Snape respondeu ao chamado de seu mestre. Estava preocupado. A poção que o outro bruxo havia pedido estava quase pronta e ambos sabiam disso. Talvez não fosse esse o motivo. Talvez o Lord das Trevas tivesse descoberto a quem pertencia sua verdadeira lealdade. Achou melhor esconder esses medos no fundo de sua mente antes de encontrar com o homem de rosto ofídico.Respirou fundo tentando esquecer seus temores e então entrou no recinto onde estava sendo esperado. Ficou ainda mais surpreso ao deparar-se com a cara de Tom.
- Aproxime-se, Severo. - Disse a voz fria, que não condizia com aquele corpo. Severo se deu conta que o efeito da Poção Rejuvenescedora estava passando. Obedeceu ao comando da voz.
- Sente-se - Novamente, ele apenas obedeceu, tentando esquecer o medo que sentia quando ouvia aquela voz.
- Vinho? - A voz lhe ofereceu.
- Sim, meu senhor. - Achou melhor não testar a paciência de seu mestre quande este estave se mostrando com tamanho bom humor.
Voldemort serviu dois cálices de vinho e estendeu um à Severo. Agora, o mestre de poções precisava realmente se esforçar para não demosntrar a surpresa que sentia.
- Você deve estar curioso sobre a razão de tê-lo chamado. - Disse Tom, após deliciar-se com um gole de vinho.
- Devo confessar que estou surpreso.
- Gostaria de lhe falar sobre uma das poções que encomendei.
- Sobre a alteração da Amortentia? Devo dizer-lhe- não chegou a terminar a frase, sendo interrompido pelo outro.
- Também, mas quero falar-lhe principalmente sobre a Amortentia.
Agora Severo não conseguiu esconder a surpresa.
- Eu não gosto de alguns efeitos dela. A pessoa em questão fica fútil e distraído, quase um inútil. Come pouco e não consegue manter um diálogo inteligente. Seu único pensamento é em quem que lhe ministra a poção. Isso deve ser melhorado. Ninguém aguenta viver com uma sombra de seus desejos.
- Essas são as atitudes de um apaixonado, mas em um grau maior, como uma pessoa intoxicada de Amortentia. Talvez seja indicado não ministrar a poção todos os dias da semana, deixando a vítima poder se recuperar um pouco.
- Vítima?
- Vítima, sim, já que essa pessoa é privada de seus reais sentimentos, de sua liberdade de escolha, de seus pensamentos lógicos, sofre emocionalmente, psicologicamente e fisicamente os efeitos da poção... - Foi interrompido por Tom.
- Fisicamente, você disse?
- Sim, fisicamente, já que a pessoa deixa de se alimentar e de dormir direito, além de ainda não serem conhecidos os efeitos a longo prazo dos ingredientes no organismo humano.
- Hum, continue...
- E arrasta a si e à pessoa que o droga para um poço de infelicidade, causado pela insatisfação de um lado e insegurança do outro.
- Então, os dois seriam vítimas.
- Sim, mas um sempre teve a escolha e o poder.
- E o que seria adequado então?
- Amor é querer ao outro feliz, mesmo que signifique estar ao lado de outra pessoa. Amor é liberdade...
- Amor é bobagem. Amor é fraqueza. Agora vá, Severo, e tente achar a solução para o que eu lhe pedi.
Snape achou melhor retirar-se daquela sala, pois não sabia como, mas de repente o outro mago ficara de péssimo humor e não seria aconselhável ninguém ficar por perto. Chegou a sentir um pouco de pena do Rabicho.
Tom ficou sentado em sua poltrona, observando o líquido vermelho em seu cálice. Tomou uma decisão e virou todo o vinho em sua boca, Jogou o delicado cálice no chao, onde ele se partiu em milhares de pedaços, levantou-se e girou, indo diretamente para a casa de Alissa, Possui-a brutalmente assim que a encontrou, sem preocupar-se em satisfazê-la. Durante a conversa com Severo, havia se dado conta que preocupava-se demais com aquela trouxa. |