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13. Promessas e Despedidas


Fic: The Seven Gates - Capitulo NOVO - O Céu Iluminado


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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De Z.R.M para H.J.G e G.M.P.W  Sobre Hermione Granger E Ronald Weasley



- Eu quero saber Hermione... – Harry disse sem o menor cuidado de esconder a fúria na voz dele. – Por que tem uma profecia sobre você e o Rony aqui no ministério!

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Hermione encarou a bolinha de vidro. A fumaça perolada que dançava dentro dela, ela sentiu como se tivesse sido atingida por uma pancada forte na cabeça, lá estava... A prova definitiva de que o maior medo dela era, de fato, real. Por um momento Harry teve certeza de Hermione iria desmaiar ou se debulhar em lagrimas, mas a garota respirando fundo, aproximou-se decidida e colocou a mão envolta da bolinha morna, ela ergueu a profecia e a colocou dentro do bolso de qualquer jeito, começou a se afastar a passos rápidos.

- Onde você pensa que vai com isso? – Harry disse ainda furioso.

- A profecia é sobre mim. – Ela falou. – Tenho todo o direito de tirar daqui e fazer o que eu quiser com ela...

- Hermione! Sobre o que é essa profecia? – Harry perguntou irritado.

- Esqueça isso. – ela disse simplesmente.

- Essa profecia tem ligação com o que você me disse não é? – Harry falou baixo caminhando ao lado dela. – Você disse que precisava “Salvar o Rony de você mesma”...

- Harry, esqueça isso!

- Não! – Ele segurou forte o braço de Mione. – Eu estou preocupado com você e com o Rony! Eu quero ajudar... Eu preciso saber o que é essa profecia!

- Harry, por favor, esqueça isso! – Hermione olhava direto para Harry e ele se surpreendeu ao perceber que lágrimas silenciosas já começavam a escorrer pelo rosto dela. – Essa profecia não é nada... É uma mentira... Não é importante... Não pode ser verdade... – Ela disse entre soluços, o corpo tremendo violentamente. Harry não soube o que lhe fez agir daquela maneira, por impulso ele afrouxou o aperto do braço da garota, e a puxou para um abraço apertado.

- Me desculpe... Eu não quis fazer você chorar. – Ele afagou meio sem jeito a cabeça dela. – Eu quero ajudar... Confie em mim!

- Se você quiser ajudar fique fora disso Harry...

- Da ultima vez que estive aqui, a profecia era sobre mim, e ela me dizia que eu precisava matar alguem... – O rapaz disse. – Diga que essa profecia não tem nada desse tipo sobre vocês...

- Essa profecia é falsa... É uma besteira... Tem que ser... – Ela apertou com força Harry.

- Apenas me diga que essa profecia não representa perigo pro Rony... – Ele apertou mais o abraço – Ele é meu amigo, tudo que eu sou hoje foi pela amizade dele... Diga-me que essa profecia não diz nada ruim sobre vocês...

- Harry... Por favor...

- Quando você disse que precisava “salvar o Rony de você”... – Harry disse com a voz embargada. – Por favor, diga que isso não significa que essa profecia diz que você vai matá-lo ou algo do tipo...

Hermione permaneceu em silencio, por um tempo somente os soluços fracos dela ecoaram pelos corredores repletos de profecias, mas aos poucos a distancia passos começavam a ficar audíveis. Hermione se afastou apressada do abraço de Harry, secou de qualquer jeito os olhos bem a tempo em que Rony apareceu pelo corredor.

- Harry, precisam que você preencha os relatórios companheiro... – O ruivo disse. – Disseram que tinha de ser o chefe do departamento... – Ele notou algo estranho em Hermione. – O que houve? Você está bem?

- Ótima. – Ela secou discretamente os olhos mais uma vez. – É só essa situação... A fuga do Dorian me abalou...

Rony ergueu as sobrancelhas demonstrando desconfiança, mas permaneceu calado. Foi Harry quem falou.

- Já terminaram as compras? – Harry perguntou lançando olhares de esguelha pra Mione.

- Já... Compramos tudo necessário... Estamos prontos pra partir amanhã. – Rony disse.

- Então acho que o melhor seria que vocês voltassem ao Largo Grimauld... – Harry disse respirando profundamente. – Vocês precisam descansar, eu volto pra lá assim que terminar os relatórios...

- Boa idéia Harry... – Hermione falou indo apressada em direção a Rony. – Realmente precisamos descansar...

- Nos vemos no Largo companheiro... – Falou Rony acenando displicentemente e se retirando com Hermione.

Harry os observou se afastando, a profecia estava no bolso de Hermione, e ele não se atreveu a falar nada dela diante de Rony. Se Hermione não queria contar o significado da profecia, isso significava que ele teria de descobrir sozinho, e ele sabia exatamente quem poderia contar.

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Hermione e Rony não trocavam palavras enquanto caminhavam em direção as lareiras, de fato, a garota percebeu que o ruivo deliberadamente evitava olhar em direção a ela.

- Rony? – A garota chamou incerta do que iria dizer.

O ruivo não respondeu, permaneceu impassível, caminhando apressado pelos corredores do Ministério.

- Rony... Por que você está tão calado? Ainda está irritado com aquela história do Draco? – Ela tentou puxar conversa.

- Também. – O ruivo disse simplesmente.

- Também? Qual o outro motivo?

O ruivo permaneceu calado.

- Ora vamos Rony! – Hermione começava a se irritar. – Eu sei que você não gosta dessa situação em que nos metemos com o Draco, e eu sei que você não confia nele... Mas isso não te dá o direito de me ignorar! – Ela se inclinou tentando fazer com que Rony a olhasse. – Você não tem motivo pra descontar sua frustração em mim!

Haviam chegado às lareiras, diversos bruxos entrando e saindo em meio a baforadas de fogo verde esmeralda, Rony estacou por um momento.

- Eu tenho todo o direito de te ignorar Mione. – O ruivo disse com a voz fria que Hermione tanto odiava. – Eu tenho todo o direito de descontar minhas frustrações em você.

Foi como um tapa na cara de Hermione. Ela perdeu o fôlego tentando compreender as palavras. – Rony o que você... – Ela começou a falar debilmente antes de ser interrompida pelo ruivo.

- Você esconde segredos com Malfoy! – Rony levantou um pouco o tom de voz, e finalmente encarava Hermione, estavam parados diante de uma lareira. – Você mente pra mim! Pra manter segredos com uma viborazinha a qual você também deveria ter todos os motivos do mundo pra odiar!

- Rony, por favor...

- Não sendo isso o bastante, você agora está escondendo os seus segredos com o Harry!

Hermione empalideceu. – Rony, do que você está...

- Para com isso Hermione! – Ele começou a entrar na lareira. – eu sei que você me considera “obtuso” demais pra perceber que você e o Malfoy estão tramando alguma coisa... Mas não me considere idiota de não ver como você estava agindo com o Harry lá no corredor das profecias! Você estava chorando, ele não parava de lançar olhares pra você, e ainda por cima me deu uma desculpa esfarrapada pra te deixar sozinha com ele! – Ele respirava pesadamente. – O que você tenta esconder de mim? É algo tão importante que chega a valer todas essas mentiras? Hermione se sentiu fraca, a visão dela entrava e saia de foco. - Não há nada que eu odeie mais do que quando você me trata como um idiota. – Rony disse. – Eu não sou estúpido ao ponto de não perceber suas mentiras. Eu estou cansado delas... Eu estou cansado de você Mione!

Ele pegou um pouco de pó num pote próximo, e atirando nas chamas ele disse “A Toca”, ele foi engolfado pelas chamas, deixando uma Hermione estática para trás. Sem saber ao certo o que estava fazendo a garota também entrou na lareira, e atirando o pó de flu, ela ordenou “Largo Grimauld nº Doze”. Gina estava próxima a lareira quando Mione chegou, a ruiva perguntou algo sobre Harry, mas a voz dela ecoou distante aos ouvidos de Hermione...
De súbito, era como se tudo tivesse se tornado uma espécie de nevoa, um pesadelo. Sem dar atenção a Gina ela caminhou perdida pela casa, indo até o quarto onde ela havia dormido com Rony na noite anterior. As pernas dela pareciam ser feitas de chumbo, cada passo parecia custar um enorme esforço, mas nem de longe o peso das pernas se comparava ao peso que ela sentia no coração.
“Eu estou cansado de você Mione!”
Ela também estava cansada. Cansada de mentir, cansada de fugir, cansada de se isolar, tudo por uma fatídica reviravolta do destino. Hermione desabou sobre a cama, lágrimas silenciosas escorrendo pelo rosto. Ela amaldiçoou cada ação dela nos últimos anos, cada vez em que ela magoou Rony. Rolou de qualquer jeito sobre a cama e sentiu uma pressão sobre a perna. Levando a mão até o local ela lembrou-se da profecia. A bolinha morna ainda estava no bolso da garota. Hermione estudou as profundezas do orbe por um instante.

“A culpa é sua...” Ela pensou. “Essa profecia é a culpada de tudo!”

Ela sentiu um ódio inexplicável, ódio direcionado a profecia, a ela mesma, e até mesmo a Rony; os sentimentos e problemas reprimidos iam aos poucos sendo substituídos por emoções que Hermione não conseguia controlar. Ela apertou com tanta força a pequena bola de vidro que ela explodiu na mão dela, cacos de vidro voaram em diversas direções, alguns entraram fundo na carne das mãos dela, ela chorou abertamente colocando para fora os maus sentimentos, encharcando os lençóis da cama com lagrimas e sangue.
Quando a bolinha explodiu, em meio aos soluços uma voz distante ecoou, e uma forma difusa e prateada se formou. Hermione só escutou uma frase do que a impressão da pessoa que realizou a profecia disse.

“Se algo acontecer... Será sua culpa.”

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- Eu gostei do Rony... Ele é engraçado. – Astória disse enquanto guardava uma a uma peças de roupa num malão.

Draco se mexeu incomodamente na poltrona. Eles estavam novamente no quarto do Caldeirão Furado.

- Eu sei que vocês não se dão muito bem... – A loira lançou um olhar rápido a Draco. – Mas já que vamos passar bastante tempo juntos não custaria nada ser um pouco mais gentil com ele...

- Eu, ser gentil com o Weasley? – Draco indagou. – Nem por todo o ouro de Gringotes!

Astória soltou uma risadinha e sorriu para Draco. – É tão difícil assim pra você se relacionar com um ‘traidor de sangue’?

- Não. – Ele disse – É difícil pra eu ser gentil com alguém que não confia em mim.

Ela deu outra risadinha, eles ficaram em silencio por vários minutos, onde Draco apenas apreciou a beleza de Astória enquanto ela ia guardando as coisas dela.

- Você fica linda quando sorri. – Draco falou.

Astória enrubesceu um pouco, mas abriu outro largo sorriso e murmurou um ‘obrigada’ meio encabulada.

- Eu pensei que iria demorar muito mais pra te ver sorrindo. – Draco se aprumou na poltrona. – Quero dizer, com tudo o que tem acontecido, a nossa saída do país, os riscos que vamos correr...

- A morte dos meus pais. – Astória completou séria.

Um silêncio mórbido pairou no quarto por alguns minutos.

- Desculpe... Eu não pretendia tocar nesse assunto. – Disse Draco.

- Não precisa se desculpar. – A garota disse retomando o sorriso, e voltando a colar as roupas na mala. – Isso é justamente o que me faz sorrir. - Draco olhou confuso para a garota, ela pareceu perceber, por que no instante seguinte ela se apressou em dizer – Tem uma boa chance de encontrarmos aqueles dois durante as viagens... Yuri e Mikaela... – O sorriso dela se alargou. – Foram eles que mataram meus pais, essa viagem me da à chance de encontrá-los e fazê-los pagar. Vou matá-los, com minhas próprias mãos. Vou assisti-los sofrendo.


Draco observou com mais atenção a garota. Agora ele compreendia os motivos dela querer acompanhá-los na viagem: Vingança. Ficava claro que toda a alegria que Astória havia demonstrado durante o dia era uma máscara, uma máscara que cuidadosamente escondia o ódio que ela guardava para os assassinos de seus pais.

- Tem certeza de que é isso que você quer? – Draco perguntou.

- Eles merecem! – Ela gritou, com o rosto contorcendo em fúria. – E nada do que você diga vai mudar minha opinião... Eu vou matá-los.

- Eu não tenho direito nenhum de lhe impedir. - Ele disse como se fosse uma conversa trivial, como se estivessem falando sobre o tempo. – Mas eu já vi gente demais morrendo... Culpados e inocentes. Saiba que se você pretende se tornar uma assassina vai estar por conta própria. Estarei lá pra te proteger, mas não pra te ajudar. Eu não vou matar ninguem.

  Astória olhou admirada para Draco, apenas para perceber que ele olhava na direção oposta. Ela procurou palavras para expressar o que ela tinha na cabeça, mas não conseguiu. Aquela era, sem nenhuma dúvida, a ultima reação que ela esperaria dele.

- Você promete? – Ela perguntou timidamente, sem saber ao certo o que estava dizendo, fazendo com que Draco a encarasse.

- Prometer o que? – O loiro indagou.

- Que você irá me proteger.

Draco sorriu e acenou positivamente com a cabeça.

- Estou feliz... – Ela disse depois de um tempo. – Fico feliz de que você vá estar do meu lado.

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Rony chegou n’A Toca a passos firmes, cumprimentou de maneira carrancuda a mãe e seguiu em direção do quarto, batendo a porta ao passar. O ruivo despencou sobre a cama, cobriu de qualquer maneira o rosto para evitar ver os jogadores do Chudley Cannons que passavam velozes pelos pôsteres. Quatro anos haviam se passado, mas mesmo assim ele ainda sentia rancor. Hermione havia deixado uma ferida permanente no coração dele, e por um momento delirante ele pensou que tudo havia passado e que tinha sido apenas um sonho ruim. Estava errado. Hermione continuava a esconder segredos dele, continuava a considerá-lo incapaz e ingênuo. Ele sentiu um aperto no peito, tudo que ele mais queria naquele momento era ficar sozinho, mas aquele era um desejo que não seria atendido; uma batida tímida veio da porta.

- Me deixe em paz... Vá embora! – O ruivo disse num gemido rouco.

- Desculpe, mas não posso... – Uma voz familiar respondeu. – Temos um assunto importante pra resolver...

Um estalo da tranca se abrindo e a porta se abriu lentamente, aos poucos Nigel entrou no quarto, o cabelo loiro palha estava bagunçado e olheiras fundas estavam nos olhos do rapaz.

- Eu não quis incomodar... – Nigel disse. – Mas o ministério insiste que eu confirme a hora e o local em que será usada a chave de portal...

Murmurando xingamentos Rony aprumou-se na cama. – Amanhã às nove horas da noite aqui n’A Toca... Agora dê o fora daqui!

Nigel se espantou com a maneira com a qual foi tratado pelo ruivo. – Sei que não é da minha conta... – Ele foi dizendo devagar. – Mas qual o motivo da irritação?

- Você tem razão Nigel... Não é da sua conta. – Rony deitou-se novamente.

- Problemas com a senhorita Granger? – Nigel perguntou de maneira perspicaz.

- Dê o fora daqui! – Rony disse rispidamente.

- Ela é uma garota e tanto, você devia dar valor a isso...

- Cale a boca Nigel! – Rony havia sacado a varinha. – Você é um cara legal... Mas se não parar de falar da Mione eu vou ser obrigado a te azarar...

- Ela está prestes a deixar o emprego pra trás... – Nigel continuou ignorando a ameaça de Rony. – Colocar a vida em risco... Abandonar a vida calma que ela conhece... E tudo isso para poder estar com você.

Rony abaixou a varinha.

- Essa garota está disposta a fazer um sacrifício desses por você... Será que o problema que vocês têm é tão serio que você não pode fazer também um pequeno sacrifício? – Nigel foi saindo do quarto. – Pense nisso. – Foi a ultima coisa que ele disse antes de fechar a porta.

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Gina olhava indecisa a porta do quarto de hospedes. Escutava apenas os soluços fracos de Hermione, e antes ela pode jurar que havia escutado o barulho de vidro quebrando. Já sabia exatamente por que a amiga estava daquele jeito, por que havia entrado na casa de maneira tão estranha e agora se encontrava chorando. Gina conhecia Hermione a tempo suficiente para saber que esse tipo de atitude vinda de Hermione Granger significava problemas com certo ruivo. Ela estudou a porta por alguns instantes, considerando se deveria dar um tempo para que Hermione se acalmasse ou se seria prudente consolá-la. Ela escutou Monstro abrindo a porta principal da casa, decidiu dar a Hermione um tempo sozinha, e ir receber quem quer que fosse. Surpresa ela descobriu que era Harry quem havia acabado de chegar.

- Achei que você fosse ficar até tarde no ministério outra vez! – a ruiva disse espantada.

- Fiz o possível para sair mais cedo. – Ele atirou o casaco de qualquer jeito para Monstro. – Precisava falar com você.

- Se for sobre a Mione, nem adianta, eu não tenho idéia do por que ela está chorando... – Gina disse de um jeito maroto.

- Ela está chorando? – Harry indagou, imaginando se seria por culpa das coisas que ele disse.

Monstro saiu lentamente levando o casaco de Harry.

- Sim... – Gina olhou tristemente em direção do quarto de hospedes. – Chegou há alguns minutos, não disse nenhuma palavra. Simplesmente se trancou no quarto e começou a chorar. Harry tirou os óculos e esfregou os olhos com força, pensando se haveria alguma maneira dessa semana se tornar ainda pior.

- Eu quero falar com você sobre a Hermione... – Ele recolocou os óculos. – Mas não me interessa o motivo dela estar chorando.

- Então sobre o que você quer conversar? – a ruiva indagou.

- Sobre a profecia sobre ela e o Rony. – Harry disse encarando os olhos castanhos da esposa.

Imediatamente Gina ficou pálida. – Eu... Eu não sei sobre o que você está falando...

- Você sempre soube o motivo dela ter terminado com o Rony... – Harry disse se aproximando, ainda encarando os olhos da ruiva. – Você não precisa mentir pra mim.

- Harry eu já disse que eu...

- Seu nome estava na profecia. – Ele disse cortando as palavras de Gina. – Seu nome estava na profecia que estava no departamento de Mistérios. Suas iniciais Gina... G.M.P.W.

Gina levou uma das mãos à boca, parecia ter ficado zonza. – Havia uma profecia? Uma profecia de verdade, como aquela que você pegou naquela vez? – Ela perguntou se referindo ao incidente no ministério no qual Sirius havia morrido.

Harry acenou positivamente com a cabeça.

- Eu sempre achei que fosse uma besteira... – Gina falava como alguém que se desculpa. – Eu não achei que fosse real... Apenas uma coincidência...

Pareceu a Harry que Gina fosse desmaiar, então ele a aparou num abraço. – Gina... Isso é muito importante. Eu preciso saber sobre o que fala essa profecia.

- Eu não acho que seja uma boa idéia... – Gina disse lentamente, parecia estar pensando muito na situação. – Acho que você não deve saber sobre a profecia.

- Por que não? – Harry disse elevando a voz. – Se for algo sério eu posso ajudar!

- Você não entende! – Aos poucos a cor ia retornando ao rosto da ruiva. – Mione me fez prometer que jamais te contaria!

- Mas a profecia nem é sobre mim! Que mal há em me contar?

- Não é sobre você... Mas é sobre o Rony e a Mione, seus melhores amigos. – Ela tocou gentilmente o rosto do marido.

- Veja o quão frustrado e preocupado você ficou sem nem ao menos saber sobre o que é a profecia! Mione tem razão em não te contar... É impossível saber como você reagiria.

- Então ao menos me tranqüilize... – Harry se acalmara um pouco com o toque de Gina. – Me diga que nenhum deles corre risco de vida. Que a profecia não fala sobre nenhum deles ferido ou... Algo pior...

Gina procurou por palavras. Um silencio incomodo pairou na sala por alguns instantes, e foi rompido com um baque seco de uma porta abrindo. Rony havia entrado no Largo Grimauld abrindo a porta com força, respirando ruidosamente, como se tivesse acabado de correr uma maratona.

- Cadê ela? – Ele disse pausadamente recuperando o fôlego.

Gina nem ao menos teve de fazer perguntas. Sabia muito bem a quem Rony estava se referindo. – Trancada no quarto em que vocês ficaram...

Rony saiu desabalado, passado depressa pelo amigo e pela irmã, ele seguiu pelos corredores do Largo Grimauld, parando somente quando encontrou a porta do quarto. Ele bateu com força à porta.

Nenhuma resposta.

Rony Bateu mais uma vez.

Nenhuma resposta.

- Hermione eu sei que você está ai dentro... Abra já essa porta! – Ele gritou.

Nenhuma resposta.

Rony tentou escutar algum sinal de que havia alguém dentro do quarto, mas o mais absoluto silêncio pairava. Irritado ele apontou a varinha para a maçaneta. - Alohomora! – Com um pequeno estalo a porta se abriu. Rony entrou apressado, e não conseguiu ver Hermione de imediato, demorou alguns instantes para que ele notasse a garota agachada num canto do quarto. Ela estava encolhida e abraçada às próprias pernas, isso ocultava completamente o rosto dela, mas pelos fungados e soluços ficava obvio que Hermione estava chorando. – Hermione...

A garota se encolheu ainda mais, começou a tremer violentamente.

- Vá embora Rony... – Ela disse com a voz embargada.

- Não. – O ruivo disse decidido. – Eu precisava te ver, precisava pedir desculpas.

- Vá embora Rony... – Ela repetiu. – Você não devia estar aqui comigo...

- Com você é exatamente onde eu devia estar. – Rony se aproximou aos poucos, ele ajoelhou ficando na mesma altura de Mione, foi nesse momento que ele notou uma pequena poça de sangue ao redor dela. – Mione você está bem? – Ele perguntou preocupado.

- Não Rony... Eu não estou bem... Eu já não agüento mais! – Ela ergueu o rosto. Os olhos estavam inchados e vermelhos, a face úmida de lagrimas.

- Hermione você está sangrando! – Ele viu o sangue escorrendo pela mão ferida da garota.

Hermione nem havia percebido, quando quebrou a profecia havia se cortado. Ainda era possível ver pedaços da profecia cravados na carne dela. Rony segurou cuidadosamente a mão de Hermione, tomando o maior cuidado para não machucá-la.

- Onde você se cortou? – Ele perguntou gentilmente.

Hermione não deu resposta alguma.

- Onde estão as poções de cura que compramos? – ele perguntou.

Hermione puxou do bolso da calça a bolsinha com fundo extensivo, ao abri-la, Rony pode jurar que viu uma luz brilhando, antes que pudesse ver o que era Hermione já havia puxado uma sacola de papel com frascos variados e fechando a bolsinha. Ele pegou um frasco de uma das poções de cura, era de uma cor azulada e tinha um cheiro forte de peixe. – Isso vai doer um pouco Hermione... – ele disse com carinho. – Mas vai ser pro seu próprio bem... Ele puxou com força o primeiro pedaço de vidro cravado na mão da garota. Hermione soltou um gemido audível de dor, Rony olhou apreensivo, mas puxou com força o próximo, e o seguinte, e assim até que não restasse mais nenhum sinal de cacos de vidro da mão dela. Ele derramou um pouco da poção sobre os cortes, Hermione sentiu uma sensação de alivio imediata. – Firula. – Rony murmurou apontando a varinha para a mão dela. Ataduras limpas cobriram os cortes. – Mantenha com as ataduras até fechar... Amanhã nem vai haver cicatrizes.

- Rony... Você não compreende... – Hermione foi dizendo com a voz tremula. – Você não devia estar aqui cuidando de mim! Você não devia estar comigo!

- É você que não compreende! – Ele disse com um tom quase de desespero. – Eu preciso de você! Eu não consigo viver sem você! Eu estou aqui implorando o seu perdão!

- Não há motivos pra você pedir perdão! – Hermione parecia estar começando a chorar novamente. – Se tem alguém aqui que precisa pedir perdão... Esse alguém sou eu!

- Você está errada! – Rony disse. – Fui eu quem fugiu quando nós terminamos... Sou eu quem está descontando em você minha raiva do Malfoy... Sou eu quem está imaginando coisas entre você e o Harry... – Ele secou uma lagrima que escorria pelo rosto de Mione. – Você tem se esforçado ao máximo para fazer as coisas darem certo, está arriscando muita coisa só pra estar perto de mim... E eu estou sendo egoísta.

- Rony... – Ela agora chorava abertamente. – Nós não podemos...

Ele a beijou. Os olhos dela foram se fechando aos poucos, ela foi se entregando ao beijo. Começou singelo, só um roçar de lábios, depois foi ganhando ferocidade, Hermione nem soube o porquê, mas a mão recentemente enfeixada tocou a face sardenta de Rony.

Ele se afastou aos poucos. – Nós temos que ficar juntos Mione... Eu não sou capaz de viver sem você.

Hermione sentiu um aperto no peito. Tantas mentiras, tantos problemas, e agora havia o fato da profecia. Não parecia possível que ela e Rony pudessem ficar juntos, mas encarando aqueles olhos azuis e suplicantes ela simplesmente não podia dizer não. Hermione se atirou sobre os braços de Rony, e lá caídos nos chão, eles retomaram o beijo.

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- Você não vai me contar, não é? – Harry disse derrotado.

- Eu não posso Harry! – Gina estava sentada no sofá, encarando um ponto vazio no meio do nada.

- Eu deveria me preocupar?

- Eu não sei... – Gina fechou os olhos, talvez para impedir as lágrimas. – Eu sempre achei que era uma besteira, uma coisa com a qual eu não devia me preocupar... Mas com essa profecia, muda tudo! Agora eu sei que é real!

- E o que deveríamos fazer?

Gina abriu lentamente os olhos e encarou o marido, parecia estar raciocinando rápido. – Quero que você me prometa uma coisa Harry.

- O que?

- Não importa o que aconteça, não importa o motivo, não importa a situação... – Ela lançou seu olhar mais penetrante sobre Harry. – Você não deve deixar meu irmão sair por ai bancando o herói...

Harry franziu o cenho sem compreender.

- Prometa que não vai deixar o Rony fazer nada estúpido.

Harry acenou. – Sim eu prometo... – Ele falou sem saber ao certo o que estava prometendo.

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Rony e Hermione ainda estavam abraçados no chão do quarto. O ruivo acariciava gentilmente o braço dela, plantando beijinhos no pescoço e ombro da garota.

- Eu não vou te deixar de novo Hermione... – Rony disse com carinho. – Por favor, não me deixe...

- Nunca mais... – Ela respondeu.

- Desculpe pela maneira que eu agi hoje... – Rony respirou profundamente. – Eu não queria ter dito aquilo no ministério, e não queria ter agido daquela maneira no Beco Diagonal... É que ficar perto do Malfoy... Sei lá... Não está me fazendo bem.

- Você não devia se desculpar... – Hermione falou baixo. – Eu não devia ficar defendendo o Draco, e nem ficar saindo sozinha com ele...

- Eu sei que você não vai me contar onde esteve... – Rony se moveu incomodamente. – Nem o que foram fazer, mas eu confio em você... Você sabe se cuidar sem mim...

Hermione abriu um sorriso, Rony voltou a beijar o pescoço dela.

- Por falar sobre o Beco Diagonal me fez lembrar de uma coisa. – Hermione disse.

- O que? – Rony perguntou plantando mais um beijo.

Ela se afastou momentaneamente interrompendo os beijos, Rony pareceu que iria protestar a quebra do contato, ela puxou novamente a bolsinha de fundo extensivo, quando a abriu, Rony viu mais uma vez o estranho brilho perolado, uma luz misteriosa, uma vez mais Rony não fez perguntas. De dentro da bolsinha Hermione puxou um embrulho vermelho brilhante, cuidadosamente fechado com uma fita.

- O que é isso? – O ruivo perguntou.

- Um presente... – Hermione respondeu sorrindo. – Eu comprei quando fiquei com a Astória na loja de artigos para quadribol...

Rony rasgou o embrulho de qualquer maneira, com uma expressão de ansiedade no rosto. Ele retirou do embrulho uma camiseta com mangas compridas, era de uma cor laranja vivo, com vários detalhes pretos para enfeitar.

- Por Merlin! Isso deve ter custado uma fortuna Mione! – Rony admirava cuidadosamente a camiseta, um uniforme do Chudley Cannons, o brasão negro com os dois “Cs” destacado em meio ao laranja vivo.

O ruivo sorria como uma criança; e foi aquele sorriso que tirou todas as preocupações de Hermione, só era preciso ver Rony feliz para eliminar qualquer duvida. Ele tirou depressa a camisa e o casaco que usava, e vestiu depressa a camiseta, se colocando de pé ele admirou como ela ficava no corpo, deu varias voltas, exibindo o nome escrito em letras negras nas costas da camisa.

- Hugo Hargreaves... – Hermione leu em voz alta.

- Goleiro recentemente contratado... – Rony disse animado. – Custou uma fortuna ao Chudley Cannons pra trazê-lo do país de Gales. Com sorte esse vai ser o goleiro que vai levar os Cannons para a vitória nesse campeonato...

Hermione soltou uma risadinha abafada. – É um nome bonito... Hugo... – Ela sorriu vendo Rony se admirando num espelho que estava próximo.

- Você acha? – Rony perguntou por cima do ombro.

Hermione confirmou com um aceno de cabeça.

- Então vamos fazer o seguinte... – Ele encarou Hermione com o maior sorriso até o momento. – Se esse goleiro fizer os Cannons ganharem o campeonato, batizamos nosso filho de Hugo em homenagem a ele, que tal?

Hermione ficou surpresa, e sentiu um rubor subindo-lhe pelo pescoço.

Antes que pudesse dizer qualquer coisa, Rony se sentou ao lado dela no chão, deu um beijo estalado nos lábios da garota. – Eu estou só brincando Mione... – Ele abriu outro sorriso. – Eu só disse isso por que adoro ver você envergonhada! – Ele deu outro beijo nela. Quando os dois se separaram do beijo, Mione lançou um olhar rápido para os cacos de vidro no chão e sobre a cama. A profecia. Ela olhou o rosto sorridente de Rony, e naquele momento ela fez uma promessa silenciosa, prometeu a si mesma que não deixaria a profecia se cumprir.

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Na manhã daquele dia, quando Astória abriu preguiçosamente os olhos, a primeira coisa que ela fez foi olhar para a poltrona na qual Draco dormia, para a surpresa da loira, ele não estava lá. Demoraram alguns minutos até que ela terminasse a higiene matinal, trocasse de roupa e descesse ao balcão do Caldeirão Furado. Do alto da escada ela procurou rapidamente entre as mesas por Draco, mas não havia nenhum sinal dele. Ela caminhou apressada em direção do balcão lá ela viu o dono do Caldeirão Furado, o rosto redondo marcado com cicatrizes.

- Senhor Longbotton... – Ela chamou educadamente. Neville virou-se a encarando, ela voltou a falar. – Por acaso o senhor não sabe onde está Draco Malfoy? Ele está dividindo um quarto comigo e...

- Eu sei quem é Draco Malfoy. – Neville Contraiu as feições num gesto de desagrado. – Ele saiu cedo daqui, disse que tinha negócios a resolver... – Neville procurou por algo no bolso interno das vestes. – Ele me pediu que entregasse isso quando você acordasse.

Ele entregou a garota um rolo pequeno de pergaminho.

- Obrigada... – Astória agradeceu cordialmente. – Eu vou para uma das mesas vazias.

- Vou pedir a Anna que lhe sirva algo. – Disse Neville de maneira ríspida.

Astória seguiu rapidamente em direção de uma das mesas, admirando-se com a maneira com a qual Neville a havia tratado. Ao abrir o pergaminho ela viu a caligrafia rebuscada de Draco.

"Potter me enviou uma coruja essa manhã, partiremos para a Escócia essa noite às nove horas de um lugar chamado “A Toca”. Tenho de resolver alguns assuntos antes de partir, ficarei fora a manhã toda, mas voltarei a tempo. 

Não se preocupe comigo." 

Pelo resto da manhã não importava o que Astória fizesse, ela simplesmente não conseguiu tirar da cabeça aquela pergunta venenosa: Onde Draco teria ido pouco antes da partida para a Escócia?

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Rony entrou bocejando na cozinha do Largo Grimmauld, Ele viu a irmã comendo vorazmente a comida que Monstro havia servido, quando Gina viu Rony chegando, empregou alguns segundos apenas o encarando.

- Bom dia Gina! – Ele saudou reunindo-se a ela na mesa. – O que temos pro café?

A ruiva engoliu a comida e com um sorriso maroto disse lentamente – Pelo seu bom humor, suponho que tenha feito as pazes com a Mione...

As orelhas de Rony coraram imediatamente e ele balbuciou algo incompreensivo.

- Por falar nela... – Gina completou segurando o riso. – Onde ela está?

- Ainda está dormindo... Fiquei com pena de acordá-la.

- Que bom... – Gina disse, e aos poucos a expressão dela foi mudando. – Por que eu tenho algo importante a dizer.

Rony olhou intrigado.

- Eu sei o quão bem a sua presença tem feito a ela... E eu sei que a presença dela também te faz bem... – As orelhas de Rony coraram um pouco novamente. – Mas tente não ficar sufocando ela... Entende?

O olhar intrigado de Rony se intensificou. Gina bufou irritada.

- Tem muita coisa na cabeça dela Rony... Às vezes ela pode precisar de um espaço... – Gina encarava Rony, e ele pode jurar que havia um jeito de suplica na maneira com a qual ela falava. – E ela sabe se cuidar, não precisa ficar tentando protegê-la o tempo todo...

- Fique despreocupada tampinha... – Rony disse puxando um prato com torradas. – Eu jamais faria nada que magoasse a Mione.

Gina suspirou encarando Rony com a estranha feição suplicante. – Tem mais uma coisa que eu quero falar... Um pedido na verdade.

- Fala... – Rony enfiou uma torrada cheia de geléia na boca.

- Traga meu marido inteiro.

Rony deu um típico sorriso torto, e disse com a boca cheia de torrada. – Pode deixar. – Ele olhou para os lados, como se tivesse acabado de dar falta de alguma coisa. – E cadê ele?

- Harry saiu há alguns instantes. – Gina disse se servindo com mais do café. – Foi visitar Andrômeda e Teddy. Já que ele não sabe por quanto tempo vai ficar fora, achou melhor ir se despedir do afilhado...

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“Jamais teve medo, Fez o que tinha de ser feito”.

Essas eram as palavras gravadas na lapide de mármore. Uma figura solitária observava com atenção as palavras, como se de certa maneira fossem dirigidas a ele. Draco Malfoy fez um pequeno floreio com a varinha, uma única rosa vermelha apareceu no tumulo.

- Obrigado... Por tudo. – Draco murmurou.

Ele contemplou o tumulo de Severo Snape por vários minutos, meditando sobre o caminho árduo que teria pela frente. Seus pensamentos só foram interrompidos quando um estalo bem ao lado dele o despertou.

- Potter? – Ele indagou, tentando reconhecer a figura que havia acabado de aparatar. – O que raios você faz aqui?

Harry lançou um olhar surpreso ao ver Draco, por um momento ele pensou que havia aparatado no lugar errado, mas ao notar o tumulo ao qual o loiro estava diante ele compreendeu. – Eu estava visitando meu afilhado, me despedindo... – Harry foi falando. – Pensei em passar aqui e me despedir deles também... – Ele apontou para os túmulos que ficavam ao lado do de Severo Snape, os túmulos que pertenciam a Lilian e Tiago Potter.

- Me esqueci que estavam enterrados aqui. – Draco disse lendo os nomes nas lapides.

- Era o mínimo que eu podia fazer por Snape... – Harry lançou um olhar respeitoso a lapide do antigo professor. – enterrá-lo ao lado da mulher que ele tanto amava.

Os dois permaneceram em silencio contemplando as lapides por vários minutos.

- Ele foi um grande homem. – Draco falou quebrando o silêncio. – Professor Snape me protegeu a todo custo. Sempre que o Lorde das Trevas me designava a uma missão perigosa, ele se voluntariava para ficar no meu lugar... Quando a guerra começou, eu pensei em fugir, deixar tudo pra trás, mas eu tive medo do que o Lorde faria com minha família... O professor Snape me obrigou a voltar a Hogwarts, ele disse que seria mais segurou ficar perto dele, onde ele podia me proteger. – Draco soltou um suspiro condolente. – Ele até terminou o treinamento em Legimência e Oclumência que minha tia Bellatriz havia começado, me ensinou todo tipo de azaração e maldição para que eu me protegesse...

Harry registrou a informação; Draco conhecia maldições e sabia oclumência, o loiro parecia estar com os pensamentos distantes enquanto falava, Harry se surpreendeu por um momento, pela primeira vez ele e Draco estavam tendo um conversa real, e não só isso, Draco estava se abrindo para ele.

- Ele fez todo o possível para me proteger também. – Harry disse. – Snape nunca teve medo dos riscos, ele apenas fez tudo que pode para salvar o máximo de pessoas... Pode-se dizer que eu também aprendi muito com ele.

- Quem diria Potter... – Draco disse dando as costas e se afastando. – Temos algo em comum. – E dizendo isso aparatou deixando Harry sozinho.

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Hermione abriu os olhos devagar, piscou varias vezes para se acostumar com a claridade. Diante dela repousava uma bandeja de prata com um café da manhã pronto, a certa distancia Rony ia jogando coisas dentro de uma mala de viagem.

- Bom dia. – A garota disse, o ruivo se virou sorrindo.

- Bom dia... – Rony foi se aproximando, ele se sentou ao lado dela, e deu um beijinho estalado nos lábios dela. – Dormiu bem? – Ele perguntou, Mione apenas respondeu com um aceno de cabeça.

Rony acariciou o rosto dela. – Vamos partir essa noite... Você ainda tem tempo de desistir sabia?

- De jeito nenhum. – Hermione respondeu. – Eu não vou me separar de você... Nunca mais. Rony deu um sorriso torto, mas foi Hermione quem o puxou, a mão dela enterrada nos cabelos ruivos dele o puxou para um beijo, como de costume, foi um beijo inocente, mas que foi crescendo ganhando paixão. As mãos de Rony se envolveram na cintura de Hermione, levantando o tecido da camisola, sentindo a pele quente. Rony se levantou, puxando Hermione junto, apertando a cintura dela com firmeza, devorando sua boca como há muito tempo não fazia. Com fome. As línguas se enroscavam e fugiam, enquanto ela sentia Rony praticamente esmagá-la naquele abraço, e puxava os cabelos da nuca dele com força. Rony acariciava com uma das mãos uma das penas de Hermione, que já haviam se enroscado ao redor da cintura dele. Hermione teve um momento de duvida, indagando se deveria se deixar levar daquela maneira, mas os beijos intensos continuavam a afastar toda a razão da garota.

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Quando a porta do quarto se abriu e Astória avistou Draco o aperto no coração dela diminuiu.

- Onde você esteve? – Ela perguntou preocupada. – No bilhete dizia que você iria passar a manhã fora! Já está anoitecendo!

- Desculpe... – Draco foi em direção ao malão com os pertences. – Demorou um pouco mais do que o esperado para colocar as coisas em ordem...

Astória encarou os próprios pés por um instante. – Pensei que tinha fugido. – Ela disse com a voz baixa, quase inaudível. – Que tinha desistido de nos acompanhar.

Draco parou a meio caminho da porta, o malão de viagem flutuando fantasmagoricamente diante dele. – Temos que ir... Estamos atrasados.

Astória fez com que a própria mala flutuasse com um aceno de varinha, e seguindo Draco eles saíram do quarto e desceram as escadas. Ao chegar próximo a saída, diante do balcão, Neville lançou um olhar carrancudo aos dois. Draco foi a passos rápidos em direção dele, e tirando alguns galeões de ouro do bolso, depositou no balcão.

- Aqui tem o suficiente para cobrir nossa estadia Longbotton. – Draco disse de maneira ríspida.

- Fique com seu dinheiro Malfoy. – Neville falou encarando os olhos cinzentos de Draco. – Eu o hospedei aqui como favor ao Harry... Você não me deve nada. – Neville deu as costas, evitando encarar o loiro. – Agora dêem o fora, vocês dois!

Draco deixou os galeões em cima do balcão, ignorando os protestos de Neville e saiu apressado, Astória logo atrás com uma expressão de puro ódio. Os dois entraram no Beco Diagonal, e de lá aparataram num morro próximo A’Toca.

- Não gostei nada do dono do Caldeirão... – Astória caminhava rápido para alcançar Draco. – Ele me tratou mal durante todo o tempo em que passamos lá!

- Não é culpa dele. – Draco disse.

- Não defenda, ele não passa de um idiota.

- Não, ele não é. – Draco falou sombriamente. – Você apenas não o entende.

- O que há para se entender? – Perguntou à loira, inclinando-se para que Draco a olhasse.

- Ele te tratou mal por que você está comigo. – Ele disse simplesmente sem encarar Astória.

A garota tentou entender o que ele havia dito. – O que você quer dizer com isso?

- Pode-se dizer que eu não facilitei em nada a vida do Longbotton durante nosso tempo em Hogwarts... – Draco, tentou esconder um sorriso. – É mais do que natural que ele me trate mal... E a você também, uma vez que você está comigo, é automaticamente associada aos meus erros.

- Isso é injusto! – Astória exclamou.

- As pessoas têm o péssimo hábito de lembrar-se do que eu fui... E ignorar o que eu sou.

Um silêncio incômodo perdurou por alguns minutos enquanto eles desciam o morro em direção d’A Toca. Astória lançava à todo instante olhares de esguelha para Draco, quando ela não pode mais agüentar ela falou.

- Desculpe. – Ela disse alto e claramente, juntando coragem. – Desculpe por ter pensando que você iria fugir... Eu não acho que você seja covarde nem algo parecido. – Draco evitou o olhar dela. – Desculpe ter duvidado de você, é que depois do que eu te falei... Dos meus motivos para ir nessa viagem... Achei que talvez você tivesse desistido de ficar ao meu lado...

- Não precisa se desculpar. – Draco continuava a caminhar sem olhar a garota. – Eu entendo perfeitamente.

- Eu jamais serei uma dessas pessoas que te julga pelo que você foi. – Ela disse muito rápido num fôlego só. – Eu queria que você soubesse disso.

Draco não soube o que dizer, ele se limitou a acenar positivamente com a cabeça. Eles caminharam em silêncio por mais algum tempo, até se depararem com uma construção torta, numa placa mal fixada e gasta Draco leu os dizeres “A Toca”.

- Acho que é aqui... – O loiro falou, e com passos cautelosos ele entrou na propriedade, havia vozes e luzes do lado de dentro. Draco olhou em volta, um jardim mal cuidado, o velho casarão de madeira, torto em varias direções, o som de festa... Ele tinha a estranha sensação de que não pertencia aquele lugar. Parado diante da porta, ele respirou profundamente antes de bater de leve na porta. O som cessou do lado de dento, com um rangido fantasmagórico a porta se abriu. A sombra do homem era tão vasta que ocultou totalmente a luz que vinha de dentro da casa.

- O que esse monte de bosta faz aqui? – A voz rouca de Hagrid bradou.

- Papai... O que é um monte de bosta? – Perguntou o pequeno Fred do lado de dentro.

- É o jeito carinhoso do Sr. Hagrid chamar o Sr. Malfoy. – Jorge respondeu ao filho com um sorriso zombeteiro.

Astória olhava de Draco para Hagrid, sem saber o que fazer, e pela maneira como Draco encarava o antigo professor de Trato de Criaturas Mágicas, também não tinha idéia do que dizer ou fazer. Nesse momento, a muito custo, Harry surgiu afastando Hagrid e se colocando entre o gigante e o sonserino.

- Calma Hagrid... – Harry dizia olhando para o alto, mal alcançava os cotovelos de Hagird. – Malfoy está do nosso lado dessa vez.

- Malfoy? – Hagrid indagou incrédulo.

- Pois é... – Harry lançou um olhar de esguelha para Draco. – Sei que é difícil acreditar.

- Não sei não Harry... – O gigante coçou o emaranhado de barba negra. – Isso não me cheira bem.

- Hagrid... A guerra acabou há muito tempo. – Harry guiou o gigante para dentro da casa, abrindo passagem para que Draco entrasse. – Todos merecem uma segunda chance.

Draco e Astória entraram lentamente dentro da casa, e se viram numa cozinha apinhada de gente, em sua maioria ruiva, absolutamente ninguém parecia feliz com a presença deles.

- Desculpem pelo atraso – Astória disse educadamente. – Tivemos problemas para resolver. – Ela tentou ignorar os olhares de indiferença da família Weasley.

- Está tudo bem... – Harry forçou um sorriso. – Rony e Hermione também estão atrasados...

- Pensei que eles estariam com você! – Astória exclamou.

- Eles estavam trancados no quarto, ninguém ousou interromper a privacidade deles. Provavelmente eles vão notar que estão atrasados em breve... – Disse certa ruiva se aproximando e oferecendo a mão num cumprimento. – Gina... Sou a esposa do Harry.

Astória apertou a mão de Gina com os olhos arregalados. – Você era a artilheira do Hollyhead Harpies!

Gina sorriu encabulada.

- Muito bem... – Disse a senhora Weasley se levantando penosamente. – Já que Rony e Hermione estão atrasados, seria bom se levássemos as mesas para fora... Aqui dentro está ficando lotado. – Ela lançou um olhar carrancudo para Hargid, que sem duvida nenhuma ocupava mais espaço que qualquer um na cozinha.

- Pode deixar mamãe... – Carlinhos e Gui deram um passo à frente, e com um aceno da varinha as mesas levitaram e saíram para o jardim. – Há tempos venho querendo uma revanche numa luta com mesas!

Um a um os Weasleys, suas respectivas esposas e filhos foram saindo, alguns carregando caldeirões de comida fumegante, seguidos por Hagrid, que saiu lançando um olhar ameaçador a Draco ao passar, Draco viu Astória e Gina seguindo para o jardim falando animadamente sobre Quadribol, e o ultimo a sair, foi Nigel, que esteve o tempo todo escondido na escuridão, observando calado. O cansaço era mais do que aparente no Auror, ele saiu cabisbaixo, carregando a maleta quadrada encardida.

- Desculpe pelo Hagrid... – Harry disse a Draco, quando só restaram os dois na cozinha. – Ele bebeu algumas doses de uísque de fogo, não quis dizer nada daquilo...

- Tudo bem Potter. – Draco disse rispidamente. – Estou acostumado com esse tipo de coisa.

Draco saiu para o jardim, chegou bem a tempo de ver Gui arremessar com força a mesa que enfeitiçava sobre a mesa de Carlinhos, com um estrondo a mesa de Carlinhos se partiu em dois e acertou o chão.

- Melhor sorte na próxima vez Carlinhos! – Gui exclamou enquanto o irmão reparava a mesa destruída. Aos poucos a comida foi disposta nas mesas, e os Weasleys começaram a comer, todos conversando muito alto sobre vários assuntos. Draco preferiu ficar longe, sentado sobre o malão de viagem ele apenas observava.

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Rony e Hermione aparataram nos jardins d’A Toca, surpreenderam-se ao notar todos os Weasleys, Hagrid, Nigel, Draco e Astória todos juntos.

- Desculpe o atraso... – Rony disse coçando a nuca nervosamente. – Perdemos a noção do tempo...

- A julgar pelo sorriso do Rony e os cabelos bagunçados da Mione, eu diria que o atraso teve um bom motivo. – Jorge disse, fazendo com que as orelhas de Rony se tornassem rubras e um calor subisse pelo pescoço de Mione, mas nem com a gracinha ela desmanchou o sorriso que mantinha no rosto, havia passado a tarde toda dormindo abraçada a Rony.

Hermione sentiu um puxão forte no braço que a acordou do devaneio sobre a tarde, antes que ela percebesse Gina já a arrastava para dentro d’A Toca. As duas subiram juntas as escadas irregulares chegando ao quarto de Rony.

- Gina! – Hermione exclamou. – Eu acabei de chegar! O que sua família vai pensar?

- O que eu tenho a dizer é mais importante... – A ruiva falou. Hermione se sentou na cama de Rony, ela fechou os olhos, já sabia exatamente o que Gina iria dizer a seguir.

- Eu sei sobre a profecia... – Ela disse. – Harry me falou.

- Gina eu...

- Você tem certeza de quer continuar com isso? – Gina perguntou interrompendo Hermione. – Com essa viagem?

Hermione a encarou confusa. – O que isso tem com a profecia? – Ela perguntou sem entender.

- Tudo! – Gina exclamou. – Não lhe ocorreu que talvez essa viagem seja justamente aquilo que a profecia falava? – A ruiva se sentou ao lado de Hermione. – Francamente Hermione, eu sempre achei que você era a esperta de nós duas!

Hermione franziu o cenho e mordeu os lábios, gesto típico de quando ela estava concentrada. – Eu não havia pensado nisso. – Mione disse devagar. – Mas eu preciso... Eu não quero abandonar o Rony...

- Não estou pedindo para você abandoná-lo... – Gina falou. – Quero que você cuide dele. Não de motivos para meu irmão fazer algo estúpido entendeu?

- Eu vou cuidar dele Gina... Não vou deixar que nada aconteça.

- Aquela profecia não vai se concretizar se meu irmão não sair por ai bancando o herói.

Uma batida leve na porta fez com que as duas erguessem a cabeça. Rony abriu lentamente a porta, sorriu e entrou no próprio quarto.

- Espero não estar atrapalhando... – O ruivo disse com o sorriso torto.

- De maneira nenhuma, - Gina disse se levantando. – Já vou saindo... Vou deixar vocês dois a sós...

- Na verdade... – Rony fez um gesto para que Gina ficasse. – Eu queria justamente falar com você Gina. Importa-se de nos deixar sozinhos uns instantes Mione?

- De maneira nenhuma. – Hermione foi apressada para a porta. – Eu realmente preciso cumprimentar direito todos lá no jardim.

Depois que Hermione saiu um silencio ficou pairando por um tempo.

- Você vai dizer alguma coisa ou vamos ficar nesse silencio o resto da noite? – Gina disse sentando-se novamente na cama de Rony.

- Eu não sei direito como falar... – Rony também se sentou. – É estranho não é mesmo? Eu passei tanto tempo fora e agora tenho que partir novamente.

Gina encarou os olhos azuis do irmão, pela primeira vez ela reparou como as linhas do rosto dele haviam se aprofundado nos últimos quatro anos.

- Eu senti muita falta da família enquanto estive fora. – Rony falou procurando algo no bolso interno do casaco. – Eu senti... Eu senti falta de você Gina... Mas no seu caso eu achei uma maneira de matar minha saudade. – Ele retirou do bolso do casaco um caderno com capa de couro desgastado, entregou a irmã evitando olhá-la.

Gina se surpreendeu ao abrir o caderno e encontrar uma foto dela na primeira pagina. Era um recorte do Profeta diário, uma reportagem que falava sobre a contratação dela no Hollyhead Harpies. Não demorou muito para que ela percebesse que todas as páginas estavam recheadas de fotos dela na época do quadribol, coisas que variavam de recortes de jornais com os resultados dos jogos, propagandas de vassoura que ela havia feito, reportagens sobre o desempenho dela nas partidas...

- Eu juntei tudo o que pude sobre seus feitos no Quadribol... – Rony disse meio encabulado. – É difícil conseguir esse tipo de coisa quando se está num país estrangeiro, mas eu fiz o possível...

- Rony isso é incrível! – Gina exclamou acariciando gentilmente o caderno.

- O que eu estou tentando dizer... É que eu senti muita falta sua, mas eu consegui uma maneira de estar próximo de você... – Rony finalmente encarou a irmã. – Eu tenho muito orgulho de você Gina, e eu prometo que não vou ficar longe por muito tempo dessa vez...

Com lagrimas nos olhos Gina abraçou com toda força que tinha Rony. No começo ele não soube ao certo o que fazer, mas depois retribuiu o abraço.

- Rony me desculpe! – A ruiva disse entre lagrimas.

- Desculpar por quê? – Rony perguntou.

- Por ter eliminado o Chudley Cannons do ultimo campeonato! – Ela disse abraçando o irmão mais forte. Por um breve instante Rony não soube o que dizer depois ele começou a rir, uma risada que aos poucos contagiou Gina, e em pouco tempo a risada dos dois ecoava pelo quarto.

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Harry viu Rony e Gina saindo de dentro d’A Toca exatamente quando Nigel chamou a atenção de todos. O aruror retirou de dentro da maleta quadrada uma boneca de pano velha e extremamente surrada.

- Está é a chave de portal... – Ele disse erguendo a boneca de pano velha e esfarrapada, para que todos vissem. – Ela se tornará ativa dentro de uma hora, portanto, seria apropriado que vocês todos terminassem o jantar brevemente, e comessem a se despedir para que não haja atraso.

- Desculpe Nigel. – Rony sentou-se a mesa e puxou um prato avantajado cheio da comida da senhora Weasley. – Eu não tenho a menor idéia do que significa “Terminar o jantar brevemente”.

Todos riram. Nigel bufou irritado e voltou a se sentar. Nesse momento, Gina se sentou ao lado de Harry, ela cochichou ao ouvido do marido, para que somente ele pudesse ouvir.

- É agora Harry.

- O que é agora? – Harry perguntou fingindo não compreender.

- Temos que falar! – Ela disse rispidamente.

Harry respirou profundamente antes de se levantar com um solavanco tão forte que fez com que toda a mesa tremesse. Todos na mesa olharam confusos para ele, e por um momento ele encarou o senhor Weasley antes de encarar a mesa.

- Eu e Gina... Nós temos algo... Achamos que todos aqui mereciam saber... – Ele disse nervosamente. Gina notou imediatamente que o rosto de Harry ia aos poucos perdendo a cor, ela se levantou e abraçou Harry numa tentativa de incentivá-lo.

- Acho que é melhor você dizer. – Harry disse a ruiva. – É um direito seu.

- Eu sei que não é a melhor hora... Com a viagem do Harry e tudo mais. – Gina olhou nos olhos verdes do marido antes de se voltar para a família. – Estamos muito felizes... Estou grávida! Vamos ter um bebê!

Ao mesmo tempo Rony, o Senhor Weasley, Jorge, Carlinhos, Gui e Percy engasgaram. Todos encaravam Harry e Gina perplexos. A senhora Weasley foi a primeira a se levantar, ela caminhou o mais depressa que pode em direção aos dois e lhes deu um abraço de quebrar costelas.

- Eu vou ser avó novamente! – A matriarca dos Weasleys disse com a voz embargada.

- É magnifique! – Disse Fleur batendo palma animada.

Era possível ouvir os soluços de Hagrid e o barulho de buzina que ele fazia ao assuar o nariz do outro lado da mesa. Pouco a pouco os Weasley foram se levantando e cumprimentando Harry e Gina.

- Harry meu rapaz! Você nos pegou de surpresa! – O Senhor Weasley exclamou se aproximando, ele abraçou a filha e apertou a mão de Harry. – Eu não tenho nem palavras pra descrever minha felicidade!

- Pois é... – Disse Rony, chegando sorrateiramente sem que Harry notasse. – Você engravidou minha irmãzinha.

- Eu... Bem... – Harry gaguejou debilmente.

- Ei, fica calmo companheiro! – Rony riu abertamente. – Eu sempre soube que você era o cara certo pra ela... Fico feliz por vocês!

- Que bom! – Gina falou abraçando o irmão. – Por que você vai ser o padrinho!

- O quê? – Rony arregalou os olhos. – Eu nem sei o que dizer!

- Diz que aceita! – Harry disse. – Seria uma honra para nós...

- Pode apostar sua varinha que eu aceito! – Rony encheu uma taça que estava próxima na mesa com uísque de fogo, erguendo a taça no alto ele bradou – Ao futuro filho dos Potter! Meu afilhado!

Os outros Weasleys também ergueram taças e repetiram em uníssono “Ao futuro filho dos Potter”. Por um tempo eles apenas festejaram; todos os Weasleys, Hermione, Hagrid e Astória, apenas Draco permanecia distante, assistindo a tudo. Ninguém parecia se lembrar que em alguns minutos estariam se despedindo, que Harry, Rony e Hermione estariam partindo para a Escócia. Foi Nigel quem relembrou a todos.

- Falta uma hora para que a Chave de Portal se torne ativa. – Ele ergueu a boneca de pano novamente. – Confiram, por favor, a bagagem por precaução.

- Toda a nossa bagagem está com a Mione... – Rony disse apontando para a garota.

- Eu chequei antes de sair do Largo Grimauld. – Ela ergueu a bolsinha de contas com o fundo extensível. – Tudo que precisamos está aqui.

- Tudo que eu preciso está no meu bolso. – Draco disse a distancia, sentado sobre as malas de viagem que pertenciam a ele e Astória, ele puxou do bolso primeiro a varinha, e depois um embrulho de pano.

- O que é esse embrulho? – Nigel perguntou curioso. Draco desembrulhou revelando um caco de espelho de cerca de quinze centímetros. – É tudo que vou precisar.

- Isso me lembra! – Hermione enfiou a mão a mão no próprio bolso e puxou uma caixinha perfeitamente quadrada, feita de rubi. Por um instante a caixa e o espelho emanaram o mesmo brilho amarelado, quando Draco cobriu o espelho com o pano novamente e o recolocou no bolso o brilho cessou. – Eu finalmente tenho a tradução correta das runas que estão na chave!

Todos os Weasleys olharam intrigados para a chave, e até mesmo Nigel que já havia visto a chave antes havia se esticado um pouco mais para dar uma boa olhada.

- “Para alguém de coração puro, um presente de Fazel”. – Hermione leu a inscrição. – Depois das explicações que Dorian deu ficou fácil de decifrar.

- E o que isso significa? – Rony perguntou.

- Que a caixa vai se abrir para alguém de coração puro. – Hermione explicou para ele como se fosse a coisa mais obvia do mundo.

- E como se sabe que uma pessoa tem coração puro? – O ruivo perguntou em tom de deboche.

- Quanto a isso eu não tenho idéia... – Hermione falou pensativa.

- É hora de todos se despedirem... – Nigel anunciou. – A chave vai ficar ativa a qualquer momento. – É melhor que não haja atrasos.

Os Weasleys e Hagrid foram se despedindo de Harry, Rony e Hermione. Draco e Astória ficaram afastados, próximos de Nigel, com a estranha sensação de que não pertenciam aquela despedida. Hermione estava colocando a bagagem de Draco e Astória dentro da bolsinha de contas quando Gina se aproximou com os olhos marejando.

- Isso aqui vai ficar um tédio sem você. – A ruiva disse abraçando a amiga.

- Eu vou sentir sua falta Gina... – Hermione devolveu o abraço na mesma intensidade. – Eu vou ficar de olho no Harry pra você...

Gina lançou um olhar triste para o marido que naquele momento recebia um abraço de Hagrid, que o levantava a varios centimetros do chão.

- Dentro de quinze minutos! – Nigel anunciou.

Todos os Weasleys pararam para olhar, Harry caminhou lentamente em direção de Gina, e por um momento pareceu que ela seria forte o suficiente durante o momento da partida, mas as lagrimas começaram a rolar pelo rosto da ruiva, Harry não se importou com todos olhando, beijou a ruiva, e tentou colocar naquele beijo todo o amor que sentia por ela. Quando se separaram do beijo, eles continuaram abraçados.

- Eu vou voltar. – Harry murmurou no ouvido da ruiva. – Espere por mim...

- Eu vou esperar. – Gina disse entre soluços...

Eles retomaram o beijo, o cheiro floral dos cabelos de Gina enchia as narinas de Harry, ele pensava no pesar de ficar longe dela por um tempo indeterminado, de não estar por perto durante a gravidez da esposa... Todos os pensamentos foram afastados quando o som dos gritos começou. Astória e Fleur foram as primeiras a ver, e também as primeiras a gritar, demoraram alguns instantes para que Harry localizasse, no alto, cerca de trinta vultos negros voavam em vassouras em direção A Toca, Lampejos verdes choveram sobre o jardim mal cuidado, um deles acertou a mesa, fazendo com que ela explodisse em vários pedaços. Harry tentou guiar Gina para dentro da casa em meio às inúmeras maldiçoes que vinham de todas as direções.

- Awdrey! Leve as crianças para dentro e se esconda! – Percy gritou para a esposa enquanto disparava feitiços sobre os invasores alados.

Harry viu pelo canto do olho Awdrey seguindo logo atrás dele, carregando à pequena Victorie e a filhinha recém nascida, Molly, nos braços. A uma pequena distancia, Draco saltava em todas as direções desviando dos disparos, com um salto ele se jogou sobre o pequeno Fred, e atirando maldições sobre os atacantes dele foi abrindo caminho até A Toca, tirando o garoto do meio do Fogo cruzado.

- Eles descobriram! – Harry exclamou quando eles finalmente alcançaram a cozinha d’A Toca. – De alguma maneira eles sabiam que partiríamos daqui essa noite!

Awdrey e as crianças chegaram à cozinha com Draco e Fred logo atrás, pelas janelas Harry via a cena mais terrível que já havia presenciado: Trinta atacantes formavam círculos nos céus, atirando maldições sobre a família Weasley e Hagrid, que procuravam cobertura nos destroços da mesa e na sebe do jardim, Gui, Carlinhos, Percy e Jorge disparavam as cegas, na esperança de derrubar algum dos bruxos. Harry correu os olhos pelo jardim, Rony estava atrás da sebe disparando a esmo feitiços, Astória não estava em nenhum lugar que Harry pudesse ver e Hermione e Nigel procuravam cobertura entre os feitiços.

- Tem alguma vassoura nessa casa? – Draco disse tirando o casaco e puxando a varinha.

- Tem uma armário de vassouras... Fica do outro lado do jardim... – Gina falou ofegante, apontando a direção.

- O armário está trancado? – Draco olhou pela janela tentando encontrar o armário de vassouras.

- Eu não sei... – Gina parecia amedrontada.

- Accio Vassouras! – Draco gritou apontando para a janela. Uma única e velha Cleansweap entrou na cozinha explodindo em vários cacos a janela lateral. Imediatamente Harry montou na vassoura. – O que você pensa que está fazendo Potter? – Draco disse nervoso.

- Nós dois sabemos que eu sou melhor piloto que você Malfoy. – Harry se afastou, oferecendo um lugar na vassoura. – Eu piloto... Você se ocupa em derrubar o máximo deles que conseguir.

A contra gosto Draco montou na garupa da vassoura.

- E quanto a mim? – Gina exclamou indignada.

- Você fica aqui e cuida da Awdrey e das crianças... – Harry lançou a ruiva um olhar significativo. – Vai tudo acabar bem.

Com um impulso forte Harry e Draco atravessaram a janela e subiram em direção do céu estrelado. Harry disparava feitiços estuporantes sobre os bruxos das trevas, Draco lançava o maior numero de maldições paralisantes possível sobre cada vassoura que se aproximava deles.

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Rony se aproveitou da distração que Harry e Draco proporcionaram e correu o mais depressa que pode em direção de Hermione, durante a batalha o ruivo tentou não perdê-la de vista, ele viu quando ela e Nigel correram para a área coberta de arvores do terreno próximo A Toca. Entre feitiços e maldições, Rony chegou aos tropeços na área onde havia avistado os dois. Ele correu por entre as arvores e arbustos, e teve de se abaixar quando um feitiço estuporante passou a centímetros da cabeça dele.

- Pare! – A voz de Hermione gritou. – É o Rony!

Nigel ainda tinha a varinha erguida. – Desculpe... Eu não sabia...

- Tudo bem... – Rony ergueu-se. – Temos de voltar e ajudar os outros...

- Não! – Exclamou Nigel. É mais importante que vocês partam na Chave de Portal...

Um barulho nos arbustos próximos fez com que Nigel e Rony erguessem as varinhas.

- Quem está ai? – Rony berrou ameaçadoramente.

Astória saiu dos arbustos com os braços erguidos. – Sou eu! Eu me escondi aqui quando o ataque começou!

Rony baixou a varinha e encarou Nigel. – Temos que voltar... Harry e Malfoy estão duelando lá no alto usando uma vassoura...

- É mais importante que vocês saiam daqui a salvo! – Nigel falou quase berrando.

- Não vai adiantar nada ir para Escócia sem aquele pedaço de espelho que está com o Malfoy! – Rony gritou apontando para o céu.

Nigel ficou imediatamente pálido.

- Hermione, - Rony voltou-se para a garota. – Tem alguma vassoura na sua bolsa?

- Eu não vou deixar voce subir lá! – Hermione falou claramente assustada com a situação.

- Harry está lá! – Rony disse. – Eu não posso deixá-lo lutando sozinho!

Hermione mordeu o lábio inferior, ela encarou um dilema inesperado: Harry estava em risco no meio do combate, mas para ajudá-lo, teria de colocar Rony junto ao amigo... Entre as inúmeras maldiçoes.

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