Second Life
Capítulo 8
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N/A: Este mundo pertence à JKR. Eu não ganho nenhum dinheiro. Agradecimentos a minha beta, Shellsnapeluver.
Harry a arrastou pelo buraco do retrato. Marchara silenciosamente, lábios enrugados, pelo corredor e pelos degraus, o braço dela sendo apertado firmemente por ele. Ela lançara apenas um olhar apologético a McLaggen antes de Harry tê-la arrancado do lugar, entretanto, de relance, viu Snape sorrindo maliciosamente ao longe.
"Harry, você está me ferindo!” disse, correndo para manter o ritmo dele apesar dos sapatos de salto, mas ele não lhe deu atenção.
Quando estavam, seguramente, no Salão Comunal da Grifinória, ele gritou, "Você se importaria em me falar por que estava dançando com o Snape?”
"Professor Snape", ela corrigiu automaticamente. A cor dele, que já estava alarmante, parecia adquirir, cada vez mais, uma sombra mais lívida de vermelho.
"Professor Snape, então". Ele concordou.
"Ele tinha uma mensagem para mim, de Dumbledore", ela respondeu. "Ele disse que Dumbledore quer que eu fique aqui nos feriados."
"Dumbledore poderia ter lhe falado ele mesmo."
"Dumbledore não estava lá hoje à noite, caso você não tenha notado", ela disse, alterando seu temperamento. "E o último dia para se inscrever na permanência durante os feriados é amanhã."
"Ele poderia ter lhe mandado uma coruja -- Ele tem lhe mandado muitas este semestre!”
Isso era um pouco perto demais. "De quê, exatamente, você está me acusando, Harry Potter? Você pensa que eu gostei de dançar com o Professor Snape? Você acha que eu apenas estava esperando que ele me convidasse para dançar? Você sabe tão bem como eu que ele fez isso para me humilhar. Porque ele sabia que ninguém me deixaria esquecer isso -- principalmente você! "
Com isso, ela se virou e subiu os degraus para o dormitório das meninas.
Parvati estava sentada na cama dela quando Hermione entrou no quarto. Lilá, presumiu, estava com Ron em algum corredor abandonado.
"Você está bem?” Parvati perguntou.
"Sim", Hermione confirmou, abrindo os botões do vestido com força desnecessária.
"E McLaggen foi ‘legal’ com você?”
"Apenas McLaggen."
"Eu considerarei isso como um sim."
"Olhe, você tem que saber, e tenho certeza de que você vai descobrir amanhã de qualquer maneira, o Professor Snape me convidou para dançar."
"O Professor Snape!” Parvati rangeu. "O que você disse?”
"O que eu poderia dizer?”
"Então você dançou com ele?”
"Eu tive."
"Bem, você teve uma grande noite, então".
"Totalmente."
"O que o Harry achou disso?”
"Exatamente do jeito que você imagina."
"Desculpe."
"Tudo bem. Eu só quero que essa noite passe logo", Hermione disse, enquanto vestia o pijama. "Tenho que escrever para meus pais, e então vou para a cama."
Parvati voltou a estudar quando Hermione sentou, pergaminho na mão, tentando pensar em um modo de explicar aos pais que não estaria em casa nos feriados.
* * *
Snape passou pelos corredores com um temperamento; que Deus ajude qualquer estudante que ele pudesse encontrar espreitando onde não deviam estar! Tirou vinte pontos de um Lufa-Lufa se encolhendo, claramente a caminho do dormitório após a festa do Slughorn, por estar no corredor nesse horário.
Qual poderia ser a explicação para a menina Granger ter se escondido em seu escritório? O que ela pensou que encontraria? Tinha descoberto que ela estava lá imediatamente, mesmo não a tendo visto. Ele a tinha sentido lá, pelo cheiro de mel-e-medo característico que passara a associar a presença dela. Graças a Merlin ela tinha tido o senso para ficar longe de vista.
Estava tentando conseguir que Draco se abrisse com ele por tanto tempo que não tivera escolha, fora obrigado a continuar, mesmo com a menina asnática (tola) comprimida sob sua escrivaninha. Como se ele precisasse de mais no seu prato além do fato simples de Draco Malfoy, correndo louco pelo castelo, estar ordenando -- não importa o que tenha dito -- esquemas tolos e impossíveis. Ele tinha sorte que a moça Bell não tivesse morrido.
"Algodão Doce", disse furiosamente ao alcançar a gárgula. Subiu depressa e bateu na porta de Dumbledore, arremessando a porta assim que o Diretor o permitiu entrar.
"Draco nega ter qualquer envolvimento com o colar, mas ele está claramente mentindo", Snape disse sem preâmbulo.
O velho bobo encostou-se na cadeira, pousando suas mãos e esperando-o terminar.
"Ele ainda se recusa a divulgar o plano dele. Parece pensar que eu estou tentando roubar a glória dele".
"Continue tentando, Severus", Dumbledore disse suavemente.
"Como se eu tivesse qualquer escolha. Mas para complicar o assunto, a inigualável Senhorita Granger tinha entrado em meu escritório de alguma maneira antes que eu chegasse lá com Draco, e se escondera. Ela ouviu o bastante para lhe causar angústia.”
"E você tranqüilizou-a, posso crer nisso?”
"Por que eu deveria, se ela não tivesse bisbilhotado, nunca teria ouvido uma palavra. Deixe que ela se preocupe."
"Eu concordo que a Senhorita Granger não deveria entrado em seu escritório. Mas, seja como for, um estudante preocupado pode ser um perigo, como nós estamos descobrindo. E você não deve deixar Harry interferir com os deveres de Draco. O risco de Voldemort castigá-lo já é bastante grande.”
"Mas Albus --"
"Não. Se não o fizer pela paz de espírito da Senhorita Granger, faça pela de Draco. Deve ser feito."
Snape acenou com a cabeça, fervendo intimamente. Dumbledore sempre poderia torcer um assunto até que o colocasse contra a parede.
"Você falou com ela sobre os feriados?”
"Está arranjado", ele disse.
"Excelente. Você pode falar com ela, então. Mas Severus, tome cuidado para que não divulgue nada sobre as ordens de Draco.”
"Só tarefas fáceis que você me dá, Albus. Acalme a mente dela, mas não lhe conte nada."
"Estou certo de que está à altura da tarefa. E você montará um curso de estudo para ela?”
"Em meu tempo livre", Snape disse acidamente.
"Ah, você tem que admitir não está tão ruim assim", Dumbledore disse. "Ela foi excelente ao cuidar de você enquanto eu estava fora. Você disse que raramente se recuperara tão depressa. Ainda que talvez ela não teria tido de trabalhar tão duro se você não tivesse -- "
Como se a tortura não tivesse sido bastante, ou o conhecimento que ele tinha arriscado a vida dela -- arriscado tudo entre eles.
"Senhorita Granger não é nada senão uma overachiever*", ele disse.
"Sim, ela é uma grande jovem mulher", Dumbledore disse, compreendendo-o mal deliberadamente.
"O que você planejou para as aulas dela?” Não havia como fugir daquilo. Uma vez o velho coloca uma idéia na cabeça, era quase impossível oscilar.
"Feitiço de Encobrimento, Oclumência, Feitiços de Proteção, Feitiço de Extensão, uma revisão de venenos comuns, algum ensinamento de medibruxaria básico, talvez alguma transfiguração humana com um disfarce para mente --"
"Há alguma coisa que você queira que eu não ensine a ela?”
"Eu não vejo nenhuma necessidade para você ensinar Adivinhação, nem Estudo dos Trouxas, já que a Senhorita Granger detesta a primeira e está bem versada na última."
Snape bufou. "Você percebe que sua pequena lista de estudo extracurricular poderia me dar uma idéia do que ela estará fazendo."
"Eu lhe aconselho a não pensar muito nisto, Severus. Seu trabalho é prepará-la, nada mais."
"Como posso prepará-la sem saber para o quê eu estarei preparando-a?” ele perguntou impacientemente.
"Quanto menos você sabe, melhor, meu querido menino. Estou seguro de que me fiz muito claro. E agora, acho que estou ficando cansado. Você contatará Senhorita Granger depois que os estudantes partirem? "
"Não percebi que eu tinha alguma escolha."
"Totalmente certo, é claro. Você não tem. Boa Noite, Severus.”
* * *
O Salão Principal estava moderado durante o jantar na noite que os estudantes partiram para os feriados. Snape sentou-se no assento habitual à mesa principal, entre Minerva e Albus. Quando se serviu, olhou as quatro mesas das casas, tão escassamente povoadas este ano. Muito poucos estudantes tinham escolhido ficar para os feriados; com a guerra se aproximando, as famílias tinham querido manter as crianças presumivelmente próximas.
A mesa da Grifinória estava deserta, exceto pela menina Granger. Ela sentou e comeu com quieta determinação, não se unindo aos estudantes de outras mesas, entretanto, seguramente, ninguém teria achado isto estranho. Costumes de casa eram muito menos rigorosos durante os feriados. Ele se sentia quase arrependido pela menina quando considerou os pratos na mesa dela. Ela tinha pegado, mas apenas um pedaço de cada, e o resto permaneceu na mesa como uma lembrança palpável daqueles que estavam ausentes.
Ele tinha acompanhado os estudantes à estação naquela manhã. Potter e Weasley não tinham se despedido, embora ela tivesse ido até lá para vê-los embarcar. Sentia uma pontada minúscula de remorso por ter causado tal ruptura entre a menina e o Potter. Só tinha pensado em envergonhá-la como ela o tinha envergonhado e castigá-la por invadir o escritório dele; ele deveria ter percebido que o ódio daquele Potter se espalharia para qualquer coisa que tocasse. Porém, o espião nele reconheceu que, lamentavelmente, a situação apresentada for a uma oportunidade sem igual. De que outra forma ele poderia tê-la isolado tão completamente? Ela ficaria vulnerável, maleável, só. Se ele apresentasse alguma simpatia, ela pularia com isso, e o tolo coração grifinório dela não teria como manter sua própria promessa. Estas lições de feriado lhe permitiriam moldá-la em algo serviria às necessidades dele.
Várias vezes pensou que a viu olhá-lo de relance. A última vez, ele capturou os olhos dela e retribuiu furiosamente até forçá-la a olhar atrás para o prato. Ele precisaria quebrar daquele hábito dela. Ela teria que aprender simplesmente a estar atenta da presença dele do mesmo modo que ele tinha se dado conta da sua, pensou, lembrando-se como os sentidos formigaram quando entrara no escritório com Draco.
Quando voltou ao escritório, tocou o anel com a varinha e a chamou lá, desiludindo-se e lançando o Feitiço Abaffiato em si próprio, para lhe impedir de ouvir os seus passos.
Ele a ouviu bater mas não disse nada. Depois de um momento, a porta se abriu, como ele sabia que ela faria. A Senhorita Granger parecia ter grande dificuldade em ficar fora dos quartos de outras pessoas. O rosto dela estava tenso quando entrou, e os olhos esquadrinharam o quarto cautelosamente. Ele se lembrou das únicas outras circunstâncias nas quais ela tinha sido chamada pelo anel e foi golpeado novamente pela culpa. O que ela esperava encontrar aqui? Então se castigou por sua própria condolência tola. Ela não precisava de compaixão -- precisava ser endurecida, treinada.
Ele esperou vê-la rondando – mexendo nas coisas, sem nenhuma dúvida – ou, pelo menos, investigando no aposento ao lado, assim foi pego de surpresa ao vê-la se sentar em frente à escrivaninha dele e calmamente cruzar as pernas.
Ele se mudou para a lareira onde poderia manter um olhar no rosto dela. Ainda tinha um olhar amedrontado que o satisfazia mas não fizera nenhum movimento para procurá-lo. Depois de alguns momentos, ela disse em um tom sociável, "Bem, se você não se mostrará, voltarei para meu dormitório."
Ele retirou o feitiço, sentindo-se inseguro. Pretendera assustá-la, ensiná-la vigilância constante. Como ela soubera que ele estava lá?
"Ah, você está aí", ela disse. "E com esse olhar sensível no rosto."
Ele carranqueou a ela. "Muito bem, Senhorita Granger. Como você soube que eu estava aqui?”
"Eu não sei. Senti sua presença de alguma maneira ou seu cheiro. Não sei dizer. Por que estava se escondendo?”
“Para mostrar que não precisamos de fofocas nem de você ser descoberta me encarando como uma aluna insensata durante as refeições. Pretendia treiná-la para simplesmente estar atenta a minha presença. Mas parece você já foi afinada por minha… natureza. Descreva o que sentiu quando entrou."
"Er… no princípio eu simplesmente senti que havia alguém aqui. Desejei saber se Dumbledore estaria em algum lugar próximo, como da última vez. Entretanto pensei, não, ele teria se mostrado. Então senti um tipo de formigamento… e reconheci o aroma de tempero e lã e soube que deveria ser você."
"Entendo. Você pode sentir a presença de outros?”
"Não sei. A maioria das pessoas não se esconde quando me convidam para vê-los."
"Surpreendente", ele disse, e ela se encrespou.
"Há um propósito para esta visita, ou você apenas planejou pular na minha frente, me assustar e, com isso, quase me matar, me insultar, e me mandar de volta?”
"Você começará lições extras comigo pela manhã", ele disse. "Dumbledore sugeriu um curso de estudo e me nomeou para instruí-la. Nove horas está bom?”
"Então eu tenho escolha sobre o tempo mas não sobre as lições?"
"Eu poderia simplesmente atribuir-lhe um tempo para estar aqui, se você é incapaz de pensar em um por conta própria."
"Nove está bom."
"Maravilhoso", ele zombou. "Boa noite, Senhorita Granger.”
Ela se levantou e foi à porta, mas quando alcançou o batente, virou e disse, "eu posso crer que minhas lições incluirão uma explicação do que, em nome de Merlin, você estava planejando com Draco Malfoy?”
Como ele desejou rir na cara dela e lhe dizer para prestar atenção em sua própria vida. Com malícia pouco escondida, disse ele, "Eu não vejo nenhuma necessidade de me explicar a você. Porém, nós discutiremos o que você ouviu.”
"Maravilhoso", ela imitou e passou pela porta.
Insofrível, presunçosa, pequena tola convencida. E ainda, havia uma parte dele que gostou da discussão. Sempre houvera estudantes – grifinórios, a mente dele emendou -- que estavam dispostos para falar dele, mas nunca houve qualquer um que agisse na ocasião com exultante altivez. A senhorita Granger não tremeu quando golpeou, nem estremeceu quando ele replicou. Na realidade, ela parecia muito à vontade quando eles atiraram farpas um ao outro. A cor dela tornou-se um cor-de-rosa gracioso, e ela parecia… em casa. O que você está pensando? Perguntou-se abruptamente quando juntava o equipamento que eles precisariam para a lição do próximo dia. A criança é apenas mais um fardo que você carrega. Qualquer prazer que você tenha na companhia dela põe ambos em maior risco.
* * *
Hermione bateu prontamente na porta de escritório de Snape às nove da manhã, nenhum pouco surpresa ao encontrá-lo mais uma vez ausente.
"Professor, isto está ficando muito cansativo", ela começou quando cruzou o aposento, entretanto um flash de luz vermelha saltou de algum lugar até alcançar bem diante de seus pés. Ela tropeçou para trás, gritando, "Protego!”
“Protego não, Senhorita Granger! O feitiço já foi lançado. Tente novamente."
"Impedimenta!” ela disse, apontando a varinha para a escrivaninha dele onde a voz parecera originar.
"Procure a fonte de meus feitiços, não o som de minha voz", ele disse. Outro flash de luz vermelha atingiu a parede próxima. Saltou para o lado. "Expelliarmus!” Ela sacudiu a varinha na direção da lareira. Tinha certeza de que tinha visto, por um milésimo de segundo, a varinha dele.
"Não rápido o bastante", ele escarneceu, e um feitiço ardente golpeou uma pintura acima da cabeça dela, fazendo os habitantes correrem para a moldura.
"Sua pontaria é notavelmente pobre", ela disse, lançando uma maldição geléia-perna em uma mancha próximo à porta.
"Se eu quisesse atingi-la, lhe asseguro, eu teria."
"Rictusempra!”
"Oh, você gostaria disso, não é?”
"Estupefaça!”
"Eu pensei que nós tínhamos passado a fase de ficar gritando feitiços tolos."
Ah, ha! Eu o pego agora, ela pensou, girando a tempo de ver uma tapeçaria se movendo pela ligeira passagem dele. Ela juntou toda a sua concentração e em pensamento, Incarcerous!
Snape deu um grunhido assustado, e ela ouviu um baque amortecido.
"Professor?”
"Gentilmente, remova as cordas, Senhorita Granger", ele rosnou.
"Certamente, senhor. Relashio!”
"Eu estava começando a me desesperar achando que nunca me pegaria", ele disse, levando a emoção da vitória dela pelo fato de que ele a tem a seus pés. "Se eu fosse seu inimigo, você teria sido desarmada e apanhada imediatamente."
"Nós tentaremos isto novamente?” ela perguntou calmamente.
"Não agora. O elemento de surpresa é fundamental. E posso lembrá-la de suas recentes lições em Feitiços de Proteção?”
Ela se ruborizou. Protego Totalum. Como ela pôde esquecer? Bem, ela não seria tão tola da próxima vez.
"O que está no plano de aula hoje, senhor?”
"Disfarce", ele disse, tomando seu lugar atrás de sua mesa e movimentando uma cadeira até ela.
"Por que o Diretor quer que eu aprenda disfarçe?” ela perguntou, sentindo-se deleitada. Feitiços de Disfarce! Eles só começaram a estudar transfiguração humana no último semestre -- seguramente qualquer coisa que Snape ensinasse seria muito mais avançado.
"Eu não tenho a liberdade de dizer."
Ela o deu um longo e medido olhar e estava a ponto de abrir a boca para protestar, quando ele disse:
"O Diretor não deseja que eu fale o plano dele para você. Acredito que o termo é ‘dupla proteção’. Quanto menos eu sei sobre seu plano, menos eu poderia revelar, se o Lord das Trevas me torturasse -- menos ele poderia tirar de minha mente."
"Entendo."
"É a mesma razão pela qual não posso explicar o que você ouviu na outra noite, porque tenho que lhe pedir que ponha isto em sua mente. Dupla proteção, Senhorita Granger. Isso é como nós protegemos um ao outro da descoberta."
"Mas eu não entendo. Eu já sei parte de seu plano --"
"Isso é um risco nós tivemos que correr pelo Potter. Haverá tempos onde você precisará saber dos segredos dos Comensais da Morte para protegê-lo e tempos em que eu precisarei saber o que posso fazer para melhor assegurar o sucesso da Ordem. Mas nós manteremos nossa sabedoria compartilhada a um mínimo."
"Quando menos você souber, menos pode ser arrancado de você numa tortura…” ela sussurrou. O que ele teve de suportar daquele pesadelo de bruxo? Ela pensou nele, tão praticamente destruído na outra noite. Eles arriscavam o corpo dele novamente e novamente, contudo não podiam arriscar a mente deles.
"Precisamente. E quanto mais nossas ações permanecerem um mistério ao Lord das Trevas, maiores nossas chances de sucesso… e sobrevivência." Ele se dirigiu a ela com um olhar que ela nunca tinha visto antes no rosto dele. Parecia sinceridade. "Acredite, Senhorita Granger, o Diretor está ciente de tudo que conversei com Malfoy. Faça seu trabalho. E deixe-me fazer o meu."
"Sim, senhor", ela disse, sentindo-se envergonhada. Ele tinha razão. Ela não deveria ter entrado no escritório dele em primeiro lugar. E agora ela possuía informações que poderiam feri-lo, informações que ele tentara esconder dela, não para traí-los, mas para manter ambos seguros.
"Nós podemos começar com os Feitiços de Disfarce?” ele perguntou.
"Sim, por favor."
Ele elevou a varinha e apontou para seu próprio rosto, dizendo, "Dissimulo Adversus!” Ela observou, de boca aberta, incapaz esconder a surpresa. De repente, o Professor Snape era um bruxo loiro, cabeludo, e com nariz amassado. Os lábios estavam cheios, a pele morna, e ele estava quase que corpulento.
"O Feitiço de Disfarce mais rápido e mais efetivo é o Dissimulo Adversus. Torna a pessoa encantada exatamente o seu oposto. Sempre que eu sou injusto, meu eu encantado é justo. Sempre que estou magro, ele é gordo. Efetua nos quatro locais onde a maioria usa como reconhecimento: cheiro, rosto, cor dos cabelos, e forma de corpo.” Ele estava de pé. "Como você pode ver, o feitiço também me faz parecer mais baixo."
Foi incrível. E, no entanto, ela odiou. Ainda havia algo, totalmente particular a Snape, algo que nunca estaria preso dentro daquele corpo. Isso fez a cabeça dela doer ao olhar para ele.
"Você me reconheceria?”
"Não", ela disse honestamente, "mas eu saberia que havia algo… ‘não-certo’. Ainda há algo de você em você, de alguma forma.”
"Bom", ele disse e lançou a varinha novamente ao rosto. "Dissimulo Juvenis!” De repente, Snape estava com a mesma idade que ela, alto e mais magro. A pele ligeiramente manchada, e a postura diferente. Ele encarou-a por detrás da cortina escura de cabelos lisos.
"Gracioso", foi tudo o que ela conseguiu dizer. Snape… bem, era como se não fosse Snape, contudo. Ele estava em lá, mas só em potencial. "Era como você realmente se parecia?”
"Era", ele disse brevemente. "Você me reconheceria?”
"Você parece familiar para mim", ela disse, tentando passar sua opinião o mais claramente possível. "Mas há algo bastante diferente com a sua energia."
"Você pode dizer qual a única coisa que não mudou?”
Ela tinha uma expressão difícil no rosto. "Levante-se”, ela pediu. Ele ficou de pé.
"Eu posso ver o outro novamente?”
"Dissimulo Adversus!”
Havia algo… estava na ponta da língua… algo em Snape que não pôde ser mudado. Era curioso, se ela não tivesse visto a transformação, diria que sempre o reconheceria pelo nariz, mas não era isso. A profundidade dele, do Snape, era…
"Seus olhos!” ela exclamou.
"Dez pontos para a Grifinória", ele disse. "Nenhum feitiço de disfarce pode mudar os olhos. Accio espelho."
Um espelho dourado voou de dentro do banheiro. A moldura era cheia de arabescos intricados e Hermione achou difícil acreditar que Snape possuía uma coisa dessas. Ele não parecia o tipo que aprecia ficar olhando para si próprio.
Ele lhe deu o espelho e disse-lhe para tentar os feitiços.
"Dissimulo Adversus!” ela disse e assistiu, no espelho, o nariz alongar, e os cabelos endireitarem-se e ficarem mais escuros. A pele tornar-se um pálido mortal, e os lábios dela afinarem. Oh Deus, ela parecia -- mas interrompeu aquele pensamento. Inclinou a cabeça até olhar para ele, os olhos ainda marrons buscando os pretos dele.
Ele a estudou, sem falar nada, mas ela sentia os olhos dele passando por toda e cada polegada de seu rosto. Finalmente, ela não conseguiu mais aguentar.
"Senhor?”
"Eu estou apenas memorizando. Se vir isso, precisarei saber que é você."
Ela acenou com a cabeça e olhou para o espelho. Poderia ser irmã dele. Era extremamente desconcertante. Elevou a varinha novamente, ansiosa para destruir aquele semblante estranho.
"Dissimulo Juvenis!”
Antes que tivesse tempo de até mesmo se olhar no espelho, observou a face de Snape se contorcer. "Finite Incantatem!" ele disse, sacudindo a varinha na direção dela. "Você é bastante jovem."
Ah, sim. Talvez o homem que casara com uma criança não precisasse ver a esposa como uma criança.
"Cuticolorus mudará a cor de sua pele", ele disse depressa, virando-se para longe dela. "Pillarius adiciona cabelo. Você deve praticar com estes feitiços e voltar aqui amanhã."
Hermione se sentiu ferida. Esperara ansiosamente passar o dia aprendendo muitos disfarces, mesmo as lições sendo com Snape.
"Sim, senhor", ela disse, levantando-se da cadeira. "Nove horas?”
Ele acenou com a cabeça. Seu rosto estava tão fechado quanto uma porta batida.
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Nota: overachiever é aquela pessoa que faz de tudo, no caso, em uma escola (acredito que pode não se referir apenas ao campo acadêmico também), todos os cursos propostos, todas as aulas fornecidas, todas as atividades extracurriculares e sempre se mantêm no alto, ou seja, tira notas altas em tudo o que faz, mesmo que seja uma carga imensa. Isso, os especialistas dizem, dá origem a um excelente currículo, mas também faz o estudante perder o foco e cansar, sem necessidade, mente e corpo.
Rolou uma pesquisinha, mas como fiz esse resuminho, não saberia mais indicar a origem... ^^’ E não encontrei nenhuma palavra no português que correspondesse ao significado.
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N/T: Quem quiser nos ajudar com a tradução, as vagas estão abertas ^^ ahuahuahua. Mais é sério mesmo, estamos precisando de ajuda pq eu e a Thaiz não estamos tendo mto tempo e quanto mais gente ajudando mais rápido o capítulo sai...
Pergunta para Nick Sith que já leu a fic em inglês (tb já fiz mto isso com outras fics, não consegui resistir ahuahuahauha), qual capítulo vc gostou mais? Eu adorei o 15, e para as meninas que gostam de NC, o próximo capítulo com NC é o 15 , ainda ta longe, mais os comentários nos estimulam a traduzir... Esse capítulo tb tem algumas revelações...
Bjs e até o próximo, vou tentar postá-lo mais rápido.
Ahh e quem quiser me adc. o MSN é lygya_tavares@hotmail.com
E o Orkut é http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=14831866676908230429
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N/B: Gente, mais uma vez, desculpem pela confusão. Mas aí está o capítulo como prometido! \o/ (Nunca consigo cumprir meus próprios prazos. Isso é um recorde!=D) Fiz o melhor que pude e pretendo melhorar cada vez mais. Até o próximo capítulo. Ah, Nick Sith: I agree with you. The last chapters left me very concerned, but I loved. (Tão acostumada a ler, que nem sei se escrevi direito... XDD) Bom, gente... Até, eu espero, breve! Beijinhos, Thayz Phoenix.
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