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4. Capítulo 04


Fic: Desejo-te DM-HG Long


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 4


 


- Venha, Granger. – ela hesitou, mas eu sabia de uma coisa – Ou saímos daqui agora ou eu acabo com seu “amiguinho”. – era só o que eu precisava. Um motivo para socar a cara daquele imbecil. Mesmo lutando contra Voldemort nunca fui com a cara daquele maldito garoto metido a herói. Ela saiu da cama. Percebi que ela tremia. Fiz a única coisa que podia ter feito.


 


 


Draco pegou na mão dela e levou-a para fora. Ela apenas obedecia e seguia-o calada. A pequena mão ainda tremia. Draco guiou-a até fora do castelo. Pararam embaixo da arquibancada de quadribol. O vento balançava os cachos e alguns fios grudavam no rosto molhada pelo choro. Draco soltou-a.


 


- Que merda aconteceu? – o sonserino perguntou. Ele reparou que todo aquele ar que ela tinha nos últimos dias havia sumido. Não via ali a grifinória sedutora que vinha deixando-o louco. Via a Granger de antigamente. Ela não respondeu. Ela que volte sozinha para o quarto. Retomei meu caminho sozinho. Mal dei dois passos e pensei que ele ainda pode estar ali. Potter filho da puta. Fiquei parado de costas para ela.


 


- Não sei o que houve, Malfoy... Nunca esperei uma atitude dessa por parte do Harry.


 


- Cuidado com suas brincadeiras, Granger. – Draco virou e encarou os olhos dela. Ainda estavam amedrontados. - É muito difícil um homem se conter diante das suas insinuações.


 


- Eu percebi, Malfoy... – ela passou os dedos pelos olhos limpando o excesso de lágrimas. – Obrigada. Melhor eu voltar. – o sonserino segurou-a pelo braço.


 


- E se ele estiver lá?


 


- Durmo na Grifinória hoje...


 


- Acompanho você - Maldita. Toda aquela calma depois do que havia acabado de acontecer. Será que ela não percebia? E se houvesse outros? E se outros estivessem de olho naquele jogo dela? Se eu me importava? Na verdade, sim. Não por ela. Mas, pelo simples fato que era para mim. Era comigo que ela estava jogando. Era comigo que ela teria que acertar as contas no final de tudo.


 


- Prefiro ir sozinha, Malfoy – e, sem esperar por resposta, Hermione tomou o caminho do castelo sem ouvir o xingamento murmurado pelo sonserino. Quando achou que ela estava suficientemente afastada, começou a segui-la. Valeu-se de seu treinamento como Comensal que acabou nunca se tornando para segui-la em silêncio.


 


Milhões de pensamentos e sentimentos passavam desordenados pela cabeça da grifinória. Sempre teve em Harry seu porto seguro. Seu amigo. Seu companheiro. Seu primeiro amigo. Seu primeiro amante. Sabia que havia um brilho estranho nos conhecidos olhos verdes. Ele agiu de forma... insana. Como um animal incontrolável e aquele não era o Harry que ela conhecia. Caminhava de cabeça baixa. Um caminho já conhecido. Poderia fazê-lo de olhos fechados. Algumas lágrimas escorriam. Não imaginara nada daquilo quando começara seu jogo. Mas tinha certeza de uma coisa: não seria o ocorrido que a impediria de ter Draco Malfoy. O sabor e o toque dele ainda queimavam suas lembranças. Ainda ardiam em seu corpo. Um sorriso nasceu em seus lábios: por que Draco havia aparecido em seu quarto?


 


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Hermione acordou com a sensação de que a noite anterior não havia passado de um terrível pesadelo. Porém, assim que seus olhos encontraram com o de Harry no salão comunal, ela leu o arrependimento e a vergonha. Ignorou-o e seguiu em direção à saída.


 


- Mione, espere... – ele correu na direção dela. Ela respirou fundo. Virou-se cruzando os braços. Alguns estudantes passavam sem dar muita atenção aos dois amigos.


 


- Não temos nada para conversar.


 


- Sim,... eu... eu preciso me desculpar... eu... não sei...


 


- Poupe-me. – ela levantou a mão num gesto claro de interrupção.


 


- Por favor, Mione...


 


- Estou indo tomar café. Quem sabe mais tarde tenho tempo. – ela disse num tom de claro desdém e passou pelo retrato da Mulher Gorda.


 


- Mais tarde não posso! Tem jogo contra a Sonserina! – ele disse andando atrás dela. Hermione parou com brusquidão e respondeu:


 


- Então... foda-se. – mostrou o dedo do meio e retomou o caminho do Salão Principal.


 


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Draco Malfoy saiu do chuveiro. Passou a mão nervosamente pelos cabelos molhados. Era dia de jogo. Jogaria contra Potter. Não importava derrotar ninguém mais. Ainda tinham contas para acertar com o grifinório metido a herói. Vestiu seu uniforme e seguiu calado e solitário para seu desjejum.


 


Chegou lá e encontrou Hermione sentada ao lado de Rony e Gina. Ela estaria segura. Pouco depois Harry entrou. Os olhos do loiro faiscaram de raiva. Apertou com força o pedaço de pão que segurava. Os farelos caíram sobre a mesa.


 


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Naquele dia Hermione não olhou para Draco. O loiro sentiu falta do jogo de sedução. Culpava o Potter por isso também. Por ter se metido em algo que era dele. Algo que era de um Malfoy.


 


Encontrou Hermione apenas nas aulas que tiveram juntos, mas ela ignorava-o da mesma forma que ignorava Harry. Olhava para ela diversas vezes tentando ver qualquer sinal: um olhar sedutor, um botão desabotoado, uma língua percorrendo os lábios carnudos... Porra... Não é possível! Draco olhou para baixo e xingou a si mesmo. Havia ficado excitado.


 


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O sol estava escondido atrás de algumas nuvens quando os estudantes apinhavam-se nas arquibancadas esperando ansiosos pelo início do jogo. Hermione estava ao lado de Luna que fora proibida de narrar jogos devido às suas divagações. Simas Finnigan fora chamado como narrador e estava muito animado com a oportunidade.


 


- Boa tarde para tooooooodos!!! – anuncia animado. Todos vêm abaixo em gritarias. A torcida pela grifinória era nitidamente maior. Não era de hoje a aversão que a Sonserina causava tanto para os lufa-lufas quanto para os corvinais. Aquele era o primeiro jogo da temporada. – Damos início ao jogo mais esperado! Damos início à competição pela taça de quadribol de Hogwaaaaartssss! – mais aplausos e assobios. – Pelo time da Sonserina, recebam – e seu tom de voz tornou-se bem desanimado - o goleiro, Teodoro Nott; os batedores, Crabbe e Goyle; os artilheiros, Zabini, Bulstrode e Jack Nott; como apanhador e mais novo capitão do time, Draco Malfoy – a torcida sonserina explodiu em vivas que foram apagados pelas vaias da torcida adversária. – e agora... o time vencedor das últimas copas... o time praticamente invicto há quase sete anosssssssssssss – o time da grifinória!!!! O goleiro, Rony Weasleyyy; os mais novos batedores, os irmãos Creevey; artilharia de fazer inveja a qualquer time profissional, Gina Weasley, Thomas e McLaggen; e nosso herói... no campo e fora dele... Harryyyyyy Poooootteeeer!


 


Os dois times entraram em campo agradecendo os aplausos. Madame Hooch explicou as regras. Harry e Draco fuzilavam-se.


 


- Os capitães apertem as mãos... – a juíza falou. Eles apertaram com força excessiva. Não ouviram quando foi o apito soou.


 


- Ainda terá que me explicar o que foi fazer no quarto da Mione... – Harry falou entredentes. As mãos se espremendo com extrema violência. Draco riu debochado.


 


- Só preciso de um motivo, Potter... Um pequeno motivo para quebrar sua cara por ter sido tão abusado... – levantou voo desfazendo o contato e emendou – a Granger está louca por mim... e saiba que não preciso forçar nada para tê-la... Quando eu quiser... ela vem... rastejando... – dizendo isso, disparou a procura do pomo.


 


Harry segurou a vassoura com tanta força e raiva que os nós de seus dedos ficaram esbranquiçados. Por um segundo, pensou em desistir de procurar o pomo e ir atrás de Malfoy. Porém, ver a torcida gritando seu nome, lembrou que seria ótimo vencer mais uma vez a Sonserina no jogo.


 


- E parece que Harry lembrou-se que está no meio do jogo e que a rivalidade com Malfoy deve ser resolvida em campo! Tomas faz um belo passe que é pego de forma esplêndida por McLaggen! Ele vem desviando-se muito bem dos oponentes! Colin e Denis provam que são bons no que fazem desviando os balaços com precisão! Bulstrode tenta alcançar Gina Weasley que já tem posse da goles, mas....... é tardeeeeeeeeeee! Dez pontos para grifinória!!! Em um movimento rápido, Nott lança a goles para seu irmão... Será que avisaram a Bulstrode de que lado fica seu campo!!! Ela parece mais perdida que cego no meio de diabretes! Zabini lança a goles, e.......... WEASLEY! Rony, Rony defende! Todos gritam o aclamado hino inventado pelo nosso atual oponente. Harry e Malfoy ainda sobrevoam o campo sem demonstrar qualquer sinal de ter localizado o pomo.


 


Hermione acompanha tudo calada. Seus olhos acompanham os movimentos de um determinado apanhador. Sim, aquele que ela mesma queria apanhar. Os cabelos finos esvoaçando ao vento. A pose de autoridade e concentração. Sentiu seu sangue ferver e seu baixo ventre se contrair. Como alguém poderia mexer tanto com sua libido?


 


- E mais 10 pontos para a Grifinória!!!!! Será que a Sonserina não conseguirá furar o bloq... Jack Nott impede que a bola chegue até Gina, passa para Zabini... Um balaço é atirado por Colin, mas Goyle manda longeeeee! Num lance ele... marca... 40 a 10 para a Grifinória e os sonserinos abrem o placar.


 


- Poderia ser mais discretas nesses seus olhares, Mione... Mione?


 


- Ah, sim... Luna? Que foi?


 


- Eu disse que poderia ser mais discretas nesses seus olhares...


 


- Estou prestando atenção ao jogo, Luna.


 


- Sei... Não sabia que todas as bolas estão com o Malfoy... afinal...


 


- Deixa de falar besteiras! – a morena declarou olhando para os lados com medo que alguém escutasse – Aqui não é lugar!


 


- Exatamente, amiga... Seja mais discreta antes que comece a despertar a curiosidade de nossos colegas... – Hermione apreensiva para os lados. Todos estavam atentos ao jogo, mas talvez fosse melhor ouvir os conselhos de Luna...


 


O jogo continuou tenso. Por mais que a Sonserina fizesse boas jogadas, o time da Grifinória estava sempre com pelo menos 20 pontos de vantagem. Draco sobrevoava o campo ansiosamente. Seus olhos percorriam toda a extensão aérea como uma águia que caça sua presa. Os cabelos finos balançando com o vento. A roupa colando e demarcando o corpo a cada movimento que fazia para verificar se não havia visto o pomo em algum ponto. Era sua única saída. Pegar o pomo antes de Potter.


 


Como desviar os olhos dele? Toda a razão, as palavras de Luna, a seriedade sumiam ao ver aquele corpo... Ele conseguia ficar ainda mais sexy com aquele uniforme. Eu até conseguia imaginar cada músculo que havia sobre o tecido que o cobria tão injustamente. Nunca quis tanto ser um objeto como quis ser aquela vassoura e o ter sobre mim. Ele segurava-a com força. Dominava-a. E eu quero isso também. Ser dominada por Draco Malfoy. Os olhos acinzentados podiam ser confundidos com o céu que agora escurecia. Ele estava tão concentrado. Naquele momento eu era apenas um ponto entre muitos. Uma voz entre muitas. Secretamente, torcia para que ele apanhasse o pomo. Ver aquele sorriso irônico e cheio de sarcasmo. Harry ficaria puto. Um sorriso nasceu em meus lábios, inconscientemente. De repente, as feições dele mudam. Concentração. A vassoura é guinada para um ponto... olho para Harry e percebo...


 


- Harryyyyyyyyyyyy Pooootteeeeer dirige-se para pegar o pomo! Seguindo seus movimentos, Malfoy também muda a direção de seu voo!!! A corrida está acirrada! Harry faz uma inclinação... Malfoy continua na mesma rota. Parece que nosso herói consegue adivinhar o caminho do pomo!!! Mas, Malfoy está  se aproximando... Os dois estão muito próximos! Mãos esticadas... eeeeeeeeeeee apanha o pomo!!!!!!!!!!!!!! Harry Potter consegue mais uma vez!!!


 


A torcida grita histericamente pela vitória do time da Grifinória. O jogo é encerrado sob uma salva de palmas e gritos. Draco chega ao chão furioso. O time da grifinória já se encaminha para o vestiário. Todos muito felizes e animados. A estreia dos novos jogadores foi excelente. O time jogou com sincronia e precisão. Para Harry, no entanto, a vitória tinha um gosto diferente. Pegar o pomo antes de Malfoy era algo indescritível.


 


O grupo da Sonserina vinha mais atrás. Cabisbaixos. Todos, exceto Draco Malfoy. Ele olhava irritado para as costas de Harry Potter. O heroizinho babaca... Órfão idiota e imprestável! Ele sempre está um passo a frente... Sempre... Quem olhasse para Draco naquele instante veria um ódio que poucos teriam coragem de enfrentar. Nesse instante, Hermione se aproxima dos amigos. Abraça a todos menos, Harry. Draco estanca e o resto do time toma o caminho para o vestiário sonserino.


 


- Parabéns! – a morena grita abraçando Gina, Logo Luna chega pulando nos braços de Rony que a abraça pela cintura. Os irmãos Creevey são parabenizados, mas logo se despedem alegando precisarem urgentemente um banho.


 


Draco ainda observa tudo e aos poucos se aproxima.


 


- Viram minhas defesas??? Acho que vou desistir de ser auror e investir na carreira de jogador de quadribol! – exclama Rony animado.


 


- Pois é... Esteve excelente mesmo! – Cormaco dá um tapa amigável no ombro do ruivo e também segue o caminho do vestiário. Hermione percebe a aproximação de Draco. Harry, segue seu olhar.


 


- Ora, Ora, Malfoy... Veio aqui pedir algumas dicas de voo? – ele ri debochadamente sendo seguido por Dino e Rony. Gina e Luna, antecedendo um problema, olham para Hermione que está calada. As amigas ainda não sabem do incidente ocorrido no dia anterior. Draco permaneceu calado. Impassível. Encarou Harry por alguns instantes e depois seu olhar percorreu todo o grupo. Parou em Hermione.


 


- O que tanto olha, Malfoy? – adiantou-se Ron irritado pela ousadia do sonserino. O sorriso. Como ele pode ser tão irritantemente sensual? Hermione sentiu suas pernas bambearem e mudou de posição para tentar disfarçar.  Grifinória tola... derretendo-se tão facilmente? Só os idiotas aí do lado que não percebem...  


 


- Então, veio pedir algumas dicas de voo? – Harry perguntou com ironia. O que vim fazer? Nem eu sei o que vim fazer... Quebrar a cara do Potter é algo bem tentador...


 


- Cale a sua boca, Potter! Sabe que temos um assunto para resolver! – os olhos do loiro desviaram de Hermione, para Harry e depois para Hermione novamente.


 


- Não, Malfoy. Você que tem explicações para dar...


 


A risada debochada. A vassoura no chão. Os braços cruzados em frente ao peito.


 


- Eu? Você até que tem senso de humor, Potter. Todo metido a herói. Ovacionado. Mas, seus amiguinhos sabem o que anda fazendo escondido pelos quartos dos outros?


 


- Malfoy! Chega! – Hermione falou sabendo o rumo da conversa. Ele descruza os braços e passa um de suas mãos pelos cabelos, jogando-os para trás. Sorriso nos lábios.


 


- Cale a boca, Malfoy! – Harry ordenou. Tremor em sua voz.


 


- Ah, cadê a sua prepotência, Potter?


 


- Chega, Malfoy... – Hermione tornou a pedir. Draco olhou com raiva para ela.


 


- Tem algo que não estamos sabendo? – perguntou Rony olhando para o amigo.


 


- Você não contou para seu amiguinho ruivo sobre sua aventura de ontem, Potter?


 


- Malfoy... por favor... cale-se... Isso é problema meu!


 


- Na boa, Granger... A partir do momento que eu vi o que vi, passou a ser problema meu. - passou a ser problema meu. E isso pelo simples fato que a Granger era meu objetivo. Minha obsessão. Minha desconcentração. Minha tara. Meu desejo.  E aquele maldito moleque metido a senhor certinho cometera um grande deslize... um grande erro. Mexeu com algo meu.


 


- De que merda vocês estão falando? – o ruivo tornou a perguntar, já demonstrando sua irritação.


 


- Cale a boca, Malfoy! Não tem o direito de falar nada! – Harry deu um passo a frente. Poderia ser um movimento ameaçador para qualquer outro, menos para Draco Malfoy.


 


- Não falarei nada mesmo, Potter. Você que explicará para seus “seguidores” por que invadiu e agarrou a Granger contra a vontade dela ontem a noite. Agora, me dão licença... Preciso ir para meu vestiário. – Draco virou sem disfarçar o riso. Podia achar o Weasley um completo idiota, mas ele jamais deixaria de proteger Hermione. E nada como causar uma briga entre os dois amigos.


 


- Do que ele estava falando, Harry? – foi Gina quem perguntou – Hermione? – ela apenas balançou a cabeça em negativa. Rony olhava de um para outro. Atônito. Aproximou-se de Hermione.


 


- Malfoy... o que ele disse... – Rony estava nervoso e não conseguia ordenar suas frases. Luna tentava acalmar os ânimos. – Fala... Hermione... Não entendi... as insinuações de Malfoy são... – mas ele não precisou de respostas. Os olhos castanhos estão com lágrimas. Olhou ameaçador para Harry, que começou a se justificar.


 


- Calma, cara... Você conhece o Malfoy, ele distorceu tudo... Eu estava apenas tentando entender por que a Hermione não queria ficar comigo! E ela... ela beijou Malfoy! – mas, nada era capaz de desfazer o ódio de Rony. Nada. Para ele, Hermione era alguém especial. Um amor infantil. Uma irmã. Uma amiga especial. Alguém para ser sempre cuidada e admirada.


 


- Quero ouvir de você, Harry... Afinal, você agarrou ou não agarrou a Mione? – Rony dizia as palavras pausadamente, alternando com nada delicados cutucões no peito do moreno. Harry encarou os olhos azuis enfurecidos, depois desviou sua atenção para Hermione que observava tudo calada. Abaixou a cabeça e murmurou.


 


- Eu me descontrolei... Agi como um covarde... – antes que alguém pudesse se manifestar, o punho fechado de Rony foi de encontro ao rosto de Harry. Desprevenido, o moreno foi ao chão. Instintivamente Gina deu um passo na direção do amigo caído, mas Rony disse gravemente:


 


- Não ouse. – ele pegou Hermione pela mão e a puxou, sendo seguido por Dino, Gina e Luna. Harry limpou o sangue que escorria da boca e jurou que Malfoy pagaria pelo que havia feito.


 


Luna chamava pelo nome do namorado, mas era inútil. Dino ainda processava tudo que acabara de ouvir e lançava olhares cúmplices para Gina.


 


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Hermione saiu do banho enrolada na toalha e deixou que o corpo caísse sobre a cama. Não queria que seus amigos soubessem sobre o ocorrido em seu quarto. Sentia-se culpada e envergonhada. Tinha motivos para isso? Talvez não, mas não queria que o ocorrido chegasse ao conhecimento dos seus amigos, principalmente da forma que chegou. Odiava profundamente Malfoy pela ousadia.


 


Ter que explicar para Rony foi o mais difícil. O nervosismo e a decepção estavam estampados nas feições do grifinório. E, se não fosse por Dino, teria sido impossível impedi-lo de voltar para terminar o que começou em Harry.


 


Aquele assunto seria resolvido. Agora.


 


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Draco seguia calado de volta para o castelo. Queria ele mesmo ter dar um belo soco em Harry, mas saber que o grupinho grifinório estava desestruturado já era alguma coisa. Principalmente, depois da derrota no jogo. Queria apenas ter ficado para assistir o desfecho da confusão que criara.


 


Andava calado ignorando os olhares de decepção dos colegas da sonserina e de deboche das outras casas.


 


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Abriu a porta com raiva e deu de cara com Gina.


 


- Vim ver como você está... – a ruiva falou meio sem graça.


 


- Estou bem,... na medida do possível.


 


- O jantar está começando... Vem comigo?


 


- Estou sem fome, Gina... – Hermione falou desanimada.


 


- Nada disso! – a ruiva passou o braço pelo braço da amiga. – Vamos juntas para comer... quero saber como anda seu plano de conquistar o loiro sonserino... – Hermione sorriu agradecida. Era bom mudar de assunto.


 


Chegaram ao Salão que estava relativamente vazio. Elas sentaram-se uma de frente para outra na ponta da mesa da grifinória. Mal Hermione começara a comer e viu Draco passando do outro lado.


 


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Draco andava com a mesma pose de sempre. Não seriam aqueles seres inferiores que o incomodariam. Passaria reto pelo salão e seguiria direto para seu quarto.


 


Andava com a austeridade que o sobrenome Malfoy caracterizava. Apesar da derrota, apesar de não ter pego o pomo, apesar dos olhares e das conversas sussurradas, ninguém ousou confrontá-lo abertamente.


 


Não pode deixar de notá-la. Parecia um radar em seu corpo. Virou o rosto e a viu sentada à mesa. Ela conversava calmamente. Era bom vê-la com aquele ar despojado. Draco sorriu sedutor. Estava na hora de uma pequena inversão no jogo.


 


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Como não olhar para ele? Loiro filho da puta que transpira sensualidade. E aquele maldito sorriso... Simplesmente aquele olhar, aquele sorriso irônico de lado é o suficiente para fazer minha sanidade ir passear pela Floresta Proibida. Pareceu-me que ele mudou a direção que tomava e optou por sentar-se à mesa da Sonserina. Claro, de frente para mim. Gina, nada discreta acompanhou meu olhar e riu abertamente. Não sei o que ela disse, sei apenas que ela sumiu do Salão Principal.


 


Havia outras pessoas, outros estudantes, professores... Tudo havia sumido para mim. No meu campo de visão, apenas aquele maldito sonserino com aquele maldito sorriso...


 


Draco serviu-se com o creme de ervilha que havia para o jantar. Tudo parecia coreografado. Ele não desviou por nenhum momento seus olhos de Hermione. Ela parecia hipnotizada.


 


Os lábios finos e bem desenhados. Ele é a masculinidade em pessoa. O sex appeal que muitos anseiam ter. O homem que qualquer mulher quer ter sobre si, sob si,... Não lembrei da comida que esfriava em meu prato. Sentia apenas uma quentura no meu ventre... e mal sabia que o que estava prestes a ver ainda mexeria muito com minha imaginação.


 


Para Draco ele passou muito tempo a mercê das manipulações da grifinória de sangue-ruim. Mas, o que fazer? Ela conseguira mexer com seus mais íntimos desejos. Desde que as provocações haviam começado ele não conseguira relacionar-se com mais nenhuma mulher. E ele era um Malfoy. Não poderia ser subjugado. Principalmente por uma maldita grifinória.


 


Vi quando ele sorriu. Aquele sorriso que demonstrava que não se brinca com Draco Malfoy. E eu soube que era a minha vez de sofrer as torturas mentais e sexuais que por tanto tempo eu fizera com ele.


 


Ele sorvia o líquido da colher de maneira deliciosa. Parecia que a colher brincava nos lábios dele. Uma língua que detectava todos os sabores de forma sensual. Eu queria ser saboreada daquela forma. Sobre aquela mesa.


 


Malfoy filho da puta.


 


A colher deslizava entre os lábios. A língua percorria a colher milimetricamente. Senti um formigamento e sabia que aquela imagem estava deixando-me totalmente excitada. Sim, por que ele poderia estar brincando com um objeto. Uma colher. Usamos diariamente este utensílio, mas na minha mente ela por outros lugares que ele percorria aquela língua que eu sabia muito bem o gosto que tinha.


 


O prato foi abandonado. A colher deixada de lado. Mexi-me desconfortável. O contato entre nossos olhares não se quebrava.


 


Racionalidade: levanta daí. Seja discreta. Olhe para os lados. Ele é Draco Malfoy.


 


Desejo: vá até lá. Beije-o. Possua-o. Brinque com ele. Ele é Draco Malfoy.


 


Guerra interior e o filho da puta não para de me provocar.


 


Ele pegou um doce. Sonho (N.A.: licença poética. Não sabia qual doce inglês poderia usar. E o doce sonho cabia direitinho na cena que estão prestes a ler...). Minhas mãos pregaram com força na mesa. Minhas unhas chegaram a arranhar a madeira. Ele tinha razão em uma coisa: em não sabia com quem estava jogando.


 


Ele mordeu o doce. Mordeu de forma sedutora. O recheio cremoso ficou na lateral da boca. Lambi meus próprios lábios. Fechei os olhos e acredito ter demorado uma eternidade para abrir.


 


Abri-os lentamente. Ele lambia o recheio. A língua daquele loiro filho da puta passava com volúpia pelo interior do doce. E eu senti como se lambesse o interior de outro lugar. Senti-me mais molhada que nunca.


 


Ele passou o dedo na lateral de seus lábios limpando o excesso do tentador recheio. Depois lambeu o dedo adocicado. Mordi meus lábios com força. As unhas ainda arranhando a mesa.


 


Racionalidade. Desejo. Racionalidade. Desejo. Desejo.


 


Levantei num supetão. Pela primeira vez, ele pareceu surpreendido. Durou segundos. O sorriso irônico voltou e eu sabia que ele sabia que naquele momento ele venceu.


 


Sai com a esperança que ele me seguisse.


 


Draco sabia muito bem o jogo que estava jogando. Sabia que não duraria muito tempo... Porém, não pode deixar de se surpreender com a forma como ela se levantou. Ela virou-se caminhando pesadamente. Sorriu uma última vez e saiu da mesa, seguindo os passos dela a distância.


 


Hermione caminhava decidida. Sabia que ele a seguia. Entrou em seu quarto sem se dar ao trabalho de fechar a porta ao passar. Ainda de costas ouviu o som da porta fechando-se.


 


- Malfoy...


 


- Granger...


 


Ela sentiu-se nervosa. Acuada. Será que poderia mudar de assunto?


 


- Por que contou ao Ron... – ele riu debochado e deu um passo na direção dela que permaneceu imóvel.


 


- Acha que vim aqui para conversar sobre seus amiguinhos, Granger?


 


- Não, Malfoy. – ele levava uma de suas mãos escondidas nas costas. – O que tem aí? Sua varinha?


 


A risada debochada... novamente.


 


- Granger, Granger... Acha mesmo que preciso da minha varinha – mais um passo de aproximação – para estar aqui e conseguir o que estou prestes a conseguir?


 


- Não – a resposta foi rápida. Sincera. E urgente. Urgente para que aquela conversa acabasse logo. A mão dele saiu de trás das costas revelando o doce. O sonho.


 


- Malfoy... – um sorriso sedutor nasceu nos lábios dela. Não, ela não deixaria que ele ganhasse o jogo mais uma vez.


 


Com um feitiço convocatório, Hermione trouxe o doce até suas mãos. Ele sorriu. Aquele sorriso canalha que caracteriza Draco Malfoy. Encostou-se à mesa que havia na pequena sala.


 


Ela provou o doce. Uma mordida delicada, até. Ela gemeu prazerosamente ao sentir o doce dominar-lhe o paladar.


 


- Tire a roupa, Granger.


 


Não era um pedido. Era uma ordem.


 


- Não sigo ordens de sonserinos.


 


Ele andou calmamente. Sem deixar de fitá-la. Pegou a mão dela que segurava o doce e levou-o até a boca. Mordeu com a mesma sensualidade que havia feito no Salão Principal. Passou o dedo sedutoramente pelo canto dos lábios e o levou até a boca da morena. Ela lambeu o creme que escorria sem desviar os olhos dos olhos dele. Draco arrepiou-se.


 


Ainda havia um pouco de recheio nos lábios dele. Ela deu um passo na direção dele. Encurtando ainda mais a distância. <i> Que merda de poder essa garota tem? O cheiro? O ar malicioso? Os lábios sensuais? Ser uma maldita grifinória sangue-sujo e intocável? Não sei.... Só sei que olhar para ela me deixa assim... Excitado </i>. A boca de Hermione a milímetros da de Draco. Mas ela não o beijou. Levou sua língua e contornou os lábios dele. Numa lentidão deliciosamente torturante para o sonserino.


 


Sem poder se segurar mais, ele puxou-a pela cintura e fez com que sua língua penetrasse a boca que tanto atormentava seus pensamentos. O sabor dela misturado com o sabor do sonho. Era mais perfeito que qualquer descrição possível.


 


Draco tinha uma de suas mãos percorrendo avidamente toda a cintura e costas dela. A outra mão segurava-a pelo cabelo. Na região da nuca. Aproximando-a cada vez mais.


 


Hermione arranhava as costas dele e não soube precisar em que momento o sonho foi ao chão e a varinha jogada no sofá. A mão direita desceu até as nádegas e ela ouviu um gemido contido.


 


Separaram-se. Centímetros. O suficiente para que ela tirasse a blusa dele. O suficiente para que ele tirasse a blusa dela.


 


Ainda não tinham chegado tão longe. Ela empurrou-a levemente. Apenas para apreciar o corpo que tanto mexia com ele.


 


- Você é gostosa, Granger.


 


- E você fala muito, Malfoy. – ele tentou beijá-la, mas ela não deixou. Andou até sentar no sofá de dois lugares. <i> Ela ainda quer jogar... </i> Fez um floreio e conjurou um sorvete. Draco sentiu o ar faltar rapidamente. Ainda era nítida a lembrança que tinha de Hogsmead e daquela porcaria de sobremesa trouxa.


 


A embalagem foi jogada em qualquer lugar. Ela riu vendo a reação dele. Draco tomou lugar na poltrona que havia em frente. Encostou-se.


 


Hermione começou a lamber o sorvete com a mesma ousadia que havia lambido tantos dias antes. O sabor era de chocolate.


 


Draco sentiu que estava a cada segundo mais e mais excitado. Ele observava tudo atentamente. O sorvete que saiu da boca. Desceu pelo queixo. A marca que deixava. Desceu pelo pescoço. O pequeno gemido dela. Ela desceu até parar com o sorvete entre os seios.


 


Muita provocação. Muita tentação. A calça já marcada pela excitação já o incomodava. Ele ajoelhou-se em frente a ela. E começou a lambê-la onde o sorvete havia parado sua jornada. Começou a lambê-la fazendo o caminho de volta. Ela gemeu. O frio e o quente misturando-se. A boca dele fazia o movimento de subir enquanto as ágeis mãos acariciavam as coxas a procura da calcinha.


 


- Malfoy... – ela titubeou o nome dele entre gemidos abafados.


 


- Você me deixa louco, grifinória maldita. Como ousou brincar comigo? – ele sussurrava com raiva no ouvido dela. Alterava as palavras com lambidas e chupadas no pescoço – Que provocação foi aquela na biblioteca? – ele ouviu a risada abafada dela.


 


- Por que não ocupa sua boca com outra coisa?


 


Ele a encarou. Uma sobrancelha levantada e o sorriso safado.


 


- Quando eu te liberar, sangue-ruim, não vai conseguir nem andar.


 


- Essa eu quero ver, Malfoy... – foi a fez dela lançar um riso debochado.


 


Detestava ser desafiado. E ela veria.


 


Mas, será que só ela ficaria sem andar depois do que aconteceria naquela noite naquele quarto?


 


 


<hr>


 


Demorei, NE? Perdão, mas não acontecerá novamente!!!!!


Essa fic seria dividida em 5 capítulos, mas um outro capítulo foi adicionado... Sim, a fic está chegando ao fim...


 


Aguardem que até domingo terão um novo capítulo...


 


Beijos,


Artemis


 

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