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4. Capítulo Quatro


Fic: Doce Sepulcro


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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As poucas gotas de chuva, antes, agora estavam levemente intensificadas. Mas ela não se importava, não sentia absolutamente nada, nem mesmo o impacto dos pingos grossos contra sua pele. Era como se estivesse completamente dormente a tudo, não apenas internamente, mas principalmente em seu mundo externo.

Sei que quando canto você pode me escutar


Descruzou as pernas novamente, esticando-as à frente do corpo e analisando suas botas agora se misturando a pouca lama que se formava sobre o solo.

- Você não precisava ter feito aquilo Draco. – despejou seus olhares sobre o túmulo novamente, os escritos nele eram quase impossíveis de serem compreendidos por ela agora, pela nova quantidade de lágrimas se formando em seus olhos. - Eu não precisava daquele tipo de ajuda. – bronqueou, realmente havia raiva em seu tom de voz, não que o odiasse realmente, mas precisava expor esse tipo de sentimento. - Você já conseguiu me esquecer, Draco?

Hermione sorriu fracamente, um sorriso nervoso, deixando escapar muitas das lágrimas que estava tentando manter presas em seus olhos. Era terrível relembrar que ele realmente havia feito aquilo para que ela o esquecesse mais facilmente, alegando que provavelmente também a esqueceria, mesmo que isto fosse um mistério, como ele mesmo havia feito questão de ressaltar.
Forçou suas lembranças para o mais longe possível de seus pensamentos, mas não foi capaz de tal façanha.


Ahh, tô aprendendo a viver sem você
Ahh, tô aprendendo e não quero aprender


Novas lembranças, mais intensas do que todas as anteriores, invadiam sua mente sem as menores permissões, e não podia fazer nada para impedi-las, mesmo que desejasse tê-las, já que elas a reconfortavam de uma forma extrema, transportando-a para uma realidade que, apesar de falsa, a tranqüilizava e fazia-lhe sentir bem.

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Flash Back


Se ele pretendia usar a própria vida para, supostamente, ajudá-la a esquecê-lo, Hermione precisava convencê-lo a mudar de idéia, então. Não seria fácil, sabia o quanto seu sonserino favorito era cabeça dura e o quanto estava decido em suas atitudes.
Draco afastou o corpo pequeno de sua grifinória, deitando-a sobre o colchão e não mais sobre seu peito. Afagou os cabelos dela por alguns instantes mais e selou um beijo rápido sobre os lábios dela. Sentou-se sobre a cama e ajeitou suas roupas em seu corpo.
Os relógios marcavam quase meia noite e a guerra ainda nem ao mesmo havia chegado ao seu ápice. Hermione imitou-o, sentando-se ao lado dele e tratando de ajeitar seu uniforme, também.

- O que você quer dizer com isso, Draco? – indagou a ele, vestindo suas roupas apressadamente.

- Permaneça neste quarto, Granger. – ordenou a ela, segurando sua face entre suas mãos, fortemente. - Vai estar em segurança aqui.

- Você não pode arriscar sua vida dessa forma, Draco. – novamente, sua voz soava chorosa, terminando de abotoar os últimos botões de sua blusa.

- Eu estou salvando-a, na verdade. – sorriu fraco, tentando tranqüilizá-la de uma forma simplesmente impossível, naquele momento. - E salvando a sua também.

Ele não poderia estar falando sério, Hermione não podia acreditar que ele pudesse mesmo estar dizendo tudo aquilo. Sem ponderar muito de seus atos, Hermione enlaçou seus braços em torno do pescoço dele e o abraçou o mais forte que pôde. Pensou que se talvez o prendesse ali, ele teria de desistir dos planos que tinha para aquela noite.

- Eu amo muito você, Hermione. – sussurrou próximo ao ouvido dela, retribuindo calorosamente ao abraço. – Você é a garota mais fantástica que eu já conheci.

Aquelas palavras não eram suficientes para diminuir nem um terço de toda a angústia que ela estava sentindo.
Mesmo dificultosamente, Draco conseguiu separá-la de si, de forma que a fitasse nos olhos mais uma vez e colasse seus lábios aos dela, beijando-a tristemente.
Sem dizer absolutamente nada, Draco afastou-se dela, erguendo-se da cama e seguindo em direção à porta do dormitório. Girou a maçaneta e deixou que o rangido irritante de madeira velha ecoasse pelo salão, ao mesmo tempo em que lágrimas começavam a escorrer pela face de Hermione.
Ainda tinham no corpo as marcas e sensações de uma última transa, mas ele estava agindo insensível de forma que sua partida parecesse menos dolorosa.
Hermione viu o momento em que ele deixou o quarto e fechou a porta atrás de si, sem nem mesmo uma última troca de olhares. Desatou em um pranto desesperado e aflito. Permaneceu aninhada contra as cobertas da cama por alguns longos segundos, até que decidisse tomar uma atitude. Iria impedi-lo de qualquer loucura.

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Alcançou-o já próximos das grandes portas de carvalho que davam acesso aos jardins, onde a guerra estava sendo travada. As lágrimas ainda escorriam ferozmente em seu rosto, seus passos de corrida cada vez mais intensos. Draco percebeu a aproximação dela quando estava prestes a deixar o castelo. Virou-se rápido para encará-la, com a varinha em punho, quando foi tomado em um abraço ainda mais forte que o anterior.
Hermione o apertava forte contra seu corpo, suas unhas cravando-se sobre as costas dele, seu pranto ainda maior.

- Volte pro quarto, Hermione. – pediu a ela, sussurrante, afagando seus cabelos e retribuindo ao abraço - Se proteja e espere que a guerra termine.

Era tudo o que ele sabia pedir a ela. E quanto a ele? Quem iria protegê-lo? Hermione afastou-se dele, sem soltá-lo, como se temesse que ele pudesse escapar de seus dedos e deixá-la.

- Você vai voltar quando a guerra terminar?-indagou, sua voz embargada e os olhos ainda muito marejados.

- Não. – respondeu sério, em um tom deprimente, sem tirar os olhos dela. - Mas você não vai precisar se importar com isso,você vai me esquecer, lembra?

Hermione puxou-o ainda mais forte pela camisa, em direção ao seu corpo. Draco pareceu desequilibrar-se de leve, segurando-a pelos punhos e suspirando pesadamente. Só ele poderia saber o quanto aquilo estava sendo difícil para ele.

- Draco, não faça isso comigo. – pediu manhosa, beijando-o demoradamente nos lábios, como se pudesse fundi-los.

Separam as faces ofegantes, havia um aperto forte no peito deles. Colaram suas testas umas contra as outras, deixando ecoar apenas os gritos fora do castelo e os ruídos dos disparos dos feitiços.

- Você realmente merece mais do que um comensal estúpido. – disse ele, fechando os olhos por alguns instantes e criando coragem necessária para levar o diálogo adiante. - Eu estou fazendo isso por você. Eu prefiro que seja assim, Hermione.

Não havia mais nada a ser discutido em relação àquele assunto. A decisão já estava tomada e Draco iria até o fim, mesmo que doesse profundamente deixá-la.
Repentinamente, Draco abriu os olhos e desfez o contato de suas testas, assustando Hermione com a rudeza da separação dos corpos. Draco sentiu seus olhos marejarem, a tristeza agora o invadia ainda mais forte do que antes. Uma lágrima insistente saltou de seus olhos e deslizou por sua face. Hermione observou a tudo atentamente, até que ele soltasse seus punhos e, agora, segurasse sua mão esquerda bem diante de sua face. Draco visualizou o anel de prata que adornava no pequeno dedo dela, sentindo o desconforto em seu estômago.
Sem pedir permissão, Draco moveu seus dedos em direção ao anel e começou a tirá-lo do dedo dela.

- Não. – Hermione protestou, tentando afastar sua mão do alcance dele, sem sucesso algum. - O que está fazendo?

- Isso não terá mais valor algum pra você. – respondeu a ela, conseguindo retirar o anel de seu dedo, por fim.

Hermione sentiu seu peito inundar da mesma angústia de antes, sabia que o momento estava cada vez mais próximo. Draco cerrou sua mão em torno do anel - onde havia seu nome gravado -, tão forte que foi capaz de sentir seu próprio anel de compromisso machucá-lo. Ele levaria as alianças consigo, era uma garantia de que Hemrione não teria nada que pudesse fazê-la remoer aquele sentimento.

- Promete que vai ser feliz? – Draco pediu a ela, suas lágrimas secando sobre as bochechas e novas se formando em seus olhos. – Promete que vai viver sua vida como se nada tivesse acontecido?

- Não me peça o impossível, Draco. – agarrou-o pela camisa novamente, queria garantir que ele não a deixasse tão cedo.

- Sabe o que eu mais gosto em você, Hermione? – sorriu meio lábio, não o sorriso malicioso de sempre, algo bem mais fraco.

- Você não gosta de mim, senão não faria isso comigo. – puxou-o para próximo, extravasando uma parte da raiva que estava sentindo.

- Eu gosto de tudo isso que você guarda aqui dentro, Granger. – disse a ela, repousando sua mão sobre o coração dela e mostrando que era dele que estava falando. - Então, faz uma coisa pra mim?

- Não me peça mais nada... – disse a ele, chorosa, fechando os olhos e sentindo a tristeza consumi-la.

- Tire esse amor que você sente por mim daqui de dentro? – pediu a ela, ainda repousando sua mão sobre seu coração.

Não era exatamente isso que ele desejava pedir a ela, mas era o melhor que ela poderia fazer. Detestava pensar que poderia fazê-la sofrer com suas decisões, suas medidas tão drásticas, mas se ela seguisse suas recomendações certamente sofreria bem menos.

- Não posso Draco. – respondeu sussurrante, quase inaudível.

- Pode sim. – sussurrou muito próximo ao ouvido dela, um tipo de ato que a atiçou profundamente. - Você é esperta.

Draco roçou seu lábio de leve sobre o dela, sentindo os lábios dela trêmulos, talvez de raiva, ou medo, ou simplesmente de desejo.
Foi quando, repentinamente, Hermione afastou-se dele, empurrando-o para longe e deixando que milhares de lágrimas saltassem de seus olhos.

- Eu te odeio Draco Malfoy. – gritou alto, extravasando toda a sua raiva, decepção e angústia.

Draco engoliu em seco, sentindo uma pontada firme em seu peito, ao mesmo tempo em que suas lágrimas retornavam a sua face. Em pensar que um dia achou que se detestaria caso chorasse por amor. E era exatamente isto que estava fazendo agora.
Caminhou lentamente em direção a ela, vendo-a chorar compulsivamente com as mãos sobre a face. Mas, então, interrompeu sua caminhada alguns passos próximos a ela, seria bem mais fácil se não prolongasse aquela situação.

- Eu sei disso. – sussurrou para ela, retrocedendo alguns passos.
- Eu também amo você, garota.

E, dizendo isto, sorriu largamente, dando-lhe as costas e seguindo para fora do castelo. Hermione retirou as mãos do rosto alguns instantes depois e tudo o que viu foi a silhueta do seu sonserino, ao longe, caminhando com sua varinha em punho.
Se ela tivesse visto a intensidade e a sinceridade do sorriso que ele havia estampado em sua face, para ela, talvez Hermione não o tivesse detestado tanto naquele momento.

Fim do Flash Back


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Hermione remexeu o ramo de rosas azuis nas mãos, eram tão incrivelmente bonitas que poderia passar um dia inteiro as admirando. A chuva estava cada vez mais grossa, encharcando-a de leve, mas ela ainda não se importava com isso.


- Eu nunca o odiei de verdade, Draco. – desabafou ao túmulo, já tinha perdido as contas de quantas vezes já havia dito isso a “ele”. - Eu até queria, sabe, odiá-lo, mas você é tão amável. – e sorriu, espontânea, divertida com sua própria piada, esperava que ele não se irritasse com ela por isso, seja lá onde ele estivesse agora. - Seu bobo. Você vai estar ferrado quando eu subir ai em cima para esmurrá-lo.

Com suas últimas palavras, Hermione riu divertidamente, fitando o céu e cerrando os olhos quando a chuva impediu sua visão. Esse dia chegaria, afinal? O dia em que ela poderia extravasar toda sua raiva por ele tê-la deixado? Hermione esperava que ele não demorasse para chegar, talvez fosse isso que ela mais estivesse desejando ultimamente, mesmo sabendo que perder a própria vida não era a melhor opção.

Meu medo se vai
Recupero a fé


Naquele momento, sentiu um aperto mais forte do que todos os outros em seu peito. Havia acabado de se lembrar da última visão que tivera dele, do seu Draco Malfoy.

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Flash Back


Draco caminhou entre vários membros da ordem e comensais, até que Hermione visse sua varinha pender de suas mãos e cair sobre o gramado do jardim.
Ele estava indefeso, agora, e por escolha própria.
Hermione sentiu seu peito afundar em agonia, agora tudo era incrivelmente mais claro para ela.
Até que um feitiço partido de algum canto daquele jardim o atingisse, em cheio, bem no peito. Hermione viu quando o corpo dele se desequilibrou com o impacto do feitiço e cedeu, caindo estirado sobre o gramado.

Sacrifício!


Fim do Flash Back


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Não tinha mais muito que fazer ali, naquele cemitério. Um fim de tarde inteiro velando o túmulo dele era o suficiente por hoje. Ergueu-se do túmulo, pisando firme sobre o solo encharcado e lamacento. Fitou o túmulo mais uma vez, com os olhares compenetrados.

- Fica com as flores? – e estirou-as em direção ao túmulo, como se Ele pudesse mesmo estender sua mão e aceitá-las. - Eu vou me lembrar de não trazer mais dessas da próxima vez, certo? – e depositou-as bem próximo dos escritos do túmulo.

Hermione esboçou seu melhor sorriso e piscou uma vez para o sepulcro, até mesmo maliciosamente.
Estava prestes a articular novas absurdidades quando, distraidamente, deixou que seus olhares caíssem sobre o outro extremo do tumulo, onde estivera sentada o tempo inteiro.
Viu um brilho diferente ali e, quando se aproximou, sentiu a mais desconfortável das sensações.

- Oh, não!!

Segurou a pequena circunferência entre seus dedos, trazendo-a até seu campo de visão e lendo perfeitamente bem as palavras gravadas ali:

Draco Malfoy


Era sua aliança, a que ele havia levado consigo, com o nome dele gravado na mesma. Como ela tinha ido parar ali?
Com movimentos trêmulos, Hermione conseguiu depositar a aliança em torno de seu dedo novamente, espalmando sua mão contra o ar e analisando-a de forma abobalhada, como fizera quando a ganhara dele pela primeira vez.
Seguiu para longe dali, sorrindo largamente e sentindo as gotas encharcá-la por completo agora. Moveu sua mão para dentro do bolso de seu sobretudo, apanhando um pequeno frasco e abrindo-o.

E sinto que algum dia
Ainda vou te ver
Cedo ou Tarde


Sem pestanejar, depositou todos os pequenos comprimidos contidos no vidro dentro de sua boca, engolindo-os com dificuldade.

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Não eram os seus compridos habituais, os seus calmantes de sempre. Aquelas cápsulas eram muito mais poderosas e eficazes naquele tipo de função que iriam assumir.

Tô voltando pro meu recanto
Lá é bem melhor


Elas iriam cumprir o papel que o tempo certamente se encarregaria de cumprir. Elas iriam agir diretamente no organismo dela e transportá-la para o mar de incertezas que sabia ser o seu lugar.

Não, não sei quem vai estar me esperando
Eu nunca vou estar só


O seu lugar e o dele, agora.

Veneno!


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Cedo ou tarde
A gente vai se encontrar,
Tenho certeza, numa bem melhor


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Senta, não olha pro chão
A culpa não foi de ninguém, não, não


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Fim!


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N/A: Ahá!! Acabou!! HAUhUAHua
Nossa... demorei pra atualizar... desculpa mesmo... mas o problema é a minha maldita net. Passei dias sem conseguir acessar o FeB direito! :X
A fic é curtinha, simples... mas o que vocês acharam, hã? Hahaha
Valeu mesmo gente, pelos comentários que vocês deixaram.
Adorei todos!!!
E desculpa pela demora na atualização!! haha

espero vocês nas minhas próximas fics!! haha

bjus!
Crik Snape

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