Quando se Perde Alguém
Abriu os olhos devagar, o cheiro de chuva e amêndoas embriagou seus sentidos. Quando sua visão desfocada lhe mostrou que precisava dos óculos, tateou ao lado o procurando, como encontrou somente a varinha, se contentou em repetir o feitiço que fizera na noite anterior, era um tanto incômodo, mas não precisava dos óculos para enxergar.
Piscou algumas vezes para se acostumar ao feitiço e mais algumas para acreditar no que via, Hermione ressonava tranquilamente ao seu lado, apenas um lençol branco que fora conjurado cobria seu corpo. Ela era perfeita e o fazia se sentir perfeito. Os cachos cor de chocolate se espalhavam emoldurando o rosto de nariz fino, olhos expressivos e lábios delineados.
Não pôde evitar o largo sorriso que invadiu os próprios lábios, desejava acordá-la, e ver seus olhos se acostumarem devagar com o ambiente, piscando de leve, depois olhá-lo, e poder ver passar as imagens da noite anterior como flashs pelos olhos dela e finalmente vela sorrir com a lembrança. A idéia lhe era tentadora, mas observá-la dormir era uma visão privilegiada, como um anjo, inocente, estava tão tranqüila... Seria um pecado acordá-la! Com uma idéia lhe rondando a mente, levantou-se devagar, tentando não acordá-la ao desenlaçar suas pernas das dela. Vestiu-se silenciosamente e da mesma forma saiu da cabana e depois da gruta.
A imagem que tinha em seu sonho lhe foi arrancada com um suspiro seguido de um arrepio. Algo macio como veludo deslizava de seus pés para sua perna esquerda, subia lentamente por ela até alcançar seu corpo, o quadril, a cintura... Sorriu levemente antes de abrir os olhos, um nó em sua garganta lhe denunciava a emoção de saber que tudo havia realmente acontecido, não fora um sonho.
Abriu os olhos e encontrou aquelas orbes verdes que não se cansara de ver na noite anterior. Ele a olhava com imenso carinho e devoção, parecia olhar para uma escultura de cristal tamanho era o cuidado que refletia em seus olhos. Hermione nunca havia se sentido tão amada por alguém que não fosse seus pais.
Ela olhou para baixo, o lençol branco tampava precariamente seu corpo, mas ela não se incomodou, não quando estava com ele. Nas mãos ele segurava um lírio branco recém colhido, que exalava um perfume embriagante, e com a flor, ele desenhava o corpo dela sem pressa, apenas admirando.
Hermione levantou a mão pálida levando-a de encontro ao rosto levemente bronzeado do moreno, fazia um contraste bonito, eles formavam um casal bonito. Ele lhe sorriu quando ela acariciou sua face.
-Está com fome?
Ele perguntou de modo tranqüilo, Hermione analisou sua situação um instante e confirmou:
-É acho que sim – disse se sentando e puxando o lençol contra o corpo – gastei todas minhas energias com você.
Disse sorrindo divertida. Harry soltou uma pequena gargalhada, logo depois depositando um beijo nos lábios vermelhos. Ele piscou para ela fazendo sinal para que esperasse, Hermione franziu o cenho curiosa, mas esperou, ele saiu rapidamente da barraca voltando em seguida com uma bandeja forjada em madeira, e uma verdadeira salada de frutas, pêras, maçãs e várias outras. Ela sorriu.
-Uau! Parece delicioso!
Disse ainda sorrindo e pegando um pedaço da pêra cortada, ele sorriu e falou:
-Achei que era melhor guardarmos os últimos sanduíches, para quando não tivermos tantas árvores frutíferas por perto, sabe, depois de passar três anos vivendo assim – disse fazendo um sinal para as coisas ao redor – você aprende a economizar água e comida só para não passar fome e sede.
Hermione ergueu as sobrancelhas, estava levemente impressionada, ela poderia ter sido uma verdadeira máquina de matar quando estava com Tom, uma grande guerreira praticamente imbatível, mas naquele momento ela se deu conta de que não tinha a metade da experiência de vida que Harry tinha.
Lembrou-se do dia em que se conheceram, o leve temor que sentira quando percebeu que a pessoa que apontava a varinha para sua nuca, estava também munida de um sabre de prata, mas na época ele não fazia idéia do que ela era. Lembrou-se de como ele aparentava ser muito mais velho do que realmente era. Olhou-o de soslaio enquanto comia, ela percebeu que ele continuava com a aparência mais velha, mas de fato estava mais revigorado, no dia em que se viram ele estava acabado, tanto a barba mal feita quanto os olhos cansados e as roupas rasgadas, demonstravam isso.
Mas lembrou-se também de como ela o havia achado bonito, as roupas surradas lhe davam um ar guerreiro, perseverante, os olhos que brilhavam intensamente por trás dos óculos retangulares e não poderia esquecer de como ele exalava poder e conhecimento. Naquele dia ele conquistara seus olhos, hoje ele tinha seu coração, sua alma, ele a tinha por inteira.
Não ficaram muito tempo ali, em cerca de meia hora já haviam levantado acampamento e caminhavam pela floresta usando a bússola para que nunca se perdessem. Quando à tarde alcançaram uma estrada, Hermione agradeceu mentalmente pelas nuvens que cobriam o sol.
-Esse é o forte da tal da marinha?
Gina perguntou curiosa, era uma imponente construção de pedra escondida no meio de uma ilha não muito distante da costa, ela Sirius e Draco haviam pego uma carona em um barco de pescadores que ia para alto mar. Os homens reconheceram os rostos de Gina e Sirius como os prisioneiros fugitivos da tal lendária prisão de Azkaban e se sentiram honrados em ajudá-los, mesmo que não soubessem em que.
Eles haviam descoberto o forte da marinha trouxa quando chegaram naquela vila Rebelde, ela era bem escondida, e tinha seu auto-sustento baseado na pesca. Assim que chegaram foram recebidos por um casal, o homem era o pescador que os havia dado a carona em seu pequeno barco, a mulher fez uma receita simples, mas muito saborosa com alguns dos peixes que o marido trouxera da última viagem que fizera.
No dia seguinte ás cinco da manhã estavam os três e mais alguns outros pescadores dentro do pequeno barco, indo em direção a ilha onde ficava o forte da marinha. Assim que o trio desembarcou e os pescadores se prepararam para seguir viagem, os homens desejaram boa sorte para os três, e eles agradeceram alegando que iam precisar.
-Se for, Luna estava coberta de razão quando disse que eles seriam de grande ajuda.
Alegou Sirius levemente impressionado. O forte era imponente e haviam vários trouxas estrategicamente posicionados que seguravam objetos pretos, ele mal fazia idéia de que tais objetos possuíam nome, e este nome era: rifle.
-Quem são vocês e o que querem aqui?
-Esta é Ginevra Weasley este é Sirius Black e meu nome é Draco Malfoy, nós estamos aqui para falar com seu General, estamos representando um grupo de Rebeldes e desejamos uma aliança com a marinha inglesa.
Gina não pôde evitar uma série de olhares confusos e curiosos para o loiro ao seu lado, Draco agradeceu mentalmente por ter questionado Hermione a respeito da marinha e perguntado a ela qual a maneira de abordá-los e com quem deveriam falar. Jamais confessaria que ficara aqueles cinco dias e quatro noites repetindo mentalmente o nome “General” para que não se confundisse na hora.
O homem alto negro e que segurava o rifle com um braço extremamente forte, olhou-os desconfiado e falou:
-Serão revistados antes que contatemos o General, ele está interessado em alianças com Rebeldes, mas mesmo estando limpos é provável que demorem a encontrá-lo.
-Viajamos por dias, algumas horas de espera não farão diferença.
Disse Sirius dando de ombros. Quando começaram a ser revistados Gina agradeceu mentalmente pela idéia de deixar as mochilas magicamente modificadas na orla da floresta que cobria a ilha, se eles abrissem a mochila e vissem a desproporcionalidade de seu tamanho interior com o exterior eles jamais encontrariam o tal General.
A sensação que assolou o corpo de Sirius quando ele se viu com as duas mãos espalmadas na parede e um homem, com quase o dobro de seu tamanho que carregava um objeto que não lhe parecia nada amigável, o revistando, não foi das melhores, não lhe agradava a sensação de impotência que isso lhe causava, mas sem dúvida era o mais inteligente a se fazer naquele momento.
-Vamos ter que ficar com isso, não podem entrar com nada que se aproxime de uma arma para ver o General.
Disse um homem de cabelos loiros recolhendo as varinhas dos três, Gina arregalou rapidamente os olhos e falou:
-Não, por favor! – o homem a olhou desconfiado – são nossas baquetas da sorte, sabe nós ganhamos num show da nossa banda favorita, e outra, o que poderemos fazer com baquetas quando vocês tem isso?
Disse apontando para os rifles nas costas deles, o homem voltou a olhá-la desconfiado, Gina fez a expressão mais convincente que foi capaz de assumir naquele instante.
-Não podemos, são regras de funcionamento.
-Deixe-os com as baquetas - disse um homem alto, magro, postura ereta e cabelos grisalhos – sei como é ser separado de algo que lhe dê tanta sorte.
O homem finalizou com um imperceptível tom de ironia na voz. O jovem loiro que segurava as varinhas dos três devolveu-as e fez uma breve continência para o homem.
-General, os três alegam ser viajantes representando um grupo de Rebeldes que deseja uma aliança, nós íamos avisá-lo, mas adotamos o procedimento de revista antes.
-Correto, mas creio que posso lhes ser um bom anfitrião daqui para frente.
Disse ele olhando cada um dos três, e parando os olhos por alguns segundos a mais em Draco.
-Sim senhor.
Disse somente o jovem loiro, Gina Draco e Sirius caminharam em direção ao General um tanto curiosos, eles captaram a ironia dele quando se referira as “baquetas da sorte” deles, talvez soubesse muito mais do que aparentava saber.
Eles subiram um bom número de lances de escada antes de entrar num escritório espaçoso, arejado e de vista para o mar, o homem se sentou numa cadeira de frente para uma grande mesa e fez sinal para que Gina sentasse na cadeira disposta em frente à mesa.
-Srta. Weasley, Sr. Black e Sr. Malfoy? Grupo inusitado, definitivamente não esperava por recebê-los, muito menos juntos.
Disse se demorando mais uma vez em Draco. Gina franziu o cenho e perguntou direta:
-O que sabe sobre nós?
-Tudo – respondeu ele, rapidamente acrescentou – tudo que o Profeta Diário noticia claro.
-Você é bruxo?
Perguntou Sirius levemente espantado.
-Não, mas minha irmã era, uma nascida trouxa, como vocês chamam.
Uma expressão esclarecida invadiu as feições dos três.
-Não sabia que o Sr. Malfoy havia se virado contra o Lorde das Trevas, ajudando os Rebeldes agora?
-Já faz alguns meses que me uni a eles, não me agrada a idéia de ser mandado pelo resto da vida por alguém como o Lorde.
Disse Draco desgostoso. O General acenou positivamente com a cabeça.
-Acho que estamos em desvantagem General, você sabe muito sobre nós e nós não sabemos nem mesmo seu nome.
Disse Gina com a voz leve e o observando curiosa, o General voltou a acenar positivamente e falou:
-Acho interessante tornar as coisas justas então, meu nome é Jonathan Stone, General Stone da marinha. O que posso fazer para ajudá-los?
-Muito bem General Stone, - Sirius começou – nós representamos um grupo de Rebeldes bruxos, há alguns anos que estamos reunindo aliados para conseguirmos derrubar Voldemort, uma idéia um tanto quanto arriscada, mas inteligente e útil surgiu, uma aliança com a marinha inglesa.
Jonathan ergueu a sobrancelha curioso, não esperava por isso.
-Os bruxos estão pedindo ajuda aos trouxas?
-Imploraremos se necessário – acrescentou Gina – Voldemort está forte demais, precisamos de toda ajuda que pudermos ter, e confiamos em seu poder, sabemos o risco que correrão, mas para convencê-los prometemos não colocar seus homens no ataque direto, tendo apenas seus navios para ajudar será o bastante.
-Mas creio que saibam que não poderia esconder de meus homens o fato de serem bruxos? Vocês estão mesmo dispostos a infringir regras e leis para isso?
-Partindo do conceito em que estas regras e leis foram feitas pela pessoa que queremos destruir? Esse será nosso menor problema.
Draco argumentou dando de ombros, Jonathan concordou.
-Está certo, mas não posso ignorar o fato de que isso colocaria a marinha em risco eminente, poderia perder muitos homens, não sei se vale a pena.
-General, – começou Sirius em um tom suplicante – os homens que está tentando proteger se sentiriam honrados em participar de uma batalha em busca pela liberdade tanto do mundo bruxo quanto do não bruxo. Leve em conta também que cedo ou tarde o senhor infelizmente não estará aqui para comandá-los – disse ele cauteloso – e tenha certeza que Voldemort dará seu jeito de colocar alguém dele para fazer isso, assim como fez com as outras frentes de batalha inglesa. – disse sem se lembrar do nome do exército e da aeronáutica, Jonathan pressionou os lábios – Você prefere que seus homens morram como heróis ou que sirvam um homem vil como Voldemort? Se o destruirmos agora estaremos proporcionando um futuro seguro para os próximos.
Sirius não soube mais como argumentar, Jonathan se levantou e foi até a janela olhando os homens vestidos com a farda branca da marinha e prontos para seguirem qualquer ordem que ele lhes desse. Uma hora aquilo teria de acabar, e quanto antes, melhor.
-Muito bem, vocês me convenceram, têm meu apoio, qual a estratégia de vocês?
Gina sorriu agradecida levando as mãos à cabeça, Draco apenas suspirou e Sirius deu um nada discreto soco no ar.
-Desculpe.
Disse ele logo abaixando os olhos como se fosse uma criança arteira.
-Para ser sincero – disse Draco olhando Sirius enquanto tentava, miseravelmente, segurar uma risada – ainda não montamos uma estratégia, não tínhamos certeza se iriam aceitar nos ajudar, mas temos muitas idéias, como vocês costumam montar as estratégias de ataque?
-Nós possuímos uma equipe de estrategistas, seria interessante então marcarmos uma reunião?
-Perfeito!
Disse Gina sorrindo largamente, a ruiva foi até o General e lhe apertou a mão direita com um sorriso agradecido, Sirius e Draco repetiram seu gesto.
-Pelo que vejo, devem estar exaustos, marco a reunião para noite, temos alguns dormitórios vazios, ficaria honrado se aceitassem descansar antes da reunião, assim que o jantar for servido mandarei chamá-los para que jantem comigo e com a equipe de estratégias.
Eles agradeceram novamente e se retiraram sendo guiados por um marinheiro até alguns andares abaixo onde encontraram dormitórios simples, mas que para o cansaço que sentiam, lhes parecia cinco estrelas.
-A Senhorita pode ficar neste dormitório, e vocês dois, neste.
Disse o jovem marinheiro apontando portas de frente uma para a outra. Gina entrou em seu dormitório e a primeira coisa que fez foi se jogar no colchão de espuma da cama, ficou um bom tempo ali, deitada de olhos fechados até se convencer de que não poderia adiar um banho. A ruiva se lembrou de que os dois primeiros dias de viagem ela se quer encontrara um lugar para tomar banho, agradeceu mentalmente por ter não só o lugar como uma toalha e roupas limpas, na verdade uniformes, mas ao menos eram femininos.
Entrou no banheiro deixando a porta encostada, ligou o chuveiro e deixou a água fervente escorrer por seu corpo, adorava água quente. Lavou o cabelo comprido sem pressa, e quando finalmente terminou o banho se enrolou na toalha branca que havia no armário do banheiro e foi em direção a pia. Pegou uma escova de dente e começou a escová-los, sentiu o ar frio percorrer seu tornozelo de modo sutil, não deu importância, assim que terminou de escovar os dentes, levantou a cabeça para se olhar no espelho, o objeto estava embaçado, passou a mão pelo espelho, e assim que viu o que ele refletia, engoliu a exclamação que subiu por sua garganta.
-O que faz aqui?
Perguntou para o loiro virando-se rapidamente ao ver o reflexo do loiro recostado no vão da porta a olhando analítico. Draco se limitou a sorrir enviesado.
-Isso.
Respondeu somente. Gina não sem importou, lembrou ou quis respirar quando o loiro invadiu seus lábios de modo feroz. Céus! Seus lábios eram tão gelados! A mão que segurava sua nuca fez seu corpo inteiro se arrepiar, e de repente ela sentiu falta da água quente do chuveiro. Como que lendo os pensamentos da ruiva ele a empurrou de costas até o chuveiro o abrindo assim que estavam debaixo dele, o loiro não se importou com as roupas molhadas, nem Gina com a toalha molhada, já que tais peças não os separaram por muito tempo.
Sirius dormia tranquilamente no quarto ao lado, nem ele nem ninguém reparou na demora do banho da ruiva que ocupava o quarto em frente ao seu.
Draco nunca imaginou que uma mulher pudesse ser tão sensual vestindo um uniforme, muito menos um uniforme trouxa. Ginevra vestia uma saia que ia abaixo dos joelhos branca, e uma camisa de botão também branca, esta com apenas um botão aberto, para ele, tanto mistério apenas atiçava ainda mais sua curiosidade. Os pensamentos pervertidos do loiro, no entanto, foram cortados quando ele Sirius e Gina entraram novamente no escritório do General Stone, mas dessa vez acompanhados por mais dois homens e uma mulher, os três formavam a equipe de estratégias da marinha.
-Vejo que parecem revigorados – disse o General, Draco e Gina engoliram gargalhadas – espero que apreciem nosso jantar, mas antes, quero lhes apresentar nossa equipe estrategista. Este é Luke Dammon – disse apontando um homem alto negro e de feições divertidas – esta é Caroline Cornel – indicou uma mulher de cabelos castanhos presos num coque – e este é Joseph Smith – terminou indicando um homem de cabelos e olhos castanhos.
O jantar realmente estava delicioso, mas como profissionais, não mantiveram a atmosfera tão leve por tanto tempo.
-Agora que estamos todos descansados e alimentados podemos começar o trabalho, certo?
-Muito bem – começou Gina – acho que como vocês formam a equipe que vai nos ajudar a montar toda a estratégia de ataque contra o Lorde das Trevas, é necessário que saibam as condições em que tal ataque irá acontecer.
Para Draco, Sirius e Jonathan, ficara muito claro que ela se referia ao fato de que era preciso que eles soubessem a respeito do mundo mágico, mas quando o trio bruxo começou a explicar tudo, descobriram que convencer os três marinheiros seria a parte mais difícil.
Depois de um longo tempo tentando primeiro provar sobre a existência do mundo bruxo e depois tentando acalmá-los, diante das evidências, o trio explicou a situação do mundo, e quem era o Lorde, das trevas. Luke se mostrou o mais compreensivo, Caroline a mais cética e Joseph o mais impressionado. Depois de superarem a faze inicial, Draco, Gina e Sirius mostraram a cópia do esboço feito por Hermione, da ilha e do castelo do Lorde.
Eram quase quatro da manhã quando Gina, Sirius e Draco finalmente adentraram em seus quartos e se jogaram em suas camas, completamente exaustos, exaustos, mas satisfeitos, com aquela estratégia, e com a ajuda da marinha, tanto a invasão quanto o ataque seriam muito mais bem sucedidos.
Harry e Hermione estavam precariamente sentados na carroceria de uma caminhonete velha. Assim que alcançaram a estrada se puseram a pedir carona para todos os carros que passavam, aquele homem com a jovem esposa foi o primeiro a oferecer a carroceria para que ficassem, sem condições de escolher, Harry e Hermione aceitaram na hora.
Fazia cerca de dez minutos que estavam viajando, Hermione pendia a cabeça no ombro de Harry, estava cansada, mas não conseguia dormir com tanto movimento, não se importou muito e apenas relaxou. Ela começou a escutar um sussurro humanamente inaudível, não entendia o que a pessoa dizia, tentou piscar e espantar o sono, prestou mais atenção no sussurro, a pessoa usava um tom urgente, Hermione começou a escutar.
-... sim é claro que tenho certeza de que é ele! Está um pouco diferente, os cabelos castanhos e olhos castanhos, nada que tinta e lente não façam, mas tem a mesma cicatriz em forma de raio na testa, você tem que avisar...
-Desgraçados!
Disse se levantando rápido e ficando de joelhos em frente ao vidro que separava a carroceria da cabine, Hermione viu a mulher olhando para ela assustada segurando um celular grande na mão. Furiosa, Hermione quebrou o vidro com um soco e pegou o celular da mão da mulher esmagando-o em sua própria mão.
-O que houve? O que está fazendo?
Perguntou Harry espantado com a reação dela, Hermione foi até ele e tirou o cabelo, agora castanho, da testa do moreno. Droga! Eles haviam se esquecido da maldita cicatriz.
-Eles nos denunciaram! Nós esquecemos a sua cicatriz e a mulher te reconheceu. Precisamos sair imediatamente daqui.
Hermione falou tudo numa velocidade impressionante, combinando com a freada brusca que o homem no volante havia dado quando ela quebrou o vidro, tudo ficara muito confuso, mas Harry pôde entender que não estavam mais seguros.
Quando a caminhonete parou derrapando, Harry e Hermione pularam da carroceria, iam começar a correr quando o homem sacou uma arma apontando-a para os dois, não era o bastante para matá-los, mas foi o bastante para atrasá-los.
Instantes depois ouviu-se uma série de estalos, Harry e Hermione olharam ao redor, oito Comensais da Morte os rodeavam, oito.
Os dois trouxas tinham os olhos esbugalhados, aquelas oito pessoas simplesmente apareceram ali, a mulher nunca imaginou que ao ligar para o número do cartaz com a foto do líder dos Rebeldes, algo como aquilo iria acontecer, nunca.
-Agradecemos o aviso, mas infelizmente não trouxemos a recompensa, quem sabe da próxima vez?
Disse um dos comensais ironicamente, quando o homem trouxa ia protestar o Comensal lhe apontou a varinha e bradou:
-Avada Kedavra!
O corpo dele caiu sem vida ao lado da caminhonete, a mulher apavorada começou a correr, mas a Maldição da Morte a atingiu pelas costas.
Harry e Hermione estavam cercados, um de costas para o outro, cada um com quatro varinhas apontadas em sua direção.
-Granger e Potter, juntos? O Lorde irá me dar uma bonificação por isso.
Hermione logo reconheceu a voz de Dolohov, mas não houve mais tempo para conversa, com perfeita sincronia, Harry e Hermione conjuraram um escudo assim que os comensais lançaram seus feitiços.
Hermione e Harry se separaram, a estrada tinha vários buracos provocados por feitiços, Harry desviou de um feitiço roxo, lançando um bombarda no chão, exatamente onde um dos comensais estava, ele fora arremessado para longe, desacordado. Harry continuou a duelar com os outros três, mas percebeu que Hermione não tinha a mesma sorte. Os comensais só a atacavam com feitiços ultravioleta ou relacionados com prata.
-Ah! – Harry escutou um grito, e reconheceu imediatamente aquela voz – Harry!
Harry sentiu algo muito quente correr por suas veias, a ira irradiando por seus olhos. Numa explosão de energia ele lançou um segundo bombarda, mas dessa vez o efeito foi tamanho que uma verdadeira cratera se abrira no chão, engolindo os outros três comensais.
Ele se virou a tempo de ver Hermione jogada no chão com os dedos cravados no asfalto e uma adaga de prata cravada em suas costas.
-Desgraçados!
Porém antes que pudesse reagir um dos comensais segurou o braço de Hermione, e ele assim como os outros dois que ainda estavam de pé, desaparataram dali.
Harry foi em direção ao único Comensal que Hermione conseguira derrubar.
-Enervate! - o Comensal acordou e piscou confuso – Onde ela está? – o Comensal voltou a olhá-lo confuso – Responda! Pra onde eles a levaram?
Finalmente compreendendo a situação, o Comensal sorriu sadicamente e gargalhou.
-Agora ela está nas mãos do Lorde, não há nada que possa fazer!
Voltou a gargalhar.
-É aí que você se engana!
Disse o moreno antes de matar o Comensal com a Maldição da Morte. Harry foi até a cratera onde constatou que os outros comensais haviam fugido. Sentou-se no asfalto, a cabeça entre os joelhos, precisava ser racional, ao menos uma vez na vida ele tinha que ser racional! A vida de Hermione dependia disso.
N/A: Desculpa sem tempo de fazer N/A-texto ;) Só queria agradecer demais aos comentários, e dizer que não posso mais garantir um cap por semana, já que vou voltar para o colégio, mas prometo tentar atualizar o mais rápido possível. Fiquei muito feliz com os comentários sobre a NC foi um alívio saber que vocês gostaram! Respondendo a Raysa: Tenha certeza de que serei uma de suas leitoras mais assíduas, te dou a maior força e ajudo no que puder e precisar! E respondendo Cris Evans Potter: O nome do meu colégio é Escola SESC de Ensino Médio, ou ESEM se preferir! ;) Amo vocês demais! Continuem comentando por favor! bjos! Poly_Malfoy.