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2. Mundos de Distância


Fic: Em Outra Vida


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Oie :]
Então, essa é a segunda e última parte da fic, no começo eu usei o epílogo do RdM, mas é só no começo, não é o Epílogo inteiro, então não se assuste usaushauhsausuahusa
Ok, boa leitura!





O outono pareceu chegar sem aviso naquele ano. A manhã de primeiro de Setembro estava fresca e dourada como uma maçã, enquanto a pequena família cruzava a barulhenta estrada em direção à grande estação, as chaminés das locomotivas fumegavam e a respiração dos pedestres condensava no ar frio, como uma teia de aranha. Duas gaiolas estavam empilhadas sobre dois malões nos carrinhos, que eram empurrados pelos pais. As corujas dentro delas piavam zangadas; uma garota de cabelos vermelhos passou chorosa por seus irmãos e se segurou no braço do pai.

– Não vai demorar muito para você embarcar também. - Harry disse a ela.

– Dois anos, - choramingou Lily – Eu quero ir agora!

As pessoas olhavam curiosamente para as corujas enquanto a família se dirigia para a barreira entre as plataformas nove e dez. A voz de Alvo chamou a atenção de Harry para uma discussão que seus filhos haviam começado ainda no carro.

– Não vou! Não serei da Sonserina!

– James, dá um tempo! – resmungou Gina.

– Eu só disse que ele poderia ser! - disse James, sorrindo para seu irmão mais novo. – Não tem nada de errado nisso. Ele pode ser da Sonse...

Mas os olhos de James encontraram os da mãe e ele ficou quieto. Os cinco Potters se aproximaram da barreira. Sorrindo convencidamente para seu irmão, por sobre o ombro, James pegou o carrinho das mãos da mãe e se pôs a correr. Segundos depois, ele havia desaparecido.

– Vocês vão me escrever, certo? - Alvo perguntou para seus pais, aproveitando a ausência de seu irmão.

– Todo dia, se quiser. - disse Gina, carinhosamente.

– Não todo dia. - respondeu rapidamente Alvo – James disse que a maioria só recebe uma carta por mês da família.

– No ano passado escrevíamos para ele três vezes por semana. - revelou Gina

– E não queira acreditar em tudo o que ele diz sobre Hogwarts. - complementou Harry. – Ele gosta de umas travessuras, o seu irmão.

Lado a lado, eles empurraram o segundo carrinho, ganhando impulso e, quando chegaram à barreira, Alvo fechou os olhos, esperando por uma colisão que não veio. Ao invés disso, a família emergiu na plataforma Nove e Meia que estava coberta pelo vapor lançado pela locomotiva vermelha do Expresso de Hogwarts. Figuras indistintas se moviam através da névoa, na qual James já havia desaparecido.

– Onde eles estão? - quis saber Alvo, ansioso, observando as pessoas entre a fumaça enquanto eles cruzavam à plataforma.

– Nós vamos achá-los. - disse Gina, tranqüilizando-o.

Mas o vapor era denso, tornando difícil distinguir o rosto de alguém. Separada de seus donos, as vozes pareciam anormalmente altas, Harry pensou ter ouvido Percy discursar sobre a Regulamentação de Vassouras e ficou agradecido por ter uma desculpa para não ter que parar e cumprimentá-lo...

– Eu acho que são eles ali, Al. - disse Gina de repente.

Um grupo de quatro pessoas saiu da neblina, próximos ao último vagão. Seus rostos só se tornaram nítidos quando Harry, Gina, Alvo e Lily se aproximaram deles.

– Olá. - disse Alvo, imensamente aliviado.

Rose, que já estava usando os trajes novos de Hogwarts, sorriu para o garoto.

– Então, estacionou bem? - Rony perguntou a Harry – Eu estacionei. Hermione não acreditou que eu pudesse passar no exame de direção dos Trouxas, não é? Ela achava que eu teria que Confundir o examinador.

– Não, não achei. - disse Hermione - Depositei minha fé em você!

– De fato, eu o Confundi um pouco. - Rony sussurrou para Harry, enquanto ambos colocavam o malão e a coruja de Alvo no trem. – Eu só me esqueci de usar o espelho retrovisor, mas na real, eu posso usar um Feitiço Supersensorial para isso.

De volta à plataforma, eles encontraram Lily e Hugo, o irmão mais novo de Rose, tendo uma conversa animada sobre em qual Casa ficariam quando finalmente fossem para Hogwarts.

– Eu o deserdo se você não for da Grifinória, - disse Rony - mas nada de pressão!

– Rony!

Lily e Hugo riram, mas Alvo e Rose permaneceram sérios.

– Ele não quis dizer isso! - disseram Gina e Hermione, mas Rony não estava mais prestando atenção. Olhando para Harry ele indicava com a cabeça um local a alguns metros dali. A névoa parecia ter diminuído um pouco, tornando possível ver três pessoas paradas, aliviadas pela neblina que se movia.

– Olha quem é.

Gina percebeu os cochichos estranhos entre seu irmão e seu marido e olhou para onde os dois homens estavam virados, sentiu o chão sumir de seus pés quando o viu. Draco Malfoy estava em pé, com sua mulher e filho, um casaco abotoado até o pescoço. Seu cabelo estava com uma entrada, de tal modo que acentuava seu queixo fino. Ele se tornara um homem lindo, tão parecido com o pai quanto seu filho, Scorpius, se parecia consigo quando jovem.

Draco pareceu sentir as ondas quentes fluindo de Gina a si e virou-se de modo que os olhos cinzas se encontraram com os castanhos e, por um segundo, parecia que o tempo havia voltado dezenove anos... parecia que havia voltado para o dia em que eles desistiram de si mesmos, o dia em que deixaram de lutar por seu amor, o dia em que morreram. Não era nada real, mas era o que possuíam, era algo que iria ser deixado para trás, mas nunca esquecido, antes do romper da alvorada.


[I'm gonna hold you for the last time
I'm gonna cry but afraid not to let it show
This is the hardest way to say goodbye
'Cause as you walk away I'm feeling so alone
I don't understand
You had to leave and I'm not part of your plan
We both agreed but now I regret
There are so many things I should have said]


Eu vou te abraçar pela última vez
Eu vou chorar, mas com medo de deixá-los ver
Esse é o jeito mais difícil de dizer adeus
Porque conforme você se afasta, eu me sinto tão só
Eu não entendo
Você teve que ir embora e eu não sou parte do seu plano
Nós dois concordamos, mas agora eu me arrependo
Há tantas coisas que eu devia ter dito




– Então aquele é pequeno Scorpius. - Rony a arrancou de seus devaneios - Arrase-o em todos os testes, Rosie. Graças a Deus que você tem o cérebro de sua mãe.

– Pelo amor de Deus, Rony. - disse Hermione, um pouco nervosa, um pouco sorridente. – Não os tente colocar um contra o outro antes mesmo de as aulas começarem!

– Você está certa, desculpe. - disse Rony, mas incapaz de se segurar, completou, – Mas não fique muito amiga dele, Rosie, vovô Weasley nunca a perdoaria se você se casasse com um puro-sangue!

Gina sentiu seu ar sumir conforme esses sentimentos que estiveram trancados à sete chaves no fundo de seu coração virem à tona assim, de repente, dezenove anos depois. Vovô Weasley nunca a perdoaria se casasse com um sangue puro. Perdoaria, ela, ver sua sobrinha realizar o seu sonho? Uma Weasley com um Malfoy... Inveja. Ela sentiria inveja? Gina continuava encarando o loiro, lutando para não parar de respirar ou deixar as lágrimas escorrerem ali, na frente de todos. Não iria adiantar, nada poderia uni-los outra vez, nada poderia voltar o tempo, eles já haviam assassinado a si mesmos.

[But now I've let you go
I'm holding back the tears
I'm here alone
Forgetting all the years
And now there's nothing I can do to bring you back to me]


Mas agora eu deixei você ir
Eu estou segurando as lágrimas
Eu estou aqui, sozinha
Esquecendo todos os anos
E agora não há nada que possa trazê-lo de volta para mim



-Gina?! – ela ouviu a voz de seu marido a chamar, o tom dele demonstrava que havia percebido a mudança no comportamento de sua esposa. – James está tentando te dizer algo.

Gina virou-se novamente para o grupo e percebeu que seu filho estava tentando chamar a atenção de todos, tinha se livrado do carrinho, do malão e da coruja e agora parecia explodir com novidades.

– Teddy está lá atrás. - disse sem fôlego, apontando por sobre os ombros, para uma cortina de fumaça. – Acabei de vê-lo! E adivinha o que ele estava fazendo? Beijando a Victoire!
Ele olhou para os adultos, evidentemente desapontado pela falta de reação.

– Nosso Teddy! Teddy Lupin! Beijando a nossa Victoire! Nossa prima! E eu perguntei o que ele estava fazendo...

– Você os interrompeu? - quis saber Hermione - Você é tão parecido com o Rony...!

– ... e ele disse que estava aqui para vê-la partir! E daí ele me mandou embora. Ele a estava beijando! - completou James, achando que não havia sido claro o bastante.

– Não seria lindo se eles se casassem? - murmurou Lily, extasiada - Daí sim o Teddy realmente faria parte da família.

– Ele já janta em casa umas quatro vezes na semana. - disse Harry – Por que não o convidamos para morar conosco e acabamos logo com isso?

– Boa! - disse James, entusiasmado – Eu não me importo em dividir o quarto com o Al....Teddy poderia ficar com o meu!

– Não. - disse Harry firmemente - Você só irá dividir um quanto com o Al quando eu decidir demolir a casa.

Ele olhou para o relógio gasto que antes pertencera a Fabiano Prewett.
– Já são quase onze, é bom subirem à bordo.

– Não se esqueça de dar um abraço em Neville! - disse Gina ao filho mais velho enquanto o abraçava, fechou os olhos tentando fazer as lágrimas que pareciam querer brotar a qualquer momento, voltarem para dentro.

– Mãe! Eu não posso dar um abraço a um professor!

– Mas você conhece o Neville...

James girou os olhos.

– Fora de escola sim, mas lá, ele é o Professor Longbottom, né? Eu não posso entrar na aula de Herbologia e lhe oferecer carinho...!

Balançando a cabeça para as bobagens da mãe, ele aliviou seu aborrecimento dando um chute no irmão.

– Te vejo mais tarde, Al. E cuidado com os testrálios!

– Pensei que eles fossem invisíveis? Você me disse que eles eram invisíveis!

Mas James simplesmente sorriu e deixou que a mãe o beijasse, deu um abraço rápido no pai e entrou no trem. Ele acenou e depois atravessou o corredor, em busca de seus amigos.

– Não se preocupe com os testrálios. - disse Harry – Eles são bem dóceis, não precisa ter medo deles. Além disso, você não vai para a escola em carruagens esse ano, você vai de barco.
Gina deu um beijo de despedia em Alvo.

– Te vejo no Natal.

– Até mais, Al. - sussurrou Harry enquanto seu filho o abraçava – Não se esqueça que o Hagrid convidou você para tomar chá na sexta. Não se meta com o Pirraça. Não duele com ninguém até você ter aprendido como, e não deixe o James te incomodar.

– Mas se eu for para a Sonserina? - Sussurrou ele, que percebeu que só o momento da partida revelou o verdadeiro e sincero medo que Alvo estava sentindo.

Harry agachou-se, seu rosto um pouco abaixo ao rosto de Alvo. O único entre os seus três filhos que herdou os olhos de avó. Gina viu seu marido começar a conversar com o filho, enquanto fingiu estar acenando para sua sobrinha Rose, mas, pelo canto do olho, ela pôde observar a mulher loira abraçar o filho Scorpius, e voltar-se novamente para seu marido, cujo ainda permanecia o olhar fixo em si própria. Então, Gina fechou os olhos, tentando expulsar o desejo de olhá-lo mais uma vez, mas uma imagem ainda pior invadiu sua mente:

“Draco postava-se sorrindo alegremente, abraçava a cintura de Gina, enquanto a mulher beijava Scorpius, cujo não possuía mais os olhos azuis de sua mãe verdadeira, mas os castanhos vivos de Gina.

-Adeus, mamãe. – ele disse

-Se cuide – respondeu ela, voltando-se para seu marido novamente.

-Eu tenho muito mais do que orgulho do Scorp, sabia? – Draco sussurrou acenando para o filho

-Ele se saiu ao pai.

-Não, ele tem os seus olhos. Os seus lindos olhos, é por isso que eu o amo.

-Eu o amo porque ele é a prova do nosso amor, a prova que nós somos felizes juntos, ele é a maravilha que nós produzimos.

-Yeah – disse ele bem-humorado – Nós somos uma dupla imbatível.

-Imbatível. – respondeu ela, beijando o marido.”


Gina abriu os olhos, percebendo que seria pior mantê-los fechados, pois seu coração produzia sonhos que, ao invés, de reconfortá-la, traziam mais dor.


[ Sometimes it's hard to get to sleep at night
Sometimes I think about the way it could've been
I see you everytime I close my eyes
I try to shut you out
Instead I let you in
I can't pretend
I wanted it to end
For you and me]


Às vezes é difícil dormir à noite
Às vezes eu penso em como poderia ter sido
Eu te vejo cada vez que fecho meus olhos
Eu tenho te expulsar
Ao invés disso, eu te deixo entrar
Eu não posso fingir que queria que isso acabasse
Por você e por mim


Será que ele se sentia assim também? A julgar pelo sorriso que mantinha junto da mulher, provavelmente não, provavelmente havia esquecido-a. Gina sentiu uma onda de ciúme percorrer seu corpo e teve vontade de avançar para o casal e lançar um belo Avada na mulher que ocupava o seu lugar, o seu lugar por direito, mas as portas estavam se fechando pelos vagões e os pais davam os últimos beijos de despedida, Alvo correu para seu vagão e Gina fechou a porta atrás dele. Os estudantes estavam debruçados na janela, olhando para deles. Um grande número de rostos, dentro ou fora do trem, parecia estar voltado para Harry.

– O que eles estão olhando? - quis saber Alvo, enquanto ele e Rose olhavam em volta, para os outros estudantes.

– Não se preocupe. - disse Rony - É que eu sou muito famoso.

Alvo, Rose, Hugo e Lily riram. O trem começou a se mover e Harry se pôs a andar ao seu lado, vendo o rosto do filho, cheio de excitação. Harry continuou sorrindo e acenando, mesmo que não fosse realmente uma despedida, vendo seu filho se distanciar dele.... O último vestígio da fumaça sumiu no ar do outono. O trem fez a curva. Harry ainda tinha a mão erguida, se despedindo.

– Ele ficará bem. - murmurou Gina.

– Eu sei. – concordou Harry

-Vamos?! – pediu ela, embora seu coração pedisse para olhar mais uma vez para Draco, falar com ele mais uma vez, escutar a sua voz, sentir o seu cheiro, apesar de tudo isso, sabia que quanto mais ficasse ali, mais difícil seria, mais o seu coração iria sangrar. Ela podia sentir as feridas nunca totalmente cicatrizadas voltando a inflamar-se bem agora em seu peito...

-Claro. – concordou.

-Olá, Harry, Rony, Hermione, Gina! – Percy chegou ao grupo.

-Hummm, oi. – responderam todos

-Posso falar com vocês um instante, Harry e Rony? Vocês se incomodam de me acompanhar um instante?

-Eu estou um pouco atrasado – mentiu Harry

-É rápido.

-Tudo bem – concordou seu marido

-Harry, eu e a Lily vamos esperar no carro, tudo bem?

-Ok.

Gina segurou a mão da filha, despediu-se de Hermione e Hugo e fez seu caminho de volta ao estacionamento. Os Malfoy haviam mudado de posição, ele estava parado ao lado de sua mulher conversando com mais um casal, aos olhos de Gina, pareciam Pansy Parkison e seu marido. Gina tomou fôlego e passou com sua filha por eles, seu olhar encontrou o dele por um segundo e seu coração inflamou-se de arrependimento mais uma vez... talvez se tivesse lutado mais... não, ela sabia que não podia, ela sabia que não havia maneira nem no passado, nem no presente, nem no futuro de Draco ser seu, somente seu.

[What I'd give for one more day
Just to say the things I need to say
If only…
Time was not erased]


O que eu daria por apenas mais um dia?
Apenas pra dizer as coisas que eu preciso dizer
Se ao menos o tempo não se apagasse


Passaram pelo grupo e sentiram o ar frio da cidade invadir suas narinas, Gina avistou o carro e caminhou em direção a ele, alguém agarrou seu cotovelo.

-Achei que iria demorar mais... – disse ela tentando disfarçar a voz embargada pelo choro e levando os dedos aos olhos para limpar as lágrimas.

-Acho que demorei tempo demais.

Era a voz dele. Seu chão sumiu sob seus pés novamente, o mundo girou e o cenário se transformou para a Sala Precisa transfigurada em um belo quarto. Gina virou-se para encará-lo, a respiração falhada e o coração acelerado.

-Draco... – sussurrou, a voz falhando

-Meu amor – seus lábios se desenharam sem emitir som.

-Lily – Gina proclamou sem tirar os olhos dos dele – Vá... convidar o Hugo para passar o dia lá em casa. A Hermione ainda está na estação.

-Pode ser o resto da semana? – perguntou a menina, animada

-Claro.

Lily saiu correndo de volta à estação, talvez sem perceber nada, talvez entendendo tudo... eles tinham que arriscar.

-Quanto tempo eu esperei para te ver de novo... ouvir a sua voz... sentir o seu perfume, tocar a sua face... – disse ele tocando o rosto da ruiva, ela fechou os olhos para aproveitar o toque, as lágrimas rolaram. – Eu precisava te sentir... ainda que dezenove anos depois.

-Draco... meu amor! – ela o abraçou. Sabia que era loucura e sabia que isso não poderia acontecer, mas precisava de sua segurança, de sua vida, precisava estar nos braços dele mais uma vez. Sabia que Harry podia chegar, que Lily poderia voltar, que isso poderia machucá-la ainda mais, sabia que era loucura, mas não teve forças para pensar em resistir.

-Eu não deixei de lembrar de você um só dia da minha vida...- ele murmurou em seu ouvido – Em todos os momentos que tivemos juntos. Você foi e é a única...

-Eu fui, eu sou e eu sempre serei seu passado, nada mais.

-Você é tudo que eu tenho.

-Você não me tem mais – disse ela separando-se dele e olhando-o nos olhos. Aqueles temidos e amados olhos.

-Não é o que essas lágrimas dizem – ele passou o dedão por uma das lágrimas dela.

-Há tanta coisa que eu devia ter dito... eu não devia ter deixado você ir.

-Eu teria ido da mesma forma. – respondeu ele – Nós não temos culpa.

-Quando não há mais nada a dizer, o que se pode fazer?

-Não havia, mas agora há.

-Algumas vezes o amor não é o suficiente, a vida não é um conto de fadas. – ela sorriu, as lágrimas tornaram-se mais grossas

-Eu gostaria que fosse, mas você tem razão. Eu queria que tudo fosse diferente... se eu pudesse voltar no tempo...

-Seria tudo igual. – ela murmurou – Infelizmente, há coisas marcadas para acontecer. Água e óleo não se misturam, você é um Malfoy, eu sou uma Weasley... O amor não é suficiente para contagiar a todos e mudar o mundo.

-Mas foi o suficiente pra me mudar, você me mudou.

-Os erros do passado não podem ser consertados, Draco. Você tem a sua esposa, seu filho lindo, eu tenho a minha vida também, nós estamos separados para todo o sempre. - concluiu ela com o choro aumentando, ele a abraçou.

[As you walked away
I knew I couldn't explain to you what is pulling us away
And I can't pretend I wanted this to end
For you and me]


Conforme você se afastou
Eu soube que eu não poderia te explicar o que está nos separando
E eu não posso fingir que queria que isso acabasse
Por você e por mim]


-Nós estamos a mundos de distância, não há nada que possa trazer você de volta pra mim. – ele concordou – Eu sei.

Mas eu também sei que eu nunca senti nada por ninguém, além do que eu sinto por você e sei que você me ama também.

-E nós vamos viver as nossas vidas e trancar os nossos sentimentos, mas nós sabemos que cada vez que ficarmos sozinhos ou que fecharmos os olhos, é um ao outro que iremos querer e pensar.

-Sim. Gih, você me promete uma coisa? – ele pediu

-Eu não sou boa em cumprir promessas. – ela baixou os olhos e sentiu as lágrimas voltarem a aumentar seu volume – Mas eu prometo e prometo que nunca vou quebrá-la, aconteça o que acontecer.

-Prometa que nunca vai me tirar do seu coração.

-Nem que eu quisesse – ela o encarou novamente – Eu posso fingir, eu posso sorrir e seguir em frente, mas só há um nome tatuado no meu coração “Draco”.

Ele ergueu a mão e mostrou para ela, a tatuagem ainda brilhava ali “Gina”. A ruiva pegou a mão dele e depositou um beijo ali, suas lágrimas fazendo a palavra brilhar.

-My blood’s still red for you. – foi ele quem disse

-Eu te amo.

-Eu também.

-Mamãe! – Lily estava de volta e acompanhada por seu primo Hugo.– A tia deixou!

-Que bom, filha.


-Você tem uma filha linda, parabéns.

-Obrigada. – murmurou limpando as lágrimas – Eu... tenho que ir.

Draco observou a mulher linda a sua frente e desejou que tudo pudesse sido diferente, sabia que não iria adiantar... Tocou os cabelos dela, o vento trazendo o perfume floral para suas narinas, aproximou-se e pregou um beijo demorado na testa dela.

-Nós viveremos nossas vidas diferentes em nossos mundos particulares, mas nem a vida e nem a morte será capaz de apagar o nosso amor. – ele sussurrou – Eu te amo, Gina. Adeus. Vejo você em outra vida, meu amor.

[So we live our different lives
It's so hard
And there's no more you and I
And I'm missing you tonight
But we're worlds apart]


Então nós vivemos nossas vidas diferentes
É tão difícil
E não há mais “nós dois”
E eu estou sentindo sua falta essa noite
Mas nós estamos a mundos de distância


-Nos vemos em outra vida – ela respondeu olhando dentro daqueles olhos sinceros mais uma vez. Deu às costas a sua felicidade e entrou no carro onde sua filha e seu sobrinho mantinham gostosa conversa sobre lendas de Hogwarts. Virou-se para vê-lo se afastar, dessa vez para sempre, de volta à estação, limpou a última lágrima que escorreu e murmurou com esperança – Em outra vida, meu amor, em outra vida.




Aff, que gay que ficou isso ‘-‘
Gostei não. Primeiro capítulo muito³³³ melhor.
Enfim, acabou a fic :] Short é tão sem graça ‘-‘
Enfim, pra quem ainda não leu a fic que antecede essa: http://fanfic.potterish.com/menufic.php?id=32568

Música: Worlds Apart - The Veronicas

Beijos e comente! Mania que o povo tem de não comentar quando é short ushauhsauhsuahusa.
Enfim, beijos.

07/03/09

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