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5. Capitulo 5 - Resgate


Fic: Dark Angel - O Inimigo dos Deuses


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Capitulo 5 - Resgate

- Foi um aluno. – os professores ficaram levemente inquietos, aquilo era muito ruim – Teodore Nott foi visto entrando logo depois da Senhorita Weasley e saindo em seguida.
Rony Weasley rosnou um impropério de baixo calão contra o sonserino, Hugo não ficou por menos e xingou abertamente o garoto sem se preocupar com o fato de seus pais estarem presentes, Hermione, Luna, Neville e Samantha mantiveram-se em um silencio assombrado com o que tinham ouvido, simplesmente não podiam acreditar que um dos alunos de Hogwarts estava deliberadamente colaborando com o lado inimigo, é claro que sabiam que muitos pertenciam as trevas, mas imaginavam que eles terminariam os estudos antes de ingressar ativamente na ordem das trevas.
Tiago foi o primeiro a sair dos pensamentos que corriam a mente de todos os presentes.
- E agora, o que fazemos? – perguntou olhando para todos.
- Como assim o que fazemos, vamos arrancar daquele desgraçado onde a minha irmã está. – Rony esbravejou virando-se para sair.
- Não é tão simples assim Senhor Weasley. – a voz calma e serena de Dumbledore fez Rony estacar no lugar e dar meia volta voltando a encarar o diretor – O acordo de invulnerabilidade em Hogwarts foi quebrado, mas não podemos agir precipitadamente, devemos pensar bem no que fazer e como abordar o assunto com o senhor Nott, por que apesar do que fez ele ainda é um aluno de Hogwarts. – completou o diretor tentando fazer o garoto compreender o que ele queria.
- Também temos que descobrir os motivos para ele ter feito isso. – Sirius interferiu na troca de olhares significativa que diretor e aluno trocavam.
- Precisamos descobrir onde a Gina está, isso é mais importante. – a voz de Hugo soou dura e um pouco embargada.
- Isso é verdade, é imprescindível descobrirmos o paradeiro da Senhorita Weasley o mais rápido possível. – Lílian concordou com o filho, em seguida olhou para Dumbledore e disse. – Temos de saber de alguma coisa para dizer a Molly e Arthur quando eles chegarem.
O diretor concordou silenciosamente, olhou ao redor e percebeu que os rastreadores de magia estavam um pouco afastados, apenas aguardando as ordens que deveriam seguir. Depois de pensar por mais alguns segundos ordenou.
- Encontrem e tragam o garoto Nott até minha sala. – disse Dumbledore, em seguida os rastreadores viraram-se e partiram em direção ao dormitório da sonserina. – Acho que seria melhor vocês irem para o salão comunal de vocês, seria mais sensato do que ficarem esperando por noticias que devem chegar apenas pela manha, depois que eu conversar com seus pais. – a ordem foi dita como uma sugestão, mas foi atendida imediatamente pelos jovens, que saíram em direção as portas do salão principal resmungando, mas sabiam que de nada adiantaria insistirem no assunto, seria apenas tempo perdido e dor de cabeça para eles.
Luna rumou para o salão comunal da corvinal, enquanto os outros partiam em direção ao salão comunal da grifinória. Após passarem pelo quadro da mulher gorda eles sentaram-se em poltronas em frente a lareira, pois sabiam que não dormiriam tão cedo. Os jovens ficaram em um silencio sentido e doloroso durante muito tempo, quando resolveram subir para tomar um banho, pois já amanhecia, e eles precisavam ir para o salão principal para o café da manha.
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Dumbledore já se encontrava em sua sala, chegara há meia hora e observava as pessoas que estavam ali com certa preocupação, estavam conversando sobre o seqüestro da menina Weasley por parte do menino Nott, enquanto esperavam a dupla de rastreadores encontrar o garoto, que seria forçado a beber veritasserum caso ele se negasse a colaborar com eles. Ali encontravam-se apenas a cúpula do Império da Luz, eram eles quem decidiam as principais estratégias de batalha, eram as pessoas em quem Dumbledore mais confiava.
Os outros integrantes da sala eram Minerva, Severo Snape, Quin Shackebolt, Remus Lupin, Nymphadora Tonks, Lílian e Tiago Potter, Alice e Frank Lomgbottom, e alguns outros membros importantes do Império da Luz, incluindo Moody, este último estava encostado em um canto da sala olhando impaciente para o lobisomem e o “vira-lata” que era como ele chamava Sirius.
- Como demônios ele conseguiu tirá-la de dentro do expresso de Hogwarts? - perguntou Frank, afinal para ele o expresso tinha de ser tão seguro quanto Hogwarts era, e não entrava na cabeça dele que uma chave de portal tenha passado pelos detectores de magia presentes na estação 9 ½, poderia ter sido seu filho pensou Frank revoltado.
- Acreditamos que o menino Nott usou uma chave de portal modificada para ser ativada ao toque de uma pessoa, provavelmente a recebeu de alguém, já que dificilmente ele poderia conjurar uma. - Falou Lupin em tom cauteloso, a segurança do trem havia falhado e eles suspeitavam de um traidor que houvesse facilitado para o garoto conseguir embarcar no trem portando um objeto enfeitiçado.
- Mas que... – Moody estava esbravejando quando fora interrompido por batidas pesadas na porta, Dumbledore finalmente se mexera o que fez todos ficarem apreensivos, ele fez um aceno com as mãos e as portas se abriram.
Dois homens adentraram a porta da sala do diretor e ambos pareciam preocupados. Frank reconheceu-os imediatamente. O mais alto e encorpado, com olhos azuis e cabelos loiros era Lockman, um veterano dos aurores que havia passado a trabalhar como rastreador quando eles abriram a seção. O outro, um pouco mais baixo e magro que Lockman, mas tão encorpado quanto possuía os cabelos negros e curtos, em estilo militar, os olhos castanhos e o rosto oval eram destaque dele, Ted era muito respeitado entre todos os departamentos, embora houvesse ingressado a pouco tempo.
Reparando na falta que fazia a terceira pessoa que deveria estar com eles Dumbledore imediatamente se pôs de pé, suas feições ficando ainda mais preocupadas do que antes.
- O que aconteceu, onde está o menino Nott? – a voz calma e serena contrastava com o semblante carregado e pesado do velho diretor.
- Bem... – exitou Lockman, sem saber como exatamente eles contariam o que haviam descoberto em suas buscas pelo garoto.
- Diga logo homem. – resmungou Frank impaciente.
- O menino Nott desapareceu. – Lockman despejou de uma vez, se era assim que eles queriam por ele tudo bem.
- Como assim desapareceu? – perguntou Tonks com a voz literalmente chocada – Ele também foi seqüestrado ou o que?
- Ele não foi seqüestrado, simplesmente a energia dele estava em um minuto no dormitório sonserino e no segundo seguinte simplesmente desapareceu como se houvesse aparatado. – dessa vez quem respondeu foi Ted.
- Não se pode aparatar em Hogwarts. – Lílian disse automaticamente.
- Eu sei Sra. Potter, mas foi o que percebemos. Não se pode esconder a magia vital de alguém, não sem ser um bruxo muito poderoso. – Lockman explicou – O que aconteceu foi que a energia dele desapareceu do lugar onde estava. A única explicação plausível é que ele saiu de Hogwarts, talvez por outra chave de portal, quem sabe.
- Pode ser. – Dumbledore murmurou pensativo, as coisas não poderiam ficar piores, precisava investigar aquilo imediatamente, e precisaria ver alguns informantes também. – Tudo bem, obrigado a todos, vamos encerrar por agora. Quero que cada um se esforce procurando por qualquer informação pelos meios que estão disponíveis.
Depois disso um a um eles foram saindo da sala do diretor e cada um rumou para um destino diferente.
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Harry atravessava os corredores do castelo em direção a masmorra sonserina com os pensamentos a mil, pensamentos onde ele retalhava de maneira lenta e cruel o maldito desgraçado que tinha ousado machucar alguém que ele considerava uma irmã.
Ele andava por corredores escuros e de aparência sombria, mas não prestava atenção em praticamente nada, andava no automático, o caminho estava em sua cabeça e tudo que ele precisava era seguir seus instintos. Após atravessar um corredor mal iluminado e úmido parou ao lado de uma estatua de aparência cadavérica e quando falou a senha sua voz saiu como o rosnado de uma besta sedenta por sangue.
- Dinastia de Sangue. – então uma porta de pedra escondida na parede deslizou dando passagem ao moreno que simplesmente entrou.
A sala comunal sonserina estava como o moreno se lembrava, o mesmo aposento comprido e subterrâneo com paredes de pedra rústica, de cujo teto pendiam correntes com luzes redondas e esverdeadas. Na lareira um fogo quente e levemente aconchegante ardia em fogo brando, a lareira era encimada por um console de madeira polida e esculpida, próximo a lareira eram perceptível a silhueta de diversos alunos da Sonserina em cadeiras de espaldar alto.
O moreno olhou em volta e viu a presença de Draco Malfoy olhando para ele de maneira insistente, mas ele não ligou, não tinha tempo para pensar no loiro. Vendo que seu alvo não se encontrava no salão comunal sonserino, o moreno andou em direção ao dormitório masculino. Quem estava observando o moreno atentamente poderia atestar que ele não andava, e sim deslizava, com passos de um felino cercando sua presa, um leve estremecimento passou por todos seguidos de uma estranha brisa gélida que arrepiou a nuca dos estudantes da sonserina.
Indiferente ao olhar intrigado dos sonserinos Harry adentrou o dormitório do sétimo ano onde ele também dormiria e rapidamente avistou a figura de Nott. Era um garoto mirrado, devia ter no máximo um metro e sessenta de altura, também era magro e não possuía um grande físico, o moreno até poderia sentir piedade pelo garoto em outras circunstancias, mas agora não. Agora era hora de brincar.
Nott percebeu a chegada de Harry, ambos estavam sozinhos no dormitório, o garoto chegou a esboçar um sorriso de cumprimento ao recém chegado, mas não conseguiu abrir a boca, pois fora esmurrado pelo moreno de olhos verdes, o garoto caiu de borco no chão cuspindo sangue. Levantou-se cambaleante e olhou para seu agressor com um olhar assombrado e cheio de medo.
- O que você pensa... – mas ele não completou a frase, pois mais uma vez levara um soco, desta vez na barriga, fazendo com que ele caísse de joelhos no chão e com ambas as mãos pressionando firmemente a boca do estomago.
Harry aproximou-se lentamente do garoto, enquanto tentava se controlar para não mata-lo antes de descobrir as informações que ele precisava. Pegou o sonserino pela gola do pijama que ele já havia vestido e levantou-o no ar, ignorando o olhar de puro horror e choque no rosto do garoto, possivelmente nunca imaginara que seria agredido em seu próprio dormitório, mas Harry não pretendia se demorar muito na escola, podia sentir a aproximação dos tais rastreadores, buscavam a energia de Nott e Harry não deixaria que eles o encontrassem, não antes que ele obtivesse a informação de pra onde ele tinha mandado a ruiva.
Uma onda de chamas negras envolveu Harry e consequentemente Nott, que era segurado pelo mesmo, o sonserino ficou ainda mais apavorado ao perceber as chamas que os envolviam em seguida ele perdeu os sentidos quando tudo girou.
Eles apareceram em uma floresta de aparência sombria, a mata era fechada e não se via praticamente nada acima e nem a volta, mas o moreno de olhos verdes não se importou com o fato, tinha algo muito importante com o que tratar. Nem mesmo preocupou-se com o fato de que havia aparatado em Hogwarts, é claro, uma aparatação diferente da que ele estava acostumado, mas não deixava de ser um meio de se tele-transportar.
Virou para o garoto que estava inconsciente no chão, Harry riu debochado, ele não agüentara a pressão de se aparatar, que tipo de bruxo medíocre era ele. Sacou sua varinha, reparando apenas nesse momento em sua aparência, não era a varinha que acostumara-se a usar em Hogwarts, que ele sabia ser de azevinho e pena de fênix. Essa varinha era negra como a noite, e em sua cabeça surgiu como água cristalina, sua varinha era feita de Araucária enegrecida, um fio da crina de um pelo de unicórnio negro enrolado com um fio de corda de coração de dragão banhado em veneno de basilisco.
Uma mistura de pelo de unicórnio, corda de coração de dragão e veneno de basilisco... Pensou o moreno. A pureza do unicórnio, mesmo sendo um unicórnio negro, a resistência de um dragão e poder do basilisco, todos reunidos em um único canalizador mágico, isso sim era perfeição. Saudou Harry.
Quase no mesmo instante em que o moreno segurou a varinha uma densa fumaça negra espiralou em volta de Harry, formando uma espécie de aura ao redor de Harry, fagulhas negras e prateadas disparavam da ponta da varinha como que reconhecendo e parabenizando seu novo dono.
Harry sorriu, estava satisfeito com sua nova varinha, então um leve gemido chamou sua atenção. Olhando para o garoto que com dificuldade acordava, Harry resolveu dar uma pequena ajudinha para ele. Levantou a varinha e disparou um jato de água gelada em cima do garoto, que levantou de um pulo praguejando blasfêmias. Em seguida Harry levantou a varinha e disparou.
- Elektrus. – um jato amarelado partiu de sua varinha e atingiu o garoto que imediatamente caiu no chão se contorcendo e gemendo parecendo que estava sob o efeito de uma maldição cruciatus.
Harry manteve o feitiço por cerca de um minuto e em seguida cessou-o, então aproximou-se dele, quando seu rosto estava a poucos centímetros de distancia do agonizante garoto, ele sussurrou em um tom baixo e ameaçador.
- Vou ser bem claro Nott, irei perguntar uma coisa e você tem duas opções. – o moreno pausou e então um sorriso apareceu em seu semblante, uma espécie de sorriso “amigo” – Na primeira opção você me diz pra onde mandou a Gina e eu te mato de forma rápida e indolor. – mais uma leve pausa e então um sorriso sádico e demoníaco surgiu na face do moreno – Já na segunda opção você se recusa a me dizer e então eu serei obrigado a usar, digamos, dos meios necessários para que eu possa fazer você falar, e então te mato de maneira lenta e dolorosa. Então qual é a sua opção.
O garoto tinha os olhos arregalados de medo, enquanto pensava na resposta que daria, em seguida ele negou com a cabeça.
- Onde ela está? – perguntou Harry num tom mortal a Nott.
- Não vou dizer Potter. – balbuciou o garoto, então ele sentiu todo seu corpo ser prensado ao chão com força, sentiu uma dor imensa no peito e no estomago, para logo em seguida cuspir sangue, os olhos dele demonstravam choque e surpresa, não vira quando o moreno se movera.
Vendo que o garoto continuava se recusando a falar Harry o agarrou pelos cabelos, em seguida murmurou apenas o suficiente para que ele pudesse ouvir.
- Vamos passear.
Harry arrastava o garoto pela floresta como se a conhecesse como a palma de sua mão, não se preocupava para que lado ia, apenas sabia onde estava indo. Depois de alguns minutos de caminhada com Harry ainda segurando o moreno pelos cabelos, eles chegaram a uma pequena clareira que dava acesso a um desfiladeiro. O garoto se debatia com força tentando se livrar das mãos de Harry, mas não conseguia por que Harry segurava firmemente.
Com um movimento Harry o jogou ao chão, onde o garoto rolou por alguns metros parando apenas a beira do enorme desfiladeiro.
- Onde ela está? – perguntou mais uma vez Harry, sua voz soava impaciente agora, estava claramente com pressa de conseguir a informação.
- Se eu contar estarei morto pela manha. – respondeu o garoto em tom choroso, as lagrimas escapavam pelos olhos do mesmo que nem se dignava a esconde-las.
- Se você não contar eu vou te retalhar de tal maneira que você irá desejar estar morto. – falou Harry levantando novamente a varinha e apontando em direção ao rapaz.
- Não, por favor, espere. – o garoto praticamente suplicou.
- Vai me dizer? – perguntou Harry mais uma vez, sua paciência já se esgotara e a varinha estava firmemente empunhada em sua mão direita, e fervia de vontade de estraçalha-lo.
- Não posso. – choramingou o garoto.
Harry não falou novamente, apenas direcionou a varinha para o peito do garoto, em seguida Harry pronunciou a maldição da dor, a raiva e frustração que ele sentia carregaram a maldição tornado-a mais potente e mais mortal. O garoto gritou de dor, era muito pior do que qualquer coisa que já havia sentido em toda a sua vida, nem mesmo as maldições cruciatus que recebia em seu treinamento de comensal chegavam perto do poder contido na maldição do Potter, soube naquele momento que estava ferrado, sua morte era certa.
Harry manteve a maldição ate que os gritos de dor do garoto diminuíram de intensidade, depois de verificar que ele estava bem Harry elevou a varinha e usou um potente feitiço de corte, que perfurou o ombro esquerdo de Nott, que urrou de dor. Harry continuou direcionando os golpes, sempre em pontos onde ele sabia que não eram vitais para a sobrevivência de um ser humano. O garoto sentia dores horríveis e já não agüentava mais, sentia seu corpo ser perfurado pelos feitiços do Potter, eram dores piores que as da maldição cruciatus. Aquele não era o Potter que ele conhecia, não mesmo, aquele ser não demonstrava nada em seu rosto, nenhum sentimento, apenas determinação.
- Tudo bem. – implorou com a voz fraca. – Eu conto onde a Weasley está. – a voz dele mal passava de um sussurro. – A chave de portal a levaria para a sede dos comensais na Austrália. Ela seria mantida prisioneira em uma mansão ao norte de Sidney até a chegada do Lorde amanhã a tarde. - Disse em um fio de voz, o sangue escorria abundantemente dele.
Harry trouxe o garoto para mais perto de si e olhou bem dentro dos olhos do mesmo, sua Legilimência destruiu todas as barreiras mentais que o garoto possuía, em seguida vasculhou a mente dele procurando por outras informações úteis a si, quando terminou Nott estava com a boca levemente aberta e um ar levemente abobado, aquele era o efeito de uma invasão sem cuidados em uma mente, ponderou o moreno de olhos verdes. Em seguida agarrou ele pelas vestes e sem nenhum esforço o jogou no ar, na direção do desfiladeiro.
- Avada Kedavra. – gritou o moreno.
A maldição da morte irrompeu de sua varinha, um raio esverdeado muito brilhante, que Harry sabia ser mais potente e mais poderoso que a ultima vez que conjurara o mesmo feitiço ao matar um comensal na batalha que ele perdera para Voldemort.
- Não preciso mais de você. – Harry disse enquanto observava o corpo sem vida de Nott formar um leve arco enquanto caía em direção ao fundo do desfiladeiro, onde o moreno esperava que ficasse por um longo tempo. Em seguida desapareceu em um enorme redemoinho de chamas negras que cobriram todo o corpo do moreno.
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Harry surgiu na costa litorânea da cidade de Brisbaine ao norte de Sydney, atrás de si uma imensidão de água revelava o Oceano Pacífico em seu esplendor, era o local que Nott falara, a mansão ficava a aproximadamente dois quilômetros a oeste de onde estava.
Era aproximadamente meia noite, a chuva estava forte e a escuridão da noite engolia tudo ao redor, os relâmpagos eram a única fonte de luz visível, o que dava um ar assustador a região, mas Harry não estava nem um pouco incomodado com o clima ou a aparência do lugar, muito pelo contrário, achava propicio aquele clima tempestuoso, parecia que refletia como estava seu interior, fervendo de raiva e com sede de sangue.
Preferiu andar o restante do caminho para poder avaliar o território inimigo, a região era vasta em plantas de todos os tipos, por cerca de dez minutos ele andou apenas tendo como visão plantas e terra, até que avistou ela ao longe. A mansão erguia-se imponente através das enormes arvores que a circundavam, era simplesmente enorme.
Havia guardas e sentinelas por todos os lados, guardas estes que não passavam de alguns comensais, espalhados por cantos específicos da mansão, havia uma espécie de porteiro na entrada, era também o único que não vestia roupas tradicionais de comensal da morte. No momento em perceberam a aproximação de Harry os comensais se colocaram em alerta e logo depois uma espécie de patrulha com cinco comensais apareceu a sua frente marchando enquanto olhavam para o moreno de forma superior e com nojo.
- Quem é você e como ousa adentrar uma propriedade do Lorde sem ser convidado? – perguntou um dos comensais, o que parecia ser o líder daquele pequeno grupo.
Harry não ligou, estava analisando a mansão, já localizara Gina, estava nas masmorras, parecia bem e estava sozinha, o moreno então lançou um feitiço ao redor da mansão que impedia qualquer um que tentasse fugir de sair, ninguém entraria e ninguém sairia.
Em seguida o moreno agiu rápido, o primeiro comensal foi atingido por chamas negras e caiu berrando loucamente de dor, pó engraçado era que ele não queimava, apenas gritava. Quando os outros comensais se viraram para sacar a varinha contra o moreno já era tarde demais, pois o moreno estava bem a frente deles, acertando em seguida um potente soco no rosto de um deles que caiu com o pescoço virado tamanho a força do golpe, outro comensal chegou a levantar a varinha antes de ser atingido no estomago por um chute que o moreno desferiu de maneira violenta, fazendo o pobre comensal voar literalmente e chocar-se na parede da mansão.
Logo depois desviou de um feitiço lançado praticamente a queima roupa por outro comensal, para logo em seguida agarrar o comensal pelo pulso e torcer fazendo um estralo mostrando claramente que seu pulso estava quebrado, sendo logo em seguida acertado por um feitiço não-verbal do moreno de olhos verdes que rasgou seu peito de fora a fora, o comensal estava morto antes mesmo de cair no chão.
O ultimo comensal do grupo ainda tentou se virar e fugir, mas recebeu um golpe nas costelas que o fez cambalear para frente e cair de joelhos, em seguida foi içado no ar pelas mãos de Harry que agarravam seu pescoço, o comensal não teve nem tempo de gritar, pois seu pescoço estava quebrado no momento seguinte.
Quando virou-se para a entrada da mansão o moreno percebeu que o porteiro havia desaparecido e a porta da mesma estava entreaberta, provavelmente fora se esconder, o covarde. Adentrou a mansão sem nenhum receio, e ver as grandes paredes do mais puro mármore negro e brilhante, os detalhes em ouro, rubis, esmeraldas e diamantes davam um grande realce a parte interior da mansão, havia grandes estatuas de felinos ao redor das escadarias que davam acesso ao piso superior, mas aquilo não interessava a ele.
Vozes alteradas eram ouvidas dos andares inferiores e também dos superiores, mas Harry não ligou para nada disso, pois em seguida uma voz autoritária se fez presente.
- Quem entre os mortais ousa profanar a casa de meu senhor Voldemort? – O homem praticamente urrou, Harry olhou para ele, nunca o vira antes em sua vida, possuía os cabelos loiros em estilo militar, era um pouco mais alto que si, os olhos azuis da cor do céu que transmitiam insanidade talvez até maior da que ele vira em Voldemort, o poder dele era grande, daria para brincar, pensou Harry com um sorriso diabólico no rosto.
Mas com a pergunta do homem Harry ficou levemente intrigado, afinal ele era a cara de seu pai, qualquer um o reconheceria, e foi só então que o moreno percebeu que estava vestindo um capuz que ocultava seu rosto, ficou tão surpreendido que ficou sem voz por um milésimo de segundo, antes de perceber que realmente ele não queria ser reconhecido. Não havia explicação para esse fato, a não ser que seu poder reagia de modo instintivo a suas vontades, talvez fosse isso, mas no momento ele tinha assunto pendentes.
Como não queria revelar sua identidade, pelo menos não ainda, ele pensou em um nome que botasse medo nos comensais, era realmente isso que ele queria, fazer todos eles tremerem apenas ao ouvir seu nome como Voldemort fazia. Então lembrou-se daquilo que Voldemort mais temia, sua própria morte, foi como se uma luz surgisse em sua cabeça, então um sorriso sinistro perpassou por seus lábios.
- Eu sou o portador da morte. – quando Harry falou isso, foi como se um frio houvesse passado por todos os comensais presentes, então o homem viu uma sombra atrás do moreno, era como se fosse um anjo de asa negras com uma foice em sua mão, abriu a boca em espanto, simplesmente não podia ser aquilo que ele pensara, era insano demais.
- Você morrerá. – disse o homem para o mascarado, ignorando o que ele vira – Eu sou Darius, um dos generais do Lorde Negro, comensais, metem esse desgraçado que ousa profanar a morada de nosso senhor.
- Avada Kedavra. – a voz de alguém soou a direita do moreno, o jato de luz verde foi rapidamente na direção de Harry, o clarão se espalhou por todos os lados da mansão e quando passou todos puderam ver o mesmo moreno de pé, como se não houvesse acontecido nada demais, a seus pés o corpo sem vida de um comensal mostrava que o estranho o usara como um escudo.
O silencio que se seguiu foi sepulcral, mas foi quebrado pelo grito de alguém lançando mais um feitiço no moreno, que desviou habilmente, em seguida apontou a varinha para o mesmo comensal que tentara atingi-lo e murmurou de forma letal.
- Avada Kedavra. – a voz saíra fria e sem vida, era como se ele proclamasse a própria morte, o homem nem teve tempo de reagir e foi atingido pelo forte clarão verde que o lançou contra a parede da mansão que rachou de fora a fora, mostrando a força e intensidade do feitiço.
A seguir uma verdadeira chuva de feitiços disparou em direção ao moreno, todos tentando acerta-lo que começou a revidar os feitiços, ele desviava de alguns, mas não iria cair, não naquele dia e não sem antes resgatar Gina. Então Harry concentrou suas forças e começou a disparar feitiços negros de grande impacto, os comensais eram muito, e pareciam brotar.
Minutos depois e Harry já derrotara dezenas de comensais, os corpos dos mesmos estavam espalhados pelo chão e por todos os lados, o moreno já perdera a conta de quantos inimigos abatera, mas sabia que ainda não eram o bastante, ele estava coberto de sangue inimigo, o sobretudo que usava estava repleto de cortes, visto que ele não podia desviar de todos os feitiços e dava prioridade apenas aqueles que eram letais, os comensais ainda restantes afastaram-se do moreno com medo, viu que foi cercado pelos mesmos, mas não ligou muito, então uma risada fria e sarcástica desviou sua atenção do duelo que travava com os comensais.
A presença sanguinária de Darius tomou o lugar, aparentemente ele queria lutar, os comensais pareceram ter suas forças renovadas pelo ato do líder deles. Harry ignorou, se aquele desgraçado queria lutar, então Harry lutaria, já estava cansado de brincar com aqueles seres patéticos. Deixou sua mágica deslizar por seu corpo e fez com que todos sentissem sua presença.
Uma nova presença preencheu a mansão, era a mesma presença que eles haviam sentido mais cedo e que tanto haviam temido, era selvagem, raivosa e com certeza não era humana.
- Você vai morrer. – urrou Darius apontando uma varinha esbranquiçada para Harry, que apenas ergueu seu rosto para encara-lo e por um momento Darius jurou ver olhos negros e selvagens brilharem por dentro do capuz.
- Eu já morri uma vez desgraçado. – a voz de Harry deslizou pelo lugar como o sussurro de uma besta.
A seguir ambos partiram para a luta e a troca de feitiços foi brutal e selvagem, uma luta extraordinária e que os poucos comensais que sobreviveriam a descreveriam como a maior demonstração de magia que já haviam visto. Ambos os oponentes usavam feitiços negros e poderosos, com a única diferença que o estranho defendia os feitiços facilmente enquanto Darius tinha enorme dificuldade e ainda era acertado por outros diversos feitiços diferentes. Completamente amedrontado ele gritou.
- Você não é humano. – nunca perdera um duelo desde que se aliara a Voldemort, estava completamente transtornado – Você é Azrael, o próprio anjo da morte, o Anjo Vingador.
Logo depois o homem a quem Darius chamou de Azrael e que ficaria gravado na mente dos comensais sobreviventes como o portador da morte fez um rápido aceno com a mão direita e Darius foi arremessado violentamente contra uma coluna que rachou com a força do impacto. O moreno aproximou-se dele e sussurrou em tom mortal.
- Então grite meu nome quando chegar ao inferno, eu quero que todos os demônios conheçam aquele que eles enfrentarão no dia em que eu morrer. – Darius tremeu fortemente ao ouvir tal sentença, em seguida berrou com todas as suas forças ao sentir seus ossos sendo esmagados por uma força invisível, em seguida estacas apareceram do nada, e foram arremessadas contra seu corpo pelo estranho.
Harry observou por alguns segundos o corpo sem vida de Darius, ele até que fora uma leve distração. Virou-se para observar os comensais ainda vivos, depois de cancelar o feitiço que protegia a mansão ele simplesmente virou as costas em direção as escadas que dariam as masmorras e falou.
- Saiam enquanto eu ainda estou misericordioso. – os comensais sobreviventes nem sequer titubearam e aparataram dali para bem longe.
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Simon Dier era um comensal a mais de vinte anos, tinha se aliado poucos anos antes da queda de seu mestre, como outros tantos ele se escondeu aguardando um dia poder estar ao lado de seu mestre novamente, mas a cada ano sua esperança parecia se esvair, e quando finalmente sentiu a marca queimar novamente não pensou duas vezes, correu para os braços do lorde para mais uma vez servi-lo.
Agora ele estava ali, guardando uma prisioneira importante para seu mestre, enquanto ouvia os sons da terrível batalha que acontecia no térreo da mansão. Quando ouviu passos deslizando pelas escadarias ele pôs-se de pé imediatamente.
- Quem esta aí? Responda ou vai morrer. – Ele aponta sua varinha na direção das escada, mas mesmo assim não ouve resposta, lança vários feitiços estuporantes e explosivos na área, as paredes ficaram levemente enegrecidas e pedaços de mármores estavam jogados no chão, mas não havia ninguém ali, aproximou-se lentamente e de sua varinha um feixe de luz surgiu iluminando parte do local.
Simon nem teve tempo de piscar antes de ser atingido por uma maldição da morte certeira, seu corpo sem vida ficou estirado no chão.
Harry deslizou por corredor longo com varias portas de ferro a uma distancia de dois metros de cada. O moreno começa a abrir as portas, que revelavam crianças e mulheres com pequenos pedaços do que poderiam se chamar roupas, muitos machucados pelo corpo, e os olhares de medo e pavor nos olhos.
Harry abria as portas rapidamente, não perdia mais tempo olhando quem se encontrava lá dentro, apenas falava que ele os tiraria dali.
De repente o moreno chega em uma das últimas portas, onde ele sabia que a ruiva estava, nem parou pra pensar e explodiu a porta com um poderoso feitiço. Dentro da sela uma figura ruiva estava encolhida contra a parede, ela tremia levemente. Harry aproximou-se lentamente tentando não assusta-la, ajoelhou-se ao lado dela e sussurrou com a voz baixa e calma.
- Gina. – a voz saiu carinhosa e tranqüila – Eu vim te tirar daqui.
A ruiva ergueu os belos olhos castanhos para a figura do estranho que adentrara a sela na qual ela fora jogada poucas horas antes, deparando-se com um estranho vestindo um sobretudo negro e um capuz também negro que cobria seu rosto, por algum motivo que ela desconhecia a ruiva confiou totalmente naquele estranho, de alguma maneira sabia que ele a ajudaria e não lhe faria nenhum mal.
Harry a pegou no colo e tirou da sela, seguindo logo depois para fora. Subiu as escadas que davam acesso ao salão onde ele matara dezenas de comensais, e logo depois saiu para fora, onde encontrou as pessoas que ele soltara das sela, todas com olhares estranhos no rosto.
Harry percebeu que não tinha para onde leva-los e não podia simplesmente deixar eles ali onde ficariam a mercê de Voldemort e seus comensais, então uma idéia louca e completamente descabida surgiu em sua mente, mas cabia perfeitamente com sua situação.
Fechou os olhos e concentrou seu poder de uma maneira que nunca fizera antes, forçou até o limite, para fazer o que ele queria seria necessário muita magia. Segundos depois dez figuras encapuzadas apareceram ao seu redor, surgindo do nada, como se houvessem aparatado para aquele local, mas na verdade eles haviam surgido da energia do moreno, eram seus clones e cada um possuía parte de seu poder. Virou-se para eles e ordenou.
- Quero que dois de vocês fiquem aqui e arrumem esse lugar, destruam essa mansão horrorosa e montem um grande acampamento para essas pessoas poderem viver. – a voz dele soou imponente e autoritária – O resto de vocês vai caçar cada comensal que ainda estiver por essa região, depois dessa cidade e então de toda a Austrália. – eles concordaram prontamente. – Coloquem proteções ao redor desse local e depois vão expandindo conforme o território que vocês forem limpando dos comensais. Aqui começa a resistência contra Voldemort. Aqui se inicia uma nova era.
Os dez seres encapuzados se movimentaram para obedecer as ordens de Harry, enquanto as pessoas ainda olhavam para ele perplexas com o que tinham ouvido, vendo essas reações o moreno falou para ele.
- Vocês podem ficar aqui, onde estarão seguros. Dividam-se em grupos, aqueles que sabem cuidar de ferimentos ou qualquer variação para cura serão os responsáveis por nosso hospital, assim como aqueles que forem capacitados para lutar receberão um treinamento de batalha e de combate, meus instrutores estão encarregados disso. – o moreno apontou para duas figuras que estavam destruindo a mansão.
Em seguida Harry virou-se e desapareceu em um redemoinho de chamas negras para a surpresa das pessoas em volta. O moreno reapareceu próximo ao castelo de Hogwarts, agora tinha de pensar em uma maneira de entregar a ruiva aos cuidados da escola sem ser reconhecido, estava pensando em uma maneira quando a voz da ruiva penetrou em seus ouvidos, mas não foi o que mais o chocara e sim que ele podia distinguir claramente a ruiva dizer seu nome e para provar que ele não estava ouvindo coisas a ruiva o chamou novamente.
- Harry. – a voz dela soou levemente rouca, mas isso era o de menos, ele fora descoberto.

N/A: galera, mais um capitulo para vocês. Acho que nem sequer preciso dizer, adrenalina pura. Abraços.
Agradecimentos especiais:
Pedro: valeu pelo comentário, espero que continue gostando. Abraços.
Leo_Lobo_Loko: Obrigado pelo comentário, a Sarah vai aparecer nos próximos capitulo, e garanto que ela vai arrasar, o Nott dançou. Abraços.
¢£³ Deco: Cara, fico muito feliz que você continue gostando da fic e principalmente aprovando. Agora a história realmente engrena e vai para frente. Espero que tenha gostado da leve tortura do Nott e das batalhas que ocorreram depois. A Sarah ainda vai dar o que falar, eu garanto. Sim, o Hugo tem uma desavença com o irmão mais velho, embora este não saiba do que se trata, mas em breve as coisas ficam mais claras. Abraços, cara.
Silvia Cecil: Agradeço o comentário. Posso garantir que o Harry vai mostrar muito em breve a que veio. Beijos.
Trinity: que bom que você esta gostando, Sarah tem sim seus motivos e posso garantir que não são nada puros e inocentes. Espero que tenha apreciado o que aconteceu com o Nott, um novo lado surgindo na guerra, acertou em cheio. Beijos.

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