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9. Um Sedativo, Dois Analgésicos


Fic: O Teatro


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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IX

UM SEDATIVO, DOIS ANALGÉSICOS

Por ser um dos servos mais bem-quistos do Lorde das Trevas, Severo Snape não recebia muitas tarefas nem participava de muitas missões. O Lorde preferia guardar esse tipo de aliado para os trabalhos mais importantes ou difíceis... Assim, desde que tomou o Ministério da Magia, as únicas tarefas passadas para Severo foram cuidar de Hogwarts e proteger a espada de Gryffindor. Desta forma, Severo sabia muito bem que o deslize daquela tarde não seria facilmente esquecido.

Ele desaparatou nos fundos da Mansão Malfoy e suspirou, olhando para a piscina iluminada e para o belo jardim. Lentamente, começou a encaminhar-se para a entrada.

Severo já estava pensando numa desculpa; talvez, se conseguisse convencer o Lorde de que Ginevra Weasley e Neville Longbottom jamais conseguiriam concluir os seus planos e que a espada de fato estava segura... Ele poderia mentir. Ele poderia dizer que... sim, aquilo daria certo.

Ele parou em frente à porta de entrada da Mansão e apertou a campainha. Não demorou mais que alguns segundos para Draco Malfoy aparecer.

- Professor – ele cumprimentou, sem olhá-lo.

- Draco? O que você está fazendo aqui?

- Tio Amico pediu para que eu viesse... você sabe, contar o que os alunos estavam comentando sobre o que aconteceu esta tarde. Desculpe-me.

Os Carrow eram os padrinhos de Draco. Severo sabia que, por isso, o garoto não negaria um pedido do Comensal.

- Não se preocupe com isso. O Lorde está a minha espera?

- Ele está na biblioteca.

- Obrigado, Draco.

Sem mais, Severo penetrou no hall de entrada da Mansão e fez um conhecido caminho até a biblioteca. O local estava numa penumbra, iluminado apenas por algumas velas que flutuavam no fundo da sala, onde estava o vulto alto de uma pessoa que Severo apenas pôde imaginar ser o Lorde das Trevas.

Lentamente, ele fechou a porta atrás de si e começou a encaminhar-se para o vulto.

- Severo – soou a voz fria. – Eu tive notícias suas hoje. Não estou satisfeito.

Severo crispou o seu lábio inferior e fez uma breve reverência.

- Milorde – Disse educadamente.

- Quero que você me explique... detalhadamente.

Os olhos vermelhos logo procuraram os seus, e Severo fechou a sua mente. Ele sabia que o Lorde das Trevas não via como uma afronta o fato de Severo não deixar que ele visse os seus pensamentos; o Lorde via aquilo como uma demonstração de força, e isso o deixava muito satisfeito.

Assim que viu os lábios o Lorde se contraírem num meio-sorriso, ele disse:

- Não há muito que dizer, para lhe ser sincero. Foi apenas um lamentável erro de alguns grifinórios, mas não totalmente imprevisto.

- Não foi imprevisto?

- Não – Severo mentiu, cruzando os braços e mantendo a sua mente fechada. – Eu imaginava que os amigos de Harry Potter acabariam indo buscar a espada; pedi aos antigos diretores que, quando isso acontecesse, me avisassem imediatamente. Foi Dexter Fortescue quem me avisou; e por isso cheguei à minha sala a tempo de surpreendê-los.

O Lorde das Trevas o olhou por um tempo, talvez decidindo se aquilo era verdade ou não. Por fim, perguntou:

- Você imaginava que esse roubo aconteceria?

- Eu o tinha como certo, Milorde.

- E por que não me avisou?

- Porque, como eu disse, eu estava preparado para ele.

O Lorde calou-se por um tempo, aproximando-se de Severo lentamente.

- Eu não gosto que os meus aliados escondam coisas de mim, Severo.

Severo teve de se obrigar a permanecer parado enquanto o Lorde se aproximava. Parou de respirar por um tempo.

- Não foi a minha intenção. Perdoe-me.

- Você... pretendia me contar sobre hoje?

- Não. Tudo foi resolvido, então não vi motivos para perturbá-lo com tal problema.

O Lorde sacou a sua varinha e começou a brincar com ela, sob os olhos atentos de Severo.

- O que mais me preocupou foi a sua esposa... – ele disse depois de um tempo. – Por que ela estava fazendo amizade com Longbottom e Weasley?

- Minha esposa não teve absolutamente nada a ver com o ocorrido.

Com uma expressão confusa, o Lorde parou. Deu mais dois passos em direção a Severo, ficando muito mais próximo do que ele gostaria.

- Estranho. Pelo que eu soube, foi ela quem abriu a sua sala para eles. Soube inclusive que ela se machucou.

- Linda passou a tarde inteira em nosso quarto, indisposta – ele contou a mesma mentira que havia dito a Amico, para que a sua história ficasse mais consistente. – A Srta. Weasley deve ter entreouvido a senha enquanto eu entrava no escritório e decidiu chamar o imbecil do Longbottom para tentar fazer justiça à herança do namoradinho. Eu os surpreendi, peguei a espada de volta e apliquei-lhes uma detenção. E isso foi exatamente o que aconteceu.

- Hm. Vamos falar da detenção, então... um pouco branda, não acha?

Severo crispou os lábios, lembrado que desejava ter aplicado uma detenção muito mais pesada nos dois.

- Eu acho que a punição está condizente ao crime. Eles não conseguiram roubar. E, no mais, se eu os punisse mais severamente, algumas pessoas poderiam começar a se perguntar os motivos da espada ser tão valorada.

O Lorde assentiu.

- Por que eu tenho a impressão que você está mentindo, Severo?

Severo deu um passo para trás. A maneira que o Lorde o olhou foi tão poderosa, tão penetrante, que ele temeu não conseguir bloquear aquela tentativa de invasão em sua mente. Assim, ele desviou o seu olhar.

- Eu jamais menti para o senhor, Milorde.

- No entanto, não me deixa entrar em sua mente.

- Eu não acho que as minhas lembranças são relevantes.

- Não é você quem decide isso, Severo. Crucio.

O raio vermelho que saiu da varinha do Lorde das Trevas atingiu Severo em seu peito, e ele sentiu milhares de facas penetrarem o seu corpo; ele sentiu o seu sangue tornar-se lava, queimando as suas entranhas como se estivesse no inferno; sentiu todos os seus ossos quebrando lentamente, até tornarem-se pó. Ele quis gritar, mas sabia que o Lorde o puniria mais severamente.

O Lorde!

Severo abrigou-se a abrir os olhos e olhar para o seu carrasco; se ele não lembrasse onde estava e quem lhe afligia, ele poderia perder o controle. Severo jamais perdia o controle. A dor tornou-se mais insuportável, e ele voltou a fechar os olhos... Porém, tão rápido quanto começou, ela parou.

Severo estava ajoelhado no chão, ofegante e sentiu que a sua testa estava molhada de suor. Tentou controlar a sua respiração e voltou a olhar o Lorde das Trevas.

- É uma pena ter que fazer isso com você, Severo. Apenas diga a verdade.

- A verdade – ele respondeu com a voz fraca – é que o senhor escuta demais Amico Carrow. Ele quer tomar o meu posto de diretor, simplesmente por não admitir receber ordens minhas; já que sou apenas um mestiço imundo, nas palavras dele. Ele vai inventar qualquer tipo de história fantasiosa que possa me indispor com o senhor.

- Draco confirmou a história.

- A mando do padrinho, naturalmente.

O Lorde, no entanto, não pareceu se convencer. Mas não voltou ao assunto.

- Para evitar futuros incidentes, Severo, quero que a espada seja depositada no cofre dos Lestrange, para o qual você já tem a chave.

- Eu farei isso amanhã, no fim da tarde.

Uma curva que deveria ser um sorriso maquiavélico deformou ainda mais as faces do Lorde. Severo pensou que estava acabado, então, com dificuldade, levantou-se.

- Estou dispensado, Milorde?

- Não, Severo. Eu ainda não acredito em você. Então você vai ficar aqui, até eu passar a confiar em você novamente.

Severo fechou os olhos quando viu o Lorde das Trevas erguer novamente a varinha.

XxXxXxX

Fazia mais ou menos uma hora que Severo tinha saído, quando Linda ouviu um barulho alto vindo da sala da direção. Ela estivera na sala íntima adjacente ao seu quarto desde que Severo havia saído, preocupada demais para tentar dormir ou algo assim. Outro barulho, dessa vez mais alto, a deixou tensa. Ela se levantou.

Algo bateu na porta que levava à sala da direção e, logo, ela era aberta. Severo estava lá, recostado pesadamente à porta, como se as suas pernas não suportassem o seu peso, ou como se lhe faltasse equilíbrio. Ele a olhou com uma expressão raivosa se formando no seu rosto e, antes de falar, respirou fundo algumas vezes.

- Você deveria estar dormindo.

Linda se aproximou cautelosamente. A voz dele tinha saído arrastada, falha... parecia a voz do seu marido quando estava embriagado. No entanto, ela sabia que ele não estava: não em apenas uma hora; não enquanto ele a olhava com raiva. O olhar que ele tinha para ela quando estava embriagado sempre era outro.

- Eu não conseguiria dormir – ela disse cautelosamente. – O que houve?

- Vá dormir, Linda. Deixe-me só.

Ela quase o obedeceu; sabia que quando Severo era ríspido e a olhava daquela maneira, era melhor obedecer. No entanto, antes que se virasse, viu os olhos frios do seu marido se desviarem dos dela e, lentamente, fecharem-se. Ela imediatamente soube que ele estava com dor.

- Por que você não sai daí?

- Por favor, Linda!

Ele pareceu perder um pouco do seu equilíbrio. As suas mãos prenderam-se mais fortemente à porta e ele respirou fundo. Linda ofegou por medo, por angústia. Tomando fôlego, ela se aproximou da porta e segurou um braço dele, forçando-o por cima dos seus ombros, de forma que ele ficasse apoiado nela. Severo relutou, mas acabou aceitando a ajuda. O outro braço de Linda abraçou-o.

- Vamos...

- Não é necessário---

- Não discuta!

E deu um passo, forçando Severo a acompanhá-la. Ela mesma cambaleou um pouco ao sentir o peso do seu marido sobre os seus ombros. Lentamente, com dificuldade, ela o guiou da saleta para o seu quarto. Deitou-o na cama.

- O que eu posso fazer? – Ela perguntou preocupada.

Severo respirou fundo duas vezes antes de responder. Segurou a mão de Linda com força.

- No armário de poções você vai encontrar o Gole da Paz e a Poção Mata-Dor. Misture – ele parou por um momento, prendendo a respiração. – Misture uma dose da calmante a duas da analgésica e traga para mim.

Linda assentiu, levantando-se e apressando-se para o armário que ficava na sala adjacente. Imediatamente achou a poção arroxeada cujo rótulo dizia Arconia, 5mg; Giresticus, 2mg; Wesgüestin, 5mg – ela imediatamente reconheceu como os ingredientes principais da Poção Mata-Dor. No entanto, a outra poção pedida por Severo não estava em lugar algum.

Mordeu o lábio, pegando dois pequenos frascos com a Poção Mata-Dor e apressando-se de volta para o quarto.

- Não tem o Gole da Paz! Eu posso procurar na ala hospital---

- Não! – ele disse rapidamente, num tom tão desesperado que fez Linda se arrepiar. – Eu preciso tomar algo agora.

Ela assentiu, sentando-se do lado dele. Segurou a nuca dele e, delicadamente, pôs a poção na boca dele, vendo-o sorvê-la e, aos poucos, os seus músculos relaxarem. Quando ela finalmente terminou de dar-lhe as duas doses, até mesmo a respiração de Severo estava mais calma.

Com uma mão, ele afastou o frasco da poção e disse, ligeiramente aborrecido:

- Eu não estou inválido. Podia muito bem ter pegado a poção e tomado sozinho.

Linda ignorou o comentário do marido, levantando-se e encaminhando-se para o banheiro. Começou a lavar na pia os dois pequenos frascos.

- Você está bem?

- Melhor – a voz de Severo ainda era fraca, ela notou. – Mas eu precisava do Gole da Paz para me livrar totalmente os efeitos da maldição que o Lorde das Trevas jogou em mim.

Ela deixou os frascos sobre a pia do banheiro e começou a voltar para o quarto. Apenas naquele momento Linda pôde pensar no que ocorrera ao seu marido: ela não era a pessoa mais inteligente do mundo mágico, mas sabia que apenas uma maldição tinha os seus efeitos anulados pela combinação daquelas duas poções em particular.

- Cruciatus? – Ela perguntou, voltando a sentar na cama. Severo assentiu, sem olhá-la. – Eu ainda posso ir à ala hospitalar para pedir a Madame Pomfrey uma dose.

Finalmente os olhos negros repousaram sobre ela.

- Foi Amico quem nos denunciou ao Lorde.

Linda mordeu o lábio inferior. Ela sempre preferia não saber exatamente o que ocorria nos encontros do marido com o Lorde das Trevas; especialmente naquele dia, já que Severo voltara machucado.

- Você não precisa me dizer nada.

Severo franziu o cenho, provavelmente achando estranha aquela atitude, desde que todas as suas brigas com a esposa nos últimos tempos começavam porque ele não contava nada a ela.

- Preciso. Eu disse ao Lorde que você não teve nada a ver com a entrada dos Grifinórios aqui; disse que você passou o dia indisposta. Se você sair perambulando pela escola, Amico poderá ver isso como um sinal de que eu estava mentindo e repassar a informação ao Lorde.

- Eu posso dizer que a poção é para mim, então; que você não quis me dar a do seu estoque, então decidir ir pegar.

Severo fechou os olhos, como se buscasse paciência. Depois de um longo suspiro, disse:

- Esqueça. Estou bem. Eu quero tentar descansar um pouco, Linda.

E ela sabia muito bem que não adiantaria discutir com o seu marido naquele momento. Assim, ela apenas rolou os olhos e começou a desabotoar as vestes dele.

- O que você está fazendo?

- O que você acha? – disse, olhando-o de uma forma ligeiramente entediada. – Estamos casados há seis anos, e eu jamais deixei você dormir desconfortável. Não vou começar agora.

Resignado, Severo apenas assentiu e se sentou, ajudando a esposa a despir suas vestes. Ela removeu as pesadas vestes negras e suspirou: as mãos de Severo tremiam brevemente – provavelmente um espasmo de dor causado pela falta do Gole de Paz. De repente, ela se lembrou de uma pergunta que queria respondida:

- Severo? – ele apenas gemeu em resposta. Os seus olhos estavam apertados e a sua testa enrugada. As mãos há pouco trêmulas estavam fortemente fechadas, como se ele tentasse segurar a dor. Ver aquilo fez Linda sentir como se maldição tivesse sido aplicada nela. – Severo, por que você não quis me deixar ajudar?

Severo não respondeu imediatamente. Depois do que pareceu uma eternidade, ele respirou fundo algumas vezes e abriu os olhos – os olhos negros estavam opacos.

- Não é óbvio? – Ela balançou a cabeça em resposta. – Eu não queria lhe preocupar.

Ela não conseguiu evitar que um sorriso ligeiramente abobalhado brotasse em seus lábios ao ouvir isso. As suas mãos logo foram ao rosto dele, acariciando lentamente... Severo fechou os olhos, e essa foi justamente a atitude que fez Linda sentir-se livre para levar os seus lábios aos dele. Inicialmente, o beijo foi casto. Linda limitou-se a sentir a textura dos lábios do marido, a deliciar-se com o seu gosto. Limitou-se a demonstrar o seu carinho, dando beijinhos leves antes de capturar o lábio inferior dele – Severo suspirou em seu rosto, quase a atiçando.

As pernas de Linda agiram por vontade própria, fazendo-a ajoelhar-se por cima de Severo. Seus dedos entrelaçavam-se nos cabelos dele, e ela gemeu brevemente quando sentiu a língua morna acariciar os seus lábios. Logo os seus lábios se partiam e o beijo era deliciosamente aprofundado... Depois de alguns minutos maravilhosos, Severo cortou o beijo, jogando a sua cabeça para trás e tomando uma longa golfada de ar. Enquanto Linda depositava beijinhos em seu queixo e pescoço, ele disse:

- Eu realmente estou com dor, Linda.

Linda afastou-se um pouco e o olhou preocupadamente. Os olhos negros de Severo refletiam o fogo que crepitava nos archotes, evidenciando o brilho que eles sempre adquiriam quando o homem ficava excitado; no entanto, o vinco em sua testa deixava claro que ele cortava o beijo devido a mais um espasmo de dor. Arrependida, ela deu um sorriso doce e depositou mais um beijo casto nos lábios dele.

- Eu sei... Desculpe.

Tentando se concentrar na tarefa de apenas deixar o marido mais confortável, Linda afastou o seu quadril um pouco para trás e começou a abrir os botões da camisa dele com cuidado e, em seguida, despiu a camiseta cinza que ele tinha por baixo. As mãos de Severo foram para as coxas dela, acariciando-as. Ela sorriu, beijando-o mais uma vez.

As mãos de Linda passearam pelo peito nu do marido, enroscando-se nos pelos ralos e sempre descendo, até achegar à calça dele. Ela foi um pouco mais para trás, tirando o cinto e abrindo a calça, sentindo os olhos negros de Severo cravados sobre ela, cheios de expectativa. Um sorriso brincou em seus lábios quando ela teve certeza de que ele estava excitado.

- Eu pensei que você estivesse com dor.

Severo riu, puxando-a mais para perto, de forma que os seus sexos passassem a se tocar e beijou-a novamente; desta vez mais vigorosamente, mais violentamente. Depois do que pareceu uma eternidade, ele disse, com a voz rouca:

- Eu estou. Mas acho que posso agüentar.

Linda, no entanto, afastou-se preocupada.

- Quanta dor? – Ele não respondeu; apenas desviou o seu olhar e suspirou. – Desculpe...

Quando Severo voltou a olhá-la, estava claramente aborrecido.

- Será que podemos terminar o que já começamos?

- Não se você não me deixar descer até a Ala Hospitalar e pedir pelo Gole de Paz.

- De forma alguma.

- Nesse caso... – Linda rapidamente levantou-se e tirou os sapatos de Severo e, em seguida, a sua calça. Quando voltou a se aproximar dele, beijou a sua testa. – Tenha uma boa noite.

- Linda!

- Durma, Severo.

Sem esperar por uma réplica, Linda se virou e começou a recolher as roupas espalhadas no chão. Pensou, enquanto dobrava-as e colocava-as na pilha de roupas sujas que os elfos domésticos recolheriam pela manhã, em desobedecer Severo e ir em busca da poção; no entanto, lembrou-se também que já tinha desobedecido às ordens há algumas horas e aquilo acabou resultando na dor que ele sentia naquele exato momento.

Vendo que tudo estava em ordem, ela tirou a roupa que vestia e colocou-a na mesma pilha, encaminhando-se, em seguida, para o closet e vestindo uma camisola qualquer. Apenas então olhou o seu marido novamente: Severo já estava deitado, aparentemente lutando contra o sono, e com o vinco na testa que pela terceira vez naquela noite anunciava a sua dor. Linda pegou um lençol grosso e jogou-o sobre o corpo do marido – viu ele abrir os olhos muito rapidamente. Então, finalmente sentindo o seu próprio cansaço, ela deitou-se ao lado dele – a sua cabeça descansando sobre o braço dele, o seu braço sobre o peito dele, e a sua perna entre as pernas dele. Sorriu quando sentiu o marido dar um beijo rápido em sua cabeça.

- Não faça mais isso, Severo. Eu não sou de porcelana. Pare de querer me proteger de tudo e de todos.

- Hmm? – Ele disse, sonolento.

- Você iria dormir no sofá, talvez conseguisse tomar a sua poção, só por não querer que eu te visse com dor. Eu fico triste quando eu penso em quantas outras vezes você fez isso; quanta dor você sentiu só para que eu não me assustasse. Eu... – ela sentiu uma lágrima se formar no canto do olho, angustiada. – Eu queria que você soubesse que eu sou a sua companheira. Eu prometi no altar estar ao seu lado em todos os momentos, e eu pretendo cumprir a minha promessa, mas você... você faz questão de me deixar de fora! Eu não sou uma flor delicada que precisa ser protegida, entende? – Mas ele não respondeu. – Severo?

Linda levantou o seu rosto, apenas para ver que o seu marido dormia, quase tranqüilo. Com um sorriso fraco em seus lábios, apenas sussurrou:

- Eu te amo.

E recostou a sua cabeça no braço dele.

XxXxXxX

O PC está vivo novamente! Yey! XD

Eu sei que a entrada para a mansão dos Malfoy foi mostrada de uma forma diferente pela JK. Modifiquei porque acho que os membros da família devem poder aparatar de dentro da propriedade – ainda que não dentro da casa. E, no caso desta fic, Snape é casado com uma das futuras herdeiras da mansão. Agora vocês me perguntam: Ah, mas então porque ele desaparatou fora da casa no primeiro capítulo de DH? Bem, perguntem a JK. Ela é louca. Huehueh!

Anyways, revisem, por favor.

Mando milhões de beijos para a minha maninha kérida, a Shey, que betou mais esse cap. E, naturalmente, para quem revisou o cap anterior: France Potter Cullen, Olivia Lupin, Duachais Seneschais, Eris, Nikki Sensei e Florence Snape.

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