Hoobastank - The Reason
Hoobastank - The reason
I'm not a perfect person
There're many things I wish I didn't do
But I continue learning
I never meant to do those things to you
And so I have to say before I go
That I just want you to know
I've found a reason for me
To change who I used to be
A reason to start over new
And the reason is you
I'm sorry that I hurt you
It's something I must live with everyday
And all the pain I put you through
I wish that I could take it all away
And be the one who catches all your tears
That's why I need you to hear
I've found a reason for me
To change who I used to be
A reason to start over new
And the reason is you (4x)
I'm not a perfect person
I never meant to do those things to you
And so I have to say before I go
That I just want you to know
I've found a reason for me
To change who I used to be
A reason to start over new
And the reason is you
I've found a reason to show
a side of me you didn't know
a reason for all that I do
and the reason is you
Hoobastank - The reason (tradução)
Não sou uma pessoa perfeita
Há muitas coisas que eu gostaria de não ter feito
Mas eu continuo aprendendo
Nunca quis fazer aquelas coisas a você
E então tenho de dizer, antes de partir
Que só quero que você saiba
(Refrão)
Encontrei uma razão para mim
Para mudar quem eu costumava ser
Uma razão para começar tudo de novo
E a razão é você
Estou mal por ter te machucado
É algo com que tenho de viver diariamente
E com toda a dor que te causei
Espero poder levá-la embora
E ser aquela que segura todas as suas lágrimas
É por isso que eu preciso que você ouça
(Refrão)
Encontrei uma razão para mim
Para mudar quem eu costumava ser
Uma razão para começar tudo de novo
E a razão é você
Não sou uma pessoa perfeita
Nunca quis fazer aquelas coisas a você
E então tenho de dizer, antes de partir
Que só quero que você saiba
(Refrão)
Encontrei uma razão para mim
Para mudar quem eu costumava ser
Uma razão para começar tudo de novo
E a razão é você
Encontrei uma razão para mostrar
Um lado meu que você não conhecia
Uma razão para tudo o que faço
E a razão é você
Capítulo 21
Um avanço
Rony fitava a fotografia dele e de Hermione no Baile do Ministério, quando sentiu um par de olhos observando-o e inalou o inconfundível cheiro de jasmim. Porém, permaneceu de costas, maravilhando-se com a beleza de Hermione em seu longo vestido perolado de seda plissada. Eles eram tão perfeitos juntos, rindo e girando pela pista de dança. Um casal apaixonado e feliz. Ao término do baile, eles haviam se dirigido para o apartamento dela e se amado pelo resto da noite. E ele chegara a pensar que adoraria fazer amor com aquela mulher por todos os dias de sua vida... Até ela destruir seus sonhos ao lhe revelar que preferia viajar para Roma e acrescer seus estudos e habilidades a casar-se com ele e formar uma família.
Hermione permaneceu estática, encarando os ombros largos do homem parado no meio de sua sala. Os altos ruídos a haviam atraído até ali. E qual foi sua surpresa quando se deparou com o homem que mais amava no mundo e que, por ironia, a havia magoado mais que qualquer outra pessoa. Suspendeu a respiração, mas não conseguiu sufocar um soluço.
O ruivo pareceu não se importar com a presença dela, pois nem se virou. Rony sorriu tristemente ao observar as próximas fotografias, a mais divertida, uma em que Hermione aparecia encarapitada em suas costas, os cabelos soltos e uma expressão de pura felicidade. Evitou chorar e fitar os belos olhos amendoados daquela bruxa tão adorada. Ela sabia de cada pensamento seu, mas, agora, não tinha mais o direito de ler sua mente.
- Rony?
Ele continuou de costas, imóvel e frio. Olhou para a última foto que tiraram juntos. Ela estava encantadora, com os cabelos presos em duas tranças frouxas, usando uma camiseta colorida, e dependurada em seu pescoço. Ambos sorriam para a câmera. Era difícil olhá-la e remoer lembranças, sabendo que ela não lhe pertenceria mais e que aquele sorriso espontâneo não lhe seria mais dirigido.
- Rony, o que está fazendo?
- O que parece que estou fazendo? – Ele disse, pegando sua garrafa de Uísque de Fogo e tomando um grande gole. – Estou pegando minhas coisas. – Arrancou duas fotos do álbum.
- Rony, não, você não pode levar as fotografias. Não é justo.
- Justo? – Ele riu, debochado. – Você sabe o que isso significa, Srta. Sabe-tudo? Então me deixa te dizer, justo não é abandonar alguém.
- Não estou te abandonando.
- Mesmo? E o que você diria que “ir para Roma” é? Um feriado prolongado?
- É a oportunidade da minha vida, você sabe disso.
- Para o inferno que é. Quando vai parar, Hermione? Quando você vai parar de colocar sua carreira acima... – Rony cambaleou para encará-la, sua raiva queimando no peito, querendo explodir. Mas ele parou com o que viu. Ele não esperara vê-la molhada e usando nada além de uma curta toalha, como se tivesse acabado de sair do banho. Deus, ela estava praticamente nua. Ele engoliu em seco. – Acima... Acima de nós? – Gaguejou, sua boca de repente seca.
Hermione não se moveu. Seus olhos estavam fixos nos dele e ele podia senti-los o atraindo, suplicando por ele.
- Não estou colocando minha carreira acima de nós. – Ela sussurrou, um suspiro de exasperação lhe escapando. – Eu te amo. Mas tenho que fazer isso por mim.
O coração de Rony falhou uma batida enquanto ela dizia que lhe amava. Mas, por mais que não quisesse, ele desprezou as outras palavras. Ela ia para Roma. Seu tom era definitivo.
- Obviamente, você não me ama o bastante.
- Acredita mesmo nisso? – Ela perguntou raivosamente, seu rosto avermelhando. – Porque, se é o que pensa, é melhor pararmos por aqui.
Rony deu de ombros e esforçou-se para firmar as pernas, a garrafa de Uísque de Fogo em uma mão, o álbum de fotos em outra.
- Bem, estou indo então.
- Rony, por favor, não leve as fotografias.
- Você pode ir para Roma sem minhas fotografias. E minha camisa. – Ele disse, se encaminhando para o quarto dela e agarrando a camisa da cabeceira da cama. Ele sabia que ela ficaria chateada. Era a camisa que ela adorava, com a qual dormia noite após noite, mesmo quando eles estavam juntos. Era de um tom laranja berrante que colidia violentamente com os cabelos dele, mas ela dizia que a adorava justamente por essa razão.
Hermione soluçou mais uma vez e o seguiu. Seus olhos se arregalaram quando deparou com Rony vasculhando suas gavetas à procura de mais objetos dele que ela mantinha cuidadosamente guardados.
Mas não havia nada. Ela já tinha empacotado e ele espiou uma caixa classificada com o nome de “Rony”, próxima à mala de viagem. O coração dele parou dentro do peito e as lágrimas surgiram em seus olhos teimosamente. Ele não queria que ela o visse chorar...
- Já me apagou da sua vida? Jogando-me no lixo junto ao resto de suas porcarias?
- Rony, não... – Ela murmurou, tomando seu braço. – Você está bêbado.
Ele puxou o braço, furioso. Sua pele, geralmente pálida, avermelhando.
- Não estou bêbado! – Berrou, com a voz trêmula.
- Está segurando uma garrafa de Uísque de Fogo e está cambaleando. Você está bêbado.
- É, bem, não estou tão bêbado assim para ver que você vai viajar e deixar a mim e minhas coisas para trás.
- Não posso levar tudo comigo, Rony.
- Não, suponho que não. Acho que planeja substituir tudo quando chegar lá. – Ele terminou sua frase entre dentes, sua implicância clara.
Hermione apenas suspirou e apertou a toalha junto ao corpo. Foi quando ele a olhou novamente. Ela ainda estava molhada. Gotículas de água pingavam dos longos cachos, percorrendo o colo e terminando no chão. Ele então percebeu que ela tremia levemente, obviamente de frio. Seus braços estavam cruzados sobre o peito, erguendo seus seios e criando um profundo “v” entre eles. Suas pernas longas e torneadas se projetavam da toalha.
- Rony, por favor, não torne as coisas mais difíceis.
Ela o alcançou e apertou sua mão, imediatamente enviando um choque de eletricidade para ele. Ela não o tocava há um bom tempo, era inevitável que a reação em suas calças fosse tão impetuosa. Oh, como ele ansiara pelo gosto dela e por beijá-la uma última vez!
- Você ainda está molhada. – Ele disse, seus olhos se suavizando e sua mão apertando a dela em resposta.
- Eu sei.
Então, hesitante, Rony se aproximou dela. Com seus corpos quase se tocando, Rony podia ouvir a respiração acelerada de Hermione e podia visualizar seu peito subindo e descendo rapidamente de excitação, talvez medo. Ela tremia de frio ou de desejo? Ele não tinha certeza. Apenas estava certo de que ela era muito mais forte e determinada que ele. Sem aquela morena, ele morreria de inanição. Ela era seu oxigênio, a certeza absoluta de que o Paraíso existia. Nos braços dela, ele era imbatível, era o homem mais completo e feliz do mundo. Quando ela saísse do país, e lhe deixasse com o peito sangrando, ele sabia que tudo perderia o sentido. Para quê acordar a cada manhã, se ela não estaria ao seu lado na cama? Para quê trabalhar, se ela não estaria à sua espera, talvez enfezada com alguma atitude sua, pronta para dar-lhe um sermão e esbravejar, mas, acima de tudo, pronta para perdoá-lo e aceita-lo com todos os seus anseios e todas as suas inseguranças, em seu corpo, em sua alma, em sua vida.
Ele afastou os braços dela devagar e roçou os dedos na toalha. Sem dizer uma palavra, desatou o nó que prendia o tecido e o puxou, deixando Hermione totalmente nua. Permaneceu com olhos fitos nos dela, admirando cada reação de seu belo rosto, nutrindo-se de cada respiração e suspiro. Desceu os olhos por seus cabelos úmidos e despenteados, indo para seu pescoço delgado e elegante e parando em seus seios frêmitos. Acariciou seus braços com a toalha, esfregando e apertando delicadamente, secando cada gota d’água. Secou as pontas de seus cabelos, sorvendo o delicioso cheiro de xampu. A toalha resvalou no pescoço e na clavícula, detendo-se demoradamente no vale entre os seios. Ela não se moveu, mas prendeu a respiração quando a toalha roçou nos mamilos e desceu pelo ventre, que ondulou em resposta às carícias. Estar tão perto de Hermione fazia com que a ânsia de abraçá-la aumentasse a níveis alarmantes. Controlando os ânimos, Rony chegou ao triângulo bem desenhado entre as coxas suaves. Os quadris dela arremeteram por instinto quando o tecido tocou em seu âmago.
Extasiado por afeta-la tanto, Rony ajoelhou-se, reunindo toda sua força de vontade e descendo a toalha por uma perna longa. Entendendo sua intenção, Hermione colocou um pé em seu colo, dobrando o joelho e lhe dando uma visão privilegiada de seu recanto sedutor. Cobiçoso, tocou-a entre os parcos pelos, fazendo-a estremecer e gemer alto. Tocou a pele que protegia o clitóris e contornou os lábios maiores com as pontas dos dedos, molhando-as com sua lubrificação. Teve ganas de prová-la até que ela convulsionasse e sua boca se enchesse do seu doce sabor, mas, em seu coração, ele sabia que não faria diferença, pois Hermione viajaria no dia seguinte e nenhum toque carnal mudaria isso.
Rony rapidamente ficou de pé e estendeu a toalha à Hermione. O rosto dela estava inteiramente em choque, e ele percebeu que ela esperara que ele a tocasse mais profundamente e a tomasse na boca. Talvez até mesmo imaginasse que ele faria amor com ela. Ela pegou a toalha, as lágrimas aflorando em seus olhos.
- Rony, eu...
- Não, Hermione. É tarde. Acabou.
- Por favor, não vamos falar sobre isso.
Hermione praticamente se jogou contra ele, derrubando a toalha ao chão, o corpo macio e curvilíneo esfregando-se contra sua dolorosa ereção. Ficando nas pontas dos pés, tomou seu rosto entre as mãos, os olhos castanhos luzindo de desejo e Rony também identificou um brilho de dor e desespero, mas que, naquele momento, preferiu ignorar. Primeiro apenas o oscular de lábios, como se fosse o primeiro beijo, e depois uma pressão maior indicou urgência. Logo, suas línguas se atacavam e exploravam. O mesmo gosto inigualável se fez presente entre os dois. Hermione traçava a extensão de seus braços com os dedos ágeis e ansiosos, seus seios contraíam-se contra seu tórax. Quando o ar faltou, as pernas de Hermione bambearam e Rony a suspendeu, levando-a rapidamente para a cama. Ela sentou-se de pernas entreabertas, num convite mudo, e Rony ajoelhou- se diante dela. Beijou e lambiscou seu pescoço e seus ombros, alheio aos tremores dela, enquanto corria a mão por suas pernas e entre suas coxas.
Uma voz resmungona em sua cabeça lhe dizia que, agindo assim, só dificultavam a relação e a inevitável separação, mas seu peito se enchia de esperança a cada suspiro ou gemido mal contido que escapava dos lábios de Hermione. Cada batida retumbante do coração daquela mulher lhe prometia um futuro acolhedor. Inclinou-se e capturou um mamilo entre os dentes, molhando-o de saliva e a apertando-o com força controlada, do jeito que ele sabia que a enlouquecia e a fazia flutuar. Ele não podia pensar na possibilidade de deixá-la, pois desprezava o amanhã.
Hermione choramingou quando Rony mergulhou os dedos em seu calor e mordiscou o outro seio. Enquanto a estocava lenta e firmemente, deslizou a boca por sua barriga, desfrutando da pele acetinada. Ao chegar à sua intimidade, beijou-a ali. Continuou a penetrá-la com os dedos e a língua, sorvendo a umidade que brotava dela. Foi então que ouviu um pequeno soluço e a sentiu se retrair. Ergueu os olhos para a fisionomia dela, retirando seus dedos e desistindo de provocá-la com a boca. Hermione chorava, seus olhos estavam brilhantes e Rony pensou que a tristeza que a acometia tornava sua beleza, vívida e entusiástica, também etérea, sobre-humana. Instantaneamente, seu coração vibrou e doeu.
- Shhh, Hermione. – Ele disse suavemente, esperando parar as lágrimas. Ela apenas o fitou.
A mágoa dela o atingiu como um soco no estômago. Por que ela tinha que fazer isso com eles? Ele a amava. Mais do que tudo no mundo. Por que ela não podia amá-lo do mesmo jeito? Ela não o amava o bastante, e a revelação fez com que as lágrimas rolassem pelo rosto de Rony também.
Hermione viu as lágrimas e levantou uma mão para secá-las. Ele franziu a testa, bravo consigo mesmo por permitir que ela o afetasse assim. Por permitir que ela o visse assim.
- Não... – Ela disse, quando ele a olhou de viés.
- Não o que, Hermione? Não te deixar ver que partiu meu coração?
Ela estremeceu quando ele disse isso, tirando sua mão do rosto dele.
- Não... Me odeie.
Rony se levantou e se sentou na cama perto dela, entrelaçando seus dedos com os dela.
- Como pode pensar isso? Você sabe que eu te amo.
- Apenas me prometa que quando eu for embora você não começará a me odiar? Eu não poderia viver se eu achasse que me odeia. Eu só quero que entenda.
Ainda havia lágrimas em seus olhos. A ideia de odiar Hermione fez Rony soltar um soluço. Ele nunca poderia odiar a mulher que era tudo para ele. Ele nem sabia se poderia existir sem ela, mas ele se recusava a pensar nisso, fantasiando desesperadamente que ela poderia mudar sua resolução e ficar com ele para sempre. Que ela viria para ele e diria preferiria morrer a passar anos longe dele. Mas era uma fantasia. Não, ela poderia viver facilmente sem ele e era o que mais doía. Saber que ele provavelmente fracassaria sem ela, e ela provavelmente se recuperaria sem ele.
- Eu nunca poderia te odiar, Hermione. – Ele disse com um sorriso triste brincando nos lábios.
- Que bom. – Ela lhe sorriu de volta, as lágrimas se foram quando ela ouviu sua confiança. – É melhor assim. Sem mais raiva. – Ela se inclinou e o beijou na bochecha, afastando-se lentamente. Mas eles não podiam parar com um beijo na bochecha, Rony pensou, enquanto devorava seus doces lábios. Ela respondeu como ele esperava, correndo as mãos por seu cabelo e pressionando o corpo contra o dele.
Rony deixou suas mãos vagarem pelo corpo nu dela novamente, ainda a beijando com ferocidade. Ele estava feroz de propósito. Parte dele queria machucá-la. Machucá-la tanto quanto ele estava machucado. Mas ele também queria que ela sentisse prazer extremo com seu toque, então ela nunca esqueceria. Nunca se esqueceria dele.
Hermione gemeu e deitou na cama enquanto ele subia sobre seu corpo, seu peso a pressionando contra os lençóis deliciosamente. Ele ainda estava vestido e ela puxou sua camiseta, tirando-a e arremessando-a ao chão. Rony desceu com os lábios sobre sua pele e por seu corpo, deliciando-se com o jeito dela arquear as costas, querendo mais. Ela abriu as pernas para dar-lhe mais acesso quando ele alcançou o centro de sua feminilidade. Hermione choramingou quando os lábios dele a beijaram e sua língua se aprofundou nela. As mãos dele se ergueram para cobrir seus seios, rolando seus mamilos entre os dedos delicadamente.
- Oh, Rony.
Hermione investiu com os quadris, à margem do orgasmo, sentindo sua musculatura comprimir-se. A boca dele trabalhou com mais força, sua língua se movendo com sofreguidão, o que a fez ofegar seu nome. Ela estava tão quente e úmida que Rony se sentiu como se fosse explodir quando a observou tremer e fechar os olhos enquanto gozava. Hermione convulsionou, suas mãos apertando os lençóis amarrotados enquanto murmurava frases entrecortadas e incoerentes.
Rony se afastou dela, deixando-a recuperar a respiração. Sua ereção pulsava dentro das calças e ele tirou o jeans. Acariciou-lhe os cabelos escuros e soube que não podia mais esperar para possuí-la. Inclinou-se e a beijou, sua língua penetrando a boca dela do mesmo jeito que penetrara em seu corpo. Ela respondeu ao beijo com paixão, tateando seu membro sobre o tecido da cueca. Rony resmungou em frustração. Como se lesse sua mente, Hermione sentou-se sobre seu estômago. Para provocá-lo, lambeu seu pescoço e peito, detendo-se nos mamilos, e finalmente chegando ao cós da cueca. Ela beijou a trilha rubra que conduzia direto ao membro ereto e o despiu totalmente, atirando a peça ao chão. Admirou-o por poucos segundos, antes de abocanhá-lo e friccioná-lo com as mãos. Rony não queria que terminasse assim. Queria estar dentro dela e dar-lhe o melhor sexo de sua vida. Assim, a cada dia na capital italiana, ela se lembraria daquela noite especial e lamentaria por nunca mais poder repeti-la. Num impulso, tirou-a de cima de si e a fez deitar de lado, de costas para ele. Lambeu toda a linha de sua coluna, parando perto do último osso. Puxou-a para si e, afastando os fios cacheados, mordiscou-lhe a nuca. Instintivamente, Hermione agarrou os lençóis e pressionou o bumbum contra sua excitação.
Também deitado de lado, Rony enganchou uma mão por debaixo da perna de Hermione e a ergueu no ar, ajeitando-se e penetrando por trás. Com a mão livre, acariciou as nádegas e a coxa da parceira. Permaneceu quieto por alguns segundos, sentindo que ela o enlaçava com seus músculos firmes. Querendo prolongar a excitação de ambos e guardar cada segundo que estava dentro dela, Rony moveu-se lentamente.
Estimulado pelos gemidos prolongados da amante, alternou entre investidas firmes, lentas e mais velozes. Deixou de acariciar o corpo da parceira e levou a mão diretamente ao sexo dela, primeiro afagando levemente, explorando cada curva para, enfim, estimulá-la diretamente no clitóris. Hermione mordeu o lábio fortemente e jogou a cabeça para trás, repousando sua mão sobre a do amante e guiando-lhe os movimentos. A tortura parecia infindável, quando o orgasmo a engoliu. Seu corpo todo tremeu, as ondas múltiplas de choques a invadindo e tomando-lhe qualquer pensamento, esmigalhando cada célula de seu ser.
Ainda ouvindo seus gritos e querendo acompanhá-la, Rony investiu com mais insistência. Deslizava profundamente para depois se retirar. Sugou o pescoço da parceira, sabendo que provocaria uma marca, mas pouco se importando. Sentiu o corpo quente e suado de Hermione tremer novamente, sob a influência de outro orgasmo intenso. Sentindo-a cada vez mais apertada, seu membro latejou com maior ardor, suas veias pareciam achatar-se e o orgasmo também se aproximava. Quando gozou com fúria, Rony mordeu a pele delicada do ombro da amada, sugando, contundindo e machucando. Ela era dele. E, mesmo que o abandonasse, continuaria sendo.
- Você é minha. – Ele rugiu em seu ouvido enquanto se despejava dentro de Hermione e a fazia gozar novamente, envolta em dor e prazer.
Imobilizaram-se, transpirando. Hermione sentia toda a sua intimidade palpitar, sensível, mais consciente de seu corpo do nunca. Com Rony ainda a preenchendo, ela sentia as mãos grandes acariciando seus quadris arredondados. O ombro doía vagamente, mas ela encontrava-se esgotada, saciada demais para realizar qualquer movimento. Fazendo um esforço monumental, Hermione se moveu e mudou de posição e ele saiu dela, sentindo a perda instantaneamente.
- Adeus. – Ele falou baixinho, sabendo que era a última vez que podia sentir Hermione assim. Ela se virou com os olhos fixos nos dele. A dor pareceu golpear seu coração milhões de vezes.
- Nunca diga adeus. – Ela sussurrou, aconchegando-se nele e descansando a cabeça em seu peito. Ela fechou os olhos e Rony agradeceu internamente por ela não reparar, ou não mencionar, as lágrimas que corriam soltas por seu rosto.
A respiração de sua eterna sabichona regularizou e ele percebeu que ela havia adormecido. Beijou-a na testa com todo o carinho e levantou-se da cama com cuidado, olhando para a mulher que lhe era irresistível. Vestiu-se rapidamente, sem parar para contemplar o que estava perdendo. Pegou sua garrafa de bebida. Sem pensar, pegou o álbum de fotografias e a camisa alaranjada e colocou-o sobre o travesseiro onde estivera deitado há pouco. Inclinou-se e aspirou o perfume, misturado à essência de sexo e loucura, pela última vez.
- Ade... – Começou a sussurrar, mas parou, lembrando das últimas palavras de Hermione.
Nunca diga adeus.
Então ele não disse. Apenas saiu sorrateiramente, sentindo-se indigno e com seu orgulho ferido, tendo como única amiga a noite escura e vazia.
Hermione acordou cedo. Sua mão tocou o ferimento no ombro, encontrando uma única gota de sangue. Rezou para que pudesse ostentar aquela marca para sempre, como um lembrete do amor que deixava para trás e que sabia que jamais recuperaria.
Ele tinha ido embora.
Ela se sentou e respirou profundamente quando viu a camisa jazendo perto dela. Pegou a camisa e enterrou o rosto nela, aspirando profundamente. O cheiro fraco de Rony ainda tinha poder sobre ela e começou a chorar. Soluçou pesadamente, e mais forte do que jamais se permitira. Foi então que percebeu o álbum de fotografias próximo dela, aberto na foto dela e de Rony dançando no Baile do Ministério. As lágrimas voltaram e Hermione se jogou na cama. Ela se encolheu em uma bola, abraçando a camisa de Rony contra ela como se o abraçasse, e chorou sozinha até voltar a dormir.
***
Logo após acordar de um sonho particularmente atordoante, com direito a flashes de cenas da noite de despedida entre ela e Rony, cerca de dois anos atrás, Hermione resolvera iniciar sua investigação sem perder tempo. E lá estava ela, parada em meio à neve, diante da porta de sua mais nova companheira de trabalho, se tudo corresse como o esperado.
- Hermione, o que faz aqui?
Hermione sorriu radiante com a expressão surpresa de Tonks. Seu cabelo estava preto hoje, à altura do ombro e repicado, e seu robe pink atado em seu corpo, como um contraste com sua pele pálida e seus olhos cor de violeta.
Tremendo sob sua pesada capa, Hermione ergueu os olhos para a neve que caía e se acumulava sobre a casa e as ruas:
- Queria te fazer umas perguntas, isto é, se não se importar.
- Oh, sim, claro. – Tonks recuou e abriu mais a porta para que Hermione entrasse, ajudando-a a tirar a capa, antes de fechar a porta e conduzi-la para a cozinha. – Deixe-me fazer um pouco de chá para você, deve estar congelando.
Hermione assentiu enquanto Tonks, um pouco atrapalhada, esbarrava com força na mesa, e então sorriu quando a bruxa mais velha desferiu uma série de feitiços que envergonhariam um Weasley. Um pequeno som no fundo da cozinha a distraiu e fez com que o rosto de Hermione se iluminasse de prazer e encanto. Tanner Lupin, adorável em seu cercadinho, tentava se levantar em suas perninhas gorduchas para examinar a visitante.
- Oh, que lindo que você é? – Hermione perguntou alegremente, baixando para o cercadinho e pegando Tanner. Ele a encarou, seus olhos arregalados e curiosos, antes de gorgolejar. Acomodando-se na cadeira da cozinha, Hermione o analisou enquanto Tonks fazia chá, maravilhada em como ele se parecia com Remo.
Tonks se aproximou da mesa com duas xícaras nas mãos. Ela colocou uma em frente à Hermione e sentou-se ao seu lado, seus olhos enterneceram enquanto olhava para o filho. Hermione acariciou os cabelos macios e castanhos do bebê e sorriu:
- Ele é tão lindo!
- Claro que é. É a cara do papai, não é, meu querido? – Tonks perguntou, tomando-o cuidadosamente nos braços quando ele começou a fazer manha. – Ele está crescendo tanto. Já me imagino levando-o a King’s Cross para embarcar no Expresso de Hogwarts.
Hermione bebericou o chá, sentindo um gostinho de menta. O chá relaxou seus nervos enquanto ela se esforçava para chegar ao ponto certo sobre o que ela precisava saber.
- Como vai o Tanner? Digo, desde que ele nasceu, ele não...
- Não, o Curandeiro disse que ele não contraiu a licantropia do Remo. – Tonks pousou um rápido beijo na cabeça de Tanner antes de arrumá-lo em seu colo. – Ainda poderia acontecer, se estivesse se desenvolvendo em seu sangue, mas, até agora, não há sinal.
- Você deve estar aliviada.
- Estou. – Tonks suspirou e desviou os olhos do chá. – Pensei que isso ajudaria o Remo, mas...
- Mas o quê? – Hermione pressionou, gentilmente, curvando os dedos ao redor da xícara e aquecendo-os.
Tonks deu de ombros, como se quisesse permanecer indiferente, mas franziu o cenho, acariciando a bochecha de Tanner distraidamente enquanto ele tentava abocanhar seu dedo.
– Remo tem estado relutante em se aproximar de Tanner, até de segura-lo, desde que... Desde o que aconteceu. Ele nem me toca mais.
- Oh, Tonks, tenho certeza de que não é nada além de medo. – Hermione disse piedosamente, se inclinando para lhe alcançar a mão gentilmente. – Ele te ama, ama vocês dois. Provavelmente está tão traumatizado quanto você, até mais.
- Mas é que - Tonks começou com uma pontada de exasperação – eu não estava traumatizada. Assustada, sim, mas Remo estava fora de si. Eu sabia que, talvez, pudesse acontecer, e eu aceitei o risco quando me casei com ele. – Ela sorriu agradavelmente, levantando-se para colocar Tanner de volta no cercadinho. Ele fez manha por um momento, balançando os braços e as pernas, antes de Tonks conjurar um hipogrifo de pelúcia. Uma vez que ele estava gorgolejando alegremente, Tonks sentou-se e tomou um longo gole de chá antes de continuar. – Mesmo assim, estou bem, graças a você, e Remo continua um pouco paranóico sobre toda a coisa.
- Paranóico?
Tonks assentiu:
- Ele me disse que estava sonhando, mas, obviamente, parecia real. Ele podia ouvir alguém falando com ele, quase como se estivessem no mesmo quarto, lhe dizendo para me morder. Encorajando.
Hermione sentiu sua curiosidade chegar ao auge e a fitou:
- Uma voz feminina?
- Ele não mencionou. – Tonks pareceu pensativa por momento. - Em todo caso, ele não dorme bem desde então. E todos esses ataques são contra a Ordem, e ele está no limite ainda mais. Não sei mais o que fazer.
- Tonks, você acha que alguém usou a Maldição Imperius no Remo? – Hermione perguntou, desejando ter trazido pena e pergaminho para tomar notas.
- Suponho que seja possível, mas a pessoa tinha de ser muito poderosa para penetrar na mente dele.
- Bem, ele estava dormindo. – Hermione mencionou, contornando o topo da xícara com os dedos. – Estava muito mais vulnerável. E, como você mencionou, havia ataques contra os membros da Ordem. E é muito conveniente vocês serem membros.
Tonks arqueou uma sobrancelha delicada, em curiosidade:
- Está dizendo que os ataques estão relacionados com o que aconteceu com o Remo? Pensei que o que ocorreu com a Hestia e os outros fossem ataques físicos.
- E foram. – Suspirando, Hermione se reclinou na cadeira e puxou uma mecha de cabelo espesso para trás da orelha. – Mas eu vi... Senti o que aconteceu a você. Só consigo captar os crimes que envolvem a Ordem. Eu estava forte o suficiente aquela noite para deter o que poderia acontecer. Harry é resistente à Maldição, assim, como eu, e, se você resiste à Maldição, você começa a reconhecer quem está falando em sua mente. E não consigo evitar pensar que quem usou a Imperius no Remo percebeu isso [a resistência] e decidiu recorrer a meios mais simples de matar, como o que vimos com o Neville.
- E a Gina?
- Uma mensagem pessoal ao Harry, mesmo que ela tivesse sobrevivido ou morrido. – Estremecendo, Hermione esfregou os dedos na ponte do nariz. – Esses Comensais da Morte, ou o que quer que sejam, são engenhosos, nunca deixam uma pista concreta para trás quando matam. Voldemort estaria orgulhoso.
Tonks tremeu à menção do nome, mas levou o chá aos lábios e tomou um gole:
- É uma possibilidade, Hermione, definitivamente. Só que não tivemos sorte em rastrear as varinhas deles, ou quem está fornecendo informações do Departamento. Além de nos arriscar e atraí-los, não sei mais o que podemos fazer.
Hermione forçou um sorriso, apesar de se sentir horrorizada. Desde sua descoberta acerca dos pais de Imelda, ela evitava Rony e Harry, e tentava colocar tudo em perspectiva antes de interpelar Sirius. Suas suspeitas só cresceram quando se lembrou de Imelda estar fitando a lua pela janela antes da visão de Hermione, de Remo e Tonks. Claro, poderia ter sido coincidência, e Hermione provavelmente poderia estar levando isso para o lado do ciúme ostensivo, mas algo simplesmente não se encaixava, então, ela começou a pensar sobre todos os ataques.
Embora muito de sua teoria fosse vago, Hermione estava certa de que havia mais de um bruxo, ou uma bruxa, por trás desses crimes. Além disso, ao mesmo tempo, havia apenas um, poderoso o suficiente para estar no comando, para orquestrar as coisas, e impiedoso o suficiente para matar sem hesitação. E eles pareciam ter acesso ilimitado a informações de dentro, então as possibilidades eram inúmeras.
- Precisamos continuar de olho. – Hermione disse finalmente, flexionando os dedos em ansiedade. – Se nos arriscarmos, vamos atraí-los, Tonks. Temos que fazê-lo se quisermos que eles parem.
Com um minúsculo suspiro, Tonks terminou seu chá e olhou para Tanner, que tinha adormecido abraçado ao hipogrifo:
- Farei o que for necessário, Hermione. Se tiver um plano, estarei disposta a ajudar, sabe disso.
Hermione se inclinou para apertar a mão de Tonks mais uma vez:
- Esperava que dissesse isso.
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Em que ponto de sua vida ele tinha estragado tudo? Rony fitou as penas em sua mesa antes de suspirar e esfregar as mãos nos olhos em frustração. Imelda estava recuperada agora, tudo estava como antes do ataque.
Rony precisava encontrar uma boa hora e falar com Imelda, sobre o futuro deles, ou melhor, a decisão de terminar. Porém, mesmo com Hermione lhe dando espaço, ele não conseguia falar. Ele sabia que as palavras estavam ali. Ele gostava de Imelda de verdade e, se Hermione Granger não fizesse parte de sua vida, ele estaria feliz com Imelda. Mas o fato era que Hermione existia e ela era, além de outras coisas, a única bruxa para Rony Weasley.
Sempre que tentava falar com Imelda, as vogais e consoantes de sua justificativa ficavam mutiladas, como um Feitiço Convocatório particularmente difícil, seu desejo desaparecido e sua resolução fraca. Ele desprezava sua própria indecisão e sabia que não poderia continuar com a enrolação. Ambos mereciam o melhor, e ele sabia que, embora Hermione esperasse, ela não esperaria para sempre, e havia um milhão de Ethans lá fora apenas querendo tê-la, amá-la e cuidá-la.
Fazendo uma careta com o pensamento, Rony bufou audivelmente e descansou a testa na mesa. Talvez fosse hora de desistir de todas as mulheres. Elas não eram nada além de estresse, ultimatos e...
- Não é muita Cerveja Amanteigada para o almoço?
Rony ergueu os olhos e afastou os cabelos dos olhos enquanto Harry adentrava o pequeno espaço:
- Pensei que estivesse em casa com a Gina.
- E estava. Digo, estou. – Ele encolheu os ombros e olhou para a pilha de trabalho na mesa de Rony. – Pensei em pegar alguma papelada para levar para casa. Gina está começando a se irritar comigo.
Sorrindo largamente, Rony separou algumas pastas e as estendeu para Harry:
- Talvez você pare de encher a paciência dela. Ela já aguenta o suficiente da mamãe.
Harry suspirou audivelmente e pegou as pastas:
- Ela é uma teimosa, isso sim. Não bebe todo o chá. Não se alimenta direito, também...
- Dê tempo a ela, Harry.
Harry pareceu querer protestar, mas, finalmente, meneou a cabeça e deu uma olhada na papelada em suas mãos:
- Hermione voltou há alguns dias.
- Eu sei.
- Eu te disse que ela voltaria.
- Eu sei.
- Vai falar com ela?
- Estou tentando, Harry. – Aborrecido, Rony ficou de pé e pegou suas vestes das costas da cadeira, colocando-as e então ambos caminharam para o corredor. – Ela tem estado “ocupada”. Eu a vejo correndo de um lado para o outro e não consigo falar com ela.
- Você acha que ela está deliberadamente te evitando? – Harry perguntou, e Rony deu de ombros, enquanto tentava arrumar o colarinho.
- Não sei bem o que ela está fazendo. Tudo que sei é que ela está começando a me enlouquecer.
- E a Imelda?
- Ela está me enlouquecendo também. – Rony resmungou, cumprimentando um Auror que passou por eles.
- Quero dizer, você falou com ela? Sobre a Hermione?
Rony relanceou o olhar para Harry antes de baixar a voz. A última coisa que ele precisava era de fofoca sobre seus relacionamentos se espalhando pelo Departamento:
- Não, mas estou tentando.
Harry suspirou e meneou a cabeça:
- Não acho que esteja sendo justo com ela.
Rony parou abruptamente e pegou Harry pelo braço:
- Sendo justo com quem, exatamente?
- Imelda. – Harry replicou, olhando ao redor do corredor antes de voltar sua atenção para Rony. – Você deveria ter acabado com isso há muito tempo.
- E você acha que não tentei? – Rony respondeu, ríspido. – As coisas só continuam... Acontecendo. Hermione e aquele imbecil, Imelda sendo atacada e então Hermione foge para Roma...
- Chega de desculpas, Rony! Você percebe que quanto mais tempo demora a resolver isso, mais difícil e confuso fica? Eu adoro a Hermione, mas Imelda é minha amiga também. Se gosta da Imelda, então precisa terminar com ela. Agora.
Rony abriu a boca para responder quando a porta do escritório de Sirius se abriu, seguida de vozes suaves. Ele e Harry observaram Hermione parar no corredor e fechar a porta de Sirius atrás de si. Ela lhes lançou um rápido olhar antes de rumar para a direção oposta. Os dois homens se encararam antes de segui-la, chamando-a até finalmente ela se arrepender e se virar para encará-los.
- Desculpem, mas estou ocupada agora...
- Não nos contou que estava de volta. – Harry censurou, a curiosidade tentando decifrar as anotações no pergaminho dela, que ela segurava contra o peito.
- Tenho trabalho a fazer. – Ela respondeu simplesmente. – Estou aqui para isso, Harry. Estive ocupada pesquisando. Não tive tempo de tomar um chá casualmente... Estou tentando...
- Você poderia nos incluir no que descobriu. – Rony interrompeu, aborrecido com ela e consigo mesmo. – Estamos trabalhando no caso também.
Hermione o olhou, zangada, e, então, pareceu que ela ia responder quando, de repente, ela relaxou e olhou por sobre o ombro de Rony. Confuso, Rony seguiu seu olhar e viu que Imelda caminhava em direção a eles. Suspirando internamente, ele relutantemente aceitou o rápido beijo dela e tentou não se afastar quando ela o tocou no braço.
- As coisas pareciam tensas aqui. – Imelda disse com um sorriso. – Está tudo bem?
- Tudo ótimo. – Hermione disse radiante, pegando Harry e Rony de surpresa. - Só estou atualizando esses dois sobre os recentes assassinatos.
- Então você encontrou mais informações. – Harry disse devagar, lançando um olhar confuso para Rony. – Por que não veio até nós, Hermione?
- Acabei de contar a vocês. – Hermione pigarreou e leu às pressas o pergaminho em suas mãos. – Acabei de falar com o Sirius. Agora que voltei para casa, falei com a Tonks.
- Tonks? – Rony perguntou, tentando não parecer muito burro. – Ela não está no caso, Hermione!
- Ela ainda é uma das melhores Aurores que Sirius tem e está disposta a me ajudar. Acho que Tonks seria uma parceira imparcial. Trabalhamos bem, juntas.
Rony estreitou os olhos para Hermione, de repente doido por uma briga. Um rápido olhar de Harry e o toque dos dedos de Imelda em sua mão detiveram Rony de arrancar o pergaminho das mãos de Hermione.
- Hermione, Rony tem razão. Tonks não deveria ser envolvida. – Harry estava muito mais calmo, apesar de Rony conseguir ver a impaciência fervendo em seus olhos verdes.
- Acho que vocês dois deveriam lhe dar o benefício da dúvida. – Imelda disse antes de sorrir para Hermione. – Estou certa de que, se Hermione acha que Tonks pode ajudar, então deveriam deixar. Qualquer coisa para resolver esse caso, certo?
- Certo. – Hermione concordou, apesar de Rony conseguir ver a sisudez em seu sorriso. – Tonks está trabalhando em um novo feitiço que será capaz de rastrear as assinaturas mágicas dos responsáveis. E quebrará a barreira de qualquer feitiço dos Comensais da Morte... Ou Irmandade – independente de como se autodenominam. Ela terá o feitiço completo no mais tardar essa noite.
Chocado, Rony encarou Hermione, antes de gaguejar, tentando pensar em uma resposta apropriada:
- Maldição, Hermione, isso é brilhante!
- Então poderemos ter as pessoas sob custódia amanhã de manhã. – Imelda acrescentou, apertando a mão de Rony. – Não é maravilhoso, Rony? Eu imagino que o Profeta vai elogiar o Ministério pelos próximos meses.
- É, é ótimo... – Rony passou a mão pelo cabelo, tentando compreender tudo. – Então você está dizendo que um simples feitiço...
- Não é simples. É bem complicado. Tonks esteve trabalhando nele por vários dias e Remo tem trabalhado até tarde. Ela vai me mandar uma coruja assim que terminar e então vamos testá-lo em uma das varinhas confiscadas. – Hermione falou num único fôlego, seguido por um sorriso entre os três.
- Se me derem licença, tenho que trabalhar nesse relatório para a Tonks. Sirius quer que ela seja um tipo de assistente no caso, então tenho que apressar o que estivemos trabalhando.
Rony observou quando Hermione girou nos calcanhares e rumou para seu escritório. Harry estava comentando que ela era uma bruxa brilhante, Rony estava tentando se concentrar nas centenas de pensamentos que bagunçavam sua mente. Imelda puxou sua mão, lhe chamando a atenção, e ele pigarreou, esperando não ter sido pego fitando Hermione.
- Tenho que ir. – Imelda estava dizendo, com os olhos brilhantes. – Tenho algumas coisas para cuidar antes do meu horário acabar. Te vejo no jantar.
- Oh. Certo. – Rony a beijou de leve nos lábios e a observou ir antes de recostar-se contra a parede e olhar para Harry. – Minha vida é uma merda.
Harry revirou os olhos e esfregou a nuca:
- Certo, Rony, Sabe, tudo poderia ser consertado com uma única conversa honesta. Pare de ser um filho da puta e faça logo. Pareço sua mãe falando.
Rony olhou zangado para Harry, mas caiu na risada:
- Imbecil. Vá para casa, para a Gina. Te deixarei saber se alguma coisa aparecer.
- Claro. Quando Tonks e Hermione tiverem esse feitiço completo em breve, podemos fechar esse caso e mandar aqueles bastardos para Azkaban no fim dessa semana.
- Só podemos esperar. – Rony murmurou e acenou um adeus, então começou a descer o corredor para o escritório de Hermione. Ela estava à escrivaninha, como sempre, escrevendo no pergaminho, seu lábio inferior preso entre os dentes e suas sobrancelhas unidas em concentração. Rony imediatamente baniu os pensamentos lascivos e pigarreou para ganhar a atenção dela
Surpresa, ela ergueu o olhar para ele e então relaxou, lentamente baixando a pena enquanto seus olhares se encontravam:
- Rony, desculpe por não te contar sobre a Tonks.
- Tudo bem. Não estou bravo com isso. – Ele entrou no escritório e enfiou as mãos, nervosamente, nos bolsos das vestes. – Queria que tivesse me dito que estava partindo.
- Sinto muito. Foi um impulso. E precisava ser feito.
- Concluiu o que precisava fazer enquanto estava fora?
- Sim, conclui. – Ela assentiu e suspirou antes de baixar o olhar. – Mas vejo que você não.
Rony xingou e rodeou a escrivaninha, forçando-a a encará-lo antes de se ajoelhar ao lado dela.
- Vou cuidar disso, Hermione. As coisas têm sido difíceis com a Imelda sendo atacada, e então você desapareceu.
Hermione o parou ao erguer as mãos para o rosto dele, contornando suas bochechas com os polegares. Rony imediatamente relaxou, desejando que pudessem parar de falar, de pensar e apenas sentir. Tudo que ele queria era tomá-la em seus braços e beijá-la, beijá-la de verdade.
- Rony. – Ela começou devagar, ainda acariciando sua pele. – Preciso me concentrar nesse caso agora. Preciso ajudar a descobrir quem fez isso e pará-lo. Preciso aprender a controlar minhas habilidades. Não posso deixar que meus sentimentos pessoais interfiram mais. Estava me deixando doente. Não posso ajudar ninguém, me estressando e constantemente sonhando com você.
- Hermione...
- Sei que quando estiver pronto para terminar com a Imelda, você o fará. E quando fizer, pode vir até mim. Mas, até lá, Rony, somos profissionais e estamos trabalhando juntos em algo mais importante do que você e eu. – Ela hesitou e mordeu o lábio inferior e Rony percebeu que custava muito a ela fazer aqueles planos. Ela estava colocando sua confiança nele e lhe dando o tempo que ele jamais havia dado a ela dois anos atrás. Ele baixou o olhar quando ela acariciou seu cabelo. E então ela sussurrou as palavras que nunca falhavam em arrepiá-lo e fazê-lo se sentir desmerecedor ao mesmo tempo:
- Eu te amo, Rony.
- Também te amo. – Ele sussurrou, erguendo a mão para cobrir a dela antes de se afastar. Ele se levantou enquanto ela voltava a se concentrar no trabalho e ele correu uma mão em seu rosto antes de parar ao batente da porta. – Acho que o que você e Tonks estão fazendo é brilhante.
Ela sorriu para ele e corou levemente:
- Obrigada. Só espero que funcione.
Ele começou a sair quando ela o chamou novamente, seu sorriso de repente desapareceu.
- Sim?
- Eu... Eu queria te dizer que sinto muito. – Ela começou. – Por te magoar quando parti. Por muito tempo, pensei que estava certa e você errado e que era inteiramente sua culpa por não estarmos juntos. Mas... – Ela continuou, franzindo o cenho. – Era minha culpa também. Eu deveria ter visto o seu lado das coisas também. Você tinha sonhos aqui e não era justo que eu te pedisse para largar tudo e ficar comigo. Fui egoísta também. Eu só... Sinto muito, Rony.
Incerto sobre o que dizer, ou mesmo sentir, Rony não pôde fazer nada exceto observá-la. Eles se fitaram por muito tempo, as ondas de emoções fluindo sobre eles até Rony finalmente tomar coragem para desviar seu olhar do dela. Ele tentou falar, mas sua voz estava seca, então ele meramente assentiu e escapou do escritório.
Ambos tinham cometido tantos erros. E já passara o tempo para que eles consertassem os erros um do outro. Mas ele desejava isso.
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N/A: Meu lado malvado me manda fazer isso: lendo a fic da tradutorazinha às escondidas, Hooliger? Continua com medo de mim? Eu já disse que não mordo.
Agora, olá para todos! Ao contrário do que a Tina escreveu aí embaixo, esse é o último capítulo traduzido. Daqui para frente, eu escrevo e espero que não saia uma merda. Chutei o balde com essa NC, que é parte traduzida (falas). Não sei se ficou vulgar, mas meu senso de oportunidade anda meio avariado.
Queria dar as boas vindas aos novos leitores e agradecer todos os comentários.
Flá, te respondo pelo MSN, ok? Pedro, nem esquenta porque a Tina está acostumada com as minhas loucuras. Na verdade, acho que ela até se identifica.
Já vou desejar uma Feliz Páscoa para todos. Então, comam bastante chocolate e se divirtam.
Nem vou pedir para comentarem, porque já cansei. Cada vez mais penso em colocar essa fic em hiatus ou deletar, já que ela não para de afundar.
Agora, é com a Tina e seu N/B gigantesco.
Bye!
N/B Tina Weasley Potter!: Meus Guris e gurias, queria dizer que a nossa querida Carol não postou o meu n/b no cap passado, eu o escrevi, mas ela estava brava com vocês e não o postou. Bem estou cá eu para o N/B do cap 21... e me desculpem, mas eu não posso deixar de começar falando o que eu disse no n/b passado que vocês não leram.... EU SABIA, EU SABIA, EU SABIA... AQUELA FILHA DE UMA PUTA, PROSTITUTA, SALAFRARIA, VIGARISTA, DESGRAÇADA, CACHORRA, SAFADA, SEM VERGONHA, VAGABUNDA, CHINELONA, CARA DE PAU, SARNENTA, EU SEMPRE SOUBE QUE ELA ERA DO MAL.... SEMPRE SOUBE QUE ELA TINHA UM DEDO PODRE, SE NÃO FOR COMPLETAMENTE PODRE, AQUELA RUIVAZINHA DIARAQUE, CARALHO MESMO, EU SABIA DISSO, MINHAS DESCONFIANÇAS NÃO FORAM A TOA, ESSA IMERDA VAI TER QUE SE FERRAR..... AAAAAA Ok, desculpem a falta de compostura, mas saber que essazinha ai tem sangue de comensais da morte como eu sempre desconfiei, me faz perder a pose, aaff!
Agora sim, o cap 21... Minha querida maninha Carolzita, o que pensas que estava fazendo quando começou o capítulo com essa parte Rony e Mione? Pelo amor de meus filhinhos, peloamordemerlin, pelas ceroulas do Dumbledore, pelo creme anti-rugas da McGonnagall.... aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa Se mata, a coisa está tão quente que é de rachar cabeça de cusco em beira de sanga... Meus butiás caíram dos bolsos, podres e bichados... Ai aiaiaiaiaia... aiaiaiuiuiui Foi um pega pra capar e tanto, valha-me nosso senhor. E ainda tem essas frases de efeito, que são para deixar a tina aqui mais vermelha do que tomate no sol: Sua ereção pulsava dentro das calças e ele tirou o jeans. Acariciou-lhe os cabelos escuros e soube que não podia mais esperar para possuí-la. CARALHOOOOOOOOOO, o que é isso ... “ Tina sai correndo pega um copo de água bem gelado, mas não adianta, corre de novo ao Frezzer pega uma forminha de gelo e coloca tudo dentro da blusa.... o gelo derrete em segundo e o calorão pega de novo.” Cassete, não vou sobreviver até o fim, desse cap, meu pobre coração não pode mais agüentar esse tipo de emoção, estou tremula, meu coração palpita descontrolado aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, estou enfartando. Meu jesus, maria e josé.... ela engoliu o coitado... JESUS ME ADD, ME CHAMA DE TICO-TICO E COME TODO O MEU FUBA... alguém salve o Rony porque a Mione está comendo ele, literalmente.... KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Meu Merlin, e depois de tudo descobre-se que era só um sonho e meu coração se despedaça pela separação dos dois, que ruivo mais cabeça-dura esse hein? Meu mago da gloria... mas tudo bem, agora vou me recompor e falar do restante do cap: Tina respira, inspira, respira, inspira... controle seu corpo, não trema mais... acalme-se.... ok, controle voltando.... ussa, uussaa .... ( essa eu aprendi com o Will, bad boys 2 hahahahahaha)
AA, o Tanner é lindo, mas eu prefiro Teddy hehehehehe, coisa fofa, ainda bem que ele não manifestou (ainda) alguma tendência a ser lobisomem... Olha só, não é que eu queira me gabar, a modéstia impede, mas tudo leva a crer que eu tinha razão, vamos as provas, agora a Mione está indo atrás de tudo, e tudo tem ligação com, aquela vagaranha, filha de um lunático satanista de uma figa..... Ah Imerda, tua hora esta chegando, sua desgraçada.... arrreeee que ódio que eu tenho dessa vadia.
Tudo o que faltava nesse capítulo é a falta de culhões do Rony para dar um pé na bunda dessa cretina, aarrre é só dizer: adios, hasta la vista, que a porta bata onde o sol não bate, o revua, good bye, até logo, escafeda-se, sai logo daqui... e ele não diz isso aiai, Rony tem que assistir mais TV para aprender umas dicas de como se dar um fora em alguém. E o Harry todo dando sermões para abrir os olhos desse sensibilidade de uma colher de chá para ver se ele toma uma atitude, DALHE Harry!!!!
Báh, a preocupação do Harry com a Gina é linda, aaaaaa eles são tão fofos, também depois de Save-me o mínimo é que eles vivam, bem na Before... hehehehehe
Amei essas tirada: - Não sei bem o que ela está fazendo. Tudo que sei é que ela está começando a me enlouquecer. - E a Imelda? - Ela está me enlouquecendo também...
Ótimo Carolzita, esse cap está cheio de entendimento e encaminhamento para resoluções... Está de parabéns como sempre, e fazer a Hermione jogar a isca bem quando a Imelda apareceu foi uma cartada de mestre, ou melhor, mestra. Nossa e que final brilhante, PUTA QUE PARIU, QUEBRA O OVO QUE EU TO CHOCADA! É melhor eu ir parando por aqui que esse n/b está grande demaissssssssss...
Maninha, mais uma vez um cap brilhante e cheio de coisas incríveis, estou com a expectativa a mil para o próximo... Te amo.
Grande beijos ao Pedrão, Rejinha, Mica, Oráculo e a todos os que lembram de deixar um beijinho para a betinha aqui, euzinha.
Beijos a todos vocês, um grande quebra costelas e não deixem de comentar e deixar a Carol Tri feliz, assim ela traduz rápidão o próximo cap...
Fui!
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