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11. Visão


Fic: Depois da meia noite Rony x Hermione- by marja


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPITULO 11

VISÃO

Harry estava cansado, entediado e irritado, por ter que ficar esperando, trancado naquele quarto de hotel. Ele entendia a motivação de Hermione em não querer expô-lo desnecessariamente, mas por outro lado, ele estava enlouquecendo por ficar de fora.
Tudo que queria, era sair, e ir atrás de Gina. Vê-la mesmo que de longe.
E por que não faz isso? Quem o impedia? Hermione nem estava ali para monitorá-lo. Mas onde poderia encontrá-la?
Rony dissera que ela vivia com Molly e Artur seus pais. Não podia aparecer lá como quem não quer nada. Havia a loja dos gêmeos, mas teria que ter uma grande sorte em encontrá-la lá. E porque não? Sorte, era uma carta que deve ser lançada e não esperar ser tirada do baralho.
O que poderia perder? Nada. Mesmo que não a visse, poderia ver antigos conhecidos e aplacar um pouco aquela sensação de estar perdido num mundo completamente louco e diferente.
Com o coração acelerado pela expectativa de ver Gina, e ele aparatou para Hogsmead.


Pouco depois de livrar-se de Rita, ela andou pelas ruelas de Hogsmead esperando encontrar algumas lojas que vendessem animais. Ela queria Bichento de volta, mesmo que não fosse ele. Mesmo que fosse outro gato parecido, ainda assim ela sentia falta de seu amigo. De cuidar e ser cuidada.
Estava olhando a vitrine de uma loja em particular que lhe chamou a atenção, quando notou. Não tinha a menor duvida de que era Harry. Ele vinha andando entre a sombra das lojas cuidadoso, com o boné tampando sua cicatriz e suas feições, mas era ele sem sombra de duvida!
Depois de tudo que conversaram!
Não era boba, e era bem claro para onde ele ia.


O sininho sobre a porta da loja dos gêmeos tremeu quando ele entrou e olhou em volta assustado por ter chamado demasiada atenção sobre si. Mas não pareceu que alguém estivesse prestando atenção.
Mais calmo ele aventurou-se entre as prateleiras, fingindo olhar umas revistas, quando Jorge passou bem perto dele. Sentiu uma espécie de orgulho ao ver o quanto eles evoluíram, sabendo tirar proveito da ajuda que ele dera no passado. Ajuda despretensiosa, e que era recompensada com a satisfação de vê-los crescerem.
Gostaria de poder dizer isso a eles, mas não podia. Quem sabe um dia?
Olhando em volta, ele reconheceu Fred atrás do balcão atendendo uma fila de crianças. Ele ria muito, e se divertia, como era esperado. Fred e Jorge não sabiam o significado da palavra ‘tristeza’.
Por um segundo, ele pensou que fosse morrer. Seu coração parou e seus ouvidos ficaram tampados, alheios a qualquer som. Seus olhos fixos.
Uma mulher estava de costas, era ruiva, com longos cabelos na cintura e tinha uma grande barriga de gravidez. Era ela.
Uma emoção tão grande cresceu dentro dele, a ponto de pensar se não poderia chorar ali mesmo.
Uma criança veio correndo e esbarrou nele, indo em direção a jovem que virou-se e sorriu para a criança, obviamente reclamando de seu comportamento. Ela olhou na direção de Harry e ele conteve a respiração. Não eram os mesmos olhos, nem as mesmas feições. Um homem, não muito longe dele, gritou seu nome e ela atendeu, criando em Harry uma grande frustração. Não era ela.
Não era ela. A dor era tão forte que ele precisou sair dali antes que fosse reconhecido.
Fora da loja ele se pegou pensando que Rony estava certo, Gina não estava preparada para encontrá-lo e ele mesmo, não estava preparado para lidar com seus sentimentos se a visse. Não podia se controlar. Iria tocá-la,falar com ela, impor a ela sua presença, implorar que tentasse entender tudo que acontecera a ele, e aceitar o amor que ainda lhe tinha. E gina não precisava disso agora e talvez nem ele.
Com o peso do mundo nos ombros ele seguiu pela rua, ombros curvos, esperando chegar ao Hotel antes que Hermione.


Hermione olhou dentro da loja com atenção esperando encontra-lo. Esperava que pudessem manter a discrição enquanto a matéria de Rita não ficasse pronta e fosse publicada. Só não, era o momento certo para encarar o mundo.
Empenhada em encontrá-lo ela se aventurou nas prateleiras do fundo, levando um esbarrão. Quando recompôs, escutou uma voz tão familiar que trouxe lágrimas aos seus olhos:
-Oh, desculpe! Eu não a vi! – Gina apressou-se a apóiá-la quando quase derrubou a cliente da loja dos irmãos – Eu pareço um trator, sinto muito! – exibiu a barriga orgulhosa – Acho que perdi um pouco Do meu equilíbrio desde que parei de conseguir ver meus pés! – sorriu.
Seus olhos azuis espreitaram a silenciosa moça, só agora notando algo. Sua expressão fechou-se em surpresa e antes que pudesse dizer algo, ela havia sumido, entre as prateleiras.
-Hermione? – ela chamou baixo, estranhando o som disso em seus lábios – Hermione???? – chamou mais alto, indo atrás.
Pensou ter visto uma cabeleira castanha sumir atrás de uma prateleira de logros e apressou-se, apoiando-se na madeira antes de dar o flagra.
Olhou em volta, assustada. Não havia ninguém. Olhou em volta, andando apressada entre as pessoas, mas não a via mais.
Suas mãos tremiam, seu coração estava apertado e tudo que pode fazer foi se apoiar na primeira coisa que viu, um móvel qualquer. Não soube o que dizer, quando Fred e Jorge vieram correndo acudi-la alarmados com sua expressão e sua palidez.
Mas ela não estava passando mal. Não era isso. Era apenas emoção. Mas não disse a eles.
Fosse real, ou apenas sua imaginação, ainda assim, ver Hermione, sua melhor amiga viva, era uma dádiva. E quem sabe...uma esperança de Harry também estar vivo.
Mas não disse nada. Eles não entenderiam.

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