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8. Capitulo 8 – Aulas e Verdades


Fic: Dark Angel - O Inimigo dos Deuses


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Capitulo 8 – Aulas e Verdades

- Bem vindos a mais um ano de estudo alunos. – Começou a professora McGonagall – Como vocês devem saber este ano vocês terão os NIEM’a, Níveis Incrivelmente Exaustivos de Magia. Suas notas nos testes decidirão as futuras profissões que vocês quiserem exercer, então sugiro que esforcem-se ou não terão notas suficientes para seguir a carreira que desejam. E aqueles que tiverem o azar de não conseguirem notas suficientes não terão uma segunda chance. – a professora de transfiguração fez uma pausa e correu os olhos por todos os alunos antes de continuar – Hoje vamos começar com um programa de revisões que eu programei para hoje, para que vocês lembrem-se de tudo o que aprenderam desde o primeiro ano de vocês. Quero que vocês copiem o que eu vou escrever em um pergaminho.
Em seguida começou a escrever no quadro varias formulas de feitiços que eles já haviam estudado desde o primeiro ano. Logo após a Professora McGonagall iniciou seu programa de revisões, começou pelos feitiços de transfiguração simples, que era ensinado no primeiro ano, aperfeiçoando sua execução, progredindo aos poucos para os mais elaborados.
- Muito bem garotos. – falou a professora de transfiguração após eles terem realizado corretamente os feitiços que ela havia pedido. – Quero que vocês me entreguem como forma de trabalho valendo nota, um pergaminho com a descrição de cada um dos feitiços que nós praticamos agora. – a professora ouviu os resmungos dos alunos, mas ignorou-os e completou – Quero as descrições deles, e também qual a melhor ocasião em que se usaria um feitiço desses. Para a próxima aula, sem desculpas.
Harry estava entediado, eram feitiços básicos que ele aprendera a muito tempo, mas tinha que agir como os outros e ignorar o que ele realmente queria fazer. Sarah parecia ter uma grande habilidade em transfiguração, o que o deixou levemente orgulhoso.
- A aula está acabando, mas eu darei inicio a primeira matéria do ano letivo. – Mcgonagall comentou o que chamou a atenção para si, inclusive de um certo moreno que estava entediado – Alguém saberia me dizer algo sobre Transmutação? – perguntou a professora olhando para a classe, instintivamente todos os olhares se convergiram para Hermione, mas ela não foi a única a levantar a mão, Sarah Connor também levantara a mão chamando atenção para si – Muito bem, Srta. Connor, o que sabe sobre transmutação?
- O conceito básico da Transmutação é a troca de igual valor, isso quer dizer principalmente que não se pode conseguir algo sem dar uma coisa de igual valor e importância. – começou a explicar Sarah – Ela é executada apenas por grandes magos devido a seu alto grau de dificuldade, a melhor maneira para realizar a transmutação é através de um circulo mágico, ou como também é chamado de Círculo de Transmutação. – a morena levantou sua varinha e murmurando um feitiço desenhou um circulo, com alguns sinais e desenhos que se assemelhavam a runas, que fora desenhado e escrito a fogo. – Isso é um circulo básico de transmutação, um dos mais simples, é claro, mas funcionaria se algum mago desejasse. As formas de transmutação são muito úteis, mas há algumas coisas básicas que todos os praticantes estão expressamente proibidos de executar, como chamamos a Transmutação Humana, ou seja, se por algum acaso algum deles perdesse uma parte do corpo, qualquer que fosse, é proibido restaura-la ou também ressuscitar uma pessoa morta. Isso é proibido pelo fato de que a pessoa que realizasse o ritual teria de dar algo de igual valor para que o ritual desse certo, e mesmo que por algum acaso ele conseguisse completar o ritual o que reviveria não seria a pessoa morta e sim um monstro que não diferenciaria nada e nem ninguém, provavelmente algo parecido com um demônio que iria matar qualquer um. – Sarah pausou parta tomar fôlego e não apenas a professora como a maioria da classe olhavam boquiabertos para a garota.
- Muito bem Srta. Connor, vinte pontos para a Grifinória. – sorriu a professora para a garota em seguida perguntou apenas por perguntar – Sr. Potter, poderia completar, por favor?
- Uma parte de transmutação remonta aos alquimistas, que são expressamente proibidos de transmutar metais em ouro, senão provavelmente muitos magos e alquimistas estariam nadando em ouro. Acredito que essas sejam as principais importâncias da transmutação. Como Sarah bem falou, a transmutação é baseada na troca equivalente, por isso não podemos simplesmente transformar pedra em água, pois na pedra não há moléculas que formam a água, assim como não poderíamos transmutar papel em ferro. As transmutações acontecem apenas com materiais de mesmo elemento. – terminou o moreno de maneira distraída, não estava realmente prestando atenção ao que era dito.
- Meus parabéns Senhor Potter, vinte pontos para a sonserina. – disse a professora olhando surpresa para o aluno.
Durante o restante da aula a professora explicou as diferentes situações em que os magos deveriam ou não utilizarem-se da alquimia e da transmutação para si próprios ou para os outros no dia a dia.
Saíram da aula de transfiguração logo depois para dirigirem-se em direção a nova sala de poções que ficava na parte norte do castelo, onde teriam aula com Lílian, seria a primeira aula que eles teriam com a nova professora e alguns estavam ansiosos para saber como ela era e quais as diferenças que haveriam em sala de aula. Os estudantes caminharam enquanto comentavam sobre a aula de transfiguração e sobre a dupla que respondera a pergunta que a professora havia feito.
Quando chegaram em frente a sala de poções, os alunos paralisaram com a surpresa na porta da nova sala de poções, alguns trombando-se levemente, mas vagarosamente foram entrando, olhando ao redor da sala completamente em choque. Se Lílian Potter parecia ser tão diferente de Snape no dia a dia, sua sala obedecia fielmente a regra. A luz do sol estava passando pelas janelas, iluminando a sala com um calor agradável, o que em si era um contraste impressionante com a antiga sala de poções.
Até mesmo os frascos de poções estavam colocados de maneira ordenada nas prateleiras, estocadas de maneira correta e pareciam conter um tom mais brilhante, enquanto na antiga sala de poções na masmorra havia apenas o essencial para ensinar aos alunos combinado com as frias pedras acinzentadas das paredes de pedra, Lílian havia pendurado belos tapetes de cores quentes e temperadas e objetos coloridos por toda a sala.
Harry distraidamente seguiu Sarah até um assento. Ele estava tão acostumado com a matéria de Poções ser uma experiência cruel que a nova sala quase parecia um sonho surreal. Ele parecia não ser o único a estar pensando isso já que podia ver os outros estudantes olhando em volta com olhares de choque, até mesmo os sonserinos. Internamente o moreno riu, se Snape visse aquilo, certamente teria um ataque cardíaco.
- Como eu queria ver a reação de Snape a isso. Posso até imaginá-lo com aquela cara feia apertando os lábios daquele jeito enquanto olha a sala. – o moreno ouviu Neville comentando baixo com Hermione e Rony. Rony e Hermione riram.
- É melhor do que a antiga masmorra de Snape, mas é um pouco, er, feminino demais pro meu gosto. - disse Rony, olhando para um tapete rosa-bebê na parede que mostrava uma cena de bebês dragões brincando felizes.
Lílian Potter entrou na sala e tomou seu lugar na frente da classe, chamando a atenção dos alunos. Se ela tinha parecido bonita de longe no Grande Salão na outra noite, estava absolutamente deslumbrante naquele momento.
- Olá todo mundo, eu sou a Professora Lílian Potter, e estarei ensinando a vocês a matéria de Poções. É claro, eu sei que muitos de vocês vão sentir falta do Professor Snape como professor dessa matéria, mas eu vou dar o melhor de mim para preencher o lugar dele. - ela disse sorrindo para os estudantes que olharam para ela como se tivesse dito uma blasfêmia.
O moreno aproveitou que sua mãe começou a fazer a chamada e analisou mais atentamente a sala, como se ainda duvidasse daquilo, por fim balançou a cabeça irritado consigo mesmo por estar se deixando levar e pensar que estava de volta aos estudos, é claro que precisava fingir, mas não podia esquecer seus objetivos, sabia que a ruiva acabaria contando para seus amigos ainda aquele dia, já previra que ela faria isso, por isso ele podia adiantar uma parte do que ele planejara.
- Potter, Harry. - ela chamou, arrancando Harry de seus pensamentos.
- Aqui. - disse Harry.
Ela sorriu amavelmente para ele. Assim que terminou de realizar a chamada Lílian postou-se a frente da classe novamente.
- Certo, decidi que nós iremos começar com uma breve revisão. Eu sei o quanto os verões nos fazem esquecer as noções básicas de poções, portanto decidi rever a matéria dos NOM’s para depois avançarmos com a matéria de N.I.E.M's.
Lily deixou seus olhos repousarem em Harry por um momento. O garoto abaixou a cabeça para que ela não conseguisse ver sua expressão. Logo as perguntas começaram a ser feitas e Harry viu as mãos erguidas para responder as mais simples perguntas. O garoto não se ofereceu para responder nenhuma pergunta e viu a mão de Hermione levantar todas as vezes. Ela respondia todas as questões como se fosse um livro texto. Sarah também respondia a varias perguntas, mas tinha uma maneira diferente de explicar, era como se ela soubesse do que se tratava, mas respondia com suas próprias palavras. O moreno ouviu ainda Hermione recitar os doze usos do sangue de dragão.
Harry foi retirado de seus pensamentos ao ouvir seu nome sendo chamado. Ele olhou e percebeu que todos o estavam encarando. Lily estava olhando para o garoto esperando ele responder a pergunta feita. Harry não havia escutado uma única palavra e a observava neutro. Ele ouviu uma risadinha próxima e viu Rony e Neville tentando parar de rir, obviamente o fato dele estar distraído e não ter prestado a atenção os fazia rir já que ele era um sonserino. Lily repetiu a questão.
- Harry, eu perguntei se você sabe a diferença entre as ervas Sandiem e Handiem e pra que elas são usadas?
A mão de Hermione levantou-se e parecia que se ela não tivesse a chance de responder, cairia da cadeira. Harry virou-se para Lily e respondeu.
- Sandiem é muito utilizada em poções para controlar a mente e só pode ser usada se for completamente dissolvida na poção, enquanto Handiem é utilizada para controlar algumas emoções como raiva, depressão ou até violência. Essa erva pode ser utilizada depois que a poção é feita. A diferença entre elas é a habilidade de utilidade e seu propósito de controlar a mente ou as emoções. Quando a poção é tomada ambas ervas conseguem fazer com que ela não seja detectada na corrente sanguínea.
Harry terminou e viu o olhar de choque no rosto dos alunos. Hermione ainda estava com a mão no ar, pois esquecera-se de abaixa-la. Rony e Neville estavam de boca aberta e sem palavras. Até Sarah tinha um olhar surpreso. Lily ficou orgulhosa. Nem mesmo ela poderia ter respondido tão bem.
- Dez pontos para Sonserina. - Disse com uma voz feliz.
As revisões continuaram por mais algum tempo até que Lílian encerou-as e deu inicio a aula, Harry se viu nervoso por razões inteiramente diferentes das de quando Snape era seu professor. Tentou prestar atenção, mas o moreno estava entretido em seus pensamentos sobre como ele deveria lidar com os amigos. Ela terminou as explicações e Harry começou a procurar por seus ingredientes. Era uma poção bastante complicada, exatamente do tipo de coisa que é fácil de dar errado se a pessoa não prestasse total atenção.
Harry se sentiu como se aquela tivesse sido uma das aulas de poções mais fáceis que ele já tinha tido. Não ter Snape olhando-o com raiva deu a ele uma sensação de liberdade maravilhosa. Ele terminou a poção com um floreio confiante e a colocou em um frasco para nota. No final da aula, ele caminhou até a frente e colocou sua poção junto das outras.
- Ela parece perfeita, Sr. Potter. - ela disse com um grande sorriso para ele, o sinal tocou naquele momento – Classe dispensada. Poderia ficar um momento Senhor Potter? – perguntou Lílian fazendo o moreno estancar no lugar e voltar calmamente para seu lugar onde ele sentou-se em cima da mesa ao invés da cadeira, ainda pode ouvir claramente Rony comentando.
- Wow. Isso foi... diferente.
- É, eu concordo. E ela parece realmente saber sobre o que está falando! - disse Hermione empolgada. Diferentemente de Snape, a Professora Potter parecia gostar de quando os alunos faziam perguntas, quanto mais, melhor. Isso era o céu para Hermione, que tinha uma lista aparentemente infinita de perguntas.
Lílian terminou de guardar as poções que os alunos fizeram e então levantou-se e parou em frente ao filho, observou a expressão impassível dele e as emoções que ele tentava esconder com tanto afinco, mas uma mãe sempre sabia quando os filhos escondiam as coisas, e embora não soubesse o que ele escondia, sabia que algo estava errado.
- Filho, o que há de errado? – perguntou Lílian com a voz transparecendo preocupação.
- Não há nada mamãe. – respondeu de volta o moreno, por dentro estava emocionado afinal era a primeira vez que podia chama-la de mãe.
- Eu sei que tem alguma coisa te incomodando meu filho. – insistiu Lílian olhando para o garoto atentamente. – Por favor, confie em mim.
- Por que? – a pergunta saiu antes que ele pudesse impedir, algo na maneira como sua mãe falara com ele despertara algo que ele nunca sentira, talvez pelo fato de nunca ter sentido o que era ter uma mãe próximo a si – Por que eles me odeiam? – a voz do moreno saiu mais rouca do que ele esperava, o bolo que formou em sua garganta o assustou, mas ele não iria chorar, não mais.
- Oh meu amor. – falou Lílian antes de envolver o filho em um abraço apertado, e o moreno um pouco exitante acabou retribuindo, enquanto sentia algo palpitar em seu peito, estava abraçando sua mãe pela primeira vez na vida e embora forçasse a si mesmo que ele tinha um objetivo a cumprir, não podia negar pelo menos um pouco de carinho a si mesmo. – Eles não odeiam você, meu bebe.
Nem mãe nem filho perceberam que três pessoas observavam da porta a conversa dos dois. Lílian apertou mais o filho nos braços sentindo a dor que exalava do filho, um sentimento tão palpável que ela podia sentir quase fisicamente. Acariciou os cabelos rebeldes que tanto lembravam o pai e suspirou antes de tomar o rosto dele entre suas mãos para olhar diretamente naqueles olhos que eram iguais aos seus.
- Nenhum deles te odeia meu filho. – sussurrou a ruiva – Seu pai não odeia você. Ele apenas não entende você, ele não consegue saber do que você gosta. Tiago é muito previsível Harry, pra ele é tudo preto no branco, e você é como uma mistura de tudo, seu pai não consegue compreender você filho pelo fato de você ser tão diferente dele e ao mesmo tempo ser tão igual.
- Não, eu sei que ele me despreza, assim como Hugo. – contestou o moreno – Eu posso ver isso nos olhos deles mamãe. Papai me odeia, eu sei disso. – Lílian sentiu uma vontade imensa de mostrar a verdade ao filho, desfazer aquela impressão errada, mas não sabia como, talvez fosse tarde demais para voltar atrás e tentar consertar as coisas.
- Meu amor, não julgue seu pai por isso. Ele... – mas Lílian foi cortada pela voz firme e decidida do moreno.
- Não. – a voz dele agora estava fria e dura como aço – Eu não tenho tempo para pensar nisso, mãe. Tenho coisas mais importantes que requerem minha atenção.
Harry afastou-se do abraço da mãe sentindo um estranho vazio, mas aquilo era necessário, foi nesse momento que ele sentiu a presença do resto da família a porta e praguejou mentalmente por ter se descuidado, como demônios ele baixara a guarda dessa maneira? Pensou indignado consigo mesmo. Foi tirado de seus pensamentos pela voz da mãe.
- Que coisas mais importantes filho? – perguntou intrigada com o comentário do menino, um pensamento perturbador clareou em sua mente, mas ela afastou-o com rapidez, seu filho nunca demonstrara interesse pelo assunto, não podia começar agora ou será que podia? A sua resposta no entanto acabou com as duvidas da mulher.
- Tenho uma guerra pra vencer. – foi a resposta curta do moreno, que fez menção de virar-se e sair da sala, mas Lílian impediu-o.
- Como assim uma guerra pra vencer? – perguntou Lílian para o filho – Você não está pensando em sair por aí...
- Não mamãe, eu não estou pensando em sair por aí. – a voz de Harry tornou-se tão suave quanto o sussurro do vento – Eu vou destruir o Lorde das Trevas e qualquer um daqueles bastardos que entrarem no meu caminho. – a voz do moreno agora soara fria e sombria, como se anunciasse uma tempestade – O desgraçado vai se arrepender do dia em que resolveu mexer com Harry Potter.
- Filho... – mas Lílian foi interrompida novamente pela voz firme e determinada do garoto, nem parecia o menino que quase chorara em seus braços.
- Não. Nada do que disser vai mudar o que eu penso mãe, a partir de agora eu mando em mim mesmo e os aliados das trevas que se cuidem, pois eu não terei piedade. – em seguida o moreno saiu tempestivamente da sala não dando chance para Lílian falar com o filho. James e os gêmeos entraram logo depois parecendo espantados, e claramente eles haviam ouvido o que o filho mais velho dos Potter havia falado.
- Você não acha que... – Tiago começou a perguntar, mas Lílian balançou a cabeça afirmativamente.
Os Potter olharam preocupados para o lugar onde Harry desaparecera, não sabiam o que pensar do que haviam ouvido, tudo o que podiam fazer era esperar pra ver o que aconteceria.
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No dia seguinte Harry acordou cedo novamente, recebeu os relatórios de seus clones sobre o progresso que eles haviam feito e o moreno ficou satisfeito com o que descobriu, agora eles dominavam todo o continente da Oceania, os comensais que haviam sido presos foram colocadas na prisão que existia na Nova Zelândia e que antes abrigava prisioneiros de Voldemort. Aos poucos acampamentos eram erguidos para as pessoas poderem se acomodarem enquanto as casas eram reconstruídas, assim como os condomínios, onde eles seriam abrigados.
Dezenas de comensais haviam sido presos e pelo menos uma centena haviam sido mortos, poucos haviam fugido para poderem contar a história. Mas ele precisava de informações, informações importantes e ele sabia que não seria com qualquer um que conseguiria o que precisava, tinha de ser alguém muito influente no lado das trevas, alguém que possuísse muitos contatos e que fosse muito bem visto, de preferência o braço direito de Voldemort. Sim, faria isso, com certeza alguém em cargo tão elevado teria o que ele precisava. Balançou a cabeça, em breve se ocuparia disso novamente, foi para o banheiro fazer sua higiene e tomar um banho gelado. Em seguida voltou para o quarto e vestiu-se enquanto observava os outros sonserinos acordando, trancou o malão com um feitiço e saiu em direção ao salão principal para tomar o café da manha.
Foi um dos primeiros alunos a chegar, tomou seu café calmamente observando discretamente os alunos adentrando o salão parecendo sonolentos, até que a entrada deles pegou sua atenção. Viu Sarah entrando sorrindo de alguma piada que Rony havia contado e em seguida ela olhou para si, os olhos de ambos encontraram-se e foi como se um choque ocorresse e passasse pelo corpo de ambos, que desviaram o olhar em seguida.
Quando Sarah levantou-se para ir em direção a aula de DCAT o moreno também levantou rapidamente e caminhou a frente do grupo de amigos. Sem que percebessem eles caminharam quase juntos até entrarem na sala de DCAT que agora havia mudado para as masmorras. Era uma sala bastante grande, com uma arena de duelos em um dos lados e uma enorme variedade de dispositivos de defesa empilhados de modo organizado em prateleiras. Harry não admitiria, mas estava impressionado. Aparentemente Snape tinha decidido dar uma grande impressão de seu novo cargo; sua sala de poções nunca tinha parecido tão bem armazenada. Na verdade, o moreno sabia que Sanpe era um grande duelista, mas a maioria dos alunos não sabia e talvez fosse interessante ver o que fariam quando descobrissem que o professor era um verdadeiro mestre em duelo.
Apesar da sala ter sido arrumada para ser usada no ensino de uma matéria diferente, não havia dúvidas de que tinha o dedo de Snape em tudo. Não havia nada lá que não fosse essencial para o ensino da matéria. Até mesmo o palanque parecia ter sido construído para fins utilitários. Estranhamente, o critério de Snape de aceitação de estudantes em sua classe de Defesa Avançada eram menos estrito do que ele requeria para Poções. Ele estava aceitando qualquer nota de Aceitável para cima. Talvez houvesse influencia do diretor nesse fato, uma vez que os alunos precisavam estar preparados para a guerra.
Os amigos encontraram alguns assentos mais ou menos no meio da sala. O moreno preferiu sentar-se ao fundo como sempre fazia nas aulas de Snape, Sarah acompanhou-o e sentou-se ao seu lado. De repente Snape entrou e o silêncio imediatamente tomou conta da sala. Ele tomou seu posto no pódio na frente da sala, dando uma olhada na classe vagarosamente, encarando os alunos. Começou a fazer a chamada com sua tradicional voz baixa, que era perfeitamente audível no profundo silêncio em que a sala se encontrava. Aquilo lembrou a Harry seu primeiro ano em Hogwarts.
- Muito bem, a partir de hoje vocês estarão aprendendo Defesa Contra as Artes das Trevas. A competência dos professores anteriores é extremamente suspeitável, uma vez que temos um professor a cada ano. - disse Snape, enrugando seu nariz como se um cheiro ruim tivesse tomado conta da sala. - Apesar disso... Hoje é um novo dia em Hogwarts para este cargo, e o diretor quer que vocês tenham o ensino a toda velocidade. Com os eventos recentes em mente, muito do nosso foco estará em habilidades úteis em duelos e combates. - Snape disse e fez uma pausa, deixando que suas palavras penetrassem. - Não é nenhum exagero dizer que suas vidas podem depender de prestar atenção nessas aulas. Eu sugiro que vocês não me desapontem. Alguns de vocês certamente irão precisar de muito mais trabalho do que outros. Qual é a melhor defesa contra um Feitiço Esmurrante? - Snape disse subitamente.
Harry pensou ter visto a mão de Hermione se contorcendo e querendo se levantar no ar, mas ela se segurou. O professor olhou para todos na classe esperando alguém se adiantar e responder, por fim acabou apontando para Harry.
- Bem professor, eu poderia responder que um simples protego seria o bastante para repelir o feitiço esmurrante, mas acredito que um encantamento defensivo Siltra poderia refletir e direcionar o feitiço de volta para seu oponente. Os dois têm suas vantagens e desvantagens, claro. O feitiço Protego é rápido e mais confiável, com uma chance maior de completo desvio. Com o encantamento Siltra é um pouco mais complicado, mas com a prática apropriada uma pessoa pode mirar e lançar os feitiços de volta com bastante exatidão.
- Dez pontos para a sonserina. – disse Snape com um sorriso. – Muito bem. Hoje, - Snape continuou - nós vamos começar com feitiços esmurrantes, que são bastante efetivos em duelos e batalhas. Eles podem ser executados rapidamente, podem ser direcionados com extrema exatidão, e podem ser difíceis de serem desviados quando lançados por um duelista habilidoso.
A expressão de Snape mudou subitamente e seus lábios se curvaram em algo levemente parecido com um sorriso.
- Weasley! - Harry sentiu uma pontada de nervosismo. Não gostava nada do olhar que Snape sustentava. Não mesmo. - Talvez você pudesse fazer uma demonstração para o resto da turma. - Snape disse sem percalços. - Por favor, junte-se a mim na área de duelos.
Rony levantou de sua cadeira tremendo levemente e caminhou até o lado da sala onde a arena de duelos estava posicionada. O ruivo estava sentindo um leve mal estar, mal tinha feito feitiços simples nos últimos tempos, quanto mais praticado feitiços de defesa. Deu uma olhada em volta pra os outros estudantes. Os sonserinos estavam cochichando uns com os outros com sorrisos gigantescos nos rostos, menos o Potter que olhava com uma expressão impassível no rosto. Em sua opinião Hermione parecia aterrorizada, apertando e torcendo suas mãos em seu colo. Olhou novamente para Snape, que tinha uma expressão de puro ódio no rosto. Rony sacou sua varinha. Sabia que precisava se concentrar, mas todos estarem olhando para ele estava fazendo com que se sentisse nervoso e ansioso. Rony mal tinha levantado sua varinha quando Snape gritou sem nenhum aviso.
- Frateo!
Harry ficou chocado ao perceber que Snape tinha usado uma variação do feitiço esmurrante que fazia com que o feitiço ficasse ainda mais poderoso.
- Protego! - Rony gritou, mas era tarde demais. O feitiço o atingiu em cheio no peito, fazendo-o voar pela sala. Ele deslizou no chão duro até parar. Rolou o corpo dolorosamente, e sentiu uma dor profunda e excruciante em um dos lados, o que o fez suspeitar de ter quebrado uma costela. Os sonserinos estavam rindo pra valer. - Você precisar ir para a Ala Hospitalar, Weasley? - Snape perguntou, soando quase divertido.
- Não, eu estou bem. - disse com os dentes cerrados.
- Volte para o seu lugar então. - disse Snape.
Enquanto Rony caminhava dolorosamente para seu assento, ainda ouvindo os sonserinos rindo dele, Harry tinha pensamentos nada amistosos em relação a Snape, aquele era apenas mais um que ele queria matar, mas ainda não era a hora certa, tinha de ter um pouco de paciência.
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Gina caminhava nervosamente em frente a uma sala de aula vazia no corredor do terceiro andar, tinha pedido para os amigos que se encontrassem com ela naquele corredor, pois tinha algo importante para dizer, havia pensado no dia anterior e boa parte da noite e decidira contar a verdade para eles, e revelar o que ela decidira fazer.
Naquele momento percebeu movimento de pessoas aproximando-se e quando olhou viu os amigos aproximando-se com expressões muito parecidas em seus rostos, a curiosidade era geral, obviamente todos querendo saber o que ela queria revelar, a ruiva havia falado com Harry para que ele permitisse que ela revelasse a Sarah também e ele tinha lhe dado permissão.
- Gina, o que você queria falar com a gente? – foi logo perguntando Hermione não conseguindo conter por mais tempo a sua curiosidade.
- Entrem, por favor. – pediu Gina apontando a porta aberta, quando todos os amigos entraram ela entrou e fechou a porta, em seguida lançou um feitiço que aprendera que evitaria que alguém ouvisse a conversa deles ou que sequer entrasse ali dentro. – Bem, chamei vocês aqui para contar a verdade sobre o meu seqüestro. – ela pausou por um instante observando as faces intrigadas e então completou – Eu menti quando disse que não sabia de nada sobre Azrael.
- O que você quer dizer com isso Gina? – perguntou Hermione com uma clara censura na voz – Seja clara.
- Eu sei quem é Azrael Hermione. – revelou a ruiva – Sei tudo sobre ele, assim como sei porque ele me resgatou e quais são os objetivos dele.
O choque espalhou-se pelo rosto dos presentes, que olhavam a ruiva incrédulos. Hugo se recuperou primeiro e perguntou de maneira agressiva.
- E por que não disse para o diretor ou meu pai? – a voz soava estranha aos ouvidos de quem ouvia, era como se ele escondesse algo.
- Por que ele me pediu para não contar a eles, me deu permissão para contar a vocês apenas porque sabia que eu não suportaria esconder de vocês. – sussurrou a ruiva levemente magoada pela rispidez na voz daquele que ela amava.
- Então quem é ele? – perguntou Sarah com a voz extremamente curiosa.
- Harry Potter. – olhares incrédulos e descrentes foi o que a ruiva recebeu de volta – Sim, é verdade. Foi o Harry quem invadiu a fortaleza onde eu estava sendo mantida e me resgatou.
Na hora seguinte Gina explicou para eles detalhadamente o que Harry contara a ela, sobre o fato deles serem irmãos de alma, também comentou sobre o que ele pretendia fazer em relação a guerra, enfim a ruiva relatou detalhadamente a conversa que tivera com o moreno de olhos verdes, exceto a parte sobre ela estar apaixonada por Hugo, é claro, isso ela não contaria tão cedo.
- É claro. – Hermione exclamou de repente assustando os amigos que estavam concentrados em seus próprios pensamentos.
- O que é claro Hermione? – perguntou Rony.
Hermione estava andando de um lado para o outro em frente aos amigos enquanto falava coisa desconexas e fazia gestos enquanto falava sozinha. Finalmente ela parou e encarou os amigos e o namorado de maneira decidida, como se houvesse feito uma descoberta que poderia mudar toda a história.
- Vocês lembram da canção do chapéu? – perguntou Hermione aos amigos que negaram balançando a cabeça, então calmamente a morena recitou a canção do chapéu – Prestem atenção: olhe como esta o mundo hoje, as trevas caminham a nossa volta , essa é a primeira linha. Olhem essa outra: Guerreiro Caído há de se erguer. E essa: Um terceiro lado surgirá. Das Trevas um guerreiro de sombras irá jorrar. Elas cabem perfeitamente com Harry. – percebendo que os amigos ainda não entendiam Hermione esforçou-se para conter o entusiasmo, e calmamente continuou a explicar para eles o que achava.
- Bem, ainda tem a parte sobre um novo reino que seria erguido das ruínas da guerra, o que quer dizer que a guerra está próxima do fim. – falou Sarah analisando atentamente o que a Granger havia falado, realmente algumas linhas cabiam muito bem com Harry e com o mundo atual.
- Deixe isso pra lá. – Gina falou – Não importa se ele é ou não o homem da canção. O que importa é que o Harry está se levantando e declarando guerra contra Você-Sabe-Quem, e eu pretendo seguir ele. – a ruiva soltou tudo de uma vez.
- O que? – a pergunta de Rony sobressaltou a garota.
- Eu disse que vou estar ao lado dele na guerra, Rony.
- Como assim ao lado dele, você ainda esta no sexto ano Gina, não tem treinamento necessário para uma batalha. – Rony falou caçoando de sua idéia, mas Gina não se deu por vencida.
- Eu sei que ainda sou fraca, mas vou pedir para Harry me treinar, ele não vai me negar isso. – assegurou a ruiva – Quero ser poderosa para viver e enfrentar essa guerra, devo minha vida a ele. Vou pagar minha divida de honra estando ao lado dele na guerra, ele estando em qual lado estiver. – Gina terminou de falar sabendo que estava colocando muita coisa na cabeça dos amigos, mas ainda tinha mais uma coisa a falar – Se vocês quiserem, eu posso pedir para que ele treine vocês, mas vocês teriam de jurar lealdade a ele, pelo menos enquanto a guerra durasse.
Em seguida a ruiva desativou os feitiços e abriu a porta, deixaria eles pensarem por um tempo, antes de sair ainda virou-se e disse:
- Vocês tem até amanha a noite para me dar a resposta, depois de amanha de manhã eu vou falar com ele e pedir para que ele me ensine tudo o que sabe, mas uma coisa eu digo a vocês, não vou mais ficar sentada vendo as pessoas morrerem e não fazer nada para impedir isso. – em seguida a ruiva saiu da sala, deixando os amigos atordoados com as revelações.
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Harry esperou que todos os colegas de dormitório estivessem adormecidos para se levantar e silenciosamente vestir o sobretudo negro que ele escondera e que se tornara a roupa de Azrael. Tudo estava pronto para a pequena visitinha que ele faria a aquele que era considerado um dos homens de confiança de Voldemort, segundo o que ele descobrira pelos comensais que estavam presos na Nova Zelândia, a prisão que fora nomeada como Hell. O moreno deixou um sorriso de canto escapar pelo nome que fora dado a prisão, Inferno parecia um bom nome para uma prisão, pensou ele.
Não podia simplesmente desaparatar, como fizera quando resgatara Gina, pois ele sentira feitiços sendo postos durante o dia, embora os feitiços não o parassem e muito menos o rastreassem, se ele aparatasse ficaria claro que Azrael vivia no castelo, pois o feitiço denunciaria uma aparatação feita para fora de Hogwarts. Por isso Harry precisaria usar uma das passagens secretas que ele tão bem conhecia. Antes de sair do quarto o moreno executou um feitiço de projeção que fez refletir uma imagem muito parecida com ele na cama, era como se ele estivesse lá dormindo tranquilamente, depois fez um rápido feitiço de desilusão em si mesmo, não queria de jeito nenhum ser pego, e então saiu fechando a porta em seguida, desceu as escadas tão silencioso quanto poderia, seus passos pareciam os de um assassino de tão silenciosos.
Saiu pela abertura no salão comunal que dava acesso ao corredor e seguiu rapidamente, andando de maneira decidida, não podia perder tempo, teria de voltar antes dos companheiros acordarem, ou então perceberiam que ele não estava na cama. O moreno atravessava passagens secretas pelo caminho, procurando tornar o percurso até o quarto andar o mais rápido possível. Quando virou o corredor que dava para o local onde ficava o espelho do quarto andar o moreno apressou o passo até parar em frente ao espelho, sabia que ali encontrava-se uma passagem secreta, puxou o mapa do maroto do bolso das vestes e murmurando a senha procurou pelo local que marcaria o quarto andar no mapa, finalmente o encontrando viu uma pequena figura rotulado com o nome Harry Potter bem em frente ao espelho. Observando o mapa o moreno visualizou a senha, exatamente como fizera em seu terceiro ano.
- Siendra. – sussurrou o moreno para o seu reflexo do espelho que pareceu ganhar vida para então fazer uma espécie de reverencia antes do espelho começar a mover-se revelando um túnel escuro.
Como ele imaginara o túnel estava desabado, pedras sem fim estavam por todo o lado. Sacando sua varinha o moreno murmurou um feitiço de iluminação e entrou pela passagem que fechou-se atrás de si. Tudo que existia na sua frente eram apenas pedras desabadas, sabia que precisaria remove-las, afinal era a única passagem da escola que os marotos conheciam que não estaria sendo vigiada, todas as outras passagens que davam a Hogsmeade estariam sob constante vigilância. Como estava usando a varinha para iluminar a sua frente o moreno elevou a mão esquerda e concentrando-se um pouco, sabia que precisaria de um pouco de esforço.
Uma luz cinza chumbo disparou de sua mão e atingiu o monte de rochas caídas, em seguida as pedras começaram a mover-se para cima como se estivessem sendo empurradas, mas na verdade elas estavam sendo restauradas. Uma a uma as pedras foram ligando-se novamente até que todas elas estavam novamente formando o teto da caverna. Harry pode enfim reparar na passagem secreta, era muito estreita, baixa e terrosa. Ignorando o local apertado o moreno começou a andar rapidamente, depois de alguns minutos andando a passagem virava e tornava a virar, mais parecendo uma toca de coelho gigante do que qualquer outra coisa. Harry caminhou depressa por ela, tropeçando aqui e ali no chão acidentado, segurando a varinha com firmeza à sua frente.
Depois do que pareceu uma eternidade o moreno finalmente chegou ao fim da passagem secreta. Havia uma espécie de alçapão que ele empurrou imediatamente saído em seguida em um lugar desconhecido, na verdade não de todo desconhecido uma vez que ali não existia nada a não ser a floresta, olhou para a entrada da passagem e percebeu que ela era camuflada por uma enorme rocha e por vários arbustos. Recolocando a também do alçapão no lugar o moreno apressou-se e desaparatou dali para seu destino aparecendo em um lugar distante, um lugar chamado Serra Leoa que era controlado por comensais da morte.
O líder do grupo que controlava aquela região era um dos preferidos de Voldemort, devido ao fanatismo e a perversão do mesmo. Harry caminhou pelo lugar como se o conhecesse a muito tempo, ele sabia tudo o que precisava, vira o lugar pela mente de alguns comensais que foram interrogados na prisão. Encaminhou-se diretamente ao prédio onde ele sabia que aconteciam lutas entre os escravos de Voldemort, aquela era uma das diversões daqueles desgraçados, fazer as pessoas lutarem até a morte, mas essa noite eles pagariam.
Havia um guarda a entrada que controlava as pessoas que adentravam o clube, quando o mesmo tentou pará-lo Harry avançou a uma velocidade impressionante e prensou o guarda contra a parede segurando-o pelo pescoço, o homem olhava para ele espantado, nem sequer o vira se mover. Com um movimento brusco o moreno quebrou o pescoço do comensal que caiu morto no chão, em seguida Harry adentrou o prédio. Após um momento de dificuldade para enxergar melhor o local, o moreno precisou fechar e abrir os olhos duas vezes, o lugar possuía uma iluminação vulgar, esferas de luz colorida encontravam-se espalhadas por todos os lados, e bem no centro do local encontrava-se um ringue de luta, no momento eles retiravam o corpo ensangüentado de um homem.
Olhando melhor ao redor o moreno percebeu que ali encontrava-se muitas pessoas importantes, donos de empresas ou pessoas influentes que pagavam para assistir as lutas, mas o moreno não podia preocupar-se com eles, não ainda. Não podia alertar sua presa e deixar com que ele fugisse, concentrando-se Harry encontrou quem procurava no segundo andar, provavelmente no escritório do mesmo. Encaminhou-se rapidamente para o local, atravessando entre a multidão como se fosse um fantasma, tal sua velocidade, em segundos ele já estava no segundo andar, havia guardas ali, contou oito deles guardando o lugar.
Nem sequer pensou, levantando sua varinha conseguiu lançar quatro maldições da morte antes dos guardas notarem sua presença e se virarem contra ele proferindo maldições que voavam em direção do moreno que repelia todas elas com um escudo negro. Avançou rapidamente e acertou um potente soco no rosto do segurança mais próximo, o som do pescoço quebrando ecoou pelo corredor, mas Harry já estava acertando um chute na cabeça do segundo oponente enquanto desviava de um forte feitiço negro disparado a queima roupa. Os dois últimos foram incinerados por chamas negras que partiram das mãos de Harry, os guardas caíram mortos em seguida deixando a passagem livre para o moreno que avançou e explodiu a porta com força para abaixar-se em seguida, um raio esverdeado passara rente a sua cabeça.
O homem tentou atacar novamente, mas antes que pudesse pronunciar o feitiço sentiu-se ser puxado com força fazendo-o cair no chão com violência, olhou para cima e encontrou um ser mascarado encarando-o, não dava para saber o que ele pensava nem sequer os olhos ele podia ver, mas sentiu um calafrio na espinha e uma sensação de morte que o fez tremer. Harry pisou com força na mão do homem que ainda segurava a varinha retirando-a em seguida. Olhou para o desgraçado que comandava aquele lugar, cabelos loiros e curtos, olhos azuis e lunáticos, James Sloan olhava com pavor para si, pensou com sarcasmo.
- Vou ser bem claro, maldito. – sibilou com a voz gelada – Você me conta o que eu quero saber ou eu arranco as informações de você. Quero saber tudo o que sabe sobre os planos de Voldemort, cada detalhe.
- Nunca. – respondeu o homem, que apesar do medo nunca trairia seu mestre, nem que para isso tivesse que pagar com a vida – Nunca vou trair meu Lorde.
- Você quem sabe. – sussurrou Harry com a voz carregada de satisfação, era aquilo mesmo que queria, queria testar uma nova maneira de legilimência, muito mais selvagem e brutal. Aproximou-se mais dele e segurando o rosto dele entre as mãos encarou-o diretamente nos olhos, Sloan sentiu-se de repente sugado e tudo escureceu – Sua mente não te pertence mais. Sua vontade e consciência agora me pertencem. Mostre-me o que quero saber. – em seguida o moreno destruiu todas as barreiras mentais do homem loiro, cada barreira que o moreno ultrapassava era como se o homem fosse atingido por uma maldição cruciatus, por que urrava.
Por fim o homem caiu pesadamente no chão, a expressão vazia e sem sentimentos deixava claramente que sua mente fora completamente devastada, Harry nem se importou, pois os gritos de dor de Sloan chamaram a atenção dos outros comensais que estavam no prédio, podia sentir eles se agrupando em volta do lugar. Sorriu, eles estavam poupando seu trabalho, não precisaria caça-los, afinal a caça vinha ao predador de bom grado. Desceu calmamente as escadas que o levavam de volta ao primeiro andar e deu de cara com uma multidão de homens vestidos de negro.
- Quem é você? – perguntou um homem que estava a frente dos outros, parecia ser uma espécie de chefe da segurança ou qualquer coisa do tipo, não importava mesmo, iria matar todos eles.
- Eu sou Azrael. – quando Harry falou isso, sentiu o medo que se apoderou dos comensais, percebeu o receio de que ele fosse mesmo quem dizia ser, afinal a história de Azrael estava na boca dos comensais. – E vou matar todos vocês.
Em seguida dezenas de feitiços voaram para cima dele, mas Harry apenas criou uma barreira e passou a lançar feitiços explosivos nos comensais da morte, seus feitiços despedaçavam os comensais de tão poderosos que eram. Enquanto o moreno andava e lançava feitiços percebeu que os comensais formavam uma espécie de roda em volta dele, como que esperando que com isso fosse mais fácil de subjuga-lo. Ele sentiu os feitiços que vinham dos dois lados de maneira alternada, então guardou a varinha no bolso e começou a usar feitiços sem varinha, era mais fácil defender-se dessa maneira, embora seus feitiços ficassem ligeiramente mais fracos.
Enquanto defendia-se de um feitiço negro vindo de suas costas lançou três feitiços incendiários com a outra mão que acertou três comensais que caíram no chão berrando e debatendo-se enquanto tentavam de todas as maneiras apagar o fogo. Os companheiros que tentaram ajudar também receberam feitiços de fogo dobrando a quantidade de comensais no chão que queimavam. O cheiro de carne queimada invadiu o local fechado, chamando a atenção de Harry para os comensais que agora encontravam-se imóveis, enquanto as chamas consumiam seus corpo, os gritos de dor deles já haviam cessado, mas a batalha ainda continuava.
Depois de lançar mais uma maldição da morte em um comensal, o moreno parou apenas por um segundo para analisar o local, a destruição e o fogo já consumiam quase todo o lugar, no local apenas aqueles que ainda tentavam duelar consigo, pois os outros já haviam fugido fazia tempo. Apenas mais dois comensais estavam de pé, tentando desesperadamente se manterem em pé para poderem lutar, o moreno percebia que eles nem se agüentavam mais em pé. Invadiu a mente deles com uma investida rápida e única, percebeu que nenhum deles era importante, eram apenas soldados que cumpriam as ordens, por isso cessou a luta naquele momento e dirigiu a palavra a eles.
- Vão.
- O que? – um deles perguntou espantado.
- Você é um homem morto, sabe disso não sabe? – o outro interrompeu – O Lorde vai mata-lo por ousar se por no caminho dele.
- Você está enganado, eu não sou um homem morto. – Harry respondeu com a voz baixa e ameaçadora – Eu sou um demônio, e todos aqueles que se encontrarem em meu caminho perecerão. Por que não aproveitam que estou misericordioso e sumam daqui para viverem o que resta de suas vidas patéticas. – então um sorriso apareceu no rosto do moreno, era a única parte que o capuz não cobria, mas o sorriso que ele deu os comensais classificaram como demoníaco – Por que acreditem quando eu digo que não lhes resta muito tempo.
Os dois comensais sobreviventes nem pensaram em discutir e desaparatam do lugar, enquanto Harry analisava novamente tudo a seu redor e depois caminhou silenciosamente para fora do prédio. No lado de fora poucas pessoas encontravam-se lá, basicamente aqueles que eram escravos e obrigados a lutar e trabalhar para os comensais. Sem se virar o moreno ergueu ambas as mãos e um raio negro disparou de suas mãos atingindo o prédio, que implodiu como se houvesse sido dinamitado e começou a desmoronar em direção ao chão, em questão de segundos existia apenas poeira e entulho onde antes fora um grande clube de luta. Olhando para as aquelas pessoas Harry decidiu que já estava na hora de elas terem um pouco de paz. Mentalmente chamou cinco de seus clones que apareceram a sua frente, cada um usava um sobretudo de cor diferente, era a única coisa que os diferenciava uns dos outros.
- Vocês sabem o que fazer. – disse a eles, os clones acenaram com a cabeça – Blue, leve essas pessoas para o acampamento e arranjem para que sejam bem acomodadas e alimentadas. – ordenou o moreno, era assim que ele chamava-os, pelas cores, era mais do que chama-los de Harry o tempo todo. – Voltando-se para as pessoas o moreno falou calmamente – Meu nome é Azrael, e a partir de hoje vocês estão livres da escravidão, serão bem vindos a meu acampamento se assim desejarem, mas se quiserem ficar por aqui a escolha é de vocês. Aqueles que decidirem partir serão levados através de aparatação pelo meu amigo Blue. – Harry concluiu apontando para o azul.
Todas as pessoas decidiram partir, o moreno combinou com Blue que ele deveria verificar cada um deles para saber se não existia nenhum simpatizante com os comensais escondido entre aquelas pessoas, não precisava de um espião em seu território.
- Vocês, acabem com os malditos que ainda estão espalhados por esse lugar. Libertem os escravos e protejam o país com as mesmas proteções do acampamento. – após eles concordarem desapareceram para cumprir as ordens. – Esse será mais um lugar livre de seu domínio, maldito. Em breve você não terá mais lugar algum no mundo e eu vou acabar com você.
O moreno declarou para o nada, em seguida desaparatou para a entrada da passagem secreta na floresta próximo a Hogsmeade, em breve amanheceria e ele precisava estar dentro de Hogwarts.


N/A: Galera, mais um capitulo pra vocês, a ação voltou, foi pouco, mas em breve a coisa vai esquentar. Abraços a todos e comentem, por favor.
Agradecimentos especiais:
Trinity: Que bom que gostou, este capitulo já veio com um pouco de ação, o próximo vai ser cheio de luta. A base na Oceania vai demorar pelo menos uns dois capítulos para aparecer, mas quanto ao relacionamento Harry e família, em breve tem mais assim como Sarah e Harry. Beijos.
¢£³ Deco: Atualizei antes de novo. A Sarah realmente quer se vingar, e como vocês perceberam é alguém do Império da Luz que figura entre os maiorais. Nesse capitulo um pouquinho de Harry e família, o relacionamento com certeza não vai ser aceito pela maioria dos alunos das casas. Espero que curta o capitulo. Abraços, cara.
Kalih: que bom que gostou do capitulo, espero que tenha gostado deste também, quanto a história da Sarah, não vai demorar muito para ela se abrir, talvez em dois ou três capítulos, consegue adivinhar com quem ela vai falar? Beijos.
Ricardo: Fico feliz que tenha gostado, continue lendo. Abraços.
AchocolatadO Black: que bom que gostou, continue lendo. Abraços.

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