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5. Um dia quem sabe...


Fic: Depois da meia noite Rony x Hermione- by marja


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CAPITULO 5

UM DIA QUEM SABE...


-Enviei uma coruja dos gêmeos a Gui depois que foram embora – ele disse se aproximando. – Sabia que iriam onde ele recomendasse.
-Não precisava fazer isso – ela disse seca, olhando para a porta por onde Harry deveria surgir e salva-la daquela conversa.
-Eu sei -ele disse pesaroso.
-Por favor, me de as chaves -ela virou-se para o rapaz que lhe entregou as chaves com mãos um pouco tremulas.
Quarto 12 e 13 ela leu nas plaquinhas de madeira entalhada no chaveiro de cada chave.
-Há uma porta de ligação entre eles – rony avisou.
Ela lembrou-se instantaneamente disso. Quando estavam fugindo atrás das hercrux e se disfarçavam para ficar em algum hotel, bruxo ou não, eles sempre usavam quartos interligados, para não perder contato.
Ela estendeu uma das chaves a Rony e disse cansada.
-Harry não deve demorar.
-Hermione eu quero... –ele começou a falar, mas ela o interrompeu.
-Não importa. – ela disse rápida – De verdade, não me importa. – moveu-se em direção aos degraus da escada de madeira que levava ao segundo andar.
Bem no fundo desejava que ele argumentasse. Que a parasse e argumentasse.
Mas porque Rony faria isso? Passaram-se dez anos, disse a si mesma, chagando ao corredor e encontrando o quarto. Mirou a porta e usando a chave entrou e a fechou pesadamente atrás de si.
Dez anos.
Havia uma esposa e filhos.
Mas e daí? Eles não tinham nada além de poucos beijos escondidos de todos em acampamentos precários em meio a uma guerra.
O fato principal era que para todos os anos passaram e levaram as magoas e os amores. Mas até um dia atrás ela o amava. Tinha sozinhos tolos de beijos e abraços e desenhava corações em seu diário encantado. Até uma noite atrás estivera beijando-o antes de entrarem naquele maldito labirinto, em um segundo que Harry se detraíra.
Nunca sabiam se seria o último beijo ou não.
E agora, o presente era outro.
Hermione sentou-se pesadamente na beira da cama, e quase não acreditou que estivesse sozinha no mundo.
Perdera seus pais e o amor de sua vida tudo em um piscar de olhos. Como era possível?
Por quê? Porque tivera que tocar naquela maldita chave de portal?
Por quê???
Batidas na porta a sobressaltaram e ela pensou sinceramente em não abrir. Mas devia ser Harry e ela jamais fecharia portas para ele.
Uma pena que não estivesse só.
-Hermione, é melhor conversarmos –Harry disse com uma expressão menos carregada e ela concordou, apenas para não magoa-lo.
Ele colocou um pacote sobre a mesa no canto do pequeno quarto e ela pensou ter sentido cheiro de carne cozida, mas não se entusiasmou completamente sem fome.
-Rony estava me dizendo que Arthur é vice-ministro da magia. Dá para acreditar? – Harry sorriu e ela desejou ser capaz de fazer o mesmo – Sempre soubemos de sua capacidade, mas até ontem, nem havia um ministério, quanto mais ministro!
-Harry, por favor –ela pediu desejando que ele não se referisse ao passado, como sendo ‘ontem’.
-Certo - ele concordou ficando amuado – Tem razão. Como tem ido o resto da família? – Harry perguntou como se pergunta a um velho amigo que não se vê há muito tempo.
-Os gêmeos continuam com a loja, e mais algumas espalhados por aí -ele sorriu um pouco, apoiando-se contra a parede, com os braços cruzados em frente ao peito. Havia uma distancia segura entre os três e nenhum deles ousava quebra-la – Gui é gerente do banco agora, tem três filhos com Fler. Carlinhos ainda cuida de dragões e a única novidade é que agora ele vive em Londres, mais perto da família. Percy... –ele sorriu – Percy largou o ministério e agora é agente de uma banda de rock, os Blues Cats. Você imagina isso? – ele sorriu e Harry fez o mesmo. – Acho que é isso.
-Trabalha com seu pai? – Harry perguntou interessado.
-Passei nos testes de auror a alguns anos. Agora sou instrutor. - ele olhou para Hermione e como ela não pareceu querer se manifestar ele não contínuo.
-Não posso imaginá-lo com uma família – Harry tinha uma sombra de sorriso na face.
-Nem eu – ele riu – Foi tudo muito rápido. Conheci Mary em uma festa do ministério, ela engravidou e nos casamos. Temos duas meninas. Sara e Hermy. Seis anos.
-Gina já tem filhos? – Harry perguntou com a voz mais rouca que o pretendido.
-Sim– ele não pareceu querer falar do assunto – Ela se casou a uns quatro ano atrás. Demorou a se apaixonar de novo – foi sincero – Infelizmente Greg morreu a poucos meses. Foi um golpe e tanto. Gina está grávida de seis meses e quase perdeu a criança. Foi por isso que vim até aqui – ele disse baixo e sério – Não a procure, Harry. Não agora. Não ela estando frágil e carente. Não faça isso com ela.
-Está em Londres?
-Vivendo com minha mãe – ele disse triste.
-Sempre quis conhecer outros paises – Harry disse tentando sorrir – O que acha, Hermione? Não temos família, ou trabalho, nada que nos prenda a Londres. Podemos ir para Paris, ou Itália? Talvez alguma ilha ensolarada. Eu sou rico, não sou? – havia magoa em sua voz.
-Não seja tolo, Harry – ela disse tentando não sorrir – Talvez um tempo longe não seja má idéia. Mas primeiro, - ela se aproximou de Harry com um andar bem sensual e entendeu a mão para ele, - quero seu dinheiro, garotão – ela ergue as sobrancelhas sensualmente – É maravilhoso ter peitos e quadris finalmente – ela tentou brincar quando Harry lhe estendeu uma bolsinha de dinheiro. – vou comprar todos os exemplares do profeta diário dos últimos dez anos. Quero saber tudo que aconteceu no mundo bruxo. Aí, então, procurarei prof.MacGonagall, quero contar-lhe que não somos covardes ou estamos mortos. – olhou de esguelha para Rony – e então, se quiser, podemos partir Harry.
-Uma ilha paradisíaca – ele disse com um meio sorriso – Para exibir seus peitões!
-Harry! – ela se afastou, mexendo nos cabelos e os afastando do rosto. Desejou ter uma borrachinha para prendê-los.
Na primeira oportunidade os cortaria curtos como gostava de tê-los no passado.
-Verdade, Hermione – Harry disse sempre sorrindo – Quem diria que fosse ter esse corpo, heim? – ele se aproximou sempre brincando – Não que tenha crescido muito, mas ganhou algumas curvas bem interessantes.
-Está sendo bobo de novo. É claro que ganhei curvas. Sai da adolescência, Harry. Sou uma mulher agora – ela disse um tom mais suave, mais triste.
-E eu sou um homem – ele constatou.
-Só espero que não se empolgue muito, Harry -ela sorriu maliciosa – Ainda sou só sua amiga.
-Bem, estou sem amigos, sem namorada...você também – ele disse realmente se aproximando – Que mal tem?
Hermione ergueu a mão em sua direção o parando.
-Mal ou bem, você vai para seu quarto, está muito engraçadinho e estou realmente sentindo cheiro de wisky de fogo em você!
-Foi só um gole.. – ele disse matreiro e ela quase riu.
-Quarto, Harry. – apontou a porta – Eu quero ficar sozinha.
-Qual é Hermione? – ele disse com aquele tom engraçadinho – Quem mais no mundo nos entenderia depois do que ouve? É mais certo que um mais um é dois, que acabaremos ficando juntos, sem amor, ou com amor, então, qual o problema de abreviar e irmos direto ao inevitável? Eu com certeza estou com pressa para deixar de ser virgem! – havia um traço de humor em sua voz que a fez revirar os olhos.
Tinham corpos de adultos, mas ainda pensavam como crianças, e isso teria que ser mudado!
-Talvez tenha razão – ela disse não mais tão certa se ele deveria sair – Vai pro seu quarto, Harry. Conversamos sobre isso amanhã. Afinal, o que é um dia a mais ou um dia a menos, não é? Além disso, não é verdade que ninguém nos entenderia. Não tomaremos nenhuma decisão precipitada. Eu sei o que está sentindo – ela acariciou seu rosto e disse suavemente – Gina não é a única mulher no mundo que pode amar, Harry. O amor não é eterno – ela olhou de esguelha para Rony que se mantinha calado – E se ficarmos juntos um dia, será por amor, sim, pois não aceitaria nada menos que isso de um garoto...um homem - corou ao pegar-se falando como um adolescente.
-Ok...você quem sabe -ele deu de ombros caminhando até a porta. Pareceu lembrar-se de algo e se virou para Rony – Se um dia contar a ela, pode dizer que eu ainda a amo?
-Talvez um dia – Rony concordou vendo-o sair.



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