Capitulo XI – MOMENTOS DE PAZ
- É o dragão do Carlinhos. – disse Molly, aliviada, ela retornara para A Toca junto com Luiza não agüentava de ansiedade em rever a afilhada querida, Sirius mandou uma mensagem em código, assim as crianças não entenderiam, ela já estavam vasculhando os céus há alguns minutos quando ela avistou uma figura distante que se aproximava velozmente, as deixando num misto de alivio e temor.
- Merlin! – exclamou Luiza assustada ao ver quando o dragão pousou Carlinhos descer do animal carregando o corpo inerte da esposa, ele rapidamente chegou até elas, Molly e Lu levaram um choque ao ver o rosto da moça. – O que fizeram com a minha amiga?
- O Cretino do Robert bateu nela e a violentou. – disse o ruivo, triste.
- Nossa! - Disse a medibruxa com sofrimento lhe doía a alma ver a amiga assim, quando lembrou de algo. – Merlin o neném?
- Que neném? – perguntou Carlinhos quando entrava na casa da mãe. – a Sarah me pediu perdão por ter perdido o nosso neném, eu não entendi, não Lu, a Sarah estava...? Não Lu?
- Sim Carlinhos ela estava grávida.
- Ela não falou nada. – o ruivo já estava a porta do seu quarto, sentia o coração doer.
- Ela ia te dar de presente de boas vindas, ela comentou que foi o fruto de uma noite muito especial. – Lu falou baixo, somente para ele, que lembrou na hora na noite que a amarrou na cama.
- Então ela estava de um pouco mais de um mês? – perguntou pousando com delicadeza e cuidado o corpo dela na cama.
- Sim! – ao ver o sorriso discreto de Carlinhos, Lu disse séria. – não pense que ela não ficou surpresa, afinal a Sophie tem quatro meses ainda, ela não planejou nada, foi arte do Nick.
- O Nick mexeu nas poções dela? – perguntou incrédulo, acariciando os cabelos dela, mesmo consternado ele não pode deixar de sorrir, ainda que uma lagrima rolou pelo filho perdido.
- Meu neto esta ficando muito sapeca. – disse Molly emocionada, enquanto Lu tirava o lençol que cobria Sarah, Molly não estava preparada para o que viu, agora colocou sentindo no rosto da nora, estava desfigurado, inchado, roxo e cheio de cortes, por todo o corpo haviam mordidas que sagravam, vários hematomas, e o bico do seio direto dela estava mutilado. – minha pobre menina – disse a bondosa senhora.
- Ele acabou com a minha amiga. – soltou Lu falando mais pra si mesma, Carlinhos falara que ela fora violentada, queria fazer esse exame primeiro, era difícil decidir por onde começar a socorrer a amiga, com lagrimas nos olhos, e com a ajuda de Carlinhos, fez o pior dos exames, e teve uma surpresa muito agradável, não acreditando no que descobriu, deu a noticia aos amigos, Carlinhos exultou ao saber da verdade, temia pelo psicológico da esposa.
- Você tem certeza absoluta disso Lu? – perguntou temeroso, era muito bom.
- Tenho querido, pode ficar tranqüilo, esse exame não falha. – ela disse firme. – Carlinhos vou cuidar dos ferimentos mais profundos dela, ela esta com uma costela quebrada, algumas fraturas na faces, uma pequena hemorragia no estomago e coisinhas assim, vou cuidar disso agora, mas irei necessitar do auxilio do Snape, você poderia o chamar? – pediu a bela morena enquanto rabiscava rapidamente um pergaminho. – peça que ele traga essas poções.
- Claro Lu, mas ele vai ver a Sarah assim? – disse indicando o corpo nu da esposa, então se deu conta, que Sirius a viu assim além de todos seus irmãos, seu primo e seu futuro cunhado. – bobagem minha. – disse envergonhado, saiu para chamar o antigo mestre, quando voltou ao quarto tendo por companhia um Snape sério e preocupado e uma Thai chocada, Sarah estava com uma aparência melhor, vestia uma camisola creme, ele olhou agradecido para amiga.
- Eles estão piores que na época do lorde das trevas. – disse Snape frio, mas a voz estava embargada. – espero que tenha matado o animal que fez isso a nossa Sarah.
- Sim ele esta morto, e sentiu as mesmas dores que ela te garanto, pode até ter sentido mais.
- Ótimo. – Snape finalizou o assunto e passou a dar as poções a ela, ou entregar a Lu que as passava no corpo da amiga, logo ela estava corada, e as feições como antes, Vivi, olhava a tudo da porta do quarto com Sophie nos braços, logo sentiu ser envolvida por braços fortes, e pousou a cabeça no peito de Rup, agradecida por tudo acabar bem e o marido voltar inteiro.
- Todos os nossos voltaram? – perguntou baixinho.
- Sim, meu amor. – disse Rup, beijando o topo da cabeça dela. – estão todos lá em baixo Vivi! A Tonks esta uma ferra com o Carlinhos, acho que ele vai se complicar. – Vivi ergueu o rosto pra ele e olhou com uma sobrancelha erguida, mesmo de cabeça pra baixo, notou a preocupação nos olhos do marido.
- Ela queria que ele esperasse a Sarah ser violentada, de forma brutal, pra daí o Carlinhos o convidar para um chá? – perguntou Viviane indignada. – ele fez o certo.
- Eu sei, mas ele saíra daqui preso. – finalizou o ruivo. – esta uma briga feia lá em baixo, até o Remo esta contra a esposa.
- Eu acredito na justiça. – disse a morena decidida, voltando o olhar para o quarto, onde era finalizado o atendimento a Sarah, logo todos desceram, deixando o casal sozinho, Carlinhos deitou ao lado da esposa adormecida, Lu avisou que ela dormiria por horas, ele ficou apenas acariciando os cabelos dela, e sussurrando palavras de amor, sorria feito um garotinho, beijou levemente os lábios dela, e estava a admirando com amor, quando o quarto foi invadido por quatro pessoas.
- Tonks não faça isso! – implorou Sirius, consternado ainda mais ao ver a cena intima e pura que eles estavam maculando, ainda mais que junto a eles estava um auror novato.
- Sinto muito Black é a lei e ela se aplica todos. – disse Tonks seria, tentava mostrar para Sirius com o olhar a verdade, mas ele não notava. – Charles Fabian Weasley você esta preso, será levado ao Ministério da Magia para prestar esclarecimentos dos fatos ocorridos hoje, dependendo da sua versão e memórias, será encaminhado para Azkaban, onde ficara privado de sua liberdade até o julgamento.
- Droga Tonks – gritou Sirius furioso.
- Dora, você esta errada, você sabe disso, até mesmo eu teria feito pior que o Weasley, se fosse você no lugar da Sarah. – disse Remo, magoado.
- Vocês acham que eu estou feliz em fazer isso? – perguntou a moça aborrecida. – mas é a lei, esse é o meu trabalho, e se o Weasley não tivesse descumprido as minhas ordens...
- O canalha do Robert a teria além de violentado a matado. – disse Sirius entre os dentes.
- Não é só isso, temos criaturas decapitadas, o único a portar uma espada era Carlinhos, mesmo aquelas aberrações sendo más, tem leis que as protegem ele terá que responder judicialmente por isso.
- Pelo amor de Merlin Tonks, que tipo de justiça é essa? Se você quer culpar alguém pode me culpar. – disse Sirius num brado indignado.
- Não é caso de culpar alguém ou não! Apenas estou cumprindo o meu trabalho.
- Tonks eu não sairei daqui por bem! – o ruivo se manifestou pela primeira vez. – eu agi por impulso para salvar a minha esposa, e não me arrependo faria tudo novamente se preciso fosse.
- Carlinhos não fale nada. – disse Sirius nervoso.
- Será que você podiam discutir isso no corredor? – disse Lu que havia subido quase correndo depois dos quatro. – Sarah precisa de silencio e paz para convalescer, e essa agitação pode fazer mal pra ela, que já sofreu demais. – ela usou um tom severo, enquanto acariciava o braço forte de Sirius, sabia que ele estava muito nervoso, tentava o acalmar. – aqui estão os laudos, relatórios e as fotos, de todas as agressões que ela sofreu. – disse entregando um grande e grosso envelope para Tonks, logo que todos se viram no corredor. – espero sinceramente que você esteja agindo como eu penso Dora, eles não merecem sofrer mais essa separação, esses laudos vão provar muita coisa.
- Inclusive que Robert não a violentou! – disse a auror seria, e aborrecida, não acreditava que seu marido e amigos não viam a coisa pelo lado dela.
- Sexualmente não, o que foi um alivio, mas a agrediu muito. – finalizou a medibruxa com um tom triste, Sirius notou e passou o braço pelos ombros da esposa de forma protetora enquanto a mão passeava carinhosamente pelo braço.
- Tonks você vai prender o Carlinhos? – perguntou Harry incrédulo, ele estava chegando agora n'A Toca, pois fora com o grupo de elite atrás da Lady, acharam algumas pistas, mas não a encontraram. – isso é uma injustiça, você não se parece em nada com a Tonks que eu conheci.
- Harry você também não. – disse a auror chateada. – Mark! Desça e fique na escada não deixe mais ninguém subir. – ordenou ao jovem moreno que estava com eles, ele assentiu e desceu as escadas. – vocês não entende não é mesmo? Eu estou apenas fazendo o meu trabalho, mesmo que isso me corte o coração, como vocês pensam que eu me sinto tendo que prender o meu melhor amigo? Não é fácil, mas é necessário. Se tudo ocorreu realmente como vocês falaram o Carlinhos estará de volta logo e é com essa certeza que eu estou o levando. Agora, por favor, será que vocês poderiam conversar com ele para me acompanhar por bem, caso contrario o levarei a força. – finalizou a jovem com uma voz cansada.
- Eu não concordo com você Dora, mas vou falar com ele. – disse Sirius, olhando de forma sentida para Tonks. – Harry! Lu! Venham comigo. – disse o belo auror deixando o casal sozinho.
- Dora! – disse Remo acariciando o rosto cansado da esposa. – mesmo não aceitando eu entendo o que você esta fazendo, só te peço, lute pelo teu amigo.
- Farei isso Remo, estou tão mal fazendo isso, eu não quero, me mostre uma saída, que eu deixo o Carlinhos aqui, eu já procurei e não achei, o Ministério da Magia esta com normas cada vez mais rígidas, eu dei uma ordem ao Carlinhos na frente de vários aspirantes e cadetes, como posso não ser dura com ele? Ele não podia ter invadido a casa antes da minha chegada, depois tem o corpo desfigurado e massacrado do Robert, com claros sinais de luta, eu sei eu vi como ele deixou a Sarah, - disse a auror ao ver a expressão do marido. - mas mesmo assim, tenho que ter certeza de como foi a morte desse crápula, a família dele é influente, o pai dele é por azar nosso é um funcionário do alto escalão do Ministério da Magia, ele vai querer a cabeça do Carlinhos e minha, a minha eu dou sem problemas não ligo para esse cargo, mas o Carlinhos não merece, e se eu saio quem vai o defender?
- Dora! Meu amor não fique assim! – disse carinhoso ao ver que lagrimas caiam de seus olhos, ele a abraçou forte.
- Eu sei meu amor, que eles mais do que ninguém merecem esses momentos de paz. – disse a jovem entre soluços. – quero fazer o possível para o Carlinhos estar de volta antes da Sarah acordar, nem que eu va no lugar dele pra Azkaban.
- Meu amor você esta grávida, não deve ficar tento momentos tão extremos na área emocional. – ela levantou o rosto pra ele que lhe secou as lagrimas.
- Eu irei com você Dora. – disse Carlinhos, que estava no batente da porta, ele e os amigos ouviram tudo. – você sempre foi minha amiga e eu entendo os teus motivos, afinal você acima de tudo é a chefe dos aurores tem que dar o exemplo, confio a minha vida a você Dora. – ao final de suas palavras uma agitação no andar térreo chamou a atenção de todos.
- Dora esse cretino não queria me deixar subir, a Sophie esta chorando de fome. – disse Vivi muito alterada. Tonks dispensou Mark com um aceno. – obrigada querida.
- Vivi, eu estou indo preso. – disse car sério, ao ver a expressão da prima completou rápido. – cuide da minha família, e você também Lu, eu confio nas duas, sei que a Gina esta cuidando do Nick, e que você cuidara da Sophie, Lu cuide da Sarah. – disse indo com Tonks, Sirius e Harry os seguiam. – Lu, não fale nada pra Sarah caso ela acorde antes do meu retorno, eu mesmo quero dar a noticia a ela.
- Pode deixar amigo.
- Vai tranqüilo primo, a justiça esta do teu lado. – disse vivi antes de seguir para o quarto onde os nenéns estavam.
- Sem algemas. – disse Tonks ao chegas na cozinha. – ele esta indo por vontade própria. Vamos todos para o QG, vocês tem muitos relatórios a serem feitos. Já abusamos demais da hospitalidade de Molly. – finalizou seria e severa, todos os subordinados de menor escalão aparataram rapidamente. – Molly me perdoe, mas ele voltara em breve.
- Eu sei minha filha. – disse a velha bruxa com lagrimas nos olhos, Tonks acompanhada de Carlinhos, Sirius e Harry aparataram.
- Foi esse animal que matou meu filhinho? - bradou um senhor idoso, baixo e barrigudo que lhe dava a impressão de ser quadrado, com um farto bigode que assim como seus cabelos era branco acinzentado. – Ele vai apodrecer em Azkaban. – disse entre os dentes olhando Carlinhos com um ódio mortal.
- Calma senhor Anthony Grult! O senhor não deve se exaltar, eu garantirei que ele apodreça lá. – um jovem muito alinhado, estava ao lado do senhor, ele era alto, magro, cabelos castanhos escuros, olhos da mesma cor, mas esses eram miúdos e astutos.
- Sirius! – chamou Tonks num tom baixo. – O Carlinhos vai precisar de um advogado, chame a Mione o mais rápido possível, o auror concordou e logo houve um momento onde não estavam o olhando e ele seguiu para o banheiro onde mandou um patrono chamando a morena, a chegada de Hermione deixou o jovem incomodado, afinal era notória a conduta de Hermione como advogada, ela logo foi para junto de Carlinhos, os aurores estavam pelo visto em uma reunião ferrenha, pois altos brados eram ouvidos, a voz de Sirius sempre se elevava a dos demais, Shacklebolt estava exaltado assim como Tonks e até Harry já elevara a voz, Carlinhos olhava para a porta num misto de sentimentos, sabia ser inocente, mas acreditariam nele?
- Senhor Weasley! Senhor Grult! Vocês podem entrar. – disse Tonks, seria, Carlinhos notou que ela estava quase as lagrimas.
- Senhor Weasley nos conte tudo que aconteceu dês da invasão da sua casa até agora. – pediu Shacklebolt num tom profissional.
- É claro que ele vai mentir, ele vai moldar os fatos. – bradou o jovem advogado.
- Creio que extrair as memórias dele sejam mais convincentes. O senhor esta de acordo caro colega Froltz? – ele afirmou Hermione aproximou a varinha da cabeça do cunhado, e um fio prateado saiu dela, ela depositou o conteúdo na penseira que Shacklebolt colocara na mesa, logo todos assistiram como num filme tudo que aconteceu da invasão da casa do casal até a hora que ele chegou com Sarah n'A Toca, mas devido ao nervosismo que ele sentia, na hora que Robert o atacou as lembranças ficaram embaçadas, não estavam muito nítidas, lógico que as cenas anteriores mexeram com todos, Carlinhos pedia a Merlin que Sarah jamais soubesse que todos a viram nua, ele se sentia humilhado, e que ela estava sendo exposta, de uma forma grotesca, vulgar, a nudez, a intimidade dela era algo sagrado e todos a viram nua, sendo tratada como um objeto, toda ferida, isso não estava certo uma lagrima caiu pelas suas faces, não queria imaginar o que ela passou naquele lugar, só desejava que tudo acabasse logo, para ele poder voltar para ela.
- Ai esta a prova, as memórias foram forjadas. – gritou Alex Froltz, com um sorriso vitorioso, era uma prova dúbia, isso teria peso no tribunal, Carlinhos iria para Azkaban, sendo culpado ou não, e ele ganharia uma boa grana.
- Não forjei nada! – exclamou o ruivo se manifestando pela primeira vez, Hermione o conteve com um olhar.
- Não temos como saber não é mesmo senhor Weasley? – o senhor Grult disse com sarcasmo. - Você matou meu filho de forma brutal, e não há atenuantes para isso, o único além do senhor que estava presente era meu filho e ele esta morto, ou seja, não há como sabermos a verdade, ele a levou para o tumulo.
- Ai que o senhor se engana. – Hermione olhava a todos de forma tranqüila, Sirius e Carlinhos estavam intrigados. – gostaria de chamar a auror Luana Smith. – Sirius relaxou na hora, agora a coisa iria ficar boa, trocou um olhar maroto com Tonks, Carlinhos registrou isso, mas como não conhecia a moça continuava sem entender nada.
- Em que posso ajudar? – perguntou uma jovem alta, morena de olhos verdes que entrava na sala.
- Senhorita Smith, a chamei pelo seu dom. – as palavras de Hermione Mione causaram um burburinho pela sala.
- Ela vai fazer o que? Uma sessão espírita? Vai invocar o espírito do filho do meu cliente? Ou apenas contar mais mentiras e nos fazer perder um tempo precioso, meu cliente esta fragilizado.
- Desculpe, mas a vitima maior em questão foi a esposa e a família do meu cliente. – a voz da morena era inflexível. – O dom em questão não é algo abstrato, e sim que a jovem Luana tem o poder de resgatar as memórias dos mortos...
- O que? Não quero ninguém tocando no meu filho, seria expor a honra dele.
- O senhor tem algo a esconder? – Hermione agia como uma predadora. – Meu cliente expôs a esposa dele aqui, e todos estamos em busca da verdade, se as memórias de Robert não forem mostradas, eu exijo que meu cliente saia por aquela porta e nunca mais seja incomodado com nada, e nos veremos muito no tribunal, pois os processarei por muitas coisas.
- Isso é um insulto! Nunca fui tão ultrajado na minha vida, sua carreira esta no fim mocinha. – ele estava vermelho, gritava a plenos pulmões.
- A esposa do meu cliente foi seqüestrada, mutilada, surrada e quase estuprada. Sem contar as barbaridades que as crianças sofreram, e o senhor que se sente ultrajado?
- Essa moça, Sarah? Que teve ter se oferecido a ele afinal mulheres na sua maioria são volúveis, fáceis. – por sorte Sirius estava sentando ao lado de Carlinhos, pois o ruivo ficou raivoso, o moreno o conteve com custo, não entendia como conseguis segurar Carlinhos sentado na cadeira, uma vez que ele próprio estava com vontade de fazer aquele homem engolir as palavras.
- Senhor Grult! – exclamou Shacklebolt indignado. - não sei a que tipo de mulheres teve contato na tua vida, mas posso lhe assegurar que a senhora Weasley, é uma mulher digna, mãe, esposa e profissional exemplar, exijo que se desculpe com todos os presentes por manchar a honra de uma importante e querida figura na nossa sociedade, devemos muito a ela.
- Me desculpo pelo descontrole do meu cliente, ele esta passando por uma situação difícil.
- Assim como todos. – cortou Shacklebolt – Controle o seu cliente ou encero tudo por aqui mesmo. Tragam logo o corpo do senhor Robert Grult. – a voz dele parecia um rugido de um leão, logo alguns homens trouxeram uma maca e a depositaram numa mesa, Luana se aproximou com sua varinha tocou a fronte dele, e um fio prateado saiu dali, ela depositou o conteúdo na penseira, e as imagens surgiram nítidas como num filme.
- Eu peguei todas as memórias dos últimos oito dias. – explicou a moça, Shacklebolt olhava com interesse, viram novamente tudo que aconteceu, da invasão até aquele dia, viram como ele tratou Sarah, a briga com Carlinhos e a tentativa de matar o ruivo que por milagre escapou, mas viram também que o pai dele assim como o advogado eram integrantes do covil da Lady, além de conseguirem informações valiosas de onde ela estaria, e dos planos dela, Anthony e Alex saíram da sala algemados e condenados a Azkaban, Carlinhos agradeceu a todos o empenho e voltou para A Toca, aliviado.
Sarah sentia algo estranho, era como acordar depois de um pesadelo, as lembranças aos poucos retornaram, respirou fundo sentiu o cheiro inconfundível d'A Toca, a voz de Molly ralhando com os gêmeos, suspirou aliviada, não havia sonhado realmente tudo acabara, Carlinhos a salvou, e agora poderia finalmente verificar com os próprios olhos como estavam seus dois amores, temia pelo pior, que tudo que ela viu em seus sonhos fossem realmente e tão apenas sonhos, que a realidade fosse mais triste, e seus filhos estivessem...não se recusava a pensar assim, ela queria abrir os olhos mas temia o que veria, Carlinhos a culparia, ela fora impotente e não salvou nenhum dos filhos, que mãe horrível ela era? Viu os filhos serem mortos um a um e não fez nada? Sentia que ele estava ali, seu coração batia da forma única que acontecia sempre que ele estava perto, abrir os olhos era doloroso, temia ver a realidade, como viveria se seus filhos não estivessem ali? Carlinhos a rejeitaria? Pediria separação? Seria um direito dele, e a família que ela tanto amava como agiria com ela? Ela não parecia em nada com uma grifinória, onde estava a sua coragem? Estava sendo covarde, se a realidade fosse assim daria forças a Carlinhos para superar, os teria sempre na lembrança, com vagar abriu os olhos, piscou rapidamente, sentiu uma onda de alegria a invadir, não podia estar sonhando, mas era bom demais, Carlinhos estava sentado em uma poltrona nos pés da cama sorrindo tendo em seu colo Sophie e Nick, abriu um sorriso enorme ao constatar que não estava sonhando, queria guardar isso para sempre era a imagem perfeita, mesmo sabendo que perdera um.
- Mamãe! Você acordou. – gritou Nick pulando do colo do pai e se jogando na sua mãe, a abraçando e a beijando, Sarah retribuía, com amor, sentia um alivio imenso ao sentir o calor do corpinho dele, olhar o rostinho, ver aqueles olhos azuis tão brilhantes, reparou que ele estava mais magro, e que crescera um pouco, fora isso estava perfeito.
- Nick cuidado com a barriga da mamãe! – repreendeu Carlinhos sentando na cama ao lado dela, pois o menino ameaçou sentar sobre a barriga da mãe, ela olhou para ele num misto de incredulidade e ansiedade, ele confirmou com a cabeça, enquanto lhe entregava a neném, e pegava Nick, Sophie ao sentir a proximidade da mãe, fez carinha de choro, pedindo o seio dela, que o ofereceu a filha com prazer, enquanto a examinava acariciando cada pedacinho do corpinho da filha, ela cresceu, estava gordinha, linda como sempre. – adorei o presente. – Carlinhos sussurrou no ouvido da esposa, após beijar a testa dela. – o Nick já sabe que logo logo terá outro irmãozinho ou irmãzinha.
- Papai desta vez pode ser um irmão? Se bem que o legal seriam vir dois um de cada, daí nem eu nem a Sophie ficaríamos sozinhos. – o casal apenas se olhou, esse era o maior sonho deles, mas agora eles viviam outro sonho, a família toda reunida, juntos, unidos e felizes pela simples presença um do outro, valorizando ainda mais as pequenas coisas do dia a dia, queriam ficar assim, tanto que Carlinhos pediu para ninguém os incomodar naquela noite, as coisas a resolver seriam feitas no outro dia, a intimidade do casal também, hoje era dia da família, seria uma noite dos quatro, a única intromissão permitida seria James, que se juntaria a eles tão logo jantasse.
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