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14. Surtos


Fic: O Mistério de Starta - por Livinha e Pamela Black - Último Capítulo no AR!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 14

Surtos



Ela acordou, remexendo-se na cama preguiçosamente. Suas mãos foram, automaticamente: uma para a barriga e a outra para o seu lado. Uma delas, entretanto, não encontrou o que procurava.

- Rony? - Hermione chamou, a voz saindo rouca e baixa por ter acabado de acordar. Mas não houve resposta. Colocando agora as duas mãos na barriga, perguntou: - Onde será que está o papai, Belle?

Belle remexeu-se na barriga da mãe como se lhe respondesse. Isso era algo que ela sempre fazia quando alguém dizia seu nome. Para Hermione, era um sinal de que a filha aprovara o nome.

- Hum, acho que você tem razão - ela falou, levantando-se da cama. - Vamos procurá-lo.

Não demorou muito para que descobrisse onde Rony estava. O som do chuveiro era fácil de ser ouvido com a porta do banheiro aberta. Hermione encostou-se do batente da porta, apreciando a silhueta do marido através do box de vidro.

Desde que ela se casara com Rony, eram poucas as vezes em que ela acordava sem tê-lo ao seu lado. Na verdade, aquela era a segunda vez. A primeira fora no dia seguinte ao casamento dos dois, quando ele quis lhe preparar um belo café-da-manhã - o qual acabara em desastre na cozinha, resultando num déficit de uma toalha e dois pratos. Será que ele tentaria novamente?

Hermione foi tirada de seus pensamentos quando a porta do box se abriu. Ela não pode conter um sorrisinho apreciativo ao vislumbrar o marido saindo todo molhado para pegar a toalha. Quando seus olhos se cruzaram, Rony também sorriu, erguendo as sobrancelhas.

- De pé tão cedo? - ele perguntou enquanto se secava. - Achei que dormiria um pouco mais, já que chegou cansada, ontem, da casa da Syndia.

- A cama ficou muito fria. E você? Por que levantou tão cedo?

Rony fez uma careta.

- Trabalho.

- Rony, hoje é domingo! - reclamou Hermione.

- E você vem dizer isso pra mim? Vá reclamar com o Quim.

Hermione suspirou. Rony enrolou a toalha na cintura e aproximou-se da mulher, dando-lhe um beijo.

- Como vocês dormiram? - perguntou, fazendo carinho na barriga de Hermione.

- Bem. Acho que a Belle já conhece os horários - ela riu. - Dorme quando eu durmo, acorda quando eu acordo...

- Eu disse que ela seria tão inteligente quanto a mãe.

- Será que vai ser ruiva de olhos castanhos?

- Se não for - Rony respondeu, dando um meio sorriso -, a gente tenta de novo.

- Hum... - Hermione passou as mãos pelo peito de Rony até alcançar o pescoço do marido, enlaçando-o. - Gostei da idéia...

- Mione... - murmurou Rony, num suspiro. - Eu preciso trabalhar.

- Um beijo não vai te atrasar, Rony - retorquiu Hermione, já sentindo a respiração do marido acariciar sua boca. Era muito bom em como Rony reagia tão rapidamente com uma simples carícia dela.

- A questão - falou rodeando a cintura dela com seus braços - é que eu não vou me contentar com apenas um beijo.

- Ah, então você vai se atrasar...

Hermione logo percebeu que não era apenas o marido quem reagia rapidamente. Um beijo de Rony já era suficiente para que ela sentisse necessidade de tê-lo cada vez mais. Uma voz masculina vindo da sala, porém, acabou com todo o clima que havia iniciado.

- Hei, Rony! Rony!

Rony praguejou, afastando-se da mulher.

- Será que se eu matar o Harry, alguém vai perceber?

- Acho que sim - Hermione riu.

- Certo... Vou trocar de roupa. Diga a ele que estou indo.

Depois de dar outro beijo na esposa, Rony enfiou-se no quarto enquanto Hermione ia até a sala.

- Rony está terminando de se arrumar - ela disse ao vislumbrar a cabeça do amigo.

- ’Tá bom. Estou indo aí, então. - Instantes depois, Harry aparecia rodopiando na lareira. - Já estamos atrasados.

- O que aconteceu?

- Não sabemos. Quim só apareceu na minha lareira hoje de manhã, dizendo que para eu marcar uma reunião de emergência com aurores de campo experientes.

Hermione franziu o cenho. Olhou para a janela de sua casa, como se esperasse por algo.

- O que quer que tenha acontecido deve sair no Profeta, não?

Harry rolou os olhos enquanto aceitava um copo de suco que a amiga lhe oferecia.

- Se for algo que ninguém ainda saiba explicar, não sairá nada. Você sabe como eles ficaram cautelosos a tudo desde Voldemort. Independente do que tenha sido, ficará na surdina, ainda. O ministério não vai querer propagar o pânico, o que uma reunião de emergência com certeza acarretaria, se essa informação vazasse.

- Será que foi magia negra?

- Ainda não sabemos de nada, Mione. O Quim não adiantou nada - falou Rony, que acabara de chegar na cozinha. Virando-se para Harry, continuou: - E não fique enchendo a cabeça dela, Harry.

- Tenha dó, Rony. Eu só quero me manter informada.

- Sei...

Rapidamente, ele comeu seu café da manhã e despediu-se de Hermione.

Mais uma vez, a mulher olhou para sua janela, esperando ansiosa pela coruja que sempre lhe trazia um exemplar matutino do Profeta Diário. E tão logo a ave deixou sua casa, Hermione foi afoita procurar por alguma coisa nas matérias do jornal. Porém, Harry estava certo. Não saíra absolutamente nada.

Com um suspiro entre resignado e exasperado, ela foi até seu quarto trocar de roupa. O que quer que tivesse acontecido que resultara numa reunião de emergência entre os aurores, Hermione só saberia quando Rony voltasse.

xxx


As vozes altas e desorganizadas provocaram um esgar em Quim Shacklebolt. A reunião que ele pedira para Harry marcar já estava atrasada em quase meia hora. Isso ocorrera por ele não ter ido diretamente para a sala de reuniões, no Ministério da Magia. Primeiramente, fora conversar com o Ministro da Magia, Rufo Scrimgeour.

O chefe dos aurores estava acordado há mais de duas horas, pois o próprio Rufo gritara por ele da lareira de sua casa.

- Emergência, Shacklebolt! - dissera o homem diretamente quando Quim, dois minutos depois, aparecera na sala de sua casa.

- O quê?

- Aconteceram umas coisas estranhas, essa noite - Rufo continuou. - Tivemos várias manifestações de magia.

Quim franziu o cenho.

- Que tipo de manifestações?

- Do tipo que até o mais tapado dos trouxas perceberia - rosnou Rufo. - Em Stonehenge e Averbury, Drombeg, na Irlanda, na América, África... Ou seja: em qualquer lugar que você perguntar e que tenha esses maravilhosos pára-raios de magia.

Fez-se um minuto de silêncio até o Ministro voltar a falar.

- Quero você em minha sala cinco minutos atrás, Shacklebolt. Contate o Potter, e peça a ele para organizar uma reunião para daqui duas horas, no Ministério, com os melhores aurores de campo.


Quim assim o fizera. Agora, com a cabeça cheia do que ouvira do próprio ministro, precisava colocar seus aurores a par do que acontecera.

- Sentem-se todos, por favor - falou com sua voz retumbante, chamando a atenção de todos. - Agradeço a rapidez com que vieram aqui.

- O que está acontecendo, Quim?

- Ainda não sei, Tonks. Quero dizer... Houve manifestações de energia de maneira intensa esta noite, e em todo o mundo.

- Que tipo de manifestações?

Quim sorriu, sem humor, contudo.

- De todo o tipo. Luzes, barulho, alguns ventos... Os trouxas inventaram todo o tipo de desculpa, menos a mais óbvia: magia.

- Mas foi em todo lugar, ou lugares específicos? - Harry, que estava sentando ao lado de Tonks e Rony, perguntou.

- Stonehenge, Averbury, aqueles círculos que aparecem em plantações, na América, algumas aldeias da África, no norte do Brasil, Oriente Médio... Enfim...

- Em todo lugar - sentenciou um auror que devia ter cerca de quarenta anos.

Quim apenas acenou com a cabeça.

- O que você quer que nós façamos? Investigar tudo isso?

- Exatamente, Weasley. - Quim distribuiu folhas de pergaminho para os aurores que estavam sentados na mesa. Enquanto os mesmos passavam para o próximo, ficando com um, cada, ele voltou a falar. - Aí estão as localizações das manifestações. Vocês investigarão isso em duplas. Tragam-me todo e qualquer tipo de informação que conseguirem.

- Não estamos colocando poção demais num mini-caldeirão? - perguntou uma bruxa, olhando para a lista que tinha em suas mãos.

- Não. - Ajeitando-se melhor em sua cadeira, à ponta da mesa, Quim falou: - Conversei com o Ministro, mais cedo. Essas manifestações de energia não são comuns. Ao menos não ao mesmo tempo e em todo lugar. E já tivemos negligências demais no passado para poder passar algo assim. Vocês devem começar as investigações agora mesmo. As duplas e os lugares a serem investigados já foram pré-definidos, como vocês podem ver. O Departamento de Transportes Mágicos já está preparando as Chaves de Portal, e o de Cooperação Internacional em Magia está providenciando as poções para vocês entenderem os outros idiomas.

- Quim - chamou Harry, recebendo um olhar do chefe. - Por que temos que investigar também os outros países? Eles mesmos não podem fazer isso?

- Eles estão fazendo isso, Harry. Quem for aos outros países, procurará pessoas específicas para lhes porem a par de tudo. Mas, já vou avisando: não me tragam apenas o que eles lhes disserem. Investiguem, também.

Com isso, Quim terminou a reunião.

- Remo não vai gostar disso - reclamou Tonks. - Eu não estou gostando disso. Terei que ficar fora por pelo menos uma semana. O que deu neles para me mandarem para o México?

- Pelo menos você não vai ao Brasil - reclamou Zacarias Smith. - Se eu não for devorado por um índio canibal, ou me perder no meio de tanto mato, eu volto.

Rony riu.

- Se você for devorado por um índio canibal, é o coitado quem vai morrer de indigestão.

- Pelo visto você vai para um lugar bom, não é, Weasley? Para ficar de tão bom humor. - Olhando com desgosto para Harry, Smith continuou: - Afinal, você está com o Potter, e eles não mandariam o herói do mundo mágico num lugar como esse. Aonde você vai, Potter, Stonehenge?

- Nós vamos para o Oriente Médio, Smith, se quer mesmo saber - Harry respondeu friamente.

As bochechas de Zacarias coraram levemente, mas a feição desgostosa não deixou o rosto do ex-colega de escola.

- Rony - falou Harry -, vamos logo com isso. Quanto mais cedo formos, mais cedo voltamos.

- Certo. E cuidado com o índio, Smith - Rony falou, rindo -, não vai matar o coitado de indigestão!

- Esperem! - Tonks falou indo atrás dos amigos, e tropeçando numa cadeira no caminho. - Ai! Hei, vou com vocês. Anda, Gabe.

Andrew Gabe, um dos novatos no Departamento dos Aurores, seguiu com um suspiro a estabanada parceira de cabelos rosa-chiclete.

xxx---xxx


Assim que aparatou no Ministério da Magia naquela segunda-feira, Syndia conteve tanto um muxoxo desesperado quanto um sorriso que queria aparecer em seu rosto.

Depois de ficar o dia anterior na casa dos pais, parecia que a brilhante idéia que tivera na noite de sábado não serviu para nada. Na verdade, mais parecia que prendera a cabeça numa guilhotina e, a qualquer momento, alguém desprenderia a lâmina que desceria com toda a velocidade.

- Ah, ótimo - resmungou. - Agora estou tendo fantasias de assassinato medieval.

- Só espero que eu não seja o assassinado - zombou Gui. Porém, o sorriso do rapaz sumiu com um olhar feio de Syndia. - Era eu?

- Não. Mas deveria, se quer mesmo saber.

Erguendo as sobrancelhas enquanto passavam pela porta do elevador não tão lotado, Gui retorquiu sem conseguir conter totalmente o humor em sua voz:

- Eu deveria saber por que estou sendo ameaçado de morte em fantasia alheia?

- Talvez se eu disser que a frase “e se você deixasse, sei lá...rolar?” fosse a real culpada de tudo?

- Você...? Não! Verdade? - horrorizou-se Gui.

- Ah, e você falando assim ajuda muito, sabia? - Syndia retorquiu com irritação, desviando o olhar do amigo.

- Se você está tão irritada com isso, porque deixou, sabe, rolar?

O fato de Gui estar achando a situação engraçada e ruim ao mesmo tempo fez Syndia bufar. Ótimo amigo, ela fora arranjar.

Contudo, não respondeu a pergunta que Gui lhe fizera.

- Por que o Ministério está tão vazio? - perguntou quando já saíam do elevador.

- O Ministério não está vazio. Esse elevador e para onde estávamos indo estão vazios. Alguns aurores viajaram - ele respondeu. - Aconteceram umas coisas neste fim de semana que eles tiveram que investigar.

- Coisas? Coisas ruins?

- Não sei. Eu só sei que eles tiveram que viajar, porque meu irmão Rony foi para o Oriente e o Harry foi com ele.

- Mas eu não vi nada no jornal.

- Ah, claro que o Ministério da Magia colocaria a notícia de que surtos mágicos aconteceram no mundo, não é? - Gui então riu. - Falando em surtos... Te encontro lá dentro.

Syndia só entendeu o que estava acontecendo quando vislumbrou um homem apoiado à parede, ao lado da porta da entediante sala de arquivos do Ministério.

- Malfoy - cumprimentou Gui educadamente entrando na sala. Ele não viu Draco apenas erguer as sobrancelhas de uma maneira debochada.

Porém, assim que Gui entrou, a feição debochada de Draco sumiu. Em seu rosto, um meio sorriso que chegava aos olhos de uma maneira que fez Syndia suspirar. A lâmina da guilhotina acabara de lançar sua cabeça longe.

- Olá, Draco. Como foi seu domingo? - ela perguntou, agradecendo por sua voz sair calma.

- Entediante.

O sorriso dele ficou completo e presunçoso, Syndia notou. Ele se desencostou da parede e se empertigou, colocando as mãos nos bolsos. Sem saber o que fazer com as próprias mãos, Syndia cruzou os braços. Estava se sentindo como uma menina idiota que ficava sozinha com o primeiro namorado e pela primeira vez após ele a pedir em namoro. Tanto é que sentiu seu coração acelerar e seu rosto esquentar quando Draco se aproximou dela, as mãos não estando mais nos bolsos, e sim em seu rosto; os lábios dele, ainda sorrindo, nos seus.

Tão logo sentiu a maciez daquela boca, entretanto, ela agiu como deveria agir. Seus braços se descruzaram automaticamente e ela o abraçou, permitindo que ele aprofundasse o beijo.

- Posso me acostumar com “bons dias” assim? - ela perguntou quando se separaram.

- Talvez. Se eu estiver num dia bom.

Syndia riu.

- Se você estiver num dia bom?

- Claro - ele respondeu dando de ombros. - Afinal, não combinamos que aproveitaríamos apenas o que há de bom no nosso... relacionamento?

- Sim.

- Então, obviamente, quando um estiver de mau-humor é melhor que nem procure o outro.

- Combinado.

- Como eu disse, Syndia: sem pretensões, sem problemas. Só aproveitar - ele piscou.

- Isso parece certo para mim.

- E perfeito para mim - completou Draco.

- Ontem você estava de mau-humor? - ela perguntou de repente.

- Não, por quê?

Syndia deu de ombros.

- Você não foi atrás de mim.

Draco riu.

- Achei que você precisaria de tempo. Não fiquei muito certo de que você absorvera bem minha proposta, no seu aniversário.

- Pensei que o beijo que trocamos tivesse sido uma boa certeza, Draco - ela riu.

- Honestamente? - ele perguntou com um meio sorriso que Syndia não gostou. - Eu sei o quão forte é minha persuasão. E eu achei que seria melhor ficar longe de você, ontem.

Embora a resposta dele tivesse atingido altos graus de presunção e arrogância, Syndia conseguiu sorrir. Fora realmente preocupação que ela notara na voz dele? Preocupação com o que ela estaria sentindo no dia anterior?

- Bem... Sendo assim, obrigada. Mas saiba que sua persuasão não é tão forte a ponto de eu fazer algo que não queira.

- Claro.

- Você não me conhece, Draco - ela sorriu. - Não ainda, e muito menos o necessário. Se chegar o momento de eu não querer, você saberá. E suas persuasões não serão fortes o bastante.

- Um direito seu pensar assim - ele riu.

- Um direito meu - ela falou, aproximando-se dele o bastante para roçar seus lábios nos dele - agir assim. - E afastou-se rápido o bastante para que ele não a segurasse ou ela se traísse. - Até mais, Draco.

- Até mais, Syndia - murmurou Draco para o nada, pois a moça já havia entrado na mofada sala de arquivos. Contudo, a expressão presunçosa logo deixou seu rosto ao sentir um estranho arrepio na nuca. Olhou para trás, mas nada viu, a não ser um corredor vazio. Pensando que estava imaginando coisas, Draco seguiu para sua sala. Não gostaria de estragar seu humor. Não naquele dia.

xxx---xxx


Com o decorrer dos dias, os aurores que saíram em campo pelos países onde ocorreram os surtos de magia voltaram ao Ministério. Contudo, nada de exato pôde ser adicionado às investigações.

- Ao que tudo indica, foi tudo coincidência, Quim - Harry falou cansado para o chefe que não parecia querer acreditar.

- Harry, tanto você quanto eu sabemos que coincidências não existem no mundo mágico. Não desse tamanho.

Quim, Harry e Rony estavam fechados na sala do chefe dos aurores há alguns minutos, pois os dois haviam acabado de chegar do exterior.

Ao contrário do que Tonks previra, ela não passara mais do que dois dias no México, e Zacarias Smith também voltara, mas não totalmente ileso. Havia um machucado em seu rosto, uma vez que ele realmente tivera que se embrenhar na floresta para encontrar o lugar que tivera o surto de magia. O machucado não pôde ser curado por ter sido uma planta de veneno forte que demoraria ainda algumas semanas para perder efeito. Porém, segundo Rony, o rapaz fora perseguido por índios canibais selvagens por ter matado um dos companheiros deles de indigestão. “Foi olhar pra cara azeda dele, que o índio caiu duro no chão”, zombara Rony.

- Além disso - Quim continuou -, tem o que você e o Weasley descobriram, não é?

- Nada concreto. São apenas lendas. E nós nem vimos a tal cidade que as pessoas descreveram - Rony falou.

- Eu não sei - exasperou o homem. - Alguma peça está faltando. Essas manifestações foram muito intensas, todas com tempos exatos. Todas na madrugada de sábado para domingo... ou o horário referente em outros países... mas todos duraram seis minutos. E esse desenho que o Smith trouxe...

Zacarias trouxera um desenho que, segundo ele, fora um dos índios do Brasil que fizera. Porém, os rabiscos não estavam nítidos. Na verdade, o índio que desenhara tal figura era cego e, segundo o agente do Império Brasileiro - ou, para os ingleses, um auror do Ministério da Magia brasileiro -, o cacique da tribo dissera que o índio cego morrera após fazer tais rabiscos.

Quim não conseguira identificar as curvas e retas em comprido. Apenas seu filho Tony, de quatro anos, conseguira enxergar alguma coisa ali ao visitá-lo mais cedo. Porém ele, Quim, não sabia de onde o filho tirara a conclusão de que aquilo era um desenho de um homem de duas cabeças e três pernas, sendo que as cabeças estavam grudadas uma na outra.

- Eu tenho certeza que esse...desenho é a chave.

- Mas, sinceramente, eu não sei o que essa coisa tem a ver com isso, Quim. Ou com o que Rony e eu descobrimos.

- Bem, seja o que for, não descobriremos agora. Podem ir pra casa, Harry, Rony. Vou guardar essas coisas e também já vou.

- OK. Nos vemos amanhã.

Assim que saíram da sala de Quim, Rony falou:

- Olha, não sei você, mas esse desenho tem algo a ver sim.

- Talvez se a gente falasse pra Mione - começou Harry, mas sendo interrompido por Rony.

- Não. Fora de questão. A Mione já está com seis meses, e eu não quero que ela fique se exaltando à toa.

- Ela está grávida, Rony, não doente - falou Harry entrando no elevador e apertando o botão para chegarem ao átrio.

- Claro... Deixa a Gina ficar grávida para você ver. Além disso - Rony continuou, não ligando quando Harry revirou os olhos -, ela se enfiaria na primeira biblioteca que visse, e onde eu ficaria? Sozinho, em casa. Não, obrigado, mas eu passo.

Harry encostou-se no elevador, suspirando.

- Falando nisso... Estou louco pra chegar em casa.

Rony fez uma careta, embora concordasse com o que o amigo dizia. Ele também estava louco de vontade de chegar em casa e ver Hermione. Assim como ele também sabia que Harry veria Gina que, com certeza, o estaria esperando. Certo que ele não era tão burro ou tapado assim, como muitos gostavam de dizer. E embora parecesse hipocrisia, ele não gostava de pensar em sua irmã mantendo uma vida de casada, ainda solteira. Mas ele não falaria algo assim. Principalmente por ter fortes indícios de que chegaria aos ouvidos de Hermione. Se a esposa sequer cogitasse que ele pensasse isso de Gina, poderia pensar que ele não se importava com a esposa quando vivia dormindo na casa dela, mesmo solteiros.

- Algum problema, Rony? - Harry perguntou quando viu o amigo soltar um resmungo enquanto caminhavam para o local de aparatação.

- Não. Manda um alô pra Gina.

- Pode deixar. Até amanhã.

- Até.

Em seguida, dois estalos foram ouvidos, indicando que ambos aparataram.

xxx---xxx


- Eu simplesmente não acredito nisso! - riu Syndia. - Finalmente!

Gui tirou os olhos do papel que lia e olhou admirado para a mulher ao seu lado.

- Pronto, endoidou...

- Se eu endoidei, não faço idéia. Mas tenho certeza que isso não é uma alucinação.

- O que você encontrou aí?

- A localização.

- De onde?

- Do lugar que o Aziza tanto quer procurar ouro.

- Mas...

- Eu sabia que conversar com a Luna não seria de tão ruim.

Gui fez uma careta. De onde aquela informação saíra? Eles estavam mais de meses procurando por informações, e apenas agora conseguiam?

- Ah, ainda bem que encontramos alguma coisa - continuou Syndia já anotando tudo o que estava naquela pasta. - Depois da intimada do Kito, achei que fecharia esse arquivo para entregar a investigação pra outra dupla. Seria um horror!

- Que coisa esquisita, não acha?

- O quê? O Kito passar pra outra dupla a nossa investigação? - Syndia perguntou sem olhar para o amigo. - Você sabe que isso é normal e...

- Não. Estou falando dessa informação aparecer do nada. A gente já tinha praticamente revirado essa sala em busca de mais informações dessa cidade. E, então, temos até a forma de chegar nela.

- Nada a ver, Gui - retorquiu Syndia, indiferente. - Só faltou essa pasta para vermos, só isso.

Gui ainda meneou a cabeça enquanto devolvia a pasta que tinha nas mãos.

- Pronto. Agora podemos ir até Kito e dar essas informações. Tenho certeza que ele nos dará a autorização para irmos até lá. Vamos? - Syndia sorriu.

Para ele não restou nada a não ser concordar com a parceira.

Assim que chegaram ao banco Gringotes, já foram procurar pelo duende, que realmente ficou alegre com a descoberta.

- Pelo visto a intimação que dei a vocês serviu pra algo, não é, não é?

Syndia e Gui se olharam, ao que ambos reviraram os olhos.

- Agora vocês vão poder ir pra essa cidade. É, essa cidade. Starta, não é? Starta.

Gui segurou uma risada. Por mais que trabalhasse com Kito há um bom tempo, as repetições do duende ainda lhe eram muito cômicas.

- Certo, certo. Levem isso ao Ministério - ele falou, entregando-lhes um memorando. - Cooperação Internacional em Magia.

- Gui - falou Syndia quando ela e o amigo já estavam nas ruas do Beco Diagonal -, pode deixar que eu levo o memorando.

- Tem certeza?

- A-ham.

- Tudo bem. Será que eles vão aprovar isso antes das festas? Queria ir depois de tudo, só no ano que vem.

- Verdade... Não pensei nisso. - Syndia fez uma careta. - Só falta passarmos as festas longe.

- Bem, vou pra casa. E você bem que podia usar sua “influência” do Departamento de Cooperação pra eles aprovarem essa viagem somente após as festas.

- Influência? Ah, ta... - riu Syndia.

- Para alguma coisa tem que servir esse seu estranho relacionamento.

- Draco não trabalha com isso. Mas vou ver o que posso fazer.

- Trabalhe sua persuasão, Syn - piscou Gui, ao que Syndia corou.

- Talvez eu nem precise. Dependemos do ministério do Oriente para investigarmos lá, não é? Se tivermos sorte, eles darão um pouco de trabalho.

- Sabe que ainda não me acostumei com esse seu estranho namoro? - falou Gui. - Faz uma semana, mas... Tenho pesadelos, à noite.

- Vá dissecar enguias, Gui.

O rapaz riu, despedindo-se da amiga. Syndia voltou para o Ministério da Magia. Rapidamente levou os documentos que Kito lhe entregara para o setor certo.

Sempre que os desfazedores de feitiço do banco Gringotes tinham que fazer viagens fora do Reino Unido, aquela burocracia era necessária, afinal, eles entrariam e vasculhariam território alheio.

Com um suspiro, assinou o documento que dizia que ela pedira a autorização da viagem e logo saiu da sala de número 03. Porém, seus pés estacaram. Mordeu o lábio inferior, olhando para o fim do corredor. “Ora, por que não?”

Durante essa semana em que se envolvera com Draco, Syndia ou era abordada por ele nos corredores do Ministério ou ia até a sala dele dar-lhe bom dia. Mesmo que ambos não quisessem admitir, era difícil ficar muito tempo sem se verem. Tanto Draco quanto Syndia diziam a si mesmos que isso acontecia apenas porque eles gostavam de aproveitar o melhor da vida.

Syndia olhou para a mesa de Elliot Short, que estava vazia. Aproximou-se da porta da sala de Draco, mas, antes de bater, pôde ouvi-lo:

- Traga logo o que lhe pedi.

- Sim, senhor.

Ela deu passagem para Elliot passar, e não conseguiu conter um sorriso ao ver a feição de desagrado do rapaz.

- Oh, olá, Srta. Vechten.

- Sr. Short.

- Sr. Malfoy, a Srta. Vechten...

- Eu ouvi, Short. Agora, vá buscar o que te mandei.

- Sim.

Syndia ainda ouviu Elliot xingar alguma coisa antes de ela entrar na sala de Draco.

- Acho que seria melhor eu voltar depois - ela falou simplesmente.

Draco apenas a olhou, ajeitando uns papéis em uma prateleira ao lado de sua mesa. Syndia revirou os olhos.

- Eu estou trabalhando. Estou até o pescoço com processos pra resolver - Draco falou. - Mas não posso fazer nada até o Short voltar com os papéis que pedi a ele.

- E isso quer dizer?

- Feche a porta, por favor - Draco falou olhando uma das pastas da prateleira.

- Você não vai responder minha pergunta? - Syndia perguntou ao mesmo tempo em que se virava para fechar a porta da sala.

- Temos cinco minutos. - Isso foi tudo o que ela conseguiu ouvir antes de ter sua boca capturada pela dele.

xx---xxx


As nuvens que ocultavam a meia lua deixavam a rua mais escura que o normal. Além disso, a pouca iluminação do lugar tornava praticamente impossível perceber a movimentação da rua. Portanto, era impossível ver uma pessoa andando àquela hora; pessoa esta que, propositalmente, apagou todos os postes de iluminação.

Andou durante dez minutos a passos rápidos e firmes, não se importando com alguns sons que, com certeza, eram feitos por animais vasculhando latas de lixo. Animais eram o de menos. Ele não ligava para esse tipo de animais. Tinha um tipo que era pior dos que se movimentavam sobre quatro patas ou sob asas. E esse tipo logo estaria liquidado.

Virou uma esquina e, vinte metros depois, adentrou em uma suntuosa propriedade. Achegou-se na porta e bateu três vezes, ao que ela foi aberta um minuto depois. Entrou sem dizer nada e sem nem sequer abaixar o capuz de sua capa, que ocultava seu rosto.

- Então?

- Eles irão logo, senhor - ele falou com uma leve mesura.

- Ótimo... E quanto aos sinais?

- O Ministério da Magia só mandou investigar àquela vez, senhor. Dois aurores em cada lugar - respondeu, embora soubesse que o homem à sua frente já tivesse essa certeza. Afinal, a casa onde estava pertencia ao Guardião Sênior.

- Descobriram algo que possa nos perturbar?

- Talvez, senhor. O desenho. Um índio cego, do Brasil, desenhou as formas. Desenhou o primeiro encontro.

- É, eu soube do desenho. Mas eles não conseguiram identificá-lo. E duvido que o façam.

- Estava realmente ruim, senhor - o visitante esclareceu.

O dono da casa suspirou. Então, num lamento, continuou:

- Eu não acredito que perdi esse primeiro encontro. Eu poderia ter visto.

Por baixo do capuz, o visitante resfolegou.

- Você... Você poderia ter visto? O primeiro?

- Sim.

- Então você sabe onde ela está! Onde eles estão!

- Sei. Mas, primeiro, preciso fazer uma visita a um velho amigo. Precisarei da ajuda dele.

- Ajuda? Desculpe a ousadia, senhor, mas não precisaremos de ajuda quando tudo iniciar.

- Dessa vez eu perdoarei, pois você é jovem. Mas nunca menospreze ou subestime o poder deles novamente - rosnou o Guardião. - Eles não foram escolhidos à toa. E, principalmente: você sabe quem eles são.

- Desculpe, senhor.

- Precisaremos de ajuda, pois ele não é alguém fácil de lidar. Talvez ela não seja tão difícil de persuadir. Conheço-a bem. - O Guardião pôde sentir o olhar de inveja, mas também admiração, de seu visitante. Sorriu presunçoso antes de continuar. - Também temos que encontrar o resto. E acho que sei onde está. Mas prefiro fazer isso com cautela, sem atingi-la direta ou indiretamente. - O olhar do Guardião Sênior recaiu no visitante. - Na hora, você deverá agir.

- Sim, senhor - o visitante disse solícito.

- Primeiro, preciso que você reúna os outros. Você terá o tempo de um ciclo para deixar tudo pronto.

- E o resto dos papéis...

- Deixe comigo. Ela não poderá esconder por muito tempo, se eu insistir. Mas, como eu disse, precisarei ir visitar um antigo amigo. Tenho certeza que Lúcio gostará da minha visita.




N/B: Dessa vez começarei de forma diferente... ECA! ECA! ECA! O Lucio???????? Aaaaargggghhhhhh!!! E vem aprontando, o bem ruim! AAAffff!!!! – Hummm... sinto cheiro de cidade perdida a ser encontrada no ar... E de conspiração da braba também! - Ok, eu admito. Esses beijos Draconianos pelos corredores e salas ministeriais devem ser torta de caramelo com sorvete de bons! (Minha mãe! Olha o que eu estou falando da Don... digo, do Draco!!!! =O ) – EEEEEEEEEEEEEEEEE!!! Harry e Rony em ação! Que sodadi que eu tava deles mandando ver! =D – Pára tudo! PÁÁÁRA TUDO! Com os mais de duzentos bruxos nossos conhecidos pela maravilhosa história potteriana afora, você, minha amada e indômita betinha, MANDOU O ZACARIAS SMITH PRO BRASIL?????? – Tô de mal! Tô de bico! Nananinanão, nem quero conversa! Ó, fui! >( ... – Rsrsrsrs... Mais um capítulo tudo de bom, Lív! Aplausos assoviantes!!!! – TeDoro! Até o próximo – BEIJÃO! =D

N/A: Sim, nossa beta tem o faro apurado!hihi. Este capítulo foi cheio de romance para encher os olhos e com o suspense e início de tensão para prender os leitores! E o Zacarias veio para o Brasil, pois alguém tinha que sofrer as conseqüências de nossa densa mata e vasta flora..rsrs. Se eu mandasse, tipo, um Weasley e acontecesse isso a ele, você, So, ficaria mais de mal do que já está!hihi..

Beijo, beta mais que amada!

E espero que todos tenham gostado!

Claudiomir José Canan, obrigada pelo comentário! Quanto às suas perguntas... Não posso respondê-las agora, só posso dizer que acompanhe a fic!

Priscila Louredo, mana querida!!! Que bom que gostou! =D E fazer briga Rony e Draco é engraçado..hihi.. Espero que tenha gostado deste também, irmã! Amo!

Aguardamos review!

Beijos

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