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6. As Mulheres Malfoy


Fic: O Teatro


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Severo sabia que não deveria dizer nada suspeito; sabia que não podia, jamais, usar uma senha de desse pistas dos seus sentimentos ou da sua lealdade... Mas, olhando para o gárgula de pedra, tudo no que ele conseguia pensar era naquela fatídica noite na torre de astronomia, onde ele fora obrigado a tirar a vida do único homem que acreditou nele; que lhe ofereceu amizade. Ele apenas conseguiu pensar na culpa sentida ao olhar o corpo sem vida de...

- Dumbledore.

E assim, quase sem que Severo percebesse, foi criada a senha. O gárgula abriu-se e deu passagem ao novo diretor e à sua esposa.

VI

AS MULHERES MALFOY

Entrar na sala de direção de Hogwarts jamais fora um problema para Severo Snape; afinal, ao longo dos dezesseis anos em que trabalhou como professor, fazia visitas ao cômodo quase diariamente. No entanto, a sensação de invadir o local ocupando o cargo de diretor e acompanhado da sua esposa era estranha... e incômoda, ao ver o grande quadro com a imagem de Dumbledore, que ficava atrás do gabinete.

O seu coração disparou: mesmo que ele já tivesse visto a imagem de Dumbledore depois da sua morte, foi difícil. Tanta coisa havia acontecido desde a noite em que Severo fora conversar com o retrato na casa que o falecido amigo lhe deixara como legado, que a lembrança parecia ser de um passado longínquo. Severo desconhecia completamente que o remorso inevitavelmente o tomaria ao ver o sorriso cálido de Alvo.

Severo! Obrigado pela homenagem!

Fora um erro usar o nome do ex-diretor como senha para o seu novo escritório. Amaldiçoando-se pelo seu descuido, Severo crispou os lábios e, irritado, rosnou:

- Agora não, Alvo! – Ele se voltou para Linda. – Aqui é o escritório da direção, onde eu deverei passar a maior parte do meu tempo. – Linda assentiu brevemente – Você não deve ficar aqui. Passe os dias em Hogsmeade, ou nos jardins, ou na biblioteca, ou onde você sentir vontade; eu não me importo. Mas aqui você não pode ficar.

A mulher franziu a testa, estranhando o tom ríspido de Severo. Pensou em perguntar se o marido ainda estava chateado com o comentário que ela fizera sobre filhos, mas não teve tempo; a voz de Dumbledore a interrompeu.

Você não deveria falar assim com ela, Severo.”

Os lábios de Severo se apertaram mais, formando uma linha fina, enquanto ele dirigiu um olhar irritado para o retrato de Alvo.

- Eu disse: agora não, Alvo!

A imagem do ex-diretor rolou os olhos e calou-se. Por um momento, Severo apenas esperou alguma réplica, mas, ao perceber que o retrato não falaria mais nada, ele sentiu-se livre para guiar a sua esposa através de uma porta de madeira que ficava no fundo da sala, atrás do gabinete, perto do quadro. Abriu-a e pediu que Linda o seguisse.

O casal entrou numa pequena sala de estar que em muito lembrava a sala da casa deles – os móveis eram muito semelhantes, embora parecessem um pouco mais caros, e estavam dispostos da exata maneira que Linda os arrumava. A poltrona de couro marrom de Severo também estava lá. A lareira, que ficava na parede direita do cômodo, era idêntica; até mesmo as fotos dispostas em seu aparador eram as mesmas. Linda se perguntou se aquilo fora idéia de Severo, para fazê-la se sentir em casa, ou se apenas um capricho dos elfos da escola.

Uma mureta de pedra separava a sala de uma pequena cozinha, para a qual Linda se encaminhou rapidamente. A parte interna do compacto armário de madeira havia sido magicamente ampliada, de forma que coubesse um bom suprimento de alimentos. Ela observou que os ingredientes dos pratos favoritos de Severo estavam todos lá – quase sorriu. Uma das coisas que o marido mais reclamava sobre trabalhar interno em Hogwarts era que tinha de aturar a culinária sem-graça dos elfos-domésticos, enquanto tinha uma verdadeira chefe de cozinha em casa.

Ela se virou para o marido.

- Acho que a comida ruim não será mais um problema.

- Na verdade, eu terei de me alimentar na mesa dos professores. Espero que você me acompanhe.

Linda franziu o cenho.

- E qual o motivo disso tudo? – Ela perguntou, apontado para os alimentos estocados.

Severo deu de ombros.

- Quando, eventualmente, eu queira tomar um chá, teremos os ingredientes aqui, sem precisar chamar os elfos.

A mulher respirou fundo, fechou o armário e se aproximou de Severo. Os olhos cinzentos pareciam cansados.

- Severo, o que houve? Nós estávamos tão bem...

- Ainda estamos – ele respondeu com sinceridade, mas a sua voz ainda estava ligeiramente ríspida. – Apenas estou dizendo que me juntar aos demais membros do corpo docente para as refeições é uma das minhas obrigações. E que quero ter um pouco de privacidade e, por tanto, não quero elfos, alunos ou outros professores aqui – Ele suspirou, olhando para Linda. – Eu não quero que você traga ninguém aqui, Linda. As únicas pessoas que devem colocar os pés nessa sala enquanto eu for o diretor, somos nós. – Ele esperou uma resposta, mas Linda apenas o olhou em silêncio. – O que foi?

- Eu me sinto uma prisioneira – Ele rolou os olhos, impaciente. – Estou falando sério, Severo! Como eu posso me sentir bem aqui, se não tenho liberdade para entrar no seu escritório ou sequer para trazer pessoas para o que deveria ser a minha sala... ou cela.

- Não seja ridícula.

Ela riu amargamente.

- Eu não vou discutir com você! Estou cansada.

Severo não respondeu, deixando a cozinha e encaminhando-se para outra porta de madeira que ficava do lado esquerdo da lareira. Linda o seguiu e, assim que ele abriu a porta, ela a atravessou.

O quarto no qual ela entrou era muito maior e muito diferente do da sua casa. As paredes eram quase negras e, exatamente como na maior parte do castelo, cobertas de pedras frias. Havia pelo menos uma dúzia de archotes de cobre pendurados, que seriam responsáveis pela iluminação do local; estranhamente, no entanto, as pedras que deveriam ser castigadas pelo fogo não estavam escurecidas. No centro havia uma enorme cama de dossel, coberta com colchas de seda adornadas em dourado – a mesma estampa fina que se via nos muitos travesseiros sobre ela. Por trás da cama, havia uma janela que Linda apressou-se para abrir – a luz do sol penetrou o quarto, imediatamente deixando-o mais quente e aconchegante e expulsando a aparência de masmorra que Severo tanto gostava.

Linda espiou a janela. A vista era incrivelmente ampla: se podia enxergar o lago negro, toda a extensão floresta proibida e as montanhas por detrás dela.

- É maravilhoso – Ela sorriu.

Severo apenas assentiu. Guiou-a para outra porta, no fundo do quarto. Linda logo se viu num banheiro espaçoso, quase todo em mármore branco e ouro. No banheiro havia outra porta, a qual Linda apenas podia imaginar que levava para o closet. Ao abri-la, ela percebeu estar certa: era um closet gigantesco, onde as suas roupas já estavam bem arrumadas e organizadas...

Mas apenas havia as roupas dela.

- Onde estão as suas roupas?

Severo suspirou.

- No outro quarto, é claro.

Ela franziu o cenho.

- Que outro quarto?

- O meu – Linda abriu a boca, mas ele logo a impediu. – É o costume, Linda. Isso não quer dizer que nós vamos passar as noites separados!

- Isso é ridículo! – Ela bufou frustrada. – Nós somos casados, por Merlin! Nós devemos dividir o quarto!

- Não segundo as regras da escola!

- Eu tenho certeza que matar é proibido, mas você faz isso mesmo assim!

Ele massageou a têmpora, impacientemente. O Lorde das Trevas estava esperando um relatório da sua chegada na escola; não perderia o seu tempo e a sua calma discutindo com a esposa. Assim, cedeu.

- Eu posso mandar os elfos colocarem as minhas roupas aqui. Isso fará você agir de uma forma menos absurda?

Linda fechou os olhos e respirou fundo algumas vezes.

- Não. Está ótimo assim. De fato, será uma coisa boa ter um lugar onde você não pode entrar quando tiver essas suas mudanças de humor!

- Lind---

- Você não tem mais nada o que fazer?!

Ele bufou e deu de ombros.

- Eu vou me reunir com os professores.

E saiu, deixando-a sozinha.

Linda bufou e, depois de dar alguns segundos para que não houvesse perigo de cruzar com Severo no caminho, foi para o escritório no qual ela não deveria entrar. O retrato de Dumbledore lhe sorriu serenamente... Mas ela não estava com paciência para delicadezas.

- Ele te matou e você o recebeu de braços abertos – disse rápida e rispidamente – Por quê?

O retrato deu uma leve risadinha, aparentemente não se importando com a falta de cortesia.

Pouco posso te revelar, Linda Marie.” Dumbledore disse docemente. “Mas eu acredito que já tenha dito isso até mesmo a você: a morte não é o pior dos destinos. É a única coisa certa que nós temos. Cedo ou tarde, ela viria; até mesmo para mim.”.

- Não me leve a mal, eu fiquei muito triste com a sua morte. Mas o que mais me arrasou foi que a fé que eu tinha em Severo ficou abalada... Você não pode me dizer nada? Nada que me faça acreditar nele novamente?

Seu marido lhe ama. Confie nele”.

- Ele não demonstra.

Então confie em mim. Eu conheço Severo melhor que ele mesmo, Linda Marie. Eu nunca o vi deixar ninguém se aproximar de si da maneira que ele lhe deixou. Você sabe que validar a morte de Lílian é o que o move, não sabe?”

Linda suspirou.

- Não tenho certeza.

Mas tenha. O fato é que ele relutou ao entrar novamente nessa guerra justamente por temer o que poderia acontecer a você. Eu devo admitir que tive de convencê-lo de que você não estava em nenhum perigo real – o que não é exatamente verdade. A maioria das coisas que ele faz é para te proteger... Severo não é uma pessoa doce, e é um esforço para ele ser sempre gentil com você, Linda Marie. Releve as vezes que ele for rude, pois provavelmente está com a cabeça ocupada demais, talvez pensando numa maneira de te proteger. Sente-se melhor?”

- Você acabou de admitir que mentiu para Severo; como posso acreditar que você não mentiu para mim, que sou bem menos importante para as suas aspirações do que ele?

“Touché.”

- Eu sou uma Malfoy, Dumbledore. Procuro os verdadeiros motivos por trás das boas intenções desde que papai me presenteou com um pônei no meu aniversário de cinco anos. Mas eu não desconfio dos sentimentos de Severo; ele me ama, do jeito irritante e doentio dele. Mas não sei mais de que lado que ele está lutando nessa guerra. Eu fugi dos pretendentes que os Malfoy me empurravam porque eu não queria acabar casada com um Comensal da Morte... Mas, a cada dia, eu acredito mais que eu me casei com o pior deles! Nunca se passou pela sua cabeça que, talvez, você tenha confiado no homem errado?

Alvo deu uma risada suave.

A todo tempo, Linda Marie. Mas também se passava com uma freqüência absurda pela minha cabeça que talvez Severo confiasse na pessoa errada; que ele não deveria ter casado com uma Malfoy. Ainda assim, eu confiei em você e me felicitei pelas bodas.”

- Qualquer pessoa que me conhece sabe que eu não gosto dos Malfoy.

E, se você conhecesse o seu marido, saberia pelo que ele está lutando!”

Linda riu-se, descrente.

- Touché.

A imagem de Alvo lhe sorriu.

Confie nele, Linda Marie. É melhor que eu vá agora.”

E, sem mais, a imagem no retrato de Dumbledore sumiu. Isso aconteceu apenas meio segundo antes da porta do escritório abrir-se bruscamente. Era Severo.

- Eu disse que não quero você aqui – ele disse, seco. – Vamos, eu vou te apresentar aos professores.

XxXxXxX

Os dias que antecederam a cerimônia de seleção foram, certamente, solitários e maçantes para Linda. Severo não tinha tempo para lhe fazer companhia e a maior parte dos professores sequer a cumprimentavam. Sozinha, ela passava os seus dias nos jardins da escola lendo livros e imaginando como seria bom estar em casa.

Naquela manhã, ela decidira aproveitar o resto do verão e tomar um pouco de sol à beira do lago negro – apesar daquele provavelmente ser o local menos apropriado do mundo para se usar roupas de banho, não havia quase ninguém no castelo... e ela realmente não vira nenhuma outra maneira de estripar o seu tédio. Nas primeiras duas horas ela quase se divertiu: o clima estava agradável, ninguém aparecera para incomodá-la, a água do lago estava na temperatura certa e o romance policial que ela lia, sua única companhia nos últimos dois dias, estava bem interessante.

Mas a sua paz estava prestes a chegar ao fim; ela soube disso quando, ao longe, viu com curiosidade a mesma carruagem que trouxera ela e Severo ao castelo atravessar novamente os portões de ferro de Hogwarts.

Com os passos largos, Severo deixava o castelo, provavelmente para dar as boas vindas aos visitantes.

Linda sentou-se para observar a cena, abraçando as suas pernas nuas e ligeiramente avermelhadas pelo sol. Severo chegava à carruagem à medida que ela ia parando. Não dava para ler exatamente a expressão do marido, mas ele não parecia estar feliz. Estranhamente, foi ele quem abriu a porta da carruagem e estendeu a mão para ajudar a pessoa a sair... E foi com uma pitada de horror que Linda reconheceu Aleto Carrow, imediatamente seguida pelo seu irmão, Amico.

Rapidamente, ela jogou em seu corpo as suas vestes, estampou no rosto um sorriso e encaminhou-se para onde eles estavam.

- Aleto! Amico! – Ela exclamou, fingindo-se alegre por ver os dois Comensais da Morte. Os dois irmãos sorriram e cumprimentaram Linda com apertos de mãos. – É um prazer ver os dois, mas... o que vocês estão fazendo aqui?

Amico deu uma risada que mais parecia um guincho, coisa que era bem típica dele, antes de olhar para Severo e perguntar:

- Você não contou à sua esposa?

- As minhas decisões como diretor não são da conta de Linda. – Severo disse, com a voz aveludada enquanto colocava uma mão carinhosamente nas costas da esposa. Ele se voltou para Linda e, com uma expressão ligeiramente entediada, explicou. – Aleto e Amico ingressarão no corpo docente. Aleto ensinará Estudo dos Trouxas, enquanto o nosso amigo ocupará o cargo de Defesa Contra as Artes das trevas.

Linda obrigou os seus lábios a permanecerem sorrindo.

- Sejam muito bem-vindos, então! Finalmente tenho alguém nessa escola com quem posso conversar, não é? Agora, se vocês me dão licença, eu vou voltar ao que eu estava fazendo...

E, cumprimentando-os com a cabeça, Linda lentamente voltou para a beira do lago, sentou-se sobre a toalha que estava antes, mas, observando os olhos frios de Severo, decidiu que melhor seria se não despisse novamente as suas vestes.

Quando Severo percebeu que a esposa havia interpretado bem o seu olhar, mantendo-se vestida, a sua atenção pôde se voltar aos irmãos.

- É difícil domá-la – comentou.

Aleto riu baixinho.

- Ora, Severo, ela é uma Malfoy. Geralmente, as mulheres Malfoy dão trabalho aos seus maridos... Deixa-a viver um pouco; é tão jovem.

Amico deu um passo, fazendo os três começarem a se encaminhar para dentro do castelo.

- Eu concordo com Severo, Aleto. Ela estava com pouquíssima roupa quando chegamos. Não é apropriado!

- Amico, a escola está vazia e ela estava tomando sol! O que esperava que ela vestisse? – a mulher sorriu ligeiramente maliciosa. – No mais, ela tem um belo corpo. Tem que mostrá-lo.

- De qualquer forma – Severo parou, às portas da escola. –, eu concordo com Amico. É inapropriado, sim. Mas, para ser sincero, eu gosto de olhá-la. Posso confiar, então, Amico, que você, assim como o resto dos funcionários do sexo masculino, ficarão dentro do castelo e manterão os olhos longe do corpo da minha mulher, certo?

Amico ergueu uma sobrancelha, dando um passo para Severo. O seu olhar de desdém deixava bem claro que ele não seria intimidado tão facilmente.

- Eu nunca olhei para a sua mulher, Snape. Mas não pense que você pode me ameaçar a não olhá-la. Esse seu jeito pode funcionar com os seus alunos medíocres, mas eu estou em situação de igualdade: sou um Comensal, exatamente como você.

- Acho bom que você não se preocupe – ele também um passo para Amico. – E, enquanto você se manter na linha, seguindo as minhas ordens, não há nada com o que se preocupar, mesmo. Mas pense bem antes de apostar em quem de nós dois venceria um duelo. E, antes de você correr com reclamações para o Lorde das Trevas, pense também por qual motivo eu sou o diretor, e você um mero professor subordinado a mim.

Aleto bufou.

- Vocês dois vão ficar aqui medindo quem tem o... a varinha maior? Porque eu não tenho paciência para isso.

Severo deu um sorriso sarcástico para Aleto.

- Tenho certeza que isso nós não temos que medir. Você ganha, Aleto – Ele bufou. – WINKY!

Com um pop a elfinha apareceu. Os seus olhos grades miraram o diretor com certa adoração – Winky era o único ser que conhecia as circunstâncias da morte de Dumbledore. Pela natureza excessivamente subserviente da elfa, o falecido amigo de Severo confidenciara tudo a ela para o caso de Snape precisar de testemunhas num eventual julgamento e a fez prometer guardar segredo.

- Sim, diretor?

- Leve o Sr. e a Sra. Carrow aos seus dormitórios.

Assim que a elfa passou a guiar os dois Comensais da Morte para os seus aposentos, Severo sentiu-se livre para dar meia-volta e caminhar pelos jardins da escola até chegar às margens do lago negro, onde Linda, ainda com o corpo coberto pelas vestes, limitava-se a olhar o horizonte.

Por um tempo, ele apenas observou a esposa. Tinha de reconhecer que ela se esforçava. Deveria ser quase impossível conviver com alguém que tinha um gênio como o de Severo – especialmente quando esse gênio estava exponencialmente piorado pelas constantes reuniões com o Lorde das Trevas e pelos planos cada vez complexos de Dumbledore. Ele sabia muito bem que não estava tratando a mulher como ela merecia; e, talvez por isso, decidiu colocar o seu orgulho e a sua personalidade auto-suficiente de lado, e apenas se aproximar dela.

Silenciosamente, sentou-se ao seu lado.

- Me desculpe.

Ela o olhou. Os olhos acinzentados deixavam claro que ela não estava muito feliz.

- Pelo que?

Severo suspirou. Ele não podia reclamar da hostilidade dela. Lentamente, começou a abrir os primeiros botões das vestes que ela usava.

- Eu deveria ter contado a você que os Carrow viriam morar aqui.

Linda suspirou quando as mãos dele roçaram quase acidentalmente em seus seios, deslizaram sobre o seu colo e pousaram sobre os seus ombros, forçando as vestes a deslizar por eles e cair, revelando parcialmente as suas roupas de banho.

- Você não tem me contado muitas coisas ultimamente, Severo – Ela deu um sorriso amargo, enquanto se ajoelhava e terminava de despir as vestes. Deitou-se de bruços, tentando não olhar para o marido. – Eu acho que estou até me acostumando com os seus segredos.

Ele levou as mãos às costas dela, deslizando por todo o seu comprimento. Viu a esposa fechar os olhos.

- Tem muita coisa que eu não posso falar. Você sabe.

- O que eu sei é que, quando nos casamos, eu disse a você que não toleraria mais segredos, e você me jurou que confiava em mim e que me contaria tudo. E eu achei que você cumpria esse juramento... até você matar Dumbledore e me fazer duvidar de tudo que você me vendeu como verdade! – Ela ajoelhou-se bruscamente, ficando com o rosto de frente para ele. – Eu não entendo, Severo! Eu tento encontrar sentido em tudo que você me disse e na forma como você está agindo, mas é difícil! E, até onde eu sei, você pode me contar tudo, já que eu possivelmente estou me provando a mulher mais paciente do mundo! Não são muitas que aturariam o seu atual comportamento!

Ele bufou, afastando-se um pouco dela. Por saber que ela estava certa, tentou não se irritar; mas era difícil para Severo ouvir calado palavras ásperas.

- O que eu disse era verdade! Tudo o que eu disse!

- Então me explique o que diabos está acontecendo! – ela respirou fundo. – Por Merlin, Severo, Aleto e Amico?! O que eles vão ensinar a esses meninos?!

- Teve que ser assim! Eu não posso explicar!

Ela se levantou exasperada.

- Você nunca pode! É frustrante!

Sem mais nenhuma palavra, ela se virou e mergulhou no lago. Severo apenas a observou por um instante, antes de se levantar e voltar para o castelo.

XxXxXxX

Ainda muito irritada pelos acontecimentos daquele dia, Linda não sentiu nem um pouco de vontade de aparecer na cerimônia de seleção. Assim, ela passou horas trancada em seu quarto, infantilmente ignorando as batidas de Severo, enquanto se arrumava calmamente. Cerca de trinta minutos após a hora que ela dissera o marido que estaria pronta, ela viu-se arrumada, trajando elegantes vestes azuis, e deixando os seus cabelos presos num nó, para que o exagerado colar de topázios brancos da família Malfoy que ela ostentava fosse melhor apreciado.

Apesar de saber que estava atrasada e que o seu marido provavelmente se aborreceria, ela não se importou. Encaminhou-se muito lentamente ao salão principal, observando pela primeira vez as pinturas e as esculturas que tinham nos corredores da escola. Ao finalmente chegar, o salão já estava apinhado de alunos e a mesa dos professores já estava quase lotada, exceto por um lugar vazio ao lado de Severo.

Incerta se ela deveria sentar lá, procurou o olhar do marido. Assim que os olhos negros encontraram os dela, ele assentiu discretamente e olhou de relance para o assento. Ela imediatamente encaminhou-se para lá e sentou-se entre Severo e Fillius Flitwick.

Linda cumprimentou o anão com um breve aceno e segurou a mão do marido. A sua expressão era de desdém e os seus olhos frios.

- Me atrasei. Desculpe-me. – Ele assentiu, sem olhá-la, mas aparentemente estava irritado. – É realmente necessário que eu fique aqui?

Ele a olhou pelo canto do olho, mas não virou o rosto – manteve-o firme, como se prestasse atenção em cada um dos alunos.

- Sim. E esse será o seu lugar enquanto estivermos aqui. Mesmo quando eu não estiver à mesa, você deverá sentar-se nessa cadeira.

- Ok.

Severo soltou as mãos de Linda e inclinou-se ligeiramente para Minerva, com um risinho sarcástico brincando em seus lábios.

- Eu sei que você estava louca para se livrar desse dever, Minerva, mas creio que, como vice-diretora, você tem que recepcionar os alunos novos.

A velha olhou duramente para Severo e se levantou. Com passos largos, encaminhou-se à sala adjacente ao salão principal, onde ficavam os alunos do primeiro ano.

Logo os calouros entravam e, um a um, eram selecionados. Linda pôde perceber que os irmãos Carrow sorriam de uma forma sádica todas as vezes que alguém era selecionado para a Grifinória, da mesma forma que estampavam em seus rostos o mais puro orgulho quando o filho de algum amigo era selecionado para a Sonserina.

Por fim, quando a seleção terminou, Severo levantou-se. O seu tom era duro e claramente aborrecido e o seu ar intimidante.

- Eu dou as boas-vindas aos novos alunos. Para os novatos, eu me chamo Severo Snape e eu sou o novo diretor. Dito o óbvio, quero informar que as regras da escola serão mais estritas durante a minha gestão, da mesma forma que a punição para o seu descumprimento será mais severa. O quadro com as novas regras está fixado no salão comunal de cada uma das casas.

“Naturalmente, temos novos membro no corpo docente. Para me substituir como professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, o Sr. Amico Carrow. E, para substituir a professora Burbage, que infelizmente... desapareceu, temos a Srta. Aleto Carrow, ensinando Estudo dos Trouxas. Apresento também a Sra. Linda Marie Malfoy-Snape, que estará conosco durante o ano letivo. Qualquer desrespeito a ela será motivo de expulsão. Agora, pode-se iniciar o banquete”.

Dizendo isso, ele sentou-se, enquanto os pratos enchiam-se. Linda pôs um pouco de salada em seu prato, mas sinceramente não sentia muito apetite. Ao invés de comer, apenas colocou a sua mão em sua varinha, por debaixo das suas vestes e murmurou:

- Abaffiato.

Severo virou-se um pouco.

- O que foi?

- Você não tinha de me apresentar.

- E você não tinha de ter chegado atrasada! – Ele disse, com os olhos opacos. – Termine de comer e suba. No quarto nos falamos.

- Eu ouvi certo? Você está me mandando ir para o quarto? – Ela deu uma risada sarcástica. – Eu estou de castigo, papai?

- Linda, por favor!

Ela suspirou, baixando o seu olhar para o prato. Irritada, decidiu ir embora. Mas, assim que mencionou levantar-se, sentiu a mão pesada do seu marido em sua coxa, forçando-a a ficar sentada. Ameaçador, ele disse:

- Até o fim do banquete, você fica. E sorria. Eu não quero dar margens para que façam nenhum comentário sobre o seu comportamento esta noite.

Ela respirou fundo e forçou um sorriso a aparecer nos seus lábios, apesar de estar muito perto de transbordar de raiva.

- O que eu fiz? – Apesar do tom ser ríspido, Linda falou com calma e forçou-se a manter o seu rosto sereno. – Cheguei um pouco atrasada e quis ir embora cedo. Grande coisa!

Ele se aproximou e baixou a voz, como se alguém pudesse ouvi-lo apesar do feitiço.

- Por que você acha que os Carrow estão aqui, Linda? Eles estão aqui para nos vigiar! Você acha que o Lorde tem plena confiança em mim, mas isso não é totalmente verdade. Eu estou sendo constantemente vigiado. Então faça o favor de manter a sua postura. Lembre-se de quem você é!

Ela abriu a boca, sem consegui esconder a ultraje.

- Uma Malfoy? Foi isso que você quis dizer?

- Sim! – Ele olhou de esguelha para o lado e deu um breve sorriso, mascarando o tom da conversa. – Queira ou não queira, você é uma Malfoy! Porte-se como uma!

Ela sorriu, mas os seus olhos imediatamente pareceram congelar.

- Muito bem, Severo. Tentarei me portar como uma Malfoy.

Severo bufou, imediatamente arrependido. Ele sabia que fora longe demais.

- Aparências, Linda. É só o que eu te peço.

Ela deu uma risada sarcástica.

- Nem mesmo os Malfoy acreditariam numa Linda comportada e submissa.

- Mas eles terão que acreditar, por que o Lorde pensa que você é uma esposa submissa. E, por motivos óbvios, a última coisa que eu quero é que ele descubra que eu minto para ele. Sobre qualquer coisa.

Linda crispou os lábios. Aproximou-se um pouco dele.

- É impressionante, Severo. De uns tempos para cá, você passou a se importar de verdade com o Lorde... espero que você tenha percebido isso, também. No entanto, quando eu me casei com você, prometi que estaria ao seu lado em qualquer farsa. – Linda olhou de uma forma encantadora para Severo, enquanto, por debaixo da mesa, a sua mão acariciou a perna do marido. – Então, se o meu papel nesta farsa é interpretar para todos uma esposa perfeita, tudo bem... A partir de agora, eu serei a sua esposa bonita, educada e submissa – Ela tirou as mãos da perna de Severo e voltou-se para o seu prato, começando a brincar com a salada. – Dito isto, é uma verdadeira pena que não possamos dormir no mesmo quarto esta noite, meu amor... Como diriam as mulheres Malfoy, eu estou com uma terrível dor de cabeça.

XxXxXxX

Reviews, por favor!

Caps grandes demais tendem a ser chatos; então eu tentarei editá-los mais daqui para frente... ou não. Não sei. O que vocês acham?

Anyways, mando milhões de beijos e os mais sinceros agradecimento à Shey, minha maninha kérida que está betando pacientemente essa fic; e, naturalmente, às lindas e maravilhosas que revisaram: Duachais Seneschais, Lois, France Potter Cullen, Olivia Lupin e Eris.

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