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2. Lord of the Winter Snow


Fic: O Paladino de Hogwarts - Cap 35 on. Escrevendo o 36...


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Ele precisava ir no Beco Diagonal. Iria comprar tudo novo. Exceto os livros. Os seus já tinham suas anotações particulares. Coisas que iriam ajudar em Hogwarts. Mas ele queria uma coruja. Queria falar com a mãe, que estava longe. Queria ir com ela no Beco.
- Rapier! - Mitkov gritou para o vazio à sua frente. E desse vazio, surge um pequeno ser. Olhos grandes e negros, do tamanho de bolas de baseball. Chegava na cintura de Mitkov e possuía grandes orelhas de morcego. Olhava para Mitkov de forma servil e amorosa.
- Sim, meu mestre! - responde a criatura, com uma reverência que roça seu nariz comprido no tapete felpudo do chão.
Mitkov sorri e afaga a cabeça nodosa da criatura, que pelo rosto, poderia estar no paraíso. A iluminação da casa dava um tom surreal a criatura. Ainda com seu sorriso frio, o menino diz:
- Vá até a minha mãe, e traga-a até aqui. Preciso ir no Beco Diagonal e gostaria que ela fosse comigo. Diga que quero sua ajuda para a escolha de uma coruja. - Dito isso a criatura responde com um guincho de felicidade que poderia ser interpretado como um “sim mestre” e some num estalo alto.
Mitkov sai da biblioteca onde estava e vai para seu quarto. A mudança no ambiente só é notada pela presença de uma cama, pois também no quarto são inúmeras as prateleiras e todas elas lotadas de livros de diversos tamanhos e conteúdos.
Deita-se em sua cama e se põe a imaginar sua estada em Hogwarts. Imaginava que seria escolhido para Corvinal por sua mente sagaz e seu brilhantismo intelectual. Ou talvez para Sonserina por seu puro sangue. Não tinha a sociabilidade dos grifinórios e nem mesmo a franqueza dos lufos.
Sem perceber ele dorme, confabulando com seu futuro. No sono, tem um sonho estranho. Ele estava adulto e seu pai jazia morto. Não sabia o que o havia matado. A espada em sua mão estava manchada de sangue e ele e seu pai possuíam cortes. Uma espada jazia quebrada na mão frouxa de seu pai e a varinha dele estava largada próximo ao corpo. A espada empunhada por Mitkov não poderia ser outra se não Holopan, mas estava enegrecida. Mitkov disparava feitiços ao redor procurando o responsável pelo assassinato de seu e não encontrava ninguém. Covardes. Haviam fugido ou se escondido. Era necessário um guerreiro-bruxo sem par para ferir o seu pai. Os cortes nele eram mais profundos do que os que ele mesmo possuía. Nenhuma espada cortava daquela forma. Eram cortes de feitiço. As lágrimas começam a vir molhando seu rosto e borrando sua visão.
Quando ele acorda não mais se lembra do sonho, mas seu rosto estava molhado por lágrimas. Ao lado da sua cama, aguardava, pacientemente, Rapier que ao vê-lo se mexer, se alvoroça para ajudá-lo a se levantar e a desamarrotar suas roupas. Quando o elfo supera o frenesi de auxilio, julgando sua roupa limpa e passada o suficiente ele se mantém novamente a seu lado direito, esperando ordens.
- Muito bem. Fale! - se Mitkov foi um pouco mais ríspido que o necessário o elfo não demonstrou. Eles nunca demonstravam. Como um animal bem treinado, o elfo obedece cegamente às ordens do patrão e começa a falar, num tom de desculpa.
- Meu senhor... A ilustre senhora sua mãe informou que estava por demais ocupada hoje. Pediu que o senhor fosse amanhã, próximo do período do almoço. Pediu para começar as compras sem ela, que ela chegaria no horário do almoço e que os senhores almoçariam juntos e depois comprariam alguma coisa para comemorar. - O elfo fala tudo de forma rápida, exigindo muita atenção para Mitkov desvendar o que a criaturinha falava. Ela estava com óbvio medo de ser castigado com muito rigor por não ter conseguido cumprir ordens do seu pequeno patrão.
Mitkov dá um suspiro resignado e pega um livro. O elfo olha para seu senhor e faz menção de acertar sua cabeça na quina de um móvel próximo. Com uma agilidade treinada pelo habito, ele segura a criatura pelo pescoço e a puxa com uma violência controlada. Olha para o elfo e vê que mal feriu a frágil criatura.
- Está castigado... - E vira as costas voltando-se para o livro.
- Sempre misericordioso... - murmura o elfo antes de se retirar com inúmeras reverências.
Mitkov deita-se com o livro, mas senta pouco depois, haviam coisas a serem feitas. Ele sai de seu quarto e vai para o escritório da casa. A mobília era composta de madeira de lei, e encantada para durar mais. Como resultado já estava na família a gerações... Sobre uma escrivaninha particularmente antiga ele põe uma folha de papel. Senta-se numa cadeira de espaldar alto e seus pés somente roçam o chão. Pega um lápis. As borrachas eram desnecessárias. Mitkov sempre foi da opinião de que gênios nunca erravam. E ele sempre se julgou, da mais humilde forma possível, um deles.
Iniciou uma lista de coisas que iria comprar, através de ligações e alguns feitiços simples ele consegue o preço das coisas na lista. Utiliza como base a lista de material que veio na carta de convocação. Mas não compraria a maioria das coisas na lista. A maioria das coisas eram livros. Ele já os tinha. A lista era composta em sua maioria por coisas como materiais especiais para poções, e materiais extras dos pedidos. Para o caso dele necessitar de uma poção fora da aula. Alguns cadernos extras, para possíveis apontamentos pessoais. Um novo violino. Uma coruja veloz. Um caldeirão portátil. Haviam mais alguns itens na lista, mas quando ele finalmente a terminou e finalizou os cálculos do quanto iria gastar, a noite já ia alta. Como uma criança feliz ele acaba adormecendo sobre sua lista e esperando acordar com a mãe chegando de surpresa.
Em mais uma vez, ele se decepcionou. Acordou cedo, as cinco horas da manhã. Fez seus exercícios matinais na pequena academia que possuía em casa. Tomou café da manhã reforçado por insistência de seus elfos. Pegou sua lista de compras e a deixou em separado, perto de roupas escolhidas por mais elfos. Se demorou no banho. Ainda restava esperança em seu peito de que sua mãe chegasse cedo. Decepção.
Ele se veste com as roupas escolhidas pelos elfos e pega a lista ao lado da roupa. Coloca-a no bolso e vai para a lareira. Sólidos tijolos coloniais adornavam de forma magnífica a grade dourada que impedia que qualquer possível fragmento tocasse o tapete próximo, ou o chão de madeira. Ele se abaixa e abre a grade, devolvendo a grande lareira sua função real. Com um murmúrio “Incêndio”, ele acende o fogo da lareira e o torna baixo até que sobram brasas. Pega um pequeno pote de porcelana ornamentado e o abre, pegando um pouco do pó verde guardado em seu interior.
Com o pó na mão direita fechada ele entra na lareira, pisando nas brasas levemente aquecidas. Ao se encontrar no meio da lareira, ele se volta para a sala e joga o pó nas brasas falando:
- Beco Diagonal! - E chamas esmeraldas engolfam o corpo do garoto, aquecendo sem ferir, o fogo verde fazendo cócegas. Lareiras seguidas passavam em flashes ante seus olhos e ele girava freneticamente guiado pelas chamas mágicas. Mantém sempre seus cotovelos colados ao corpo e o resto do corpo rígido na mesma posição, para não afetar a viagem. Então, subitamente um baque faz seus joelhos fraquejarem, mas ele não cai e nem se dobra muito. Estava no Ponto de Chegada. Uma pequena série de lareiras no Beco Diagonal. Criada justamente para a chegada e saída de viajantes da Rede de Flu.
Ele olha em volta vendo a multidão que se encontrava na rua principal. Centenas, talvez milhares de pessoas vindo ao local para fazer compras, negócios ou simplesmente ver os amigos. Mas a visão mais comum era a de mães arrastando seus jovens filhos de um lado para os lados indo de loja em loja, algumas já carregavam sacolas de compras e materiais de escola.
Era raro Mitkov estar perto de tantas pessoas. Mas ele precisava começar por algum lugar. Resolveu ir na Madame Malkins. Comprar suas vestes. Ele iria levar algumas mudas a mais é claro... Roupa nunca era demais. Ele começa seu caminho com dificuldade, esquivando e esbarrando nas pessoas ao redor. Ele tenta se localizar varias vezes pedindo informações para os transeuntes ao redor. Um tempo depois ele consegue se por em frente a loja de roupas. E lembrou que não tinha dinheiro.
Precisava ir ao Gringotes. Ele sabia qual era o cofre pois sua mãe sempre precisava levá-lo junto. O cofre dos Holopainen era fortemente guardado, e não só pela magia dos gnomos do Banco, mas também pela poderosa feitiçaria da família auror. Tesouros inestimáveis e segredos terríveis eram guardados lá. Fruto dos espólios dos inimigos caídos. E todo o dinheiro que seu pai e sua família conseguiram ganhar ou tomar ao longo dos séculos de existência.
Novamente se infiltra na multidão, mas dessa vez o caminho é ainda mais difícil pois todos já passaram ou ai vão passar no Banco para conseguir dinheiro para as compras. Ele chega ao Banco já sendo quase dez horas. Já estava há uma hora no Beco.
As escadarias de mármore branco chamavam atenção de toda a rua principal, mas as pessoas já estavam tão acostumadas com o Banco que somente os turistas eram pegos apreciando essa visão fascinante. Por essas escadas Mitkov subia. Passou pelas grandes portas douradas e passou também pelas portas prateadas. Dentro do Saguão do Banco o movimento era muito menor, mas ainda haviam filas grandes e muitos dos caixas estavam ocupados. Com um gesto autoritário, o jovem chamou um duende que vestia o uniforme do Gringotes.
- Sou Mitkov Holopainen. Quero ir no cofre de minha família. Agora. - usou seu melhor tom autoritário, o que não era muito se considerar seus onze anos.
O duende olha para ele, como se o estivesse medindo. E Mitkov fica na sua melhor pose por um tempo até que o gnomo se abaixa, esfrega as mãos e da uma risada baixa e chiada. Ele vira de costas e anda um pouco. Depois se vira e ri mais um pouco olhando para o rapaz.
- Siga-me. - Diz o duende na mesma voz chiada do riso.
O jovem Holopainen seguiu-o até uma pequena porta lateral oculta da maior parte do Salão. Na verdade ele não repara na porta até chegar em frente a ela. Quase como se não estivesse ali antes. O pequeno duende abre a porta e leva o garoto para uma caverna logo após a porta. Um pequeno vagão de mineração os esperava logo após a porta, e o trilho seguia até se perder de vista, o que não era difícil levando em conta a parca iluminação do local.
- Os cofres mais antigos estão mais fundo no subterrâneo. E nenhum cofre é mais antigo que o da família Holopainen. Para chegar até ele seria necessário passar por muitos feitiços e outros aparatos de proteção. - O duende parara de rir e agora falava com Mitkov com um tom que misturava o de professor e o de inventor. - A família Holopainen ajudou os duendes durante as Revoltas. Nos protegeu do pior que os bruxos poderiam fazer. Nos mostrou que era uma luta sem vitória. Em troca nós forjamos a Espada Holopan. Com o melhor de nossa arte. E vocês a perderam. Nosso maior tesouro. - O tom agora era frio e agressivo, como se a culpa pela perda da espada fosse unicamente do Holopainen a sua frente, o único restante. Gesticulando o duende faz com que Mitkov entre vagão.
Ele entra e o duende o acompanha. Sem que nenhum dos dois se sentassem o vagão começa a se mover. No início lentamente, mas ganhando velocidade rapidamente, o vagão vai saindo da pequena estação. As pedras pavimentadas são rapidamente substituídas por rocha nua. Estalactites e estalagmites pontuam o caminho até que Mitkov vê que o chão acaba um pouco adiante. Ele olha temeroso para o duende que parece um pouco mais pálido que o normal. O duende olha para frente com uma determinação fria, mas seus olhos mostram um pesado desconforto. Quando Mitkov abre a boca para falar alguma coisa ele muda de idéia. O chão iria acabar dali a dois metros e ele não via o trilho. Ou o fim do precipício. A velocidade do vagão já era tanta que não era mais possível pará-lo. Até que o vagão cai.
Mitkov estava errado. Havia um trilho. Ele somente descia praticamente na vertical. A sensação de queda livre se apodera dele. Ele se segura no banco pra evitar o vôo. Seu estômago revira com a queda. E o chão se recusa a aparecer. Até que ele vê alguma coisa no fundo. Um mar negro e sem fim. E o trilho sumindo em seu seio. Teriam os duendes errado? A água os envolve fria e estranhamente seca. Ele não consegue respirar. Até que o mar negro fica para trás. Ele olha rapidamente para trás e vê o mar negro formando um teto estranho sobre suas cabeças. A velocidade do vagão já transforma tudo num borrão. Apesar da água acima o calor crescia cada vez mais. E outro precipício se aproximava. Mais uma queda e pouco depois eles param subitamente. Mitkov e o duende são atirados para frente. Mitkov sai do carrinho caindo no chão a frente enquanto o duende, que sabia o que esperar, consegue se agarrar no banco.
Ao levantar Mitkov tem o desprazer de rever o seu café da manhã. O duende o encara com condescendência. Alguns minutos depois, Mitkov se recompõe e se vê frente a uma grande porta negra. Um brasão com uma espada e uma varinha cruzadas marca claramente os donos do cofre. A porta tinha a altura de três homens e a largura de dois. O duende se aproxima da porta com os olhos brilhando.
- Somente um Holopainen pode abrir essas portas. Nem mesmos os duendes de Gringotes têm acesso ao cofre. - O duende olhava reverente para a porta negra.
Apesar de seu estômago ainda incomodar, o garoto se aproxima da porta. Era ainda maior de perto. Ele olha para o duende que finge não vê-lo. Ele se aproxima ainda mais e toca na porta. Dá um leve empurrão e ela se abre como se não pesasse nada. Ainda menos que uma pena. Era como se não existisse. O interior do cofre era completamente escuro, mas de alguma forma ele enxergava. Via o magnífico tesouro. Espadas e armaduras eram uma visão comum. Um verdadeiro arsenal de armas místicas estava armazenado ali. E estranhamente haviam muitas varinhas. Todas perfeitas. Incontáveis jóias. Milhares de livros de aparência sinistra. E montanhas de ouro. Gigantescas pilhas de ouro e prata. O ar crepitava dentro do cofre. Na verdade, pensou Mitkov, está mais para labirinto. Ele via passagens e corredores saindo do primeiro salão. E imaginava o que havia além. Ele dá um passo para dentro do cofre. E depois outro. E mais um.
Até que sua varinha começa a ressoar e subitamente explode em seu bolso, rasgando parte de suas vestes. Ele cai no chão com a força da explosão. Indo mais para dentro do cofre. Para perto das varinhas.
- O que foi isso? - o duende estava no exato ponto onde as portas se abriam. Mas por algum motivo não se atrevia a entrar.
- Minha varinha explodiu. - o garoto não sabia o que fazer. Ele sabia que uma varinha nas mãos de uma criança torna-se instável, mas não sabia que explodiam.
O duende olhava embasbacado para a frente. Procurava o garoto que estava a poucos metros dele, como se não o visse. Então finalmente Mitkov entendeu. A escuridão que ele vira quando abriu a porta ainda estava ali. Mas somente um Holopainen poderia enxergar através dela. Com um sorriso, ele tenta se levantar e sente sua mão sendo puxada. Ela a guia entre os montes de ouro e pilhas de jóias e obras de arte. Até que ele sente sua mão se fechando sobre um objeto. Uma varinha.
Ele a puxa, separando-a do monte onde ela estava. Aparentava ser uma varinha normal. Sem nada de mais, mas Mitkov sentia um arrepio no braço. Partia da mão. Partia da varinha. Era negra como o ônix. E longa como uma pequena espada. Tinha trinta centímetros. Ele sabia somente de olhar... Sabia também do que era feita: Hadjar. Trinta centímetros de hadjar puro. O único metal na Terra capaz de ferir um anjo. Mas ele não sabia como ele sabia isso. E nem onde tinha ouvido falar de hadjar antes. Era de metal. Isso era obvio. Mas era estranhamente leve. Mais leve que alumínio. Mais leve que qualquer metal que ele conhecesse.
O duende estava na porta olhando aterrorizado para dentro do cofre. Em seus pensamentos Mitkov se desligara do mundo e não atendera aos chamados do pequeno banqueiro. Depois de dar uma resposta ríspida, Mitkov reconhece uma mochila encantada que já vira seu pai usando. Ela não pesava nada e cabia muita coisa dentro dela. Ele a pega e pega também um pequeno monte de galeões, colocando-os num bolso lateral. Seus olhos também pousam num anel simples. Ele o pega e olha atentamente. Por que aquele simples anel chamou sua atenção? Logo ele percebe o brasão de sua família gravado no interior do anel. E lê, graças ao dom das línguas, o que estava escrito na parte de fora do anel. “Guardar e Proteger”. Em anel mágico. Provavelmente encantado com feitiços protetores.
Dando-se por satisfeito, Mitkov sai do cofre. O olhar de alivio do duende era obvio. Ninguém perdia um cliente nos cofres. Por mais protegidos que eles estivessem.
Com um gesto o duende guia o garoto até um novo vagão. Dessa vez a subida é lenta. Eles demoram pouco mais de duas horas para chegar novamente a superfície. Aquele não era o cofre que sua mãe o levava. Aquele era o cofre que seu pai o levara uma vez. O cofre onde somente os Holopainen podem chegar. Haviam mais dois cofres da família Holopainen, mas Mitkov não sabia que um Holopainen sozinho era levado ao cofre mais antigo. Por isso ele foi tão para baixo. Por isso ele achou a varinha e o anel. Faltava uma espada, mas isso teria que ficar para depois...
Ao chegar novamente no salão do banco, ele repara vários duendes olhando cobiçosos para ele. Enrubescendo levemente, ele agradece ao duende e sai do banco, olha o relógio que sua mãe lhe dera a muito tempo atrás e percebe que está atrasado para se encontrar com sua mãe. Então ele decide correr.
Esbarrando em muitas pessoas e ignorando seus comentários ele chega ao início do Beco Diagonal, mas não encontra a sua mãe. Ela ainda não havia chegado. Ele anda um pouco, procurando rostos conhecidos e nada. Até que sente algo puxando sua camisa. Ao olhar para baixo vê um elfo doméstico. Reconhece as rugas no rosto do pequeno elfo e a curvatura característica das costas de um elfo doméstico muito velho. Era Sword. O elfo doméstico mais velho que a família Holopainen possuía. Usava um uniforme limpo e uma pequena faca na cintura. Em seu peito jazia o brasão da família, o qual era exibido com orgulho pela criatura anciã.
Assim que ele percebe o olhar de Mitkov, se abaixa numa reverencia com obvia dificuldade e diz:
- A senhora sua mãe irá se atrasar um pouco. Me mandou na frente para fazer o senhor almoçar e para auxiliá-lo nas compras necessárias. Me deu dinheiro também. Para o caso de ser necessário...
Mitkov ajuda o elfo a se levantar e o informa que ainda não havia comprado nada. Só passado no banco. Olha ainda em volta e guia o elfo para a loja de Madame Malkins antes q ela feche para o almoço. Eles correm um pouco, mas conseguem chegar. Madame Malkin, uma bruxa idosa e já encurvada pela idade avançada, os recebe um tanto quanto friamente, mas ao reparar o elfo uniformizado suas feições tornam-se menos hostis. Havia ainda uma garota na loja. Estava experimentando uniformes de Hogwarts. Tinha cabelos longos e loiros, que desciam reto em suas costas. Seus olhos tinham uma cor azul tão clara que quase parecia gelo e seu rosto era anguloso e belo.
Quando Mitkov foi ao balcão, a dona da loja chamou uma de suas assistentes e foi atender ao rapaz pessoalmente, o que não deixou a menina muito feliz, pois a atendente era mais lenta. E desajeitada. Chegou a espetar a garota algumas vezes.
A dona da loja terminou o serviço de forma rápida e eficiente. O elfo Sword dá o endereço da residência dos Holopainen e Mitkov paga adiantado pelo serviço. A menina paga o dela também e dá endereço de sua casa. Ao sair se vira para Mitkov e diz:
-Você vai para Hogwarts. - Obviamente não era uma pergunta. - Já comprou tudo? Já almoçou? - Ela olhava para ele com seus frios olhos azuis. Por algum motivo isso incomodava ele.
- Vim primeiro aqui. E não. - Poucas palavras. Como sempre. Ela olhava para ele como se o estivesse analisando. Ela andava com uma leveza impressionante. Quase como um lobo caçando.
- Vamos almoçar então? Minha mãe me deixou vir sozinha. A sua obviamente não. - Ela parecia muito orgulhosa do fato.
Ele balança a cabeça afirmativamente. Logo depois ela começa a andar, tomando a liderança da dupla. Trio se considerar o velho Sword. Eles se sentam em frente ao Florean Floterscue. Ela perde um salgado. E ele pede murmurando para Sword buscar comida decente em algum lugar. Dá alguns galeões para Sword e espera. Poucos minutos depois, o eficiente elfo doméstico chega com um prato de comida. O jovem Florean, filho do fundador da sorveteria, olha com desaprovação para o garoto, mas não fala nada. O garota não para de falar e pouco depois Mitkov já sabia que seu nome era Vanessa Le Fay. Descendente da linhagem puro sangue Le Fay. Descobriu que ela queria ir para a Grifinória e que detestava a Sonserina. E percebeu que ela gostava de falar, mas não necessariamente conversar.
Depois do almoço, Mitkov pede um sorvete para ele e um para Sword. O elfo fica maravilhado com o sorvete e a generosidade de seu dono. Vanessa pede um sunday e conta o dinheiro para pagar. Depois se vira e pergunta:
- Por que você deu um sorvete para ele? – Ela parecia realmente intriga e olha com interesse para o elfo que parecia estar em dificuldades, pois tentava comer muito devagar o que fazia o sorvete derreter na sua mão. Mitkov termina calmamente o seu sorvete olhando para ela e, aparentemente, pensando numa resposta.
- Eu gosto dele. – Mais uma resposta insuficiente. Ele sabia. Mas seu pai havia o ensinado bem. Nunca conversar com estranhos. Nunca dar informações a estranhos. Principalmente sobre sua vida pessoal.
A garota olhava intrigada para ele. Seus olhos claros pareciam buscar a verdade nas profundezas negras dos olhos de Mitkov. Mas, como era de se esperar, nada encontraram. A garota termina o resto do sunday em pouco tempo e ambos olham para o idoso elfo comendo o seu sorvete como se fosse o mais precioso tesouro.
Quando o elfo terminou a garota se levantou e perguntou para um transeunte sobre a loja de aparatos para poções. Sorrindo ela volta e puxa Mitkov pelo braço, meio o conduzindo, meio o arrastando até a empoeirada loja. Eles entram na loja e ela entrega a lista de material para um atendente da loja que começa a juntar o que ela precisa prontamente num pote subdividido de plástico. Mitkov entra na loja arrastado e pede aos murmúrios para Sword encontrar o dono da loja. Muito pouco tempo depois o elfo volta segurando um bruxo de face macilenta pelas vestes negras.
Mitkov entrega a lista para o bruxo e ele lê em silêncio erguendo as sobrancelhas em alguns pontos da lista. Em outros ele olha para o pequeno garoto a sua frente. Ao término ele dá um sorriso sinistro para o jovem e vira as costas indo para os fundos da loja. Olhando para os lados, Mitkov vê Vanessa olhando interessada para alguns ingredientes mais exóticos. O idoso elfo Sword não abandona seu mestre nem por um instante, andando ao seu lado como um fiel cão de caça.
Pouco tempo depois, o bruxo de vestes negras trás um grande pacote, deixando-o no balcão e olhando para o garoto. Mitkov vai acertar o pagamento com o bruxo e solicita que entreguem em sua casa. Logo depois Vanessa o puxa pelo braço. Ela iria na Floreios e Borrões. Mitkov vai somente por que é puxado. Ele não iria comprar os livros. Já os tinha. E já os havia lido. Havia também comprado alguns livros utilizados no segundo ano de Hogwarts, mas esses ele ainda estava no início.
Ao chegar na loja, o amontoado usual de mães e alunos estava um pouco maior que o normal, Vanessa se enfia no meio das pessoas, com Mitkov sendo puxado pela garota. Para uma menina ela era bem forte. Mitkov não deixara de reparar que também tinha um porte guerreiro. Mas não como ele. Nunca como ele. Depois de duas horas infernais na livraria. Eles conseguem comprar todos os livros. E saem da loja. Ele não comprara nada. Ela reparou e perguntou o por que, ouvindo um seco “já tenho” como resposta.
- Você não gosta muito de falar não é? - ela olhava para ele e havia colocado a mão em seu ombro direito, deixando claro que queria uma resposta completa. Mitkov olha para os lados e depois tenta encarar os olhos azuis claros da menina, falhando ele abaixa os olhos e diz simplesmente:
- Sim. - Por algum motivo que ele ignorava seu rosto ruborizou com a atenção da pequena bruxa. Frente a isso, ela sorri e o puxa para frente dizendo que devia ir ao Olivaras.
A loja esperava empoeirada num canto do Beco. Vanessa entrou e olhou para os lados, seus olhos absorvendo as altas estantes, o balcão empoeirado, a cortina escondendo a parte mais ao interior da loja e os olhos azuis brilhantes que a encarava. O sobrinho do antigo proprietário também pertencia a família Olivaras e também era um fabricante de varinhas. Seu tio havia morrido a alguns anos e ele herdara a loja. A loja e a paixão por varinhas. Pouco depois que eles entraram o senhor Olivaras se aproxima e os saúda.
- Senhorita Le Fay, estava imaginando quando apareceria. E senhor Holopainen, é sempre uma honra, mas o senhor já não comprou uma varinha? - o homem se aproximou e eles viram seu corpo magro e branco de quem não vê o sol com freqüência. Seus olhos brilhantes ficavam por trás de grandes óculos redondos, os quais ampliavam varias vezes seus olhos, deixando-o com um aspecto de coruja.
Vanessa sorri e, sem falar nada, vai em direção as estantes e pega uma caixa. Abre-a e pega a varinha em seu interior. Faz alguns gestos e nada acontece. O senhor Olivaras sorri e junta-se a Vanessa escolhendo algumas varinhas ao acaso. Ele sempre diz o tamanho, a madeira que a compõe e o miolo mágico em seu interior. Vanessa experimenta uma após uma e nada acontece. O sorriso de Olivaras cresce até que ele começa a esfregar as mãos olhando avidamente para a bruxinha.
- Então é verdade? A família Le Fay só se adapta a um tipo específico de varinha... - ele olhava para os lados enquanto falava, aparentemente com ninguém. Ele entra no setor reservado da loja deixando os dois clientes se encarando de forma suspeita. A mão de Mitkov tocava sua varinha, sentindo o frio reconfortante do ferro estelar.
Pouco depois o homem volta segurando uma caixa azulada. Ele abre a caixa devagar e mostra lentamente a varinha branca e levemente curva em seu interior. Tinha o formato que lembrava levemente um canino. Um canino muito grande. Olivaras olhava para os dois de forma estranha. Para Mitkov como se ele fosse um intruso e para Vanessa como se ela fosse uma dádiva divina. Em silêncio, ele estende a varinha para a garota que a pega sem medo. Com um gesto, o ar próximo ao corte da varinha se condensa e o interior da loja fica mais frio.
- Então é verdade... - Olivaras olhava estupefato para a jovem garota a sua frente. - É uma família singular.
- Por que? - a curiosidade e a sede de conhecimento eram as características mais fortes em Mitkov.
Olivaras olha para ele e sorri como um professor que percebe um aluno talentoso. Aproxima-se de Mitkov e põe as mãos em seus ombros, se abaixando para olhá-lo nos olhos.
- Porque aquela varinha é feita com o canino de um deus. É o canino do Deus-Lobo do norte Fenrir. Um deus do inverno e da caçada. Um deus de selvageria e poder. A varinha da mãe dela era feita com madeira retirada do arco de Ártemis, deusa da caça e protetora dos animais. E a da avó dela foi feita com madeira de uma árvore sagrada que foi atingida por Zeus. E assim tem sido por toda a família Le Fay. - Os olhos de Olivaras brilhavam enquanto ele falava e Vanessa olhava com espanto para sua varinha. Era branca como marfim. E muito fria ao toque. Não que isso a incomodasse. Ela se sentia segura e poderosa. E se sentia um pouco selvagem.
Pouco depois, eles saem da loja e, n’O Caldeirão Furado, se despedem com Vanessa o abraçando com força e prometendo o encontrar no trem.

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