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5. O Novo Diretor


Fic: O Teatro


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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V

O NOVO DIRETOR

Comensais da Morte podiam ter todos os defeitos do mundo; mas ninguém podia dizer que eles não sabiam dar uma festa. Diferentemente da maioria das comemorações realizadas até então no Ministério da Magia, aquela festa pareceu durar uma eternidade – o que não foi nada agradável para Linda Marie, que tinha milhões de perguntas inconvenientes enchendo a sua cabeça, e a sua paciência estava ligeiramente encurtada devido ao caro uísque de fogo servido no local.

Severo Snape não demorou a notar a inquietude da mulher e, assim que percebeu que os convidados começavam a se dissipar do hall principal do Ministério, ele segurou a mão de Linda, despediu-se dos companheiros e desaparatou para a sua casa.

A sala estava escura; de fato, a única fonte de luz provinha dos postes de Hogsmeade, cuja luminosidade invadia o local através das cortinas mal-fechadas das janelas. Ligeiramente irritada – talvez pelo cansaço, talvez pela dor que os saltos muito altos e desconfortáveis causavam nos seus pés, ou simplesmente por que estava louca de vontade de fazer as pazes com o marido, mas era orgulhosa demais para isso – ela soltou a mão de Severo, adiantou-se para a parede próxima da lareira e apoiou-se. Imediatamente retirou os seus sapatos, enquanto falava exasperadamente:

- Eu tenho que começar a fazer perguntas, ou você vai me explicar tudo espontaneamente?

Severo suspirou, decidido a não dar atenção à esposa. Lentamente, sem olhá-la, limitou-se a despir as suas pesadas vestes negras, abrir os dois primeiros botões da camisa branca que usava por baixo e adiantar-se ao balcão, aonde procurou por uma garrafa de uísque de fogo.

Os olhos negros procuraram os de Linda, esperando que ela tivesse desistido de fazer perguntas que ele não podia responder. Ao perceber a sobrancelha erguida e o brilho inquisitório no olhar dela, ele disse displicentemente:

- São três e meia da manhã. Relaxe e venha tomar um copo de uísque comigo.

Linda crispou os lábios, assistindo Severo pegar duas taças e acomodar-se no sofá. Como se tivesse a mais absoluta certeza que a mulher aceitaria o seu convite, ele serviu ambas com a bebida. Exigindo a atenção dele, ela bufou e encaminhou-se para a frente do sofá.

- Você se escondeu na Mansão? – Linda cruzou os braços. – Eu fiquei morrendo de preocupação, enquanto você estava dormindo confortavelmente na casa da minha família?! Será que você não podia ter me contado, Severo?!

Os olhos negros do homem a estudaram lentamente, exibindo o mesmo brilho e a mesma fome que tinham quando se conhecerem. Linda sentiu-se enrubescer. Teve de desviar o seu olhar, ou acabaria cedendo às obvias vontades do seu marido.

- Você está muito bonita – Ele ergueu para ela o copo. – Por favor.

Resignada, Linda aceitou, voltando a olhá-lo e tomando rapidamente um gole da bebida amarga. Sem tirar os olhos dos dela, Severo começou a acariciar todo o comprimento das suas coxas, parando ao chegar aos quadris de Linda. Segurou-os firmemente e a trouxe mais para perto. Linda fechou os olhos quando ele enterrou o rosto em seu ventre, beijando-a por sobre o tecido escuro. Talvez por culpa do uísque já consumido naquela noite, ela simplesmente permitiu... deixando que as suas mãos se aventurassem pelos cabelos negros enquanto dizia:

- Você bebeu demais.

Ele se afastou um pouco, levantando os olhos negros para ela.

- Talvez. E, como minha esposa, você deveria me dar um banho e me colocar na cama.

Linda riu-se, acariciando o cabelo dele e bebendo mais um gole do seu uísque.

- Por que você não me contou?

Severo suspirou, mas aparentemente não se aborreceu com a insistência de Linda. Ainda sem tirar as mãos da sua esposa, ele calmamente lhe respondeu:

- Scrimgeour estava lhe observando. Se você não soubesse onde eu estava, não seria a minha cúmplice – Beijou-lhe novamente o ventre. – Eu não quero que você seja cúmplice de absolutamente nada do que está acontecendo, Linda... Caso o Lorde das Trevas perca essa guerra, eu não quero que você tenha que fugir e, definitivamente, não quero que você acabe em Azkaban.

Linda sorriu, puxando com força o cabelo dele e obrigando-o a olhá-la.

- Fique longe de Narcissa. Ela é uma vagabunda.

- Narcissa é uma Black... E eu pensei que ser vagabunda era uma característica exclusiva das Malfoys – Ele complementou, deslizando as mãos do quadril para as nádegas de Linda.

- Aparentemente, ela a adquiriu depois do casamento com tio Lúcio.

Severo suspirou, finalmente soltando a sua esposa. Ele se recostou ao sofá, esparramando-se, enquanto tomava mais um gole do seu uísque. Os olhos negros recaíram sobre o corpo da sua mulher.

- Solte o cabelo.

Erguendo uma sobrancelha, Linda desfez o coque que segurava os seus cabelos, deixando os fios loiros moldarem o seu rosto e cobrir as suas costas. Os lábios de Severo contraíram-se num sorriso malicioso, enquanto ele bebericava lentamente o uísque. A sua mão livre passou a abrir os botões da sua camisa branca.

- Eu posso suportar qualquer coisa de você... – ela disse com a voz baixa. – exceto que tenha outra mulher em sua vida. Então, para evitar futuros aborrecimentos, faça o que eu disse e fique longe dela.

- Todos sabem, inclusive Narcissa, que apenas existe uma vagabunda que eu quero. E eu me casei com ela.

Linda sorriu, debruçando-se sobre o sofá e levando seus lábios aos dele; mordendo-os levemente antes de deixar a que a sua língua invadisse a boca de Severo. Gemeu ao sentir o gosto amargo do uísque na língua dele, que a massageava lenta e sensualmente. Ele não a tocou; ao invés disso, tratou de abrir os últimos botões da sua camisa, deixando a mostra o seu tronco pálido. Quando os lábios se separaram, Linda voltou a ficar de pé.

Com os olhos crepitando, ele tomou mais um gole do seu uísque – Linda imitou-o.

- Eu acredito que não tenha ordenado tal ação.

- Qual é a sua próxima ordem, então?

- Dispa-se.

Linda assentiu, entregando a ele o seu copo. Virou-se afastou os cabelos das suas costas, mostrando ao seu marido o grande decote em “V”. Usou as duas mãos para abrir os três discretos botões que seguravam o seu vestido atrás do pescoço e deixou-o cair até a cintura. Virou brevemente o rosto para olhar a expressão de Severo; sentiu-se aquecer quando viu que o homem, enquanto bebericava o uísque, tinha a outra mão na sua virilha, acariciando-se discretamente. Virando-se novamente, Linda deixou que o resto do vestido caísse, deixando à mostra para o seu marido as suas nádegas parcialmente cobertas pela pequena lingerie.

Virou-se. Severo abriu um pouco mais as suas pernas e deslizou no sofá, deixando o seu quadril quase na borda.

- Você sabe o que fazer agora.

E, como resposta, Linda ajoelhou-se.

XxXxXxX

O casal ainda comemorava a reconciliação quando, pouco depois do dia amanhecer, elfos-domésticos de Hogwarts apareceram em sua casa, prontos para carregar as malas e os pertences dos dois para a escola. Foi apenas então que eles souberam que deveriam ir ainda naquele domingo para o seu novo lar.

Linda relutou; não tivera tempo de pensar sobre tal mudança e, no momento em que se viu obrigada a fazer as malas rapidamente, soube que não queria deixar a sua casa. Severo teve trabalho para convencê-la de que o melhor a se fazer era ir com ele, de forma que, no final da tarde, eles já se encaminhavam para a estação de tem de Hogsmeade, onde pegariam a carruagem que os levaria à Hogwarts.

- Eu ainda não acho que é uma boa idéia. Você sabe que eu não me dou bem com adolescentes.

Severo suspirou, dando o braço à sua mulher.

- Nem eu. Ainda assim, consegui sobreviver como professor pelos últimos anos.

Os olhos cinzentos procuraram os de Severo quase suplicantes.

- Me prometa que não será por muito tempo! Severo, eu não vou ter ninguém com quem conversar, pois você ficará ocupado o dia inteiro!

- Tem as professoras.

- Sinistra e Vector? – Ele rolou os olhos ao tom amargo da mulher. Mas, antes de poder falar pelo que parecia ser a milésima vez que nunca teve nada com as duas colegas de trabalho, Linda continuou. – Não, obrigada. Talvez Minerva, mas ontem ela deixou claro que prefere me ver em Azkaban.

- Você pode vir à Hogsmeade quantas vezes você quiser. – Ao se aproximar da carruagem que os levaria, Severo pôde ver a figura de Andrew, o antigo namorado de Linda que ele intimidara no dia em que voltou ao vilarejo. – Certamente não faltarão pessoas loucas para lhe fazer companhia aqui.

Linda sorriu ao ver o antigo amigo e, com a voz ligeiramente ríspida, sibilou:

- Comporte-se – e se aproximou do homem, sorrindo e largando o braço do marido. – Andrew!

O homem sorriu, passando os dedos pelos seus cabelos castanhos.

- Então o que todo mundo está comentando é verdade? – Linda assentiu brevemente. – Você vai ficar em Hogwarts ou apenas veio se despedir do seu marido?

Severo deu um passo para frente, ficando entre Linda e Andrew.

- Ela vai comigo.

Andrew deu um sorriso torto.

- Desculpe-me, Sr. Snape, mas eu estava falando com a sua esposa, e não com o senhor.

Linda deu um sorriso abafado, segurando com um pouco de força o braço do marido, numa tentativa de impedir que ele cedesse às suas vontades e avançasse no pescoço de Andrew.

- Eu vou me mudar para a escola, Andrew. Mas voltarei sempre que possível.

O homem abriu um sorriso.

- Boa sorte, então, Linny. Não se esqueça dos amigos. – Andrew cumprimentou Severo com a cabeça. – Sr. Snape. – E, sem mais, saiu.

Severo bufou.

- Odeio a forma como ele fala com você. Ele é petulante.

- Ele é um bom homem, e você sabe disso.

Severo rolou os olhos. Ao se aproximar o suficiente da carruagem, finalmente pôde vislumbrar os seres que a puxariam – sentiu um arrepio. Nunca contou a ninguém, mas temera os testrálios. Aquelas criaturas tinham cheiro de morte. Num impulsivo gesto protetor, ele passou uma mão pela cintura de Linda, felicitando-se por saber que a mulher não podia enxergar os animais.

Sem entender, Linda adentrou a carruagem, sendo imediatamente seguida por ele. Quando a carruagem começou a se movimentar, Severo comentou:

- Terão repórteres, na escola.

Ela não o olhou, erguendo o seu rosto e crispando levemente os lábios. A pose a deixava com um ar aristocrata, bastante típico dos Malfoys.

- Repórteres? Você deveria ter me avisado; vestiria-me melhor.

Severo olhou a esposa: os cabelos loiros soltos, uma maquiagem quase imperceptível no rosto e um vestido azul que combinava com seus olhos.

- Você está ótima.

Os lábios dela curvaram-se levemente num sorriso contido.

- Me explique novamente: porque eu tenho que ir, se lidamos tão bem com a distância, nos últimos anos?

- A distância seria muito maior, Linda. Como diretor, eu não poderia deixar a escola com tanta freqüência. No mais, você ouviu o Ministro; e sabe muito bem quem ele estava representando! – Linda apenas suspirou, concordando. – Para nós sobrevivermos nesses tempos, dependemos das aparências.

Com um ar sarcástico e uma sobrancelha erguida, Linda o olhou.

- Nesses tempos? Ao que eu saiba, Severo, desde que eu lhe conheci, a nossa vida e o nosso relacionamento giram em torno das aparências.

- Eu sei. Mas agora é diferente. O Lorde das Trevas está forte e deseja que os seus seguidores mudem a sua imagem perante o povo. A nossa função é mostrar que o tipo de aliados que ele possui não são frios assassinos, mas homens honrados, que têm empregos importantes e que dormem com belas esposas.

- Ah... e os Comensais passam a ser invejados... Por isso os repórteres?

Severo deu um meio-sorriso e assentiu.

- Sim. Você deve ter percebido que alguns Comensais estão aparecendo com uma freqüência absurda nos jornais. São Comensais-modelos. Eu, por exemplo, como o diretor de Hogwarts casado com você; ou o seu tio, trabalhando no Ministério e casado com Narcissa.

Linda rolou os olhos à menção da mulher do seu tio. Sarcástica, resmungou:

- E não seria interessante que nós tivéssemos um filho para coroar essa imagem de perfeição? Tio Lúcio e Narcissa têm um.

Ao perceber o olhar duro do seu marido, ela imediatamente se arrependeu do comentário. Um filho era, provavelmente, o maior dos desejos de Severo... um desejo que Linda sempre se recusou a satisfazer.

- O Lorde sugeriu isso – Ele disse amargamente. Linda prendeu a respiração e desviou o seu olhar, avistando o castelo, que se aproximava rapidamente. – Eu não quero discutir isso agora. Não quero me irritar.

Linda não soube o que responder. E, assim, deixou que o resto do percurso se desse em silêncio. Para o seu alívio, não demorou que começassem a adentrar a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Aos poucos, a carruagem parou.

Como se mal agüentasse a companhia de Linda naquele momento, Severo desceu, sendo imediatamente recebido pela repórter do Profeta Diário Rita Skeeter. Vendo que tinham companhia, ele estendeu a mão para a esposa e ajudou-a a descer.

- Sra. Snape! – Rita disse, assim que avistou Linda. – É um prazer te conhecer!

- Eu digo o mesmo, Sra. Skeeter.

A repórter deu um risinho e, com um feitiço, fez flutuar um pergaminho e uma pena. Por trás dela, um fotógrafo começava a registrar a chegada do casal à escola.

- Senhorita. Mas pode me chamar de Rita – Linda sorriu educadamente e assentiu. – Eu já fiz uma entrevista com o seu esposo, e agora gostaria de ter uma conversinha com a senhora, se for possível. – A repórter não esperou uma resposta. – Diga-me, o que você acha do cargo não ter sido entregue à vice-diretora?

Linda suspirou e deu um breve sorriso – sabia que isso eventualmente lhe seria questionado, e, portanto, passara toda a tarde inventando uma boa resposta. Concentrou-se, tentando lembrar todos os seus argumentos.

- Eu acho que foi uma atitude acertada que o novo Ministro tomou. – Ela disse, começando a se encaminhar de braços dados com Severo e seguida pela repórter. – Alvo Dumbledore, apesar de ter sido um grande bruxo, mostrou-se atingido pela idade nos últimos anos de sua gestão como diretor; a escola até chegou a perder um aluno durante o torneio Tri-bruxo, devido às suas atitudes controversas! Dessa forma, é justo que não se confie o cargo a alguém que, por ser tão emocionalmente ligada a ele, poderia dar continuidade às suas políticas de gestão. Da mesma forma, não se pode colocar como diretor alguém que não conheça o funcionamento da escola. Meu marido dedicou os últimos anos à Hogwarts e, por isso, acredito que ele realmente seja a pessoa mais indicada para assumir o cargo.

Linda observou pelo canto do olho a pena escrever furiosamente, enquanto Rita Skeeter apenas assentia, com a testa franzida.

- Muito bem. Outra coisa: não é exatamente uma tradição os diretores trazerem as suas esposas para ficarem em Hogwarts. O que você acha disso?

- Quando meu marido me comunicou que seria diretor da escola eu me preocupei imediatamente. Quando ele era apenas professor, pouco vinha me ver; apenas durante férias, recessos e alguns fins de semana. Eu sabia que ele teria uma disponibilidade ainda menor como diretor e, por isso, eu impus como condição para que ele aceitasse o trabalho que eu pudesse vir com ele. Ele pesquisou e descobriu que praticamente todos os diretores que foram casados trouxeram o seu respectivo cônjuge para passar o tempo interno juntos. O único empecilho, talvez, fossem filhos; como Severo e eu ainda não temos, não há problema algum.

- Mas vocês pretendem ter?

A cor pareceu sumir do rosto de Linda, mas a repórter não percebeu: na verdade, ela prestava atenção no olhar gelado e perigoso de Severo – um olhar que deixava claro que ela fora longe demais.

Antes que Linda pudesse responder, Rita disse:

- Isso é tudo, Sra. Snape. Obrigada.

Linda abriu a boca, mas preferiu não fazer nenhum comentário. Optou apenas por assentir.

- A carruagem que nos trouxe poderá levar vocês à Hogsmeade – Severo disse, com falsa cordialidade. – Acho que lá será um bom lugar para a senhorita refletir no que colocará na matéria.

A repórter deu um sorriso amarelo.

- Não se preocupe, professor. – E olhou para o fotógrafo. – Vamos.

Antes que Linda pudesse se despedir, os dois encaminhavam-se para a carruagem. Severo apenas colocou uma mão nas costas da esposa e começou a guiá-la para dentro do castelo, sem dar importância.

- Você também a ameaçou?

- Você conhece o estilo de Skeeter. Apenas sugeri que não fizesse nenhuma pergunta inconveniente. E ela fez.

Linda suspirou.

- Você não ouviu a resposta.

- Agora não. Já disse que não quero falar sobre esse assunto.

Linda crispou os lábios, chegando à conclusão de que talvez ele estivesse certo: era melhor esquecer o assunto por enquanto. Lentamente, os dois vagaram pelos salões vazios da escola e começaram a subir a escadaria de mármore para o primeiro andar, onde encontraram Minerva McGonagall, que caminhava apressadamente – mas parou assim que viu Severo. A velha o olhou com o mais distinto nojo.

- Minerva – Ele a cumprimentou polidamente.

A velha torceu o nariz e, corajosa, deu um passo em direção a ele.

- E nos encontramos novamente. Você conseguiu o que queria. Parabéns.

- Obrigado.

- Eu estava sendo sarcástica.

Severo deu um dos seus típicos sorrisos maldosos e aproximou-se de Minerva.

- Eu também. – Severo bufou. – O que você esperava? Que eu declinasse do cargo de diretor? Você sabe que eu sempre quis isso.

- E você o teria! Alvo confiava em você! Ele me falou diversas vezes que, uma vez que eu assumisse o cargo, deveria nomear você como vice!

- Eu tive a oportunidade de acelerar as coisas, Minerva. – A velha bruxa abriu a boca para falar, mas Severo ergueu a mão, sinalizando para que ela se calasse. – Coloque-se no seu lugar e agradeça por ainda ter um lugar na escola. Bellatrix estava morrendo de vontade de ser a nova professora de transfigurações! – Severo bufou mais uma vez e impacientemente segurou o braço de Linda. – Você pode imaginar o quanto foi complicado para mim conseguir lhe manter como a vice! Então, não dificulte as coisas! Vamos, Linda.

Dizendo isso, ele puxou Linda escadaria a cima, até que chegaram a um corredor no sétimo andar. Lá, guardado pela antiga estátua de um gárgula, ficava a entrada da sala da direção. Os olhos de concreto abriram-se assim que Severo parou à sua frente e a imagem de pedra curvou-se brevemente numa reverência discreta. O homem suspirou, sabendo que a sala estava magicamente selada desde que ele fora nomeado diretor... protegida pelo gárgula enquanto esperava que fosse dita uma nova senha.

Ele sabia que não deveria dizer nada suspeito; sabia que não podia, jamais, usar uma senha de desse pistas dos seus sentimentos ou da sua lealdade... Mas, olhando para aquela imagem de pedra, tudo no que ele conseguia pensar era naquela fatídica noite na torre de astronomia, onde ele fora obrigado a tirar a vida do único homem que acreditou nele; que lhe ofereceu amizade. Ele apenas conseguiu pensar na culpa sentida ao olhar o corpo sem vida de...

- Dumbledore.

E assim, quase sem que Severo percebesse, foi criada a senha. O gárgula abriu-se e deu passagem ao novo diretor e à sua esposa.

XxXxXxX

Reviews, por favor.

Bjão para a minha mana kérida, a Shey, que betou mais esse cap. E, naturalmente, para as lindas que revisaram: Lois, Duachais Seneschais, Olivia Lupin, Eris e France Potter Cullen.

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