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8. Curiosidade


Fic: Sangue & Veneno


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Cap8 - Curiosidade

"O mistério gera curiosidade e a curiosidade é base do desejo humano para compreender." (Neil Armstrong)

***
Como havíamos vencido o jogo contra a Lufa-Lufa, o Potter finalmente desistiu de tentar me tirar do time e acabou aceitando o fato de que eu era um bom jogador. Então, pensando em Rose, esforçava-me o máximo para conquistar sua confiança. Eu sabia que meu pai me mataria se soubesse daquilo, mas eu não esperava, de maneira alguma, contar um dia para ele.

Rose agia indiferente a tudo, como se estivesse conversando comigo por respeito, já que eu havia salvado a vida do irmão dela – talvez a desculpa que ela estava dando ao primo fosse essa. Eu conhecia todas as suas tentativas para evitar pregar seus olhos em mim enquanto seus amigos estavam por perto. O olhar era sempre traidor.

E Potter nos observava, estranhando a maneira como eu a tratava. Rose fingiu não reparar na atenção do primo e me convidou para um jogo de xadrez na Sala Comunal da Grifinória.

Pela primeira vez entrei naquela sala. De um certo modo era aconchegante, com várias poltronas vermelhas e bem conservadas. Os objetos que representavam a Casa e os retratos curiosos ficavam ao redor das paredes vermelhas e brancas. O sofá era em frente à lareira e, ao lado, estavam as mesas de xadrez.

Alguns olhares recaíram sobre mim, enquanto atravessava, na companhia de Rose e Potter, o outro lado da sala. Demorariam a acostumarem com minha presença, pois Potter já era muito bem visto pelos alunos da Grifinória. Eu era só mais um sonserino.

– Muito bem, Weasley, vamos jogar – eu disse, sentando-me à mesa. Tomava cuidado para não chamá-la pelo seu primeiro nome. Potter desconfiaria de muita coisa se isso acontecesse.

Ela sorriu, desafiadoramente, e sentou-se a minha frente, tornando-se dona das peças brancas do tabuleiro. Potter arrastou uma cadeira, cruzou os braços e ficou observando o jogo. Via que eu também sorria, então comentou com a cara emburrada:

– Não crie expectativas, ela é imbatível nesse jogo.

Rose olhou para o primo, satisfeita pelo elogio, e depois pediu para que seu primeiro peão se locomovesse.

– Eu só vou acreditar se você vencer essa partida – eu disse a ela.

– Ela vai vencer – garantiu Potter, deixando-me irritado. – Vai, Rose, acabe com a dama dele.

– Não comece, Alvo – replicou ela, fazendo em seguida sua jogada. Observei o peão derrotar o meu bispo, ela riu achando divertido.

Assim que ela já havia feito várias jogadas espetaculares, Lily Potter chamou seu irmão no sofá da lareira. Ela estava com caras de poucos amigos. Vi que Rose colocara uma mecha de cabelo atrás da orelha, urgentemente, enquanto olhava em direção aos dois primos.

Eu chacoalhei o braço dela.

– É a sua vez.

Rapidamente ela proferiu as palavras e o cavalo dela praticamente deixou a minha dama em cacos.

– Cheque – ela desafiou, virando constantemente a cabeça como se estivesse tentando descobrir sobre o que Lily e Alvo conversavam.

Ela não prestava atenção no jogo mesmo assim estava vencendo. Típico de Rose Weasley.

Furioso, fiz uma jogada que, na minha cabeça, pareceu inteligente, contudo eu havia esquecido da torre branca ao lado do meu último peão preto. Aquilo deu passagem para que o bispo dela estraçalhasse o meu rei.

– Cheque-mate.

Como se eu não soubesse, ainda mais depois da cena do bispo arrancando a cabeça do meu rei.

– Não consigo me concentrar sabendo que é com você que estou jogando.

Ela riu. Um som imperceptível, mas cheio de vida.

– Suas desculpas poderão me convencer um dia, não se preocupe – ela me tranqüilizou. – Mas agora eu percebo o quanto está morrendo de raiva.

Eu suspirei forçado a admitir.

– Seu primo está certo, você é imbatível. E não sabe como isso me irrita em você.

– De um jeito bom ou ruim?

– Eu digo a você, depois.

Porque os primos dela estavam voltando. Levantei-me, assim que eles se aproximaram. Potter ficou revoltado por ter perdido a última jogada, mas pareceu aliviado quando eu disse que deveria voltar para as masmorras. Rose lançou-me um olhar que indicava uma espécie de tristeza. Mas ela conseguiu disfarçar muito bem, dizendo um tchau animado e depressa.

Somente à noite, às vezes antes do crepúsculo, ela ficava sozinha, passeando no jardim, com um ou dois livros presos entre um braço. Quando havia muitos alunos por ali, eu ficava distante, analisando cada um de seus passos, até que ela ainda continuasse ali e todos desaparecessem para que eu me aproximasse.

Em pé, e de costas para mim, ela contemplava o sol que ia, timidamente, sumindo através do lago negro. Aconchegou os livros contra o peito e suspirou. Ela não se assustou quando me aproximei. Parecia ter sentido a minha presença antecipadamente.

– No que está pensando? – perguntei, sem esperar que ela fosse responder.

– Em você – murmurou como se isso já não fosse uma novidade para ela. Mas era para mim.

– Acho que não devia fazer isso – eu adverti, rindo. Ela sorriu por pouco tempo, mas ficou séria novamente e se virou para mim.

Pareceu intrigada, mordendo os lábios. – Vai haver um momento em que será impossível, impossível, esconder. Foi difícil me conter para impedir que fosse embora da Sala Comunal. – Ela ficou um pouco corada. – Eu não sei como consegue me deixar assim. Até cheguei a desejar que Alvo sumisse por um momento.

Eu sorri por dentro, feliz com aquela revelação. Ela começou a andar e eu a segui na mesma velocidade calma. Num silêncio sem preocupações, e com a mão no bolso, eu acompanhei os passos dela novamente.

Os casais que evidentemente não prestavam atenção em nada além deles mesmos estavam sentados sobre as árvores. Rose olhava para frente enquanto andava.

– Que livros são esses? – eu perguntei.

– Ah – ela pareceu surpresa com a minha curiosidade. – São livros que minha mãe lia, ela me deu alguns de aniversário.

– Não existe mais nada que goste de fazer a não ser estudar?

Rose pareceu ofendida.

– Eu gosto de música – ela respondeu, pensativa, e um pouco nervosa. – Admiro com vigor tudo que é capaz de exprimir sentimentos de uma maneira subjetiva. Aposto como acha que não vivo além de estudos. As pessoas não me conhecem exatamente, principalmente você.

– Tem razão – eu disse, subindo um pequeno morro e olhando de frente para ela. – Por isso quero reatar o tempo que perdi desprezando-a cegamente, para conhecê-la por dentro, agora que não sei mais como odiá-la. Eu observo você desde os onze anos, mas não tenho a mínima idéia sobre seus pensamentos e desejos.

– Sente curiosidade em descobri-los? – perguntou, dando um sorriso.

– Primeiro teria que comprovar as minhas teorias

– E quais seriam elas?

– Você deve ter conhecimento de algumas, mas vou lhe dizer as inéditas. – Eu me aproximei de uma roseira e tirei uma pequena flor com cuidado. O sorriso dela se intensificou quando lhe entreguei a rosa. – Talvez pense só em mim agora, mas parece sempre discutir com seus sentimentos. Acha que está ficando completamente louca, e não apaixonada. Esses são seus pensamentos, assim imagino. – Rose cheirou a flor e não protestou quando beijei seu rosto docemente. – Estou certo?

Ela suspirou, contemplando a rosa. Sentei-me na grama, encostando-me a uma árvore, e a puxei para junto de mim. Rose deixou os livros de lado quando eu a envolvi com um braço. Ela encostou-se ao meu ombro e fechou os olhos para o céu que escurecia.

– Eu não me importo mais de continuar ficando louca – cochichou Rose. Com o dedo indicador, comecei a acariciar a maçã de seu rosto. A mão dela encontrou com a minha e eu a segurei.

– Não? – eu duvidei. – O que importa para você, então?

– Estar aqui, sentindo uma proteção que eu nunca imaginei que receberia de alguém além de meus pais – ela respondeu, sussurrando. Fiquei calado, pensando naquelas palavras. Rose continuou: – Mas e quanto aos seus pensamentos?

– Nenhuma teoria?

Ela fez que não com a cabeça.

– Bem – eu comecei, mas depois percebi que seria incapaz de dizer aquilo. Houve um momento de silêncio, em que ela ficou esperando e eu decidindo o que deveria dizer. – Bem... eles não são agradáveis.

– Apenas diga no que está pensando agora.

– Só fico imaginando o que meu pai faria comigo caso eu trair meu sangue.

– O que acha que ele faria?

– Usaria as palavras para me atingirem. Ele sempre fez isso.

– Sempre? – seu tom de voz, antes calmo, pareceu preocupado. – E o que você diz a ele?

– Nada. – Rose conseguia extrair as respostas facilmente.

– E sobre a sua mãe? – ela quis saber. – Eu já a vi, uma vez, no Ministério, mas não posso constatar nada...

– Ela é simplesmente a mulher mais linda do mundo.

– A segunda – ela me corrigiu. Eu franzi a testa.

– Quem é a primeira?

– A minha – Rose riu baixinho.

– Ela já comprou tudo o que desejou quando era criança?

– Não.

– Ela já disse que você cresce a cada cinco segundos?

– Não, afinal eu sempre fui desse tamanho.

– Ela já emprestou a varinha dela para brincar no Natal? Então ela não é a mulher mais linda do mundo.

– Minha mãe costumava esconder todos os doces da casa antes do almoço – replicou Rose de um modo gentil –, porque eu e Hugo sempre roubávamos da prateleira. Ela também adorava contar histórias antes de me colocar na cama, me envolvia com o cobertor e dava um beijo em cada bochecha, desejando-me uma boa noite.

O modo como relembrava parecia querer ocultar as saudades daquele tempo, ela sabia que não voltaria nunca mais.

– E o tempo foi passando... – ela disse baixinho. – Minha mãe passou a ter outras preocupações. Além disso, agora tenho dezesseis anos e sei que não precisarei dela para sempre.

Não concordei com aquilo. Desencostei sua cabeça de meu ombro e fiz com que ela encarasse meu olhar cético.

– Ela precisará de você um dia.

– Eu sei, eu sei – parecia preocupada. – Mas... e se não for capaz de retribuir tudo o que ela fez por mim? E se... eu fracassar?

Ela perguntou isso para mim, e eu não soube o que responder. Já tive preocupações iguais a estas, mas jamais quis saber as conseqüências. Eu não pensava por esse lado. Mas Rose tinha um medo, e esse medo sempre foi o de fracassar, errar e magoar as pessoas.

– Terá que tentar novamente até conseguir – eu respondi, embora não tivesse muita certeza se isso dava certo.

Depois nós começamos a conversar sobre coisas inúteis, como Quadribol, música e pessoas. Ela não entrou mais no assunto de seus pais. Quando comecei a contar coisas que eu fazia quando era criança, Rose deitou a cabeça em meu peito, e com a respiração um pouco acelerada, ouvia atentamente às minhas histórias. Assim que lhe fiz uma pergunta – se ela queria voltar para o castelo – ela não respondera.

Havia adormecido pela primeira vez em meus braços.

Chamei pelo menos três vezes o seu nome. A respiração dela já estava mais calma e ela parecia entretida em um sono profundo. Contemplei o céu escuro e depois a imagem das árvores, com a testa franzida. Eu só esperava que ninguém estivesse nos observando.

Passaram cinco minutos, ela estremeceu. Prendi a respiração, sem acreditar que aquilo era terrivelmente bom. Quase perguntei ao céu o que estava acontecendo. O calor do corpo dela transmitia a mesma temperatura ao meu, mas um vento forte perpassou por ali e ela reclamou baixinho. Tirei o casaco da Sonserina, com cuidado para não acordá-la, e o envolvi em seu corpo.

Finalmente, encostei minha cabeça na árvore e deixei que a sensação tomasse conta de tudo, então apenas fechei os olhos, para passar o tempo.

Mas de repente eu estava sonhando.

O fim da estrada era quase inalcançável. Mas lá estava Rose, esperando-me pacientemente, olhando-me esperançosamente, paralisada. As batidas de seu coração gentil e protetor eram a trilha sonora da minha caminhada. Infinitos passos conduziam-me até ela, e eu só via sua figura, iluminada pela lua cheia da noite, cada vez mais distante. Finalmente, quando a alcancei, estendi minha mão e a desafiei fugir da contradição entre o meu e o sangue dela.

Uma imagem ligeira passou por ali, onde Rose estava. A imagem era o pai dela, Ronald Weasley. O céu estremeceu quando o sr. Weasley, velho e calmo, também se aproximou para ficar ao lado de sua neta. Os dois olhavam para ela, mas Rose continuou com seus olhos pregados aos meus.

Assim passaram-se alguns segundos. Ela não notava a presença do pai ou do avô. Logo depois, eles se viraram para mim, expressões contraídas de raiva e desespero. Dei um passo para trás quando eles apontaram suas varinhas em minha direção.

Embora fosse apenas um sonho, a sensação de que eu estava fazendo algo errado inundou meu cérebro de uma forma real. Talvez o pai de Rose fosse me atacar. Mas ele não estava olhando para mim. Sua visão direcionava aos dois homens que se materializaram ali perto, minutos depois.

Meu pai e Ronald se encaravam, meu avô e o sr. Weasley se analisavam.

– Traidores – os dois Malfoy murmuraram em uníssono.

Intrigado, aproximei-me de meu pai. Ele levantou sua mão para que eu continuasse calado e não se aproximasse. Encarou Rose por um segundo e depois virou seu rosto para mim, mas não disse nada. Ele acabou tirando a varinha do bolso para ameaçar Ronald. Este, no entanto, o ignorou e fez com que sua filha virasse para ele, assim dizendo:

– Possuem sangue puro, mas frieza no coração, Rosie. Evite-os o máximo que puder.

– A decisão será minha, pai – ela respondeu, seriamente. Seus olhos brilhavam como a luz da lua cheia. Rose observava minha mão estendida. – Não sou mais a menina que você carregava no colo quando precisava.

Afastando-se de seu pai, Rose aproximou-se de mim. Segurou minha mão com leveza, enquanto meu avô nos observava, calado e angustiado, mas zangado. As mãos tremiam de raiva, no entanto demos as costas a eles e Rose perguntou, com a voz calma e curiosa:

– Para onde iremos?

– A qualquer lugar – eu respondi, examinando o seu sorriso com uma atenção desnecessária. – E não há motivos para contar para os outros.

Ignorando os feitiços que se espalhavam atrás de nós, onde nossos pais clamavam rivalidade, caminhamos até o fim daquela estrada para o início de uma outra, em um lugar qualquer, onde amar não era proibido.


***
 N/A: AO fazer esse capítulo eu estava escutando "Anywhere" da banda Evanescence. Então o final, o sonho do Scorpius, é baseado nessa música, na letra dela e tudo o mais. Bjs.

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Comentários: 2

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Enviado por Mariana Berlese Rodrigues em 05/02/2013

SIMPLISMENTE P-E-R-F-E-I-T-O ESSE CAP. A-M-E-I *.*

#MORRI 
A-M-E-I <3 <3 <3 
MUITOOOOOOOOOO LINDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA *.*
CHOREI AQUI :) 

Q SONHO SCORP EM?! U.U RIVALIDADE É POUCA PRA RON E DRACO kkkkkkkkkkkkk' 

Nota: 5

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:: Página [1] ::

Enviado por Lana Silva em 15/02/2012

*----------------------------------------------------------------------------------* Nossa amei o capitulo, lindo o carinho o amor que um tem com o outro. Amore sua fanfic é perfeita *-*

Nota: 5

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