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7. Motivos


Fic: Sangue & Veneno


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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“O Que há num nome? Se o que chamamos de rosa, por outra designação, teria igual perfume.” (Romeu & Julieta)

Foi como se eu estivesse morrendo, pois todas as lembranças reataram na minha mente naquele momento, onde os lábios delas, trêmulos e gélidos, moveram-se pela primeira vez contra os meus de uma forma suave e devastadora. Eu deixei que meus pensamentos vagassem pelas lembranças do passado da minha vida.

“Não vai se vingar?”, perguntara Zabini quando eu o vi depois daquele Natal. – Eu humilhei você, Malfoy.”

Eu olhara para ele com tanta raiva que talvez aquele olhar tenha criado algum buraco negro na testa dele.

“Minha vingança ocorre nas suas veias.”

Ele riu desdenhosamente.

“Eu o conheço, você tem muitas vinganças planejadas. Por que não tenta me humilhar também?”.

Lembrei das palavras de Rose.

“Não vou me rebaixar a tanto.”

“Desde quando se importa com isso?”

“Desde o dia em que você se tornou meu inimigo.”

“Você deve aprender que somos iguais, Malfoy. Temos o mesmo sangue, os mesmos pensamentos. Não tente ser inimigo de você mesmo.”

“Nunca tivemos os mesmos pensamentos. Ah, Zabini, você perdeu um grande companheiro.”

“Perdi um covarde, que tem medo de ser o que é. Não me arrependo disso.”

“Eu tenho medo de me tornar o que não sou.”

“Aprendeu com quem essas palavras? Vejo que está oscilando nas nuvens, Malfoy. Quem sempre tem mania de falar assim é a Weasley.”

“Não diga o sobrenome dela, é detestável ouvi-lo na sua voz traidora.”

“Que seja.”

Rose afastou seus lábios como se quisesse me fazer voltar ao presente, para que prestasse atenção no que estava acontecendo naquele instante, para que eu prestasse atenção somente nela. Depois segurou meu rosto com uma de suas mãos finas e graciosas que na vida escrevera milhões e milhões de palavras em um pergaminho e voltou a me beijar. Eu também suspirei quando senti o calor do beijo que ela finalmente retribuiu com impetuosidade, como se atendesse a minha vontade. Eu não sei como fiquei desesperado, mas eu estava lembrando de coisas que meu pai dissera, meu avô afirmara. E do modo como nunca concordei quando falavam sobre a família Weasley, principalmente sobre Rose.

Eu não queria que o meu orgulho transmitisse medo em deixá-la conquistar seu território no meu coração, que naquele momento soava em sincronia com o dela. Jamais havia aceitado uma derrota. Mas quando ela aceitou o convite para aprofundar a sensação, ganhar não importava mais.

Por onde minhas mãos percorriam em Rose, eu não fazia mínima idéia. Talvez na cintura, nos cachos, no rosto... Apenas sabia que as delas estavam acariciando meu cabelo e pescoço enquanto sua boca correspondia os mesmos movimentos da minha, de forma urgente, causando a cada segundo uma vontade insuportável de reatar o oxigênio, mas a cada segundo um desejo incontrolável de nunca acabar com aquilo.

Quando minha língua roçou a dela, imperceptivelmente, de repente seu corpo se endureceu e seus lábios pareciam mármores contra os meus, derrotados e confusos. Enquanto eu sentia que as mãos dela tremiam fracamente, ela se separou de mim, hesitante, e saiu de meus braços. Observei-a enxugar talvez as lágrimas dos olhos e virar as costas para mim, parecia envergonhada. Eu queria passar um pouco de tranqüilidade e dizer que estava tudo bem. No entanto, foi tão errado e perfeito, que só fiquei preocupado, olhando para ela como pedido de desculpas pelo que tinha feito.

Mas eu não estava arrependido, havia esperado muito tempo para conseguir aquilo.

– Eu...

Mas será que ela estava arrependida? Hesitei, confuso com a reação dela. Aproximei-me, quase que com muito medo de saber como ela iria reagir. Seria impossível. Ela não só correspondera meu beijo como também me beijara de volta. Então eu não podia ser o único que estava perdendo uma batalha. Ela também deveria estar sentindo alguma coisa.

Mas o que ela estava sentindo não podia ser bom, pois parecia que não era. Ela estava chorando, e tentando abafar o choro com as mãos na boca.

Eu nunca a vi daquele jeito. Desesperada, como se quisesse sumir, pois dera as costas para mim. Nem ao menos quis me ver, nem ao menos teve curiosidade de ver como eu estava. Derrotado, mas satisfeito; não menos desesperado, mas louco para vê-la sorrir para mim e me deixar maluco do jeito que só ela conseguia.

Talvez um beijo fosse o veneno certo para ela. Então eu me afastei, com repugnância de mim mesmo.

– Eu vou deixá-la sozinha – disse com a voz baixa. Ela teria apenas me empurrado se não quisesse aquilo. Mas ela não foi embora, não fugiu... ela estava ali, ciente de que também havia me beijado. – Você estava certa. Intencionalmente ou não, eu sou detestável e desprezível. E você... – eu soltei uma risada fraca e joguei as mãos para o ar, mas ela não viu. – Você é a Rose Weasley. Não posso esperar que faça aquilo que eu desejo.

Ela continuou parada, olhando para o vazio a sua frente, inconformada.

Dei alguns passos olhando para as costas dela, esperando que ela se virasse para mim de novo. Rose não se mexia. Virei-me para o corredor oposto, fervilhando na derrota e na vitória. Finalmente fui embora, deixando-a sozinha. Mais um erro que, conseqüentemente, eu havia cometido.

***

Talvez dois ou três dias tenham se passado desde aquela noite. Entrementes, não esperava que ela fosse voltar a falar comigo.

Sempre em companhia com sua prima ou com seu primo, isso me distanciava dela. Finalmente encontrei Rose sozinha na biblioteca, de modo que aproveitei o momento para me aproximar.

– Oi – eu disse. Ela olhou para mim e ficou calada, mas seus pensamentos ardiam na mente dela; era possível perceber em sua expressão. – Não esperava que eu fosse desistir de você, esperava?

Ela estava estudando e havia um pergaminho repleto de anotações com sua letra fina e elegante. A pena que ela segurava balançava em sua mão, e de repente Rose a pousou sobre a folha. Postou a outra mão na testa, parecendo mais derrotada do que antes, e, fechando o único livro aberto na mesa, ela disse cansada:

– Pare com isso.

Sentei-me na cadeira vazia ao seu lado, e joguei minha mochila na mesa.

– Por que está tão assustada, Rose?

– E você ainda pergunta? – ela replicou com a voz cheia de frieza.

– Olha, eu realmente... – Sinto muito? Não, eu não queria mentir. – Olha, eu não me arrependo de nada do que aconteceu. Fique ciente disso.

Ao ouvir aquilo Rose levantou de novo seus olhos para mim. Havia um brilho de surpresa estancado neles, de modo que eu acrescentei ao ver sua expressão:

– Eu não fiz por diversão. Nem por necessidade. Achei que soubesse disso.

– Por que fez então? – ela perguntou, parecendo imensamente desesperada para saber.

Encostei meu cotovelo sobre a mesa e inclinei meu corpo para perto dela. Eu queria que só ela ouvisse, nem os ventos escutassem, e que nenhum ruído atrapalhasse aquele momento. Mas quando fui falar, minha voz não saía.

– Interesse? – a voz dela ficou embargada de raiva.

Eu não conseguia dizer. Mas sabia que não era por isso.

– E-eu... – o que estava acontecendo comigo? – Não sei...

Ela começou a guardar o material na mochila com brutalidade, e começou a falar sem parar:

– Eu sabia, eu sabia... eu sabia... é claro, o que mais alguém vai querer de mim?

O monstro que rasgava meu peito quando a via, agora estava triturando minhas entranhas. Meus pensamentos afundaram, deixando-me incapaz de dizer uma palavra. Observei-a jogar as mochilas nas costas. Aquilo me despertou.

– Rose. – Ela se levantou. – Espere...

– Esperar pelo quê?

– Não sei dizer porque a beijei, Rose. Eu apenas fiz. Isso não basta?

– Precisa haver alguma razão.

– Não, não precisa! Por que você acha que sempre precisa haver motivo para tudo o que acontece na sua vida? Por favor, aceite que é você quem eu quero. Talvez tenha sido conspiração ou algo parecido, mas entenda: eu não consigo olhar para nenhuma outra garota e desejá-la como eu desejo você agora. Se essa razão não basta, Weasley, eu não saberei mais o que fazer.

– Mas... você é um Malfoy – ela sussurrou, voltando a se sentar, abismada, olhando para o chão. Deixou a mochila cair de suas costas. – Você é filho de Draco Malfoy. Você é um sangue puro... – sua voz estava tão baixa que eu mal ouviria se não estivesse tão perto dela. Parecia que estava conversando com seus próprios pensamentos.

– E daí? Escute, a parte mais difícil foi aceitar o que está acontecendo entre a gente. Se você aceitar – eu levei minha mão até seu queixo fino e fiz com que ela olhasse para mim –, nada será impossível depois.

– Não é impossível, Scorpius – ela disse, postando sua mão levemente sobre a minha em seu rosto e fechando os olhos, apaixonada. – É proibido.

Mesmo assim ela voltou a abrir os olhos.

Contudo não olhou para mim como se eu fosse um livro de Aritmancia. Olhou para mim exatamente como se estivesse em frente ao fogo, a alguns passos de ser queimada, e ardente de desejo para conhecer a sensação e o calor das chamas.

Não consegui suportar mais nenhum minuto.

Rose esquivou-se um milímetro assim que seus lábios encostaram-se aos meus, como se tivesse se assustado ou levado um choque antes mesmo de qualquer outro contato. A principio achei que desistiria, mas talvez estivesse implorando para que eu desse o próximo passo. Ou desafiava, como gostava de fazer.

E eu gostava de desafios. Aquele foi irresistível.

Alcancei a boca dela, pressionando-a por um segundo na minha. Não recebi nenhum outro convite, sendo forçado a me afastar também. Se ela quisesse, ela quem deveria buscar. E, pelo visto, não estava muito paciente. Agarrou minha gravata, puxando-me brutalmente e me beijou com raiva.

Era uma disputa, eu percebia o modo como ela queria me provocar, como eu queria provocá-la. Como se em cada toque disséssemos para o outro: “É a sua vez”. Fui capaz de escutar o coração dela suplicando por isso.


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Comentários: 2

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Enviado por Mariana Berlese Rodrigues em 05/02/2013

SIMPLISMENTE P-E-R-F-E-I-T-O ESSE CAP. A-M-E-I *.*

#MORRI 
A-M-E-I <3 <3 <3 
MUITOOOOOOOOOO LINDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA *.*
CHOREI AQUI :)

O AMOR ESTÁ AHI Q MTO TEMPO MSM U.U
ROSE E SCORPIUS: PROIBIDO? AH PQ OS PAIS DELES ODIARAM ISSO kkkkkkkkkkkkkk' 

Nota: 5

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Enviado por Lana Silva em 15/02/2012

Nossa esse capitulo foi profundo. Magico , lindo *----------------------------* Ameiii mesmo!

Nota: 5

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