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3. Capítulo O3


Fic: O Segredo da Serpente - Scorpius&Rose


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Parte I – Narrado por Scorpius Malfoy



Duas semanas já tinham se passado desde o começo das aulas. Como eu imaginava, Lisa tinha ficado amiga dos novatos, mas ainda se chateava por causa o apelido ‘roubado’. Eu fiquei sabendo que os dois eram irmãos gêmeos e filhos de dois naturalistas, e, para minha surpresa, não eram parentes da Weasley.
Nós estávamos tomando o café da manhã na quarta-feira, antes da aula dupla de Herbologia, quando...

- O que é aquilo?

O correio matinal estava sendo entregue e Tom percebeu dois enormes pacotes sendo carregados e vindo em nossa direção. Eu localizei Gertrudes no meio de outras duas corujas, carregando um dos pacotes. Elas deixaram cair os pacotes cuidadosamente na nossa frente e Gertrudes voou para o meu ombro, me dando bicadinhas leves na orelha.

Todos da mesa e alguns de outras mesas pararam de comer e esperaram atenciosamente que eu e Tom abríssemos nossos presentes. Eu olhei pra Tom e ele pareceu concordar com o que eu estava pensando, “Vamos abrir logo isso!”. Nós rasgamos os embrulhos sem nenhum cuidado (Gertrudes voou de volta pra mesa com os meus movimentos), e demos de cara com as vassouras mais belas que eu já tinha visto. Um grande ‘Ooh’ invadiu o salão.

As duas vassouras tinham o cabo dourado, superfino e aerodinâmico. As cerdas da cauda davam a impressão que foram afiladas uma a uma até atingirem a perfeição. Eu olhei pra placa de registro gravada no cabo, era prata e tinha um nome gravado em ouro, GoldFly, seguido pelo número de registro. Gertrudes chamou minha atenção piando alto e esticou a perna, indicando uma carta.

- Olha, tem uma carta. – Eu tirei a carta da perna de Gertrudes e alisei sua cabeça, ela piou carinhosamente e foi embora. Eu comecei a ler pra Tom ouvir também.

Olá, meu filho!
Creio que você não abriu a minha carta primeiro, mas se fosse eu também não abriria!


- Ele não precisou nem consultar a Trelawney pra saber disso! – Eu ri e Tom concordou.

Enfim, esse é o meu presente pra vocês - eu sei que ainda não é Natal Tom, mas vocês precisam entrar para o time de Hogwarts e eu vou fazer o que posso pra vocês conseguirem isso.


- Eu não estou reclamando, tio Draco, nem pensei nisso!

Esse modelo que vocês ganharam ainda não saiu nas lojas, vocês são os primeiros garotos do mundo a tê-las nas mãos.
Aliás, agradeça esse fato a sua amiga Cecily, pois ela que convenceu o pai a me vender essas belíssimas vassouras antes da estréia. O cara não é nem um pouco flexível.
Mas pensando bem, eles que ganharam, não é? Vocês vão virar ótimos modelos de divulgação!


Eu imaginei o sorriso do meu pai ao imaginar a sua dupla sertaneja preferida virando modelo de divulgação de vassouras. Isso não estava nem perto do futuro que ele queria pra mim, óbvio.

Façam ótimo uso das vassouras e me orgulhem.
Draco Malfoy

PS: Eu estou imaginando a cara invejosa de todos aí!


Com certeza, a imaginação do meu pai estava bem próxima da reação verdadeira. Pessoas que eu nem conhecia estavam nos cercando, loucos pra tocar nas vassouras. Tom estava sendo rigoroso e não deixava ninguém tocá-las, ‘Admirar já basta’ ele falava pra todos que pediam pra segurar uma delas. Mas tinha uma pessoa que eu precisava ver, agradecer, Cecily. Eu a procurei na mesa e a encontrei ao lado do irmão, que estava se levantando e olhando na nossa direção. Ela sorriu pra mim e eu disse num gesto que depois queria falar com ela. Nessa hora o irmão dela chegou e sentou do meu lado.

- Então esse era o segredo dele. – Ele sorriu – Eu sou Edward van Pride, prazer.

- Scorpius Malfoy - Eu apertei a mão estendida dele e sorri – Você disse ‘segredo’?

- Oh sim, ele esconde todas as vassouras que estão em processo de fabricação. Essa ficou esplêndida. Vocês vão brilhar, literalmente!

- Cara, seu pai devia ser homenageado por fazer jovens felizes! – Tom falou, esticando a mão pra Edward, quando os curiosos desistiram de tentar tocar nossas vassouras e voltaram para seus lugares. – Tom Hutcherson.

- Edward van Pride – Ele apertou a mão de Tom, rindo – Verdade... Mas como vocês conseguiram as vassouras? Elas não estrearam ainda...

- Você deve conhecer as lendas da família Malfoy, conseguem tudo antes dos outros – Ele me indicou com a cabeça.

- Ah, mas dessa vez sua irmã nos ajudou a consegui-las.

- E a insistência do seu pai. Ei, não toque! Admire! – Tom falou quando um garoto do 1° ano esticava a mão pra minha vassoura.

- A Cecily ajudou? – Edward perguntou admirado – Nossa, vou pedir pra ela pedir uma pra mim também!

- Como assim? É só você falar com seu pai! – Eu lembrei.

- Ah, não! Meu pai não deixa eu usar as vassouras que ele cria. Como seu sucessor, eu devo aprender o que tem de melhor em todas as outras vassouras e juntar tudo em uma só.

- Você nunca usou uma vassoura que seu pai criou? – Isso era maluco demais pra mim.

- Ah sim. – Ele sorriu – Escondido já.

– Era o que eu faria!

- Não, Não! – Tom berrou e nós dois olhamos pra ele. Lisa tinha pego a vassoura dele nas mãos e mostrava pra Rose e Alvo que estavam do lado dela.

- Tom, é só uma vassoura, não seja egoísta! – Edward falou rindo.

- Mas ela é grifinória!

- Devolve a dele e pega a minha, Lisa! – Eu ofereci. Ela olhou feio pra Tom, devolveu a vassoura e pegou a minha.

- Foi o tio Draco que mandou, Scor? – Ela perguntou passando a vassoura pra Alvo.

- Foi sim, um presente antes do Torneio.

- É linda! - Alvo sorriu pra mim, passando a vassoura pra Rose. – Ultimo lançamento, suponho?

- Sim, graças a Cecily eu consegui antes da estréia. – Eu sorri pra ele. Simpático como sempre, por quê?

- Uau, por isso que eu não vi essa vassoura no catálogo! Também vou comprar uma nova pro Torneio.

- Já escolheu o modelo? – Eu perguntei quando Rose devolveu minha vassoura.

- Ainda não, pedi a ajuda do meu pai!

- Parabéns pela vassoura, Malfoy. É linda. - Rose deu um sorriso falso pra mim. Eu o retribuí.

- Obrigado. Vai tentar uma vaga, Weasley? – Eu perguntei e Tom levantou a cabeça, aparentemente ele estava limpando o lugar onde Lisa tinha pego na vassoura, sob o olhar de reprovação dela.

- Vou, artilheira. – Ela sorriu, dessa vez sinceramente. Devia estar ansiosa pelo Torneio tanto quanto eu. Nós não devíamos ser tão diferentes assim em relação ao Quadribol.

- Boa sorte – Tom disse, alisando a vassoura. Ele e Rose seriam ‘rivais’ nas eliminatórias.

- Ela não precisa de uma boa vassoura pra ser melhor como artilheira, Tom. – Lisa falou ainda com o olhar de reprovação pra ele. Eu já estava com dúvidas se ela amava ou odiava Tom. Rose parecia não saber o que dizer, pela primeira vez na vida.

- Cala a boca, pirralha.

- Er... Acho melhor a gente voltar pra mesa. – Alvo falou, segurando Lisa pelos ombros. – Parabéns pelas vassouras, vocês dois.

- Obrigado. – Eu e Tom dissemos, ele emburrado, eu sorrindo.

- Que garota bonita – Edward falou depois que os três se afastaram.

- A Elizabeth? – Tom perguntou num sobressalto.

- Ah, também, mas eu estava me referindo à ruiva, quem é?

- Rose Weasley.

- Ah! Weasley? Família famosa a dela! Ela é muito bonita, talvez a mais bonita do quinto ano, não é? – Ele olhou pra mim, procurando apoio. Eu pensei em dizer ‘não’, mas nenhuma outra garota passou pela minha cabeça.

- Talvez. – Eu respondi com raiva por não ter outra resposta.

- Ah, esqueci da minha irmã – Ele sorriu. – Ela também é bonita, não acha?

- Acho. – Tom respondeu com entusiasmo.



Nós fomos até o dormitório correndo pra deixar as vassouras (Tom largou a dele com relutância), e seguimos pra aula de Herbologia. Prof. Neville olhou feio pra nós, por causa do atraso, eu pedi desculpas, mas ele descontou 5 pontos por causa disso. Ele não gostava muito de mim. Vai saber o porquê. Eu procurei Cecily na estufa e nós fomos para o lado dela.

- Oi Cecily – Tom cumprimentou tímido, ela sorriu, o que foi uma surpresa pra ele.

- Obrigado por ter falado com o seu pai, Cecily, meu pai disse que você ajudou muito. – Eu sorri e ela corou.

- Não foi nada, Scorpius! Eu fico feliz por ter te ajudado.

- Nos ajudado! – Tom corrigiu – Obrigado mesmo, Cecily!

- Por nada, Tom. – Ela olhou rapidamente pra ele e voltou a me encarar – Agora você não precisa ter mais dúvidas que vai ganhar a vaga, não é, Scorpius?

- Tenho que orgulhar a família e seu pai também! Mas como foi que meu pai conseguiu falar com você?

- Cartas, claro. Eu escrevi pra ele assim que soube que sua vassoura era igual a do meu irmão. Não gosto muito dela. – Ela fez uma careta de nojo. – Então, ele agradeceu a minha preocupação e disse que ia encomendar uma boa vassoura ao meu pai, e eu, claro, pedi pra o meu pai que liberasse as melhores vassouras da loja, no caso, as que não foram lançadas ainda. Ele não concordou muito no começo, mas quando viu seu pai gostou da idéia do herdeiro Malfoy e seu melhor amigo estrearem a nova GoldFly e o resto você já sabe.

- Falando assim parece que foi moleza. – Tom sorriu.

- Sr. Malfoy, por favor, me diga a função do pus das Bubotúberas. – Neville falou, irritado com a nossa conversa. Eu nem estava falando, isso é marcação.

- O pus dessas plantas é usado como o ingrediente principal de uma poção embelezadora na remoção de espinhas. – Eu respondi sem precisar pensar por muito tempo. Perguntou pra pessoa errada, professor! Ele suspirou e voltou a dar aula. Eu não ganhei um mísero ponto.



Parte II – Narrado pro Rose Weasley



Chovia forte quando eu acordei na quinta. Outubro sempre começava assim, e o tempo só iria piorar até o final do ano. O vento assobiava alto dando um aspecto assustador ao castelo, não que ele precisasse de muito para parecer assustador.

Eu levantei e vi que as meninas ainda dormiam, olhei pra cama de Lisa e ela tinha desaparecido completamente embaixo das cobertas. Eu ri da cena e fui até a janela. A chuva tinha embaçado o vidro e eu não conseguia ver muita coisa, mas mesmo se eu pudesse, seria tudo cinza.

Eu tomei banho e me vesti, coloquei a capa de frio, embora eu achasse que a chuva ia passar até a tarde. Lisa ainda não tinha dado sinal de vida e eu decidi acordá-la. Eu levantei o lençol pra ver o rosto dela e a sacudi devagar pelo ombro.

- Vamos, Lizzie, já amanheceu – Ela não se moveu. Eu lembrei que ela tinha odiado o novo apelido e tornei a chamá-la, dessa vez com o nome que ela queria ouvir – Lisa, acorde!

Dito e feito. Ela resmungou algo que lembrou ‘Agora não’ e tentou puxar as cobertas pra cima do rosto, mas eu não deixei.

- Lisa, acorde, pro seu bem! – Eu insisti em tom de ameaça. Ela se revirou na cama e puxou as cobertas. – Ok, você quem sabe!

Eu tirei o lençol de cima do pé dela e falei alto:
- Levicorpus! – E puxei o pé dela.

Eu não estava com a varinha, mas a palavra teve o efeito esperado e logo Lisa tinha se agarrado na cama e gritava feito louca, embora eu já tivesse soltado o seu pé.

- NÃO ROSE, ME PONHA NO CHÃO!

Eu ri e sentei na minha cama. As outras garotas acordaram com os gritos de Lisa e ela corou quando percebeu que nada tinha acontecido.

- Ah, Rose!



Nós descemos para tomar café e encontramos Alvo, Lily e Hugo sentados e conversando alegremente. Lisa ainda estava bêbada de sono e não deu bom dia quando nós sentamos à mesa também. Alvo fez cara de preocupado, talvez achando que ela estivesse gripada, e ela balbuciou ‘sono’ pra ele se acalmar. O teto do salão estava cinza e todos os alunos estavam com agasalhos.

- Adivinha, priminha! – Alvo falou quando nós começamos a nos servir.

- Papai escreveu outra vez pro Hugo? – Eu chutei sem pensar muito.

- Escreveu, mas não é isso. – Ele sorriu e eu percebi que seus olhos estavam brilhando. – O Jonas me contou que o Olívio vai começar as eliminatórias na próxima semana.

- Sério? – Eu larguei a torrada e me virei para olhar Alvo melhor – Mas ele não pode sair contando isso pra todo mundo!

- Ah, Rose! Jonas é filho dele, o que tem de mal nisso? – Lisa finalmente tinha acordado.

- E ele só contou pra mim! – Alvo bebeu um grande gole do suco exibindo um ar de importância. Eu sorri.

- Ah, então assim, tudo bem! Finalmente!

- Nossa, tenho que contar pro Scorpius! Ele vai quicar de ansiedade até a próxima semana! – Lisa riu e depois nos olhou com os olhos arregalados. – Eu posso, né? É meu primo e ele não vai espalhar a notícia. Eu peço pra ele não contar nada pro Tom. – Ela fez uma careta. Eu abri a boca pra responder ‘Melhor não’, mas Alvo foi mais rápido.

- Claro que pode, ele deve estar tão ansioso quanto nós!

- Nós temos aula juntos agora né? – Lisa não era muito boa pra decorar o horário.

- Dupla de Transfiguração. – Minha vez de fazer careta. Ainda bem que eu não tinha que aturar todas as aulas com aquele loiro metido a inteligente.

- Oh, ótimo! – Ela riu da minha careta. – Duas aulas pra vocês disputarem, perfeito! – Ela e Alvo riram da minha cara de poucos amigos.



Nós subimos as escadas até a sala de Transfiguração ainda falando do Torneio, eu estava torcendo silenciosamente pra que Scorpius estivesse com gripe graças à mudança de tempo, mas dei de cara com ele assim que entrei na sala, loiro e chato, como sempre. Nós nos sentamos numa mesa ao lado da dele, eu, Alvo e Lisa.

- Scor, depois eu quero falar com você! – Lisa falou sem conseguir conter a felicidade.

- Ok, Lisa – Ele respondeu com uma expressão curiosa, ao seu lado, o amiguinho dele deu um muxoxo de raiva, Lisa franziu a testa mas antes de falar alguma coisa, a Prof. Minerva entrou na sala. Ela carregava uma gaiola cheia de ratos e a colocou em cima da mesa.

- Bom dia – Ela cumprimentou - Hoje vocês irão fazer esses humildes ratinhos se transformarem em uma caneca. – Ela sorriu – Mas antes, vamos as explicações.

Depois de uma aula teórica, fomos até a mesa e Minerva entregou um rato a cada aluno. Nós passamos uma aula inteira tentando transformá-los em caneca, e mesmo assim, poucas pessoas conseguiram completamente, para ser mais exata, eu e Scorpius. De alguma forma, Minerva gostou mais da caneca dele, certamente porque tinha adquirido a tonalidade verde. Ele me encarou com uma expressão vitoriosa após receber um elogio dela e eu bufei de raiva. Garoto insuportável.
Alguns minutos antes do sinal tocar, Minerva chamou a atenção de todos, que ainda olhavam como a caneca dos amigos tinha ficado.

- Vocês sabem – Ela começou – que esse ano terão que enfrentar os NOM’s. – Ela disse a palavra que apavorava todo aluno do 5° ano. – Para isso, vou passar o primeiro trabalho de vocês. Será em dupla. – “Iii, problema, nós somos um trio”, eu pensei olhando pra Alvo e Lisa que pareciam ter pensado a mesma coisa. – Vocês farão uma redação de 1m sobre a importância da Transfiguração para alguma profissão do mundo bruxo.

“Um metro?” – Várias pessoas reclamaram ao mesmo tempo. Minerva sorriu.

- Sim, um metro e vocês terão duas semanas. Façam suas duplas e me avisem na próxima aula. – Ela se sentou na hora que o sinal tocou - Sr. Scorpius e Srta. Rose, venham até a minha mesa por favor.

“Credo, Scorpius e eu, o que ela quer?”, eu pensei e o encarei, ele parecia pensar a mesma coisa que eu. Alvo, Lisa, o tal do Tom e Cecily, uma garota da sonserina, lançaram olhares curiosos pra nós dois antes de sair da sala. Nós fomos até a mesa e esperamos até o ultimo aluno sair da sala. Eu tentei ler a expressão no rosto de Minerva, mas ela estava séria, como sempre.

- Vocês devem estar curiosos sobre o motivo que eu chamei vocês. – Não foi uma pergunta – Eu sei que vocês não são muito amigos... – As sobrancelhas dela se ergueram – ...mas eu quero que vocês façam o trabalho juntos.

- Quê? – Eu e ele falamos em uníssono. Nossa expressão era idêntica, olhos arregalados, boca aberta, mas com certeza ele não estava se sentindo pior do que eu.

- Mas prof. Minerva... – Eu estava pronta pra argumentar mas fui interrompida por ela.

- Desculpe, Srta. Rose, mas eu não vou voltar atrás. Vocês são os melhores alunos da classe, e num trabalho em dupla poderiam atrapalhar no rendimento de outros alunos. Vocês sabem e se preocupam mais do que os outros com os NOM’s, por isso, eu peço que vocês ajudem os seus colegas e uma única vez, trabalhem em dupla. Tenho certeza que vocês não vão se machucar por isso, e quem sabe se tornem até amigos. – Eu fiz uma careta discreta - Vocês podem ser mais interessantes do que imaginam.

- Nós não podemos fazer um trabalho individual, prof. Minerva? – Boa Scorpius, você tanto quanto eu, quer nos livrar dessa encrenca.

- Não podem, Sr. Scorpius. O trabalho vai ser em dupla e eu não vou abrir exceção para nenhum aluno, me desculpe. Eu sei que vocês dois sempre escrevem mais do que foi pedido, mas dessa vez não há possibilidade. – Ela se levantou e pegou a gaiola que agora estava cheia de tentativas de canecas. – Eu sugiro que, já que não se gostam, o que eu acho um absurdo pois são ótimos alunos e já passaram da idade de briguinhas, – Eu olhei pro chão. Que humilhação. – façam o trabalho o mais rápido possível, que o mais rápido ainda, se verão livres um do outro. Agora, com licença.

Minerva saiu da sala deixando eu e Scorpius a sós. Ele suspirou longamente e se encostou na mesa, me encarando. Parecia calmo, apesar do choque que nós tivemos. Quando ele começou a falar, sua expressão misturava receio e súplica.

- Você vai me aguentar? – Ele largou a mochila em cima da mesa, ainda me encarando. Uma pergunta aparentemente simples, mas era difícil de responder. “Vai saber se eu vou aguentar ele por muito tempo!”, eu pensava.

- Bem... Se você me aguentar eu te aguento.

- Eu vou fazer o possível. – Ele sorriu e por um instante seu olhar ficou vago, antes de me encarar novamente. - Eu... Concordo com a McGonagall, quanto mais rápido, melhor. Sem ofensas.

- Sim, eu entendo. – Eu falei com um leve suspiro, colocando minha mochila em cima da mesa e me voltando pra falar com ele. – O que acha de sábado?

Eu senti que minha expressão tinha sido a mesma que a dele, uma mistura de receio e súplica. Eu procurei olhá-lo nos olhos, pra exibir força. Cinza. Eu achava que era cinza vendo de longe, mas agora tão perto eu pude ver melhor. Os olhos dele eram azuis claríssimos e contornados por cinza, seu olhar era tão penetrante que eu de repente achei meus sapatos interessantíssimos. Bela tentativa de parecer forte, Rose.

- Seria bom. Dez horas na biblioteca?

Eu levantei a cabeça e afirmei. Scorpius sorriu, parecia pensar numa piada que eu não conhecia. Ele notou minha desconfiança e se explicou:
- É que eu nunca imaginei passar algumas horas ao seu lado tentando não brigar.

- É, isso seria contra as leis dos Weasley.

- Nas leis dos Malfoy isso também é proibido. – Ele sorriu outra vez jogando a mochila em um dos ombros. – Vamos, corremos o risco de não almoçar.

Eu concordei e peguei minha mochila. Nós fomos pra o Salão Principal juntos, mas de alguma forma, separados. Não falamos nada o caminho inteiro, que por causa disso, pareceu muito mais longo. Nos separamos sem trocar nenhuma palavra e eu quase corri pra mesa da Grifinória, aonde Alvo e Lisa me aguardavam ansiosos.

- Ah, você ta viva! – Alvo falou assim que eu me sentei – Por Merlin, eu já estava pensando no pior quando vi a McGonagall e nenhum sinal de você!

- Eu sobrevivi por hoje priminho.

- O que aconteceu? – Lisa perguntou se curvando sobre a mesa.

- Eu vou ter que fazer a redação com o seu primo. – Alvo e Lisa ficaram de boca aberta.

- Me lembre de depois agradecer a McGonagall, meu sonho sempre foi fazer vocês dois conviverem por mais de uma hora!

- Credo, Lisa! – Eu fiz cara de nojo.

- Vocês vão acabar se tornando amigos, anota o que eu digo! – Alvo gargalhou, concordando com cada palavra que Lisa falava. Realmente, ótimos amigos os meus.

Eu olhei pra mesa do Sonserina, lá estava ele com a mesma cara de poucos amigos que eu, enquanto seu amigo ria abertamente e a tal de Cecily fazia cara de enojada. Se ela não estivesse com razão, eu até ficaria ofendida.


~



Eu me arrumei e preparei os pergaminhos que ia levar pra biblioteca. O sorriso de Lisa ia de orelha a orelha, ela estava deitada na cama olhando cada movimento meu como uma boba.

- Ah, eu queria estar lá pra ver isso! – Ela falou rolando na cama.

- Se quiser, vá! Melhor pra mim!

- Ah não! Não quero estragar! – Ela se sentou de súbito.

- Do jeito que você fala, até parece um encontro, Lizzie. – Ela fez uma careta ao ouvir o apelido, mas depois sorriu.

- Você vai me contar tudo depois!

- Não é um encontro, Lisa! – Eu coloquei as mãos na cintura do mesmo jeito que fazia quando brigava com Hugo - Eu acho melhor ir, já vai dar 10 horas. Me deseje sorte e paciência! – Eu disse, apanhando minhas coisas e caminhei relutante até a porta ouvindo os risinhos dela.



“Tomara que ninguém me veja com ele”, eu pensava repetidas vezes durante o caminho. Entrei na biblioteca carregando o pergaminho e minha pena e encontrei Scorpius numa mesa bem distante das outras. De alguma forma eu fiquei chateada pelo fato de que ele também não queria ser visto comigo. Eu bufei e caminhei até a mesa com um sorriso no rosto. Achei melhor parecer simpática com ele, apesar de não gostar nadinha da sua companhia.

- Bom dia – Eu coloquei as coisas em cima da mesa. – Está aqui há muito tempo?

Ele levantou a cabeça e me examinou por algum tempo antes de falar.
- Bom dia. Mais ou menos. Eu cheguei, fui procurar um livro e voltei. Eu achei que você ia gostar dessa mesa. – Ele sorriu.

- Até parece que você só pensou no melhor pra mim quando escolheu essa mesa. – Eu puxei a cadeira e me sentei na frente dele. Ele levantou as sobrancelhas, presunçoso. - Então, eu faço minha parte e você a sua? Como vamos fazer?

- Se cada um fazer sua parte, o trabalho vai parecer montado. – Verdade, ele tinha razão.

- Ok. Então faremos juntos.

Eu arrepiei só em falar isso. Levantei e sentei numa cadeira ao lado dele. Ele abriu o livro e eu estiquei o pergaminho em cima da mesa. Um metro tinha que sair em menos de uma hora! Merlin, me ajude!

- Vamos falar sobre que profissão? – Ele perguntou enquanto folheava o livro.

- Eu pensei em Auror, o que acha? – Ele me olhou e afirmou com a cabeça.

- Você copia?

- Sim, sim. – Eu puxei o meu tinteiro, molhei a ponta da pena e escrevi nossos nomes e o da professora no pergaminho. Scorpius acompanhava os meus movimentos por cima do meu ombro, eu fingi que não tinha percebido.

- Por que seu nome vai primeiro? – Ele perguntou quando eu acabei. Eu revirei os olhos e o encarei.

- A letra ‘R’ vem antes do ‘S’. – Garoto chato.

- Aham. – Ele estreitou os olhos pra mim como se duvidasse que fosse essa a razão. – E Malfoy vem antes do Weasley.

- Eu não estou organizando por sobrenomes. – Eu pousei a pena sobre a mesa com um tapa.

- Claro, sempre querendo se beneficiar! – Ele sorriu ironicamente. Como eu odeio esse garoto!

Eu apanhei o pergaminho da mesa e joguei em cima dele.
- Copia você então, Malfoy!

- Você vai amassar o pergaminho todo assim, faça o trabalho direito, Weasley! – Ele pegou o pergaminho e colocou na minha frente outra vez.

- EU? Eu não estou fazendo direito? Você que começou brigando por besteira, Malfoy! Se você quer bem feito, faça você então. – Eu cruzei os braços na frente do corpo, encarando ele.

- Eu comentei uma coisa! Não tenho culpa se você é muito nervosa! – Ele deu de ombros. Garoto insuportável! – E além do mais, um metro é muito pra eu copiar.

- ENTÃO NÃO RECLAME! – Eu bati na mesa outra vez pegando minha pena.

- Não grite, isso é uma biblioteca. E também não precisa quebrar a mesa. - Ele me olhou com cara de tédio. ARRE!

Eu fechei os olhos e respirei fundo. “Calma, Rose. Calma.”, eu pensava tentando me acalmar. Quando senti que meu sangue não estava mais fervendo, abri os olhos. Ele ainda estava lá me olhando do mesmo jeito. Meu rosto se contorceu numa careta de raiva.

- Vamos Malfoy, colabore. Eu estava pensando em sair daqui ainda antes do almoço.

- Nós vamos sair quando acabarmos o trabalho. – Ele puxou o livro pra perto e eu suspirei. – Vamos começar falando o que é Transfiguração, certo?

- Sim, eu estava pensando nisso antes de você me atrapalhar. – Eu respondi, emburrada. – Deixa eu ver o que diz aí. – Eu puxei o livro que ele estava lendo. Isso pareceu deixá-lo furioso.

- Eu estava lendo isso. – Ele puxou o livro de volta.

- Mas eu também preciso ver o que diz! – Eu cruzei os braços outra vez.

- Tá, tá. – Ele mediu o espaço entre nós e colocou o livro bem no meio, pra evitar brigas. Bom garoto.

Então nós finalmente conseguimos começar a redação. Começamos falando sobre Transfiguração em si, depois sobre a relação da Transfiguração em algumas profissões do mundo bruxo e finalizamos com a importância da Transfiguração para os Aurores. No final, até que fizemos um bom trabalho!

Scorpius foi deixar o livro na prateleira que tinha encontrado enquanto eu media o nosso trabalho. Um metro e dez centímetros. Bem, Minerva com certeza já estava esperando isso. Eu enrolei o pergaminho enquanto Scorpius voltava pra mesa se espreguiçando. Só Merlin sabia o quanto eu estava cansada. Além de passar o tempo todo sentada, copiando, ainda estava em péssima companhia. Eu olhei as horas no meu relógio de pulso, onze e quarenta.

- Quase duas horas fazendo o trabalho. – Ele comentou quando me viu. – Bati o meu recorde.

- Sim, mas deu certo no final. – Eu peguei o pergaminho, minhas coisas e levantei.

- Quanto deu?

- Um metro e dez. – Eu dei o sorriso falso que só ele recebia – Acho que McGonagall já esperava isso.

- Sim – Ele sorriu e eu percebi que estava sendo sincero. “Vamos ser sincera também então, Rose”

- Sabe, não foi tão ruim quanto eu achei que seria.

- Sim, a gente escreveu bem. – Ok, não era isso que eu estava falando, chega de ser sincera.

- Pois é, e conseguimos sair antes do almoço. – Eu sorri e nós começamos a andar em direção a porta. – Não que eu queira que isso se repita. - Eu o encarei desejando que essa fosse a pior coisa que ele já ouvira.

- Por mim, não precisa se preocupar. – Er, parece que eu não sou a única a ser sincera aqui.



Eu subi correndo até a sala comunal. Assim que eu passei pelo buraco do retrato Lisa veio pulando na minha direção.

- Como foi? Como foi? – Ela estava quicando no mesmo lugar com as mãos unidas na frente do peito e seus olhos brilhavam.

- Ah, foi ótimo, mal posso esperar que McGonagall passe outro trabalho em dupla com o seu priminho, de tão perfeito que foi! – Eu ironizei sem piedade.

- Qual é, Rose, não deve ter sido tão mal assim. – Ela fez biquinho e parou de pular. Sua expressão me deu pena.

- Tá... Seu primo, apesar de loiro, é muito inteligente, não posso negar. Mas não foi dessa vez que seu sonho realizou. Nós ainda nos odiamos.

- Ainda! - Ela sorriu e me abraçou. Impressionante como Lisa não desistia nunca.

- Lisa, é um caso perdido. – Eu sorri quando nós nos afastamos.

- Não existe caso perdido para Elizabeth Smith!



~




N/A: AÊÊÊ
Como vão, gente?
Horário de verão acabou!(?) \o/

Deixando a enrolação de lado...

Gente, esse foi o maior capítulo até agora, o que acharam?

Eu amei Rose e Scorpius brigando, meus filhos são muito fofos!
Eu amo a Lisa também, ela é mara! *autora babando as crias*

Viram o irmão da Cecily reparando na Rose? ¬¬’

E os zolios do Scor, o que são aquilo?! *-*
UHSHUSAHUSAUHASUH

Próximo capítulo Alexia, Megan e talvez Brenda aparecerão na história!
Em breve outro capítulo por Rose *-*


Camila Martins e Ane e Lyra B. Malfoy, obrigada mais uma vez pelos comentários!

Larissa: Migs, você me mata, falei u.u UHASUHSUHSAHU E pode deixar que eu não deixo a Cecily roubar o nosso Scorpius ù.ú NOSSO mesmo! Kkkkkkkkkkkk

B...Campos: Obrigada, amor! *-* Os filhos da Luna ainda vão aparecer mais na fic, quando a Rose narrar outra vez vão aparecer mais ainda \o/

TWIN: Não espalhe que vc lê antes! Kkkkkkkkk Te amoo!


Beijinhos gente!
Até a postagem!

Gica Santos

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