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1. Herdeira de Godric Gryffindor


Fic: Os Marotos e a Marota Herdeira de Godric Gryffindor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Malões se arrastando, pais repetindo as instruções aos filhos, como todos os anos, corujas piando e o barulho do Expresso Hogwarts recém-chegado à estação. Isso se repetia por todos os anos, na plataforma 3/4. Alunos desesperados para rever os amigos após o verão e alunos novos, já fazendo amizade antes mesmo de entrarem no Expresso.

E, como os anos que se passaram, nada havia mudado. Apenas um grupo de garotos, que provocavam um certo tumulto no meio da plataforma.

- EU VOU PRIMEIRO! - Tiago Potter, aluno do sexto ano da Grifinória, empurrou um menino do segundo ano e entrou no vagão às pressas.

- Tsc tsc, que desespero. Parece que vai livrar o pai da Cruciatus. - Sirius Black, também grifinório e um dos melhores amigos de Tiago, balançou a cabeça negativamente. Sirius pousou a mão sobre o ombro do garoto empurrado, que ainda olhava assustado para Tiago e esboçou um meio sorriso - Peço desculpas. Hoje meu amigo não tomou o remedinho, sabe? - Deu de ombros, arrancando risadas agudas do garoto.

- Pontas, por que a pressa? - Remo Lupin, perguntou. Ele, Tiago, Sirius e Pedro eram grandes amigos, eram os Marotos de Hogwarts. Remo realmente não fazia o tipo 'maroto', mas não se via sem os amigos.

Tiago colocou a cabeça para fora da janela do vagão de frente aos amigos e apontou para um grupo de meninas que vinham para a direção dos garotos, com uma expressão de pânico no rosto. Sirius virou o rosto para ver para quem Tiago apontava e viu Sophie Johnson e Hanna Leigh, duas meninas realmente bonitas, aparentando a mesma idade dos Marotos.

- Ih, ferrou! - Sirius empurrou o garoto novamente, que já estava entrando no trem e correu para o mesmo vagão de Tiago, se sentando ao lado do amigo e observando as meninas com a mesma expressão de Pontas. Lupin suspirou, sorriu para o garoto que soltou um 'Mas que droga!' e entrou calmente no expresso.

- O que foi dessa fez? Oh, espera, não precisam falar. Vocês sairam com as duas e agora elas estão atrás de vocês, certo? - Remo se sentou em frente aos dois, suspirando novamente, entediado.

- Hã... Mais ou menos, caro Aluado. - As meninas olharam diretamente pra Tiago e Sirius, que se abaixaram no mesmo instante, mas em vão. - Droga! Elas nos viram!

- Seguinte, Lupin, confirma tudo o que vamos dizer pra elas, ok? - Sirius parecia apavorado.

- Ok, mas...

Sirius e Tiago viraram a cabeça para a porta do vagão no mesmo instante que as duas garotas apareciam.

- Tiago! Eu te mandei umas cinco corujas no verão, você não recebeu? - Sophie perguntou, nervosa.

- Erm... eu... Estava na casa do Remo. Não foi, Remo?

Aluado ergueu uma sobrancelha, como se avaliasse a idéia de mentir.

- Sim, Johnson. Jogamos quadribal juntos por todo o verão. - Remo sorriu maroto pros amigos, que discretamente, aumentaram a expressão de pânico. Remo era um dos alunos mais aplicados e inteligentes de Hogwarts, preferia exercitar a mente do que o corpo.

- Você joga quadribol, Lupin? Não sabia. - Sophie colocou a mão na cintura, desafiadora.

- JOGA! Muito bem, o Remo é o melhor batedor que eu já vi! - Sirius interrompeu, tentando parecer animado.

Hanna saiu de tras de Sophie e, entrando no vagão, apontou o dedo a milímetros do rosto de Sirius:

- E você, Black? E o nosso encontro naquele pub em Londres e que você NÃO deu as caras?

- Então, Hanninha...

- HANNINHA NÃO! - A menina ficara vermelha.

- Hanna. Hanna Leigh. - Sirius corrigiu, se afastando do dedo da garota, que quase encostava em seu nariz- Bem, eu estava com Tiago e Remo e...

- Ficamos presos no jogo. - Lupin completou, enquanto ria abertamente da situação.

- Isso. Sabe, o Lupin acertou um balaço no Tiago e ele ficou seriamente machucado.

- Ficou?- Sophie se aproximou de Potter, colocando as mãos em seu rosto e procurando hematomas ou cortes, aparentemente preocupada - Mas onde? Não vejo machucados!

- É que... foi num lugar meio... hã... Coberto, sabe? - Tiago se enrolava com as palavras, olhando pros amigos.

- Ah, sim. - A garota corou - Bem, então desejo melhoras pro Tiago. E vamos, Sophie, temos que pegar um vagão vazio ainda!

Ao ouvirem o baque da porta sendo fechada, Sirius e Tiago respiraram fundo.

- Elas são LOUCAS!

- Eu sei, caro Almofadinhas. E dessa vez, foi por pouco.

- Agora, tenho uma dúvida: Por que vocês dispensaram elas?

- A Sophie mandou uma coruja pros meus pais, pedindo pra passar o verão com a gente. NO WAY! - Tiago revirou os olhos.

- E a Hanna queria namorar. Sabe como é, o cachorrão aqui não usa coleira - Sirius passou as mãos pelos cabelos, enquanto sorria convencido.

- Por Merlim. - Remo bateu com a mão na testa.

O Expresso Hogwarts apitou. Estavam de partida.

---

- Eu sei. Ahan. Mas ela... não posso permitir!

Evy estava em seu quarto, tentando ouvir a conversa que se desenrolava na sala. Sua mãe a mandou diretamente pro quarto, quando um velho homem, de roupas estranhas, barba branca e olhar sereno bateu a campainha. Evy havia atendido, o homem disse que seu nome era Alvo e que precisava conversar com sua mãe urgentemente. Assim que a mãe chegou à sala, mandou a garota para o quarto, sem explicações. Agora ela tentava entender o motivo. Só ouvia pedaços da conversa.

- Alvo, a Amelie...com a Evy não. - Sua mãe parecia suplicar.

Amelie era a irmã de Evy, a irmã desaparecida há 3 anos. Amelie deveria ter voltado da escola com Evy naquele dia, mas disse pra irmã que ela poderia ir sozinha, que tinha coisas a fazer. Ela não voltou. Só foi encontrado um pingente de Rubi com uma corrente dourada, com o nome da garota gravado. As buscas foram incessantes por anos, mas a família perdeu as esperanças. Talvez Amelie estivesse morta agora...

- ELA NÃO VAI SABER! - A mãe agora gritava.

Evy teve certeza de que o assunto era ela mesma. Mal ouvia a voz do homem, só a de sua mãe, que era particularmente histérica. Assim que se aproximou mais da porta, ouviu a mãe gritar seu nome. Abriu a porta de seu quarto e desceu as escadas, encontrando o homem e sua mãe sentados no sofá.

- Evy, querida... Esse é o... - A mãe olhou para o homem, como se esperasse que em um passe de mágica, ele não estivesse mais ali. - Alvo Dumbledore. Ele é diretor de uma escola próxima a Londres.

A garota se sentou em uma poltrona, de frente para o tal homem. Teve a ligeira impressão que já o conhecia. Só não se lembrava de onde...

- Prazer, Srta. Stooker.

- O prazer é todo meu, Senhor. - A garota olhava para a mãe, que parecia desolada.

- Bem, creio que não se lembra de mim, certo? - A garota negou com a cabeça - Mas acredite, já nos conhecemos há um bom tempo. Como sua mãe lhe disse, sou diretor de uma escola chamada Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. E...

- Espera, espera. Magia e bruxaria? - Evy interrompeu, sem acreditar - Tipo... alakazam! Essas coisas?

- Quase isso. - Dumbledore olhou para a mãe de Evy, que balançava a cabeça negativamente, como se quisesse adiar aquela conversa para sempre.

- Tipo, caldeirões, poções malignas, vassouras e gatos pretos? - Evy esboçou um meio sorriso, como se quisesse rir.

- Não somente poções malignas, mas, sim.

Evy olhou pra mãe, divertida.

- Mãe, posso ter uma palavrinha com você? - Evy piscou.

- Oh, deixarei vocês à sós. - Dumbledore se levantou e se dirigiu ao outro lado da grande sala dos Stooker, observando as fotos da família em cima de uma estante.

- Mãe... Esse homem tem um pequeno probleminha, né? - Evy sussurou.
- Evy, não! Não interrompa por besteiras, deixe que ele diga tudo. - Alice mordia o lábio, nervosa.

- Oi? Mãe, presta atenção na sua filhinha linda... ELE TÁ FALANDO DE BRUXARIA! - Ela aumentou a voz repentinamente, fazendo Dumbledore sorrir do outro lado, ao ouvir. - Mãe, isso não existe, ele é louco, a gente tem que ligar pro hospício e mandar eles virem o mais rápido possível, antes que ele resolva andar de cueca pelas ruas de Londres cantando e dançando Shanya Twain!

- Evangeline Stooker McKensi, ouça o Alvo. E sem piadinhas.

Evy bateu com a mão na testa e sussurou: 'Por Deus, sempre soube que ela era pirada!'

Dumbledore ouvira toda a conversa. Saberia que teria dificuldades em explicar tudo para a garota, mas eles teriam tempo. Fingia olhar as fotos, mas uma lhe chamou a atenção: Evy estava sentada na beira de um lago, abraçada com a irmã. Amelie era dois anos mais velha que Evy. As garotas em nada se pareciam: enquanto Amy tinha os cabelos negros e lisos, olhos castanhos como os do pai, Evy tinha os cabelos castanhos claros e olhos verdes, como os da mãe. Na foto, as duas vestiam roupas vermelhas.
Dumbledore se virou e viu as duas o observando. A mãe fez sinal para que se sentasse novamente, e ele o fez.

- Entendo sua reação. - Ele começou. - É complicado para os que não conhecem o mundo mágico se adaptarem a ele. Você deve estar pensando que sou louco ou que estou te enganando, mas não. Posso te mostrar, caso duvide de minha palavra. - Dumbledore piscou, divertido.

Evy não respondeu, olhava para Dumbledore asssustada. Ele tirou um objeto parecido com as varinhas mágicas de filmes de ficção de dentro de sua roupa e com um leve aceno, o porta-retrato com a foto das duas irmãs veio flutuando lentamente até ele.

- NÃO É POSSÍVEL! Isso é...
- Mágica. - Alice esboçou um sorriso. - E tem algo que você precisa saber. Evy, eu, seu pai, sua irmã e você somos bruxos. Pode soar absurdo, mas já nascemos com isso, não é algo que podemos escolher. E sabe... é maravilhoso! Estudei em Hogwarts quando jovem, foi onde conheci seu pai. Mas tivemos que nos mudar para Londres e vivermos como pessoas normais, por alguns motivos. Sou a única bruxa de minha família, e eles não aceitavam que eu fosse diferente, eles tinham medo. E agiam como você agiu.

Dumbledore colocou o porta-retrado em cima da mesinha que ficava em frente ao sofá.

- Eu passei a viver como dona de casa, foi quando engravidei de sua irmã. Seu pai era Ministro da Magia, não tinha tempo pra gente. Mas eu entendia, era a profissão dele. Foi quando descobriram que os fundadores de Hogwarts deixaram relíquias valiosas, para seus decendentes. E que essas relíquias unidas, poderiam criar o bruxo mais poderoso de todo o mundo mágico. Mas somente um dos quatro descendentes ainda tinha a relíqua e corria risco.

- E quem é esse decendente, mãe?

- Eu. Descendente direta de Godric Gryffindor. Foi quando descobriram que a relíquia estava comigo, guardada. Que pra mim foi um presente de minha mãe, um pingente de rubi num cordão de ouro puro. Eu corria perigo, os bruxos poderosos poderiam querer o pingente. E eu e nem seu pai poderíamos deixar isso acontecer.

Alice parou subitamente e respirou profundamente. Dumbledore entendeu, prosseguindo:

- Seu pai foi um herói. Ele fez de tudo para que sua mãe e sua irmã ficassem em segurança. Mas descobriram que sua mãe era a descendente e obrigaram seu pai a entregar o esconderijo. Ele não entregou. Então, o tal bruxo poderoso, que depois descobrimos ser Voldemort seu nome, matou seu pai. Ele é um homem frio, sem sentimentos. Mal sabia ele que seu pai havia planejado tudo: Manteve sua irmã e sua mãe em segurança no mundo bruxo. Mas pouco tempo depois da morte de seu pai, ela se descobriu grávida...
- De mim. - Evy abaixou a cabeça.
- De você. Foi quando eu visitei sua mãe e disse que o melhor seria que se escondessem no mundo dos não-bruxos, por um tempo. E ela disse que não queria mais se envolver com mágica.

Alice soluçava. Não queria ter escondido toda a verdade da filha, mas era possível. Era preciso mantê-la em segurança. Evy segurou a mão da mãe, entrelaçando seus dedos nos dela.

- O desaparecimento da minha irmã pode ter algo a ver com isso?

- Creio que sim, mas isso é algo que temos que conversar outra hora. Vim aqui por outro motivo. Evy, conversei com sua mãe e acho que você deveria ir para Hogwarts comigo. Lá você estaria segura. Não queremos que nada de ruim aconteça novamente.

- Mas e minha mãe? Fica aqui sozinha? Não posso. - A garota apertou ainda mais a mão da mãe.

- Ela não corre riscos. Colocarei alguém para protegê-la. Além de que a verdadeira descendente de Godric Gryffindor agora é você, Evy.

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- Pontas, desiste!

- Nunca, Almofadinhas. Lily Evans ainda vai sair comigo! - Tiago caminhava pelos corredores do Expresso, procurando uma garota em especial, seus olhos correndo por todos os vagões e Sirius em seu encalço.

- Você só quer sair com ela porque ela foi a primeira garota que te deu um fora! Desiste, a Evans é naturalmente estressada e louca.

Tiago parou subitamente, em frente a um vagão. Dentro dele se encontravam 4 garotas: duas grifinórias e duas lufa-lufas. Elas conversavam animadamente sobre algo que os garotos não conseguiram entender, mesmo com a porta aberta. Uma garota se destacava, ela tinha os cabelos ruivos, que contrastavam com sua pele clara e os olhos mais verdes já vistos.

- Lily! - Tiago gritou, involuntariamente.

A ruiva se virou rapidamente, levando a mão ao peito no mesmo instante, graças ao susto. Quando viu que o grito vinha de Tiago Potter, o garoto mais prepotente e convencido de Hogwarts, fez cara de desprezo.

- ARGH, POTTER! Não me assusta! E pra você, Evans.

- Não me trata assim... Eu só quero...

- Saber se eu quero sair com você? - Lilian completou, fazendo Tiago afirmar frenéticamente. - Não, não quero. Agora vai embora, Potter.

Tiago olhou para Sirius, que deu de ombros. Viu Lílian se voltar para as amigas e voltou para seu vagão, sibilando algo parecido com: "Ela ainda vai aceitar."

Pedro havia chegado pouco antes de Sirius e Tiago saírem, encontrando Remo sozinho no vagão, lendo um livro qualquer.

- Onde estão Tiago e Sirius? - Perguntou, enquanto observava os corredores do Expresso.

- Foram andar um pouco. - Remo continuou a ler - Mas já devem estar voltando, Pedro.

Pedro se sentou em um dos bancos e tirou um sapo de chocolate do bolso das vestes, o enfiando por completo na boca. Tiago e Sirius voltaram e se sentaram novamente.

- Pontas, você tem que entender: Lilian Evans te odeia! Isso é fato.

- Almofadinhas, ela pode me odiar, não me importo. Mas ela VAI sair comigo. - Tiago deu um soco no ar, aparentemente nervoso por ter sido desprezado mais uma vez. Desde o quarto ano, Tiago era o garoto mais popular de Hogwarts, por ser artilheiro do time de Quadribol da Grifinória e por todas as suas marotisses. Além de ter uma aparência invejável, com cabelos pretos e desespenteados e olhos castanho-esverdeados. Era comum que alunas suspirassem por ele. Menos Lilian.

- Ô gênio, como ela vai sair com você se te odiar? - Remo ergueu os olhos do livro, pela primeira vez.

- Aluado... Não duvide do Pontas. É capaz dele usar o Impedimenta nela e sair a carregando, só pra dizer que saiu com ela. - Sirius disse, fazendo Rabicho rir.

Já começava a anoitecer, o Expresso Hogwarts estava ainda mais próximo de seu destino. Lilian e as amigas, Mellanie Taylor e Emma Lewis terminavam de se ajeitar, animadas por recomeçar as aulas.

- Bem, meninas, vou me juntar ao resto da minha casa. Danna já foi atrás deles há meia hora e eu fiquei! - Emma, a Lufa-Lufa, disse, enquanto se levantava.

- Tudo bem, Emm. Nos encontramos no jantar? - Lily sorriu.

- Claro. Tchau, meninas! - Emma acenou e saiu, fechando a porta do vagão.

Assim que Emma saiu, Mellanie se virou para Lilian, com um olhar ansioso.

- Lily, precisamos conversar...

- Antes que comece, a resposta é não. Ele é um idiota. - Lilly bufou.

- Como você sabia que eu iria falar do Potter?

- Você sempre faz essa cara quando quer falar isso.

- Sério? - Mellanie olhou rapidamente para o seu reflexo na janela, verificando se sua expressão mudava mesmo quando falava do Potter, balançou a cabeça afastando o pensamento e voltou a fitar a amiga. - Não interessa. Mas amiiiga, o Potter é o garoto mais lindo de Hogwarts!

- Não vale nada, do que adianta?

- Além de que parece estar caidinho por você! Quantas garotas te invejam agora, Lily? Muitas! - Mellanie sorria afetadamente.

O Expresso Hogwarts diminuia sua velocidade aos poucos. Em breve estariam na estação. Lílian se levantou e abrindo a porta, disse:

- Não. Ele só está com o orgulho ferido, por encontrar alguém que não o idolatre, assim como toda a escola. E não falemos mais nisso, Mellanie.

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Evy colocou tudo o que precisava em sua mochila: Algumas roupas e fotos. Enquanto se arrumava, Dumbledore e Alice conversavam sobre a garota.

- Mas Dumbledore, a Evy nunca estudou magia. Você sabe que tudo isso é novo e inacreditável pra ela.

- Entendo sua preocupação, Alice. Mas ela vai se adaptar rapidamente. Arrisco dizer que vai até gostar da escola. - Ele sorriu para a garota, que parou de prestar atenção na conversa e voltou a arrumar sua mochila.

- Mas ela vai começar com os alunos do Primeiro Ano?

- Não, pretendo colocá-la juntamente com os alunos do Sexto. Mesmo Evy não tendo noção alguma sobre o mundo mágico, prefiro que fique com crianças - Evy riu baixinho ao ouvir a palavra - de sua idade. Assim ela irá ter mais um motivo para gostar de Hogwarts. Evy está em Hogwarts para sua própria segurança, antes de tudo. E, quanto ao aprendizado, ela poderá frequentar as aulas, se quiser. Tudo bem pra você, Srta. Stooker?

- Uhum. - Evy fechou a mochila e a colocou nas costas. Agora sua ficha havia caído: Ela iria para uma escola de magia! Não é fácil passar a acreditar em coisas que até no dia anterior só passavam de historinhas bobas para crianças. A garota suspirou. Não sabia exatamente quem eram seus antepassados, mas sabia de Godric Gryffindor. Sabia que era descendente de alguém muito importante, e principalmente, sabia que corria riscos. Estava disposta a encarar tudo, queria saber o que aconteceu com sua irmã. Melhor, queria fazer com que o culpado pagasse pela dor que sentiu quando ouviu da mãe, chorosa, que a irmã havia desaparecido. Queria fazer com que ele sentisse o que ela sentiu, quando passava as noites em claro olhando pela janela, esperando que a irmã fosse voltar a qualquer momento. Sempre pensou que nunca haveria como fazer essa dor desaparecer, mas agora, sabia que poderia amenizá-la.

- Sinto dizer, mas temos que ir. - Dumbledore se voltou para Alice. - Sua menina estará segura. Estou certo de que ela mandará corujas todos os dias, lhe contando sobre sua estadia em Hogwarts. - Dumbledore se dirigiu para a porta, seguido de Evy - A propósito, Alice... Podemos usar sua lareira?

Evy ergueu uma sobrancelha em sinal de dúvida, quando ouviu a pergunta do diretor. A mãe balançou a cabeça positivamente e abraçou a garota, como se nunca mais fosse a ver.

- Filha... Quero que entenda que... É o melhor... - Alice soluçava baixinho, prestes a chorar.

- Eu sei, mãe. Você vai ficar bem? - Perguntou mais para Dumbledore do que para a própria mãe.

- Vou. - Ela afirmou fervorosamente com a cabeça. - E você também. Vai ficar tudo bem, eu te prometo. - Alice apertou ainda mais a filha.

Dumbledore tirou um pó prateado de algum lugar de suas vestes e jogou nas chamas da lareira, que ficaram verdes instantaneamente.

- Vamos, Stooker? - Ele sorriu docemente.

A garota foi até a lareira e passou a fitar Dumbledore, atenta às possíveis instruções.

- Entre. E diga, claramente, Escritório do Prof. Dumbledore, Hogwarts.

Evy deu uma última olhada para a mãe, entrou na lareira receosa, com medo de se queimar. Ao perceber que nada havia acontecido, disse:

- Escritório do Prof. Dumbledore, Hogwarts.

No mesmo momento, tudo começara a girar. Era como se estivesse dentro de um turbilhão verde, não conseguia ver nada nítido, tudo parecia sem foco. A garota se mantinha imóvel. Segundos depois, sua visão clareou e Evy viu um escritório à sua frente, com vários quadros de pessoas sorrindo pendurados na parede. Evy piscou, não acreditava que tinha viajado por uma lareira. Saiu de dentro da mesma e ajeitando as roupas, teve a ligeira impressão de que os quadros se mexiam. Balançou a cabeça, para afastar o pensamento e ficou observando a lareira, esperando Dumbledore aparecer.

- Quem é você, menina? - Uma voz gritou, por trás da garota. Ao se virar, assustada, Evy viu que o quadro realmente se mexia. Pior! Falava com ela! A garota levou a mão à boca - Você não fala, é?

No mesmo instante, as chamas se tornaram verdes novamente e Dumbledore saiu da lareira.

- Dumbledore, intrusa! - Fineus Nigellus gritou novamente, direcionando a atenção de todos os outros quadros para a garota, que os olhava amendrontada.

- Fineus, essa é a Srta. Stooker, nova aluna de Hogwarts. É a menina de que te falei mais cedo. - Dumbledore piscou para o quadro.

- Ah... Realmente, você me disse. É a Herdeira, certo? - Fineus colocou a mão no queixo, analisando a garota.

- A própria. Fineus, continuamos nossa conversa mais tarde, preciso encontrar a Prof. Minerva. Sabe onde ela está?

- Salão Principal. Ela acabou de pegar o Chapéu Seletor, para selecionar os novos alunos.

- Obrigado. Evy, vamos até a Minerva. Não tenho dúvidas sobre qual casa você será selecionada, mas é sempre bom ter certeza.

- Espero que ela não seja uma traidora como aquele Black. O único Black grifinório, por Merlim...

Dumbledore sorriu e fez uma breve reverência a Fineus, saindo da sala com Evy em seu encalço.

- Os quadros... eles... falam? - Evy sibilou.

- Oh, sim. E se mexem. São encantados para isso. A propósito, aquele era Fineus Nigellus, um antigo diretor de Hogwarts.

- Ele me assusta. - A garota confessou, enquanto colocava as mãos no bolso nervosamente.

O diretor riu. Assim que chegaram ao Salão Principal, encontraram Minerva arrumando os últimos detalhes para a recepção dos alunos. Evy se deparou com um enorme salão, com 4 grandes mesas. O salão estava decorado nas cores vermelho, azul, amarelo e verde, simbolizando todas as casas de Hogwarts. Havia uma mesa de frente para todas as outras, que Evy imaginou ser a mesa dos professores. Bem à frente, estava um banco de madeira, com um chapéu velho em cima, que tinha um rasgo que lembrava uma boca.

- Alvo, ainda bem que chegou! Pensei que teríamos que começar sem você, os alunos já chegaram na estação e estão vindo! - Minerva reparou na garota. - E você deve ser a Srta. Stooker, certo?

- Sim. É um prazer. - A garota sorriu.

- Bem, bem. Então tenho uma novata na minha casa? E ainda Herdeira de Godric? Fico radiante. - Minerva sorriu brevemente e voltou a ajeitar as mesas com um leve balançar da varinha.

- Prof. Minerva, precisarei do Chapéu Seletor. Queremos ter certeza de que Evy é uma verdadeira grifinória.

- Tudo bem, Dumbledore. - Minerva disse, sem olhá-los. Continuava ajeitando as mesas.

Dumbledore guiou a garota até o banco. Segurou o Chapéu e apontou para o banco, indicando para que ela se sentasse. Após ela o fazer, colocou o grande Chapéu na cabeça da garota, que olhava para cima assustada.

- Hmm... - Evy tremeu ao ouvir o Chapéu falar. - Nunca tive tanta certeza como agora... Essa garota tem todas as qualidades de um verdadeiro grifinório. Grifinória! - O Chapéu disse, sem delongas.

Dumbledore retirou o chapéu e o colocou no banco novamente, assim que Evy se levantou.

- Já sabia que seria inútil. O sangue de Godric corre MESMO em suas veias, não há dúvidas! - Dumbledore olhou a garota por cima de seus óculos.

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