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4. O Novo Ministro


Fic: O Teatro


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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IV

O NOVO MINISTRO

Olhos curiosos e assustados miravam-no, enquanto ele tranqüilamente caminhava para a sua casa. Severo Snape sabia que a sua vida naquela vizinhança jamais seria a mesma: agora que ele era conhecido como o temível assassino de Alvo Dumbledore, teria de se acostumar a receber aquele tipo de atenção. Se bem que – ele constatou, tendo de segurar-se para não deixar um sorrisinho sarcástico florescer em seus lábios – ele sempre fora visto como um assassino frio. Essa fama não deveria mais afetá-lo.

No entanto, ao sentir as unhas de Linda se cravarem no seu braço, Severo soube que aquela fama e aqueles olhares hostis incomodavam-na.

- Ignore – ele aconselhou, com os dentes cerrados.

Linda apenas mordeu levemente o seu lábio inferior, baixando a cabeça e se controlando para não acelerar o passo.

Depois do que pareceu uma eternidade, o casal chegou à porta da sua casa. Cavalheiro, Severo abriu-a e deixou que a sua esposa entrasse primeiro, imediatamente a seguindo... e finalmente, quando a porta fechou-se, ele pôde suspirar e livrar-se da sua máscara de arrogância e indiferença.

- É bom estar em casa.

Linda empunhou a sua varinha. Com um breve menear, fechou as janelas e cortinas, certificando que os dois teriam um pouco de privacidade.

- Eu fico feliz que você esteja de volta – ela disse friamente.

Severo franziu o cenho, estranhando o tom de voz da mulher. Ainda assim, o tempo que passara longe dela sobrepujou a vontade de saber o motivo da sua aparente frieza... Assim, ele apenas limitou-se a tentar se aproximar de Linda.

Mas, aparentemente, ela tinha outros planos; e tratou de esquivar-se rapidamente.

- O quê? – Ele perguntou, aborrecido.

Linda cruzou os braços.

- Eu apenas quero que você me explique por que eu tiver de passar os últimos dois meses mentindo para todo mundo; dizendo que você é inocente?

- Eu nunca pedi que você fizesse isso.

- Não? – Ela deu um sorriso irônico. – E o que eu deveria ter feito? Ter dito que sempre soube que você é um Comensal da Morte e que o assassinato de Alvo não foi uma surpresa para mim?

Severo suspirou alto e passou a mão pelos seus cabelos. Ele sabia que Linda exigiria algumas respostas quando ele voltasse para casa, mas confiava que ela apenas faria perguntas depois de lhe demonstrar o quanto estava feliz com a sua volta. Certamente não esperava o tom acusatório e hostil da esposa.

- Linda, eu estou cansado. Eu gostaria de não ter esse tipo de conversa agora.

- Você não parecia cansado enquanto tentava intimidar o coitado do Andrew! O que foi aquilo? Por que você agiu daquela maneira, Severo?

- Ele gosta de você. Logo, é a única pessoa nesse vilarejo que eu posso fazer de vítima.

- E é realmente imprescindível que você faça uma vítima, aqui?

Severo bufou impacientemente. Ele jamais saberia como explicar à Linda por que era tão necessário que todos tivessem certeza de que ele era um fiel servo do exército de Voldemort... Assim, ao invés de respondê-la, ele apenas replicou com outra pergunta:

- Por que você se importa?

- Porque eu fiquei com vergonha! Eu nunca destratei nenhuma das suas amiguinhas, não é verdade? Tonks, antes de se casar com Remo, sempre dava em cima de você na minha frente... E você passava noite e mais noites na sede da Ordem da Fênix, dormindo no quarto ao lado do dela! Mesmo assim eu nunca sequer levantei a minha voz para ela! E eu não vou nem comentar sobre as suas queridas companheiras de trabalho Vector e Sinistra!

Ele ergueu uma sobrancelha.

- Quem mais? Sibila? McGonagall? Bellatrix, talvez? – Ele pensou em Narcissa, mas, como aquela realmente estivera se insinuando para ele, Severo preferiu não mencioná-la. Rolou os olhos, tentando mais uma vez se aproximar da esposa, mas Linda apenas se afastou mais. – Não seja infantil, Linda! Eu não estou com paciência para lidar com a sua criancice!

Linda desviou o olhar e respirou fundo, tentando se conter para não responder ao comentário ácido do marido. Não queria brigar. Controlando o tom da sua voz, ela disse calmamente:

- Eu apenas estava tentando entender o motivo da sua grosseria.

Tomando o novo tom de voz de Linda como uma trégua, Severo relaxou um pouco. Lentamente encaminhou-se para a larga poltrona que ficava quase ao lado da porta e sentou-se.

- É isso que as pessoas esperam que eu faça; não apenas os nossos vizinhos, mas também os Comensais da Morte e o próprio Lorde das Trevas – Ele explicou calmamente. – Para eles, não seria natural que eu fosse educado com um homem que sente desejo pela minha mulher.

- No entanto, você não agia assim antes.

Ele deu um meio-sorriso, recostando-se na cadeira.

- Você tem que lembrar que eu escondia que sou um Comensal da Morte. Agora todos sabem.

Linda franziu o cenho e cruzou os braços.

- Não; nem todos! Você passou os últimos oito anos me dizendo que se arrependia de ter se juntado ao exército do Lorde das Trevas; que, caso houvesse uma nova guerra, você trabalharia ao lado de Dumbledore! Agora, Severo, como você me explica o que está acontecendo?

Severo bufou. Irritado, começou a se perguntar se não teria sido mais interessante permanecer na Mansão Malfoy; lá ele tinha mais distrações e menos aborrecimentos.

- Eu nunca disse que poderia lhe contar tudo!

- Você espera que eu continue mentindo por você, enganando por você, sem saber por quê? Sem saber sequer de que lado eu estou nessa guerra?

- Você está do meu lado – ele respondeu de pronto. – Então confie em mim. Eu já lhe contei muito mais do que você poderia saber.

- Eu sei que você mente para mim! – Ela o olhou friamente. – Então não espere que eu acredite nessa historinha fantasiosa de que tudo o que você fez, desde a primeira queda do Lorde das Trevas, foi por causa da sua namoradinha dos tempos do colégio! Porque, sinceramente, matar a única pessoa que poderia enfrentar o Lorde das Trevas não me parece a melhor forma de ajudar Harry Potter!

Severo se levantou; pela primeira vez, no entanto, não tentou se aproximar de Linda.

- Eu não vou discutir esse assunto! Você me conhece, Linda. Você sabe que eu tenho uma dívida e que irei até as últimas conseqüências para pagá-la! Se você não consegue acreditar nisso, o problema não é meu!

- Será que eu te conheço mesmo? E, sinceramente, a única dívida que você tem é comigo! Você me deve esses oito anos que passei ao seu lado, escutando as suas mentiras, e as suas lamentações, e os seus arrependimentos, e as suas histórias absurdamente irritantes sobre essa tal de Lílian! E eu quero ver como você vai pagar essa dívida!

Sem responder, ele se encaminhou para porta.

- Aonde você vai?!

- Sair! Beber alguma coisa! Talvez Rosmerta me receba melhor no vilarejo!

Linda adiantou-se para a porta, colocando firmemente a sua mão sobre ela, como se a sua força pudesse impedir Severo de sair.

- O que você quer de mim?

Ele suspirou.

- Eu quero que você pare de me questionar e comece a agir como a esposa e aliada que você deveria ser! Eu sei o que estou fazendo, Linda!

Linda molhou os lábios. Pela primeira vez demonstrando a sua tristeza, o olhou. A sua mão delicada pousou sobre o rosto de Severo.

- Então me ajude a entender... Ajude-me a entender por que, de repente, você voltou a se encontrar com o Lorde das Trevas, e eu tive de voltar a freqüentar a casa de tio Lúcio, e tive que conhecer os amigos repugnantes dele? Ajude-me a entender por que você não fala mais comigo, se confiava tanto em mim antes? Ajude-me a entender por que você me deixou sozinha por quase dois meses, sem mandar notícias? – Ela suspirou, olhando para cima, enquanto seus olhos começavam a marejar. – Sou eu quem está cansada, Severo. E, se eu não posso mais confiar nas suas intenções, eu não quero mais participar disso.

Ele estreitou os olhos. A sua mão finalmente deixou o trinco da porta e, pelo que parecia ser a primeira vez naquele dia, Linda ganhara sua total atenção.

- O que você quer dizer com isso?

Linda virou o rosto, tentando esconder a lágrima que escapou dos seus olhos – ela sabia que Severo nunca gostou de vê-la chorando. Ele achava uma estupidez.

- Eu estou dizendo que talvez seja melhor que eu volte para a casa dos meus pais. Por um tempo, pelo menos.

A expressão dele imediatamente fechou-se. Seus olhos tornaram-se sombrios.

- Você não vai a lugar algum – ele falou num tom ríspido, que assustou Linda.

- A decisão não é sua.

Ela pensou em dar meia-volta; deixá-lo antes que ele se irritasse mais. Mas Severo foi mais rápido. A sua mão forte fechou-se violentamente no pulso de Linda e o modo com o qual ele a olhou... era assustador. Ela se sentiu pequena, indefesa.

- Eu sou o seu marido, e não vou deixar você sair do meu lado – Ele respirou pesadamente. – Você acha que é muito prestigiada por ser uma Malfoy, não é? Mas você tem que se lembrar que você perdeu esse prestígio quando confrontou a sua família para se casar com um sangue-ruim. A sua sorte é que esse sangue-ruim é um dos servos que o Lorde das Trevas julga ser dos mais fieis! Se o Lorde soubesse que você teve a ousadia de deixar essa casa, ele iria querer saber o motivo! E, para tanto, iria lhe perseguir e torturar! E, quando finalmente espremesse de você a última gota de informação que ele julgar preciosa, ele lhe puniria por misturar o seu sangue puro com o sangue de um mestiço e, acredite – ele a sacudiu para certificar-se de que ela prestava atenção no que ele dizia –, isso seria ainda mais doloroso do que o interrogatório; o Lorde das Trevas tem um jeito bem peculiar de punir mulheres... especialmente as bonitas. Por fim, Linda, ele a mataria.

Linda deixou mais duas ou três lágrimas deixarem seus olhos enquanto, em choque, ouvia o duro discurso. Ela mal conseguia respirar, sentindo-se presa; presa dentro daquela casa, com aquele homem... Desesperada para provar a si mesma que ela ainda tinha escapatória, ergueu o rosto e enfrentou o seu marido:

- Eu não tenho medo!

- Mas EU tenho! – Severo apertou dolorosamente o pulso dela. – Eu não quero ter outro fantasma me importunando! Basta um! Então você vai ficar ao meu lado enquanto o Lorde acreditar em mim. Entendido?!

Linda desviou os seus olhos dos dele.

- Você está me machucando!

Os olhos negros de Severo lentamente desceram para a sua mão, fechada firmemente no pulso de Linda. Uma marca vermelha ao redor dos seus polegares já esbranquiçados pela força que ele aplicava podia ser percebida. A sua expressão imediatamente mudou e ele se apressou em soltar a sua mulher.

- Me desculpe. Não foi a minha intenção.

Ela mordeu o lábio, tendo que fazer um grande esforço para voltar a olhá-lo nos olhos; tentando se convencer que o seu marido jamais lhe machucaria intencionalmente.

- Que a farsa continue, então. Mas eu não o quero mais em minha cama.

Severo assentiu.

- Como você quiser. Eu não me importarei em passar algumas noites no sofá.

- Não será apenas algumas, Severo.

- Sim, serão. Logo eu poderei sair dessa casa.

- Ótimo.

XxXxXxX

O Três Vassouras estava particularmente vazio naquela noite de sábado. De fato, a única mesa ocupada no local era uma localizada quase no centro do pub, na qual conversavam animadamente Minerva McGonagall e Estúrgio Podmore. Com um meio-sorriso nos lábios, Severo não resistiu ao impulso de cumprimentá-los.

- Dois membros da Ordem da Fênix juntos? Não estariam tramando algo, estariam?

Os olhos severos de Minerva miraram o ex-professor de poções. Podmore, por sua vez, não parecia sequer conseguir olhá-lo nos olhos.

- Snape – ela disse com uma expressão amarga. – Não creio que o que estamos fazendo ou tramando seja da sua conta.

- Interessante... – Severo impôs a sua presença, sentando-se à mesa. – Há alguns meses vocês não se importariam em dividir comigo essa conversa amistosa.

- A situação obviamente mudou. Mas se lhe interessa tanto, estamos no meio de uma entrevista de emprego.

Fingindo surpresa, Severo ergueu uma sobrancelha.

- Espero que não seja para uma posição em Hogwarts; acho que você se lembra, Minerva, apenas os diretores têm a prerrogativa de contratar novos membros do corpo docente.

A velha bruxa deu um sorriso amarelo, ajeitando os seus óculos quadrados e cruzando os braços.

- E, graças a você, Severo, eu assumi o posto.

- Não conte com isso tão rapidamente. Afinal, a sua nomeação ao cargo deve ter a aprovação do Ministro da Magia...

- E eu a tenho!

- Tem mesmo? – Minerva moveu-se desconfortavelmente na cadeira. – Qualquer coisa que Scrimgeour tenha assinado pode perder a validade depois da sua lamentável... erm... morte acidental.

Minerva suspirou, voltando-se para Podmore.

- Estúrgio, será que você pode me dar um momento com Severo?

- Mas Minnie---

- Por favor.

Ainda sem olhar para Severo, Podmore afastou-se para o balcão do bar, ganhando a atenção de Madame Rosmerta. Assim que ele estava longe o suficiente, Minerva voltou-se para Severo.

- Estes são os planos de Você-sabe-quem? Tomar conta da escola? Por Merlin, Severo, são apenas crianças! Nem você pode ser tão baixo!

- Não se tratam dos planos do Lorde das Trevas, Minerva, mas dos planos do novo Ministro. Eu posso lhe adiantar que talvez ele faça algumas mudanças.

- Eu não acredito... Eu não acredito que você possa ser tão mau-caráter.

- Você ainda não acredita? – Ele ergueu uma sobrancelha ao olhar descrente de McGonagall.

A mulher deu um sorriso amargo.

- Você está fazendo o máximo para que eu acredite.

Severo calou-se, sentindo-se a um passo de revelar ao menos a Minerva os planos de Dumbledore; planos que, como um peão ele meramente executava. No entanto, para a sua sorte ou azar, naquele momento a porta do bar abriu-se.

Linda entrou rapidamente, fugindo do vento que teimava em assanhar os seus cabelos bem-penteados. Ela sorriu para Severo assim que o viu e encaminhou-se para a mesa.

- Olá. Boa noite, Minerva.

A velha olhou-a dos pés a cabeça.

- Você está bem-arrumada.

Linda sorriu – de fato, ela estava. A mulher usava um longo vestido verde-escuro quase sem nenhum decote na frente, mas que exibia uma abertura em “V” nas costas que descia até quase as suas nádegas, e pesados brincos de ouro branco e esmeraldas, vindos diretamente do cofre dos Malfoys.

- Severo e eu vamos à posse de Pio Thicknesse. Eu achei que você também seria convidada.

- Eu fui. Mas soube que a lista de convidados não seria muito do meu agrado... afinal, acho que o papel do Ministério é prender pessoas como Lúcio Malfoy, Bellatrix Lestrange – com um sorriso triunfante, ela olhou de Linda para Severo. – e vocês; e não convidá-los para festas.

O sorriso de Linda imediatamente morreu, enquanto o seu rosto corou brevemente. Severo, no entanto, permaneceu impassivo. Lentamente, levantou-se.

- Bem, eu fico feliz que nem todos compartilham a sua opinião, Minerva. – Ele logo se encaminhou para Linda e deu-lhe o braço. – Agora temos que ir. – Ele olhou para Podmore – Boa sorte na entrevista, Estúrgio.

Sem mais, desaparatou.

XxXxXxX

Sair de um local vazio onde o casal seria o centro das atenções, e ir a outro apinhado de gente e onde provavelmente ninguém prestaria atenção neles foi certamente a melhor coisa que Severo e Linda poderiam ter feito. Assim que o casal chegou ao hall principal do Ministério da Magia, Linda tratou de soltar o braço do seu marido e desfazer o seu sorriso. Duas semanas tensas haviam se passado desde o retorno de Severo à sua casa, e o casal ainda não havia conseguido se entender.

- O Lorde não estará aqui – ele falou discretamente para Linda. – Mas você terá de ficar ao meu lado enquanto cumprimento alguns amigos.

Por “amigos” Linda sabia que ele queria dizer Comensais da Morte. Aborrecida, ela apenas assentiu.

- Nós vamos demorar?

- Não – ele notou a aproximação de Lúcio e Narcissa. – Sorria.

Quase como se Severo a tivesse enfeitiçado, Linda abriu um sorriso acolhedor para o seu tio e Narcissa.

- Severo! – Lúcio disse, imediatamente apertando a sua mão. – E Linda Marie! Como você está, querida?

- Muito bem, tio.

- Marco sentiu sua falta na festa da sua mãe, semana passada.

- Eu estava com uma terrível indisposição. Creio que enviei uma carta a papai me explicando.

- Não enviou – Severo interrompeu. – Mas eu falei do seu mal estar a Marco antes de deixar a festa. – Ele voltou-se para Narcissa. – E você, Narcissa? Sinto falta da sua companhia.

A loira sorriu enrubescida, enquanto Linda apenas piscou atônita – quando Narcissa fizera companhia a Severo?

- Desculpe-me, meu querido, eu também me acostumei com a sua companhia, mas você sabe muito bem como estão as coisas na Mansão! – Narcissa agarrou-se ao braço do marido. – Eu gostaria de fazer uma visita à sua casa, mas ando tão ocupada...

- Eu entendo.

- Mas eu não – Linda disse, com um sorriso amarelo. – O que há na Mansão? E quando você se acostumou com a companhia de Severo?

Lúcio, Narcissa e Severo entreolharam-se, como se quisessem rir da ignorância de Linda – a mulher teve de respirar fundo para continuar sorrindo amigavelmente.

Lúcio explicou-a.

- Severo passou os últimos meses na nossa casa, Linda Marie.

- Oh. Eu pensava que ele tinha se escondido no muquifo da Rua da Fiação. Sozinho – Linda olhou o marido. – De repente, eu não sinto mais tanta pena de você.

Severo riu-se, colocando a mão na cintura da mulher.

- Às vezes uma mentirinha inocente nos traz certos... benefícios.

- Por Merlin, Severo! Você está falando da minha sobrinha! – Lúcio censurou, com uma expressão brincalhona de quem não ficara nem um pouco constrangido com a insinuação do amigo. Ao longe, ele viu o novo Ministro, na companhia de Yaxley. – Ah! Lá está Pio! Ele estava lhe procurando, Severo. Espere aqui, vou chamá-lo.

Narcissa pareceu ficar mais à vontade sem o marido ao seu lado. Como se Linda fosse invisível, ela reportou-se a Severo.

- Você já sabe a notícia que o Ministro lhe trará, não sabe?

Severo assentiu, aparentemente também esquecendo que a sua esposa estava lá, e deixando-a novamente com um ar confuso. Mas dessa vez ela não teve tempo de perguntar nada.

- Acho que todos no nosso meio já sabem.

- Já que Lúcio não está aqui, eu tenho que lhe dar os parabéns!

- Desde que Lúcio não está aqui? – Severo perguntou com uma sobrancelha erguida.

- Bem, – Narcissa deu uma risadinha abafada. – não é segredo para ninguém que o Lúcio estava de olho no cargo! Mas eu tenho de concordar com a posição do Lor--- digo, do Ministro. Você é mais experiente no assunto. Meu marido trabalhará melhor aqui mesmo, dentro do Ministério.

- Mais uma vez, eu agradeço. – Severo olhou para onde Lúcio estava. Ele parecia chamá-lo – Com licença.

Linda segurou no braço do marido e começou a caminhar com ele.

- Do que vocês estavam falando?!

- Agora não, Linda.

- E você se escondeu na Mansão?! Por que não me falou?! E desde quando Narcissa é sua amiguin---?

- Linda! – Ele a olhou severamente. – Agora não.

O casal finalmente chegou ao Ministro, quando Linda soube que as perguntas teriam de esperar até o fim da noite. Lúcio logo fez as apresentações.

- Pio, esse é Severo Snape e a sua esposa (e minha sobrinha) Linda Marie Malfoy-Snape.

Severo apertou a mão do novo Ministro.

- É um prazer conhecer Vossa Excelência – Linda cumprimentou-o.

O Ministro logo se reportou a Severo.

- Então finalmente lhe conheci! Ouvi muito falar do senhor!

- Espero que não dê ouvidos tudo – Severo pontuou, com humor.

- Oh, mas eu apenas ouvi coisas boas... Boas suficientes para lhe confiar o cargo de diretor da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts!

Linda perdeu o fôlego, não conseguindo disfarçar a sua surpresa ao descobrir do que o marido e Narcissa há pouco conversavam.

- Linda Marie, querida – Lúcio disse, gozador – você parece que viu um trasgo.

- Erm – Ela olhou para o tio, ainda sem conseguir disfarçar o seu choque. – Eu... Eu estou surpresa! – Tentou sorrir. – Obrigada, vossa excelência.

O Ministro a olhou confuso.

- Essa era uma noticia esperada, Sra. Snape.

Severo rolou os olhos.

- Linda não presta muita atenção no que eu falo.

- Você certamente... – Ela olhou o marido. – esqueceu de comentar, querido.

- Não – Ele disse, reservando para ela um olhar tão hostil que foi um verdadeiro milagre os demais homens da roda não percebê-lo. – Eu já havia lhe contado.

O Ministro deu uma risadinha.

- Ah, as mulheres! Nunca nos ouvem mesmo! Mas espero que a senhora tenha ficado feliz com a notícia.

- Meu marido será tirado da minha casa e eu praticamente só o verei nas férias; como não ficar feliz com a notícia?

- Sim... – o Ministro disse, olhando para Lúcio. – Definitivamente uma Malfoy. Esse sarcasmo não pode vir de outra família! – Ele olhou novamente para Linda. – Eu jamais separaria uma família. Você vai para a escola com o seu marido!

Dessa vez foi a vez de Severo ficar chocado.

- Como?

- Isso mesmo que você ouviu, Sr. Snape. Quero que você e a sua esposa estejam em Hogwarts na segunda.

- Mas---

- E isso não é um pedido.

XxXxXxX

Reviews, por favor.

Bjus imensos para a Shey, minha maninha querido do coração, que betou mais esse cap. E, naturalmente, para as lindas leitoras que revisaram: Eris, Lo1s, France Potter Cullen, Olivia Lupin e Duachais Seneschais.

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