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8. Can't breathe no more


Fic: Wasted Years - Atualizada em 06/02/2009! Comentem!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Can't breathe no more...


O som do toque na madeira pareceu ecoar por quilômetros. Ela olhou para os lados apreensiva, perguntando-se pela milésima vez por que estava ali.

Não demorou muito e uma cabeleira ruiva apareceu à porta, Hermione segurou nervosamente a pasta em sua mão. Elas se encarando por segundos.

- O que está fazendo aqui? – interrogou Gina, com desprezo.

- O que acha que estou fazendo aqui? – Hermione surpreendeu-se com o próprio tom de voz, frio. Gina a encarou, também surpresa por essa atitude e fez menção de fechar a porta. – É melhor pensar duas vezes. Eu sei de coisas que você prefere que fiquem dentro de casa. – Hermione pausou. – Talvez nem dentro de casa.

Gina a encarou e a morena pode perceber claramente como estava sendo difícil para ela tomar uma decisão. Por fim, ela acabou dando espaço para Hermione passar. A morena passou pela porta e sentiu um frio percorrer sua espinha, tinha algo na aura de Gina que não se encaixava. Quer dizer, todas as pessoas que estão naquela fase de gestação costumam emanar uma aura boa, brilhante, que contagia aos outros, mas Gina... Ela tinha algo sombrio, apagado, como se estivesse frio.
Hermione achava que estava ficando paranóica, mas percebia que a claridade do ambiente, os raios de sol que entravam pela janela, não chegavam até a ruiva, como se a iluminação ficasse fraca sobre ela.

- Eu não sei o que você quis dizer com isso, mas é melhor começar a me explicar... – começou Gina, inquieta.

- Quem deve explicações é você. – cortou Hermione, a ruiva pareceu energética.

- Eu devo explicações? – indagou com a voz alterada. – Você que vive correndo atrás de quem não é o seu marido e sou... – Hermione a interrompeu, ignorando a alteração da ruiva.

– Pode sentar e começar a contar como é que aconteceu... – Hermione olhou para a barriga de Gina. – isso.

- Oras, vai dizer que não sabe como isso acontece. – ironizou Gina, Hermione estreitou os olhos, mas Gina ainda a desafiava. O tapa que Hermione deu em Gina foi tão forte que a ruiva quase perdeu o equilíbrio. Gina segurou o rosto entre as mãos e a encarou estupefata.

- Não pense que só porque você está grávida, ou até mesmo porque é esposa de Harry que eu vou deixar que fale comigo desse jeito. – disse Hermione em uma voz calma e baixa. - Deixei isso claro? - Gina ainda a encarava como se ela fosse de outro mundo. Hermione ignorou a reação da ruiva, agindo com calma. Pelo menos era o que queria aparentar, por dentro sentia como se um tufão tivesse passado por cima dela.
A morena abriu a pasta que ainda estava em sua mão e jogou um arquivo em cima da mesa, Gina desviou o olhar para a mesa.

- É um exame. – explicou Hermione. – Datado de um ano atrás, pelo curandeiro Vitas Stranvoskis. – Gina subitamente ficou vermelha. – Acho que reconhece o nome não? – Hermione abriu o arquivo. – Foi paciente dele durante três meses e fez inúmeros exames e testes, até o resultado deste exame aqui. – Gina mudou de corada para pálida, mas permaneceu muda. Hermione abriu novamente a pasta e jogou outro arquivo por cima do outro. – Um mês depois você refez o exame, mas teve o mesmo resultado. – desta vez a morena retirou um amontoado de arquivos e jogou na mesa, com um baque surdo. – Durante cinco meses você fez mais de duzentos exames e todos deram o mesmo resultado. – Hermione tremia na mesma intensidade da ruiva, mas não era por medo, era raiva. – Você, Ginevra Weasley, não pode ter filhos. – lágrimas rolaram na face de Gina. – E quer saber como eu sei tudo isso? – Hermione não sabia de onde vinha o tom frio em sua voz. – Porque exatamente há um ano e meio você veio me procurar, porque não conseguia engravidar, e queria saber o porque. Eu sei de tudo isso, Gina, porque eu fiz e refiz seus exames durante seis meses! – Gina sentou-se na cadeira, tremendo e soluçando. – Mas você não se contentou com as palavras, meus exames. Procurou por outros curandeiros, de reputações questionáveis, e ainda assim, todos deram o mesmo resultado.

- Por favor, Hermione... pare. – implorou Gina, as mãos pálidas sobre o rosto.

- Você não parou Gina... – a voz de Hermione não era mais fria. – Você procurou por uma saída mesmo sabendo que isso era uma rua fechada. Eu sei bem. Passei meses tentando achar uma solução. – Hermione sentou-se também, de frente a ruiva, mas não tinha mais raiva. O choro de Gina entrava em sua alma.

- Eu estava tão d-desesperada... – começou Gina, com a voz sussurrante. – Eu dormia sem querer acordar. Perdi as contas de quantas vezes chorei durante noites inteiras. – Hermione sentiu o coração pesado. A ruiva encarou Hermione. - Eu não imaginei que seria assim. Não conseguia enxergar as coisas do jeito certo... – Gina parou de chorar e seus olhar era... assustador. - Eu sinto dores o tempo todo. Raiva por coisas que eu não entendo. Parece que algo morre em mim, invés de viver. Me sinto sozinha... como se – ela fechou os olhos, afogando-se em lágrimas novamente. Hermione pegou a mão de Gina.

- O que você fez? Diga-me tudo que você fez... eu talvez possa consertar... – Gina balançou a cabeça, afastando as mãos de Hermione. – Eu sei que você usou magia negra Gina, mas algumas são reversíveis... podem ter algumas conseqüências, mas com certeza será melhor do que... – Gina afastou-se dela ainda mais, tremendo.

- Não essa. - disse com firmeza, apesar de ainda soluçar.

- Gina, por favor... não precisa ter medo das conseqüências, qualquer coisa seria melhor do que... do que pode acontecer se você der a luz... – tentou Hermione, mas Gina, levantou-se, como se não conseguisse encará-la.

- Hermione, entenda... não é uma simples magia negra...

- Nenhuma magia negra é simples! Ainda mais para os fins de... – mas Hermione não conseguiu verbalizar.

- Não Hermione... é muito mais complicado do que você pensa. – Gina cruzou os braços.

- O que? O que é mais complicado? – Hermione podia sentir o medo de Gina de onde estava. Os lábios da ruiva, tremiam... e os seus olhos não brilhavam, eram vazios. A morena sentiu um frio passar por sua espinha. Sua cabeça funcionando a mil. E então ela finalmente se deu conta... Levantou-se da cadeira, como se tivesse levado um susto. Gina deixou as lágrimas rolarem por seu rosto novamente.

- L-Luna... – foi a vez de Hermione balbuciar. – ela morreu, há cinco meses atrás. Dias antes de... – Gina fechou os olhos, como se quisesse afastar a dor. Hermione tinha os olhos arregalados. – Gina... o que você fez? – sussurrou a morena, sentindo as pernas fracas.

- Luna tentou... evitar que eu fizesse alguma coisa... – ela não conseguia falar direito, abraçando-se fortemente. – Não era para ter sido assim! Ela descobriu de alguma forma, e tentou evitar, mas... já era tarde demais. Quando ela entrou no ritual para me impedir... deu tudo errado.

- Um sacrifício... Gina, você tem idéia do que fez? Isso é além de... – a garganta de Hermione deu um nó.

- Eu estava desesperada Hermione... Desesperada. Não pretendia que fosse um sacrifício... – explicou Gina.

- Desesperada? É essa sua desculpa? - Hermione já tinha perdido toda a calma.

- Você não entende... Ele ia me deixar. – sussurrou Gina, apoiando-se na mesa, ainda tremia.

- Quem? Harry? – Gina assentiu com a cabeça. – E você achou que usando magia negra ele ia ficar com você?

- Não... se eu engravidasse ele ia ficar comigo... – Hermione deu uma risada sem graça.

- Eu não sei se você ficou mais louca agora ou antes!

- Você não sabe Hermione, o que é amar alguém que não te ama, que nunca vai ter por você um sentimento mais do que fraternal. – a morena estreitou os olhos diante do desespero de Gina. Se ela soubesse...

- Ele casou com você. Como alguém pode casar com outra pessoa, sem amar?

- Ele só casou comigo Hermione, porque quando ele finalmente percebeu que a pessoa que ele realmente amava, ficou noiva. – declarou Gina. Um silêncio retumbante seguiu-se.

- Se você está querendo dizer o que eu estou pensando... – começou Hermione, tirando sua voz de um sussurro.

- Não estou querendo dizer... estou dizendo. – a voz de Gina era firme, e por um momento Hermione achou que ela estava tendo um dos ataques de raiva que vinha tendo desde que engravidou. Mas a ruiva estava lúcida. – Ele sempre te amou.

- Chega! – disse alto. – Você sabe muito bem que entre Harry e eu, nunca houve nada alem de amizade. Se nós tivéssemos algum sentimento um pelo outro, já teríamos casado não acha? – Hermione não percebeu que ficara corada.

- Você está mentindo para quem agora? Pra mim ou pra você? – questionou Gina. – Eu sempre percebi Hermione! O jeito que ele olha pra você, o jeito que se entendem... não é amizade! – o queixo de Gina tremia, dificultando suas palavras.

- Nós passamos por muitas coisas juntos. Coisas que nenhuma amizade passou. É claro que nossa amizade é mais intensa. E nunca, nunca Gina, nós tivemos um caso... ou uma vontade de ter algo mais do que amizade.

- Vocês sempre tiveram medo! – Gina parecia prestes a estourar, sua voz ainda era razoável, mas Hermione tinha a sensação que ela gritava.

- Medo? – disse Hermione incrédula. – Medo do que? Se nós nos amamos o tanto que você diz, teríamos medo do que?

- De perder a amizade, de terem confundido tudo! Medo de que Rony e eu descobríssemos esses sentimentos, e de que alguém saísse machucado. Vocês dois sempre pensaram nos outros antes de vocês mesmos, porque seria diferente nesse assunto? – Hermione ficou sem palavras, pela primeira vez na vida, não conseguia encontrar algo para contradizer, mas ela sabia que no fundo era nisso que queria acreditar, e não que era verdade. Ouvir outra pessoa, além dela mesma, falar isso, doía mais do que se iludir. – E vocês se já se beijaram – continuou Gina.

- Era uma poção! Você sabe muito bem disso Gina! – por momento Hermione acreditou que cairia em desespero, permitindo que tudo voltasse. E então passou outra coisa em sua cabeça. Ela estreitou os olhos para a ruiva. – Boa tentativa Gina. Mas não vai funcionar. – Gina a olhou, genuinamente confusa. – Não tente mudar de assunto. – disse impaciente.

- Não estou mudando de assunto! Você veio aqui pedindo explicações, e estou dando-as! Não existe maneira de reverter o que eu fiz Hermione.

- E se você abortasse? – lágrimas surgiram nos olhos de Gina.

- Eu não posso... não seria capaz. – disse, sentando-se, como se suas pernas finalmente cedessem.

- Gina, se Harry souber o que você fez, ele não ficara com você de qualquer forma... – explicou Hermione, mas Gina balançou a cabeça, dando um riso, mas sem chegar aos olhos.

- Eu não vou viver para ficar com ele Hermione, tudo tem seu preço... – Hermione tremeu. Sabia que aquilo podia ser verdade, e era o que provavelmente aconteceria.

- Então aborte, Gina, enquanto ainda tem tempo! – implorou Hermione. Ela sabia que Gina tinha errado, sabia que merecia as conseqüências, mas nunca a deixaria morrer.

- Eu não posso! Não quando Harry sonha ter esse filho! - explicou Gina, e Hermione sabia que ela falava a verdade. – Ele nunca soube que eu não posso engravidar... Por favor Hermione... – Gina implorava com os brilhantes. Hermione vacilou. Encontrava com Harry quase toda semana, e sempre que o via, tinha aquele brilho no olhar dele. Um brilho feliz, um brilho que Hermione nunca virá antes em Harry. E ela sabia que a razão era a criança que Gina carregava.


Para Hermione sempre existiu a razão e o que era certo, mas quando se tratava de Harry, existia a razão e a emoção. Por inúmeras vezes a emoção superou a razão dela. Não seria diferente daquela vez. Apesar das conseqüências.


- Por favor... – implorou Gina novamente.


- Hermione? – uma voz surpresa e conhecida falou atrás delas. Ambas assustaram-se. Harry estava parado na porta da cozinha encarando Hermione estupidamente.

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Hermione tentou abrir os olhos, mas estava muito confortável onde estava. Era quente, e alguém a abraçava forte. Muito melhor do que o frio que a tinha atingido a pouco.

- Harry, ela está bem?! – gritou uma voz, muito distante. Um zumbido passou perto de Hermione, mas ela ainda estava muito confortável, onde quer que estivesse e não deu atenção. Sentiu como se estivesse sendo carregada.

- Eu não sei! – gritou uma voz de resposta, dessa vez muito perto dela.

- Leve-a pra dentro! – ordenou a voz distante.

- É o que estou tentando! – Outro zumbido, dessa vez mais forte, passou por Hermione. Ela encolheu-se. Não queria abrir os olhos, não podia. - NEVILLE! – berrou a voz perto dela, Hermione sentiu a entonação dele tremer. – Presta atenção!

- É Hermione?! – gritou outra voz mais fina e um pouco mais perto, surpresa. Como não houve resposta a voz indagou novamente. – Harry, é Hermione que você está carregando?! – outro zumbido passou por Hermione, e ela sentiu tremer.

- É, Neville! Agora, olhe pra frente, eu não posso tomar conta de todos sozinho! – gritou em resposta. - Não agora... – mas apenas Hermione ouviu. Ela continuou de olhos fechados, desejando nunca mais voltar para o frio que sentia antes. Se abrisse os olhos, poderia voltar. Se abrisse os olhos Harry poderia deixá-la. – Neville, abra a porta. Rápido! – ordenou Harry, Hermione ainda sentia que estava correndo.

- O que houve com ela? – questionou a voz fina, também correndo.

- Dementadores. – respondeu Harry. – Já abriu?!

- Já, é melhor entrar em exatamente... sete segundos. – gritou Neville.

- Abra espaço pra mim! – outros zumbidos passaram por Hermione, e outros pareceram ricochetear. Hermione sentiu Harry correr muito mais rápido, e então os zumbidos cessaram. Sentiu Harry respirar fundo, e seus braços a libertarem. Ela se moveu incomodada.

- Hermione?! – sussurrou a voz dele, muito perto. Hermione não se moveu, e dessa vez percebeu que ela não conseguiria se mexer mesmo que quisesse. Sentiu uma mão passar por seu rosto. Mas não conseguiu abrir os olhos. Queria se mexer agora, abrir os olhos. Ouviu os zumbidos mais uma vez, dessa vez por pouco tempo e muito distante.

- Como ela está? – questionou uma voz preocupada. Hermione a reconheceu como de Rony.

- Eu não sei, ela não tem reação. – disse Harry, a voz tremendo.

- Ok, já tentou chocolate? – Hermione sentia Rony se aproximando.

- Já tentei de tudo! – respondeu Harry nervoso. Houve um silêncio.

- Porque? – questionou Rony, de repente.

- Por que o que? – Hermione sentia Harry apertando sua mão.

- Por que deixou que ela saísse?

- Eu não... eu não deixei ela sair. Fui atrás dela, mas quando vi os dementadores já estavam em volta... antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, ela caiu no chão...

- Não. Eu não estou perguntando isso. – Hermione ouviu um silêncio e tentou mais uma vez abrir os olhos. As mãos de Harry a deixaram.

- Eu sei o que você perguntou. – Harry foi seco, mas ainda tinha a entonação angustiada.

- E não vai responder? – houve um estrondo e Hermione sentiu o sofá que estava deitada, tremer.

- Esse parece o momento certo?

- Nunca é! – Rony exasperou-se – O que aconteceu Harry?! Por que ela foi embora?! Por que você deixou que ela fosse? – Hermione ouviu Harry respirar fundo.

- Eu não... – Hermione ouviu algo caindo. - Eu não sei... – ela ouviu Rony suspirar, inconformado. Dessa vez ela conseguiu murmurar.

- Harry... – um silêncio seguiu e então sentiu mãos tocarem-na. Aos poucos ela abria os olhos.

- Hermione! – disse Rony, numa voz estrangulada. Ela tentou se levantar, mas as mãos dele a segurou. – Acho melhor continuar deitada. Harry, pegue um pouco de... – mas a voz dele morreu, Harry estava procurando alguma coisa atrás de uma pilha de livros. A sala começava a mudar novamente de decoração. Ficando inexplicavelmente mais clara e arrumada. – O que... o que está procurando?

- Acho que só Neville e Angelina não vão conseguir segurar eles. Temos que ajudar. – respondeu ele, sem encarar ninguém, ainda revirando os livros.

- E você quer fazer isso atirando livros? – questionou Rony, levantando-se do sofá de onde Hermione estava deitada em um pulo, mostrando a Harry o quão indignado estava.

- Não seja estúpido! – resmungou Harry, finalmente achando uma lupa entre os livros.

- O que você vai fazer?

- Estou levando Hermione de volta para o submarino. – explicou ele, encarando Rony. Hermione sentou no sofá.

- Não. Eu estou bem... – começou ela, mesmo sentindo-se tonta.

- Deve estar muito bem mesmo... Hermione. – disse Harry, agora a olhando estranhamente. Rony de repente também a observou, curioso. Hermione encarou os dois, ainda tonta, sem entender.

- Hermione? – indagou Rony, Hermione o encarou de volta sentindo os olhos de Harry queimar sobre ela. E então ela entendeu. Eles a chamarão de Hermione e não de Rachel. Suspirou fundo antes de encará-los novamente.

- Eu...

- Você se lembra. – mas Harry não perguntava. Seus olhares se cruzaram, mas Harry não parecia feliz, e nem com raiva, como ela imaginara. Eram inexpressivos.

- Sim, eu... – começou novamente, percebendo o olhar de Rony abobado sobre ela.

- Dentro de alguns minutos você vai voltar ao submarino. – Harry interrompeu, lhe entregando a lupa. – Não ouse recusar. – preveniu ele, as sobrancelhas arqueadas.

- Eu posso ajudar. – disse ela se levantando com firmeza dessa vez. – Eu sou Hermione, não sou trouxa. E me lembro disso! – Harry não desviou o olhar e pela primeira vez, ela desejou que ele desviasse, ele aproximou-se dela e pegando sua mão com fúria entregou a lupa, fazendo-a segurar.

- Eu não vou discutir isso com você duas vezes. – os olhos de Harry expressavam mais do que Hermione podia entender. – E não vou deixar que alguma coisa, como dementadores, aconteça novamente. Você vai voltar, de um jeito ou de outro. - Hermione se perguntou por que estava se opondo tanto. Mesmo que se lembrasse quem era não poderia ajudar tanto quanto queria. Não se lembrava da magia, não se lembrava de segurar nem uma varinha. Enquanto Harry e Hermione se encaravam, a sala de repente parou de transformar. Aparentemente isso tinha acontecido já há algum tempo, pois Rony estava com o corpo retesado, olhando para a porta atentamente, sem ligar para a discussão dos dois.

O que aconteceu a seguir foi tão rápido que nenhum deles conseguiu pensar. Em segundos a sala não tinha móveis algum em seguida um estrondo surgiu e os três foram lançados para a parede no fundo da sala. Magicamente a parede estava mole como almofadas e nenhum deles desacordou. Mas também não conseguiram enxergar nada, uma fumaça escura e pesada invadiu a sala, como também passos e raios coloridos. Hermione sentia cada membro dolorido, mas não era só por ter sido lançada por metros.

A sala tinha magicamente tirado todos os móveis da sala, porque previu que ia acontecer aquela explosão e se os móveis estivessem ainda no lugar teria atingido alguém dentro da sala. Porém, tinha apenas um erro na mágica. Quando a parede da frente explodiu tijolos e armações da estrutura do prédio também foram jogados para o fundo da sala, sem nada para deter e assim atingia diretamente as pessoas que estavam na sala. Para Hermione aqueles segundos em que entendia isso passaram lentamente, e até mesmo a fumaça a sua volta parecia mover devagar. Ela entendia como funcionava a sala porque ela a tinha criado, e o tempo passava devagar por que Harry estava caído ao seu lado com um cano atravessando seu braço esquerdo, contorcendo-se para pegar a varinha que estava próxima a Hermione.

E então tudo voltou a ficar rápido. Rony estava ao seu lado já de pé, cheio de batidas pelo rosto de tijolo e outras coisas que foram atiradas nele, mas pelo menos nada estava atravessando seu braço. Ele ricocheteava os raios mesmo não enxergando da onde vinha, Hermione o ouviu gritar pelo nome de Neville e Angelina, e muito ao longe as vozes dos dois, mas não pareciam machucados.

- Estamos aqui! – gritou Neville, mas como a fumaça não deixava ver onde eles estavam ele gritou novamente: - Estamos ajudando!

Sentiu a mão de Harry pegar forte em seu braço.

- Volte agora! – ordenou ele, devolvendo a lupa para ela, intacta. De alguma forma ele tinha conseguido segurar a lupa. Hermione olhou atentamente para o cano que atravessava o seu braço e percebeu que Harry suava.

- Eu volto – disse ela, por fim, apanhando a lupa.

- Ótimo, você tem dez segundos, é só continuar segurando... – disse ele, com o rosto distorcido pela dor. Harry gemeu quando conseguiu pegar sua varinha perto de Hermione. – Cinco, quatro, três... – começou ele.

- Eu volto, mas você também vai voltar. – disse Hermione de repente, Harry a encarou com os olhos arregalados.

- O q...? – mas Hermione já o tinha segurado forte pelo braço bom. E os dois começaram a girar muito rápido.

Hermione achou que ainda estava girando e demorou segundos pra perceber que já estava caída no submarino. Olhou para Harry, mas ele ainda parecia chocado, e pálido. Pálido demais, avaliou.

- Harry! – gritou uma voz esganiçada. – Vocês estão bem?! – questionou Claire ajudando Hermione a se levantar, mas a morena se desvencilhou dela, delicadamente.

- Harry, vem, vamos ajeitar isso... – começou Hermione, referindo-se ao braço dele.

Mas ele finalmente pareceu sair do transe e a olhou, com raiva.

- Porque você fez isso? Droga, Hermione, eles precisam da minha ajuda! – disse ele, se levantando com dificuldade, seu rosto suava. Ela sabia que aquilo deveria estar doendo muito.

- E exatamente como você pretendia ajudar? Assustando quem aparecesse na sua frente? – respondeu ela, igualmente cólera. – Porque do jeito que esse cano está atravessado em seu braço, seria a única coisa lógica a fazer!

- Já estive pior! – vociferou ele - Você não tinha o direito de...

- Direito de que? De fazer o que você fez comigo pelos últimos seis meses? Manipular suas vontades, te obrigar a seguir um caminho só porque você quer? – retrucou ela. Harry que tentava se manter em pé a olhou, meio surpreso, meio nervoso. – Aproveitar-se da vantagem de você saber quem eu era? – Harry de repente pareceu mais pálido. – Por que você não me contou que eu Hermione desde da primeira vez que eu coloquei os pés naquele escritório? - desabafou Hermione, tomando a consciência pela primeira vez que aquilo estava entalado em sua garganta desde que se lembra quem era. – Por que me deixou no escuro? Mais do que eu já estava? Se me odeia tanto por que não me jogou na cara tudo desde a primeira vez que me viu e me mandou pra longe, como queria? – Harry suava, de dor, seus olhos brilhavam tanto que Hermione tinha a impressão que ele estava quase envergonhado, mas ela não conseguia parar. Pela primeira vez Harry que a ouvia, pela primeira era Harry que não conseguia encara-la. – Por que me fez sofrer tanto?

- Sofrer? – indagou ele de repente, tirando forças do nada, já que seu corpo do lado braço estava ensopado de sangue. – Eu te fiz sofrer? Aparentemente você não lembrou de tudo, não Hermione? – o braço bom de Harry começou a tremer enquanto ele se segurava na parede. – Mas é óbvio que iria se lembrar apenas do conveniente a você! Hermione Granger, a certinha, a cheia de razões e morais! “Nunca faça isso, nunca faça aquilo, seja certo quando todo mundo é errado!” – a voz dele tremia e Hermione sabia que era da dor, seu rosto estava pálido como nunca, mas ela não ousou chegar perto dele. – “Nunca use magia negra, nunca machuque ninguém, nunca faça aos outros o que não quer que façam a você, nunca minta, nunca...” – mas ele pareceu sem voz.

Hermione deu um passo pra frente quando ele fechou os olhos, mas como que pressentindo seu movimento, ele abriu os olhos novamente. – Não venha me culpar por algo que você fez! Não seja hipócrita a tal ponto! Você que fugiu da sua própria vida! Foi você que me... você abandonou a todos! Foi você, Hermione Granger, que apagou sua própria memória! – estorou Harry. Hermione sentiu algo em seu peito doer. Imaginou muitas vezes que realmente poderia ter sido ela, mas ter a certeza disso não a fazia sentir-se melhor. Harry ainda tremia, pela dor, porém seus olhos exibiam mais do que dor física.

E então ele caiu no chão antes que qualquer um pudesse fazer qualquer coisa. Hermione sentiu seu coração congelar por segundos, mas correu rapidamente até ele.

- Harry! – chamou ela, como se assim pudesse despertá-lo. Ele permaneceu imóvel. Hermione segurou seu pulso, e com alivio, percebeu que tinha pulsação. – Claire, tem algum... – começou ela, voltando a pensar corretamente.

- Na sala dos fundos, é uma enfermaria. – Claire já estava ao seu lado. – Eu te ajudo a carregá-lo. – disse ela, parecendo muito mais jovem do que realmente era.

As duas conseguiram carregar o corpo de Harry, com dificuldade, até uma salinha que Hermione ainda não tinha conhecido. Era limpa e muito clara, como se estivesse em um hospital realmente, tinha uma cama, daquelas que lembravam cadeiras de dentistas, como Hermione se lembrava bem por causa de seus pais. Juntas, Claire e Hermione conseguiram colocá-lo em cima da mesa.

- Medicamentos... – murmurou Hermione, e Claire apontou o armário as suas costas, enquanto ajeitava a cabeça de Harry e o braço com o cano atravessado. Hermione abriu o armário e encontrou vários frascos de todas as cores e texturas possíveis. Ela imaginou que tivesse as poções principais ali. Como se fizesse aquilo todos os dias, Hermione procurou por alguns nomes que não sabia de onde se recordava, mas sabia para quê funcionavam.

- Hermione... acho melhor se apressar... – disse Claire, em um sussurro. – Não sinto seu coração bater. – a morena de repente parou de procurar e voltou correndo para onde Harry estava. Sentiu a pulsação em seu pescoço e suspirou aliviada.

- Está fraco, mas ainda tem pulsação. – respondeu ela, sentindo Claire também se aliviar. Hermione voltou para o armário com o coração apertado. Não podia falhar, não dessa vez, repetia-se mentalmente. Encontrou enfim o que precisava e voltou para o lado de Harry, colocando tudo que precisava na bandeja ao lado.

- Vou precisar da sua ajuda. – disse Hermione, abrindo uma das poções com liquido transparente.

- Sim, lógico... – disse Claire, disposta, mas a morena percebeu o suor na testa da mulher. Estava tão nervosa quanto ela.

- Onde está Cordélia? – perguntou Hermione enquanto derramava um pouco do liquido diretamente no ferimento de Harry e passava um algodão, limpando o sangue que já secava. A idéia era deixar Claire um pouco mais confortável, mas a morena achou impossível já que sua mão tremia levemente.

- Liam chamou Neville e Angelina logo depois que chegou aqui. – respondeu Claire, observando Hermione. – Cordélia entrou em pânico quando soube dos dementadores, tivemos que dar algo para tranqüilizá-la, nada muito forte, só para descansar um pouco. – esclareceu Claire, com a voz tremendo enquanto Harry parecia ficar mais pálido e fraco. Hermione jogou mais algumas poções no ferimento dele.

- Agiu certo. – disse Hermione, concentrada em Harry. – E Liam, aonde está?

- Foi buscar ajuda... saiu daqui um pouco antes de vocês aparecerem dizendo que sabia como ajudar, nos disse para irmos para outro lugar e não deixar ninguém entrar ou sair. – Hermione a encarou, curiosa.

- E porque não foram? Porque ainda estão aqui? – questionou, confusa.

- Querida, nós já estamos nos movendo! – respondeu a mulher. – Vocês chegaram segundos antes de Jack dar a partida. Agora sim ninguém pode entrar ou sair. – Hermione queria perguntar para onde estavam indo, mas Harry pareceu gemer e ela voltou a se concentrar em seu ferimento. Respirou fundo.

- Eu preciso que você segure os ombros dele. – ordenou Hermione, tentando não parecer tão trêmula quanto realmente estava. Claire posicionou-se melhor e segurou os ombros de Harry, com delicadeza. – Preciso que você realmente o segure, muito forte. – explicou Hermione, e então Claire entendeu.

- Ele vai acordar?

- É possível. – assentiu Hermione, observando bem o ferimento para poder retirar o cano o mais rápido possível. – Ele não pode se mexer, senão pode piorar, entendeu? – Claire concordou com a cabeça e Hermione viu que a mulher tremia. – Eu passei algumas poções em volta, para amenizar a dor, não se preocupe. – Hermione tentou acalmá-la, mas Claire só deu um sorriso nervoso. Hermione voltou a analisar o cano. Sabia que o pior não era o cano atravessado, e sim depois que ele saísse, teria que parar o sangue rapidamente, e passar inúmeras poções para algo mais complicado não acontecesse. Respirou fundo mais uma vez. – No três? – Claire assentiu, parecendo reunir forças. Hermione segurou o braço de Harry e com a outra mão puxou o cano com toda a força.

Harry urrou de dor, mas ainda parecia desacordado. Hermione rapidamente começou a estacar o sangue. No fundo da sua cabeça sabia que com uma varinha seria bem mais fácil, mas não se arriscaria a usar magia sem testar primeiro.

Conseguiu fechar o ferimento dele – com inúmeras poções -, cobrir e estabilizar o sangramento, agora só precisava esperar que ele acordasse para ter a certeza de que estava tudo bem, e que nada dera errado.

Só precisava que ele acordasse...

Ela abriu os olhos vagarosamente, procurou pelo corpo a sua frente e voltou a fechar os olhos quando o encontrou do mesmo jeito que estava há meia hora atrás.

Tinha sido assim a noite inteira. Claire tinha colocado uma poltrona na enfermaria assim que percebeu que Hermione não iria sair dali até que ele acordasse. Era desconfortável, realmente, mas estava quentinha e Claire lhe trazia algumas coisas para comer. Não tinha do que reclamar já que decidirá ficar ali de qualquer jeito.
(XXXXXXXXXXXXXX)


Abriu os olhos novamente sabendo que teria que trocar as ataduras do ferimento de Harry. Espreguiçou-se e levantou preguiçosamente. Virou de costas para ele e pegou tudo que precisava. Encaminhou-se até ele e com muito cuidado tirou as bandagens, limpou o local enquanto ele respirava profundamente e colocou as novas bandagens. Ela sorriu de leve quando percebeu que ele não estava mais pálido, involuntariamente passou a mão por seu rosto.

- Olá. – disse Harry de repente, sobressaltando Hermione. Ela retirou a mão automaticamente quando ele abriu os olhos. Ambos se encararam por segundos – embora tenha parecido horas para Hermione – até que ela conseguisse falar algo.

- Está sentindo-se bem? – perguntou, sem conseguir desviar do contato visual. Os olhos verdes a prendiam, e não exprimiam desprezo ou ódio. Estavam claros e limpos, como se a enxergasse pela primeira vez. Ele não respondeu, mas Hermione não precisava de respostas no momento. Sentia seu coração golpear com força seu próprio peito. Quando Harry piscou lentamente Hermione não soube dizer se fora porque o tempo tinha parado ou por causa das poções.

- Está muito claro aqui... – disse ele lentamente, e Hermione teve certeza que era por causa das poções.

- Quer que eu abaixe a luz? – perguntou já se afastando, não querendo deixar Harry visse as lágrimas surgindo em seus olhos, mesmo que ele não pudesse se lembrar disso depois.

- Não... – disse ele de repente, segurando forte seu pulso, mas com um gemido afrouxou o aperto e fechou os olhos, de dor, porém, não a soltou.

- Não se mexa muito. – disse ela, voltando a ficar do seu lado. – Ainda vai doer por uns dias.

- Só não... não vá. – pediu ele, ainda de olhos fechados.

- Eu não vou a lugar nenhum... – disse ela, e os ombros de Harry pareceram aliviar. Ele respirava fundo e Hermione pensou que ele tinha voltado a dormir, lentamente soltou seu pulso da mão de Harry, mas ele abriu os olhos e pegou outra vez seu pulso.

- Pensei que tinha dito que não ia a lugar nenhum. – o olhar de Harry parecia mais firme do que antes.

- Eu só vou desligar a luz... – disse ela, em voz baixa, sem saber o porquê.

- Não me incomoda mais... – disse ele, ajeitando-se na cama, ainda sem soltar o pulso de Hermione.

- É melhor sentar-se, ainda está sob efeito das poções... – começou ela, mas Harry, com movimentos vagarosos, balançou a cabeça.

- Estou bem agora. – disse e voltou a encará-la, Hermione não conseguia mais sair de perto, mesmo se ele soltasse seu pulso. – Como se lembra das poções certas? – mas ele não a acusava, sua voz era suave e calma.

- Eu apenas sei... – respondeu ela. Se alguém de fora visse a cena, provavelmente diria que quem estava sob efeito das poções era ela, e não Harry. – Não me lembro de verdade, só sei. – algo no olhar de Harry pareceu nevoar.

- Certo... – ele respirou lentamente. – Do que você se lembra afinal? – questionou.

- Da minha infância, - respondeu Hermione, enquanto Harry dava abertura para ela sentar-se ao seu lado. – dos meus pais, alguns flashes da época que eu estudava em Hogwarts... – ela parou, com medo que ele adivinhasse seus pensamentos, que ele pudesse ver o que ela se lembrava de Gina.

- Hogwarts... – repetiu ele, o olhar ainda sobre ela. – O que você lembra de Hogwarts?

- Pouco. – ela finalmente desviou o olhar. Como dizer que mal se lembrava dele em Hogwarts, ou que as lembranças que tinham não passavam de segundos. Ele acreditaria? Faria algum sentido?

- Eu pensei que... – mas ele interrompeu-se, e dessa vez foi ele que desviou o olhar. Sua mão ainda segurava seu pulso, mas no momento ele afrouxará.

- Pensou o que? – motivou Hermione.

- É besteira. – ele recostou a cabeça na cama, e seu olhar ficou inexpressivo, mas pelo menos tinha voltado a encará-la.

- Que tipo de besteira? – perguntou Hermione, curiosa. Harry continuou encarando-a, mas aproximou-se mais dela. O coração dela pareceu descompassar.

- Pensei que pudesse se lembrar de mim... – disse ele, aproximando-se ainda mais. – Mas sei que não conseguiria... – Harry estava muito próximo dela, e Hermione perguntou-se mentalmente se saberia voltar a respirar. – Gostaria que se lembrasse... pelo menos disso. – o olhar dele caiu sobre seus lábios e durante segundos pareceu hesitar, mas finalmente a beijou.

Hermione sentiu suas pernas tremerem tanto que se ainda estivesse de pé, teria caído. Involuntariamente soltou um gemido, Harry a puxou para mais perto com o braço bom, e ela pôde sentir o quanto o coração dele batia tão forte também. Sua respiração, seu cheiro, seu gosto, tudo tinha sentimentos de saudades. O modo como parecia perfeito o encaixe dos dois, o modo como ele a segurava – como se não pudesse deixá-la partir novamente – tudo fazia com que seu coração subisse a sua garganta, seu estomago parecia descer de uma montanha russa e dar voltas e voltas. Hermione passou os braços por seu pescoço e o puxou ainda mais para si, Harry suspirou e também puxou para perto. Ela sentiu lágrimas nos cantos de seus olhos, mas não eram de as mãos de Harry em suas costas descerem até sua cintura, e involuntariamente, tremeu. Quando pensou que não podia mais respirar, Harry interrompeu o beijo, mas não pareceu disposto a soltá-la de qualquer forma. Ele respirava forte, como se tivesse corrido uma maratona.

- Você não consegue ter a mínima idéia do quanto eu senti a sua falta, Hermione.

Mas Hermione já não escutava mais, dessa vez ela nunca odiou tanto o fato do mundo escurecer ao seu redor, tentou voltar, mas sabia que entraria na escuridão de qualquer forma.




Bom, vou agradecer a muitas pessoas hoje, Igor, Nex, Bea e Luciana!
Agradeço do fundo do meu coração! Com certeza sem vocês o capítulo não seria postado esse final de semana, provavelmente só em março!
Agradeço também imensamente aos que me deram força pra continuar a fic, já que o tempo é realmente escasso (só eu que quero um dia de 48 horas?), mas finalmente tenho tempo agora.

Eu gostei do capitulo, os dois últimos capitulos deram uma impressão de que eu queria terminar logo a fic, o que não é verdade, ainda tem mais por vir.
Gostei da parte final principalmente (que sem os conselhos do Igor não teria! hahaha) e da parte em que Neville entra na fic, e se acalmem, Hermione só entra em um tipo de coma (de novo!) e nisso ela vai se lembrar de boa parte da sua vida, no próximo capitulo vocês vão ver a Hermione de verdade (com um pouquinho da atitude da Rachel) e parte do segredo (Eu disse parte! hahahha)

Bom, espero de verdade que gostem.

Angélica Granger Potter: Pois é, eu demoro mas eu acabo postando um capitulo (eventualmente! hahaha) Obrigada pelo apoio Angélica, e espero que goste desse cap também! Beijos.
lamarck: Obrigada! Continue lendo! ;)
Nick Granger Potter : Harry definitivamente quer perdoar ela, mas é difícil para ele, e mais pra frente, vai ser ainda mais difícil para ela também! hahahhaa E foi ele que cobriu Hermione sim!! Foi emocionante o cap e deu um clarão sobre algumas, mas no próximo cap o que tinha de dúvidas não vai ter mais, muitas perguntas vão ser respondidas (não o segredo que fez Hermione 'fugir' mas outras que são tão importantes quanto) espero que goste do cap também! Obrigada pelo apoio Nick! Realmente, tempo é algo muito precioso, comecei a aprender agora a controlar ele antes que ele me controle! hahahahaha Obrigada, mesmo, pelo comentário Nick!
Jéssy Nefertari : Essa fic eu não vou desistir mesmo! Adoro ela! hahahaha E vc acertou em cheio, foi algo que Gina fez, mas ela não botou a culpa em Hermione, e se eu falar mais entrego tudo hahahhaha. O verdadeiro motivo da raiva de Harry está na fic desde do primeiro capitulo, mas só pra quem lê nas entrelinhas, e nesse cap está mais evidente do que nunca, mas ele só vai revelar isso quando.... bem, já estou falando demais também! Obrigada Jéssy! ;) Beijos.

Gente, é isso! Obrigada pelo apoio e pelos elogios (que me deixam muito nervosa, sempre tenho medo de cagar no final) e continuem lendo!

Obrigada!!!!!

Agradecimentos especiais para:

fanfiction,net/~nexpotter
fanfiction,net/~beamendes
A Luciana!
Ao Igor, que eu não encontrei sua página aqui! o.O Vou tentar encontrar ok?

Beijos!

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