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8. Tempestade


Fic: Vidas Reerguidas - Pos DH


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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__Hermione?

__Sim, Ron – respondeu a jovem enquanto alinhava-se ao lado do ruivo.

Estavam os nossos três inseparáveis amigos em frente a Hogwarts. Harry, um pouco mais a frente, já entrava pela imensa porta da escola, enquanto os outros dois a observavam. Já estava anoitecendo, o sol desaparecia por detrás dos montes que tornavam a paisagem algo incontestável.

__Fala Ronald – pediu Hermione, mas não com seu tom mandão de sempre, tinha um jeito meigo e calmo enquanto olhava para o rapaz ao seu lado – O que foi?

__Bem... er... Eu preciso te falar uma coisa. Já era pra ter te contado isso há muito tempo, mas as coisas aconteceram tão rápido que...

__Então diz, Ron – exigiu Hermione, não tão meiga e calma como antes.

__Tu... tu... Tudo bem – Ron suava frio e suas mãos tremiam tanto quanto sua voz – Só me prometa que vai ficar calma.

__Ronald, eu estou tentado, mas você não está facilitando.

Hermione se aproximou do ruivo, ficando em frente a ele e, delicadamente, pegou em suas mãos, percebendo o nervosismo do rapaz.

__Não precisa ficar nervoso, Ron. Eu prometo que vou fazer o possível para manter a calma. Mas fala comigo.

__Tá, eu vou falar – Ronald deu um breve suspiro e continuou – Olha... Eu fui um idiota com você. Deixei o ciúme falar mais alto, fiz coisas horríveis com você e corri o risco de te perder. Aliás, ainda corro esse risco.

__Ron, você não corre risco nenhum. Está tudo bem entre nós agora. Estamos juntos de novo e é o que importa. Esquece isso.

__Não Hermione. Eu fiz coisas ruins com você, mesmo você não estando aqui. Não posso me perdoar pelo...

__Ronald Weasley – Hermione segurou o rosto do rapaz com suas delicadas mãos – Eu não quero saber o que houve quando eu estava fora. O que quer que tenha acontecido já passou. Vamos deixar tudo para trás. Temos mais coisas para nos preocupar.

__Hermione, por favor, eu preciso...

__Sr. Weasley! Srta. Granger!

__Uma familiar voz zangada, vinda da grande porta da escola, fez os dois jovens pularem. Minerva McGonagall estava parada bem em frente à porta, com as mãos na cintura e uma cara não muito amigável.

__Não acham que já ficaram tempo demais fora da escola?

__Ah! Nos desculpe, professora. – respondeu Hermione – Já estávamos entrando.

__Pois bem. Então entrem! – Ordenou McGonagall – Eu quero fechar a escola.

Os dois jovens se entreolharam e Hermione puxou a caminhada rumo à escola. Ronald resistiu por alguns segundos, parado no mesmo lugar. Não conseguia acreditar que esteve tão perto de contar tudo para Hermione e não conseguiu. Até que se apressou para acompanhar a jovem.

__Vamos! Apressem-se – ordenou a diretora – O jantar já está sendo servido.

Os dois passaram apressados pela diretora e já iam em direção às escadas quando Minerva falou mais uma vez:

__A propósito – a voz da diretora fez os jovens param bruscamente antes mesmo do primeiro degrau – Toda a escola já está sabendo da nova aventura de vocês. Meus parabéns. E fico feliz que estejam todos bem.

Os dois agradeceram e desapareceram pelas escadas.

O Salão Comunal estava vazio quando chegaram, com exceção de Harry, que já vinha descendo a escada dos dormitórios.

__Deixem suas coisas por aí e vamos logo, ou vamos perder o jantar!

__Não se preocupe conosco, Harry – falou Hermione esboçando um sorriso e com uma das sobrancelhas levantadas – Pode ir descendo. Sabemos que está doido para ver a Gina.

__Eu sou tão transparente assim?

__É– responderam Ronald e Hermione em uníssono.

__Ótimo – disse Harry, achando graça da situação – Eu vou indo.

O rapaz saiu apressado pela passagem da Mulher Gorda com um belo sorriso nos lábios, deixando os dois amigos em meio a sorrisos também.

__Ele gosta mesmo dela, né? – falou Ronald assim que a passagem terminou de se fechar.

__É, Ron. Gosta mesmo.

Hermione foi andando em direção à escada dos dormitórios.

__Aonde você vai? – perguntou Ron.

__Ora, Ronald. Eu vou ao meu quarto guardar minhas coisas. Que pergunta.

__A gente precisa terminar nossa conversa Hermione – disse Ronald seguindo a garota até a porta do dormitório feminino.


Segundos depois, Hermione já estava na porta, bem em frente a Ron “Eu já disse Ron, esquece isso” Ela deu uma leve empurrada no ruivo para que ele desse espaço para ela passar “Agora vamos descer, eu estou morrendo de fome.” Hermione saiu apressada pela escada e Ronald, sem escolha, fez o mesmo. Rápido como um feitiço atrás da namorada, Ronald tentava falara com ela, mas Hermione não parava de falara sobre como era bom estar ali novamente, depois de pensar que nunca mais veria aquilo tudo. Quando Ronald se deu conta, eles já estavam entrando no Grande Salão. Vários alunos estavam em volta de Harry, felicitando-o, querendo saber detalhes e quando os dois chegaram, não foi diferente com eles. Ronald tremia, sabia que a qualquer momento tudo seria revelado a Hermione. Enquanto as pessoas se aproximavam ele ficava atento a cada movimento e a cada palavra. Logo o assunto surgiria e ele precisava estar preparado. Como um último consolo para si mesmo, ele esperou uma pequena brecha do “assédio” e sussurrou para Hermione “Só quero que saiba que você muito importante pra mim e que eu nunca faria alguma coisa propositalmente para te machucar.”


Hermione mal tivera tempo de se questionar a respeito das palavras de Ron, que para ela soavam um tanto quanto estranhas, pois num rápido movimento, Gina saiu do meio da aglomeração de fãs e curiosos e puxou o irmão e a amiga para um longo abraço. “Oh Merlin! Que bom ver vocês!” disse a ruiva em prantos. Depois que os soltou, Gina voltou-se para Hermione “Ai, amiga! Eu fiquei tão preocupada! Não sei o que faria se tivesse acontecido algo grave com você!” e abraçou-a novamente.
__ Está tudo bem, Gin – disse Hermione quando Gina, finalmente a soltou e voltou para os braços de Harry.

Procurando o namorado com o olhar, Hermione viu Ronald sendo “atacado” por um grupo de meninas que o enchiam de perguntas e elogios. Sem perceber, foi cercada por um grupo de pessoas também e no meio delas estava Parvati Patil, amiga inseparável de Lilá. De onde estava, Ronald observava a aproximação com imenso nervosismo. Ela ia falar alguma coisa com Hermione, só podia ser isso. Por que mais Parvati Patil se aproximaria toda amigável de Hermione? Ele tentou sair do meio das pessoas,mas não conseguia. Parvati então, foi até a jovem.

__Hermione – disse a garota fingindo certo contentamento – Quem bom que está bem!

Hermione sorriu sem graça e sem entender nada “Obrigada Parvati”.

Ronald empurrava as pessoas em seu caminho desesperadamente. Não podia acontecer daquele jeito. Algumas pessoas soltavam gemidos de reclamação enquanto Ronald passava, nem um pouco delicado, por elas. Ele já estava quase chegando até Hermione e já podia escutar Parvati falando quando ela começou:

__É bom também saber que você perdoou o Ronald.

Ronald parou bruscamente, pálido e paralisado, mas sem antes atrair a atenção das duas meninas a sua frente. Hermione olhou rapidamente para o rapaz a alguns passos de distância sem entender sua expressão de desespero. Ela ainda tinha o vestígio de um bobo sorriso nos lábios até Parvati continuar:

__Depois de uma tremenda traição como essa. Isso significa que você gosta muito dele. Isso é uma coisa rara.

O sorriso de Hermione deixou de ser vestígio, desaparecendo por completo, enquanto lágrimas começavam a surgir em seus olhos. Ela olhou para Ron novamente, enquanto tentava entender as palavras de Patil e voltou-se para a garota a sua frente.

__Do... do que você está falando, Parvati?

__Ora! Mas então o Ron não te contou?

__Hermione... – falou Ronald finalmente, mas com a voz baixa, quase um sussurro- Não dê ouvidos a essa meni...

__Fala Parvati – disse Hermione com seu tom mandão cortando a frase de Ron.

__Estou falando do Ron e da Lilá. Puxa Hermione. Você realmente não sabia?

Hermione ficou calada enquanto seus olhos se enchiam de mais lágrimas e balançou negativamente a cabeça.

__Olha, foi sem pensar, tudo aconteceu por impulso sabe? Vocês dois brigados, você com o Krum, a Grifinória em festa.
Hermione fechou as mãos trêmulas em punho. O ódio subia por todo o seu corpo. Não conseguiria falar, a sensação era que tinha uma bola em sua garganta. Ronald também não tinha palavras. Com isso Parvati continuou.

__Mas eu acho que fui um pouco indelicada aqui. Eu achei que você já soubesse de tudo. Afinal, a escola inteira já sabe.

Hermione olhou ao redor e percebeu que alguns dos alunos, agora todos sentados em suas respectivas mesas, olhavam torto para ela, alguns cochichavam e outros a olhavam com pena.

__Mas eu acho melhor então que o Ron te conte né? – falou Parvati, fingindo estar sem graça com a situação enquanto se dirigia à mesa para jantar e quando passou Ron sussurrou para o rapaz “Uma hora ela teria que saber não é?”

Hermione estava paralisada, nem sequer se virou para olhar para Parvati quando disse em alto e bom tom “Seja razoável com ele, Hermione”. Ronald caminhou lentamente até a garota, sem olhar para ela. Os dois eram um dos poucos de pé naquele momento e os olhares dos alunos começavam a encontrar o casal no que parecia ser o início de uma discussão. De onde estavam sentados, Harry e Gina, olhavam preocupados, mas não ousaram a se intrometer.

__Hermione... eu sinto muito. – falou o ruivo com a voz trêmula

__O que exatamente aconteceu, Ronald? – perguntou Hermione friamente, mantendo o olhar fixo no chão.

__Olha... enquanto as pessoas comemoravam a vitória da Grifinória no Salão Comunal eu fui para o dormitório. Não tinha graça, comemorar sem você.

__Continua Ronald!

__Bem... então... a Lilá foi lá em cima, me chamou para tomar alguma coisa, queria me animar, ficou insistindo, então eu aceitei. Desci com ela e bebemos. Mas acho que bebi demais. Na verdade eu tenho certeza de que bebi demais. Pois depois de voltar para o Salão Comunal eu não me lembro de quase nada.

__E do que é que você lembra, então? – perguntou Hermione, finalmente olhando para Ron, mas não diretamente em seus olhos.

__Hermione, por favor. Eu tinha bebido demais e nós estávamos...

__Do que é que você lembra Ronald? – as lágrimas começavam descer pelo rosto de Hermione.

__ Nós dançamos por um bom tempo. E ... eu... eu...a beijei! Pronto! Satisfeita? Não vou falar que ela me beijou a força, porque não foi assim. Nós dois nos beijamos.

Hermione deu um suspiro, tentando segurar o rio de lágrimas que queria cair de seus tristes olhos. Ronald continuou:
__Nós subimos de volta para o dormitório masculino, que estava vazio, pois estava na hora do jantar. E daí, não me lembro de mais nada.

__Só isso? – perguntou Hermione, sarcasticamente.

Lágrimas ameaçaram vir aos olhos de Ron. Ele respirou fundo antes de responder “Não”

__Te... tem mais?

__Sim. No dia seguinte, Harry me acordou me falando que a Lilá estava contando que nós dois tínhamos... er... você sabe.

__Vocês transaram, Ron? – as lágrimas aumentavam, já estava difícil para Hermione controlá-las.

__Eu não me lembro, Hermione. Eu juro que não me lembro.

__Vocês dançam, bebem, se beijam, depois vão para o quarto e não acontece nada?

__Eu não me lembro Hermione.

__Mas foi o que aquela... o que Lilá disse. Não foi? Ela falou que vocês dormiram juntos?

__Falou.

__Então, como ela se lembra e você não?

__É aí eu quero chegar, Hermione. Ela pode ter inventado isso.

__Inventado? E por que ela faria isso?

__Eu não sei Hermione. Mas se eu não me lembro de nada...

Hermione ficou quieta e soltou uma gargalhada sarcástica

__Hermione... eu estava bêbado. Tudo que eu fiz, foi sem pensar. Não sabia das conseqüências dos meus atos.

__ISSO NÃO JUSTIFICA NADA RONALD!

Quase toda a escola olhava para o casal agora.

__Por favor, não grita, Hermione.

__NÃO GRITAR POR QUÊ? TODOS JÁ SABEM MESMO, NÃO É? EU ERA A ÚNICA QUE NÃO SABIA!

__Hermione eu nunca quis que isso acontecesse. Eu estava chateado com você, pensando em você viajando com o Krum, que acabei me deixando levar pela generosidade da Lilá, bebi demais e naquele momento ela era a única que estava do meu lado, acabei me deixando levar pelo impulso.

__Ah que ótimo! Agora isso é desculpa, Ron? Você se aproveitou da minha ausência pra se divertir com aquela oferecida! Isso sim!

__Hermione, por favor, me escuta. Eu estou arrenpendi...

__Escutar o quê? Que você bebeu demais e blá blá blá...? Chega Ronald!

Hermione deu as costas ao ruivo e saiu correndo para a porta do Grande Salão, queria ficar longe dali. Todos aqueles olhares para ela. Era demais. Ronald imediatamente correu atrás dela. Harry e Gina se entreolharam e fizeram o mesmo. Não tinham mais clima para o jantar e era bom estarem por perto,eles conheciam muito bem o casal e sabiam no que aquilo ia dar.

Hermione subia as escadas o mais rápido possível, mas não tinha forças. Sua blusa já estava molhada devido ás lágrimas e suas pernas bambas, era difícil correr. Ronald vinha logo atrás dela, gritando “Espera Hermione!”. Mas ela não queria parar, porém não conseguiria fugir por muito tempo, Ronald era mais rápido e por fim, resolveu parar e ouvir o que o ruivo tinha a dizer.

__Me escuta, por favor, Hermione.

__Estou escutando, Ronald.

__Eu não queria ter feito o que fiz. Por favor, eu estava bêbado. E você tinha dado um tempo comigo, pra viajar com o Krum.

__PARA RONALD! JÁ CHEGA! AGORA A CULPA É MINHA POR VOCÊ TER DORMIDO COM A LILÁ?

__Hermione, eu posso ter beijado a Lilá, mas nenhuma bebida no mundo me faria transar com ela. Eu não posso ter feito isso. Tudo que eu te falei que me lembro, aconteceu, eu não vou negar. Mas dormir com ela, não. Isso não.

__Você não se lembra Ronald. Como pode ter certeza? E ela já falou o contrário, não foi?

__É minha palavra contra a dela, Hermione. Você prefere acreditar nela a acreditar em mim?

__Como é que eu posso acreditar em você depois disso, Ronald? Você nem sequer me contou. Tive que saber pela boca da Parvati!

__Mas em momento algum eu menti pra você, Hermione. Eu só não tive coragem de te contar. Quando criei coragem, você me interrompeu, dizendo que não importava, lembra?

__Isso não é desculpa, Ronald. Se quisesse mesmo, teria me contado de qualquer jeito.Isso foi covardia da sua parte!

__Isso mesmo! É isso que eu sou! Um covarde! Por isso foi mais fácil pedir ajuda ao Viktor do que a mim, não foi?

__Não seja ridículo Ronald.

__Enquanto você estava lá com ele, a Lilá ficou me dando força. Ela entedia o que estava passando. Não ficava tentando mudar meus pensamentos em relação à morte do meu irmão, como você, o Harry e a Gina. Tá ok? Ela foi gentil comigo, aceitou meus sentimentos. Me aceitou um covarde, como eu sou. Se você não gosta de um covarde, por que não ficou com o Krum? Eu aposto que ele foi gentil com você o suficiente lá na Austrália. Vai me dizer que não te agradou?

PLAF!

Aconteceu muito rápido. Quando Ronald percebeu, as marcas dos dedos de Hermione já ardiam em sua bochecha.

__Só porque você foi capaz de fazer uma cafajestagem dessas comigo, não quer dizer que eu sou capaz!

Ronald ficou calado massageando sua bochecha com a mão. Hermione continuou, em prantos:

__Se eu quis ficar com você, foi porque eu te aceitei do jeito que você é, Ronald.

Os dois ficaram em silêncio por alguns segundos, até Ronald quebrá-lo.

__Você não vai acreditar em mim, vai?

__ Acreditar em que, Ronald?

__Esquece, você não confia em mim. Se confiasse, acreditaria em mim e não ficaria me batendo por aí.

__Você é mesmo um infantil, Ronald Weasley! Como ousa falar de confiança? Como ousa me recriminar depois de tudo que você fez?

__Ótimo! Então talvez você prefira o Krum, não é? Ele com certeza é mais maduro do que eu a ponto de ser ele o escolhido para participar da busca de seus pais.

__Para de por o Viktor no meio! Não fui eu que o escolhi, foi o Ministério. E eu só não te chamei porque você acabou de perder um irmão! É isso que você chama de não ficar do seu lado, como a Lilá fez?

__Você podia ter me chamado!

__Pra que? Pra você arrumar mais confusão com o Viktor e eu ter que ficar agüentando suas imaturidades?

__Eu acho melhor você dois esfriarem a cabeça – Harry estava dois degraus abaixo de Ron e falava cautelosamente, enquanto Gina vinha logo atrás – Conversem mais tarde, quando estiverem mais calmos.

__É – concordou Gina – A escola inteira pode ouvir os gritos de vocês.

__Eu não tenho mais nada pra conversar com esse infantil – falou Hermione, começando a subir os degraus restantes.

__E nem eu quero falar com essa... essa... Ah!
Ronald virou-se e desceu a escadas pisando fortemente em cada degrau.

Harry e Gina ficaram parados em meio à escada, sem reação.

__É, Harry. Parece que vamos ter um trabalho duro pela frente. Juntar esses dois novamente não vai ser fácil. – falou Gina, abraçando o namorado.

__É verdade, Gin. – concordou o rapaz.

Hermione entrou aos prantos no dormitório feminino da Grifinória e jogou-se sobre sua cama, tudo que queria era ficar no seu conforto e segurança.
“Eu sou mesmo uma idiota” pensava a garota “Como eu pude achar que tudo voltaria a ser com antes? O Ronald não só continua sendo o mesmo infantil de antes, como parece ter regredido. Por que fui me apaixonar por ele?” Enquanto se enchia de perguntas sem respostas, lágrimas escorriam por todo seu delicado rosto, molhando o travesseiro que apertava fortemente sob sua cabeça. O cansaço devido ao estresse era tanto que Hermione acabou adormecendo, do jeito que estava.

Desorientado com tantos sentimentos dentro de si, Ronald dirigiu-se para o único lugar onde achava que teria um pouco de sossego, pelo menos achava. Como não podia mais sair da escola e não queria arriscar a levar mais um castigo, resolveu não desafiar Minerva e foi para a biblioteca da escola. Estava praticamente vazia, havia somente quatro alunos espalhados pelo lugar, concentrados em seus livros de estudos sem nem ao menos piscar. Mas assim que se sentou no fundo da biblioteca percebeu que ali não seria o melhor lugar para esquecer seus problemas. Tudo ali lembrava Hermione, cada cadeira, cada livro, até o cheiro. Ele olhava para a cadeira vazia a sua frente e podia ver, perfeitamente, a garota sentada, estudando desesperadamente. Seus olhos encheram-se de lágrimas ao lembrar-se da maior confusão que havia causado. Ele realmente sabia que era culpado e se lamentava por isso. “Se eu pudesse voltar atrás”, pensava o rapaz enquanto levava a mão aos olhos para impedir que as lágrimas caíssem. Mas o que o enfurecia era o fato de Hermione não querer perdoá-lo, ele não conseguia aceitar isso em sua cabeça e seu orgulho, mais uma vez, predominava perante suas decisões. E em meio àqueles livros todos e sem saber o que fazer para aliviar seus pensamentos, Ronald sentiu-se convidado a estudar. Já que estava ali, por que não se preparar para os NIEMs? Pegou alguns livros e fez o possível para se concentrar, uma hora ou outra, um flash de lembrança surgia, mas logo tratava de afastá-lo e voltava aos estudos. Foi assim a noite toda e quando percebeu, Madame Pince já estava expulsando os alunos da biblioteca para fechá-la.Rapidamente, Ronald guardou os livros e subiu para o Salão Comunal. Não tinha percebido o quanto estava cansado até que chegou em seu dormitório e viu aquela cama convidativa. Notou que Harry ainda não tinha chegado e ao deitar-se em sua cama ainda com as vestes da escola , viu que o amigo havia lhe trazido um pouco de comida. Não tinha mais fome, mas logo Harry chegaria e para não desagradá-lo, Ronald decidira comer um pouco. Depois jogou-se de volta a cama e apagou como estava.

Quando Gina chegou ao dormitório feminino, depois de passar horas conversando com Harry ,na tentativa de encontrar uma forma de juntar Ronald e Hermione novamente, Hermione ainda dormia, parecia estar desmaiada em meio a tanto cansaço. Assim como Harry, Gina também havia levado um pouco de comida para a amiga, mas ao ver que Hermione dormia tão bem, não teve coragem de acordá-la e deixou o prato ao lado da jovem para o caso de acordar no meio da noite com fome pela falta da refeição.
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A terça-feira amanheceu escura e com muita chuva. Os ventos lá fora uivavam assustadoramente e sopravam com tanta força, como se quisessem derrubar a escola. Com esse clima nada agradável, foi difícil por os jovens pra fora da cama, mas era necessário, mais um dia de estudos começava, com ou sem chuva. O sétimo ano teria pela frente mais um dia longo e cansativo. Os NIEMs aconteceriam na próxima semana, tinham que estar preparados e foi com esse pensamento na cabeça, que Hermione tentou deixar toda sua tristeza e decepção de lado para conseguir sair da cama. Ao levantar-se e olhar pela janela, quase voltou a dormir, mas Gina já estava em pé ao seu lado.

__Nem pensar, mocinha! – disse a ruiva puxando a amiga pra fora da cama- Seus NIEMs estão chegando, nada de depressão!

__Calma, Gin. Eu sei disso. Só me bateu um desânimo com esse tempo.

__É realmente desanimador, não é? Meus planos de quadribol foram pro espaço.

Enquanto Hermione se arrumava, Gina fitava a paisagem turva, devido à chuva, pela janela. Assim que Hermione terminou se aprontar, juntou-se a amiga.

__Como é que você está, amiga? – perguntou Gina, percebendo o estado abatido da morena.

__Sabe Gin, olhando por essa janela, é como se eu estivesse olhando para dentro de mim- os olhos de Hermione se enchiam de lágrimas, enquanto falava – O que me deu forças para me levantar hoje, foi pensar que tenho muito que estudar para me sair muito bem nos NIEMs.

__Ei? E eu aqui, hein? – perguntou a ruiva, brincalhona.

__E claro, o seu puxão, Gina. Como eu pude esquecer?

As duas ficaram risonhas por poucos segundos e depois voltaram a ficar sérias, encarando a forte tempestade lá fora.

__Hei, Mione... – Gina abraçou um dos braços de Hermione – É como os trouxas sempre dizem: depois da tempestade vem a calmaria. Não é?

__É sim, Gina. E afinal, não é hora pra desânimo, preciso me concentrar bastante essa semana.

__É assim que se diz! Vamos descer então, porque a senhorita precisa de um bom café da manhã pra melhorar sua manhã.

Hermione desceu abraçada a Gina, pensando “Eu duvido muito disso”

No dormitório masculino Harry lutava com Ronald para tirá-lo de lá.

__Como eu vou encará-la, Harry?

__Do mesmo jeito que sempre a encarou, Ronald. Você não vai poder fugir dela também. Estudam juntos, esqueceu? Foi por causa dessa covardia que você não abriu logo o jogo com ela, cara!

__Ah não, Harry! Até você? – Ron começava a ficar furioso – Mas quer saber de uma coisa? Eu sou mesmo um covarde e foi por isso que deixei meu irmão morrer.

__Não começa de novo com isso, cara. Não foi isso que eu quis di...

__Relaxa, Harry, você está certo e a Hermione também. Eu sou um covarde, mas isso vai mudar. Começando agora. Vou descer e encarar a Hermione. Não vou deixar que essa minha covardia destrua outra vida, muito menos a minha. Se a Hermione não quer me perdoar, azar o dela, porque ela é que vai sair perdendo.

Ronald desceu determinado para o café da manhã. Tentando parecer algo que não era. Por dentro seu coração doía e temia pelo o que estava para acontecer. O que deixou Harry mais preocupado, conhecia muito bem seu melhor amigo, sabia que aquilo tudo era só fachada. Seguiu Ronald apressado pelas escadas do castelo, temendo que o ruivo fizesse besteira. Felizmente, nada aconteceu e ao chegarem ao Grande Salão, avistaram Gina, que acenava alegremente (na medida do possível) para eles, acompanhada de uma Hermione abatida e desanimada, fingindo estar comendo uma poção de ovos mexidos. Ela não levantou a cabeça para olhar os meninos assim que chegaram à mesa, continuou brincando com a comida e somente soltou um quase inaudível “Bom dia”, quando Harry passou por ela, passando a mão levemente sobre a cabeça da jovem, cumprimentando-a. Harry sentou-se no espaço entre ela e Gina, dando um selinho na namorada e Ronald sentou-se de frente para irmã. Ao se sentar seu olhar se cruzou com o de Hermione e toda sua máscara de coragem e confiança caiu. Seu rosto ficou mais que vermelho, e desajeitado com a situação quase caiu para trás, sendo salvo por Neville, que o segurou bem a tempo. “Ei cara, devagar.” Disse o rapaz enquanto dava leves tapinhas nas costas de Ron. Hermione, que já tinha voltado a fitar seu prato de ovos mexidos, na tentativa de esconder sua mágoa, não percebeu que Ronald estava tão mal quanto ela e idéia que teve do rapaz, foi a de que ele estava completamente bem e pronto para outra.Seus olhos queimavam ao tentar conter as lágrimas que lutavam em cair. “Como Ronald, pode estar tão bem, tão tranquilo, depois de tudo?” pensava a jovem.

__É melhor você comer direito, Mione – sussurrou Harry no ouvido da amiga – Ou não vai agüentar a maratona de estudos de hoje.

Hermione, finalmente olhou para o colega, mas logo que percebeu seu olhar de preocupação devido ao péssimo estado dela, abaixou sua cabeça novamente, falando baixinho “Eu vou ficar bem, Harry. Só não estou com fome”

Do outro lado da mesa, o mesmo aconteceu, Ronald passou quase o café da manhã todo brincando com a comida, mas quase não comeu. Harry e Gina olhavam a cena com piedade e até mesmo Neville percebeu o clima. Os três trocaram olhares de preocupação durante todo o tempo em que estiveram ali sentados. O estado do casal era triste de se ver. Não havia como ficar pior. Na verdade havia sim, uma pessoa em especial, podia estragar aquela manhã: Lilá Brown. De onde estava sentada, a loira, quando finalmente percebeu que Ronald estava lá e não muito bem, resolveu ir até o garoto com seu ar de prestativa e provocativa.

__Oi, Won... Ron!

O garoto ao reconhecer a voz vinda detrás dele, paralisou, deixando seu garfo cair sobre o prato, fazendo um pequeno barulho. Ainda paralisado, ele viu quando Hermione levantou os olhos para olhar furtivamente na direção dele e de Lilá.


__O que foi dessa vez, Lilá? – perguntou o rapaz friamente, sem se mexer enquanto olhava enviesado para Hermione.

Quando terminou de falar, Ronald percebeu um grande espaço ao seu lado e tentou se inclinar para ocupar a maior parte de banco possível, mas era tarde de mais, Lilá já havia se inclinado para se sentar e não satisfeita, sentou o mais perto do ruivo que podia.

__Ai, Ron. Não fala assim comigo. Eu vim ver como você está, você viajou do nada e nem pra me contar, fiquei preocupada. Soube que voltaram e que correu tudo bem lá na Austrália. A propósito... – ela virou-se para encarar Hermione com um sorrisinho forçado nos lábios – Que bom que você está bem, Hermione. Ninguém aqui queria que acontecesse algo grave com você, estávamos todos preocupados.

Hermione, que já tinha voltado a encarar seu prato, levantou a cabeça para encarar Lilá. Sua vontade era de voar no pescoço da jovem sonsa e provocativa a alguns metros de distância, mas resolveu fazer o mesmo joguinho:

__Obrigada, Lilá! – respondeu Hermione, forçando o mesmo sorriso da outra garota.

__Ah, que é isso... Você é muito especial para o Ronny aqui – ao falar isso, Lilá pôs uma das mãos sobre ombro de Ron – e se uma pessoa é especial para o Ron, é especial para mim também.

Hermione sorriu forçosamente e depois tentou engolir um pouco de suco, quase se engasgando.
__Você já viu que estou bem ,não viu, Lilá? – perguntou Ronald tirando a mão da garota de cima de seu ombro – Não tem com o que se preocupar, estamos todos bem.

__Então ta. – a garota se levantou – Mas não esqueça de que estou aqui. Eu sei como é terminar um namoro, imagino que deva estar sofrendo. Então, se quiser desabafar com alguém, estou a sua disposição. – ela deu um longo e estalante beijo na face do ruivo, que , não esperando o beijo, levou um grande susto e ficou extremamente sem graça, deixando, dessa vez, o copo cair de suas mãos entornando o resto de suco sobre a mesa.

Hermione acompanhou Lilá sair saltitante ao encontro das amigas. Quando percebeu, tinha entortado o garfo em suas mãos. O ódio era tanto que não conseguia pensar direito. “Aquela falsa e exibida, claro que sabe como o Ron se sente! Ela é culpada por isso, junto com ele!”, pensava a jovem enquanto tentava, porém sem sucesso, desentortar o garfo. Quando finalmente desistiu, percebeu o olhar de Ronald em sua direção e olhou rapidamente para o rapaz. Ronald olhava-a com tristeza, como se quisesse pedir desculpas, dar explicações. Mas Hermione logo desviou o olhar, não estava com paciência para mais desculpas orgulhosas e infantis do ex-namorado. Quando se deu conta Gina, já puxava seu braço. “Vamos, menina. Estudar bastante, lembra?” Hermione seguiu com Gina para fora do Grande Salão enquanto Harry vinha com Ron logo atrás. Os três setimanistas teriam aulas com Hagrid, mas devido a chuva a aula seria em uma sala vazia no terceiro andar. Despediram-se de Gina e subiram desanimadamente as escadas do castelo para uma enorme maratona de estudos.


Ronald e Hermione não trocaram nenhuma palavra durante toda a manhã, o que deixou Harry confuso por não saber se gostava do silêncio no lugar de brigas e discussões ou não. Tudo o que sabia era que a aula de Hagrid acontecera na maior paz, sem brigas de Ron e Hermione, que por sinal sentaram-se em lados opostos da sala, sem Malfoy e companhia atrapalhando e sem grandes catástrofes. Hagrid escolhera o chicázaro, um pequeno parasita, para usar como sua cobaia. Sem estragos, a aula foi muito bem sucedida. Hagrid resolvera se empenhar ao máximo para mostrar aos alunos de forma rápida e eficiente a maioria das criaturas que poderiam estar presentes nos NIEMs. O restante da manhã foi a mesma coisa, Hermione num canto e Ronald, acompanhado de um confuso e indeciso Harry, no outro. Hermione não ousou abrir a boca fazendo com que todos estranhassem. Era visível a situação de Ronald e Hermione, além do mais toda escola já sabia do término do namoro e durante todas as aulas da manhã, os alunos ficaram encarando o casal, alguns com olhar de piedade, outros debochando. Mas ninguém deixou de reparar e comentar algo, era o assunto da turma . Harry, no meio de tudo aquilo, sentia-se péssimo por não poder fazer nada. Queria estar ao lado de Hermione também, mas tinha medo de que se fosse sentar com a amiga Ronald ficasse chateado. Quando a hora do almoço chegou, ele sentiu um alívio enorme, passara a manhã inteira preocupado com os amigos que quase não prestara atenção nas aulas. Assim que foram liberados da aula de Poções, Harry saiu em disparada, para encontrar com Gina e desabafar um pouco com a namorada. Ronald até estranhou a atitude apressada do amigo, mas tinha outras coisas para se preocupar, como por exemplo, a jovem ainda sentada em sua carteira dupla, arrumando lentamente suas anotações e livros e guardando tudo em sua bolsa. Ron fingiu estar fazendo a mesma coisa, até que todos saíssem da sala e quando isso aconteceu, ele foi em direção a Hermione, que ainda não tinha percebido que os dois eram os únicos no local. Ao escutar seu nome sendo sussurrado bem atrás de si por uma voz bem familiar, Hermione sentiu-se gelar por dentro, deixando sua bolsa cair no chão e suas coisas se espalharem por todo o espaço ao redor de sua carteira. Ao perceber o que tinha levado Hermione a fazer, Ronald, na mesma hora, abaixou-se para pegar as coisas da garota, enquanto ela fazia a mesma coisa.

__Me desculpe, Hermione – falou Ronald, enquanto recolhia as penas e o tinteiro da jovem – Não queria te assustar.

Ainda sem olhar para Ron, Hermione falou bem baixinho:

__Não tem problema, Ron.

Ao perceber que havia chamado o ruivo pelo o apelido, Hermione sentiu seu corpo todo bambear e uma pequena pontada fez seu peito doer. Seu término com Ron era recente, ainda não tinha se desapegado do apelido que o chamava tão carinhosamente e que naquele momento não seria mais necessário para ela, já que guardava tamanha tristeza e um grande ressentimento do rapaz e queria tratá-lo fria e formalmente. Ron, por outro lado, ruborizou levemente ao perceber o constrangimento de Hermione, mas para ele não havia problema, gostava de ser chamado assim, porém manteve-se calado. Ao recolher o último livro do chão, Hermione não percebeu que Ronald fazia a mesma coisa, e quando os dois tentaram pegar o livro, suas mãos se tocaram levemente, tornando a situação mais embaraçosa. Os dois largaram o livro imediatamente, Hermione, fora mais rápida, puxando sua mão para si, e assim que o livro fez um pequeno BOOM! ao bater no chão, seu olhar encontrou-se com o de Ron. Lágrimas vieram em seus olhos e ela sentiu um pequeno aperto no peito ao olhar para o rapaz a sua frente, se recordando de toda a cena da noite anterior. Por isso não queria olhar para ele, não queria que quando encarasse seus lindos olhos azuis, lembrasse da situação humilhante e ultrajante que ele a havia feito passar. Voltou seus olhos rapidamente para o livro, jogando-o na bolsa,depois sussurrou para Ron um curto “Obrigada” e levantou-se para por a bolsa sobre seu ombro.

__Hermione, nós precisamos conversar sobre o que houve – Ronald falou, também de pé, atrás da jovem – Por isso fiquei aqui até que todos saíssem.

__Pois perdeu seu tempo, Ronald. – Hermione respondeu de costas para o ruivo- Não temos o que conversar. Você já me deu todas as suas infantis e machistas desculpas ontem.

__Hei, eu não fiquei aqui pra você me insultar, Hermione! – Ronald começava a se irritar – Tá bom? Queria conversar amigavelmente com você, mas já vi que não vai dar, não é?

__É, Ronald. – Hermione se virou para encarar o rapaz- Foi como eu disse, perdeu seu tempo. Eu não tenho mais nada pra conversar com você.

__Mas eu ainda tenho!

__O quê? Por um acaso não me contou tudo ontem? Tem mais?

__Não! – falou Ron um tanto quanto desesperado em tentar se explicar – Eu te contei tudo o que aconteceu! Eu só queria que você me entendesse, acreditasse em mim.

__Como , Ronald? E acreditar em quê?

__Que eu não fiz nada com a intenção de te magoar e estava bêbado, não tinha consciência do que estava fazendo.

__Para, Ronald! Até o cara mais bêbado do mundo deve ter um pouquinho de senso! Não use isso como desculpas. Você realmente queria fazer o que fez. A bebida só te deu coragem, mas vontade você tinha, porque se não quisesse, não teria feito! Eu não sou idiota!

__E eu não estou dizendo que você é, Hermione. Ao contrário de você, eu não vim te insultar!

__Olha só! Tá vendo! Está sendo infantil de novo!

__EU? VOCÊ COMEÇOU! Eu só queria me descul...

__É por isso que não queria conversar com você, Ronald!

__Você não vai mesmo acreditar em mim, não é?

__Acreditar em quê? Que você não dormiu com a Lilá? Me poupe.

__Eu... não dormi.

__Ronald, como eu vou acreditar em você se nem você mesmo acredita? Você já cansou de dizer que não se lembra do que houve. Como pode ter certeza de que depois de toda a agarração de vocês, vocês não fizeram nada demais? Simplesmente subiram e ficaram jogando xadrez de bruxo?

__Eu nunca seria capaz de fazer isso com você, Hermione. Isso não.

__Você não estava totalmente consciente, Ronald. Seria capaz sim e pelo o que a Lilá disse, você realmente foi.

__Ela pode estar ineventan...

__Inventando? Por que motivo?

Ronald ficou em silêncio por alguns segundos e depois falou:

_Eu... não sei. Ela devia estar tentando nos separar.

__E isso aconteceu. Mas não foi a Lilá que fez isso, foi você. – enquanto falava, os olhos de Hermione se enchiam de lágrimas - O que houve foi uma espécie de teste, Ronald, e você não passou. Não importa o que outras pessoas possam ter feito, o que a Lilá fez, são suas ações que importam pra mim. Por mais que ela quisesse você e quisesse ver nós dois separados, VOCÊ teria que ter dado um basta e não deixado as coisas chegarem a esse ponto.

Ronald ficou em silêncio com a boca aberta, como se quisesse falar mas o som não quisesse sair, então Hermione continuou:

__Você tinha que ter pensado em mim também, nos meus sentimentos. Por acaso achou que eu não fosse descobrir?

__ Nã... não... Não foi isso, Hermione. Você fala com se eu tivesse te traído, como se fosse algo planejado entre mim e a Lilá. Mas eu não planejei nada, aconteceu. Eu estava carente ela me deu apoio e depois de copos e mais copos de hidromel e uísque, acabei confundindo as coisas. Não quis trair você.

__Mas traiu, Ronald

__Só que em momento algum eu deixei de pensar em você. Posso não me lembrar de tudo o que houve, mas lembro que seu rosto decepcionado e triste olhando pra mim não saía da minha cabeça.

__O que torna as coisas bem piores, Ronald. Você foi capaz de dormir com a Lilá, pensando em mim! – as lágrimas nos olhos de Hermione pesaram e ela não resistiu, deixando que caíssem por seu rosto – Isso não dá pra aceitar!

__Não foi isso que eu quis dizer, Hermione! – Ronald também tinha lágrimas nos olhos, e lutava para que não caíssem - Isso prova, que eu não seria capaz de fazer algo assim se pensava em você o tempo todo.

__Isso não serve como álibi, Ronald, não pra mim.

Ronald respirou fundo e inclinou um pouco sua cabeça para trás na tentativa inútil de que as lágrimas em seus olhos pudessem voltar para o lugar de onde vieram. Depois, voltando-se para Hermione, falou:

__Você realmente não confia em mim, não é mesmo?

__Como quer que eu confie em você se tive que saber de tudo pela boca de outra pessoa? Você não me dá motivos pra isso.

__Ótimo – falou Ron amargurado.

__Hermione ameaçou sair, dando as costas ao ruivo

__Pelo o que parece – falou Ron, fazendo a garota parar ainda de costas para ele – Você também foi testada, um teste de confiança e não passou.

Hermione ficou calada, sem reação, mas depois de alguns segundos resolveu falar, virando-se para Ron.

__Pois é. Ambos fomos testados e não passamos, o que prova que não dá pra ficarmos juntos.

Ronald sentiu uma forte pontada no peito ao ouvir tais palavras de Hermione, mas manteve a pose “Você está certa,como sempre.”

Hermione olhou o rapaz friamente e virou-se novamente para sair da sala. Ao chegar à porta, sem se virar falou seca e rudemente:

__Só resta saber o que é pior: falta de confiança ou falta de fidelidade.

Hermione desapareceu pela porta da sala e saiu em disparada pelo corredor, esbarrando nas pessoas, enquanto tentava chegar o mais rápido possível em seu dormitório. Já não se importava mais em tentar segurar as lágrimas, pelo contrário, deixou que caíssem enquanto subia desesperadamente as escadas para chegar ao Salão Comunal da Grifinória. Correu até o dormitório feminino, passando rapidamente por Harry e Gina no Salão Comunal sem notar a presença dos amigos preocupados. Jogou-se sobre sua cama, chorando o mais silencioso que podia. Tudo o que não queria era que Lilá ou uma de suas amiguinhas saísse pela escola dizendo que ela estava aos prantos no dormitório, apesar de ser verdade.

Ronald permaneceu parado em meio à sala de Poções, lágrimas descendo por seu rosto. Não tinha mais motivo para fingir sobre seus sentimentos, ali sozinho, desabou. Deixando toda a pose de lado, sentou-se na cadeira que, há pouco, Hermione ocupava e chorou, chorou como uma criança.

Gina resolveu esperar um pouco antes de ir até o dormitório e chamar Hermione para almoçar, não ia deixar, de maneira alguma, a amiga sem refeição mais uma vez. Quando Gina chegou lá, Hermione ainda chorava, bem discretamente e quando percebeu a entrada de alguém no quarto tentou se cobrir com a colcha para disfarçar, mas Gina apressou-se em dizer:

__Calma, amiga, sou eu. – falou Gina, enquanto puxava delicadamente a colcha de cima da jovem - O Neville contou que Ronald ficou na sala para falar com você. Pelo visto, não deu certo.

Hermione levantou, sentou-se na cama abraçando as pernas e olhou para Gina com olhos marejados, seu rosto vermelho de tanto chorar e suas maçãs marcadas pelas lágrimas.

__Seu irmão, não admite o que fez, Gina. E ainda quer que eu confie nele.

__Ele é um “cabeça-dura” mesmo – enquanto falava Gina sentou-se aos pés da cama de Hermione – Um imaturo.

__Eu achei que ele tivesse amadurecido depois desses anos todos, mas me enganei. Ele continua o mesmo infantil e idiota de sempre.

__É verdade, amiga. Mas vamos esquecer o Ron, ok? Você tem que almoçar e eu também.
__Ai Gin, eu não estou com muita fome.

__Ah, não! Pode parar! Você não jantou ontem, mal tomou seu café da manhã hoje e agora não quer almoçar! Nem vem, Hermione. Você vai pelo menos tentar comer alguma coisa.

Hermione suspirou, passou as mãos nos olhos para secar as lágrimas e falou derrotada “Tudo bem, Gina. Você venceu”

__Ótimo. Então vamos que o Harry já está nos esperando no Grande Salão.

Gina levantou-se num pulo e puxou Hermione pela mão, dormitório a fora.

O almoço foi mais monótono ainda do que o café da manhã, principalmente pelo fato de Lilá não ter aparecido para tentar alegrar o ambiente. Ronald de um lado, Hermione do outro e Harry e Gina “em cima do muro”, sem terem o que fazer. Assim que “terminou” sua refeição Hermione saiu apressada para sua aula de Runas sem ao menos se despedir. Quando Harry, Gina e Ron perceberam, a jovem já estava saindo pela porta do Grande Salão. Harry se despediu de Gina com um selinho e junto com um Ronald calado e cabisbaixo foi para a torre de Astronomia.

Como o sétimo ano não teria quase nenhum tempo livre devido aos NIEMs, todos os alunos voltaram a se reunir para um “aulão” de DCAT, um tempo de teoria e outro de prática. O que levou quase toda a tarde. Com esse tempo todo juntos, Lilá não perdeu a oportunidade de aparecer umas duas ou três vezes perto de Ron para fingir solidariedade, vendo que o rapaz mostrava-se pouco interessado pelas aulas. Hermione, mesmo fingindo não ver nada, sentia uma raiva enorme , não queria sentir, mas não conseguia se controlar. Lilá parecia fazer de propósito, realmente para enfurecer Hermione. Harry, de fora, percebia tudo, mas confuso,não queria se intrometer.

Já estava quase anoitecendo quando os estudos para o sétimo ano se cessaram. Todos os alunos, exaustos, dirigiam-se para suas casas, atrás de um descanso e um bom banho antes do jantar. Sem intenção, Harry, Ron e Hermione chegaram juntos ao Salão Comunal e Minerva McGonagall os aguardava.

__Potter, Granger, Weasley! – chamou a diretora.

Os três jovens pararam ainda na passagem, olhando entre si. “O que você fez dessa vez, Ron?” sussurrou Harry para o amigo, ao seu lado esquerdo, que respondeu rapidamente e no mesmo volume “Eu? Nada, cara!”

__Sim, diretora. – falou Hermione dando um passo a frente.

__Preciso falar com vocês três, na minha sala. Podem me acompanhar?

Os três balançaram positivamente a cabeça e seguiram McGonagall para fora do Salão Comunal, até a sala da diretora.

__Sentem-se, por favor. – disse Minerva assim que entraram na sala, indicando três confortáveis cadeiras colocadas em frente à sua mesa.

Os três jovens obedeceram e Minerva sentou-se em sua cadeira de frente para eles.

__Bem. Vocês sabem que os NIEMs são na próxima semana e sabem o que esses exames representam para o futuro de vocês. São eles que praticamente garantirão a carreira que vão seguir.

__Sim, diretora. Nós sabemos – Harry, sentado entre Ron e Hermione, respondeu pelos três.

__Ótimo. Então eu vou direto ao ponto. – Minerva deu uma breve parada e depois continuou - Como vocês três não frequentaram a escola durante o ano, estou preocupada com que não atinjam boas notas em seus exames. Mesmo vocês estudando bastante com seus colegas, receio que não seja o suficiente. Eles, apesar de terem estudado boa parte do ano com Comensais da Morte, conseguiram aprender muito mais conteúdo que vocês, tendo em vista que eu e os outros professores, nos esforçamos bastante para ensinar o que podíamos e até o que não podíamos em nossas aulas.

__Mas professora – interrompeu Hermione – e os nossos estudos extras com os professores?

__ Era o que gostaria de dizer. Receio que os professores não poderão ajudá-los todas as noites. Quando sugeri a vocês, essas aulinhas particulares, eu não me lembrei de que nessa semana nós estaríamos um pouco ocupados com os preparos para os exames. Por isso, não poderemos estudar com vocês.

__Então a Senhora não vai nos deixar fazer os NIEMs, é isso? – perguntou Ronald, não sabendo se sentia felicidade e alívio, ou tristeza e desespero.

Hermione revirou os olhos, soltando um suspiro de deboche e Harry soltou uma leve risada.

__Mas é claro que não, Weasley - falou Minerva risonha – O que é quero é dar uma sugestão a vocês. Sabem o quanto os estimo, não sabem? O que vocês três fizeram por toda Hogwarts e por toda a comunidade bruxa não tem preço. Além do mais, acompanho vocês, seus estudos, suas aventuras e suas conquistas há muito tempo, por isso eu quero muito no futuro, poder dizer que aquele profissional super dedicado e bem sucedido foi meu aluno. Confesso que hoje já falo isso, mas quero um bom futuro para vocês.

__Então fala, diretora! – interrompeu Ron nervoso – Está deixando a gente nervoso!

Hermione arregalou os olhos e não resistiu em olhar para Ron, recriminando-o e Harry, assustado deu uma forte cotovelada no ruivo, falando um “Ron!” entre os dentes

__Está tudo bem. – falou Minerva, compreensiva – Eu disse que ia direto ao ponto, mas, como vocês dizem, eu acabei me “empolgando”. Minha sugestão é que vocês três, depois do horário de estudos que têm com seus colegas, façam um grupo de estudos, só que em maior tempo que o proposto anteriormente. Toda noite depois do jantar, até o domingo.

__A Senhora só pode estar de brincadeira, não é diretora? – interrompeu Ron, mais uma vez.

__Ronald! – finalmente Hermione falou com o ruivo – Deixa a diretora falar!

__Não se preocupe, Granger. – falou Minerva antes que Ron respondesse Hermione – Eu sei que vai ser um pouco cansativo, mas se vocês querem garantir bons NIEMs, creio que essa a única forma de vocês estarem tão preparados quanto seus colegas de classe. É só uma sugestão. Vocês decidem se aceitam ou não.

__Ai Merlin – reclamou Ron.

__Eu aceito, professora McGonagall – falou Hermione friamente, cortando Ron. – Eu estudaria de qualquer jeito.

__Ótimo, Granger. Sabia que não ia me decepcionar.

Hermione olhou para Harry com jeito de “pidona”, ignorando os suspiros de lamento de Ron. “Eu também aceito, professora” falou Harry.

__Ótimo, Harry. E você Weasley? – Minerva olhou para Ron juntamente com Harry e Hermione.

__Bem, se não tem outro jeito. Eu também aceito.

__Pois bem. Fico feliz que estejam pensando no futuro de vocês. E o que estive pensando foi em você, Granger- ela olhou para Hermione - liderar esse grupo de estudos.

__O quê? – perguntaram Ronald e Hermione em uníssono.

__Isso mesmo. Eu me encarregaria de conseguir os conteúdos e a Hermione, como a mais estudiosa dos três, estudaria tudo com vocês.

__Professora – falou Hermione receosa – A Senhora tem certeza de que é uma boa idéia? Não sei se sou capaz.

Hermione não conseguia pensar na idéia de ter que ficar mais tempo olhando para Ron muito menos, explicar a matéria para ele. Ronald também não conseguia imaginar um estudo bem sucedido, tendo que encarar Hermione todas as noites. Já não bastava o tempo que estariam juntos todos os dias?

__É, professora. Tem certeza disso? – perguntou Ron.

__Mas, é claro que é, querida. –Minerva olhava docilmente para Hermione - E você não terá a obrigação de ensiná-los, vai somente estudar com eles, garantindo que os dois entendam tudo. E é claro que, tendo alguma dúvida, os professores já estão sobre aviso, caso queiram perguntar alguma coisa. Poderão procurá-los em suas salas,inclusive a mim. Nós não podemos acompanhá-los nos estudos, mas creio que umas dúvidas podemos tirar. E também já conversei com Madame Pince e ela ficou de deixar uma cópia da chave da biblioteca com você, Granger, para poderem ficar até mais tarde.

__Uma chave de biblioteca? – perguntou Hermione animada.

__Isso mesmo, Granger. O que me dizem?

__Bom, eu aceito, professora – respondeu Hermione.

__Eu e o Ron também, professora – falou Harry.

“ O quê?” Ronald olhou assustado para o amigo que sussurrou em resposta “Isso mesmo que ouviu”

__Bom, espero então que possam começar hoje. Depois do jantar. Já tenho umas coisas separadas lá na biblioteca para vocês. Tudo certo?

__Sim, diretora – responderam os três juntos.

Minerva levantou-se e dirigiu-se à porta da sala, abrindo-a. Os três levantaram-se andaram até ela.

__Tenham uma boa refeição.

__Obrigada – respondeu Hermione.

__Até mais diretora – falou Harry.

__Qualquer problema, estarei bem aqui – falou McGonagall enquanto os três saíam da sala.

“Ah não. Isso não vai dar certo” pensava Hermione no caminho para o Salão Comunal seguida por Harry e Ron, também absortos em pensamentos. “Como esquecer o Ron, se agora tenho que encontrá-lo além do horário que já o encontro e ainda, ensinar a matéria para ele? Não vou conseguir encará-lo, conversar com ele, sem me magoar.” Os três chegaram silenciosos ao Salão Comunal e lá tomaram rumos diferentes, voltando a se encontrar no jantar.

Assim que terminaram de jantar, Hermione levantou-se e virou-se somente para Harry “Vamos?” Harry despediu-se de Gina, chamou Ron e ambos seguiram Hermione para a biblioteca. Ao chegarem lá, Madame Pince já os aguardava e assim que os viu pegou uma pilha de livros, entregando-a a Ron, que é claro, não gostou nada de carregar livros. Harry pensou em lembrar o amigo de que poderia levitar os livros, mas decidiu não fazê-lo, era divertido ver o amigo assim. Seria uma noite longa, já pensava Harry. Os três sentaram-se em uma mesa isolada, no fundo da biblioteca. O lugar não estava muito cheio, mas Hermione preferiu se isolar para que não houvesse nenhuma interrupção. A jovem sentou-se de um lado da mesa e os dois rapazes sentaram-se a sua frente, no outro lado. Por um momento, ficaram todos em silêncio, enquanto Hermione folheava os livros que Ron havia acabado de jogar sobre a mesa. Minerva havia separado livros de Transfiguração e tinha selecionado partes importantes. Hermione abriu um dos livros em uma página marcada, com a ponta dobrada. Ainda em silêncio começou a ler a página, depois parando, olhou para os meninos, mais diretamente para Harry.

__Bem... er Acho que podemos começar – falou a garota um pouco constrangida.

__Não – falou Harry – Espera. Antes de começar eu quero dizer uma coisa. Pra vocês dois.

Hermione e Ronald olharam confusos para o amigo que continuou:

__Olha... Eu estou de fora, me segurando para não me meter na briga de vocês, mas agora é preciso. Eu sei que estarem juntos aqui, você dois, é difícil, mas durante esse tempo vocês terão que esquecer essa briga, deixar as mágoas, os ressentimentos, todos os sentimentos de lado e se concentrarem somente nos estudos. Eu sei que deve ser difícil, mas precisam tentar, é nosso futuro que está em risco. O que me dizem?

Ronald e Hermione se entreolharam rapidamente e Hermione foi a primeira a falar.

__Tudo bem, Harry. Já tinha pensado nisso. Os NIEMs são o que mais me importa nesse momento. Vou fazer o possível.

Harry sorriu e olhou para Ron, esperando uma resposta do ruivo.

__Ta certo, cara.

__Então... – começou Harry com um sorrisinho de empolgação nos lábios.

__Ao trabalho – continuou Hermione, um pouco mais animada.

Foi um pouco difícil começar. Ronald não se concentrava, mesmo com raiva de Hermione ainda se sentia atraído por ela, seu olhar, seus volumosos cabelos, seus delicados lábios, tudo nela o distraía. Mas, depois de um tempo, com determinação, todos os três estavam concentrados. Hermione, como sempre, entendia as coisas mais rápido e tinha que entender tudo e depois explicar aos dois rapazes, por sorte, ela tinha conhecimento da maioria dos conteúdos. Foi assim a noite toda, Hermione lendo e depois explicando para os meninos entenderem, tratando Ron da forma mais formal possível e este fazendo mesmo. O tempo foi passando, a biblioteca ficando vazia, Madame Pince se retirou e os três jovens sós, naquele lugar que parecia maior naquele momento. Estudaram tudo o que podiam, até que seus olhos começaram a ficar pesados e decidiram que já era hora de parar. Ronald foi o primeiro a sair, estava exausto, tudo o que queria era sua cama e também se ver livre da presença tentadora de Hermione. Harry como um amigo e cavalheiro, ajudou Hermione a juntar os livros, estranhando a atitude do ruivo, e ficou para fazer companhia à amiga. Os dois saíram juntos da biblioteca e enquanto Hermione a trancava, Harry falou:

__ Está sendo difícil pra você não é, Hermione?

Hermione guardou a chave em seu bolso e olhou para o amigo.

__Ai Harry, eu não acredito que isso está acontecendo, porque o Ronald fez isso comigo.

__Eu sei, eu também não sei o porquê, e olha que o conheço bem o Ron.

Os dois começaram a andar em direção às escadas. Harry continuou:

__Mas sei que ele está super arrependido pelo o que fez.

__Como se isso adiantasse, Harry. Agora que ele já fez, não adianta se arrepender. A Gina me contou que vocês dois tentaram afastar o Ron da Lilá antes.
__Eu só quero o melhor pra você, Hermione, pra você e pro Ron. E saibe de uma coisa? O melhor pra vocês é ficarem juntos.

__Ah, Harry. Acho que isso não vai ser mais possível.

Harry desistiu de falar, Hermione não estava bem para uma conversa daquelas. Com um dos braços envolveu a amiga, colocando-o por sobre o ombro da jovem. Hermione permitiu que algumas lágrimas caíssem e retribuiu ao abraço de Harry, colocando um braço em volta da cintura do amigo. Assim foram os dois, até o Salão Comunal, que estava deserto quando chegaram. Harry deu um beijo na testa de Hermione, dizendo um terno “Boa Noite” a ela, que respondeu desanimada, e ambos entraram em seus dormitórios.

Hermione deitou-se sentindo seu corpo pesado, porém feliz, por ter conseguido fazer algo que achava impossível: se concentrar nos estudos na frente de Ron. Tentou logo adormecer, apesar da chuva lá fora que parecia querer o contrário. Um dia novo a aguardava, a esperança de recomeçar uma vida sem Ronald a enchia de vontade de que o amanhã logo chegasse e que talvez, o pesadelo que estava vivendo acabasse. Com esse pensamento, adormeceu, mal sabendo que mais surpresas a esperavam.

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