Todos estavam na sala do Cálice quando Annie adentrou correndo. Harry foi o primeiro a olhar a menina e gesticular com a mão direita para que ela viesse ao encontro dele e dos outros. A menina correu até eles.
- Aonde você tava?! Você sumiu de repente. – disse Harry preocupado.
- Fui resolver um assunto, coisa rápida. O que eu perdi?
- A Patil e a Parvarti estão te procurando, são aquelas ali! – e ele apontou para duas meninas cor de jambo de cabelos longos.
- Mas o que elas querem comigo?
- Não sei, vai descobri né?! – disse Harry com tom de ironia. E a garota se dirigiu as gêmeas fraternas.
- Com licença?! – pediu educadamente para as duas meninas de costas, e elas se viraram para Annie. – Harry disse que estavam me procurando...
- Ah! Sim! – disse Parvarti animada.
- Você é a garota nova não é? – disse Patil.
- Acho que sim...
- Sou Patil!
- E eu Parvarti!
- Meu nome é Annie, muito prazer.
- O prazer é nosso. – disseram as gêmeas juntas.
- Então o que querem comigo?
- Queremos te apresentar algumas amigas nossas. – disse Patil, mirando as outras meninas da roda.
- Você é nova, não conhece ninguém e...
- E ser amiga só daqueles três não é motivo de se vangloriar. – disse uma voz masculina interrompendo Parvarti.
- E você é...? – disse Annie com aspereza.
- Me chamo Draco Malfoy, é um prazer conhecer a garota mais linda deste colégio.
- Se você está tentando ser cavalheiro pode parar. – disse uma das meninas da roda, também cor de jambo e longos cabelos negros.
- Interromper as pessoas em uma conversa na qual você não foi convidado a participar é muita grosseria. – disse outra menina da roda, mas desta vez japonesa dos cabelos também negros.
- E quem são vocês para falarem assim comigo?
- Pessoas educadas que tentam conversar, pode, por favor, nos deixar em paz? – disse mais outra menina dos lábios carnudos e cabelos perfeitamente ondulados nas pontas. O garoto muito loiro se sentiu humilhado. Acabara de ser envergonhado na frente de Annie. Ruborizado de raiva saiu batendo os pés pela porta afora.
- Caramba! Vocês acabaram com a moral do menino! – disse Annie dando gargalhadas ao falar.
- Aquele é o garoto mais injusto e metido de todo deste colégio, só os amiguinhos “sonsos” gostam dele. – disse a japonesa.
- Pode até ser, mas ele é o metido mais gato de todos. – disse a menina dos lábios carnudos deslumbrada pelo menino muito loiro.
- E como você se chama? – perguntou Annie a japonesa.
- Me chamo Izumi Nakamura! Muito prazer.
- Eu sou Darja Sandema, prazer também.
- Darja? Que nome diferente! – disse Annie animada.
- É, eu sou turca. Significa mulher poderosa.
- Ah não! Você não vai encher a menina com essa história! Já bastou a gente!
- E você? Como se chama?
- Sou Gaya Raliban, “namaste”.
- Ela é nossa prima! – disseram Patil e Parvarti. – Espero que possam se dar bem, elas estão no mesmo ano que nós.
- Legal, obrigada meninas.
- Magina. NÓS agradecemos. Agora se nos derem licença temos que ir. Vítor Krum está aqui no colégio e vamos o ver malhar. Até mais! – disseram elas se afastando das quatro meninas.
- Você conseguiu, Patil!
- Eu disse que era um gênio! Agora não precisamos mais aturar a chata da nossa prima e suas amiguinhas mal educadas. – e saíram dando risadinhas.
As meninas ficaram conversando por minutos e muitas pessoas se aglomeraram na sala do Cálice. Todos os interessados em se inscrever no Torneio começaram a passar pela linha em volta do grande cálice brilhante e depositar seus pedaços de pergaminho na chama azul que sai dele. Alunos de todas as três escolas iam entrando aos poucos e depositando seus pergaminhos. Mas uma multidão foi entrando pelo saguão, alunos de Hogwarts iam empurrando Cedrico, animadíssimos.
- Vamos Cedrico. Coloque aí dentro! – disse um dos amigos que entrava abraçado ao garoto muito molhado. E muitos aplaudiam o garoto. Ele passou pela linha, olhou em retorno para seus amigos e fixou seus olhos na chama azul do cálice. E no segundo seguinte ele depositou seu pedaço de pergaminho na chama. Todos os alunos de Hogwarts aplaudiram o feito de Cedrico, que saia de perto do cálice sorrindo. Rony tentou cumprimentá-lo, mas ele não lhe deu atenção. Ele olhou para Annie com um sorriso e ela gesticulou com a boca, sem pronunciar som algum, “Estou orgulhosa, te amo.” E ele gesticulou de volta “Eu te amo também.” E se jogou para os braços de seus amigos.
- A glória eterna. Seria o máximo, não acha? – comentou Rony para Harry. - Em três anos, quando tivermos idade para sermos escolhidos.
- É. De preferência, você. – disse Harry amigavelmente.
Outra agitação ia se formando pelo saguão, Fred e George entraram gritando com expressões bem orgulhosas. E todos os aplaudiam.
- Obrigado. Obrigado. – agradeciam os dois.
- Bom, pessoal, conseguimos. – disse Fred mostrando um tubinho que estava segurando em sua mão esquerda.
- Preparamos hoje de manhã. – disse George orgulhoso do tubinho que segura na mão direita.
- Não vai funcionaaar. – zombou Hermione com um sorriso no rosto.
- Ah, é? – disse Fred.
- E por que, Granger? – disse George curioso.
- Está vendo isto? – apontou a garota. – Esta é a Linha Etária. Foi o Dumbledore em pessoa quem a desenhou.
- E daí? – zombou Fred.
- E daí, - disse ela batendo o livro grosso em seu colo. – Um gênio como o Dumbledore não poderia ser enganado pela Poção para Envelhecer, um truque pateticamente óbvio.
- Por isso é brilhante. – se orgulhou George.
- Por ser pateticamente óbvio. – completou Fred. Hermione desacreditou nos gêmeos.
- Pronto, Fred? – disse agitando seu tubinho.
-Pronto, George. – respondeu também agitando seu tubinho.
- Vamos lá. – disseram juntos virando os tubinhos nas bocas como recém-casados. E pularam para dentro da linha. Nada aconteceu, e os gêmeos comemoraram com os aplausos dos alunos. – Pronto? – se perguntaram. E depositaram seus pedaços de pergaminho na chama azul. Todos permaneceram em silêncio por um minuto, e nada aconteceu. Fred e George comemoraram mais uma vez. Mas no segundo seguinte a chama se agitou, liberando duas chamas maiores que atingiram Fred e George com tanta força que ambos foram jogados para fora do círculo. Todos ficaram apreensivos. Ao se levantaram, ambos os gêmeos tinham agora cabelos longos e grisalhos e uma barba que cobria toda a parte inferior dos rostos de Fred e George.
- Você disse! – disse um deles.
- Não, você disse! – disse o outro indo para cima do outro velho e começando ai uma pancadaria. – Sim. Você quer brigar?
- Largue-me, ou arranco suas orelhas!
- Briga! Briga! – gritavam os alunos agitados.
- Ai que vergonha! Tinha que ser meus primos! – disse Annie às outras garotas.
Hermione detestava brigas, com cara de desdém se sentou novamente na arquibancada temporariamente colocada no saguão e tornou a reler seu livro. E o saguão se silenciou. Só se ouvia os xingamentos de Fred e George, que continuavam brigando. Vítor Krum se aproximava, e todos os alunos abriram espaço para o garoto de face fechada passar. Mantinha os olhos fixos no cálice e caminhava sem demora para atravessar a linha azul que pairava ao redor do Cálice de Fogo. Não perdera tempo, depositou seu nome na chama e se virara para deixar o salão. Mas a única garota sentada na arquibancada lhe chamou a atenção. Ele sorriu brevemente para ela e retomou seu caminho. Hermione sorriu vagamente, mas mostrou-se interessada no sorriso que acabara de ganhar.
As meninas de vestes azuis adentraram o salão, Camille avistou Annie em uma rodinha e se dirigiu a ela.
- Annie! – disse alto a menina loira.
- Camille! – disse a garota ao olhar quem estava gritando seu nome. – Vem cá! Quero lhe apresentar umas amigas. – e a menina loira se colocou ao lado de Annie. – Camille, essas são Darja, Gaya e Izumi. Meninas, essa é a Camille. – apresentou-as a garota dos cabelos castanhos.
- Muuuuto prrazerr, garrotas. – disse a francesinha para as outras garotas.
- Você é da Beauxbatons, certo? – perguntou curiosa Izumi.
- Oui, oui! Uma pêna qui nõ poça parrticiparr.
- Daqui três anos quem sabe?! – disse Darja entusiasmada.
- Vejan! – disse feliz Camille. – Minha querrida irrmã colocou su nomê no cálice. Brravo, Fleur!
- Seu sotaque é tão legal! – disse Gaya encantada.
- Obrrigada. A senhorrita Annie sabê fazerr um sotaque muuto bom tambén. No perrdeu seu frrancês, oui?
- Não...continua aqui. Fique tranqüila.
- Você fala francês? – perguntou Darja.
- Sim. Estudei um ano na Beauxbatons. É de lá que conheço a Camille. – disse Annie apertando a bochecha de Camille.
- Que legal! Eu falo japonês...também né?! – brincou Izumi.
- Eu falo indiano. – comentou Gaya.
- E eu turco. – disse Darja.
- Eu falo russo também...Ano passado estudei na Durmstrag.
- VOCÊ CONHECE O VÍTOR KRUM? – inconformaram-se as três garotas.
- Oui! Se conhecem muuto ben! – disse Camille levantando as sobrancelhas para Annie.
- Já disse que ele é só meu amigo!
- Veremos! – disse Darja com a expressão completamente maliciosa.
O relógio central do castelo badalou as dez e meia da noite. Era a hora da decisão dos três campeões. O salão estava repleto de pessoas, todos extremamente curiosos para saberem quem seriam os vencedores.
- Sentem-se. Por favor. – solicitou Dumbledore, e todos se sentaram. – E agora o momento que todos estavam esperando. A escolha dos campeões. – e o diretor apontou sua mão direita para o primeiro lustre de fogo que ajudava a iluminar o salão e o fogo ficou ligeiramente baixo. E o mesmo aconteceu com os outros lustres que estavam espalhados pelo salão, conforme o diretor ia lhes dirigindo sua mão. Somente a chama azul do cálice iluminava o salão.
- Que tenso! – sussurrou Fred para Annie, que estava sentada ao lado de Harry. Ambos riram.
Dumbledore se dirigiu ao cálice, delicadamente o tocou e se afastou mais uma vez. Segundos depois sua chama se tornou vermelha, e comprimindo-se “guspiu” um pedaço de pergaminho. E o diretor pegou o pedaço chamuscado no ar.
- O campeão de Durmstrag é Vítor Krum! – disse o diretor de longas barbas brancas em alto bom tom. O garoto comemorou, seus colegas lhe bateram palmas e o garoto, completamente orgulhoso de si se levantou de seu assento, se dirigiu a Dumbledore e lhe apertou a mão em cumprimento. O diretor lhe mostrou o caminho por onde ele deveria se dirigir. Vítor se voltou para trás e buscou o rosto de Annie, e ao encontrar com os olhos da menina lhe mandou um beijo e uma piscadela de seu olho direito. A garota se sentiu lisonjeada. Cedrico quem não gostara nada dessa demonstração de afeto na frente de todos. As chamas se tornaram vermelhas mais uma vez e liberara mais outro nome. – A campeã de Beauxbatons é Fleur Delacour. – todas as meninas de terninhos azuis perfeitamente passados aplaudiram a campeã escolhida. Fleur se sentia maravilhada por ter sido escolhida. Annie a aplaudia freneticamente. A campeã se levantou de seu lugar, cumprimentou Dumbledore e se dirigira ao mesmo lugar indicado a Vítor. Mais uma vez as chamas se tornaram vermelhas e outro nome fora lançado. – O campeão de Hogwarts é Cedrico Diggory! – disse o diretor completamente orgulhoso. Todos os alunos da Lufa-Lufa gritaram e aplaudiram o garoto. Assim como todos os outros também o aplaudiram. Annie aplaudia e gritava com todas as forças, estava literalmente orgulhosa por ele. Uma vontade de se levantar de seu lugar e correr para os braços de seu amado era a única coisa em que ela conseguia pensar. “Parabéns, meu amor!” pensava ela. O garoto se levantou de seu assento, cumprimentou seu amigo da frente e mirou Annie. Olhando nos olhos da menina furtivamente, havia desprezo em seu olhar. A garota no mesmo instante parou de sorrir e aplaudir. Se dirigiu imediatamente a Dumbledore, forjando um sorriso, e se dirigirá para o mesmo lugar dos outros dois campeões. – Excelente! Agora temos nossos três campeões. Mas, no final, apenas um entrará para a História. Apenas um levará este cálice dos campeões. – e bem ao fundo o Sr. Bartolomeu Crouch colocava sobre uma mesa algo grande e coberto por um lenço escuro. – Esta taça da vitória...a Taça Tribruxo! – disse Dumbledore apontando para o lenço, que no mesmo instante se retirou do lugar e revelou uma taça maravilhosamente brilhante e transparente. Todos aplaudiam e vibravam.
- Annie? Tá tudo bem? – perguntou Harry preocupado com a garota que não reagia para nada dos acontecimentos. – Você ta chorando... – e enquanto os dois conversavam o cálice voltou a se remexer. Fazendo furtivas chamas saírem de dentro de si. Dumbledore olhava para o cálice sem entender. E mais uma vez as chamas se tornaram vermelhas. Igor Karkaroff olhava zangado para o cálice, como se estivesse mandando o objeto mágico fazer algo.
- Que ta aconetcendo? – perguntou Annie ao ver a agitação do cálice. Harry virara imediatamente e se levantara para enchergar melhor. Um pedaço de pergaminho chamuscado foi lançado ao ar. Dumbledore o recolhera e pareceu não acreditar no que lera. – Harry Potter. – disse ele descrente. – Harry Potter? – repetiu o diretor com mais força. Todos os alunos se viraram para Harry, e o garoto no mesmo instante voltou a se sentar, pasmo.
- Não... – disse Hagrid para si mesmo, balançando a cabeça e as mãos.
- HARRY POTTER! – esbravejou Dumbledore. O homem de barbas e cabelos brancos estava realmente alterado.
- Ande, Harry. – disse Annie para o garoto. Ele nem se mexera.
- Harry, pelo amor de Deus. – disse Hermione em um tom choro, erguendo o menino pelo braço. Em um pulo ele se levantara. Rony mirava o chão descrente, e ao levantar a face para a direção em que Harry havia saído sua expressão era de ódio.
Harry caminhara apreensivo para o encontro de Dumbledore, e o diretor lhe estendera o pergaminho queimado para o próprio garoto ler o que dizia. Harry olhara pasmo para os olhos de Dumbledore. “Como é que...” pensava Harry, compeltamente descrente no que lera. Seu nome estava ali. Mas como? Ele não poderia ter colocado. Teria sido alguma brincadeira de mau gosto de outro aluno? E Dumbledore lhe apontou o caminho. Harry começara a caminhar. Todos cochichavam e lançavam a Harry olhares odiosos.
- Ele trapaceou! – gritou um aluno da Grifinória.
- Ele ainda nem tem 17 anos! – gritou um aluno da Corvinal.
Snape lançara a Harry um olhar fulminante, o mesmo que ganhava em todos os encontros com o professor, só que desta vez com mais intensidade. A professora Minerva lhe lançava um olhar de preocupação, e ao caminhar mais um pouco Harry vira a expressão nada surpresa do professor Moody. Descendo as escadarias da sala dos troféus, lá estavam Vítor, Cedrico e Fleur, sentados junto a uma mesa central. Todos olhavam para Harry perplexos.
- Está errrado, estô dizzendo! – disse inconformada Madame Maxime.
- Sua francesa louca. – disse com desdém Karkaroff.
- Tudo pra você é conspiração! – disse Alastor Moody.
- Silêncio! Não consigo pensar! – disse o Sr. Crouch. – os professores desciam as escadarias também.
- Tudu é conspirraçaum! – gritou a mulher grande.
- Eu protesto! – brigou Olho-Tonto-Moody.
- Harry! – desceu correndo as escadas o diretor, colocando suas mãos contra os ombros de Harry e fazendo ficar contra uma vidraça. - Harry, você depositou seu nome no Cálice de Fogo?
- Não, senhor. – disse Harry assustado.
- Pediu para outro aluno fazer isso pra você? – o tom de voz de Dumbledor era aterrorizante.
- Não, senhor. – repetiu Harry sem rodeios.
- Você tem certeza absoluta?
- Sim, senhor.
- É clarro qui está mentiindo! – bronqueou mais uma vez Madame Maxime, desta vez dando um tapa em um lustre que estava pendurado ao teto.
- Não está! – defende-o Alastor. – O Cálice de Fogo é um objeto mágico poderosíssimo. Só um Feitiço para Confundir fortíssimo enganaria o Cálice. Magia que vai além dos talentos de um quartanista. – e um tom de zombaria fluiu em sua voz.
- Parece ter pensado muito no assunto, Olho-Tonto. – insinuou Karkaroff.
- Meu trabalho era pensar como os bruxos das trevas, Karkaroff. Talvez se lembre. – disse Moody encarando Igor nos olhos.
- Isso não ajuda, Alastor. – preocupou-se Dumbledore. – Deixo a decisão com você, Bartô.
- As regras são absolutas. O Cálice de Fogo constitui um ato contratual mágico. O Sr. Potter não tem escolha. Ele é, a partir desta noite...um campeão Tribruxo.
Não foi só na face de Harry que o medo se espalhou, todos os que discutiam na sala a pouco e os três campeões primeiramente escolhidos apresentavam a mesma expressão.
- Melhor você ir dormir, Harry...melhor todos irmos dormir. Amanhã não irá ser fácil...especialmente para você Harry. – disse Minerva com preocupação em sua voz.
Harry saíra tão rápido da sala que nem vira Annie sentada do lado de fora da sala dos troféus. Ela esperava por Cedrico. Todos saíram da sala, e Cedrico fora o último.
- Quero falar com você. – disse Annie rapidamente.
- Sério? Pensei que estava esperando seu “campeão”. – zombou ele. – Se não correr vai perdê-lo, ele está bem ali na frente. – sua voz continha desdém.
- Cedrico, para! – pediu a garota. – Eu estou esperando o meu campeão. Você! Você é o meu campeão!
- Sou mesmo? Então por que toda aquela intimidade em público que vocês tiveram quando seu avô anunciou o nome dele?
- Ele é meu amigo, Ced! A-M-I-G-O! Quantas vezes tenho que dizer isso pra você! Ponha isso na sua cabeça!
- Mas não parece, Annie! Parece que vocês já namoraram. É muito carinho pra uma amizade.
- Sinto muito se você não tem amigas assim, que possa tratar assim. Mas eu tenho! Então para de ciúmes! Eu amo você caramba!
- Então a partir de agora começarei a tratar da mesma forma as minhas amigas. Tá bom assim pra você?
- Você é ridículo...não devia mesmo ter aceitado amar você... – choramingou Annie, saindo correndo o mais rápido que pode, com as lágrimas lavando seu rosto. |