A comemoração de final de ano estava cada vez mais próxima.
Hermione estava muito inquieta, mas não sabia o motivo para tal.
Assim como na noite de Natal, passaria a noite de festa novamente só. Pelo menos era isso o que ela imaginava.
Seus pais passariam num clube, o que com certeza Hermione rejeitou na primeira tentativa de seus pais de persuadi-la.
Mas uma pessoa que não desistia de mudar os planos de Hermione, era Gina. Essa, por sua vez, insistia para que fosse para a Toca.
Hermione queria muito aceitar o convite, mas sabia que o melhor era não fazê-lo. Pelo menos privando Rony de sua presença, os Weasley's poderiam desfrutar da companhia do ruivo.
-Gina, eu já disse que não vou! -Exclamou Hermione, perdendo a conta de quantas vezes negara o convite.
-Você me irrita às vezes, sabia? -Falou nervosa. Gina já estava cansada de tanto escrever cartas à Hermione, então resolvera telefonar.
-Bom, acho que é o carma dos Weasley's, ser irritados por Hermione Granger. -Falou calmamente, escutando Gina bufar do outro lado da linha.
-Meus dedos já estão com calos de tanto lhe escrever!
-Escreve porque quer! -Riu.
-De qualquer maneira, acho que o Rony não vai ficar em casa. -Falou triste.
-Talvez ele vá comemorar com a Alana. -Falou num tom de desgosto. Gina ficou calada. Alana é um assunto, um tanto delicado para se tratar com Hermione, e só Rony poderia resolvê-lo.
-Ok, eu me rendo. Só quero que fique bem. Vão vir alguns amigos, e talvez você se divirta e se distraia um pouco.
-Obrigada, Gina. Mas é um pouco difícil eu me distrair num local onde tudo me lembra o Rony. Mande um abraço a todos.
-Pode deixar, eu mando. Não faça nenhuma besteira, ok?
-Pode deixar. -Riu. -Boa noite, beijos.
-Beijos. -Ambas desligaram o telefone.
Hermione ficou a mirar o aparelho a sua frente e sentiu um frio na barriga.
Resolveu ir dormir. O dia seguinte seria muito longo.
Trinta e um de dezembro, já era noite e a Toca estava cheia.
Chovia um pouco forte e Arthur fizera uma espécie de proteção numa parte do jardim, grande o bastante para que todos ficassem a vontade. O feitiço tornou o espaço protegido contra a chuva e mais quente. E mesmo assim, podia se ver a chuva caindo quando se olhava para cima.
Rony estava em seu quarto se arrumando.
Já sabia qual era o seu destino. Sairia de fininho sem que ninguém o visse.
Mas ao contrário do que esperava Gina o viu aparatar e preferiu deixá-lo ir, talvez fosse melhor.
Rony aparatou na porta da casa que a tempos não visitava. Abriu-a com um feitiço e o que viu na parte de dentro, o assustou. Toda a casa estava arrumada, os móveis postos nos lugares, enfeites. Fechou a porta atrás de si ainda abismado e começou a andar por todos os cômodos do andar de baixo. Era como se alguém vivesse ali. Sua cabeça fervilhava de pensamentos, e a única possibilidade que lhe passava na mente, era que Hermione tinha feito tudo aquilo. Teria sido mesmo ela? Rony, não sabia dizer ao certo, mas tudo lhe indicava que sim.
Rony já se encontrava sentando em um dos degraus da escada, com a foto de Hermione em uma das mãos e na outra, uma garrafa de vinho.
Sentia medo de subir e encontrar o quarto de Rose novamente, ou o quarto em que ele nunca chegara a dividir com Hermione, onde nunca pudera ter noites de amor com a mesma.
Sentiu um arrepio subir-lhe pela espinha. Era tanta saudade, tanto tempo sem tê-la. Sentia-se péssimo por saber que nunca mais iria tocá-la, beijá-la, fazê-la gemer de prazer, enquanto chama por seu nome.
Rony soltou um longo suspiro e tomou mais um gole do líquido da garrafa.
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Hermione resolvera mudar de local nessa noite. Ao invés do apartamento, optara pela casa.
Arrumou-se e depois de pronta desceu até a garagem. Queria dirigir um pouco, fazia tempos que não exercia esse hobby, que tanto gostava.
Ligou o carro e deu partida.
Chegando perto da casa, a chuva engrossara bastante. Hermione saiu rapidamente do carro, sentindo os pingos grossos da chuva e o vento frio.
Abriu a porta e entrou afobada na casa. Tirou o casado e procurou a varinha na bolsa, com as mãos tremendo.
-Droga! -Falou quando se certificou de que a varinha não estava ali.
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Rony que ainda continuava sentado na escada assustou-se quando alguém tentava abrir a porta. Pegou a varinha nas mãos, e quando viu Hermione surgir, sentiu seu coração disparar.
Pensamento de Rony: “Droga! O que ela está fazendo aqui?”
Ficou a olhando hipnotizado. Seu vestido estava encharcado e colado ao seu corpo que tremia de frio e os cabelos pingavam pela umidade expressa.
Rony se perturbou com a imagem engolindo seco.
Tentou se controlar, para que quando ela o visse, não demonstrasse tal desconforto.
Percebeu que ela ia subir e desviou a mirada, bebendo mais um gole do vinho.
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Como aquela se tornara sua segunda casa, Hermione deixara algumas peças de roupas e outras coisas mais para alguma emergência. Resolveu por subir, se secar e trocar de roupa. Mas assim que se virou soltou um grito, sentindo o ar faltar e o coração parar de bater.
Hermione parou estática, sem saber o que pensar.
- O que você está fazendo aqui? – A pergunta saiu sem que se desse conta. Fora uma pergunta idiota, mas ela realmente não sabia o que falar. Ficou olhando para Rony, enquanto esse olhava em outra direção, demorando a responder.
- Nada. – Rony não podia olhá-la, pois sabia que perderia o controle.
- Desculpe, eu não queria te incomodar. – Falou se virando e indo até o sofá pegar suas coisas. Iria embora, mas parou quando ouviu a voz de Rony novamente.
- Você não me incomoda... – Deu mais um gole do vinho. – Sua presença não me causa reação alguma. –Mentiu.
Hermione engoliu seco e respirou fundo para que as lágrimas não viessem.
- E porque você não diz isso olhando para mim? Nos meus olhos? – Perguntou se virando para ele novamente. Rony não demonstrou emoção alguma, mas por dentro sentia o coração bater acelerado. Se Hermione pedisse para olhá-la nos olhos, e dizer novamente as mesmas palavras, ele sabia que não conseguiria.
Hermione esperou que ele falasse algo, mas foi em vão. Viu-o continuar com a mesma feição despreocupada. Mas o mais importante, que era o coração de Rony, ela não podia escutar.
Hermione pegou suas coisas, mas as largou no sofá novamente. Não iria embora. Não iria se intimidar com as palavras de Rony. Se quisesse tê-lo de volta, teria que ignorar sua rejeição e aproveitar a chance que o destino lhe dera.
Precisava tentar, nem que fosse pela última vez. Era uma grande oportunidade e não podia desperdiçá-la. Sentiu seu coração acelerar com o nervosismo e a ansiedade a flor da pele.
Quando Rony viu que Hermione ia embora, suspirou aliviado, mas se surpreendeu quando a viu desistir. Passou as mãos pelos cabelos em sinal de nervosismo.
Ele sabia que sua resistência a Hermione não era mais a mesma há algum tempo. Quando a via, sentia seu corpo e seu coração clamarem por ela. Mas sua mente sempre o dizia que aquilo era errado, que ela não merecia o seu perdão. Mas porque não, se ela era o amor da sua vida?
Por mais que a amasse, não podia perdoá-la, seu orgulho não permitia. Tudo o que Rony queria era que ela fosse embora e o deixasse em paz.
Hermione ficou durante alguns minutos, naquela mesma posição. Estava pensativa.
Quando percebeu que ainda estava encharcada pela chuva, resolveu subir e trocar de roupa.
Tirou as sandálias e caminhou lentamente até a escada, onde Rony se encontrava.
Quando Rony a viu passar ao seu lado, sentiu o seu perfume doce, que tanto gostava. Inspirou-o, tentando lembrar a memória de seu cheiro. Não se atreveu a olhá-la, pois apenas de sentir seu perfume seu corpo inteiro arrepiou. Ficou muito perturbado, e quando viu que Hermione sumira nos degraus acima, levantou-se rapidamente e jogou os cabelos para trás. Precisava ir embora, mas não conseguia se mover.
Hermione subiu as escadas sem saber o efeito que causara em Rony. Ele fingia muito bem, pelo menos até aquele momento.
Chegou ao quarto, tirou o vestido molhado, secou seu corpo nu com uma toalha e vestiu um conjunto de lingerie vermelha.
(Link da lingerie: http://www.belles.com.br/foto-gr.php?op=boudoir_4291-3304.jpg )
E por cima, Hermione vestiu um robe branco, deixando o laço mais frouxo, o que dava uma visão maior de seu colo.
(Link do Robe: http://media.laredoute.fr/intl/Products/picture/3/324123563_0001_PP_2.jpg )
Estava nervosa, mas precisava ir em frente.
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De repente, Rony ouviu passos na escada. Arregalou os olhos, assustado e sem saber o que fazer. Pegou a garrafa de vinho do chão e deu um gole maior. E lá estava ela, simplesmente linda. Rony não queria olhar os detalhes, desviou o olhar, tentando pensar em outra coisa, o que se deu por um ato inútil.
Quando Hermione chegou ao mesmo degrau que Rony, parou sentindo que a qualquer momento seu coração sairia pela boca.n Se aproximou do ruivo, que estava estático. Pegou a garrafa da mão de Rony e deu um gole, colocando-a novamente no chão.
Rony sentiu um tremor passar pelo seu corpo. Hermione estava muito sexy com aquele robe mais solto no corpo deixando um pedaço da lingerie a mostra. Era inevitável não olhar para seu colo. Sua garganta ficou seca de repente. Viu Hermione tomar do vinho, percebendo um pouco escorrer pelos seus lábios. Vendo a morena passar sua língua de leve sobre o líquido, Rony engoliu seco e começou a respirar mais rapidamente.
- Rony... – Falou tocando se rosto.
- Não me toque... – Falou com a voz vacilante, se afastando um pouco até encostar-se na parede.
- Não adianta você querer me afastar. – Falou com a voz baixa. – Eu quero você, Rony. Quero o seu perdão. – Olhava-o nos olhos.
- Você nunca vai ter... – Engoliu seco. A voz de Hermione era sedutora e o estava hipnotizando. Tinha que ser racional, não poderia se deixar levar pelo amor que ainda sentia, que sempre sentira por Hermione.
Hermione deixou que algumas lágrimas rolassem pelo seu rosto e chegou mais perto de Rony, ficando a centímetros de seu rosto. Tocou-lhe a face novamente e desta vez não foi repelida por ele.
Open up your heart to me
And say what's on your mind, oh yes
I know that we have been through so much pain
But I still need you in my life this time, and...
Abra o seu coração para mim
E diga o que você está pensando (oh yes)
Eu sei que nós já passamos por tanta dor
Mas eu ainda preciso de você na minha vida dessa vez
- Me beija, Rony... – Falou passando os dedos sobre seus lábios – Me toque... – Começou a abrir o robe lentamente – Me ame, nem que seja pela última vez. – Mais lágrimas desceram – Por favor! Me faz sua, mais uma vez... – Sussurrou sem seu ouvido, soltando o robe que caiu no chão.
Rony sentiu toda a sua resistência ir à zero. Já estava excitado, não teve como evitar. Quando viu Hermione apenas com o conjunto de lingerie vermelha, seu corpo reagiu mais ainda. Tanto tempo sem ela... Sem sentir seu corpo... Mas não podia fazer aquilo, precisava resistir. Mas como? Sua voz doce o seduzia, seu perfume o embriagava e seu amor por ela, simplesmente tirou-lhe toda a consciência que ainda lhe restava.
Rony não conseguia mais pensar. Levou uma das mãos ao rosto de Hermione enxugando suas lágrimas. Hermione fechou os olhos com o toque, querendo guardar aquele momento para sempre. Sentiu Rony acariciar seu rosto e descer até os lábios. Hermione beijou os dedos de Rony delicadamente e abriu os olhos, mirando o mar azul dos olhos de Rony.
- Diz que me ama. –Rony pediu com a voz rouca.
-Eu te amo! – Sussurrou. Não agüentou mais e avançou para Rony, o beijando. Ele, por um momento, não correspondeu ao beijo. Seus braços estavam pendidos ao lado do corpo, imóveis.
Logo, seus lábios se entreabriram, dando passagem para a língua de Hermione acariciar a sua. O beijo que começou inseguro, agora se tornara em esfomeado, transbordando paixão.
Rony agarrou sua cintura com força, aproximando-a mais de seu corpo. Uma de suas mãos descia e subia por toda e extensão das costas e do pescoço de Hermione, enquanto a outra lhe segurava firme ainda na cintura.
Rony curvou-se sobre Hermione, fazendo-a dobrar as costas para trás, tamanha era a necessidade de ambos de acabar com qualquer espaço entre eles.
Era tanto tempo sem nem ao menos um beijo, que queriam extravasar.
I need you tonight
I need you right now
I know deep with in my heart
It doesn't matter if it's wrong or right
I really need you tonight
E eu preciso de você hoje à noite
Eu preciso de você agora
Eu sei do fundo do coração
Não importa se está certo ou errado
Eu preciso muito de você hoje à noite
Os beijos só cessavam quando o ar faltava para novamente colarem os lábios e se beijarem com volúpia.
Rony apertou o bumbum de Hermione prensando suas intimidades. Ouviu o gemido baixinho de Hermione em seu ouvido e isso o excitou mais ainda.
Rony inverteu as posições, prensando Hermione na parede, a cercando com os braços. Ficou a mirá-la arfando. Parecia que seu corpo estava em brasa, e que a qualquer momento iria explodir.
Nesse momento em que ficou olhando-a, as dúvidas vieram à tona.
“Eu não posso fazer isso”, pensou Rony.
Rony olhou em seus olhos castanhos, vendo-os obscuros de amor e prazer. Seu corpo, antes frio pela chuva, agora estava quente, e assim como o dele, queimando como brasa. Olhou-a de cima a baixo. Aquele corpo que tanto amava, desejava e o deixava louco. Que saudade! Sentia que sua calça ficava cada vez mais apertada.
Hermione respirava pesadamente. Rony, até aquele momento, demonstrara o mesmo que ela: amor e desejo. Mas ela queria ouvir de sua boca que ainda a amava. Sabia que não podia cobrar nada, mas se estava ali para fazer amor com Rony, ela iria até o fim.
Sabia que uma conversa não poderia ser adiada, e nela, o rumo de suas vidas seria tomado. Mas isso era pra depois, agora ela queria Rony... Mais uma vez.
Hermione também o mirava nos olhos, e sabia que ele também queria, e muito. Mas ela viu que a magoa ainda estava ali, bem escondida, mas Hermione podia vê-la.
Hermione não queria que ele parasse e deixasse as dúvidas aparecessem agora.
Fez com que Rony baixasse os braços e tirou sua blusa, deixando-a jogada ao chão. Olhou para o seu peitoral definido, com desejo, alisou-o e passou as unhas. Chegou mais perto e começou a distribuir beijos molhados e caricias com língua, por toda sua extensão.
Rony fechou os olhos, extasiado, perdendo uma das mãos nos cabelos de Hermione.
Seu membro pulsava dentro da calça. Aquilo era muita tortura, depois de tanto tempo sem fazer amor.
Hermione voltou a recosta-se na parede, pegou as mãos de Rony e fez com que ele apertasse seus seios, sobre o sutien. Hermione gemeu, ainda envolvendo as mãos de Rony com as suas, o sentindo intensificar o toque, e fechou os olhos.
I figured out what to say to you
But sometimes the words they, they come out so wrong,
oh yes they do
And I know in time that you will understand
That what we have is so right this time, and...
Eu descobri o que você parece para você
Às vezes a palavra, elas
Elas saem tão erradas
(sim elas saem)
E eu sei que com o tempo você vai entender
Que o que nós tinhamos é tão certo agora
- Rony... – Falou com a voz falha e abriu os olhos. – Me ama... Por favor... Por favor... – Hermione implorou sentindo necessidade de tal.
Aquelas palavras foram o máximo que Rony pode agüentar. Amava-a e queria tê-la em seus braços. E como ela falou: Nem que fosse pela última vez. Pela primeira vez, deixou todo o receio de lado e a beijou com gana, como se aquele fosse o último beijo. Suas línguas moviam-se em sincronia, de forma sensual e num ritmo mais rápido.
Hermione acariciava sua nuca com carinhos intensos, enquanto Rony passeava com as mãos pelo corpo de Hermione de modo possessivo.
Rony desceu os beijos para o pescoço de Hermione, dando mordidinhas e fazendo caricias com a língua. Hermione gemia com tais caricias e arranhava as costas de Rony. Estava sentido como se flutuasse. E quando Rony, falou algo bem baixinho, não pode ouvir.
- Eu te amo, Mione! – Rony falou entre os beijos que distribuía em Hermione. Ela, porém, não escutou os dizeres que tanto queria ouvir.
- Eu te amo, Rony! – Hermione declarou como se adivinhasse que Rony acabara de dizer o mesmo.
Ainda se beijando, Rony pegou Hermione pelas coxas, fazendo-a abraçá-lo com as pernas. Rony subiu as escadas, sem parar de beijá-la.
Chegando ao quarto, se desequilibrou um pouco e bateu as costas de Hermione na porta do armário. Ela gemeu, não de dor, mas sim de puro prazer.
Rony colou-a de pé no chão, tirou-lhe o sutien com um movimento rápido e envolveu os dois seios com as mãos. Hermione esticou os braços pelo armário, como se procurasse algo para segurar, para que não caísse no chão. Sentiu a língua de Rony, envolver um de seus mamilos, numa caricia ousada, enquanto o outro seio continuava envolvido por sua mão. Logo as caricias naquele ponto intensificaram, levando Hermione a gemer cada vez mais. Estava carente em todos os pontos de seu corpo, isso era fato. E o menor contato já a levava ao delírio.
I need you tonight
I need you right now
I know deep with in my heart
It doesn't matter if it's wrong or right
E eu preciso de você hoje à noite
Eu preciso de você agora
Eu sei do fundo do coração
Não importa se está certo ou errado
Rony desceu os beijos para a barriga de Hermione. Queria matar a saudade e acariciar cada pedaço do corpo da amada. Apertou suas coxas e bumbum com desejo, subiu com beijos pelas coxas, e quando chegou ao centro de Hermione, deu um beijo singelo sobre o pano da calcinha. E assim, pode sentir o tremor que se passou pelo corpo da mesma.
Rony voltou a beijá-la nos lábios, enquanto ela com suas mãos ágeis, porém tremulas, abriam a calça do ruivo. Ele parou de beijá-la por um momento, a olhando realizar tal ato. Não conseguia esconder pelo o olhar, e gestos o quanto a amava e a adorava.
Hermione desceu a calça de Rony até os pés, e Rony se livrou dela juntamente com os sapatos, revelando sua boxer preta, extremamente volumosa pela sua excitação.
Hermione voltou à posição inicial, e sentiu Rony ergue-la novamente.
Rony sentou-se na cama com Hermione em seu colo. Ela fazia movimentos de vai e vem, roçando as intimidades com mais intensidade. Os dois gemiam juntos, sentido muito prazer com aqueles movimentos. Rony apertava as coxas de Hermione e lhe dava mordidas no pescoço, descendo até os seios, envolvendo-os com seus lábios carnudos. Ela, por sua vez, puxava os cabelos do ruivo com certa força, o que o excitava mais. Suas unhas cravavam na pele alva, deixando marcas de puro êxtase.
Hermione começou a dar beijos no ombro de Rony e o forçou a deitar. Começou a explorar todo o corpo do ruivo, com beijos molhados e caricias com a língua.
Chegando ao ponto que mais queria, e sabia que Rony amava, Hermione foi tirando sua boxer preta enquanto o olhava, vendo sua feição de prazer. Hermione pode ver o quanto Rony estava excitado, quando livre da boxer. Seu corpo arrepiou sabendo que era aquele membro que a completava e que a levava ao céu. E naquele dia, ela queria dar tal sensação a Rony.
Quando Rony sentiu Hermione lhe acariciar intimamente com os lábios, perdeu a noção de quem era e de onde estava. Os gemidos era a única coisa que lhe saiam da garganta.
Estava tão carente de caricias que chegaria ao máximo antes do que gostaria. Rony, então a puxou para cima de seu corpo, sentindo seus mamilos ouriçados tocarem seu peito e a beijou invertendo as posições.
Ambos não se cansavam de se beijar, seus lábios já estavam vermelhos e inchados tamanha era a intensidade dos mesmos.
All those endless times we tried to make it last forever more
And baby I know
I need you
I know deep with in my heart
It doesn't matter if it's wrong or right
I really need you, oh
Todas aquelas infinitas vezes
Nós tentamos fazer
Durar para sempre mais
E querida, eu sei que eu preciso
de você (aw, aw, yeah)
Eu sei do fundo do coração
Não importa se está certo ou errado
Preciso muito de você, Oh
Rony começou a fazer o mesmo que Hermione. Seus beijos e caricias com a língua eram fortes e marcantes, pelo corpo da morena. Suas mãos o acompanhavam quando seus lábios não estavam presentes.
Quando chegou a peça, que ainda o impedia de tomá-la inteiramente, Rony deu beijos no seu baixo-ventre, e delicadamente foi tirando a peça, enquanto seus lábios davam beijos a cada parte revelada.
Hermione respirou fundo e elevou o quadril, quando sentiu Rony tocar seu sexo.
Logo, seus lábios substituíram sua mão, e Hermione se agarrou a colcha, soltando um gemido mais alto, chamando por Rony. Seu quadril se movia inconscientemente, escutando os próprios sons que emitia.
Antes que Rony a levasse ao céu, pois queria que os dois chegassem ao clímax juntos, Hermione o puxou e o beijou.
Rony sentou-se na cama e a puxou para seu colo, ficando face a face. Ambos respiravam rapidamente e sentiam que aquele era um momento único. Rony afastou os cabelos do rosto e lhe deu vários selinhos nos lábios de olhos abertos.
Hermione se movimentava lentamente no colo de Rony, entrelaçou suas mãos com as dele, sentindo as lágrimas embaçarem seus olhos. Tinha medo, muito medo.
I need you tonight (I need you, oh I need you baby
I need you right now (it's gotta be this, it's gotta be this)
I know deep with in my heart
(No, it doesn't matter if it's wrong or it's right)
Eu preciso de você hoje à noite ( eu preciso de você,oh, eu preciso de você querida)
Eu preciso de você agora ( tem que ser o fim, tem que ser o fim, sim )
Eu sei do fundo do coração
(não, não importa se está certo ou errado)
- Mais essa noite... – Falou com dificuldade, pela emoção e pela excitação. –Me ama mais essa noite, meu amor!
Rony a abraçou forte, escondendo as lágrimas que também desceram.
Hermione se posicionou e Rony a penetrou com cuidado.
Sentiram algo mais forte os envolver. Ficaram assim parados durante um tempo, para que Hermione se acostumasse. Os beijos tinham um gosto salgado pelas lágrimas que se misturavam.
Hermione começou a se movimentar lentamente, para que se acostumasse com o volume, já que tinha algum tempo que não o recebia. Depois de alguns movimentos, já se podia se escutar os gemidos de satisfação de ambos, e os movimentos acelerarem de acordo com suas necessidades.
Rony a deitou na cama, ainda unido a ela. Queria olhar para o seu rosto, em seus olhos. Intensificou os movimentos e acariciou a face de Hermione molhada pelas lágrimas.
- Eu te amo. – Hermione falou sem emitir som, no que Rony pode entender numa leitura de lábios. Hermione o abraçou forte, querendo sentir o calor de seu corpo, sentindo os movimentos cada vez mais rápidos, e o máximo cada vez mais próximo. Rony sentia o mesmo e fechou os olhos.
All I know is baby
I really need you tonight
Tudo que eu sei é, querida
Eu preciso muito de você, Hoje à noite
No exato momento em que ambos abriram os olhos, o ápice chegou de forma arrebatadora, levando-os juntos ao paraíso.
Os movimentos foram cessando aos poucos. Ambos estavam suados e respirando com dificuldade.
Rony deixou-se cair sobre o corpo de Hermione, afundando a cabeça em seu pescoço. Seu coração estava partido e sua dor chegara de maneira inesperada e intensa. Subiu o corpo novamente e olhou para Hermione, que viu seus olhos vermelhos e o caminho das lágrimas marcado em seu rosto.
Rony caiu de lado, se desconectando de Hermione e chorou como Hermione nunca vira na vida. Ela o abraçou sentindo um peso na consciência. Tudo era sua culpa. Tudo.
Rony sentia que tudo estava confuso: seu amor por Hermione, a dúvida sobre perdoá-la ou não, a situação em que se encontravam há um tempo, a noite de amor que acabaram de ter...Tudo estava errado.
Com esses pensamentos, Rony acabou adormecendo com Hermione acariciando seus cabelos. Ela estava com medo, temia o que estava por vir. Mas de uma coisa ela tinha certeza: Rony não sairia dali até escutar tudo o que tinha para dizer. E faria tudo para que isso acontecesse.
N/A: A música é baseada nos sentimentos da Hermione em relação ao Rony nessa noite. Então ignorem o “querida” na música. Rsrsrss
Quase uma hora se passou.
Hermione continuava sentada na poltrona de frente para a cama, lugar em que se acomodou logo após Rony pegar no sono. Vestia uma camisola longa, toda rendada, também vermelha, com uma fenda ao longo das pernas e coxas. Abraçava-se às pernas com certa força no pequeno espaço da poltrona. Seu olhar era fixo em Rony, que ainda dormia com uma aparência cansada e triste. Hermione ficara aquele tempo todo apenas olhando-o. Estava com medo. Medo do que estava por vir. Seu estômago dava voltas e mais voltas de enjôos, só de imaginar o que poderia acontecer.
Depois de alguns minutos, Rony acordou sobressaltado, o que assustou Hermione. Sentou-se rapidamente na cama, confuso e desnorteado. Olhou para todas as direções, exceto a que Hermione estava. Viu-se nu e soltou um suspiro de desgosto. Ainda tinha esperança de que tudo o que acontecera não passara de um sonho. Tratou de procurar sua boxer pelo chão, juntamente com a calça, não acreditando ainda no que tinha feito.
A raiva apossou-se dele. Raiva de si mesmo. Como pudera cometer tal ato? Fora fraco, estúpido. Na verdade não tinha palavras para definir o que fora.
Como se sentisse o olhar fixo de Hermione sobre si, Rony olhou em sua direção, e lá estava ela, olhos vermelhos e inchados, sinal de que chorara todo aquele tempo. Mas aos olhos de Rony, ela estava linda, como sempre.
Sua expressão ao vê-la foi de raiva. Mas seu coração acelerou vendo-a tão frágil, encolhida daquele jeito. Fez esforço para parar de pensar naquilo. Ele não iria se deixar levar novamente... Por amor. Sim, ele a amava! Isso era fato! Talvez não para Hermione. Mas deixara se levar por amor. Um amor que o consumia, que feria, que doía, e além de tudo, que o dominava completamente. Por que ele a amava incondicionalmente.
Rony nem se deu ao trabalho de fechar a calça totalmente. Estava com pressa. Pegou seus sapatos e caminhou até a porta. Mas Hermione, que já estava atenta a seus passos, se levantou num salto, e antes que ele alcançasse a maçaneta, colocou-se entre os dois. Rony se assustou e deu dois passos para trás, com medo de tocá-la.
- Você não vai sair daqui. – Hermione falou firme, porém sentindo o nervosismo fazê-la tremer.
Rony a olhou temeroso. Estava tão linda e sexy.
“Que saco! Por que eu sempre tenho que reparar nesses detalhes?”,pensou aborrecido consigo mesmo.
“Porque você a ama, Rony. E a deseja com ardor!”, sua consciência retrucou.
Rony balançou a cabeça afastando aqueles pensamentos, e olhou para um ponto onde não se tinha a imagem de Hermione.
- Saia da minha frente! – Falou respirando fundo, tentando controlar seu nervosismo.
- Não saio. – Hermione parecia uma garotinha teimosa. Estava com medo, mas não mudaria de idéia. Num movimento rápido virou-se, trancou a porta, e guardou a chave no decote da camisola.
Rony arregalou os olhos, perplexo.
- O que você fez? – perguntou escandalizado.
- Tranquei a porta. – falou calma.
- E por que você fez isso? – Rony já tinha um tom de vermelho intenso no rosto.
- Porque foi preciso.
- Preciso? – perguntou indignado. – Você é louca!
Rony sentia que estava perdido. Não queria ficar naquele quarto com Hermione. Parecia que ar lhe fora tirado. Sentia medo, raiva, amor, tristeza. Ele não sabia definir ao certo.
Largou os sapatos no chão, e começou a andar por todo o quarto. Olhava por todo canto, procurando sua varinha, enquanto Hermione voltava a se sentar na poltrona.
- SACO! – exclamou nervoso, chutando os próprios sapatos. Não tinha saída. – Isso foi um erro! – gritou alterado. – Porque eu fui fazer isso? Por quê? Eu não podia, não podia! – se martirizava. – Você é uma sedutora barata! – insultou.
Num acesso de raiva, Rony deu um soco na parede, sem se importar com a dor latejando logo após o ato.
Hermione se assustou. Sabia que ele estava descarregando todo o arrependimento e raiva, dela própria, e dele talvez. Mas se manteve firme. Seus insultos não importavam agora, e sim o que ela tinha a dizer.
- Sedutora barata... Uma qualquer... – falou menos temerosa. – Me chame do que quiser. Mas te garanto que se eu realmente for tudo isso, eu só faço com apenas um homem. O homem que eu amo. E eu não preciso dizer que ele está aqui nesse quarto, tendo um acesso de raiva. – falou desafiadora.
Rony parou estático, olhando-a.
- Você não me ama de verdade! – exclamou num fio de voz, um pouco mais calmo, franzindo a testa em descrença. Sentia que o rumo que aquela conversa tomava não ia ser nada bom, e que a qualquer momento iria explodir novamente.
- Não? – perguntou baixinho. – O que você acha que eu acabei de demonstrar? O que você acha que eu senti, e sinto, por você?
- Você conseguiu acabar com esse amor que dizia sentir por mim, em uma única noite. – falou derrotado, sentando-se na cama. Referia-se à noite em que Hermione o acusara das coisas mais absurdas, após a morte de sua filha.
- Dizia? – perguntou, se levantando. – Eu não simplesmente dizia. Eu sentia, e sinto.
- Você me destruiu, Hermione. – sussurrou, praticamente ignorando as palavras de Hermione.
- Eu só queria que você fosse feliz. – sussurrou em resposta.
- Feliz? – riu sarcástico. – Você fez toda essa merda para me fazer feliz? Palmas para Hermione! – exclamou sarcástico, batendo palmas, o som ecoando pelo quarto. – Que boazinha! – debochou. – Será que a senhorita gostaria de relembrar os fatos que me fizeram tão feliz?
- Não, obrigada, eu já me recordo muito bem. – rebateu, referindo-se ao dia que Rony despejara tudo num desabafo, e ainda dissera algumas das coisas mais dolorosas de se ouvir. Mas não o culpava por tal ato. Se ela não conseguira gerar um filho, a culpa não era dele.
- Que bom! Assim poupamos tempo, não é mesmo? – falou ainda sarcástico.
- Será que você poderia deixar o sarcasmo de lado uns minutos e me escutar? – perguntou sem conseguir mais evitar as lágrimas.
- O que você quer me falar, Hermione? – perguntou, cansado. – Que se arrependeu? Que não queria ter dito aquilo? E blá, blá, blá...
- PARA, RONY! – gritou, exasperada. – Eu quero... Quero que você entenda o meu porquê. Minha real intenção não foi magoá-lo. Mas eu deixei que coisas do passado, que me atormentavam, e você sabe disso, viessem a tona e com eles eu tivesse um pretexto para que você se afastasse de mim.
Rony se calou e deixou que ela falasse. Não a olhava, sua cabeça estava baixa, escutando seu relato.
- Eu simplesmente não acreditei quando você disse que Rose tinha morrido. – começou a falar pela primeira vez sobre aquela noite. – Eu achei tão injusto você fazer uma brincadeira daquelas...
Hermione soltou um riso nervoso.
– Mas é claro que você não ia brincar com uma coisa tão séria. Quando... – retomou a palavra respirando fundo, tentando controlar o choro. – Quando você a colocou nos meus braços... Foi tão ruim, eu não entendia o porquê! Olhei para aquele corpo sem vida, que eu tanto ansiava por tocar. Mas ele estava frio, assim como o meu coração. Era como se tudo tivesse acabado... Foi a pior sensação da minha vida.
Seu choro era intenso.
– Nem mesmo na guerra, - continuou a morena - em que passamos por tanto aperto, tanta dificuldade eu me senti assim. É claro que eu tinha medo, não só eu como todos, era horrível pensar que a qualquer momento poderíamos morrer ali. Mas lutávamos por algo. Lutávamos pela justiça, e isso nos dava mais força ainda para continuarmos de pé. A esperança me acompanhava. Mas naquele quarto de hospital, Rony... Eu matei a minha filha!
Hermione não agüentou e caiu em prantos, parando por um momento. Rony a olhou assustado, com as lágrimas descendo. Aquilo não era verdade. Ele nunca pensara assim.
- Eu simplesmente a perdi! – exclamou, se controlando. – A perdi sem ter um motivo. Me senti uma completa inútil! Eu não sou capaz nem de gerar um filho! E ainda o mato! – falava indignada consigo mesma.
Rony queria dizer que aquilo não era verdade, e nunca fora. Mas não conseguia. Simplesmente sua voz não saia.
– Eu estava me sentindo completamente perdida. Não sabia o que fazer. A dor e a culpa me consumiram. Deixei que os motivos enganosos viessem à tona, e disse tudo aquilo a você, para afastá-lo. Eu não suportaria vê-lo sofrer. Não depois de tudo. E eu não podia mais te trazer felicidade. Como? Eu era uma inútil! Eu matei a sua filha, porque era em mim que ela vivia. – falou olhando em um ponto fixo, como se estivesse hipnotizada. Fechou o punho começando a batê-lo no próprio ventre. – Eu te afastei pra que você não tivesse que viver ao lado de uma mulher sem vida. E também não queria que você ficasse comigo por dó. Isso me assustava. –Sua mão agarrou o pano da camisola com raiva.
Voltou a sentar-se na poltrona, para logo depois retomar a palavra:
– Fui egoísta com minhas palavras e ações. Me isolei no meu sofrimento, e fechei os olhos para você, me esquecendo que você também a perdeu. Hoje eu carrego a culpa, não só pela Rose, mas também por fazê-lo sofrer. – respirou fundo.
- Você não teve culpa. – Rony finalmente se pronunciou, olhando-a. – Você não a matou. E eu nunca pensei algo assim. Você não percebeu que eu estava ao seu lado. Não por dó, e sim porque eu te amava. E eu queria você ao meu lado naquele momento, mais do que em qualquer outro.
- Me amava... - repetiu baixinho, enxugando as lágrimas. – Eu fui cega o bastante para não perceber isso.
- Você duvidou de mim, do amor que eu sentia por você.
- Sentia... Porque você fala no passado? Não me ama mais?
Rony não respondeu. Talvez porque queria esquecê-la... Ou porque não conseguia dizer.
- Você não vê o futuro, Rony? Comigo?
- Não. – respondeu sua voz quase inaudível.
Ele sabia que era mentira. O que ele mais queria era ela de volta. Sua vida com ela de volta. Mas algo ainda o impedia.
- Eu achei que estava fazendo o certo. – justificou-se Hermione, enxugando as lágrimas que continuavam a descer.
- Esse é o seu problema! – Rony levantou a voz. – Você não se preocupou em saber o que eu queria, o que eu pensava. Me deixou chorar dias sentindo sua falta! Me fez enterrar a nossa filha, sozinho! – falava mais alterado e se levantou da cama. – Você não sabe o quanto eu queria que você estivesse lá! – as lágrimas novamente eram inevitáveis.
- Eu não conseguiria vê-la pela última vez, num caixão. Eu não suportaria... – a voz dela era arrastada e fraca.
– Noites e noites sem dormir, achando que eu tinha feito algo errado. Eu me fazia a mesma pergunta dia e noite, de minuto em minuto: Porque ela me deixou? Por quê? A dor era insuportável. Rose me deixou... Você me deixou... O que mais eu tinha? Nada! Eu estava disposto a esquecer você, esquecer tudo o que vivemos, e começar uma vida amarga e sem sentido. Mas você apareceu para me atormentar, para me fazer sofrer mais ainda. – seu tom mudara de triste para raivoso. – Eu tive raiva de você, sentia vontade de torturá-la, como você fez comigo. E eu sentia prazer com isso. Mas daí, tudo mudou. Veio o remorso e nojo de mim mesmo.
- Eu realmente não queria que tivesse sido assim! – falou com dificuldade, pelo choro. – Eu fui infantil, agi sem pensar.
- Você agiu do jeito que você quis... Apenas você. – Acusou Rony, com a voz lenta e ameaçadora, lhe apontando o dedo. – E no final conseguiu o que queria: se livrou de mim.
- Mas eu não queria, e não quero ficar sem você! – desesperou-se.
- E PORQUE VOCÊ NÃO PERCEBEU ISSO ANTES? HEIN? – gritou a plenos pulmões, pegando-a pelo braço ficando a centímetros do seu rosto. – Olha para mim, Hermione. – pediu com a voz num tom normal, mas que demonstrava tristeza e raiva ao mesmo tempo.
Hermione chorava compulsivamente.
- O que eu sou agora? Eu te respondo... Nada, eu não sou nada! Você fez questão de tirar a única esperança que me restava... Você. – Rony a soltou.
- Não, Rony! Você é tudo, tudo para mim! Eu percebi o meu erro! Eu precisava conversar com você, para que soubesse disso...
- Percebeu depois de uma prova, não é Hermione? – perguntou maldoso. – Você precisou de uma prova para saber que eu realmente a amava, e queria a nossa filha! Isso é ridículo! – parou por um momento e se acalmou. - Agora você já falou tudo o que queria, já tivemos a tão sonhada conversa. O que quer mais?
Hermione tremia. Sentia o fim chegar, o fim que tanto temera.
- Me perdoa, Rony. – pediu num fio de voz. – Me perdoa por tudo o que fiz, tudo o que eu disse... Eu sei que é pouco em relação a tudo o que fiz a você, mas eu preciso do seu perdão. Volta para mim. Eu preciso de você, Rony.
Seu coração batia acelerado, seu choro era sufocado. Uma sensação ruim tomou conta de si.
- Da mesma forma que você não conseguiu me aceitar ao seu lado na hora que eu mais precisei, que ambos mais precisamos... Eu não...
Rony parou de falar, deixando o resto da frase perdida no ar. Estava sério e pensativo. Era doloroso demais chegar ao fim daquela frase. Achava que estava fazendo o certo, mas sua mente rodava, rodava, o deixando cada vez mais fraco.
- Essa é a sua última palavra? – Hermione sentia o ar faltar.
Era exatamente aquilo que Rony não conseguiu concluir, que ela temia. O medo se apoderou dela. O desespero, a solidão. Suas forças eram mínimas. Não soube como conseguiu pronunciar tais palavras.
- Sim. – respondeu sem realmente acreditar no que dizia. Sentou-se na cama, sentindo uma dor terrível sufocá-lo.
Hermione tapou o rosto com as mãos, tentando sufocar os soluços altos, de puro desespero.
- Eu não vou te incomodar mais. – disse respirando fundo, para tentar dizer o que queria. – Vou sumir da sua vida, deixá-lo em paz. – falava com um nó na garganta. – Mas eu vou esperar Rony... Até a morte, pelo seu perdão.
Hermione sentia seu coração se despedaçar falando tudo aquilo.
– Nem que seja para você me aceitar como sua amiga novamente. – continuou com dificuldade, pois as lágrimas não eram detidas. – Você é, foi, e sempre será o único. Eu amo você com todas as minhas forças, daria minha vida por você... E agora é exatamente isso que estou fazendo, lhe entregando minha alma, meu corpo, minha mente... Não quero que sofra mais... E vou fazer o que você deseja... Vou sumir de sua vida.
Rony ouvia tudo, calado. Seu coração também batia descompassado. As palavras de Hermione eram fortes e marcantes.
- Vou carregar esse remorso comigo... Saber que te perdi, por um ato impensado... Que não o tenho mais... Agora é meu carma. E hoje eu percebo o quanto eu preciso de você! Exatamente o que eu não percebi naquela noite.
Hermione pegou a chave no decote com as mãos tremulas e abriu a porta.
- Eu espero realmente que a Alana te faça muito feliz, e te dê o que eu não pude: amor e filhos.
Hermione deu uma última olhada em Rony, que estava de cabeça baixa, e saiu do quarto, sentindo que a vida realmente não tinha mais sentido.
Rony não a olhou. Não teve uma última visão de sua imagem. Apenas de sua voz. Suas palavras haviam sido torturantes, sem vida. Então aquele era o fim? Era assim que terminaria sua história de amor com Hermione?
Levantou-se num salto, jogando um dos arranjos contra a parede, chorando, inconsolável. Parou de pé, com o peito subindo de descendo numa respiração rápida, o rosto molhado de lágrimas, olhando para a porta por onde Hermione saíra.
Perdera seu amor, seu grande amor.
Sim. Aquele era o fim.
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Hermione desceu as escadas o mais rápido que pode. Chegou à sala com um esgotamento emocional muito grande. Sua mente estava fora de foco. Ainda não acreditava no que seus ouvidos escutaram. Fim é o fim... Como pode ser? As palavras de Rony pareciam uma praga que não é exterminada enquanto não se arranje um antídoto. Mas Hermione não sabia qual era esse antídoto.
Seu corpo inteiro tremia. O desespero era sua companhia. Precisava se acalmar para poder dirigir. A estrada estava escorregadia pela chuva, e qualquer descuido um acidente poderia acontecer. Não que ela realmente quisesse viver. Mas no momento provocar um suicídio, como uma louca que perdeu o marido por uma idiotice não era uma boa idéia. Pelo menos não nesse momento. Quem sabe daqui uma semana? Duas talvez... Hermione não queria planejar sua possível morte.
Com esses pensamentos, Hermione pegou suas coisas e saiu, deixando que a chuva lavasse sua culpa. O frio era intenso, mas ela não se importava, a dor da perda era muito maior.
Entrou no carro e ligou-o. Deu partida.
Hermione arregalou os olhos e deu uma freada brusca fazendo o carro deslizar pela pista, parando a alguns metros à frente.
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Rony ficou parado de pé, refletindo. Seus olhos focavam a porta por onde Hermione saira.
Se esse é o melhor a se fazer, se é a coisa certa... Por que ele não sentia que sua consciência estava limpa? Por que agora ele não achava que as coisas seriam mais fáceis? Que agora cada um seguiria suas vidas separadamente?
Rony não entendia essas questões sem respostas.
E se esse não for o fim, Rony? Você já pensou nisso que eu sei! –Sua consciência acusou.
Rony arregalou os olhos. E se realmente não for o fim?
Suas lembranças vagaram a momentos atrás, e só agora entendia os porquês que rondavam sua mente. Ele já a perdoara!E não fora nessa noite, e sim há alguns dias atrás e não se dera conta.
E a razão pela qual a mandou ir embora? Ele sabia a resposta para essa pergunta: Puro orgulho!
Rony sentiu como se tivesse um alarme em sua cabeça o despertando para a realidade.
Tudo para ele já era passado. Um passado triste, mas que pra ele foi superado completamente. E a conversa daquela noite só o fez comprovar isso.
Como pudera ser idiota ao ponto de não perceber isso? Como se deixou levar por esse maldito orgulho? E o pior: Como deixou o orgulho falar mais alto do que seu amor por ela?
Sim, Ronald Weasley! Você é um idiota! –Pensou.
De repente um sorriso brotou em seus lábios.
Esse não é o fim! Não mesmo! –Pensou feliz.
Ainda parado olhando para a porta, Rony acordou de seu devaneio e se desesperou. Precisava ir atrás dela, antes que fosse tarde demais!
Rony correu desabalado pelas escadas pulando os degraus. Chegou á sala e não viu Hermione. Seu coração disparou. E se ela tiver ido embora? Para onde teria ido?
Rony viu que as coisas de Hermione não estavam mais ali. Correu até a porta e a abriu correndo para a chuva. Seus olhos procuravam desesperadamente por Hermione através da névoa.
Quando deu por si, um barulho de motor se fez mais alto. Olhou na direção do barulho e lá estava ela com certeza, dentro do carro. Correu o mais rápido que pode, para que não desse chance dela arrancar.
Viu o carro entrar em movimento e se jogou na sua frente, fazendo Hermione frear e deslizar com o carro. Por um minuto ambos sentiram o coração parar.
Hermione parou o carro, tentado voltar a respirar. Não se dera conta do que aconteceu. Viu um vulto em sua frente, se desesperou e desviou o carro.
Rony se levantou do chão, ao mesmo tempo em que Hermione saia do carro.
-RONY! –Exclamou assustada com o peito descendo e subindo rapidamente.
Antes que Hermione pudesse falar alguma coisa, Rony se pronunciou.
-Não me deixa outra vez, Mione! –Falou alto para que sua voz se elevasse ao barulho da chuva. –Eu também preciso de você! Mais do que eu imaginava... E sim, eu ainda te amo!
Rony tinha um ar esperançoso na voz. Seu coração batia descompassado.
Hermione sorriu emocionada em meio às lágrimas que se misturavam com a chuva. Só podia ser um sonho! Um sonho muito bom pra ser verdade!
Quando Rony mencionou sua última palavra, Hermione correu ao seu encontro e pulo em seu colo, enlaçando-o na cintura com suas pernas e os braços em seu ombro.
Nesse exato momento, fogos enfeitaram o céu, anunciando um novo ano... Um novo dia.
Ambos se olhavam nos olhos e sorriram inebriados.
-Feliz ano novo! –Rony falou não se contendo de felicidade.
-Feliz ano novo! –Hermione falou com um sorriso enorme nos lábios.
Rony olhou diretamente para sua boca molhada pela chuva e não se conteve, abraçou-a mais forte em seus braços e avançou para seus lábios a beijando com ardor, sendo retribuído a mesma altura.
O som dos fogos e as luzes que refletiam no céu faziam do momento mais mágico, mais romântico. Aquele realmente seria um novo ano!
Estavam muito entretidos naquele beijo saudoso, mas o ar faltou e os lábios se separaram.
-Eu nunca te deixei Rony! Eu fui uma idiota, mas você estava sempre comigo em pensamentos mesmo que contra a minha vontade! –Falava com dificuldade pelo beijo e pelo frio que agora lhe tomava e distribuía beijos por toda a face de Rony. –Obrigada, Rony! Obrigada por me dar uma chance. –Olhou em seus olhos.
Rony ria de felicidade como há tempos não o fazia.
-Eu que digo obrigada, por você não ter desistido de mim! –Hermione sorriu e o beijou novamente.
Sentiu a língua agiu de Rony, acariciar a sua mais lentamente e de modo sedutor. As mãos do ruivo corriam por toda a extensão das suas costas, sobre o pano molhado da camisola. No final do beijo, Rony deu uma mordisca no seu lábio inferior, a fazendo fechar os olhos e sentir um tremor pelo corpo.
-Acho melhor entrar, você está tremendo de frio! –Falou Rony.
-Eu não estou tremendo de frio. É de outra coisa! –Falou rindo. Rony gargalhou alto.
Ainda com Hermione em seus braços, Rony caminhou de volta a casa. Hermione não cansava de distribuir beijos por toda a face de Rony o fazendo tropeçar no meio do caminho.
Quando entrou na sala, Rony foi direto para o sofá e sentou-se com Hermione em seu colo, com as pernas uma de cada lado, de frente para ele.
Não desviavam o olhar um só minuto, como se aquela fosse a primeira vez que se viam. Estavam hipnotizados.
-Você me perdoa? – Hermione perguntou olhando-o intensamente.
-Eu já te perdoei faz tempos, eu só não sabia disso. –Respondeu sério, olhando-a com a mesma intensidade. Hermione franziu a testa sem entender.
-Eu já te perdoei, Mione. Só não queria admitir isso para mim mesmo. Maldito esse meu orgulho, sabe? –Riu.
-De verdade? –Perguntou sem acreditar. –Eu não quero que esse perdão seja algo superficial, Rony. Para que depois no futuro, quando briguemos por algo idiota, como fazemos sempre, isso tudo venha à tona e nos machuque novamente. Não quero que nada nos impeça de ser feliz por completo.
-Eu sei. Eu também não quero! E é por isso que estamos aqui agora. Para mim, tudo é um passado distante. Sinto-me livre do remorso, da raiva, Mione. Nada vai nos atrapalhar. Apesar de tudo ter sido muito difícil, eu superei. E percebi isso na hora que você estava indo embora. Eu não podia deixar isso acontecer novamente! Eu te amo, entendo suas atitudes, mesmo não aceitando... Eu quero você comigo!
Hermione sorria emocionada com as palavras de Rony, sentindo seu coração bater descompassado.
-Mas uma coisa ainda me incomoda. –Falou com uma expressão de arrependimento no rosto.
-O que? –Perguntou amedrontada.
-Eu não agi muito bem. –Falou envergonhado. –Não devia ter dito aquilo para você, foi cruel! –Referiu-se ao dia no apartamento.
Hermione ficou seria. Aquele dia foi simplesmente péssimo, mas não culpava Rony por tal atitude.
-Te tratei muito mal, Mione. Era mais forte que eu. Eu também preciso do seu perdão. Preciso de você inteira, sem magoas.
-Você não tem que pedir perdão. –Hermione falou alisando sua face. Estava seria como se analisasse cada traço do rosto de Rony.
-Eu mereci. –Hermione riu fraco.
-Não! O que eu fiz não é justificativa. Não sou ninguém para julgar as pessoas, ainda mais você! Preciso ouvir você dizer que me perdoa. Eu não queria falar aquelas palavras. –Falou envergonhado. –Só deixei o meu nervosismo aflora demais. –Soltou um risinho.
-Considere-se perdoado!
Os dois sorriram e entrelaçaram as mãos ainda se olhando intensamente.
-Espere um minuto. –Hermione falou fechando a cara. –Ainda temos um problema.
-Qual?
-Alana! –Falou claramente e devagar.
Rony começou a rir.
-Hey! Posso saber qual é a graça? –Perguntou emburrada.
-Por que você acha que eu tenho algo com ela?
-Eu vi vocês se beijando! –Exclamou irritada.
-Não viu, não!
-Vi sim!
-Não viu!
-Vi sim! –Exclamou mais alto.
Os dois riram.
-Quer me deixar explicar, teimosa? –Rony perguntou entre risos.
-Tenha a honra, Weasley! –Respondeu ainda um pouco irritada.
-Eu nunca beijei a Alana. Nem se eu pudesse eu beijaria.
-Como assim se pudesse?
-Alana é gay, Mione! –Falou calmo.
Hermione arregalou os olhos e ficou seria de repente.
-É isso ai! Portanto ela é só uma amiga.
-Isso é serio? Não é uma desculpa qualquer?
-Claro que é serio, Mione! E ela tem uma namorada.
-Eu não esperava por isso. –Falou surpresa. –Vocês pareciam tão... Tão... –Falou atrapalhada. – Haaa, sei lá! –Riu.
-Boba! –Rony falo rindo. –Eu nunca quis outra mulher, Mione. Eu só quero você! Você é a única e sempre foi.
-Eu nem acredito que estou aqui com você! –Falou baixinho.
-Nem eu. –Sussurrou.
-Eu esperei tanto para isso! Eu senti tanto a sua falta, Rony. Mesmo nos dias que eu ainda queria afastá-lo.
-Eu também senti muito a sua falta! Achei que a cada dia que passava era o meu último. E nas datas principais, era sempre uma tortura.
Ambos tinham as mãos juntas brincando com os dedos. Suas faces estavam cada vez mais próximas com seus olhos focando um ao outro.
-Aniversário de casamento. –Hermione falou automaticamente.
-Seu aniversario. –Rony suspirou.
-Natal...
-E hoje... Um ano novo. –Rony sorriu. –Tenho um presente para você. Simbolizando todas essas datas que passamos separados. –Falou enquanto sua mão procurava por algo dentro do bolso de sua calça.
-Eu nunca tirei do meu bolso, mas eu prefiro que ela fique no lugar original. –Falou sorrindo. –Aceita ser minha esposa novamente? –Perguntou mostrando-lhe sua aliança.
Hermione deu sua mão a ele, para que colocasse a aliança.
-Não precisava nem perguntar. É claro que eu aceito. –Falou enxugando as lágrimas. Hermione voltou a olhá-lo nos olhos. –Será que vou ter que implorar novamente para que você faça amor comigo? –Perguntou divertida.
-Não dessa vez! –Rony falou sorrindo maroto, e atacou seus lábios de forma rápida e firme.
Rony apertou sua cintura de encontro ao seu corpo, e Hermione levou suas mãos aos cabelos do ruivo puxando as mechas, aprofundando cada vez mais o beijo.
Agora eles sabiam que aquele não seria um ato de amor com gostinho de adeus. Seus corpos necessitavam de algo mais profundo, mais quente.
Hermione fazia movimentos provocativos de vai e vem sobre o colo de Rony, atiçando-o cada vez mais. Sentia as mãos de Rony apertá-la com vigor forçando seus movimentos enquanto sua língua encontrava um caminho em seu pescoço, fazendo-a soltar leves gemidos.
Rony mordeu o ombro de Hermione descendo uma das alças da camisola vermelha. Uma de suas mãos foi de encontro ao meio dos cabelos da morena envolvendo algumas mechas, e puxou para trás num movimento mais forte, fazendo Hermione deitar a cabeça dando uma visão maior de seu pescoço para Rony.
Rony foi passando a língua de maneira excitante em toda área do pescoço de Hermione e lhe mordeu o queixo.
-Por que você tinha que estar de vermelho? –Perguntou com uma voz roca em seu ouvido, e logo mordiscando a ponta da sua orelha.
Hermione sentia a língua quente de Rony sobre seu corpo frio pela chuva, resultando em tremores em seu corpo. Ele agia de uma maneira mais viril, mais enérgica, e definitivamente, Hermione estava amando aquilo.
-Porque eu sei que você gosta! –Respondeu sem fôlego. Pela maneira de Rony acariciá-la, podia sentir o quanto ele estava com necessidade desse contato, em que ficaram tanto tempo privados. Suas mãos a apertavam com extrema vontade, o que a deixava mais excitada. Nunca vira Rony assim tão voraz, enquanto faziam amor. Estava sendo uma descoberta maravilhosa!
-Você está brincando com fogo, Mione! –Falou apertando uma das coxas torneadas de Hermione, sem se preocupar com a força que colocava na caricia.
Hermione gemeu novamente de puro êxtase. Livrou da mão de Rony em seus cabelos e olhou em seus olhos que queimavam de desejo.
-Então eu quero me queimar! –Hermione retrucou e deu uma mordida no lábio inferior de Rony. Puxou seus cabelos para trás num movimento rápido, e distribuiu beijos molhados na área mais a mostra e por último passou a língua levemente sobre os lábios carnudos de Rony. Aproveitou que ele estava desprevenido e o empurrou para ficar de pé.
Rony gemeu de desgosto.
Rony sentia que esse seu jeito mais voraz de fazer amor, estava agradando Hermione, mais do que imaginava. E ela correspondia à altura, provocativa e sexy. Rony não media a força com que suas mãos a tocavam, era algo instantâneo. O desejo e a saudade falavam por ele.
Hermione riu marota, e baixou a outra alça da camisola e assim deixou que ela rolasse de encontro ao chão. Parou numa pose sexy, vestindo apenas uma calcinha, no mesmo tom da camisola, e mordeu o lábio inferior.
Rony a olhou sem fala. Analisou cada parte do corpo da amada a mostra. Algumas gotas de chuva ainda desciam por ele, fazendo Rony engolir seco e sua excitação doer de ansiedade.
-Vai ficar só olhando? –Perguntou provocativa.
-Te garanto que não! –Falou com a voz rouca e deu um salto do sofá. Abraçou Hermione de encontro ao seu corpo sentindo seus mamilos ouriçados.
Hermione arranhava suas costas com as unhas, enquanto se beijavam profundamente tirando o fôlego de ambos. Os corpos que antes estavam frios, agora estavam quentes pelo sangue que fervia em suas veias.
Rony apertou uma das coxas de Hermione com o mesmo vigor. Passou para suas partes de trás, apertando com vontade e prensando seu sexo com o de Hermione. Ambos gemeram dentro de suas bocas, completamente envolvidos.
Rony passou uma mão para a parte interna da coxa de Hermione, tocando seu sexo ainda coberto pelo pano da calcinha. Acariciou-a de leve nessa área sentindo a umidade quente que vem dela, demonstração do quanto estava excitada.
Hermione não conseguia se concentrar nos beijos fortes que Rony dava, sendo acariciada dessa maneira. De olhos fechados, sentia seu corpo arrepiar a cada movimento mais forte. Suas mãos agarraram os braços de Rony com força e logo descendo com as unhas.
Rony dava passos para trás, sem sentir. Quando chegou a parede, prensou Hermione com seu corpo, olhando-a nos olhos.
-Eu te amo! –Rony falou com a voz falha.
-Isso é tudo o que eu queria ouvir! –Declarou com dificuldade, com um sorriso nos lábios.
Rony subiu com a mão que ainda estava em seu sexo. Passou pela cintura, barriga e chegou aos seios de Hermione, envolvendo um de cada vez, enquanto a outra mão estava postada na parede a cercando. Beijou o rosto de Hermione, às vezes trocando os lábios pela língua, descendo pelo queixo, pescoço e ombro.
Hermione se desviou dos lábios de Rony, quando ele foi beijá-la e desceu o corpo até a abertura da calça de Rony. Tirou-a com dificuldade por estar molhada. Deu um beijo singelo sobre seu sexo excitado ainda coberto pela boxer e a tirou.
Subiu novamente roçando seu corpo com o de Rony, e sua mão envolveu, também com movimentos fortes, o sexo de Rony.
Rony fechou os olhos, em pleno êxtase. Seus lábios se ocupavam em sentir cada área do corpo de Hermione, enquanto gemidos eram soltou de encontro à pele da morena.
-Eu senti tanta saudade do seu corpo... Das suas mãos... Da maneira como você me ama. –Hermione falava em puro delírio.
-Agora nós temos todo o tempo do mundo para matar saudade. –Cochichou em seu ouvido sentindo as ondas de prazer cada vez mais fortes.
Rony pegou as duas mãos de Hermione, elevou-as a cima de sua cabeça, prendendo seus pulsos, e colou seu corpo com o dela, a fazendo bater as costas de maneira firme na parede.
Hermione gemeu alto de prazer. Tentou soltar suas mãos querendo tocá-lo, mas Rony a prendia fortemente.
-Rony... –Gemeu sentindo sua língua começar um caminho em seu pescoço e ir descendo. Quando chegou a um dos seios, Hermione sentiu seus lábios o cariciar com gana.
Hermione se esqueceu de respirar, enquanto Rony descia os beijos para a sua barriga. Quando ele soltou suas mãos, abriu os olhos e rapidamente colou os lábios num beijo ganancioso.
Arranjando força, não sabia de onde, Hermione começou a empurrar Rony de encontro a uma mesa, mas no meio do caminho Rony acabou caindo sentando numa cadeira ao lado.
Hermione o olhou e sorriu de maneira desafiadora, sentando em seu colo.
-Isso tudo é saudade? –Perguntou Rony correspondendo ao seu olhar.
-Não mais que você! –Retrucou passando a língua pelos lábios os umedecendo.
Com movimentos leves sobre o colo de Rony, Hermione foi chegando mais perto de seu ouvido.
-Fala que me ama... Diz o que eu não ouvi da outra vez... –Sua voz era baixa e sedutora.
Rony agiu rápido. Enlaçou suas mãos em sua cintura e a colocou sentada na ponta da mesa.
-Eu nunca deixe de falar que eu te amo... Em nenhuma das nossas noites de amor. –Falou olhando-a nos olhos.
Hermione sorriu com a declaração e o puxou para mais perto e o beijou.
As mãos de Rony foram até a calcinha de Hermione a retirando. Uma de suas mãos subiu até a nuca de Hermione aprofundando mais o beijo, enquanto a outra continuava na área da virilha.
Hermione sentiu um arrepio subir-lhe pela espinha, quando Rony a tocou sem nenhuma barreira o impedindo.
Rony parou de beijá-la e olhou para sua face contorcida de prazer. Com sentira falta daquela cena!
Hermione mordia o lábio inferior com força, enquanto sentia uma onda de prazer mais forte atingi-la. Suas pernas automaticamente se fecharam nesse momento, pressionando mais ainda a mão de Rony contra seu sexo. Abriu os olhos, arfando, e lá estava Rony a olhando, com seus olhos brilhando um sorriso lindo nos lábios. Hermione sorriu em resposta e o puxou para mais perto.
-Eu te amo! –Rony declarou em seu ouvido, e logo a penetrou num único movimento intenso.
Hermione gemeu alto, e mordeu o ombro de Rony, pela a intensidade do ato, e Rony apertou sua coxa, enquanto a outra mão estava em suas costas a puxando para mais perto.
- Te amo, Rony... Te amo... –Falou num sussurro, sem ar nos pulmões.
Rony realizava movimentos bem profundos e rápidos. Hermione enlaçou as pernas em sua cintura diminuindo o espaço entre os dois.
Ambos suavam e respiravam pesadamente. Sussurros eram ditos com dificuldade, em meio aos gemidos.
Rony perdia com uma das mãos pelo corpo de Hermione aumentando suas ondas de prazer.
Rony levou Hermione ao ápice quatro vezes apenas com a penetração, fazendo-o chegar ao mesmo, duas vezes, pois era um estimulante ver e senti-la atingir o prazer máximo.
Rony sentiu Hermione amolecer em seus braços e a abraçou beijando seus cabelos.
Hermione estava tremendo dos pés a cabeça, tamanha fora a intensidade do ápice. Se Rony não estivesse em sua frente para apoiá-la, não teria forças nem para se manter sentada.
-Você está tremendo! –Rony falou a abraçando mais forte.
-Daqui a pouco passa. –Falou descansando a cabeça em seu ombro, se aninhando mais a Rony.
-Mione? –Chamou receoso.
-Sim...
-Eu te machuquei? –Perguntou preocupado.
-NÃO! –Respondeu imediatamente. –Nunca, Rony. -Hermione levantou a face, com os cabelos grudados em suas bochechas. –Você só estava diferente... Mais viril.
-E isso foi ruim? –Perguntou com uma sobrancelha elevada.
-Não... –Alisou seu rosto. –Foi maravilhoso. Me pergunto porque você nunca fez assim...
-Acho que tenho medo de te machucar... –Falou envergonhado.
-Pois não tenha... Eu amei, Rony. –Falou com a voz tremula.
Rony olhou-a feliz com a descoberta. Estranhou o fato de ela ainda esta tremendo e alisou seu rosto, afastando as mechas úmidas de seus cabelos.
-Você está com frio? –Rony perguntou.
Hermione negou com um movimento da cabeça.
-Então porque você está tremendo? –Perguntou preocupado.
-Foram quatro vezes, Rony... –Falou com a voz fraca. –Quatro vezes direto... –Suspirou profundamente.
Rony sorriu, com a descoberta.
-Bom, com essa coisa toda... –Falava enquanto distribuía beijos por toda sua face. –Você me levou a metade disso.
Hermione riu. Passou os braços pelos ombros de Rony e afundou o rosto em seu pescoço.
-É... Me parece que alguém estava muito carente! –Rony brincou, alisando toda a extensão de suas costas.
-Também conheço uma! –Retrucou divertida.
Rony riu e a pegou no colo. Hermione se aninhou em seu peito, sentindo seu corpo mole.
-Vou te levar para o quarto. –Beijou sua testa e foi em direção ao quarto.
Colou Hermione deitada na cama, deitando ao seu lado em seguida. Hermione automaticamente se aninhou em seu peito, enquanto Rony puxava o coberto para cobri-los.
-Mais calma? –Rony perguntou depois de um tempo, percebendo que ela não mais tremia.
-Sim. –Hermione respondeu rindo.
-O que acha de um banho?
-Ótimo!
Rony se levantou e preparou a banheira. Voltou ao quarto pegou Hermione nos braços e caminhou até o banheiro e a colocou na água, se juntando a ela logo depois.
Sentaram-se um de frente para o outro. Olhavam-se em silêncio.
Rony sabia que aquela era a primeira etapa que superaram. Ainda havia um assunto pendente. Mas agora tudo ia ser diferente estavam juntos. Mas no momento ele não iria tocar nas feridas.
Rony soltou um lindo sorriso para Hermione, que retribuiu, e foi até ela.
-O que foi? –Hermione perguntou com um sorriso nos lábios.
-Simplesmente não consigo ficar um segundo longe de você! –Rony a abraçou encostando as costas na beirada da banheira, e Hermione sentou em seu colo, com uma perna de cada lado.
-Eu te amo. –Hermione falou alisando seu rosto.
-Eu também... Muito. Não sei como consegui ficar longe de você todo esse tempo. Só de pensar nisso...
-Shiii... –Hermione o interrompeu. –É só não pensar mais nisso. Sorriu e o beijou, entrelaçando suas línguas em movimentos lentos.
Hermione podia sentir o sexo de Rony ficar cada vez mais rígido. Essa reação a fez suspirar entre o beijo e aumentar a intensidade do mesmo. Seu quadril movia-se inconscientemente.
-Mione... –Rony sussurrou como se a precavesse de algo que ela não queira.
-Eu também quero. –Falou em resposta e o beijou novamente.
Rony e Hermione fizeram amor mais quatro vezes na mesma noite com intervalos de tempo. Deixaram o desejo, a saudade, e o amor dominar totalmente e mataram a saudade de tantos dias separados. Foram dormir no quase amanhecer do dia, exaustos, porém com uma parte dessa saudade saciada.
Com certeza essa será uma noite que ficará na memória de ambos.
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