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5. Carvão


Fic: P.S.: Eu te amo - Relendo, reeditando e escrevendo cap-


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A: Oi gentem!!!!!! Como sempre o primeiro N/A é sobre a música, vou contar uma coisa viu, passei séculos sem pc, tendo várias idéias e com um bloquinho do lado pra anotar todas e mesmo sem nem escrever o cap nem ter uma única idéia sobre ele e essa música já estava definida como tema. Pra saber pq só lendo...


 


Enjoy


 


 




 



Capítulo 5: Carvão


 


Surgiu como um clarão, um raio me cortando a escuridão. E veio me puxando pela mão por onde não imaginei seguir. Me fez sentir tão bem, como ninguém e eu fui me enganando sem sentir e fui abrindo portas sem sair, sonhando às cegas, sem dormir. Não sei quem é você....


 


Gina subiu as escadas foi direto para seu quarto, vestiu-se com o roupão de Harry imaginando que aquela seria outra longa noite, mas dentro de instantes adormeceu. Seria uma das raras noites sem sonhos...


 




 


A semana seguinte ao karaokê havia passado numa rapidez sem precedentes. Gina havia acabado de por Teddy para dormir e estava exausta! Amava ter o pequeno em sua casa, passavam horas brincando e assistindo os desenhos favoritos do garoto, mas quando ele queria cansá-la de fato conseguia.


Ela sentou-se sozinha na mesa da cozinha, estava tomando uma deliciosa caneca de chocolate quente quando a tão esperada coruja bateu em sua janela, era mais uma carta de Harry. Dessa vez, Gina tinha planejado algo para descobrir o remetente das cartas, uma vez que Hermione simplesmente esqueceu dela neste aspecto. Ia esperar ela depositar a carta sobre a mesa e com sua vassoura iria segui-la. É bem verdade que era um plano estúpido, mas ela não havia tido outra idéia e Hermione que tinha prometido ajuda-la estava atarefada demais no ministério.


 


A coruja entrou, soltou a carta sobre a mesa e saiu veloz janela afora, Gina a seguiu. Apesar de ser noite e da distância, Gina ainda podia ver a coruja a sua frente, talvez um pouco mais de velocidade ajudasse. A coruja sentiu que estava sendo perseguida e começou a ziguezaguear no ar, então, como que mudando, ela começou a seguir em linha reta até sobrevoarem o bosque então ela circulou em volta de Gina, deu uma rasante e desapareceu entre as arvores.


 


Gina caiu em meio a um arbusto e sua vassoura se partiu.


 


- Droga!!! Que corujinha viu! – Então seus olhos bateram em cima da vassoura partida – Ah não, ah não, ah não... Ainda por cima a pé!?! Ninguém merece! – Ela soltou um urro de frustração e se levantou. – Droga! Droga! Droga! Hora de ir para casa.


 


Gina saiu a pé em direção a sua casa. Seria uma caminhada de 10 minutos que fez repensar sobre o trajeto da coruja “...não naquela área não mora ninguém, a não ser que seja muito bem escondido, mas... Não, definitivamente não! Acho ela só estava despistando mesmo .Ainda perdida em pensamento, ela se lembrou do que a esperava em casa e apressou o passo estava na ansiosa para saber qual a missão que Harry havia lhe dado. Entrou em casa e foi direto para a cozinha, rasgando o envelope ela reconheceu a letra de Harry.


 


minha querida Gina,


 


Não sei onde você está ou exatamente quando vai ler isto. Espero apenas que minha carta a encontre segura e com saúde. Você me segredou, enquanto eu estava em coma, que não poderia prosseguir sozinha. Você pode Gina. Mais que isso, você deve!


 


Você é forte e corajosa e vai conseguir passar por isto. Compartilhamos alguns lindos momentos juntos e você fez minha vida... você foi minha vida. Não tenho arrependimentos. Guarde nossas maravilhosas lembranças, mas, por favor, não tenha medo de construir mais algumas. Sou somente um capítulo em sua vida, haverá muitos outros. Ainda assim, sinto que devo ajudá-la a encerrar este e começar a escrever mais um, mas só posso ajudar com o inicio depois disso você deve caminhar com suas próprias pernas.


 


Se eu conheço bem a minha querida esposa, ela tem uma habilidade nata com as palavras. E a essa altura do campeonato, não tem chances de você voltar para essa temporada do quadribol e acho que você não quer voltar nem para a próxima... Estou rindo tentando imaginar sua cara enquanto lê esta carta, mas isso não vem ao caso agora... Sei que faz tempo que você está cansada do quadribol e acho que está mais do que na hora de você começar a se dedicar a coisas que você realmente goste. E acho que apesar de todos os pesares, o Profeta vai adorar ter você como “informante” do mundo bruxo. Que tal?


 


Agora que a goles foi lançada, termine este capitulo da sua vida. Obrigado por ter me dado à honra de ser seu marido. Por tudo, sou eternamente grato.


 


Sempre que precisar de mim, saiba que estou com você.


Seu marido e melhor amigo,


 


Harry</b>


 


P.S.: Eu te amo, pra sempre!


 


 


 


 


Havia lágrimas nos olhos dela, mas desta vez era de felicidade. Havia um misto de prazer e agonia que lhe tomava ela só se perguntava como Harry havia sido tão bom em imaginar tudo que aconteceria com ela, que caminhos ela tomaria, o que escolheria. Ele de fato a conhecia mais do que ela mesma. Precisava falar com alguém, e há muito já passara da meia-noite.


 


- Acho que vou ter que guardar essa felicidade para mim, pelo menos até amanhã.


 


Gina subiu as escadas e foi para seu quarto, instantaneamente adormeceu naquela noite ela reviveu o dia do seu casamento.


 


 


 


Aquela era a primeira vez em muito tempo que ela não acordava com ajuda de um parente ou amigo preocupado. Abriu os olhos devagar para pegar os detalhes do que tinha sonhado, mas não foi rápida o bastante para pegar os detalhes. Havia acordado muito feliz, levantou-se e após uma ducha rápida e um belo café da manhã começou a organizar as coisas para levar Teddy de volta a casa da avó.


 


- Tia Gina, já vamos para a casa da vovó? – disse o pequenino descendo as escadas e bastante sonolento.


 


- Não exatamente agora, querido, mas sim, devo lhe levar hoje. – Ela sorriu docemente para ele.


 


Gina terminou de aprontar a bolsa do garoto quando recebeu duas corujas. A primeira era de Mione, pedia urgência na resposta, mas não passava de curiosidade da amiga. Ela exigia saber o que Harry pedia na carta, mas Gina resolveu lhe dar de bom dia um ataque do coração e faze-la esperar, o bilhete que enviou havia apenas a hora e local para um almoço. Luna não iria, pois estava viajando.


 


A segunda, pela coruja que entregou, Gina sabia de quem era e tinha noção do que queria. Desde o karaokê que Dino Thomas a estava enchendo de correspondência todas as manhãs, sempre com o mesmo pedido para sair. Hermione e Luna estavam histéricas com ela, mas Rony, a apoiava na recusa, se bem que para Rony o único homem que serviu para Gina foi Harry, o resto definitivamente é resto.


 


 


Por volta das oito horas, ela saiu de casa levando Teddy, para casa da avó. Ela passou uma manhã como há muito não tinha, Andrômeda tinha um ótimo jeito de lidar com a perda da filha e do genro, isso estimulou muito Gina. Ao meio-dia ela aparatou direto no Beco-Diagonal, lá ia almoçar com Hermione e depois talvez dar uma volta por aí.


 


Ela entrou no restaurante e logo viu Mione com uma postura muito ereta, o que significava ansiedade da amiga - cunhada.


 


- Sente-se! Abra está boca, me diga o que o Harry quer? – disse Mione empolgada, mal esperando Gina se acomodar.


 


- Olá, <i>Hermione</i>, boa tarde! Como foi seu dia até aqui? O meu foi maravilhoso! – disse Gina sem se importar com a cara de indignada de Mione.


 


- Gina, minhas boas maneiras ficaram em casa, e, aliás, só são aplicadas às pessoas que não me mandam respostas mal-criada como a sua hoje de manhã! Agora me diga o que Harry quer?


 


Nesse momento elas foram interrompidas pelo garçom do lugar que lhes trazia o cardápio. Mione escolheu rapidamente, enquanto Gina demorou um pouco mais – puro <i>charminho</i>.


 


- Vamos lá Gina me conte o que ele quer!- Toda a paciência de Hermione havia ido embora e agora ela já começava a roer as unhas.


 


- Quer que eu faça o que eu sempre quis! – disse Gina entrando em êxtase.


 


- Você vai escrever? Onde? Como? Quando? E o que? – perguntou Mione um tanto confusa. Pois sempre soube que a amiga queria ser uma ótima escritora.


 


 


- Toma, lê e depois me diz o que você acha!


 


Ela passou a carta a Hermione que começou a ler rapidamente por um instante, Gina viu a vista de Hermione turvar tamanha a agilidade em ler.


 


- Incrível! – disse Mione embasbacada. – E aí o que você vai fazer? Continua no time ou vai tentar a carreira escrevendo?


 


- Não sei! Tenho que amadurecer a idéia. Ver o que quero...


 


- Falando em amadurecer a Luna tem escrito para você? Por que pra mim ela não tem escrito sequer uma linha – disse Mione enfezada.


 


Gina apenas parou para observar a cena, Mione que vive em pé de guerra com Luna estava indignada pelo fato da amiga não ter escrito.


 


- <i>Oh amor roxo</i> ¹ – falou ela entre dentes, então aumentando o volume da voz continuou – Não, a ultima carta que ela escreveu foi a do início da semana. Ela está na Abissínia e logo depois quer ir a Avalon e então voltar para casa já aproveitando a proximidade de casa. Ela conheceu um tal de Rolf Scamander, que por acaso eu acho muito suspeito pelo modo que ela o descreveu, mas eles querem estudar todas as criaturas marítimas, sabe, Dilatéx vorazes, sereianos, kelpys,e todas as outras criaturas as quais eu não lembro o no... Que foi?


 


(N/A1:¹ O dito amor roxo é traduzido na música “Entre Tapas e Beijos” de uma dupla sertaneja que ninguém conhece – shuashua. N/A²: Abissínia= África, atual Etiópia; Avalon= Reino Unido).


 


Mione estava tinha um olhar divertido pra algum às suas costas. Então começou a falar baixo e apressadamente.


 


- Ok, quando eu sinalizar você olha para trás discretamente e tenta não fazer nenhum espanto. – Cochichou ela para Gina então voltou ao tom normal de voz. – Então Neville e Luna terminaram de vez Gina?


 


- Mione, você acha que o Neville ia perder as estribeiras por nada? Você sabe quão calmo ele é e você viu acontecer! Queria muito que eles dessem certo juntos, mas não deu. Ela conheceu o tal Scamander e ele está namorando a Ana Abbott, da lufa-lufa... E para onde é que você olha tanto? – Ela se virou tentando olhar para o mesmo lugar que a amiga, mas não foi preciso um grande esforço para ver o que a amiga via.


 


Atrás dela havia uma parede que estava repleta de rosas vermelhas e luzes brilhantes com letras enormes - algo que fez com Gina se engasgasse com o suco de abóbora – com um convite: GINA, QUER SAIR COMIGO!? E ao lado da parede estava Dino Thomas, tentando sorrir, mas falhando miseravelmente.


 


- Pelo que ele me disse por oclumência, ele quer sair com você. E eu acho que você deve aceitar! Aceita, vai! – ela pediu quase implorando – Gina é só um encontro e isso não arranca pedaço!


 


Gina não sabia dizer quais eram seus reais sentimentos àquela hora. Havia raiva, medo, vergonha, pena de si e dele, tudo junto.


 


Mione viu a amiga ficar vermelha e então, roxa, e com razão! A idéia de Dino tinha sido bem razoável, ele foi bem ousado, mas ela achava que Gina iria ficar possessa e como conseqüência ia dar o fora nele. Viu-a andar decidida na direção dele. E esperou os gritos que... não vieram!


 


- Ok, Dino, vou te dar a chance que você tanto quer! Te espero sexta as 20h. Agora por gentileza, retire essas flores e floreios, pois ainda pretendo voltar muitas vezes ao restaurante. – E com um aceno da varinha ele apagou o letreiro sorrindo muito.


 


Mas ela não estava preparada para o que aconteceu a seguir. O assomo de felicidade de Dino o impulsionou para frente e ele lhe um beijo muito “caprichado” e saiu por aí alegre demais para perceber a cara aparvalhada de Gina.


 


- O que foi isso?


 


- Pronto Mione, satisfeita?! Dino vai perceber minhas reais intenções nesse encontro e eu realmente espero que você se entenda com o meu irmão, porque ele não vai gostar nem um pouco desse teatrinho! – Ela disse de forma mal-humorada e aborrecida, então como se nada houvesse ocorrido ela voltou a sorrir e seguiu dizendo mais animada – Quero sua ajuda! Tive uma idéia e quero saber o que você acha. Pensei em tentar ser repórter d’O Profeta, que tal?


 


Hermione sempre ficava perplexa com a facilidade em que Gina mudava de humor. Mas ela preferia assim a vê-la gritando, ou como havia acontecendo ultimamente, chorando. Então resolveu entrar na onda da amiga.


 


- Gina, seria incrível. Faz-me um favor? Quando estiver lá dentro, infernize a vida da Rita Sketeer? Quero ver como ela age sob pressão! Mas, voltando ao real sentido desta conversa, se você quer mesmo tentar sugiro ir lá agora! Assim você não terá que aturar a Susan Parker sozinha, melhor enfrenta - lá quando o Sr. Lawler estiver por perto.


 


- Quem é ela? – perguntou Gina desinteressada.


 


- Uma espécie de Umbridge, só que numa forma amenizada. Ouvi dizer que ela fez a Rita chorar, mas eu não acredito muito nisso...


 


- Mesmo sabendo o que posso enfrentar já sou fã dela! Além do mais depois da Umbridge original, duvido que alguém se iguale! – ela disse e riram do comentário – Mas, eu vou lá sim, e agora.


 


Elas terminaram o almoço e Gina se despediu de Hermione - que ia para o Departamento para Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas, ela, aparatou direto no Profeta, estava na hora de fazer o que ela realmente gostava.


 


Ela entrou no lugar e ficou abismada. O lugar era incrivelmente grande, mas incrivelmente apertado, além de uma balburdia indescritível. Haviam milhares de mesinhas distribuídas uniformemente pelo local e separadas por divisórias de madeira que era facilmente ignorada a julgar pelos gritos entre as pessoas, arquivos abarrotados de papéis que se abriam e se esticavam para o infinito sozinhos, ela ouvia também o breve farfalhar do papel e mais ao fundo havia a maquina de impressão. Mas a sua frente se encontrava uma pequena recepção, bastante organizada para os padrões do que ela via.


 


- Pois não, o que deseja? – disse a recepcionista do lugar com sua voz arrastada e entediante.


 


- Ah, por gentileza, gostaria de falar com o Sr. Lawler.


 


- Um momento, por favor! Com um aceno da varinha ela preparou um papelzinho parecido com os memorandos do Ministério. – A quem devo anunciar?


 


- Ginevra Potter – ela viu a mulher olha-la com interesse descomedido.


 


A recepcionista deu um breve toque com a varinha e continuou a encarar Gina, e isso, definitivamente, a estava incomodando. Mais um minuto e na porta de entrada apareceu um homem no início da calvície, vestido com uma calça preta, blusa branca, suspensórios e uma gravata, devia ter uns cinqüenta anos.


 


- Sra. Potter? – Gina acenou com a cabeça – Por favor, acompanhe-me!


 


Gina o acompanhou passando pelo espaço mínimo entre as mesas até chegar ao fundo onde havia uma imensa parede de vidro que separava o corredor de toda a balburdia que estava atrás dela até a porta da sala dele.


 


- Bem Sra. Potter, a que devo a satisfação de tê-la visitando nossas instalações? – disse ele com um sorriso.


 


- Emprego! – respondeu ela simplesmente, e começou a explicar toda a situação, sem, contudo, mencionar as cartas de Harry. -... é mais um desejo entende? Toda a minha vida sempre gostei muito de escrever, resolvi tentar por em prática aqui, se tiver o emprego, é claro.


 


Ele a analisou por dois segundos antes de se pronunciar.


 


- É seu o emprego! Por sorte um empregado recentemente pediu demissão para ir a outro país, ou algo do tipo... Mas não espere mordomias Sra. Potter!


 


- De jeito nenhum! Não quero ser tratada diferente, ou ser diferenciada por nada nem ninguém. – ela disse apressadamente.


 


- Então, seja bem-vinda! Vou chamar a subeditora - chefe... SUSAAAN – ele berrou assustando Gina. Então ele sorriu gentil para ela e olhou para porta.


 


 Nela vinha entrando uma mulher bonita, esguia, de olhar severo vestindo um terninho executivo preto e saltos muito altos que a deixavam bastante elegante.


 


- Diga Sr. Lawler – disse ela polidamente.


 


- Susan, lhe apresento sua nova pupila, a Sra. Potter. Sra. Potter, está é Susan Parker, subeditora-chefe e sua chefe - disse ele animadamente, a tal Susan apenas a olhou desinteressadamente.


 


- Acha que ela vai se adaptar ao ambiente? – Ele apenas respondeu que sim com a cabeça já que estava olhando o memorando que havia chegado. - E onde devo encaixá-la? – Ela continuou.


 


- Isso é com você, querida! Teste a Sra. Potter veja sua capacidade, ou adapte-a as necessidades do jornal!


 


Gina ouviu o Sr. Lawler falar gentilmente, mas pelo canto do olho ela viu a srta. Parker dar um sorriso maldoso e viu o singelo sorriso do Sr. Lawler esvaecer.


 


- Venha <i>querida</i>, vou ver o que posso fazer por você! – Só deu tempo elas saírem do alcance dos ouvidos de Lawler e, enquanto andavam em direção a sala de Susan (cubículos depois da Sala do editor) Susan já começou – Você irá fazer exatamente o que eu pedir. Se eu pedir uma critica, você fará! Se pedir um texto político, você redigira! Se pedir uma matéria investigativa, você providenciará dados, contatos, informações que valham a pena irem as páginas deste jornal! Me entendeu?!Agora me diga, o que você pretendia escrever?


 


Gina estava boquiaberta com a “represália” gratuita da colega abriu a boca, antes de começar a responder.


 


- Bem. Nunca tive algo realmente fixo sobre o que escrever, mas... – começou timidamente, porém Susan a interrompeu.


 


- Ótimo! Vai ser uma das nossas correspondentes internacionais! Apenas preciso averiguar para onde vou te mandar. Enquanto isso trate de se misturar, olhe em volta, aprenda como funcionamos.


 


Ela disse fazendo pouco caso, enquanto dizia isso, recomeçaram a andar até passarem pela porta de vidro e estarem bem em frente a todos os cubículos dos outros repórteres, e falando alto, anunciar:


 


- Pessoal, um minuto de sua atenção! Tenho alguns comunicados a fazer e como sempre serei sucinta. Primeiro de tudo gostaria de apresentar a mais nova integrante de nossa equipe jornalística a Sra. Potter. – Começou um burburinho dentre eles e Gina viu a boca de Rita Skeeter abrir, como que prevendo o que aconteceria, Susan acrescentou - Não quero nenhum tipo de regalia para a Sra. Potter enquanto ela estiver aqui, fui clara?


 


- Sinto pena da Potter, se ela tiver que aturar a Susan! – disse uma lourinha em sussurros perto de onde elas estavam.


 


- Eu ouvi srta. Miller! Por isso, você será a responsável pela Sra. Potter, e aí de você se acontecer algo errado!


 


A tal Miller parecia de fato muito arrependida por ter aberto a boca.


 


- Agora, sobre a próxima edição. Rita, por favor, melhore este texto, com isso eu posso adubar o meu jardim querida! – Não longe dali Gina viu Rita ficar muito vermelha – Anderson, parabéns pela reportagem, estará na parte baixa da primeira pagina! Reed quero a sua reportagem para a primeira pagina, Cloe quero você na minha sala, agora! Sem mais a dizer, podem voltar as suas atividades! – Então se virou para Gina e perguntou – O que ainda está fazendo aqui Potter!?!


 


Gina saiu andando ligeiramente em direção a tal Miller.


 


- Bom-dia Sra. Potter! – Cumprimentou ela sorrindo assim que viu Gina se aproximar – Me chamo Madison Miller, espero que nos tenhamos uma boa relação de trabalho, e ah, não pense que somos todos como a Susan, até hoje acho que a função dela é tentar nos irritar.


 


- Não, não é nos irritar! É transformar nossas vidas em um inferno! A megera! Um dia ainda te tiramos daí! – disse a garota fumaçando.


 


- O que ela queria Cloe? – perguntou Madison.


 


- Desculpe o que vou dizer Sra. Potter e espero que não leve para o lado pessoal – e então se virou para Madison – Aquela filha da mãe acha que eu sou da laia dela! Sabe o que ela queria Mad? Ela simplesmente quer que eu vigie a Sra. Potter e “faça da vida dela um pequeno inferno” argh...


 


- Cloe, se acalme! – quem falou foi Gina, e falou tão mansamente que assustou um pouco garota. – Quero que faça exatamente o que ela lhe pediu. Desde que ela me viu na sala do Sr. Lawler ela já queria me tirar...


 


- Não se importe com isso Gina, o único que ela admite ser bom o bastante é o Robert. – Falou Madison.


 


- Acho que eles têm um caso. – disse Cloe como quem chega a uma conclusão obvia.


 


 


 


Aquele foi de fato um dia cansativo para Gina, mas, também estava muito feliz, a perspectiva de fazer o que gostava a animava a continuar. Ao fim do expediente, Gina já estava quase pronta para ir para casa quando Susan se aproximou dela.


 


- Eu já sei para onde vai Sra. Potter!


 


- Ótimo, já estava ansiosa para saber on....


 


- Polpe-me dos detalhes! – disse rudemente – Vou te enviar para os EUA sobre um caso auror que quero que descubra como começou, quem está envolvido, ouvi dizer em cooperação trouxa e não sei se é bem verdade, descubra! Tem todo o dia de amanhã para se preparar. Boa noite – disse ela desdenhando.


 


Gina ainda permaneceu parada por um segundo, ela havia tido um bom dia e estava feliz por isso, não ia ser a megera da Susan que ia trazer esse sentimento abaixo. Chegou a casa e deteve-se apenas em fazer um lanche rápido, seguindo para sua cama e cansadíssima dormiu imediatamente.


 


 


Já para Hermione o dia se resumia numa palavra: surpreendente! Após o almoço com Gina, ela voltou ao departamento, para a reunião de pauta, que como sempre foi extremamente fadigoso. Ela já estava saindo da sala quando sua colega de trabalho chegou a seu encalço falando afobadamente coisas que ela não conseguia entender.


 


- Respira Aileen, não consigo entender uma letra do que você está falando!


 


Aileen respirou profundamente e se reorganizou.


 


- Menina, quase tenho um ataque por você! O Sr. Cook quer falar com você agora! Acho que vem promoçãão! Corre antes que ele esqueça quem é!


 


Essa era uma piada entre os mais antigos naquele departamento. O Sr. Astaroth ² Cook, era uma senhor de idade bastante avançada que não tinha boa memória e era pouco maleável com seus funcionários, na opinião de Hermione ele era muito bom, apesar dos pesares, e, resumidamente, “bruto, mas bondoso”.


 


(N/A: ² Meu Merlin, onde raios eu fui buscar esse nome... o.O kkkkkkkkk – pior, existe de verdade kkk³³³).


 


Hermione se dirigiu a mesa onde estava sentado o homem.


 


- Pois não Sr. Cook, o que deseja? – ela estava nervosa, mas tentava não transparecer. Sentou-se e esperou.


 


- Sra. Weasley, tenho uma prerrogativa para a você! – disse ele bem seriamente, isso foi o suficiente para Hermione ficar mais ereta na cadeira, se é que isso era possível. - Existe a possibilidade de uma promoção para o Depto. de Execução das Leis da Magia, mas preciso saber se está disposta a preencher os requisitos. – Ele falou, sua voz demonstrava a rigidez que ele impunha aos assuntos do Depto.


 


- Que requisitos?


 


- Não tenho certeza total. – disse ele pensativo como quem tentava se lembrar de algo. - Isso é com o Taylor, tem algo a ver com os EUA...  Ah, claro! Taylor o chefe do Depto. de Execução das Leis da Magia está precisando de uma nova funcionária porque o velho Dick Hill decidiu, finalmente, se aposentar. Ele havia me pedido um nome e eu indiquei o seu, tendo em vista todas as propostas que você tem nos apresentado.


 


“Pelo que entendi, ele quer ver como você trabalha, e me pediu para lhe propor algo: ele quer que você vá aos EUA para ajudá-los com uma proposta que eles copiaram nossa... Sua para ser mais exato! Isso vai servir como teste, mas creio que isso não fosse necessário, embora seja uma excelente oportunidade e não deve ser desperdiçada. – ele pareceu pensativo novamente -... Vai aceitar?”


 


Hermione o olhou apenas por um segundo e respondeu sem titubear.


 


- Sim, claro, como o Sr. mesmo disse é uma oportunidade que não deve ser desperdiçada!


 


- Ótimo! Assim aquele morcego sai de meu pescoço! Sabia que você aceitaria a proposta. Está tudo marcado para que seja no mais tardar, sexta. Eles, os americanos estão apressados em normatizar a situação de seus elfos...


 


De repente ele começou a ficar uma tanto disperso Hermione o olhou e falou:


 


- Certo! Algo mais?


 


- Não! Volte aos seus afazeres.


 


Hermione deu meia-volta e saiu apressadamente. Foi à sala que dividia com Aileen lhe disse as novas, pegou a bolsa e saiu. Tinha que encontrar Rony para lhe contar as novidades. Não cabia em si de felicidade, não havia muito tempo que estava trabalhando ali, ela se dava bem com as pessoas, tinha suas idéias ouvidas e geralmente aceitas e agora ia ser promovida!


 


Foi até o depto. de Aurores e um dos agentes havia lhe dito que ele havia descido há pouco tempo a um pub ali perto, que ela sabia que era um lugar quase exclusivo dos aurores. Entrou no lugar e da entrada começou a procurar Rony com os olhos, o encontrou do outro lado do pub em uma mesa próxima a uma coluna. Ele parecia estar só admirando o tempo com o braço na cadeira ao lado, isso era típico dele quando estava resolvendo um caso particularmente difícil. Hermione se aproximou lentamente, ele não percebeu que ela se aproximava, então Hermione viu.


 


Rony estava abraçado a uma bela loura de olhos azuis e a sua frente tinha uma outra mulher bela morena de olhos castanhos. Aparentemente, a loura que ele estava abraçando chorava e a morena o repreendia:


 


-...VOCÊ É CASADO E NÃO PODE FAZER ISSO COM ELA – Disse a morena exasperada. Enquanto a loura chorava mais e Rony a abraçava mais forte. – Deseja algo! – disse a morena assim que viu Hermione se aproximar. Rony se virou lentamente e viu Hermione com os olhos cheios de lágrimas.


 


- Obrigada Rony! E... Adeus! – Foi à única coisa que conseguiu dizer.


 


Rony não teve tempo para fazer algo. O que aconteceu foi tão rápido, que ele simplesmente não entendeu o que aquilo queria dizer. Ele começou a ficar vermelho à medida que as coisas começaram a se encaixar. Com “puf” até raivoso Hermione aparatou para onde ele não sabia. Então a ficha finalmente caiu.


 


- Droga! – Disse ele vermelho como um pimentão. – Meninas, desculpa tenho que ir! Jana fica com a Débora – ele se levantou rapidamente e começou a apanhar seus pertences, virou-se para a loura – Débora, relaxa, você vai conseguir encontrar seu pai, soube que uma de nossas melhores agentes está cuidando do caso, e se necessário Jana eu vou sim aos EUA ajudar com as investigações, espero que ainda que com essa Hermione compreenda!


 


 


Ela chegou em casa desesperada. Como ela não havia percebido nada? Como ele podia ter feito isso com ela? Em pensar que há quase 30 min atrás nada a tiraria da felicidade que se encontrava... Foi até seu quarto começou a fazer suas malas com um aceno da varinha, com um segundo movimento conjurou uma pena e pedaço de pergaminho e escreveu.


 


<i>“Fui embora, desculpe não ser o que você esperava!


Adeus!”</i>


 


Saiu de casa e aparatou direto para a casa de Gina, se ela bem conhecia Rony esse era o último lugar que ele a procuraria. Talvez amanhã ela falasse com ele, mas sobre o divórcio... Traição... Isso ela não perdoaria.


 


Bateu na porta três vezes, Gina não respondeu... O que ela ia fazer? Começo a burlar os feitiços que tinha na casa, afinal, tinha sido ela e Harry quem os tinha lançado. Abriu a casa, escuridão total, Gina ainda devia estar no trabalho, se é que ela tinha conseguido ou estava dormindo. Sabia que a amiga não ia se importar com a invasão, se acomodou no quarto de hóspedes e se jogou sobre a cama, depois da poção para dormir sem sonhar, ela dormiu facilmente.


 


 


 


Gina acordou no dia seguinte muito bem disposta, tinha o dia inteiro livre para se organizar para a viagem que faria no fim do dia. Mas não havia acordado por si só, havia algo... A porta! Pensou descendo as escadas correndo.


 


- Rony? O que está fazendo aqui há essa hora? O que houve? – disse assumindo um tom mais sério.


 


- A Hermione está aqui Gina? – disse ele, tinha a aparência cansada e triste.


 


- Não! O que aconteceu Rony? Entra! – disse ela abrindo espaço para ele.


 


Rony entrou e se jogou no sofá, em seu rosto Gina podia ver o cansaço, o medo e até indignação.


 


- Gina, você precisa me ajudar!A Hermione me viu com duas amigas e deve estar pensando no pior!


 


- Que amigas Rony?


 


- Você não as conhece. Chamam-se Janaína Smith e Débora McCarthy, elas entraram dias depois do Harry... Enfim, e uma delas acabou de ter o pai seqüestrado pelo cara da investigação que eu e o Harry fazíamos.


 


- E o que ela tem a ver com a história?


 


- Ontem saí do depto. de aurors e encontrei Débora chorando justo na hora que lhe dei um abraço a Mione viu, deve ter interpretado tudo errado... Só deixou isso – ele mostrou a ela o pedaço de pergaminho com o recado de Hermione.


 


- Meu Merlin, minha amiga deve estar perdidinha! – então olhou para ele e disse - Desde quando você é sensível Rony? Você sempre foi à colherinha de chá, lembra? – apesar do tom sarcástico, o ato descrito pelo irmão a tinha surpreendido.


 


- Gina, por favor, não é hora para brincadeiras!


 


- Certo, desculpe! Vou trazer um chá para você relaxar um pouco.


 


A “visita” não demorou muito. Rony voltou para casa a pedido de Gina para descansar um pouco. Mas, agora ela era quem estava preocupada com a amiga. “<i>Onde raios Hermione havia se enfiado? Melhor tomar um banho e ir ajudar Rony a procurá-la. <i>”


 


Entrou no banheiro para um banho rápido, saiu de roupão e toalha nos cabelos e se deparou com Hermione.


 


- Mione? O que você tá fazendo aqui? Melhor, como você veio parar aqui?


 


- Ele tem outra Gina! Outras, sei lá... – ela disse com uma expressão cansada e abraçou a amiga.


 


- Mione, se acalma... A única que ele tem é você sua boba!


 


- Está dizendo isso por que não sabe da história! – disse com a voz embargada.


 


- Pelo contrário, justo por saber da história que digo o que digo... – Gina ia contar exatamente tudo que Rony tinha lhe dito, mas ouviu a campanhia tocar. – Já volto!


 


Gina desceu as escadas e a campanhia tocava incessantemente.


 


- Já vou, mas que... – não deu tempo ela terminar porque uma massa de cabelos louros lhe atrapalhava até a respiração.


 


- Gina minha amiga, como é bom te ver! – disse Luna.


 


- Você não estava em Avalon?


 


-Ah, sim estava, mas precisava passar em casa... Eu e o Rolf estamos namorando, só que brigamos, mas já fizemos as pazes, mas eu queria passar em casa aí decidi vir ver você! – Disse ela com seu jeito tranqüilo, mas enrolado. – E acho que vim numa boa hora, sinto o cheiro de drama!


 


Nesse exato instante Hermione vinha descendo as escadas.


 


- Amiga!!! Quanto tempo! Estava com muitas saudades de você e mais ainda de nossas brigas! Sabe como é, são coisas básicas sem as quais não vivemos!?! – Disse Luna muito feliz em rever as amigas, enquanto Mione meramente esboçou um sorriso.


 


Luna puxou Gina e Mione para a cozinha, e enquanto preparava um chá para elas tagarelou como nunca. Falou sobre a viagem, sobre Rolf, o inicio do namoro e o planos para o futuro, até que foi interrompida pela campanhia de Gina.


 


- Tá disputada hoje hein? - Disse Mione.


 


Gina se dirigiu à porta para atendê-la quando foi engolfada novamente por braços, desta vez.


 


- Minha filhinha! – Era a Sra. Weasley. – Meu amor, parabéns pelo emprego! E pelo visto começou com o pé direito. Correspondente internacional!


 


- Calma mãe não é para tanto e acho que essa “correspondência” é uma tentativa da minha chefe de me ferrar e se livrar de mim!


 


- Ainda assim Gina...


 


- Mas ela não vai conseguir, vou dar o melhor de mim. Esse emprego é meu!


 


A Sra. Weasley não pode deixar de sorrir. Em muito tempo, aquela era a primeira vez que via Gina motivada a fazer algo, parecia que as cartas de Harry estavam fazendo o efeito que ele queria...


 


- Você não me disse isso Gina! – falou Mione. – Qual o seu destino?


 


- Sou correspondente internacional meu bem! Estou indo até os Estados Unidos fazer a cobertura do caso que o Harry e o Rony trabalham.


 


- Mas, será que nem do outro lado do oceano me livro dessa ruiva espoleta? – disse Luna com sua voz sonhadora – É meu próximo passo! Depois de procurar em Avalon, Abissínia, Noruega e mais outros muitos países tive informações de fonte segura que há Kelpys nos EUA e estou indo para lá!


 


- Hem-hem! – Por um momento as três riram com a imitação de Hermione – Gostaria de avisar que a pessoa a sua frente acaba de ser promovida e enviada aos EUA para receber a promoção!


 


Gina e Luna soltaram gritinhos de alegria enquanto a Sra. Weasley simplesmente ria da empolgação das três garotas. Não imaginou que as fosse ver assim depois de tudo que passaram principalmente sua Gina.


 


- Oh Merlin, é tudo que a América precisa: três garotas loucas e sem alguém que lhes ponha algum juízo na cabeça.


 


- Não se preocupe Sra. Weasley, serei o juízo de ambas. – disse Hermione no que a Sra. Weasley apenas riu.


 


- Quando vamos, então? – perguntou Luna, mas a campainha de Gina tocou outra vez.


 


- Gina, deixa aberto, devem achar que isso é a casa da mãe Joana. – disse Luna entre risos.


 


Gina se dirigiu a porta mais uma vez para se deparar com flores. Sim, aquele era o buquê que Dino lhe enviava diariamente. Com tudo o que aconteceu na sua vida de um dia para o outro, Gina sequer lembrara de Dino e do encontro que seria naquela noite. Obviamente não iria, mas dessa vez não porque não quisesse, mas porque não podia, pois estaria no avião, direto para os EUA.


 


 


 


Depois de rabiscar um bilhete para Dino pedindo desculpas e explicando o que acontecera, Gina começou a arrumar suas coisas. Havia uma série de coisas a serem feitas naquela manhã arrumar as malas era uma delas, ainda iam passar na casa de Luna e Hermione tinha sido chamada de volta ao depto. para ultimas instruções. Sua mãe que havia ido embora as fazendo prometerem que iam almoçar lá. Arrumaram tudo que ia ser necessária a viagem e estavam super empolgadas.


 


Perto de meio-dia após saírem da casa de Luna, buscaram Hermione e foram à Toca. Embora o dia passasse normalmente, havia algo que inquietava Gina, o que ela julgou ser apenas a expectativa da viagem.


 


Gina passou todo o almoço inquieta. Estava nervosa. Parecia uma adolescente e se envergonhava dessa atitude.


 


- Gina, está tudo bem? – perguntou Hermione cochichando para ela.


 


- Estou.


 


- Gina, o que há de errado? Mal tocou na comida! – disse a Sra. Weasley que não ouvira o comentário de Hermione.


 


- Acho que estou ansiosa demais. Só isso. Quer ajuda com os pratos mamãe?


 


- Não, eu cuido disso. Vão dar uma volta por aí, a propósito Hermione Rony já deve estar chegando. - Ela disse isso e saiu equilibrando os pratos da mesa.


 


Gina viu Hermione quase chorar.


 


- Tá julgando ele errado! – Ela disse.


 


- Eu sei o que vi Gina! – disse zangada.


 


- Eu sabia que tinha cheiro de drama no ar, querem me con.... - Luna começou.


 


-NÃO! E vamos embora, eu já tenho tudo o que preciso para viajarmos! - Hermione se levantou em um pulo.


 


Elas apenas se despediram da Sra. Weasley e foram embora. Hermione não deixou mais ninguém tocar no assunto e enquanto se dirigiam a casa de Gina ela não parava de lançar olhares cortantes quando qualquer uma das duas fazia a menção de abrir a boca.


 


Meia hora mais tarde saíram da casa de Gina direto para o aeroporto – nova moda no mundo bruxo - afinal para se aparatar é necessário conhecer o lugar. Aí começou a inquietação de Gina.


 


“Ginevra Molly Weasley Potter, já chega! Isso tudo é medo de avião? Meu Merlin, isso é medo de avião! Ou não?”


 


O número do vôo foi anunciado e Hermione saiu na frente para a parte burocrática enquanto Gina e Luna ficaram no saguão aguardando ela.


 


- Gina você está bem? – Perguntou Luna vendo a inquietação da amiga.


 


- Estou sim. – ela deu um sorriso amarelo e deixou seu olhar vagar até um ponto indistinto.


 


 


 


Já se passavam das três da madrugada e ela ainda se debatia na poltrona do avião, o que não ajudava a melhorar seu estado de espírito, já que o vôo duraria cinco horas e fazia apenas duas que elas estavam lá e na manhã seguinte deveria aparatar direto no metrô de Nova Iorque - o <i>New York City Subway</i>, e temia errar uma vez que nunca esteve naquela cidade.



Para sua sorte, assim que o avião pousou e elas foram buscar as malas muito silenciosamente e receberam a indicação do Centro de Informação ao Turista Bruxo, de lá elas receberiam a ajuda de um Aparatador para a aparatação dirigida para o metrô e então para o hotel em que estariam hospedadas. Mal sabiam elas que aquele seria um longo dia.


 


 


 


***


 


 


 


Lá ia mais uma vez, naquela semana, a figura alta encapuzada andando pela sombria rua próxima a Ponte do Brooklin.


 


<i>“Espero que valha a pena! Eu devo ser muito idiota para aceitar essa idéia louca. Tomara que aquele lunático não desconfie de nada”</i>


 


Draco buscou a caneta que lhe servia de chave de portal, tocou nela e voltou à mesma sala lúgubre que estivera no dia anterior. O local, a principio, parecia vazio, então teve a idéia que poderia por tudo a perder: Iria falar com Heather, tentar tira-lo dali. “<i>É , é o caminho mais fácil para eu poder sair dessa loucura e do inferno que isso vai virar </i>”. Aproximou-se lentamente das celas...


 


- Malfoy, enfim voltou! Mas tão cedo? Pensei que sua resistência seria maior. - Era o tal Riddle¹ que estava sentado na cadeira de cabeceira da mesa e como a cadeira era de espaldar alto, Draco não o tinha visto. – O que ia fazer Draco?


 


- Apenas em busca de informações, o que mais eu iria querer?


 


- Não sei, porque voltou Draco?


 


- Quero ver até onde isso vai dar! – A indiferença na voz de Draco era impressionante, mas essa era apenas uma tentativa de passar imune pelo “julgamento” de Riddle. – Não era para voltar?


 


- Sim, sim. Desejei que você voltasse. Alias, eu sabia que você ia voltar, um real defensor de uma causa tão soberba como esta não iria se descartar de forma tão prematura, e, principalmente, imatura.- Ele deu um risinho presunçoso - Chame-me de Riddle. Não, não se entusiasme, não tem nada a ver com Lorde Voldemorte, quando ele morreu se foram todos os descendentes de Salazar Slytherin. Deixe-me lhe falar sobre o nosso primeiro plano.


 


(<b>N.A.:</b> Calma! Relaxa e respira! Não se desesperem, Tio Voldie não está de volta, nem tem parente vivo → <i> Riddle, do inglês = charada, enigma</i>)


 


- Quantos planos há em andamento? – Draco se interessou.


 


- Bom saber que você realmente esta engajado! Mas antes de lhe contar sobre os planos deixe-me começar com este lugar. Este local, conta com a proteção de deus Hades Sr. do Subterrâneo.


 


- Mas isso é Mitologia Grega! História de trouxas.


 


- Era isso o que eu também pensava, até me deparar com a verdade. A verdade Draco é que essas criaturas ditas obnoxiamente por trouxas como mito, nos cerca de tal forma que é a única que nos protege de nós mesmos. A proteção que Hades me deu e que eu dissemino por entre meus sectários. Deixe-me contar como tudo começou.  


 


“Tudo começou com Johnny Stoneheart, mas isso não é relevante agora. O que importa é que ele abriu os meus caminhos para o conhecimento. <i> O relato mais coerente sobre mitologia e mais bem estruturado sobre o começo das coisas, se encontra em a ‘Teogonia’ de Hesíodo, onde tudo se inicia com o Caos: o vazio primitivo e escuro que precede toda a existência. Dele surge Gaia (a Terra), e outros seres divinos primordiais: Eros (atração amorosa), Tártaro (escuridão primeva) e Érebo. Sem intermédio masculino, Gaia deu à luz Urano (o céu), que então a fertilizou. Dessa união entre Gaia e Urano, nasceram primeiramente os Titãs: seis homens e seis mulheres (Oceano, Céos, Créos, Hiperião, Jápeto, Téia e Reia, Têmis, Mnemosine, Febe, Tétis e Cronos); e logo os Ciclopes de um só olho e os Hecatônquiros (ou Centimanos). Contudo, Urano, embora tenha gerado estas divindades poderosas, não as permitiu de sair do interior de Gaia e elas permaneceram obedientes ao pai. Então Cronos, "o mais jovem, de pensamentos tortuosos e o mais terrível dos filhos", castrou o seu pai com uma foice produzida das entranhas da mãe Gaia e lançou seus genitais no mar, libertando, assim, todos os irmãos presos no interior da mãe. A situação final foi que Urano não procriou novamente, mas o esperma que caiu de seus genitais cortados produziu a deusa Afrodite, saída de uma espuma da água, ao mesmo tempo que o sangue de sua ferida gerou as Ninfas Melíades, as Erínias e os Gigantes, quando atingiu a terra. Sem a interferência do pai, Cronos tornou-se o rei dos deuses com sua irmã e esposa Reia como cônjuge e os outros Titãs como sua corte.


 


Quando Cronos tomou o lugar de Urano, tornou-se tão perverso quanto o pai. Com sua irmã Reia, procriou os primeiros deuses olímpicos (Héstia, Deméter, Hera, Hades, Poseídon e Zeus), mas logo os devorou enquanto nasciam pelo medo de que um deles o destronasse. Mas Zeus, o filho mais novo, com a ajuda da mãe, conseguiu escapar do destino e travou uma guerra contra seu progenitor, cujo vencedor ganharia o trono dos deuses. Ao final, com a força dos Cíclopes – a quem libertou do Tártaro – Zeus venceu e condenou Cronos e os outros Titãs na prisão do Tártaro, depois de obrigar o pai a vomitar seus irmãos.</i>


 


“Poseídon, em seu momento de agonia, ainda dentro do pai teria criado uma das criaturas mais abomináveis e fascinantes que eu jamais poderia descrever. Os kelpys, fisicamente, têm o corpo humano, mas a cabeça de peixe além de brânquias e nadadeiras, uma pele avermelhada coberta de escamas, resumindo, é um homem com traços de peixe. Eles são difíceis de ver porque antes de serem domados são invisíveis, mas depois de domado respira normalmente em terra, ar ou água e é muito fiel ao domador, é como se ele fosse um cão. Expele um veneno que envenena o corpo de uma forma que parece asfixia. Além da agilidade, super força, entre outras coisas não testadas por mim. Com medo de sua criação, Poseídon o baniu para o reino subterrâneo de seu irmão Hades e nunca mais o quis saber.


 


“Hades se surpreendeu com a invenção do irmão, mais ainda quis presentear a humanidade, mas além desta estar inapta, os kelpys só podem ser vistos se domados, como já disse, ou presenteados. Eles tomam forma quando compartilham o corpo de seu domador, - ele apontou para si - então, posso dizer que estamos com certa vantagem. Além de contar com o apoio das Ninfas Nereidas, que possuem o dom da ajuda – com a menção dos nomes surgiram 50 ninfas com longos cabelos, entrelaçados com pérolas trazendo à mão ora um tridente, ora uma coroa, ora um galho de coral – as Ninfas Naíades, que possuem o poder da cura e da profecia – então surgiram belas mulheres tinham pele clara ou até azulada e olhos extremamente azuis e profundos – as ninfas Efidríades, estas são quase terrestres e são protetoras, guardiãs – então surgiram ninfas cobertas de pedras preciosas – por fim, as Ninfas Oceânidas, as ninfas dos fundos inacessíveis do mar associadas aos fenômenos marítimos – mais uma vez surgiram belas ninfas estas coroadas de flores – todas parentes dos sereianos”.


 


(N/A.: O q tah em itálico é verdadeiramente verdade – ou pelo menos é fato mitológico)


 


- Muito interessante! – disse Draco tentando não aparvalhar nem amedrontar, como raios o que era fictício havia se tornado real. – Então, quer dizer que esse lugar é protegido por ninfas aquáticas, kelpys e Hades?


 


- Sim, mais que isso, só poderia contar com essa proteção se estivéssemos no mar, e cá estamos. Este é um lugar atemporal e adimensional. O tempo aqui passa diferente de lá fora. Há meia hora estou lhe contando esta história, lá fora já se passaram três horas, é fácil perder a noção do tempo aqui dentro. – disse ele contemplando as ninfas voltarem às águas que circundavam todo o lugar.


 


- Isso explica em como cinco minutos aqui me fizeram chegar ao hotel às duas da tarde. Mas, o que você quer dizer com adimensional?


 


- Que estamos em todo o lugar e em lugar nenhum. Uma vantagem desvantajosa se quer saber, em ambos os aspectos.


 


- Estamos não localizáveis então?


 


- Sim e não. Somente nós e quem possuir este mapa – ele abriu uma gaveta na cabeceira da mesa para mostrar o mapa a Draco – pode chegar até aqui. Mas, obviamente isto não está palpável a todos. Somente a você Draco, agora que o disse tudo isso. Conheço a lealdade dos Malfoy’s e sei o quão valoroso você pode ser... além de nós nenhum outro ser vivo sabe como chegar...


 


Nesse instante, várias pessoas começaram a chegar ao local.


 


- Sejam todos bem-vindos!


 


- E aí Riddle? Que é que tá pegando?


 


Draco virou instantaneamente para trás e reconheceu a figura obsoleta de Goyle. Draco não sabia muito mais sobre seu ex-“amigo”, parece que ele havia entrado de vez na “informalidade”. Pelo que sabia ele estava levando a vida “a La Mundungo”.


 


- Ora, temos um plano para terminar de por em prática ainda hoje, sr. Goyle.


 


- Sentem-se por gentileza, cavalheiros. Gostaria de lhes apresentar nosso mais novo aderente a esta nobre causa o Sr. Malfoy. – Todos a volta lançaram um breve aceno em reconhecimento, exceto Goyle que lhe lançou um olhar de pura maldade e desprezo. – Feitas as apresentações quero que vejam isso.


 


Ele saiu para trás e veio trazendo com a varinha um enorme mesa completamente coberta. Com um aceno ele fez o pano que cobria sair e todos puderam observar um enorme caldeirão.


 


- Isso vem da história medieval, os alquimistas quem me ensinaram – ele se aproximou de um púlpito onde se podiam ver muitas barras de sabão – Inicialmente, apenas glicerina, que muitos usam para higiene, mas alquimia nos ensina, deste simples artefato do dia-a-dia das donas de casa, a extrair – então ele fez um movimento com a varinha – a nitroglicerina, um composto 13x mais poderoso do que a pólvora.


 


“O Sr. Coleman será o responsável pela distribuição. Haverá sectários meus espalhados ao longo de todo o sistema ferroviário de Manhattan, não haverá a menor das possibilidades de todos aqueles idiotas fazerem qualquer coisa no Metropolitan Transportation. Há três horas atrás, mandei um vídeo contando sobre o ataque aos conselheiros da ONU e assim que começarmos mandarei o vídeo a vários jornais local bruxos e trouxas. Depois dessa a ONU não terá nenhuma outra credibilidade.”


 


- Não pode fazer isso! Vai matar bruxos também, e sabe que nessa área temos o maior contingente de bruxos puro-sangue! – disse Draco, lembrando da história que Donna tinha contado a ele antes de sair.


 


- Está mais enganchado do que imaginei Sr. Malfoy. Mas, infelizmente, é um preço que temos que pagar. – Ele lançou um olhar de desdém à Draco, mas continuou com discurso. - Em breve, recuperaremos toda a nossa glória! – Ele distribuiu as tarefas de todos. – Podem ir, nosso show começara exatamente em meia-hora.


 


Era hora da ação, coisa de que Draco estava correndo. Se em meia hora uma das maiores estações ferroviárias iriam ruir por mãos bruxas, melhor ele dar o sinal e fazer as pessoas certas agirem para impedir o feito.


 


 


***


 


 


A aparatação dirigida deixou as três em um banheiro do Sistema de Metrô de Nova York. Isso foi perfeito porque assim que o aparatador as deixou Hermione passou muito mal.


 


- Mione, há quanto tempo você se alimentou? – perguntou Gina preocupada.


 


- Não sei, acho que ontem, antes de ontem...


 


- Mione você ta verde! – disse Luna


 


- Obrigada! Isso foi algo que eu não havia percebido com esse enorme espelho a minha frente. Sem falar em como isso melhora minha auto-estima.


 


- Não briguem vamos sair daqui. Vamos achar uma lanchonete e então passamos direto para o hotel.


 


Não demorou muito e elas já estavam sentadas comendo alguma coisa. Luna muito alvoroçadamente, Gina apenas mantinha um olhar preocupado em Mione que além de não estar bem mal encostou na comida.


 


- Melhor irmos deixar isso no Hotel e levar a Mione num hospital. – disse Luna inquieta.


 


- Vai chamar um táxi, eu vou pagar a conta. – Hermione parecia piorar a cada minuto.


 


De repente o chão começou a tremer. Gina se segurou no balcão e olhou para Hermione que havia se encolhido em posição quase fetal.


 


<i>O que raios é isso? Tenho que tirar a Mione logo daqui!</i> Foi a única coisa que ela conseguiu pensar antes de ver um pedaço do teto desabar a poucos metros de onde estavam.


 


 


***


 


Eles estavam reunidos para adotar uma tática mais agressiva. Vick estava encabeçando a equipe e por isso ela havia literalmente havia abandonado FBI, fazia dois dias. Ryan, tava lá e cá, mais cá do que lá.


 


Desde que Draco havia recebido instruções de Vick e havia se mandado, até agora sem noticias da parte dele. Vick estava junto com Débora e o próprio Ryan resolvendo problemas burocráticos e Jana havia se prontificado a ir até o café examinar a pega que eles haviam encontrado, até que...


 


- Gente, eles estão atacando no metrô. – disse Draco sem ar.


 


- Como assim? – Disse Donna sem entender nada.


 


- Vamos gente é agora! – Disse Vick decidida.


 


Donna e Draco ficaram para trás. Donna obviamente não podia ir embora ela quisesse muito. Draco tinha que dar um tempo até aparecer por lá e fingir que fazia parte do feito. Por Vick, Ryan teria ficado, mas ele bateu o pé e foi junto.


 


 


Chegaram ao lugar aparatando, e levando em conta que Malfoy havia durado pelo menos 10 minutos para chegar até a casa de Vick, havia um caos muito grande. E, o maior problema, equipe muito reduzida para combater. Ryan se viu obrigado a dar o alarme na agência, enquanto Vick, Debbs e Jana já foram entrando direto no lugar.


 


Ryan entrou no lugar e sentiu uma ponta de desespero. O lugar inteiro estava ruindo, havia muitas pessoas feridas e algumas estavam tão atordoadas que mesmo que quisessem não sairiam do lugar. Ele começou a sinalizar para a saída se embrenhando cada vez mais fundo no que já era escombros e ajudando várias pessoas a saírem.


 


Mas ao contrário de algumas pessoas, havia uma lourinha entrando, muito pouco apreensiva, olhando com seus olhos enormes procurando alguém.


 


- Não pode voltar, tem que sair daqui. – disse ele contendo-a com uma mão.


 


Ela o olhou apenas como se não tivesse viste o total estado de catástrofe a sua volta.


 


- Tenho que ajudar as minhas amigas.


 


- Tente encontra-las lá fora.


 


- Não dá. – ela colocou a mão no bolso e puxou uma varinha. – Preciso que você saia daqui.


 


- Ótimo mais uma bruxa. – ele falou exasperado, mas então uma nova condição lhe tomou. <i>E se ela estivesse do outro lado?</i> - Você está causando isso?


 


- Não – ela respondeu com simplicidade enquanto ele a empurrava para longe do pedaço de teto que desabou entre eles. – A menos que eu esteja fazendo mágica involuntária. Mas eu não estou sentido uma emoção muito forte sabe... <i>Protego</i>


 


Uma coisa veio voando e quase bateu neles se não fosse o feitiço da lourinha. Ryan não sabia mais como ajudar. Aquilo ia desabar e depois que o feitiço se desfez ele se separou da lourinha e não conseguiu mais encontra-la no meio de tanta poeira.


 


Então ele esbarrou em alguém, era Vick, e vinha dois caras atrás dela.


 


- <i>Protego</i> RYAN O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI! – ela se baixou e continuou correndo segurando-o pelo braço. – Some daqui agora! Não dá para trouxas ficarem aqui.


 


Ela o empurrou e saiu lançando jatos de luzes que eram igualmente combatidos pelos homens, até que ela conseguiu atingir um e o outro ficou furioso. Ele realmente tinha que sair dali, não havia muito que ele pudesse fazer de qualquer jeito, mas ele ia ajudar no que pudesse.


 


Ele saiu guiando e levando algumas pessoas ainda muito atordoadas até que...


 


(N/A.: Imagino o inicio da música – Carvão – exatamente aqui. Q lindo!!! *-*)


 


Uma ruiva e uma morena apareceram do meio da poeira, mais atrás estava à lourinha que ele havia encontrado ainda pouco.


 


- A ruiva...


 


- Ajuda!!!! – Gritou a ruiva desesperada.


 


Ele correu para elas. Então, já do lado de fora, ele viu uma criatura medonha.


 


- O kelpy – disse a lourinha brevemente impressionada.


 


- SAÍAM TODOS DAÍ AGORA! NÃO HÁ MAIS NADA QUE ELES OU NÓS POSSAMOS FAZER. – Disse a criatura numa voz horrível.


 


Todos estavam saindo desesperados, mas ela não via Jana, Débora e Vick. O lugar começou a literalmente ruir.


 


 


 


Não havia muito o mais o que fazer. Eles tentaram, mas não conseguiram abafar muito a situação. Houve muitos feridos no acidente e algumas vítimas fatais, o que deixou a ONU em cheque pelo que estava passando na TV, e o FBI levando a culpa.


 


Ryan estava na sala de espera do Hospital de Nova York esperando por Nick. Ele estava cuidando das suas amigas e da ruiva, da morena e da lourinha. Ah a ruiva...ele lembrou do sonho na noite anterior...


 


<i><b>Flashback</b>


 


Ele estava se dirigindo ao Central Park, seu lugar favorito naquela cidade quando ele queria ficar só. Mas havia algo errado. Era um dia de verão e não havia uma viva alma nas ruas.


 


Ele olhou em volta então ele a viu, do outro lado do lago, sentada, admirando a paisagem e alimentando os passarinhos. Ele foi até ela, mas nunca conseguia chegar perto suficiente...</i>


 


- Ryan, acorda! – ele não respondeu, ia tentar se aproximar da ruiva. – Ryan Walker!


 


Essa voz lhe dizia que já não era um pedido, era uma ordem. Não teve alternativa a não ser abrir os olhos...


 


<b>Fim do Flashback</b>


 


- Então Ryan, admirando paisagens é? – disse Nick em tom de graça.


 


- Oi Nick! – respondeu surpreso – Como é que estão as meninas?


 


- Tirando alguns pequenos hematomas, tudo bem. Mas acho que a Vick...


 


- O que ela tem?


 


- Nada sério! Só acho que ela poderia parar de se culpar pelas coisas. Existem coisas que saem ao nosso controle, mas nem por isso significa que a culpa é nossa.


 


- Vou falar com ela. Ah, Nick, e sobre as três garotas que eu trouxe... Como elas estão?


 


- A ruiva e loira estão bem, mas a morena está aguardando pelos resultados dos exames. Estão todas na mesma enfermaria, se quiser ir lá... Vou ver os outros. – Nick retomou a prancheta e saiu na direção oposta da que Ryan tomaria.


 


- Melhor ir logo.


 


A enfermaria em que elas estavam era ampla, clara tinha oito camas, porem só seis eram ocupadas.


 


- Olá meninas. – cumprimentou, só Jana, Débora e a lourinha responderam. – Nossa que humor...


 


Ele se dirigiu as amigas primeiro. Jana e Debbs estavam cochichando e Vick parecia muito alheia à cena.


 


- ...são elas, tenho certeza! – dizia Jana aos cochichos.


 


- A última vez que acreditei em algo que você dizia ter certeza estava cumprimentando uma drag vestida como a vocalista das esquisitonas! – Debbs fechou a cara, mas Jana riu.


 


- Quem são elas? – perguntou curioso.


 


- Jana acha que são Gina Potter, Hermione Weasley e Luna Lovegood, respectivamente, as heroínas da guerra no mundo bruxo.


 


- Me diz por que não seriam elas? – Perguntou Jana.


 


- Mas e a Vick? – perguntou Ryan vendo que ela nem se mexia.


 


- Vitória tem um sério problema... – disse Debbs


 


- Nick disse que ela não tinha nada! – disse preocupado.


 


- Não é nada com o bem-estar físico, mas com o mental e o emocional. Quando ela encasqueta com uma coisa, ela realmente encasqueta. E no momento ela não deveria.


 


- Ela está realmente achando que deveria dar conta de mais de 50 pessoas que lançavam feitiços a torto e a direito, cuidar de mim e da Jana, de você, das pessoas que estavam dentro e também das que estavam fora sendo ela uma única pessoa. É muito altruísmo misturado a muito drama.


 


- Vick, você sabe que não pode ser assim. – disse Ryan de forma paternal a ela, ela reagiu.


 


- Me diga então o que você faria quando todos confiam em você, e você apenas falha e miseravelmente... eu não podia ter falhado assim – ela respondeu com olhos cheios d’água. – O que você faria?


 


- Eu pararia. – Então diminuindo o volume de voz, mas aumentando a exasperação - Você pode até ser bruxa, porém não vai ser um pedaço de pau com poderes mágicos que vai fazer de você uma “super pessoa”. – Ele percebeu que Nick estava se aproximando e para disfarçar voltou ao volume normal. – Eu tenho a noção de que sou apenas um humano, e não importa a preparação que você tenha você não vai ser diferente disso Vick, entenda.


 


- Ryan, tem razão sabe Vitória. – Nick entrou no lugar com uma rosa e um sorriso de derreter corações. – Quanto a vocês duas podem ir pra casa o mais urgente descansar. Estão precisando...


 


- Não gostei dele, pode até ser gato...


 


- Gato? Ponha os óculos Debbs ele está um pouco acima...


 


- Mas como assim “estamos precisando descansar”? – disse Débora simplesmente irritada


 


- Podemos estar um caco, mas não somos um caco qualquer, somos “O” caco... – disse Jana então olhou para Debbs e seriamente disse – Amiga, não querendo te chatear, mas você realmente precisa descansar...


 


- Janaína Smith!


 


- Me ferrei! Estou esperando vocês lá fora, vou ouvir o sermão que nem minha mãe poderia me dar!


 


A briguinha propositadamente pensada por Jana serviu para seu objetivo, Vick sorriu com o comentário, e isso era o início do fim do seu estado de letargia. Ela arrastou Débora consigo pra poder deixar os três amigos só.


 


- Bem agora que elas se foram e Vick tem companhia, vou falar com as moças ali – disse Ryan piscando discretamente para Vick.


 


- Obrigada pela rosa... – isso foi tudo o que o Ryan ouviu de Vick, pois ele se voltou para as camas onde estavam as três desconhecidas.


 


- Oi! – disse timidamente


 


- Olá de novo desconhecido! – Disse a loira.


 


- Oh, meu nome é Ryan Walker, me chama de Ryan, odeio formalidades.


 


- Olha Ryan, obrigado por tudo, mesmo. – Disse a ruiva. – Se não fosse você eu não sei o que nos teria acontecido...


 


- Alias, meu nome é Luna Lovegood, ela é Ginevra Potter e esse etzinha aqui verde, Hermione Weasley. – disse Luna a Ryan – Não liga para ela – disse apontando para Gina que estava vermelha pelo corte de Luna. - Atualmente ela tem o dom da tagarelice quando fica nervosa.


 


- Eu não sou tagarela Luna! – disse Gina exasperada e ficando mais vermelha.


 


- Você está nervosa? Ou eu te deixo nervosa? – disse Ryan de certa forma até presunçoso.


 


- Não! É toda essa situação! – Gina disse também querendo acreditar nisso, ela não tirava os olhos de Mione, isso a ajudaria a não ficar mais vermelha.


 


Ryan não pôde não sentir a onda de desapontamento que se passou. Então seu olhar finalmente encontrou o da ruiva.


 


- Harry... – ela sussurrou.


 


- Não, Ryan! - Ele afirmou confusamente.


 


Mas antes que alguém pudesse esclarecer alguma coisa, uma enfermeira entrou no quarto.


 


- Dr. Leach. – Nick virou a cabeça para a enfermeira. – Aqui estão os raios-X da Sra. Weasley, os outros exames sairão um pouco mais tarde por causa da grande demanda.


 


- Obrigada Isabella. – imediatamente ela saiu da sala. Nick caminhou tranqüilamente até a cama onde estava Mione trazendo consigo Vick.- Como se sentem Sras.?


 


- Eu me sinto bem, - disse Luna então entre sussurros bastante audíveis, acrescentou – mas a julgar pelo que ouvi, acho que a ruiva do meu lado não.


 


- Por que eu não estaria bem? – disse Gina sem tirar os lhos de Ryan, o que sinceramente o estava incomodando.


 


- Você está delirando! Acabou de chamar Ryan de Harry. A pronuncia pode até ser parecida, mas não é a mesma coisa sabia?


 


- Luna é o Harry! – disse Gina categoricamente.


 


- Então quem é Harry? – perguntou Ryan.


 


- Alguém que futuramente irei lhe explicar! – disse Vick assustada não podia falar diretamente afinal, como dizer a Nick que elas quatro eram bruxas, sendo que as três “desconhecidas” eram muitíssimo famosas? – Então Nick, o que tem a Sra. Weasley?


 


- Ah, sim claro! – ele revisou os exames na prancheta então anunciou – Parabéns Sra. Weasley.


 


- Por que está me felicitando? –perguntou Mione fracamente. - Estou enjoada, mal tenho forças...


 


- Bem, tirando o choque pelo acidente do qual fez parte seu raio-X não mostra nada com o que se deva preocupar... O fato da Sra.estar enjôos me leva a dois fatores imediatos: o primeiro, exatamente o choque; o segundo, uma possível má alimentação.


 


- Exato, segundo ela fazem quase dois dias que não come. – disse Luna adiantadamente, adiantada até demais para Hermione.


 


- Isso explica a baixa nos trigliceres, a hipoglicemia... – Vou providenciar um antiemético e alimentação leve, mas nada do que eu disse estará confirmado até que eu tenha em mãos os exames mais detalhados. – dizendo isso Nick saiu para providenciar o que havia dito.


 


(N/A: Autora se exibindo pq é nutricionista - estudante)


 


Tempo demais, então tudo recomeçou.


 


- Harry... – repetiu Gina com a voz fraquinha.


 


- Não é o Harry! – disse Hermione com a voz um pouco mais firme do que segundos atrás.


 


- Mione, você está doente não está em condições de enxergar bem! - Disse Gina exasperada.


 


- Quem é Harry? – perguntou Ryan com exasperação idêntica.


 


- O marido falecido dela, meu ex-tutor e o salvador do mundo bruxo! – disse Vick muito cautelosamente. – Olá Sra. Potter, me chamo Vitória Silva.


 


Gina franziu o cenho.


 


- Provavelmente não se lembrará de mim. O Sr. Potter foi meu tutor, assim como o Sr. Weasley agora o é da minha amiga Débora McCarthy.


 


- Claro, eu vi você uma vez! – quem falou foi Luna – Estava com Harry, me salvando no Lago, quando eu tentei capturar o Dilátex Vorazes e cai. Sabe, não foi uma atitude muito legal, pois eu já estava quase conseguindo captura-lo...


 


- Desculpe, mas pensamos que fosse morrer. – disse Vick sem saber se ria ou se levava a sério a reclamação.


 


- E ela morreria se não tivesse sempre alguém por perto para salva-la. – disse Mione um pouco pior. – Agora será que alguém pode ser boazinha comigo e tentar apressar o Dr. porque eu pretendo ir para “casa” ainda hoje.


 


- Ah, claro se me dão licença, vou trazê-lo e também separar aquelas duas antes que comece a 3ª guerra mundial.


 


Vick saiu apressadamente do quarto, além de apressar Nick, e separa aquelas duas ela ainda tinha que ver Malfoy e Donna e reorganizar todo o plano. Hoje definitivamente fora um dia agitado até demais.


 


- Você viu o Dr. Leach? – Perguntou a enfermeira que passara por ela.


 


- Cozinha!


 


- Obrigada.


 


Seguiu para cozinha onde devia estar toda barulheira que ela ouvia. Apertou o passo. Mas antes de chegar à cozinha...


 


<i>O que tem de errado nesse corredor?</i>


 


Era uma bifurcação, o corredor seguia em frente para a cozinha e virava À direita para um corredor escuro. Era desse corredor que vinha a maior parte do barulho que ela ouvia. Ela seguiu em frente para ver o que era, mas estava muito escuro...


 


De repente, algo a havia atingido no ombro. Ela voou longe, direto contra a parede, e então havia uma luz muito forte, ela viu de novo <i>os olhos </i>. Ela pôde perceber que eles eram incrivelmente verdes. Então o que quer que fosse aquilo passou por ela novamente, numa velocidade inumanamente possível.


 


Ela tentou se recuperar do choque o mais rápido possível, mas foi impossível para ela conseguir ir atrás da “criatura”. Ela estava totalmente desnorteada, em pouco segundos seus pés levaram-na de volta ao quarto em que estava.


 


Ryan ainda se encontrava lá surpreendentemente quieto, enquanto observava Gina e Luna ajudarem Mione a se alimentar.


 


- Oi Vitória, obrigada por ter pedido... – dizia Gina até ser interrompida.


 


- Não fui, desculpe a indelicadeza... – ela estava totalmente sem jeito – Ryan vamos encontrar as meninas, a gente precisa falar com Donna e Malfoy, agora!


 


- Malfoy? – perguntou Gina. – O que aquela Doninha tá fazendo aqui?


 


- Ãnh? ... Ele... é... meio que um amigo... – disse Vick ficando vermelha por não saber o que fazer.


 


Então para Gina fez-se a luz que ela precisava.


 


- Você ainda está no caso não é Vitória?


 


- Caso? Não, eu estou trabalhando no... no...


 


- No FBI como agente em treinamento prático para contato com trouxas... – disse Ryan muito atropeladamente


 


- Isso! – falou Vick aliviada – A propósito, pode me chamar de Vick...


 


- Isso-é-a-mentira-mais-deslavada! – disse ela sorrindo – Vocês não podiam se entregar mais. – Então ela olhou para Mione - Achei minha fonte de reportagem!


 


- Vai com calma Gina... Luna, aonde que você vai?


 


- Eu acho que vi “algo” – ela respondeu com seu tom mais etéreo e saindo imediatamente.


 


- Acho que existem zonzóbulos aqui. – disse Gina fazendo graça.


 


 


 


<i>Que raio de coisa era aquela que passou pela porta do quarto</i> Luna saiu do quarto assim que viu uma sombra. Não, não foi uma sombra, mas um vulto avermelhado. <i>Será que o kelpy? </i> Ela pensou verdadeiramente empolgada com a idéia.


 


Realmente o acidente no metrô havia trazido muitas pessoas para o hospital. Seguiu por entre corredores lotados e inteiramente vazios. Ela vasculhou por vários lugares, mas não, não viu a criatura novamente, se é que ela realmente havia visto...


 


<i>Mas Kelpys não precisam de hospitais! A não ser que o seu domador esteja aqui! Será que está? Mas quem?</i>


 


Ainda perdida em pensamentos ela voltou à enfermaria que ela estava junto com as amigas.


 


Estavam todos lá. Parece que Gina discutia algo com Vick, ela não prestou atenção.


 


- ... então é de lá que conheço, só pode. É verdade que Hogwarts tem milhares de alunos, mas eu definitivamente me lembro de você! – disse Gina.


 


- Sim, eu era da Corvinal. Mas não houve muito tempo para nos conhecermos, você era uma terceiranista quando eu me formei. – Jana tinha um sorriso presunçoso – Viu Debbs, eu realmente reconheço as pessoas.


 


- Jana, menos, bem menos, quase nada viu “colega” – Débora falou isso lançando um olhar muito malévolo para Jana.


 


- Sras. estou com os resultados aqui – era Nick de volta – Que rufem os tambores... Ora, ora, ora, não é que devo parabenizá-la de novo Sra. Weasley?


 


- Eu estou bem então, posso ir para casa? – disse Hermione já se levantando.


 


- Sim, mas quero cuidados redobrados, e Sra. aqui amanhã...


 


- Há seqüelas? Não eram apenas enjôos? – perguntou Hermione se assustando.


 


- Enjôos de uma grávida! Parabéns Sra.Weasley! – ele terminou


 


Por um instante todos ficaram mudos. Hermione apenas abriu a boca...


 


- Eu vou ser tia? – disse Gina baixinho. Então abraçou a cunhada e mais alto – EU VOU SER TIA!!!!


 


-Eu vou ser a madrinha! – disse Luna alegremente.


 


- Não você não pode! Eu vou ser a madrinha!


 


- Você já é a tia! – lembrou Luna.


 


- Não, não, não... – Hermione murmurou baixinho. – Não pode ser! – Ela olhou em volta e todos sorriam para ela sem se darem conta do peso que ela sentia, seu olhar parou exatamente em Gina. – Como é que isso acontece comigo? Longe de casa, sem marido, sem meus pais...


 


- Acho que somos parte da decoração agora!


 


- Não é momento para brincadeiras Luna! – Gina repreendeu e seu olhar se tornou mais duro quando ela o voltou para Hermione. – Olha aqui “Sra. Weasley”, já chega de nos fingirmos de surda, muda e cega! Você vai me ouvir, sem dar um único piu!


 


- Cara, ela me lembra minha mãe! – disse Vick sussurrando para Jana e Débora, ao que elas simplesmente acenaram concordando – é melhor a gente ir, as deixar terem essa conversa.


 


Ryan e Nick saíram conversando Vick e as meninas já estavam à porta quando Gina ordenou.


 


- Você três fiquem! - a voz de Gina parecia mais calma, mas não perdia a autoridade.


 


- O que a gente fez errado? – perguntou Jana com cara de choro – Eu não lembro de ter feito nada errado.


 


- Vocês são Janaína Smith e Débora McCarthy, certo? - indagou Gina um tanto incerta de sua recente descoberta.


 


- Culpadas! – respondeu Debbs levantando as mãos.


 


- Mione, quero que conheça as duas pessoas que estavam com Rony no dia em que você... hum... enlouqueceu por assim dizer.


 


- O quê? – perguntou Mione ficando enraivecida, ela de fato agora lembrava da morena que estava a poucos passos de sua cama.


 


- Do que você está falando? – Jana quis saber.


 


- Sabe Hermione, há muito tempo que meu irmão deixou de ser o legume insensível... Na noite que você encontrou com eles no pub, Rony estava apenas tentando acalmar Débora que recentemente teve seu pai seqüestrado! – ela fungou – Lembra do por que eu estou aqui, por que o Rony estava voltando tarde para casa, ou por que o Harry... – ela respirou fundo – não está mais aqui? Está tudo ligado em algum lugar e de algum jeito que eu não entendo.


 


Hermione não falou, as lágrimas que haviam em seus olhos finalmente caíram.


 


- Ah. Meu. Merlin! Vocês brigaram por causa disso. – perguntou Jana.


 


- É óbvio, né? – disse Débora penalizada. - Sinto muito Sra. Weasley, nunca foi minha intenção que nada disso ocorresse. O Sr. Weasley é apenas nosso tutor, nada além disso!


 


- Eu tenho que falar com Rony... – ela falou baixinho, quase inaudivelmente.


 


- E não se preocupe essa destruidora de lares se manterá longe dele.- disse Jana se aproximando teatralmente de Mione.


 


 


***


 


 


Hermione finalmente obteve sua alta, mas o dia de terror para as três amigas simplesmente não queria acabar.


 


- Como assim, “não há mais vagas”? – disse Gina imitando o recepcionista do hotel.


 


Na última meia hora, ela estava à beira do colapso. Hermione continuava razoavelmente “verde” mostrando que o antiémetico (N/A: anti-enjôo) que recebeu no Hospital ainda não havia terminado de fazer efeito. Elas haviam se perdido de Luna, contudo Luna as esperava no táxi que além de lento cobrou os olhos da cara, e agora mais isso para ajudar.


 


- Senhora nossa hospedagem é garantida a todos que façam suas reservas, contudo, como já lhe apontei, não há nenhuma reserva no nome de nenhum Potter, Weasley ou Lovegood. Agora se, por gentileza, fizerem o favor de se retirar, eu agradeceria, pois a Sra. está constrangendo os outros hóspedes.


 


Gina simplesmente bufou, antes de ficar vermelha como um pimentão. Ela deu as costas ao recepcionista e se dirigia o saguão do hotel.


 


- Sem vagas! O que nós vamos fazer?


 


- Eu não sei. – respondeu Mione.


 


- Eu sei – disse Luna ao que as outras duas olharam pra ela. – Vamos ficar com Vitória até que a gente consiga um quarto em qualquer hotel.


 


Após um correio-coruja que elas conseguiram por parte do hotel, elas obtiveram o endereço de Vick para onde seguiram imediatamente. Quando chegaram ao apartamento de Vitória estavam todos lá, afinal, havia uma investigação acontecendo.


 


Vick preenchia vários formulários e escrevia cartas, Ryan estava relatando algo ao pessoal do FBI, Débora tentava acalmar Donna e Jana estava esquecida observando tudo, foi elas que a recepcionou.


 


- Bem-Vindas! – e assim que as meninas entraram – Isso vai ser irado! Se bem que... Tah somos quatro morenas, uma ruiva e duas louras... oh ow isso não vai prestar! – disse Jana fazendo cara de quem pensa muito tirando uma sonora gargalhada do grupo.


 


- O que você quer dizer com “isso não vai prestar”? – perguntou Debbs ao desligar o telefone, começando a se irritar com a lógica da amiga.


 


- Realmente, loura! – disse Jana com cara de pena. - Não estressa amiga, te amo do mesmo jeito. – (A)


 


- Fica Loura! Janaína Smith fica loura se não você morre agora mesmo!  :@ Débora disse apontando a varinha para Jana, que em vão tentava segurar o riso. 


 


- Além de loura baixinha? Eu mereço... – mas a cara que Débora fazia foi o suficiente para lançar uma certa preocupação em Jana e instantaneamente ela havia se transformado numa linda loura. – Satisfeita?!


 


- Melhor. Disse Debbs entre dentes e saiu pisando duro até esbarrar na mesinha de centro a caminho da cozinha.


 


- Uma vez estabanada, para sempre estabanada! - Vick concluiu enquanto as outras riam.


 


O olhar de Vick desviou centímetros da cena. Havia apenas três pessoas que não a acompanhavam. Mione que já estava recolhida no seu quarto, Ryan que ainda estava no telefone e... Gina.


 


Desde que saiu do quarto em Mione repousava ela estava pensativa. Obviamente pensava numa maneira de ajudar Mione com seu irmão, não que Rony fosse bancar o difícil, mas era a cunhada seu motivo de preocupação, já que ela fosse muito cabeça-dura. Um “Me desculpe” custaria um céu à Hermione. Perdida nesses pensamentos, quando ela finalmente estava na sala surgiu-lhe mais uma preocupação que atendia pelo nome de Ryan Walker.


 


O que havia com ela? Ele obviamente não era Harry, mas era! Tinha algo muito peculiar e muito “Harry”. Se não fossem os olhos, um nada do rosto e a falta da cicatriz, ele definitivamente seria o próprio... ou, alguém muito parecido com ele.


 


- Será que é daí que o conheço? – ela ouviu Vick murmurar com o olhar tão distante quanto dela. – Não, seria impossível, tinha que ser muito bom...


 


É, a cada olhar que Gina lançava a Ryan algo dentro de Vick remexia. Talvez a Sra. Potter não estivesse tão errada assim.


 


- Bom em que Vick? – foi Ryan quem perguntou.


 


- Tô só pensando alto, Ryan... – ela lançou um sorriso a ele enquanto desviava os olhos de Gina. Ele apenas sorriu de volta.


 


- O pessoal de lá já está razoavelmente sabendo de tudo que ocorreu. – ele a informou.


 


- Muito bom! Menos uma pra me preocupar...


 


- Mas...


 


- Estava bom demais pra ser verdade! O que há de errado?


 


- Posso? – ele perguntou devido as interrupções


 


- Claro, vou me comportar! – ela disse sem jeito.


 


- Numa palavra: A Pegada! O que vamos fazer? Já tem alguém de vocês analisando? Quando o resultado chega.


 


- Droga! Sabia que tinha esquecido algo. Eu saí tão apressada para ver o Malfoy na casa da Sra. McCarthy que esqueci de mandar a requisição para o Depto. de Aurores. Daqui que dê pra fazer algo, vão-se séculos...


 


- Não precisamos ir tão longe! – disse Gina atraindo o olhar de todos na sala - Temos Jana, ela é especialista!


 


Os olhos de todos brilharam menos o de Débora.


 


- Sem querer desanimar, é da Jana que estamos falando! E nesse caso, a definição de especialista seria: aquele que explica algo fácil de maneira confusa, de tal modo que faz você pensar que a confusão é culpa sua.


 


- Poxa! Pensei que merecia um pouco mais de crédito. – Janaina reclamou emburrada em um canto.


 


- Ow amiga, quando você perder esse Complexo de Peter - Pan, quem sabe? – disse Debbs numa solidariedade repentina.


 


Entre elas três – Vick, Debbs e Jana – Jana era a mais velha. Tinha 25 anos e era brilhante. Tinham se conhecido há exatos cinco anos quando ambas – Vick e Jana – estavam no ultimo estágio do Curso avançado de Pesquisa Bruxa, o que havia as tornado cientistas em feitiços, Vick voltou Brasil e Jana foi para a Inglaterra. Jana já havia desistido da profissão de Medi-Bruxa e após esse curso elas haviam ingressado no curso de aurores - que Vick tinha ganhado a bolsa de estudos, lá elas se reencontraram e conheceram Débora, a caçula com apenas 22 anos. As três eram inseparáveis desde então, ou quase isso.


 


Vick e Debbs tinha se graduado no trabalho de campo, enquanto Jana, se aproveitando dos fatores “cientista” e “quase-medi-bruxa” havia se aprofundado na área de investigação, embora ela estivesse no St. Mungus agora. Porém desde sempre elas eram assim, Débora muito irritável, até sarcástica, mas sem perder sua amabilidade e a sua “estabanação”. Jana, por sua vez, era uma moleca, sempre dizendo das suas, sempre inventando algo... Já Vick, segundo depoimentos prestados, era puro coração... e quem as separava depois que elas começavam. A cena era como de um adulto separando duas crianças muito birrentas. Mas nem assim elas não se separavam, e agora estavam mais unidas do que nunca.


 


Enquanto estava no hospital, com o propósito de desvendar a mente de um psicopata que havia perdido a memória após uma violenta batida, Jana havia descoberto acidentalmente, como se ligar a mentes sem legilemência e sem serem detectadas. Era assim que o trio se comunicava nesse momento, mas como tinham Ryan por perto “desligaram” esse fator.


 


- A sra. Potter está certa! – disse Vick olhando gratamente para Gina, ela simplesmente havia esquecido esse detalhe.


 


- Gina, por favor! – Gina disse docemente.


 


- Que maravilha! Era exatamente o que eu queria: AÇÃO! Amanhã mesmo vou à casa de Debbs e pego minha maleta de acessórios profissionais... – disse Jana feliz com a idéia. Ela queria ajudar, mas não sabia como.


 


- <i>Eu vou supervisionar</i>! – disse Débora deixando-a de sobreaviso. – Não sei que rumo essa investigação pode tomar com essa pessoa. Ou melhor, sei sim: A vaca vai, literalmente, pro brejo!


 


- Porque ninguém me leva a sério? Por que ninguém me deixa assumir um cargo de responsabilidades e acredita em mim como uma boa profissional? – disse Jana indignada


 


- Porque se os bêbados estivessem no poder teríamos tudo em dobro. – disse Debbs pesarosamente.


 


É, aquela definitivamente, seria uma longa investigação...


 


</hr>


 


 


 


N/B - Jana: Olá galerinha!!!Realmente a Vic se superou dessa vez não é??Foram 32 paginas de word e muuuuiiitaaaaaa agitação!!!


Bem depois desse cap enorme, vamos comentar bastante para que a Vic não coloque a fic mais em hiatus...e qt a demora, as vezes, mais é só as vezes que eu sou culpada ta!!!ahsuhasuha


 


Comentem bastante para que a Vic fique super-mega empolgada e escreva muito mais cap para nós!!!


 


Bjão a todos e até o próximo!!!


 


P.S: Eu sou a personagem mais legal dessa fic!!!ahusahsuahsu


 


***


 


NB – Tonks: Esse capítulo ficou muito bom, eu sabia que assim que a Gina visse o Harry ela o reconheceria, agora bastar saber como fazer ele voltar a ser o Harry.


Bjos


 


<i>N.A.: Resta saber se Harry é realmente Ryan... Será? – risada maléfica </i>


 


</hr>


Não me matem!!!!!!!!! autora se joga no chão atrás de uma pedra eu sei, foram-se séculos, maaaasss, como Jana disse, foram 32 pag de word para compensar, além da probabilidade de ter algo ainda este mês uma vez que eu parti este – se não seriam 40 ou + - qqr coisa me digam. E como sempre, idéias, sugestões, reclamações, pitacos e coisas do gênero shadowpity_17@hotmail.com .


 


Bjus ;*


 


P.S.: Obg pelos coments enqto tava “hiatos". Bjus a todos

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