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6. Te esquecer


Fic: Depois da meia noite Rony x Hermione- by marja


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CAPITULO 6


TE ESQUECER


Hermione não o esperou fechar a porta. Acenou com a mão em direção e ela e Rony a olhou intrigado.
-Tenho um boa dia, Ronald – ela disse formal, apontando a porta aberta.
-Pensei que não quisesse agir como uma adolescente – ele acusou – Sabe que temos que conversar!
-Não, não temos! – ela disse indignada – Por favor, saia agora!
-Se esse portal realmente existiu -ele continuou a falar ignorando sua expressão fechada – porque demorar tanto tempo? Porque levar dez anos? Eu não entendo!
-Não levou dez anos, não funciona assim – era impossível para ela evitar explicar. – levou um segundo, Rony...Ronald. Fomos jogados a frente, em um segundo, fomos lançados ao futuro. Foi isso. Só isso. Nada além disso. Não vivemos esse tempo. Não sabemos como poderia ter sido – havia tanta lastima em sua voz, que ela olhou par ao lado, para que ele não a visse chorar.
-Eu sei como seria – ele disse se aproximando – Teríamos destruído Voldermort, então nos formaríamos, Harry casaria com Gina, e eu com você. Seriamos felizes, apesar de nos enlouquecermos e brigarmos o tempo todo – ele riu irônico – Tenho pensando muito nisso nos últimos anos– ele revelou se afastando pois não era hora para isso.
-Como pode ter pensado em mim? -ela satirizou – Sua mulher não ocupava sua mente o suficiente?
-Mary nunca foi minha mulher – ele disse conformado – eu estava destruído, e tinha bebido mais que devia....nove meses depois, nasceu duas meninas ruivas, eu tive a prova que precisava, e nós nos casamos. Como vê, é uma bela historia de amor. – ironizou.
-Você a ama? - a pergunta escapou antes que pudesse evitar.
-Como poderia? - ele disse sarcástico – ela não me deu a chance para que isso acontecesse. Sempre fui o Wesley burro, mas nem tanto assim.
-O-O que quer dizer? – estranhou.
-Voldermort estava morto, e vocês sumiram. Eu fui o único a estar lá. O mundo enlouqueceu e todos acharam que eu tinha matado Voldermort. – sorriu irônico – Eu estava mais preocupado em encontrá-los do que ficar e desmentir boatos. Parti no mesmo dia, atrás de pistas e quando voltei, as pessoas me olhavam como se eu fosse um herói. Eu não tinha meus amigos, não tinha a minha vida, o Wisky estava ali ao meu alcance e um bobo famoso ao alcance de Mary. Quando eu desmenti tudo, coloquei a boca no mundo e meses depois o mundo pareceu entender que eu não sabia o tinha acontecido, aí já era tarde. Ela tinha dado o golpe da barriga em um pobretão e eu tia ter filhas gêmeas – sorriu – Só poderia ser a historia da minha vida.
-Vocês vivem mal juntos? -ela perguntou, sem saber por que sentia tanta pena dele.
-Nos acostumamos um ao outro. – ele admitiu cansado – Alem disso, as meninas não precisam saber que temos problemas.
-Você...você se formou? -ela perguntou sentindo um nó se formar na garganta.
-Não. Eu não pisaria novamente em Hogwarts sem vocês dois. –ele admitiu.
Ela sentiu essas palavras bem fundo, pois era assim que se sentia. Sentou-se na beira da cama e sentiu as lágrimas silenciosas correrem no rosto, afastado-as, como se escondendo-as pudesse esconder a dor.
-Passou-se um segundo, Ronald. – ela disse com voz fraca, fechando os olhos e tentando afastar a fraqueza e enriquecer a voz para ser firme. Mais firme do que se sentia capaz de ser – E não foi tempo suficiente para que eu esquecesse o que sentia. Eu te amo como quem tem dezesseis anos – admitiu – mas isso não tem valor, porque não tenho mais essa idade, então eu vou esquecer. Eu vou encontrar um caminho e vou esquecer e te peço que...fique próximo a Harry se quiser e se puder, pois ele precisa de você. Mas quanto a mim... – olhou para ele com certeza -...preciso ficar longe. Como você disse, sobre Gina, não é um bom momento para trazer mais problemas. Sendo assim, por favor, aceite que não seremos amigos, ou teremos conversas como essa. Se é que voltaremos a nos ver um dia.
-Hermione... –ele tentou protestar, mas ela ergueu a mão pedindo silenciosamente que ouvisse:
-Falarei com MacGonagall e provavelmente convencerei Harry a dar uma entrevista ao Profeta diário, contando o que aconteceu, pois temos direito a recuperar nossas vidas. Sendo assim, prepare sua família. Eu gostaria de ver Ginervra e apóia-la, mas entendo que não devemos. Ela vai entender também, se você falar com ela. Não diga que Harry a ama ou quer vê-la. Diga que ele esqueceu, assim como eu esqueci. Mas não podemos viver nas sombras. Harry pode estar magoado e triste e achar que isso bastará, mas não será assim. Ele terá a vida que deveria ter tido, e eu também. Agora...por favor, pode ir embora?
-Não, eu não posso – ele admitiu – Eu preciso que saiba que Mary e eu...
-Não quero ouvir. –ela cortou-o levantando-se e abrindo a porta. – Fale com Harry, se lhe fizer bem, mas não comigo. Não é por sua causa, é por mim. Pelo que quero viver. Deixe-me em paz. Deixe-me construir uma vida, como a que você tem.
-Minha vida não é feliz -ele admitiu, ficando tão próximo que a deixou consciente do quanto crescera e o quanto ele também crescera, e de que havia uma cama ali pertinho e o sangue corria mais forte em suas veias.
-Mas é uma vida. Nem isso eu tenho.
Ronald a olhou como quem quer fazer e dizer mais do que pode ou sente-se capaz, e no fim, para sua total decepção ou alivio, ele partiu.
E o som da porta fechando, ocultou o som dos soluços...

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