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16. Primeira pagina


Fic: Depois da meia noite Rony x Hermione- by marja


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPITULO 16


PRIMEIRA PÁGINA


Era a milésima vez que Harry olhava pela janela do hotel. A edição do Profeta diário já deveria ter chegado. Eram seis da manhã, mas ele não podia mais dormir.
No quarto ao lado, ouvia os movimentos de Hermione, indicando que ela também não pudera dormir depois do primeiro raio de sol ter despontado.
Um misto de ansiedade e de horror. Em poucas horas eles seriam o assunto de todo o mundo bruxo, e não precisariam mais se esconder.
Mesmo que ninguém acreditasse neles, ainda assim, eles não deviam mais nenhuma explicação a qualquer pessoa que fosse.
Harry mal podia esperar para ir a casa fora de seus pais, destruída, e reergue-la. Era um sonho aos dezesseis anos e agora, era uma meta.
Reconstruir aquela casa, para quem sabe, abrigar ele e a família que teria com Gina. Isso, se ela aceitasse vê-lo e ele tivesse coragem de abordá-la.
Era egoísmo da sua parte, mas ele esperaria os meses que faltavam para o nascimento de seu filho, então lhe daria algumas semanas, e quando ela menos esperasse ele apareceria na sua frente, implorando sua atenção.
E quem sabe, seu amor.
Desistindo da janela, ele sentou-se na beira da cama, enterrando as mãos nos cabelos e olhando para a porta de ligação entre os quartos. Porque Hermione não aparecia e o ajudava a aliviar a ansiedade com um de seus longos discursos?
A espera era torturante e ele inquieto demais para esperar trancado naquele quarto. Estava com a mão na maçaneta quando a porta de ligação entre os quartos se abriu e Hermione surgiu com um olhar idêntico ao dele.
Ela tinha algo em mãos e ele voltou a sentar-se quando ela estendeu o jornal para ele e disse:
-É o profeta diário.



Rony entrou pela porta dos fundos, sem bater. Era a casa dos seus pais, e ele nunca pedia permissão para entrar. Trazia nas mãos aquela bomba e também ouvidos quentes pelas perguntas intermináveis de Mary ao ler o jornal antes dele.
Infelizmente, ele não tivera paciência para sanar suas duvidas, apanhara o jornal e aparatara para a casa dos seus pais.
Harry não cumprira o acordo de avisá-lo com antecedência, e não podia culpá-lo, afinal, ele não tinha seu endereço, muito menos permissão para entrar novamente na sua vida. Então porque esperar qualquer tipo de colaboração dele?
Sua mãe, Molly estava de costas para a porta, servindo o café de Artur e o primeiro a vê-lo, foi Gina, que descia a escada atraída pelo cheiro dos bolinhos de Molly. Ela vestia um roupão e a camisola, e parecia um pouco pálida naquela manhã.
-Olá, irmão – ela disse irônica – Conseguiu sair de casa? Que milagre!
Ela era terminantemente contra seu casamento e insistia que ele entendesse que era manipulado e controlado por Mary. Como se ele não se soubesse.
-Bom dia para você também, Gina – ele satirizou, aproximando-se e beijando seus cabelos, quando ela sentou-se no seu lugar da mesa. – Bom dia mãe, pai – ele olhou para eles sem saber como dizer. – Como você está hoje?
Havia algo em seu olhar que alertou Gina da estranheza de seu comportamento.
-Estou bem...estamos muito bem – sorriu, fazendo carinho em sua barriga – ela não me deixou dormir a noite toda.
Rony colocou a mão sobre a base de seu ventre e sentiu os movimentos a sobrinha, olhando apreensivo para os olhos expressivos de sua irmã.
-O que foi, meu filho? – Molly perguntou colocando os ovos mexidos no prato de Artur que olhava para ele com a mesma curiosidade que elas. – Algum problema com as meninas?
-Não, elas estão bem – com um profundo suspirou ele sentou-se na cadeira ao lado de Gina, e virou-se na sua direção, pegando sua mão de sobre a mesa, e fazendo-a ficar realmente assustada.
-Ronald, você está me assustando! – ela exclamou, entre irritada e confusa – O que está acontecendo?
-Eu preciso te contar, algo que irá saber de qualquer maneira. – ele começou a contar, olhando para os pais que tinham uma expressão muito parecida com a de Gina. – Eu não quero que fique nervosa. Não há razão para isso. Está bem? Me promete que vai ouvir até o fim?
-A ultima vez em que me disse isso foi quando Greg morreu – ela disse apavorada – Alguém morreu, foi isso?
-Não. Não, ninguém morreu. Bem pelo contrario. – Rony passou a mão no rosto, exasperado, sem saber como dizer sem causar dor. – Gina, eu não sei como dizer e diminuir o impacto. Não sei como tornar isso menos assustador, ainda não me refiz do susto e não quero que você passe mal. Talvez... – virou para a mãe – talvez ela pudesse tomar um calmante, ou...
-Ronald! – Gina gritou – Conte de uma vez! - exigiu – Está me deixando agoniada!
-Harry voltou – ele disse de um fôlego só.
Não pareceu que ela houvesse ouvido. Imóvel, olhando para ele, sem expressão. Rony estava preparado para um ataque de nervos, ou choro. Mas não para essa complacência.
-Acho que tivesse isto Hermione...mas poderia ser só minha imaginação. –ela contou baixo.
-Você está bem? -ele checou mais surpreso que ela – Está sentindo-se bem?
-Como poderia ser diferente? -ela sorriu – Rony, eles voltaram. – seu sorriso aumentou. – Diga-me, Harry...ele está bem?
-Sim, eu acho que sim -ele não quis ser muito especifico.
-Esteve com ele? -ela questionou sem deixar claro como se sentia.
-Sim, eu estive. – foi vago novamente.
-A quanto tempo ele voltou? – Gina perguntou ocultando seus verdadeiros pensamentos.
-Tem uma semana, nem isso...Gina, eles deram uma entrevista ao O Profeta Diário, contando o que aconteceu – ele estendeu a ela o jornal,aliviado com sua reação.
-Harry detesta publicidade -ela estranhou, apanhando o papel.
-É coisa da Hermione. Ela queria que todos soubessem de uma vez.
-Bem coisa da Hermione mesmo -ela concordou com a pálida sombra de um sorriso no rosto, abrindo o jornal e ficando chocada ao ver a capa.
Ninguém precisaria que lhe dissesse que era ele. Os mesmos óculos, o mesmo olhar. A mesma expressão. Havia crescido, e parecia mais forte, mas ainda era o mesmo Harry dos seus sonhos.
Ela não folheou o jornal, pois suas mãos estavam tremulas.
-Porque não voltou antes? -ela perguntou baixo, como se falasse para a foto e não para Rony.
-Eles têm uma historia consistente – ele admitiu –Lembra-se quando eu contei o que aconteceu? – notou que ela concordou e continuou – Eu estava montando guardar e eles deveriam apanhar a hercroux e destruí-la antes que fossemos apanhados. Vi quando os dois tocaram no medalhão e então um clarão me cegou. Depois disso, estava sozinho, Voldermort morto. Harry diz, que aquele medalhão era um uma chave de portal. Supostamente foram lançados dez anos a frente.
Gina olhou para ele por longos minutos, pensativa. Quando ele perdia a esperança dela dizer algo, ouviu sua voz:
-Acredita nisso? – era um fio de voz.
-Harry nunca mentiu para mim -era sua defesa.
-Quando a vi, Hermione fugiu de mim – ela disse como se isso quisesse dizer mais do que era.
-Ela também foge de mim -ele sorriu, apertando sua mão com força, para lhe dar apoio – Harry está conformado, é isso que me parece. Ele age como se a vida estivesse começando hoje, e isso o faz mais acessível. Já Hermione...ela foge.
-Não seria Hermione se não fizesse isso – ela riu suavemente – Harry sabe do meu casamento?
-Eu contei. Pedi que não a procurasse.
-Por quê? -ela não entendeu de imediato – Rony! Acha que me faria mal reencontrar com Harry?
-Já sofreu muito nessa gestação. Achei que..fosse o certo – ele baixou a cabeça e Gina se curvou o melhor que pode e abraçou-o pelos ombro, beijando seu rosto, antes de se afastar e dizer:
-Talvez esteja certo...mas não pode ser assim. – justificou-se – Vê-lo trará paz ao meu coração, Rony. Eu sempre o amei. Se tiver alguém que pode me entender, esse alguém é você.
-Mesmo assim, ele não tem a nossa cabeça, Gina – foi direto, pois talvez ela não pudesse entender a dimensão do que vivia – Ele tem dezesseis anos. Como poderia se adaptar a um homem sem responsabilidade de um homem? Agora terá um filho, e as responsabilidades serão maiores. Se Harry destruir sua vida, estará destruindo a vida da sua filha também! – ele foi veemente para fazê-la acordar.
-Mas se ele estiver trazendo alegria e paz, trará o mesmo para a vida dela – sorriu tão feliz, que nada poderia estragar isso – relaxe, Rony, o pior já passou. A dor da perca, os anos de espera, agora eles estão de volta.
-Tão simples assim? -ele perguntou incrédulo se ela falava sério ou não.
-E porque seria complicado?
-Faz tudo parecer tão fácil... – ele maneou a cabeça sorrindo para a irmã – mas acho que sempre foi assim. Capaz de ver apenas as coisas boas nas piores situações.
-Você também era assim – ela disse séria – Crescemos, mudamos e aprendemos. É a vida, Rony. Tenho magoar, e dor. Mas não vou pensar nisso. Não agora, com certeza, não sabendo que Harry está vivo. Se ele não quiser me ver, como antiga namorada, espero que queira me ver como amiga. Será o bastante. Pode entender isso?
-Eu entendo. Claro que entendo. Prometa-me, irá esperar. Esperar um pouco, para que eles estejam acomodados, e estáveis antes de ir atrás deles. Sobretudo de Harry.
-Eu prometo -ela disse sorrindo, olhando para os pais e abrindo o melhor dos sorrisos ao dizer – Ele voltou. Harry voltou!



Anoitecia, quando Hermione desistiu de convencê-lo a sair, e encarar o mundo. Ainda não estava pronto. Decidindo por jantar sozinha em seu quarto, uma vez que ele não queria conversar, depois de ler a reportagem e possivelmente ter tomado consciência da realidade, ela deixou-o só como desejava.
Era uma complicação, pois teriam que sair dali. Rita publicara o hotel em que estavam e logo que o mundo saísse do torpor iriam ser procurados por todos os tipos de curiosos. Por enquanto, Hermione se encarregara de procurar outro local menos publico, e ele nem se dera ao trabalho de se oferecer para ajudá-la.
Ela estava triste por ter visto Rony com as filhas no dia anterior, mas ele não ligava. Estava finalmente saindo da bolha de torpor e entrando de cabeça no mundo hotel onde ele viera parar.
Não era justo, pensou. Não era justo.
A raiva que Hermione sentira no primeiro dia, parecia ter renascido, só que dentro dele. Tanto que quando bateram na porta do quarto, ele esbravejou, lançando o jornal com raiva no chão e levantando-se pronto para por para correr qualquer um tivesse a coragem de aparecer e incomoda-lo.
Abriu a porta pronto para gritar quando viu.
Parada, de pé, bem a sua frente, estava a memória mais forte do que ele conhecia como amor.
Não disse nada, não sabia o que dizer.
Ele estava frente a frente com Gina Wesley.





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AUTORA: É isso aí, Daniele Potter, se não está a vontade ou gostando da fic, siga seu caminho e espero que encontre ótimas fics H/G. Estou habituada a um publico R/Hr, e espero que estejam curtindo. Porque desde o inicio, o shipper principal é R/Her. O shipper H/G vira mais forte agora, com os capítulos depois da reportagem deles.
Ah, peço a quem estiver gostando e que não tenham dado nota ainda, por favor, votem! Estou um pouco assustada com a média de aprovação...
Eu escrevo para mim, e fico feliz quando agrada as outras pessoas, mas nesse caso, estou ficando assustada...hehe....
Beijos a todos que estiverem gostando! (e aos que não gostarem também ; - / )

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