É de onde se tira forças
A primeira coisa que sentiu ao retomar à consciência foi água... Em duas formas, no chão onde seus joelhos doloridos se apoiavam, e no ar a umidade era tanta que se não fosse um local fechado ela poderia jurar que estava prestes a chover ali.
Abriu os olhos devagar tomando consciência também da dor espalhada pelo corpo, de forma lenta, cruel, mas ela engoliu um gemido que subia impiedoso por sua garganta.
Aquela cena lhe parecia extremamente clichê, por mais cruel que fosse. Estava acorrentada no meio de uma sala de paredes de pedra de onde escorria lentamente algumas gostas de água, o chão encharcado, suas roupas rasgadas e uma luz amarelada iluminava de forma precária o quarto pequeno.
Ela não soube se o som que emitiu, ao ver dois homens de preto entrarem por uma porta de madeira antiga, foi uma risada de escárnio ou um gemido de dor.
-Acordada Granger?
-Surtada talvez.
Respondeu ela numa voz rouca muito diferente da sua própria, há quanto tempo estava ali?
-Surtados têm mais amor para com a própria vida do que você.
Disse o outro homem dando um soco em seu nariz, não que isso provocasse alguma dor, não para ela ao menos, no entanto o fato de estar tão vulnerável ao ponto de levar um soco ridículo como aquele a incomodou profundamente. A final que correntes eram aquelas que faziam seu pulso coçar e tiravam suas forças de forma tão vil?
Ela puxou com força o pulso para baixo, mas a corrente nem dera alguma esperança de se arrebentar. Olhou para cima, a visão ainda um pouco difusa não lhe deu muita ajuda, mas foi com o olfato que ela sentiu, havia prata ali, a cobertura de cobre que ela podia ver na corrente, não passava de uma fina camada que impedia sua pele de ser queimada.
-Não adianta tentar fugir, as correntes são de prata e revestidas com cobre.
-Me conte a novidade agora.
Disse ainda com a voz fraca, tentando focalizar o Comensal, mas sem muito sucesso. O chute que levou no estômago não foi inesperado, logo após o chute sentiu seu cabelo ser puxado para trás ferozmente, os olhos não mostravam muito mais do que imagens difusas e uma luz muito amarela, piscou uma vez.
-Se soubéssemos que era uma vampira, desde o início, teríamos dado um jeito em você há muito tempo, mas sendo a protegida do Lorde isso nunca teria sido possível... É engraçado como as coisas mudam não é mesmo? A sua revolta idiota levou à sua caça, que a levou a este momento, destruída e à mercê de qualquer coisa que o Lorde deseje fazer com você.
-Para mim a única coisa engraçada aqui é como o nosso conceito de engraçado é diferente, quanto ao fato de meu estado atual, deixe que disso cuido eu.
-É bom que esteja com a língua bem afiada, vai precisar de toda sua eloqüência para manter seus órgão nos lugares certos enquanto estiver falando com o Lorde.
-O ilustríssimo Lorde das Trevas vai receber sua pupila rebelada?
-Na verdade Minha Pequena, eu é que peço para que me receba em seus aposentos – uma voz surgiu gradativa da porta de madeira aberta -, sei que não é como seu antigo quarto neste castelo, mas creio que as acomodações não estejam muito piores das que você tinha com os Rebeldes.
Ela parou e respirou por um instante. A situação havia mudado, ela era masoquista o bastante para provocar os Comensais, mas naquele instante ela estava lidando com o Lorde das Trevas... E ela o conhecia o bastante para não se atrever a ser masoquista, não com ele.
-Realmente lamento desapontá-lo Tom, mas sou obrigada a dizer que a acomodação com os Rebeldes não pode ser comparada a essa.
Disse talvez um pouco irônica, mas inegavelmente cuidadosa.
-Ora essa Minha Pequena, eu não a ensinei a ser mal agradecida.
Disse ele agora adentrando realmente ao quarto balançando o dedo negativamente como se estivesse lidando com uma criança.
-Perdoe meu atrevimento, mas ensinamentos importantes como a sinceridade foram os únicos que realmente levei para minha vida.
Sua voz possuía mais um tom de ironia, mas ela sabia que estava passando da linha. Seu problema maior foi olhar nas orbes vermelhas do bruxo, todo o rancor e ódio pulsaram fortes em sua veia, precisava rebater de alguma forma.
-Vejo que está realmente mudada e vejo também que jogou todo meu investimento sobre você no lixo... – ele dizia agora rancoroso – Você teve a chance de ser tão grande! Eu teria feito de você a criatura mais poderosa do mundo, se estivesse ao meu lado, teria tudo em suas mãos.
Ele disse enquanto se agachava e ficava da altura de Hermione, o rosto de ambos muito próximos.
-Talvez por isso tenha me afastado de você, nunca quis nada em minhas mãos, minhas conquistas serão alcançadas por mim.
-Este é o tipo de frase que funciona muito bem na teoria, mas é pouco funcional na prática, além do mais esperaria ouvir Potter ou qualquer outro de sua corja dizer isso, mas nunca você.
-Talvez nunca tenha me conhecido bem o bastante para saber o que é importante para mim, mas se alimenta seu ego saber, minhas prioridades mudaram há algum tempo.
-Isso quer dizer que eles a influenciaram em alguns meses mais do que fui capaz de influenciar em vinte anos?
-Acho que eles apenas tiraram a venda que teceu em meus olhos nestes vinte anos.
-Vejo que não lhe tirarei informações com facilidade como havia pensado.
-Você sabe que não.
Tom pendeu a cabeça para o lado e observou o rosto de Hermione curiosamente, por fim se levantou de frente para ela.
-Lembro-me de quando descobri que a poção da verdade não funcionava em você... Lembro-me de seu sorriso, era interessante poder mentir para uma pessoa sendo que ela poderia jurar que o que você dizia era a mais pura verdade... Isso realmente seria uma vantagem para você, caso a pessoa não soubesse disso, mas e agora? Eu sei que o veritasserum não funciona com você e serei obrigado a utilizar de outros métodos para fazê-la falar a verdade, isso não lhe parece muito atraente, parece?
Hermione sorriu resignada, ela já havia pensado naquilo, era óbvio que Tom iria querer informações sobre os rebeldes e como o veritasserum nem nenhum outro tipo de magia bruxa poderiam obrigá-la a dizer a verdade, Tom apelaria para outros métodos. A morena tentava se preparar para o suplício que estava prestes a sofrer.
Ela nunca imaginou que levar uma vida de princesa, ou ser quase invencível pudesse lhe ser tão prejudicial no futuro.
Ela nunca havia sofrido antes, ao menos não fisicamente, ela sempre fora a mais forte, a mais poderosa, ela realmente não conhecia a dor, mas talvez se tivesse conhecido antes, não estivesse sofrendo tanto naquele instante.
Algo como um espartilho de ferro, pressionava seu tórax impiedosamente, sua respiração estava curta por isso e a cada instante a sensação de sufocamento lhe era mais forte. Ema corda amarrada a seus cabelos era a única coisa que a sustentava no ar, a algema que prendiam um pulso no outro era afiada, e a cada movimento impensado feriam-na cada vez mais. Nas pernas havia um arame farpado que fora enrolado com força juntando a direita na esquerda, quanto sangue havia perdido? Ela não fazia idéia, mas ela sabia que não suportaria perder muito mais.
-Pequena... Não gosto de vê-la assim, sabe que considero um desperdício qualquer agressão física contra você. Não me agrada vê-la assim, junte-se a mim e estará bem, ao menos me conte a verdade e evite tamanho sofrimento.
Voldemort dizia com a voz pesarosa, a vampira só não pôde descobrir o quanto de ironia estava presente naquela frase. Ela o olhou com desprezo, Tom balançou a cabeça negativamente mais uma vez com um falso pesar, olhou-a nos olhos e apontou a varinha na direção de seus olhos.
-Lux!
-Ah!
Se a agonia que ela sentiu naquele instante pudesse ser traduzida em palavras, certamente seriam usadas as mais fortes, era como ter ácido jogado nos olhos. Uma série de gemidos desesperados saiu de seus lábios, o desespero a fez perder o controle de seus movimentos, as mãos inquietas feriam os pulsos nas algemas afiadas e as pernas eram ainda mais cortadas no arame farpado. Como se não bastasse nem mesmo tinha fôlego para chorar.
-Você não precisa sofrer mais, é só dizer o que quero que me diga.
Tom disse em seu ouvido, Hermione não sabia nem mesmo se teria como dizer algo naquele momento, céus! A dor era tão grande... Ela não suportaria por muito tempo mais, estava sozinha e a mercê de Voldemort, ela simplesmente não tinha nada mais a perder...
Ela respirou o mais fundo que aquele acessório de ferro lhe permitiu respirar, seus lábios se entreabriram e os olhos cegos se abriram para o nada. Foi aí que certos olhos azuis lhe vieram à cabeça, com aquele sorriso sapeca, mesmo em meio a tanta dor, ela pôde sentir a superfície aveludada de um lírio branco percorrer seu corpo, os cabelos negros, os olhos emoldurados pela lente dos óculos, aquele sorriso perfeito, a barba mal feita... Ela tinha muito a perder, ela se deu conta disso num instante, talvez a cegueira fosse uma vantagem naquele momento, as únicas imagens que lhe vieram na cabeça foram as que lhe deram força, ela tinha pelo que viver, pelo que lutar. Surpresa se deu conta de que era mais fácil viver numa tortura eterna do que ilesa e sem poder ver o rosto de quem amava. Como seu último impulso de coragem a imagem de Draco lhe veio à cabeça, nunca pensou que a amizade pudesse ajudá-la tanto.
Ela riu, não soube para onde, nem para quem, mas riu, por maior que fosse a dor que sentia, riu, ela estava disposta a sofrer por todos eles. Não soube dizer o que, mas algo perfurou sua mandíbula por baixo, atravessando sua língua e terminou cravando no céu de sua boca. Emitiu um grunhido agoniado, e sabia que se possuísse mais lágrimas iria chorar naquele instante. O interrogatório estava encerrado, a boca cravada de modo cruel a torturava, mas ela iria resistir, ela precisava resistir, não importava quanto tempo, ou quantos dias... Ela fazia isso por que a salvara antes, e ela sabia faria o mesmo por ela agora...
Nunca ficara tanto tempo sem dormir, estava prestes a completar cinqüenta horas de carro sem parar, talvez tenha comido um sanduíche durante a viagem, mas sem dúvida já havia bebido muita água, os olhos pesavam, mas ele não se atreveria a dormir, não antes de chegar à Romênia.
A caminhonete velha do casal que os denunciara era seu meio de transporte, não era a primeira vez que roubava um carro, mas era a primeira vez que fazia isso sem o menor remorso.
Carlinhos Weasley não soube dizer se o que saía de dentro daquela caminhonete desbotada era um homem ou um Inferi, mas quando constatou que era Harry, a primeira coisa que fez foi caminhar rapidamente até ele para ajudá-lo a andar, já que a impressão que tinha era de que o jovem cairia desmaiado a qualquer instante.
-O que houve com você?
Harry respirou fundo tentando manter a consciência por mais algum tempo e respondeu:
-Já faz algum tempo que não durmo, mas não deve se preocupar com isso agora, Carlinhos, preciso de sua ajuda.
-E de boas horas de sono também, você está acabado.
-Falo sério, preciso de ajuda, ainda terei muito tempo para dormir!
Harry diz num tom realmente desesperado, Carlinhos franziu o cenho e fez um sinal indicando para que continuasse.
-Podemos conversar num lugar melhor? É melhor que ninguém ouça.
Cinco minutos mais tarde, os dois estavam entrando numa pequena casa muito bagunçada, a vila em si era meio desorganizada, mas era sim muito aconchegante, sem contar o ar de segurança e magia que os dragões, voando no céu alto, passavam. Carlinhos tirou um casaco de uma cadeira onde em seguida Harry se sentou.
-Estamos armando um ataque à sede de Voldemort e precisamos de sua ajuda.
Talvez Carlinhos não esperasse que Harry fosse tão direto, mas com o estado em que se encontrava, Harry não via tempo a perder.
-Muito bem, vocês têm uma estratégia?
-Estamos montando, mas antes queremos saber com quantos aliados podemos contar, assim montaremos a estratégia melhor.
-Harry, é claro que podem contar comigo, farei tudo que estiver ao meu alcance, mas acho que não viria até aqui se fosse só para pedir minha ajuda e também não estaria neste estado.
-Muito bem, nós pensamos nos dragões como uma forma de ataque, precisamos de todo poder de fogo que pudermos ter, isso pode decidir a guerra.
Carlinhos não pôde negar a surpresa. Ele não tinha a menor dúvida do que iria fazer, mas a decisão de levar os dragões para uma batalha que poderia decidir o destino do mundo bruxo não estava só em suas mãos.
O ruivo tentou convencer Harry a relaxar um pouco e dormir enquanto ele fosse contatar o conselho da vila, mas Harry não conseguia nem assimilar a possibilidade de não estar lá para ajudá-lo, se algo desse errado se sentiria incapaz e naquele momento Hermione estava nas mãos do Lorde, ele não fizera tudo aquilo para perder.
-Um ataque?
Perguntou um bruxo que aparentava cerca de cinqüenta anos, ele estava inegavelmente descrente, os outros seis bruxos que compunham o conselho afirmaram positivamente a cabeça dando maior veemência às palavras do primeiro.
-Quanto mais ajuda tivermos, maior será a nossa chance de vencer e vocês não precisarão mais se esconder dele, por favor, tentem entender...
Tentou argumentar passivamente Harry, mas outro bruxo, com talvez quarenta anos respondeu:
-Somos o conselho da vila porque precisamos tomar decisões para o que é melhor para a vila, se vocês perdem a batalha, nunca mais teremos a mesma segurança.
-Mas se ganharmos estarão todos livres e para sempre.
Tentou ajudar Carlinhos, outro bruxo voltou a negar.
-Não podemos nos arriscar dessa forma, é inconcebível.
O comodismo daqueles homens estava incomodando Harry de uma forma que ele nunca imaginou ser possível, ele já havia passado por situações tão extremas, já havia dado de cara com a morte tantas vezes e já havia perdido tantas pessoas que amava que aquela situação se tornava insuportável. A imagem do rosto desesperado de Hermione lhe veio à cabeça, o sono e cansaço profundos que sentia o abalaram de todas as formas... De repente se sentiu furioso, a indignação lhe corria como combustível nas veias.
-Arriscar? – perguntou ele espalmando as duas mãos na mesa onde os homens estavam sentados – Vocês se quer têm idéia do que é se arriscar? Eu não estou pedindo para que se unam a nós nessa batalha, eu só preciso dos dragões para que a chance que temos de salvar o mundo das mãos de Voldemort seja um pouco maior! – todos estremeceram ao ouvir o nome do Lorde das Trevas – Já vi a morte muitas vezes, já passei muita fome, sede e sono e já fui torturado demais para chegar aqui e ouvir vocês dizerem que nos entregar alguns dragões será demais! Eu e muitas outras pessoas que estão me ajudando nesta luta contra Voldemort daríamos a vida para acabar com tudo isso, e vocês não podem nos dar os dragões? – o moreno parou um instante para recuperar o fôlego – Eu dediquei e dedico minha vida a acabar com tudo isso, não vou desistir até matá-lo ou morrer, mas é bom que saibam duas coisas: a primeira é que com ou sem essa ajuda, esta batalha vai acontecer, mas com a ajuda nossas chances serão muito maiores, a segunda coisa é que se eu morrer, não creio que ninguém mais estaria disposto a arriscar e perder a vida lutando contra ele, portanto odeio ser narcisista, mas essa pode ser a única chance que vocês têm de se verem livres dele.
Terminou ele exausto, Harry sentia como se tivesse corrido uma verdadeira maratona, não sabia mais quanto tempo agüentaria acordado e aqueles foram seus últimos argumentos, se não conseguisse agora, ele sabia, não conseguiria nunca mais.
O silêncio caiu como um manto sufocante sobre todos, Harry estava certo, inegavelmente certo, mas era definitivamente mais cômodo para os conselheiros ignorar este fato. O moreno passou as mãos pelo cabelo, realmente exausto, olhou para os bruxos que não devolveram o olhar.
-Muito bem, mas é melhor que saibam o que estão fazendo, não queremos arriscar a segurança da vila por nada.
Disse em tom definitivo um dos conselheiros, Harry suspirou aliviado enquanto todos se levantavam ainda contrariados.
O cansaço exagerado fez com que Harry se jogasse no sofá da pequena casa de Carlinhos e apagasse apenas dez segundos depois, enquanto a imagem dolorosa do rosto de Hermione invadia impiedosa sua mente.
Em uma das reuniões que os Rebeldes haviam tido em Godric’s Hollow havia ficado decidido que assim que cada grupo chegasse em seu destino, eles iriam tentar convencer o respectivo alvo a se aliar aos Rebeldes, caso conseguissem, voltariam um ou dois integrantes do grupo para avisar que a aliança tinha sido confirmada, e assim, o grupo pudesse enfim organizar a estratégia.
Sirius observada de soslaio Draco terminar de arrumar suas coisas, ele e Gina voltariam aquela tarde para a sede, dariam a notícia da aliança com a marinha e assim que todos os outros chegassem terminariam de montar a estratégia de ataque. Quando tudo estivesse pronto, eles avisariam a Sirius o dia e a hora do ataque, desta forma todos os grupos de ataque se encontrariam na ilha de Voldemort na hora marcada, travando, assim, a batalha final.
Por Sirius estaria tudo bem, se a insistência de Gina por acompanhar o loiro não tivesse sido tão grande. De fato a primeira decisão tinha sido de que Draco iria sozinho avisar, mas Gina insistira em acompanhá-lo alegando desconfiança, Sirius não engoliu, se ofereceu para ir no lugar da ruiva mas ela disse que ele era melhor estrategista, devia ficar e ajudar Jonathan com as estratégias.
Sirius já havia reparado que algo estranho estava acontecendo com aqueles dois, de início ele pensou que os olhares que trocavam eram desafiadores, mas fazia algum tempo que ele percebera essa linha tênue entre desafiador e provocador, eles estavam se provocando, não desafiando.
-Finalmente conseguiu mais uma amiga além da Granger não?
Perguntou Sirius falsamente desinteressado.
-Amiga? – perguntou Draco irônico – Claro, tão amiga que quis me acompanhar por falta de confiança.
Sirius riu, ele era bom, mas não o suficiente.
-Céus eu devo mesmo ter uma cara de idiota para vocês pensarem que estão me enganando com isso.
Draco parou de dobrar uma camisa branca, olhou para Sirius deitado na cama olhando para o teto e com um sorriso maroto no rosto, o loiro arqueou a sobrancelha.
-O que quer dizer.
-Você e Gina têm algo, é isso não foi uma pergunta.
Terminou olhando para o loiro.
-E você não vai... Me ameaçar de todas as formas possíveis?
Perguntou o loiro sem coragem para desmentir Sirius. O moreno franziu o cenho e se sentou na cama, uma perna esticada e a outra perto do peito, recostado na cabeceira pareceu relembrar algo, por fim riu.
-Sou o último homem na terra que pode julgá-lo.
Draco piscou, ele realmente não esperava ouvir aquilo.
-Poderia me explicar a história? Não entendo o porquê disso.
-Quando estava em Hogwarts sexto e sétimo ano, tinha um romance secreto com Bellatrix, éramos como você e Gina, com duas diferenças, no caso a Bellatrix era a “menina má” e eu o “menino do bem”, mas não foi isso que nos separou e sim a segunda diferença: ela escolheu as trevas a mim.
Draco estava se perguntando se não era naquela hora que Sirius dizia que era uma brincadeira e ria da cara incrédula do loiro, mas quando Sirius permaneceu onde estava ele ficou esperando acordar e ver que estava sonhando.
Draco balançou a cabeça e sentou, era difícil imaginar algo como aquilo, Sirius e Bellatrix eram completamente diferentes, não havia a menor lógica em algo assim.
-Deve estar se perguntando a lógica disso certo? – perguntou Sirius olhando diretamente para o loiro, Draco simplesmente não negou – pois então me diga a lógica entre você e Gina.
Foi aí que o loiro se deu conta de que simplesmente não havia lógica, algumas coisas ou pessoas nasceram para ser de uma forma, mas não havia explicação, não se deve tentar explicar o inexplicável, eles nasceram para ficar juntos e era só.
Naquele instante Draco se prometeu: as trevas só poderiam separá-los de duas formas: matando um dos dois, pois ele nunca mais se uniria a eles, não se importava em sofrer, mas não faria com que ela se decepcionasse com ele.
Nos dois dias de viagem que se seguiram, um amor verdadeiro nasceu, na sua forma, um pouco torto, um pouco esquisito, mas adorável e forte, compreensível só pra que o vivia definitivo para quem o via.
N/A: Eu sei eu sei! Não é grande, mas não poderia encaixar essa parte no próximo capítulo, e no dia em que postei não deu pra terminar! Desculpem o atraso, sei que prometi pra no máximo terça, mas tive prova na quarta então segunda e terça fiquei estudando, não deu pra cumprir! Tentarei não fazer promessas que não puder cumprir ok? Agora vamos pensar, nem demorei muito né?
Bem... O colégio está uma loucura total, eu vim passar a páscoa em casa, por isso estou postando, não vou prometer um cap pq vou ficar aqui até domingo e preciso curtir minha família né? tentarei postar o mais rápido possível, só não sei quando isso vai ser! =*-*=
Espero que tenham gostado do cap, fiquei realmente mal de escrever a parte da Mione, mas isso era necessário para a história!
Desculpem os erros, ainda não tive tempo de rever o cap!
Contagem regressiva, temos só mais dois caps! Sniff!
beijos!
Poly_Malfoy
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