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2. O Festim


Fic: TODOS OS SEGREDOS DA MEIA NOITE


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Nome da fic : Todos os Segredos da Meia-Noite


Autor: Mr. Mordred


Pares : Severus Snape/ Hermione Granger


Censura: 18 anos


Gênero: Darkfic/ Romance.


Spoilers : HP 6 e 7, contudo, levemente UA.


Resumo: Esta fanfiction é uma resposta ao 5º e 9º Desafio de Plots do Snape Fest 2006:


5º: Snape ajuda Harry Potter a matar Voldemort, mas ele tem sua própria agenda. Imediatamente, ele mata Potter, toma o Ministério da magia e instaura um Reinado das Trevas, como um Dark Lord muito poderoso, de coração de gelo. Mas uma pessoa pode derreter todo o gelo. Será que ela consegue?


9º: Diálogo:

- Eu nunca acreditei em amor. Amor é uma ilusão na qual, somente tolos acreditam.

- Dumbledore acreditava no amor.

- E se deixou matar. Isso não é uma tolice?


Disclaimer: Todos os personagens que você consegue reconhecer são de JKR.


Agradecimentos: Estou sem beta, então, caso encontrem algum erro esdrúxulo (ou conheçam alguém que tope betar esta fanfic) por favor, me avisem. E eu quero REVIEWS!


 


CAPÍTULO 2 : O Festim


O céu estava escuro e turbulento, as nuvens negras estavam carregadas e assustadoras, liberando descargas de energia tão potentes, que as iluminavam como estrelas por curtos períodos de tempo.


A sua vassoura desviava agilmente das volumosas massas nebulosas, sentindo o cabo de ébano, gelar rapidamente conforme ele elevava, para onde os trouxas não poderiam enxergá-lo.


Londres estava turbulenta aquele ano.


Turbulenta e em pânico, com tantos ataques ocorrendo, desde a suposta bomba em um metrô de Londres, há dois anos atrás, a cidade se mantinha estática, com um estranho medo congelando suas ações.


E se os ingleses eram conhecidos por serem frios, os seus corações de pedra, agora eram puro e eterno gelo, com a ameaça de uma guerra para aterrorizar suas crianças.


Suas madeixas negras chicoteavam na ventania avassaladora, e ele esticou seus dedos, sentindo seus músculos endurecerem por causa do vento frio que os lambia, mesmo que usasse grossas luvas de couro, e uma longa capa pesada.


Era sutil a esperança que nutria, de estar voando para um festim ingênuo – ele inclinou sua vassoura, e desviou agilmente de um gigantesco pinheiro, sem notar o quanto havia pendido, voltando a desaparecer sobre as nuvens, agradecendo aos céus, que os trouxas não achassem muito seguro, se aventurar pelas ruas escuras, quando a noite beijava o asfalto frio de Londres.


Ele odiava voar – era aerofóbico desde quando se lembrava – sua mãe era quase uma águia, e ela teria voado para muito longe, se nunca tivesse se apaixonado por Tobias Snape, um trouxa sem alma ou coração, que sempre odiou a magia que eles possuíam.


Sim, eles , pois desde seus primeiros anos de vida, Severus já levitava pequenas coisas, como xícaras de porcelana e seus brinquedos, que não tiveram muito luxo, eram coisas de que seus primos já estavam enjoados de usar, como bonecos quebrados, e carrinhos de lataria torta, cuja magia já não os empurrava mais.


Recordava-se piamente de ter concertado um pequeno bibelô de obsidiana nevada, cujos olhos pareciam sempre tão tristes.


Era um unicórnio, e ele – aos sete anos – a fez voltar movimentar o pescoço e conceder pequenos trotes.


Desde aquele dia seu avô – o homem que ele conhecia apenas como Sr. Prince – se interessou pelos seus estudos, e fez questão de indicar as melhores amizades para seu neto renegado, as quais ele vigiava de perto, para que Severus jamais saísse do plano que ele havia traçado.


Mas o destino é traiçoeiro.


Certo que caíra na Sonserina, como todos rezavam para que caísse, mas essa história era um pouco mais complicada do que aparentava.


Dumbledore vivia se lamentando pela decisão que o Chapéu Seletor fizera, sendo que, no quinto ano de Harry Potter, o diretor o amarrara em uma cadeira, e forçara o Chapéu em sua cabeça, numa tentativa de saber em que casa ele realmente cairia.


Ele conhecia uma história – que era nada mais que uma fofoca entre os sangue-puro – que o Sr. Prince, se pôs ao lado das portas de entrada do Salão Principal, o mais sorrateiramente que pudera, e quando o Chapéu Seletor foi colocado sobre a cabeça de seu neto, e ele agitou desavergonhadamente uma tesoura para o pobre pedaço de pano surrado.


Mas isto era apenas uma historia .


Todavia, mesmo entrando para o clã da Sonserina, e mais tarde fundando junto com Malfoy, Lestrange e outros o clube: Slytherin Pride * (Orgulho Sonserino), – que competia com os Marotos em travessuras durante os anos escolares – ele sempre, irremediavelmente seria apaixonado por uma sangue-ruim Grifinória, era um fato, ele já o havia aceitado, mesmo que escondesse de todos.


Ele amava uma nascida trouxa, de sua casa rival desde seus nove anos. Quem diria que alguém não pode encontrar seu verdadeiro amor aos nove anos, olhando de uma janela empoeirada, de um quarto escuro, de sua tia trouxa, com quem ele gostava de beber chá, e apontando e perguntando: “ Senhora Snape, aquilo é um anjo **”?


Ele o encontrou, mas nunca o teve.


Jamais teve seu anjo, por mais que o amasse.


Lilly Evans era o tipo de sonho que jamais se realizaria, ele possuía um amor inocente por ela, uma espécie de devoção apaixonada, que jamais poderia feri-la de algum modo, com desejos carnais, tão impuros diante da complexidade daquela obsessão.


Agora, mais anos do que ele pôde contar, se passaram, a paisagem de Londres, ganha tons de verde, e uma floresta conífera vai tomando a vista suavemente, os pinheiros se embalam em um dança indolente, seus topos sendo iluminados pelo luar de inverno.


Ele inclinou sua vassoura, protegendo a vista com uma das mãos pálidas e desceu até alguns poucos metros do chão, saltando do exemplar de ébano, com as letras S. S. talhadas em prata, na madeira escura.


O couro de suas botas, rangeu quando seus saltos tocaram o chão. Com um curto meneio de mão, ele encolheu sua vassoura, e a dispôs no bolso de suas vestes, ao mesmo tempo em que alcançava sua varinha e endireitava as madeixas desordenadas.


Ele era terrivelmente metódico, e até os fios de seus cabelos deviam se comportar adequadamente, mesmo que submetidos aquele vento frio, que soprava entre as nuvens.


Quando Severus adentrou o festim ele notou que o ar parecia pesado ao penetrar em seus pulmões, e que os casais bailavam de forma mecânica e fria.


Seus olhares vítreos e vazios, possuíam o medo congelado em suas pupilas trêmulas.


Ele pôde reconhecer alguns pares ao longe: Bellatrix lhe acenou a contra-gosto, obrigada pelo marido, enquanto ele a empurrava para mais um passo vacilante e desprovido de graça.


Os véus negros serpentearam na onda de ar, que seus passos longos e dirigidos levantaram, seus olhos de obsidiana persistindo em um único ponto negro e sombrio ao fim daquele túnel verde e prata, iluminado com os castiçais, cujas chamas tremeluziam excitadas com o arrebol da matança.


Os cristais do gigantesco lustre, resvalando uns nos outros, proporcionando um som agudo e contínuo, de vidros que se partem sobre um piso rígido.


Malfoy girou a sua frente, junto à esposa, o veludo do vestido cinza-ardósia escuro de Narcissa, contrastando magnificamente com sua pele claríssima, lhe devotando um ar de realeza tão pungente, que ela reluziu como uma estrela sob aquela luz.


Ela usufruía de uma mascara de borboleta, adornada com pequenos brilhantes e safiras, as caldas espiraladas do inseto de porcelana, acompanhando o contorno sutil do maxilar alvo.


Os olhos profundamente azulados, moldurados pelos recortes enviesados nas asas fulgentes, ela parecia uma mariposa sedutora.


– Lucius... – Fez um breve aceno com a cabeça, Malfoy usava um traje negro, com um colete de duas fileiras de botões de platina, de mesma cor que o vestido de sua senhora, sorrindo elegantemente para o convidado – Narcissa... – Ele se voltou para a dama, envolvendo seu pulso enluvado, e levando a fina mão aos lábios, para um beijo casto sob a seda de suas luvas.


– Severus, como está? – Inquiriu o anfitrião sempre atencioso – Boas novas! Há um presente a sua espera, naquele cômodo que sempre lhe reservo!


Malfoy estalou os dedos, ainda mantendo um sorriso largo nos lábios pálidos, e um elfo cabisbaixo, vestindo um pano de prato encardido, se materializou ao seu lado, empunhando uma bandeja de prata, sobre a qual, havia uma chave antiga, de metal torcido e talhado, dotada de um chaveiro com uma hematita oval.


– Estou muito bem, e grato pelo cortejo. Irei apreciar o que me foi presenteado! – Ele fez uma curta reverência para o anfitrião, que voltou a bailar elegantemente, e subiu as escadarias largas e majestosas da Mansão Malfoy.


Oitocentos e trinta e dois – Este era o número do aposento, e mais uma vez ele se viu horrorizado pela quantidade de quartos daquela gigantesca residência, não era por menos que Narcissa resolvera se envolver com Lucius, tão logo ele manifestou interesse.


Caminhou pelos corredores infinitos e tão conhecidos, o verde dos tapetes, misturado à prata dos desenhos, estava em tudo, paredes, quadros, mobílias.


As tapeçarias sonserinas, pareciam ainda mais suntuosas à meia-luz, os fios emaranhados perfeitamente, por tecelões que viveram há séculos atrás, e ainda eram reconhecidos por suas obras primas.


Os números prateados, estavam pregados em uma porta dupla de ébano talhado, ele cravou a chave na fechadura argêntea, e girou-a três vezes, como rezava a regra de todas aquelas portas.


Empurrou o exemplar em madeira escura, que se debateu contra as paredes geladas daquele cômodo, afogado em penumbra.


Ele estranhou o silêncio palpável, deveria haver gritos ou resmungos amordaçados, como sempre acontecia, mas desta vez, só havia o sepulcral e atormentador silêncio .


Ele semicerrou os olhos, atentamente, mantendo seus passos o mais silenciosos possível, adentrando sutilmente, apesar de saber que sua presença já havia sido delegada.


Ouviu passos céleres as suas costas, e uma sombra que rasteja pelos pilares pálidos.


Contudo antes que pudesse se virar totalmente, para ver quem estava à porta, algo maciço o atingiu na nuca, e seu corpo pendeu pesadamente para o chão.


A visão ganhando tons mais profundos de negro, enquanto seus joelhos se chocavam contra a pedra fria, algumas sombras se divergindo da escuridão palpável, dançando a sua frente, enquanto alguém golpeia suas costas, e ele é atirado contra o chão.


A última coisa que sentira, fora o toque gélido do piso, em seu rosto, enquanto as pálpebras se fechavam, e o corpo esquecia de sentir, o que ocorria a sua volta.


Lentamente...


I


Um odor forte espiralou abaixo de suas narinas, fazendo com que ele despertasse totalmente, sentindo seus músculos se torcerem ante a dor, que só agora percebia completamente.


Um Comensal movia os lábios a sua frente, à centímetros de seu rosto, ora encravando as garras em seus ombros e o sacudindo, contudo, os ouvidos de Severus não captavam nenhum som, tudo estava afogado em um silêncio agoniante.


Sua cabeça girava, e a sua visão parecia turva, divergindo vultos coloridos, como a paisagem atrás de uma janela escovada pela chuva. As suas costas ardiam, e finalmente ele notou que estava de joelhos, com a coluna encurvada para frente, e os pulsos amarrados para trás.


Sua varinha repousando serenamente sobre uma mesa de ébano talhado, sobre ela papéis, penas, alguns cadernos de anotações e muitas estatuetas de cobre.


Os Comensais reunidos ali, o miravam com uma espécie de horror impregnada em suas faces, que as máscaras escondiam, mas os olhos... Hum , os olhos sempre estariam à vista, e este era o pior erro dos homens, esconder a armadura e deixar as janelas da alma, bem ao seu alcance, como portais para o infinito.


Dementador – A voz que o assombrava disse sem maiores piedades e ele aceitou o julgamento, mantendo os olhos fincados ao piso encerado perfeitamente, nenhum grão sequer de poeira pairava sobre aquele cômodo, e a mobília brilhava com se fosse nova, apesar de estar em um ambiente afogado na penumbra.


Sentado na grandiosa poltrona de couro atrás da mesa, estava o Lorde Negro e a seu lado Lucius Malfoy, em pé, como um guarda-costas estúpido, com uma expressão de desprezo e amargura impregnada em seus traços enjoativos.


Não que Lucius não fosse um homem bonito, ele era considerado uma perdição para metade das damas da sonserina, contudo, o seu modo de agir, sempre tão lento ou desprezível, o deixava com um aspecto de tolo psicopata, o que, de certa forma apagava sua beleza.


Água fria foi atirada contra seu rosto, o choque térmico do líquido gélido, contra o calor confortável de seu corpo, fez com que seus ouvidos voltassem a funcionar, em um turbilhão,que fez sua cabeça dar uma longa e dolorida volta.


Garras fortes se trancaram em seus cabelos, puxando seu pescoço para trás, fazendo com que ele abrisse os lábios involuntariamente. Outro comensal mascarado, desarrolhou um frasco com um líquido incolor, e o despejou em sua garganta.


Soava como água, contudo, a sensação de flutuar sobre nuvens – a calmaria indolente, e desejo de se abrir para o mundo, mostrar todos os seus sentimentos e opiniões – lhe indicou que se tratava de Veritasserum: a poção da verdade.


Todavia, Severus Snape era um espião, e como tal ele já possuía certas imunidades, conquistadas com o tempo, uma delas era a resistência à poção da verdade, conquistada com longas, excruciantes e dolorosas horas de treinamento assíduo com Dumbledore.


Em três anos de treinamento, poderia ser uma gota, um frasco ou um galão de Veritasserum; não causaria a mínima influência em seu organismo, a não ser a suave e falsa sensação de euforia, muito parecida com a que o álcool ocasionava.


– Há quanto tempo você atua como espião para a Ordem da Fênix? – Perguntou o Comensal mascarado.


– Eu jamais atuei como espião para a Ordem da Fênix... – Respondeu em um tom monótono, em resposta, recebeu um rígido punho contra seu maxilar, provocando uma dar aguda, que torceu algum nervo em seu cérebro.


– Então – O Comensal riu – Por que não nos diz onde fica sua sede?


– Porque, um idiota como você, deveria saber que se eu disser, serei descoberto como espião e não poderei mais entrar lá... E naturalmente , não poderei espiar mais para o meu Senhor, ao qual, devoto minha plena lealdade!


Uma varinha foi apontada para sua testa, ele virou o rosto para ver quem lhe ameaçava, encontrando os olhos negros e profundos de Bellatrix, as íris escuras emanando a obsessão apaixonada que ela possuía, amargando qualquer possibilidade de cura, que a sua loucura aspirasse.


– Então, por que não nos dá alguns nomes Snape? Por que não trás Potter, ou elimina de vez o velho? Isso nos daria alguns pontos, não concorda?


– Não dou alguns nomes pelo mesmo motivo que não dou o endereço. Não trago Potter, pois jamais conseguiria que o velho descolasse os olhos dele, e caso eu assassine Dumbledore, não poderemos mais espionar, POIS eu sou o único Comensal da Morte na Ordem, e adivinhe Bella, quem levará a culpa, ahn ?


A morena torceu os lábios desgostosamente, voltou os olhos para seu mestre, como que lhe pedindo piedade ou... outra coisa , e quando ela se virou novamente para Severus, possuía um fulgor homicida reluzindo nas íris diabólicas.


Ela chicoteou a varinha, sem proferir uma única palavra, mas Severus soube exatamente que maldição ela usou, pois seu corpo se contorceu em uma dor insuportável, que parecia querer parti-lo ao meio.


Cruciatus – Este era o nome que o estava atormentado naquele momento, fazendo com que sua mente não percebesse nada além daquela dor terrível, que o massacrava, o cortando em pequenas fatias invisíveis.


Quando o Lorde das Trevas espalmou sua mão no ar, entediado com o espetáculo, Bellatrix pausou sua maldição silenciosamente, guardou a varinha no sinto de seu vestido e negro, e se pôs ao lado de Lucius, como uma cadelinha amestrada.


O Comensal que o estava interrogando, o puxou pelos braços, da forma mais desconfortável possível, e o atirou aos pés de Lorde Voldemort, os seus cabelos negros estavam encharcados e a pintura que adornava seus olhos, escorria pelo seu rosto, formando um retrato macabro.


Mestre. .. – Sussurrou submisso, uma mão esquelética, com veias proeminentes e garras negras e anormais, alisava o couro úmido e gélido de uma serpente, que o espreitava com seus olhos detalhistas.


Severus, finalmente nos encontramos... Quase acreditei que estava me evitando! – A voz rouca e potente cortou o ambiente silencioso como uma adaga mortal.


E ele podia sentir o veneno escorrer através das paredes.


– Jamais mestre! – Sussurrou beijando humildemente as barras negras do homem a sua frente.


Era verdade, a coisa de um ano ele não comparecia aos festins, pois estava muito ocupado salvando o menino-que-sobreviveu de não sobreviver mais, o que era uma tarefa um tanto complicada, já que o garoto possuía talento para se enfiar em lugares, dos quais não poderia sair.


– Me deixe ver o seu rosto... – Um comensal levou as mãos às extremidades da máscara e a escovou para fora de sua face, voltando à palidez áspera de seus traços para o homem serpente, que o analisou meticulosamente, cada linha de seu rosto formando um ideal diante daqueles olhos rubros.


Quais daqueles traços lhe mentiam?


Quais daqueles traços lhe eram verdadeiros?


– Olhe em meus olhos, meu fiel servo... – O sussurro não se completou, no momento em que os poços negros, cravados em sua face, se ergueram para as duas esferas de fogo, foi como se alguém o atravessasse com uma espada, e o desejasse cerrar ao meio.


Mas aquela sensação já era conhecida, e os seus músculos tinham se acostumado àquela dor que antes fora tão insuportável, os lábios se apertando até que a pouca cor que os tingia se esvaísse totalmente.


As memórias foram cuidadosamente selecionadas duas horas atrás, e ele as fazia surgir para o homem desfigurado, fazendo-o acreditar que estava a procura delas, era como induzir uma criança a comer legumes, lhe dizendo que estes saboreiam como doces.


Ele bebeu daquela ilusão facilmente, mas algo saiu dos seus planos, o Lorde Negro agarrou as laterais de sua face e forçou sua entrada na mente de seu servo, fazendo Severus apelar para paredes que se sobrepunham, umas as outras.


Ele já sentia a tontura característica e sabia, que caso persistissem por muito tempo naquela peleja, sem que conseguisse encontrar uma barreira intransponível, o seu sistema neurológico poderia ser gravemente afetado.


O Lorde Negro contorcia suas feições em ódio profundo e desprezo, conforme cada parede se materializava diante de seus olhos, para ser sobreposta sobre outra, lhe enviando apenas um fantasma do que seria a memória que procurava.


Os poucos Comensais sentiam a áurea da magia se avolumando entre os homens, em pequenos e ritmados estremecimentos, os traços rígidos de Snape estavam se tornando fragilizados, e ele temia perder a consciência antes de estabelecer uma porta.


Os seus sentidos falhavam e suas paredes estavam se sobrepondo cada vez mais lentamente, seus olhos se tornavam desfocados, contudo não menos abertos, a dormência em seus joelhos estava se tornando imperceptível, e a preocupação se esvaia suavemente, como a brisa da manhã suspirando sobre a superfície do lago, inundado de calmaria e silêncio pleno.


Intransponível.


Ele abriu ainda mais os olhos, percebendo sua própria constatação, as pupilas negras se dilataram totalmente, e havia apenas uma borda negro-acinzentada ao redor daqueles gigantescos buracos negros que se abriram.


A imagem do lago escuro, refletindo o céu noturno, repleto de estrelas, suas margens cercadas de grama orvalhada, e há alguns metros dela, a floresta se principiava selvagem e intocável.


Intransponível!


Os sentidos se tornaram escassos e houve apenas a escuridão palpável, inundando sua mente, seus reflexos, as pálpebras escuras se selando lentamente, pendendo para uma tranqüilidade forçada, um esgotamento imposto, do qual ele não poderia fugir.


O corpo pendeu para o piso gélido e encerado, nenhum grão de poeira ousou se levantar de sua superfície límpida, e todas as respirações estavam firmemente trancadas nas gargantas doloridas dos ali presentes.


Para todos que ousassem entrar na mente do servo estirado sobre o chão, se deparariam apenas com a indecifrável imagem de um lago escuro.


Instransponível...


(N/A) *:Slytherin Pride era o nome de um site apenas sobre a sonserina, me parece que ele foi desativado, pois o procurei outro dia e não encontrei nada em absoluto.


(N/A) **:Está – se eu não me engano – é uma frase do primeiro filme da série Homem Aranha, sempre achei que ela combinava com Lilly e Severus.



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