos jovens dali se encontravam.

E o ânimo dos moradores não melhorou, quando apenas dois meses depois, a família de Seamus Finningam também recebeu o mesmo tipo de telegrama.


Mas nem todos os acontecimentos eram ruins. Para um breve alívio no sofrimento dos Weasley, George e Fred apareceram no início do verão e permaneceram com sua família por todo o período de suas licenças. Como todos, os gêmeos também ficaram arrasados ao descobrirem sobre a morte de Charlie e por isso, não fizeram nenhuma brincadeira com o fato de Bill ter se casado às pressas. Para Arthur e Molly, o fato deles terem conseguido voltar para casa - mesmo que momentaneamente - lhes deu um grande alívio que só era suplantado pelo fato de não terem notícias de Ronald desde o final do ano anterior.



Quando Remus chegou em casa naquela tarde, após um tranquilo dia de trabalho – tranquilo até demais para a opinião dele -, seu coração se encheu de felicidade ao ver Nymphadora contando uma história para Jéssica, sentada em seu colo. Para ele não havia nada mais precioso que a sua família.

Ao vê-lo, Nymphadora sorriu largamente e após encerrar o conto, apontou para a mesa, falando:

- Chegou uma carta de Sirius.

- Papai! - Jéssica exclamou, saindo do colo da madrasta e se jogando nos braços de Remus.

-Olá princesa – enquanto abraçava a filha, pediu: - Abra para mim, por favor, Dora.

Nymphadora alcançou o envelope sobre a mesa e abriu-o, ao mesmo tempo em que observava pai e filha brincando no sofá. Somente percebeu que havia se distraido, fitando sua familia, quando Remus perguntou:

- E então...?

- Ah, desculpe. Me distrai – Nymphadora corou e retirou o conteúdo de dentro do envelope. - Tem uma carta e uma fotografia – examinou a foto e reclamou com a testa franzida: - Aqui atrás só tem uma data, de daqui a três meses, e uma pergunta... pelo menos eu acho que é uma pergunta.

- Data? Me deixe ver.

Remus estava acostumado com as loucuras de Sirius, mas não estava preparado para o que viu. Um sorriso maroto brincou em sues lábios enquanto uma sobrancelha se erguia e ele exclamava:

- Incrível!

- O que é incrível? Você entendeu alguma coisa? -Nymphadora perguntou, sentando-se ao lado de Remus e colocando Jéssica em seu colo mais uma vez.

- Você reparou na fotografia? - Ele devolveu a foto para a esposa e desdobrou a carta.

- Aqui está o Sirius e mais três homens que eu não conheço, na frente de um avião.

- Exatamente. O avião de Sirius.

- E o que tem ele?

- Você reparou no nome que está pintado no avião?

- Sim, Patrícia. E o que tem demais, Sirius ter feito isso? Não é o que os pilotos fazem?

- É. Só que Sirius tinha jurado que somente iria fazer isso quando arrumasse uma esposa... O que eu e James achamos que nunca iria acontecer...

- Então quer dizer...

- Quer dizer que a data que está atrás provavelmente é a do casamento – Remus apontou para a parte de trás da foto e esclareceu antes mesmo que Nymphadora perguntasse: - E sim, “padrinho?” é o jeito dele me perguntar se eu aceito ser o padrinho do casamento.

- Ah que notícia boa!

Remus olhou para a esposa, embevecido. Há quanto tempo não a via sorrir abertamente daquele jeito? Com tantos acontecimentos tristes, todos pareciam sempre amuados.

- Só de ter feito você sorrir desse jeito eu já tenho que agradecer ao Sirius. Você tem andado tão abatida por esses dias.

- Remus... - ela não queria falar sobre seu abatimento, não agora.

- Eu sei que a morte de Charlie Weasley deixou você triste.

- Ele era meu amigo, Remus.

- Eu entendo, querida, e respeito isso – Remus falou, abraçando-a e beijando-a rapidamente nos lábios.

Jéssica desistiu de ficar entre eles e resolveu pegar sua boneca, caída no chão ao lado da poltrona, dando espaço para que seu pai e Nymphadora trocassem mais um beijo apaixonado. Mais relaxada, Nymphadora apoiou sua cabeça no ombro de Remus e perguntou:

- O que mais ele diz na carta?

- Mais detalhes sobre o casamento... – Remus comentou, voltando a ler a carta de Sirius. - Notícias de pessoas conhecidas... Que triste, um conhecido nosso, Albert, morreu no fim do mês passado... E o...

Nymphadora ficou esperando que o marido continuasse. Notou que havia algo a mais, algo importante, só pelo modo em que os músculos dele ficaram tensos enquanto lia o restante da carta.

- E o que?

- Nada... Ele não diz mais nada.

Remus soltou-a e se ajeitou no sofá, visivelmente incomodado. Nymphadora olhou diretamente para ele e afirmou:

- Remus John Lupin, eu acho que já conheço você um pouquinho para afirmar que o senhor mente muito mal. Ande, fale de uma vez o que mais Sirius escreveu. Tem alguma coisa a ver com James?

- Com James? Não! É só que... O Sirius encontrou o editor chefe do The Independent e ele... Bem, ele mandou o Sirius me perguntar se eu não quero fazer algumas reportagens para o jornal, na Itália. Parece que a situação lá está cada vez mais critica... E o pagamento, pelo que ele diz aqui, é muito bom.

- E... E você está pensando em aceitar essa oferta?

- Não... Claro que não... Se bem que essa quantia é tentadora...

Nymphadora sentiu o mundo parar. Remus não podia estar pensando seriamente em ir novamente para a guerra. Ela sabia que ele quase havia morrido durante uma reportagem, antes de se conhecerem, ela via as cicatrizes que os ferimentos haviam deixado no corpo dele. Como ele podia cogitar a hipótese de voltar a se arriscar? Um suor frio brotou em sua testa enquanto ela empalidecia sem perceber.

- Não está nos faltando nada – Nymphadora falou, num fio de voz. Lágrimas escorriam de seus olhos sem que sentisse. - Eu economizo mais ainda... Volto a trabalhar...

- Calma, Dora, está tudo bem. Eu só pensei... Não tinha a intenção de aceitar – Remus começou a explicar, mas ao perceber o estado em que ela se encontrava, ficou preocupado. Normalmente Nymphadora não ficava assim tão nervosa. - O que houve? Você está me assustando.

- Não é nada, é só... Só que eu não conseguiria ficar sem você, ainda mais agora que... - se interrompeu, mas notou que o estrago já havia sido feito.

- Agora que o que, amor? O que está acontecendo?

- Eu... Eu acho que estou grávida...

- Grávida? - Remus arregalou os olhos em choque, percebendo em seguida que havia sido um erro, pois Nymphadora parecia ter interpretado mal sua reação.

- E-eu sei que não é um bom momento... com isso tudo acontecendo... - ela abanou a mão, transtornada e levantou-se com a intenção de sair da sala.

Jéssica, que estava sentada no chão com sua boneca, lançou um olhar curioso aos dois quando seu pai alcançou Nymnphadora antes mesmo que ela chegasse ao pequeno corredor e a apertou em seus braços.

- Você é a melhor coisa que já aconteceu na minha vida - sussurrou ele em seu ouvido.

Nymphadora pareceu amolecer um pouco, deixando algumas lágrimas correrem soltas enquanto ele segurava seu rosto com as duas mãos.

- Remus...

- Eu já achava isso, antes mesmo de você me contar sobre... o bebê.

Mais tranquila, Nymphadora sorriu involuntariamente, enquanto sentia os lábios gentis de Remus afagarem os seus e as pequenas mãozinhas de Jéssica grudarem em sua perna pedindo sua atenção.




Lily Potter tentava ocupar seus pensamentos com os preparativos para a pequena viagem que faria junto com os Lupin na semana seguinte, para assistir ao casamento de Sirius e Patrícia. Andava bastante desanimada e aflita, já que havia se passado bastante tempo desde as últimas notícias que Sirius conseguira de Harry. E não era somente o filho que lhe causava preocupação... Mas não iria pensar em coisas tristes naquele momento, Sirius e Patrícia mereciam ser felizes e Lily sabia que a falta de James já seria motivo suficiente para entristecer o amigo. Remexeu nos cabides até encontrar o vestido que procurava para usar na cerimônia, assustando-se ao fechar a porta do armário e encontrar o marido encostado no umbral da porta, mirando-a com um sorriso torto.

- Olá.

Os olhos verdes de Lily se arregalaram e ela nem percebeu que o vestido que segurava caira de suas mãos - que agora tremiam incontrolavelmente, assim como seu corpo. Sentiu-se zonza, mas por sorte conseguiu sentar-se na beirada da cama antes de cair. Sentiu que suas mãos eram seguradas fortemente e elevou os olhos para encarar a pessoa que o fizera.

- Ja-james?

- Eu mesmo... - Ele sentou ao lado dela e passou as costas de uma das mãos pelo rosto de Lily, delicadamente, antes de abraçá-la. - Eu senti tanta saudade...

- Ma-mas como?!

James afastou-se somente o suficiente para olhar para a esposa. Ficou assim, ponderando as palavras, durante um minuto antes de exalar com força e começar a contar sua história.

- Bom, tudo aconteceu muito rápido. Numa hora eu estava no ar, logo depois meu avião estava caindo. Eu me ejetei e fiquei preso numas árvores. Sabia que estava em um território repleto de nazistas, mas já era de noite e eu pensei que talvez a escuridão me ajudasse a escapar. Contudo, assim que alcancei o chão fui cercado pelos alemães, que me levaram para um campo de prisioneiros e me torturaram...

- Você foi torturado?

Com um sorriso triste, James assentiu. Ainda com os dedos trêmulos, Lily afagou o rosto do marido, que continuou, segurando na mão que o acarinhava e beijando a palma.

- Mas sobrevivi. Nem todos os que estavam lá, tiveram a mesma sorte... Eu não sei por quanto tempo eu fiquei preso naquele lugar. No início eu tentava escapar, mas era recapturado e mandado para a solitária...

- James!

- É o que se espera de um oficial, Lily. Que tente escapar. É claro que sendo um campo da Luftwaffe eles entendiam, se fosse um campo comandado pela S.S. ou pela Gestapo, eu não estaria aqui agora contando essa história.

- Céus, que loucura... - a declaração dela saiu num sussurro, enquanto James continuava.

- Então um dia me mandaram buscar água junto com outro prisioneiro, um russo chamado Sasha. Nós fomos escoltados até o rio por apenas um guarda. Eu e Sasha não haviamos planejado nada, mas percebemos que aquele era um momento único e não podíamos desperdiçá-lo - um pequeno sorriso voltou aos lábio de James, que brincou: - Uma dica: nunca leve duas pancadas na cabeça, com baldes de metal, ao mesmo tempo. Isso te deixa atordoado... Nós o mat... - James interrompeu-se e mediu melhor as palavras que iria usar. - Nos livramos do guarda, apanhamos suas armas e corremos pelo leito do rio o mais rápido que podíamos.

"Em determinado momento, ouvimos o barulho dos cães nos caçando, mas nesse ponto o rio já estava mais profundo e a correnteza mais forte. Deixamos o fluxo da água nos levar, poupando o pouco de força que ainda tínhamos. Quando o céu começou a clarear, nós saimos do rio. Conseguimos algumas frutas e andamos pela margem durante mais algumas horas, até cairmos exaustos.

"Fomos encontrados por um casal de fazendeiros que nos acolheu. Eles nos esconderam em seu porão por algum tempo. Ficávamos lá embaixo durante o dia, só saíamos à noite, com medo de sermos surpreendidoss pelos nazistas que pareciam estar em todos os cantos. Duas semanas atrás o lugarejo foi retomado pelos Aliados e então nós pudemos sair de lá e eu pude voltar para casa. Para você.

- E-eu... - Lily soltou suas mãos das de James, levantando-se e indo até a janela. Abraçou-se como se procurasse um apoio para as emoções que sentia. - Eu não... Não sei o que dizer... É tudo tão... irreal!

- Não precisa dizer nada, meu amor. Eu estou aqui! Eu estou bem...

- Mas não estava até alguns minutos atrás! - Lily o interrompeu, virando de frente para ele que a olhava sem entender. - Eu cheguei a pensar que você pudesse estar morto. Durante semanas, eu pedi aos céus que você aparecesse, e nada! Você não tem ideia do quanto eu sofri, me desesperei... O Harry, meu deus! O Harry... E agora, de repente você volta, assim, do nada!

- Você não... Não está feliz?

- Feliz?! É calro que eu estou feliz! Eu só estou com medo de que tudo isso seja um sonho e que de repente, acorde e me dê conta de que você não está realmente aqui, que você não voltou...

As lágrimas que agora escorriam livres pelo rosto de Lily, a faziam soluçar, impediando-a de continuar. Porém nada mais precisava ser dito. James se aproximou e a envolveu em seus braços. Apretando-a com sofreguidão. Deixando que ela finalmente aliviasse sua angustia.

Para provar que era real, ou apenas para satisfazer a sua vontade reprimida durante tanto tempo, James a beijou apaixonadamente, enquanto a segurava bem junto a si. Mas a saudade era demais para ser saciada apenas com alguns beijos, levando às carícias e aos afagos, durante as horas que se seguiram.

Já era muito tarde quando James percebeu que algo estava faltando. Harry. Parou de mexer nos cabelos vermelhos de Lily, deitada com a cabeça sobre seu peito e perguntou:

- É tarde. Onde está Harry?

Lily fechou os olhos e suspirou. Harry. Sentou-se na cama, cobrindo-se com o lençol e olhou para o marido ao responder:

- Ele não está, James.

- Não está? - James apoiou-se sobre o cotovelo, erguendo-se da cama. - Como assim?

- Ele... Ele foi para a guerra. Faz mais de um ano agora.

- O Harry...? O nosso Harry foi para a guerra? - James se levantou de um salto, encarando Lily com olhar feroz. - Mas como...?! Você autorizou? Em que unidade ele está?

- Calma James. Eu não pude fazer nada. Ele já falava sobre ir para a guerra. Quando soubemos o que aconteceu com você, foi a gota d'água. Ele nem esperou completar dezessete anos... Ele e Ronald se alistaram no exército.

- Maldição! E o Sirius não fez nada? Você falou com ele?

- O Sirius estava aqui quando ele nos contou que iria se apresentar. Mas Sirius o apoiou. Disse que ele estava honrando seu nome... Sirius tenta me manter informada, mas ele mesmo não tem conseguido muita coisa. A última carta de Harry eu recebi em mês passado, mas era datada de maio...

James sentou-se na cama, apoiando a cabeça nas mãos.Seu filho estava na guerra...

- O que mais? - perguntou olhando novamente para Lily.

- Ahm?

Ele soltou o ar com força depois acomodou-se de encontro à cabeceira da cama e puxou Lily para junto de si. Ela apoiou sua cabeça no peito de James, abraçando-o enquanto ele os cobria novamente com o lençol e beijava seus cabelos. Depois, com a ponta dos dedos, ergueu o rosto dela par poder olhar diretamente em seus olhos e perguntou:

- Agora me conte, o que mais aconteceu enquanto estive... "fora"?



*%*%*

N/B Paty: NOSSA!!! Muitas emoções, e eu preciso mesmo dizer qual foi a melhor de todas para mim? tô dando ataque até agora... WHAAAAAAAAAAAA... Meu cachorrão colocou no avião dele o MEU nomezinho e eu vi até a foto *.* em primeirissima mão uhhhhhhhh... morram de inveja hauahauhau... vc é realmente a melhor irmã do mundo (que a Pam não me leia) tô tão empolgada *.* rsrsrs... adorei tudo mana, a cena do James e da Lily foi linda e da Ninphadora e do Remo muuuuuuuito linda tb, milhões de beijos e eu te amasso no msn por essa surpresa linda, MEU presente enfim rsrsrs... Beijinhos e continue logo, tô sentindo muita falta do Harry e da Gina.

Olá a todos. Vocês não tem ideia do quanto foi difícil escrever esse capítulo. Primeiro por causa das obrigações da vida real (incluindo aí uma cirurgia para retirada da vesícula ainda em fevereiro), e depois porque como a fic está chegando ao final, esse é um capítulo de ligação e por isso mesmo mais complicado de se escrever.

Nele, como puderam ler, houve uma passagem longa de tempo. No final do capítulo anterior estávamos em junho de 1942 e terminamos esse em agosto de 1943. Muita coisa aconteceu nesse tempo que eu não consegui colocar ai, pois não teria muito sentido, já que é uma história sobre o Harry.

Mas sem dúvida nenhuma a parte mais difícil de escrever - e até de decidir realmente fazer - foi a morte do Charlie. Liv, querida, milhões de desculpas, mas você sabe que às vezes a gente não tem escolhas. Mas não foi uma atitude leviana. Além do fato de em uma guerra as pessoas morrerem, houve outra coisa que ajudou nesse acontecimento, e que não pude colocar no capítulo. Quando Bill retorna para o front, após sua inesperada visita à Bourghill, ele conta ao irmão que Nymphadora havia se casado e parecia muito feliz. Esse fato fez Charlie se "empenhar" mais nas batalhas, se arriscando mais que o necessário.

Bom, isso era algo que eu queria explicar...

Outra coisa que eu já ia me esquecendo: a foto que Remus recebe de Sirius, é uma das que está na nova capa da fic (no canto inferior direito). Todas as fotos da capa, exceto as dos atores, são fotos realmente tiradas durante a segunda guerra. O que significa que um piloto da RAF realmente amou uma moça chamada Patrícia. Quem sabe o nome dele não era realmente Sirius????

Obrigadíssima a todos que estão lendo. Um beijo especial para minhas amigas Paty Black (eu também te amo muito!!!), Sônia Sag (afofa) e Sô Prates (obrigada por me ajudar!), que betaram esse capítulo. Um carinho todo especial para a minha comadre Sally Owens que não pode betar por um motivo muito especial chamado Miguel.

Obrigada aqueles que estão lendo, mesmo não comentando. Bjks para: Daniella Granger, Kelly**, Maria Lua, Clara, Cassandra Melissa Wisney, BERNARDO CARDOSO, Lady Eldar (Desestimulada??? Nem pense nisso, se precisar de alguém para animar, pitacar, ajudar, estamos aí, sua história é linda e vc escreve muito bem. Qualquer coisa me chame!!!!), danda jabur, Pedro Henrique Freitas, Ninha, dissendium e patilion (Oi querida! viu, respondi, hihihi).

Até o próximo, que eu espero sinceramente não demorar tanto como esse.
Bjks da Pri

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2022
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.