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17. Não me deixe


Fic: Depois da meia noite Rony x Hermione- by marja


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CAPITULO 17

NÃO ME DEIXE


Gina começou a sentir os pés inchados doerem. Estava de pé, esperando que se decidisse a alguns minutos, e ficaria pela eternidade, mas infelizmente, seu corpo não concordava com seu emocional e ela teve que quebrar o clima, olhando para ele com a pálida lembrando do que seria um sorriso:
-Posso entrar? – perguntou baixo.
Ele hesitou. Gina achou que bateria a porta no seu nariz , ou algo parecido. Mas estava enganada, ele saiu da frente para que ela pudesse entrar.
Segurando a bolsa com mais atenção que o necessário ela entrou, sem prestar muita atenção no local.
Harry admirou as diferenças. Ela vestia um casaco verde, amarrado acima da cintura, e era elegante confortável. As pernas estavam nuas, abaixo da saia que vinha aos joelhos. Sapatos baixos. Ela não mudara o gosto para se vestir, pensou. Os cabelos ruivos contrastavam com o verde e tornavam sua pele branca como leite.
Linda, que lhe tirava o fôlego.
-Harry? -ela olhou para ele esperando que dissesse algo – Eu...acabei de saber.
Sua voz continuava doce e rouca, como ele se lembrava. Aquela voz que o arrepiava quando sussurrada em seu ouvido, ou o acalmava lhe dizendo que tudo terminaria bem e ficariam juntos para sempre.
-Rony me contou – ela continuou como se ele houvesse dito algo.
Harry percebeu como ela torcia as mãos e movia-se de um pé para o outro. Estava nervosa. Estava muito nervosa, mas se esforçava para não estar.
-Quer sentar? – ele perguntou de repente, a voz mais alta que o pretendido. Olhou em volta e só então se deu conta – Posso conseguir uma cadeira...
-Não, não precisa – ela apresou-se a dizer, sem saber o que estava acontecendo com eles.
-Rony te contou -ele disse a si mesmo – Viu o jornal também?
-Vi – apressou-se a dizer – Eu...fiquei surpresa. Como algo assim pode ter acontecido, não é? É tão... – faltou-lhe palavras e ela desviou o olhar.
-Rony não queria que me visse – ele cortou-a e ela olhou para ele fixamente.
-Ronald acha que sabe o que é melhor para mim. Fez-me prometer que esperaria um momento melhor para vê-lo. – contou – Mas como vê, não cumpri minha promessa. – sorriu, esperando que ele pudesse fazer o mesmo, mas nada.
Sério demais, ela pensou, ficando desesperada.
-Eu...eu pensei muito em como seria quase o reencontrasse – ela começou a falar sem parar, cada vez mais sensível ao silêncio dele – Sonhei muito com o momento em que o visse, mas nos meus sonhos não teriam se passado tanto tempo. Eu...eu..correria para você, e me atiraria nos seus braços. Você me abraçaria e diria que sentiu minha falta. Eu te apertaria tão forte que nunca mais alguém poderia tirá-lo dos meus braços- ela contou, mordendo o lábio diante dessa lembranças – Mas o tempo passou e cada vez que surgia um boato, eu pensava que o veria. E então, eu não corria para você, não daria tempo, eu apenas gritaria de alivio até perder a voz, e te beijaria até perder o fôlego – o sorriso havia morrido e ela fungou, sem saber de onde vieram as lágrimas. Não pretendia chorar. – Então... – sua voz falhou, e ela buscou fôlego antes de seguir – então, Rony desistiu. Desistiu de procurá-los. Eu soube naquele momento que nunca maio o veria. Que nunca haveria abraços, ou gritos, ou beijos. Eu soube, Harry, que seria só eu. Sem sonhos. – Gina ainda segurava a bolsa com força e virou-se de costas para ele, pois não queria chorar. Não podia chorar, não estava triste, estava feliz como nunca em sua vida, porem havia aquele sentimento ruim em seu coração.
Por alguns instantes ela se acalmou, contendo soluções e lágrimas e talvez esperando que ele dissesse algo.
Quando recuperou um frágil auto controle, e olhou para ele, ela desmoronou. Era seu Harry, que apenas olhava para ela e não dizia nada. As lagrimas vieram forte e toda a dor da perca voltou com força renovada.
Gina cobriu os lábios com uma das mãos para ocultar o som alarmante de seu choro, pois sentia-se novamente com dezesseis anos.
Ele não a queria. Era fato. O que ela esperava?
-É melhor eu ir – passou uma das mãos sobre o ventre, entendendo que ele não a queria mais.
-Não quero que corra, ou grite – ele disse quando ela estava com a mão na maçaneta da porta e voltou-se surpresa por ele ter se decidido – Ou me beije, se não puder. – olhou de seus olhos para sua barriga e deu um sorriso triste – Posso esperar.
-Esperar? – ela aproximou-se, olhos rasos de lágrimas – Esperar o que, Harry?
-Esperar que esqueça seu marido – ele disse sem jeito, olhando para ela como quem implora algo – que tenha seu filho, que...reaprenda a gostar de mim. Eu...posso ser um bom pai. Eu não sei como ou se você deixaria, mas eu seria um bom pai.
-Oh, Harry -ela riu, chorando sem controle agora.
Ele parecia tão sem jeito dizendo isso. Tão acanhado, tão triste.
-Não preciso de um pai pro meu bebê –ela esclareceu, achando incrível que ele continuasse o mesmo Harry – Preciso do meu namorado. O meu amor da vida toda, aquele que achei que nunca mais fosse encontrar. Harry, você foi o único que eu amei toda a vida.
-Não sou mais o mesmo -ele disse cabisbaixo – Ou melhor, eu sou o mesmo. E esse é o problema.
-Por quê? -ela deu um passo à frente, abrindo um lindo sorriso de felicidade – Eu estava satisfeita com o meu Harry. Do jeitinho que era.
-Sua vida não tem lugar para alguém que não sabe para onde ir -ele tentou convence-la e ela alargou ainda mais o sorriso.
-Se não sabe para onde ir na vida, venha na minha direção – ela sugeriu.
-Se eu fizer isso, Gina -ele enfrentou a distancia entre eles, e tocou seu rosto, fazendo-a fechar os olhos por alguns segundos desfrutando desse contato tão esperado – se eu fizer isso, Gina, nunca mais se verá livre de mim. Nem o que mundo volte ao avesso, se verá livre de mim.
-Me prometa, Harry, me prometa que sempre será assim – ela perguntou abrindo os olhos e fitando o mar de verde diante de si – você de volta na minha vida?
Ele não prometeu.
Não podia fazer promessas que não sabia ser capaz de cumprir. Não havia palavras, mas havia muito sentimento. Harry beijou-a no momento em que ela fechou os olhos esperando pelo contato.
Abraçou seu corpo junto ao dele, com tanto carinho e cuidado que a emocionou. Era de cristal e porcelana,e ele tinha medo de quebra-la. Sempre tivera, e agora, ainda mais. Como se um simples aperto mais forte pudesse fazê-la desaparecer de sob seus dedos.
Talvez presentinho seu receio, ela enlaçou seu pescoço, aprofundando o beijo com um gemido baixo.
Fazia tanto, que os lábios úmidos, movendo-se um contra o outro, era como realizar a mais doce fantasia que cada um guardava consigo. Harry lembrava do ultimo beijo trocado, pois dias antes dele desaparecer, e era um beijo diferente.
Mais doce, mais maduro. Na época havia a certeza de um amor, agora havia a confirmação.
Amor que dura uma vida e supera a distancia.
-Harry -ela chamou baixinho, quebrando de leve o beijo e sorrindo enquanto acariciava seus cabelos – Quero ficar aqui com você essa noite.
-Você...- ele não acreditou em seu ouvidos olhando dela para sua barriga inseguro -...você quer ficar?
-Não desse jeito -ela sorriu beijando seus lábios novamente – ainda não desse jeito. Quero que me seguro nos seus braços enquanto dormir – ela pediu. – Tenho medo de acordar sem você novamente....
-Eu te seguro – ele garantiu, sorrindo feliz - Só não garanto me comportar.
Ela riu, seu corpo tremendo com riso, e mexendo com ele.
-Ainda bem Harry, porque eu não quero que se comporte.
Seus olhos se encontraram e apagaram o sorriso de suas faces, quando o desejo ressurgiu. Seus lábios se reencontraram em um beijo forte, e exigente, cobrando dos dois cada gota de carinho e paixão. Um beijo que se estendeu por horas noite a dentro....


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