Acreditar em alguém
A energia no clima da casa era palpável, saídas eram cada vez mais constantes, o trabalho tanto físico quanto estratégico era cotidiano, os Rebeldes sentiam cada vez mais que a hora da empreitada se aproximava impiedosa, não havia tempo nem vantagens a se perder.
Ninguém poderia negar que o clima também se encontrava muito mais leve, apesar de tanto trabalho. Quando Hermione arriscara a própria vida para salvar a de Harry, ela marcara a memória de todos sem querer, e com a atitude mais idiota que ela considerara ter cometido na vida, ela criou um frágil, mas verdadeiro laço de confiança com cada um deles.
Uma reunião fora marcada, e o centro da reunião estava na vampira, com esboços fiéis e detalhados ela mostrava aos Rebeldes o castelo e a ilha onde Voldemort tinha seu império. Com áreas marcadas de amarelo até vermelho em nível de perigo, ela mostrava onde haviam apenas feitiços protetores, com o nome de cada um escrito ao lado e onde haviam Comensais de guarda, gigantes, dementadores e outras criaturas mágicas. Durante a reunião a linguagem usada fora puramente polida e de respeito, e a partir daquele instante era daquela forma que os moradores a tratavam, polidamente e com respeito, o que já era uma grande vitória.
-Deveríamos nos unir aos Rebeldes trouxas, quanto maior o número de pessoas que tivermos ao nosso lado, melhor, nenhuma ajuda deve ser descartada.
Dissera Luna, o Sr. Weasley logo discordou:
-Por mais que não estejamos em posição para recusar ajuda, não acho que seria o melhor a se fazer, além de ter o envolvimento da magia, algo que não teremos como explicar, eles não teriam a menor chance, seria uma verdadeira chacina de trouxas.
Contra argumentou ele calmamente, a maioria das pessoas sentadas na mesa maneou a cabeça e murmuraram coisas em concordância, Harry se mantivera quieto, Sirius e Hermione franziram o cenho, a vampira saiu em defesa de Luna de modo surpreendente.
-Na verdade Luna está certa, além do mais, eles não precisam partir para o ataque direto, a batalha corpo a corpo fica por nossa conta, mas pensem – ela fez uma pausa para pegar fôlego enquanto todos lhe prendiam a atenção curiosos – Tom jamais esperaria um ataque ao modo trouxa! Nós o pegaríamos de surpresa, abalaríamos sua defesa e provocaríamos um caos em suas estratégias, Tom está pronto para enfrentar bruxos, mas duvido que sequer imagine ser atacado com metralhadoras ou canhões, resumindo, armas trouxas.
Explicou ela quando todos fizeram estranhas expressões ao nome das armas. Sirius arqueou a sobrancelha levemente divertido com a resposta da morena. Sr. Weasley resmungou algo em proteção aos trouxas, mas que não teve grande atenção em meio a murmúrios especulativos, McGonagall finalmente falou:
-Tanto Granger e Luna quanto o Sr. Weasley têm razão. Seria definitivamente muito arriscado para eles participarem de um ataque como esse, mas o perigo seria bem menor se mantiverem certa distância, e realmente, qualquer ajuda será bem-vinda. O fato é, teremos que explicar a eles o que exatamente vão enfrentar, e isso coloca o mundo mágico no meio, seria perigoso e provocaria um verdadeiro caos na mente dos trouxas, vale mesmo a pena?
Todos pensaram durante alguns instantes, Rony falou:
-Não podemos nos arriscar a perder a ajuda deles, e eu duvido que vão se importar realmente com a magia, aposto como eles querem o fim do tirano que os governa e que eles nem mesmo sabem quem é tanto quanto nós!
-É verdade, – Harry apoiou – além do mais não precisamos provocar uma revolução e mostrar ao mundo trouxa que existimos, é só procurar as pessoas certas que tenham poder para nos ajudar. O exército, o grupo de trouxas que vai para a guerra – ele esclareceu a dúvida silenciosa dos presentes – eles possuem todo o tipo de armas, poderiam nos ajudar.
O grupo voltou a pensar e a voz de Hermione se fez ouvir.
-O exército está do lado de Tom, ele já se infiltrou lá, não podemos nos meter com eles, mas pelo que eu saiba, a marinha ainda está limpa.
Disse ela em tom de oferta, depois de Harry dar uma breve explicação do que era a marinha, Sirius voltou a arquear a sobrancelha e disse:
-Seria ótimo, pelo que Hermione disse, Voldemort está escondido numa ilha, navios seriam um excelente meio de chegar até lá.
Os presentes ignoraram o fato de Sirius ter tratado Hermione por seu primeiro nome.
-Excelente e suicida – interviu Tonks – você já viu o tamanho de um navio? Eles nos veriam a milhas de distância! Temos de arranjar um meio de camuflá-los, caso contrário, estaremos mortos antes de lançarmos o primeiro feitiço.
-Feitiço da desilusão?
Sugeriu Harry meio descrente na própria sugestão.
-São muito grandes para serem desiludidos, – cortou logo o Sr. Weasley – não funcionariam muito bem além do deslocamento de água que não teríamos como camuflar.
-Alguma outra sugestão?
Perguntou Luna.
-Acho melhor deixarmos para pensar nisso quando tivermos a aliança feita com a tal da marinha não acham? – perguntou Gina – Não temos nem certeza de que vão querer se aliar a nós.
-Está certa – concordou Hermione, Gina não sabia se se sentia surpresa ou ofendida – seria perda de tempo discutir isso agora.
Aquele assunto não voltou a ser tocado até o fim da reunião quando foi feita uma divisão de quem cuidaria de que até que estivessem finalmente prontos para o ataque, coisa a qual não pretendiam demorar a fazer, a preferência geral era de que fosse feito logo, no próximo mês, em novembro. Tonks ficaria responsável de contatar Hagrid para que fosse falar com os Gigantes dos Alpes Suíços, o Sr. Weasley iria procurar por Neville e ajudá-lo na busca por Rebeldes que ele fazia há quase um mês, Fred, Gui e Fleur iriam até a França, tentar uma aliança com a aeronáutica francesa, que segundo Harry, ainda não fora “contaminada”. Draco, Gina e Sirius, iriam atrás da marinha Inglesa tentar a aliança tão importante para a vitória. O grupo estranhara quando o loiro se oferecera para acompanhar Sirius e a ruiva, mas apenas Luna e Harry perceberam as maçãs do rosto de Gina se avermelharem e ela esconder um sorriso, eles e Draco claro, porém Harry e Luna não acharam aquilo tão divertido e satisfatório quanto o loiro.
-O que diabos foi aquilo? – perguntou Luna entrando no quarto atrás de Gina, a ruiva a olhou confusa – Ginevra Weasley eu vi você ficar vermelha quando Malfoy se ofereceu para ir com vocês!
-Claro! – respondeu a ruiva como se aquilo fosse óbvio – Vermelha de raiva oras! Já tenho que agüentar o Malfoy aqui, agora terei que suportá-lo numa missão lá fora! O que você queria?
-Ora garota não ofenda minha inteligência! – disse Luna inesperadamente furiosa, Gina não tinha idéia de como Luna odiava ser enganada – O sorriso que escondeu muito precariamente não parecia nem um pouco de quem suporta alguém! – Luna respirou fundo recuperando seu equilíbrio – Gina o que é que você está tendo com o Malfoy?
Gina piscou algumas vezes antes de responder tão furiosa quanto a loira estivera:
-ESTE é o problema! – disse apontando um problema imaginário – a primeira coisa que jogam na minha cara é o sobrenome dele! Malfoy! Ora que se dane! O sobrenome não faz o caráter de ninguém e é por isso que ele está aqui! Me impressiona você LOVEGOOD dar tanta importância a isso! Você já foi menos superficial!
Respondeu a ruiva ainda raivosa, Luna sentiu o peso das palavras como um tapa de luva, piscou levemente e se lembrou de como as pessoas conheciam os Lovegood, uma família de excêntricos com olhos esbugalhados, ela ainda tinha grandes olhos, mesmo não sendo sonhadores como antes, sonhos tirados por Voldemort, e caramba! Ele estava ali pra ajudá-los, ele havia deixado o sobrenome para trás, o conforto de uma aliança ao lado do Lorde das Trevas para se juntar a eles sem ter certeza de nada, se quer de que teria um lugar para dormir! Tudo isso por que não suportava ser mandado, e nossa! Luna se deu conta de que não conseguia vê-lo traindo os Rebeldes, Draco conquistara seu lugar ali de forma limpa, por mais que ela soubesse que o antigo sonserino ainda não era muito mais que o covarde que fora desde os tempos de Hogwarts, ela vira, através da amizade que ele tinha com Hermione, que ele poderia ser muito fiel.
-Quem sou eu para julgar, – Luna deu de ombros, dando-se conta de que Gina estava certa – só espero que saiba o que está fazendo.
Gina não respondeu a loira, ainda estava levemente furiosa, e sabia que a amiga não merecia que descarregasse essa raiva em cima dela, mas havia alguém que parecia bem mais disposto do que Luna a brigar.
-Luna será que eu poderia conversar á sós com Gina?
Disse Harry entrando no quarto com as duas mãos no bolso. Luna olhou de Gina para Harry meio receosa, a ruiva deu uma baixa risada desdenhosa enquanto olhava para o teto meio incrédula, a loira saiu do quarto e Harry fechou a porta enquanto a ruiva se sentava numa cama.
-O que está havendo entre você e o Malfoy?
Perguntou Harry direto, Gina olhou para ele com o cenho franzido, as mãos no bolso e a expressão denunciavam que o moreno tentava se conter, mas Gina não deu a menor importância para isso, era a segunda vez que alguém falava dele como se o sobrenome fosse tudo.
-Te incomoda tanto?
Respondeu a ruiva olhando-o nos olhos segurando a própria fúria. Harry olhou-a incrédulo.
-E não deveria? Céus Gina! Você esqueceu o que ele fez? Que esteve ao lado de Voldemort? Que provavelmente matou várias pessoas enquanto esteve do outro lado? Esqueceu de como te chamava de Weasley pobretona sempre que a via pelos corredores de Hogwarts? Se não fosse por ele Dumbledore estaria VIVO!
Bradou o moreno agora lívido, Gina olhou-o incrédula, grunhiu furiosa emitindo depois uma gargalhada de desdém.
-Você se deu conta do que disse? – perguntou ela profundamente – Ou de como disse? – deu um passo à frente ameaçadora, Harry travou a mandíbula – Todas as acusações que fez foram no passado! Passado Harry! Passado pelo qual ele não pode ser julgado! Mas que Droga Harry! Ele está aqui agora, correndo riscos ao nosso lado e vai arriscar a vida para nos ajudar isso é importante agora! Se formos levar em conta o passado acho que deveria lembrá-lo de que quase o matou no sexto ano!
-Mas o que... Como você?...
Harry a olhou confuso se lembrando de quando o encontrou no banheiro da Murta e depois de uma discussão ele lançara o feitiço Sectunsempra no loiro.
-É eu sei Harry, ele me contou em uma de nossas conversas.
-Acontece que eu não sabia o que aquele feitiço provocava! – argumentou ele soltando todo seu estresse – Eu não fazia idéia de que poderia matá-lo!
-Mas agora isso não importa mais! Não vê? – perguntou a ruiva o olhando firme nos olhos – Ele está vivo, está aqui, ao nosso lado nos ajudando, o que você fez não tem mais importância entende? É passado! E o passado dele não pode manchar o que ele faz agora! Tente entender!
Harry bufou frustrado e acuado, se sentia encurralado e não gostava disso.
-Ele ainda é um Malfoy! E isso não pode ser apagado!
-Para o inferno o sobrenome dele! – bradou Gina agora completamente possessa – Eu não escolhi meu sobrenome e ele também não! Muito menos você! Não percebe? Harry se você tivesse tido opção você escolheria ter este sobrenome? Ter perdido seus pais e tantas pessoas que amava? Harry você não teve escolha! Se tivesse seus pais não estariam mortos hoje! Ele também não teve escolha, ele nasceu um Malfoy e vai morrer um Malfoy, mas isso não o faz ser quem é! Então arranje um argumento fundado por que isso não vai me convencer de nada!
Harry passou as mãos pelo cabelo bagunçado, resignou-se.
-Eu só quero protegê-la!
Foi sua última tentativa, a ruiva o fitou cansada e disse objetiva:
-Oras Harry, não tenho mais onze anos, não estou sendo controlada por um diário e você não precisa mais me tirar da câmara secreta, entenda, eu sei o que estou fazendo.
Ela concluiu, Harry fechou os olhos suspirando.
-Um dia ainda pego ele.
Disse meio raivoso, mas não realmente perigoso, Gina arqueou a sobrancelha e disse:
-Céus, é tão difícil acreditar que uma pessoa possa mudar? Que possa haver arrependimento verdadeiro?
Harry antes de olhos fechados abriu-os, as mãos cruzadas atrás da cabeça com o olhar fixo no chão se colocou a pensar. Lembrou de todo seu envolvimento com Hermione o que ela fizera e o que ela fazia agora, o modo como se jogara na frente de um feitiço para protegê-lo, surpreso, se deu conta de que não era difícil acreditar que alguém poderia mudar.
-Não. – ele respondeu a pergunta dela ainda surpreso, voltou a fitá-la, tirando as mãos de trás da cabeça – Não é difícil.
Franziu o cenho dando um passo para trás, Gina piscou uma vez surpresa com a resposta dele. Harry caminhou até a porta em silêncio, a ruiva engoliu o orgulho e disse:
-Obrigada Harry.
O moreno abriu a porta e voltou-se para ela.
-Mas eu ainda pego ele.
Gina não pôde esconder uma risada, não soube se por alívio ou nervosismo. No fim se deu conta de que era pelos dois.
Escondendo-se no próprio quarto, Draco estava surpreso com o que ouvira.
No dia seguinte todos acordaram cedo, era nove de outubro, em todos os cômodos da casa havia movimentação que denunciava a preparação para uma viagem, talvez longa, talvez não, eles não sabiam, a única coisa que sabiam era que essas deviam ser as últimas saídas do grupo, últimas e cruciais.
-Oh! Meus filhos... Tomem muito cuidado, não quero receber nenhuma notícia ruim entenderam?
Dizia a Sra. Weasley aos três filhos que viajariam aquela manhã, Fred escutava as reclamações do irmão que argumentava com o desejo de que também queria ir, a matriarca da família quase lhe arrancara a língua por isso. Gui tentava inutilmente acalmar a mãe e Gina se limitava a prender o cabelo num rabo de cavalo, teria de se manter ocupada se não quisesse ter sua atenção dispersa por certo loiro.
-E Carlinhos? – Harry pensou em perguntar sobre Percy, mas lembrou-se de que o terceiro filho da família estava sob a maldição Imperius - Seria bom tê-lo por perto.
Aqueles que viajariam preparavam sua saída, quem respondeu foi o Sr. Weasley.
-Carlinhos continua na Romênia, está numa colônia escondida e protegida, parece que a colônia é formada por pessoas que trabalhavam com dragões, eles domaram os dragões e os usam como uma forma de defesa lá.
-Dragões...
Sibilou o moreno pensativo, ninguém exceto Hermione prestou atenção na última palavra dita pelo moreno, a vampira não só prestou atenção no que ele disse, mas também seguiu o raciocínio dele, gostando do ponto em que chegara.
-Seria um excelente modo de ataque.
Ela disse para o moreno que a olhou surpreso, Harry não imaginou que ela pudesse ouvi-lo, ele arqueou a sobrancelha especulando a si próprio.
-No que está pensando?
Ela perguntou sem esconder a curiosidade.
-Aceitaria um desafio Granger?
-Finalmente! – exclamou ela rolando os olhos – O que tem para mim Potter?
Ela perguntou desafiadora, Harry lhe sorriu enviesado.
-Para nós – ele corrigiu – uma viagem para a Romênia atrás de Carlinhos Weasley. Vale ressaltar que este tipo de viagem é em situações completamente precárias, sem certeza de nada, nem de se e onde vamos dormir, ou quando será a próxima refeição.
-Acha que não consigo passar por um pouco de fome Potter? Só não se esqueça de qual é meu principal alimento.
Ressaltou ela, ele deu de ombros e disse:
-Podemos fazer um estoque de sua poção antes de ir.
Hermione franziu o cenho meio desconfiada e descrente.
-O que o leva a crer que possa confiar tanto em mim?
-Dormirei com uma adaga de prata embaixo do “travesseiro” e nossos interesses ainda são comuns, queremos Voldemort morto, sem mim você não pode matá-lo e sem você não consigo chegar até ele.
Hermione soltou uma risada descrente pelo nariz, óbvio que ele ainda não confiava nela, mas no fundo ela sabia que ele estava certo, seus objetivos eram os mesmos, e mesmo sabendo que isso não era o que a impedia de matá-lo, ela se recusou a dizer, faria mal ao ego dele.
-Eu topo – disse dando de ombros – não suporto mais ficar presa aqui, me fará bem.
Harry sorriu satisfeito, ele sabia que esta atitude era como dançar tango na beira de um precipício de olhos vendados, mas não pôde evitar. A idéia de ficar talvez semanas ao lado de Hermione, fazendo-a passar por tudo que ele tivera de passar para chegar até ali, e ver o quanto ela podia ser leal em tal situação, era instigante demais para suportar. Além do que não seria nenhum sacrifício.
Antes de dar a hora do almoço todos já haviam partido, a casa ficara repentinamente vazia e silenciosa, algo que fizera a exclamação de Rony soar um pouco alta demais.
-Como é que é?! Você é louco? Bebeu alguma coisa? Você definitivamente não vai viajar sozinho com aquela vampira!
-Ah tio Rony, por favor! Prometo ser um bom menino e não brincar com nenhum bichinho perigoso hein?
Disse Harry num tom carregado de ironia.
-Céus Harry! Além de tudo é suicida? Não faça isso, é loucura.
-Ron, sei o que faço ok? Sei me cuidar, além do mais não há como negar, ela já deu muitas provas de que não está aqui para me matar ok?
Disse Harry agora sério, Rony colocou a cabeça entre as mãos e olhou-o por baixo.
-Você é louco cara, completamente louco – suspirou voltando o corpo para cima com as mãos na beira da cama – só não vou com vocês porque... Bem... Acho que não conseguiria deixar Luna sozinha aqui...
Rony disse coçando a cabeça, ele havia contado a Harry sobre o beijo, e que começava a gostar de verdade da loira, Harry ficara verdadeiramente surpreso, mas relembrando fatos passados viu que fora falta de atenção de sua parte, pois eles já haviam dado sinais de um futuro romance.
Harry engoliu em seco ao perceber que esse também era um forte motivo que o levara a convidar Hermione para acompanhá-lo na viagem, ponderou um instante e disse:
-E se eu lhe disser... – franziu o cenho e caminhou de costas para o amigo em direção a janela – que sinto exatamente o mesmo?
O clima no quarto ficara repentinamente pesado, Harry sabia que Rony era a única pessoa capaz de entendê-lo, oras! Ele era seu melhor amigo! Se ele não entendesse quem poderia? Engoliu em seco antes de ouvir a voz do ruivo.
-Harry... Ela... Deus ela é uma vampira!
Disse o ruivo descrente, Harry se virou para fitá-lo, os ombros do amigo estavam caídos e seu rosto mesclava descrença com confusão.
-Uma vampira que provoca em mim coisas que nunca pensei que pudesse sentir.
Despejou o moreno de uma vez de olhos fechados incapaz de olhar nos olhos do ruivo. Harry respirou fundo uma vez antes de voltar a fitá-lo, Rony coçava a nuca descrente, levantara-se da cama e caminhava com o olhar confuso.
-Você está confuso por ela ter pulado em sua frente e salvado sua vida, você está deslumbrado, é isso!
Constatou o ruivo com fé em suas próprias palavras, mas a negação nos olhos verdes do moreno o fez murchar.
-Já passei disso Ron, não estou deslumbrado, e eu sei que ela sente o mesmo, quer saber? Eu não sei no que isso pode dar ok? – disse ele balançando a cabeça e gesticulando fervorosamente – Mas eu não estou a fim de me arrepender depois por não ter tentado. Não sei como nem por que Ron, mas de alguma forma, eu sei que isso é certo.
O ruivo engoliu em seco, não podia simplesmente condená-la, muito menos ao amigo, teria de se contentar em torcer para que ele estivesse realmente certo.
-Você sabe o que faz cara...
Disse ele abrindo um dos braços, Harry abriu o próprio e as duas mãos se encontraram com um estalo e um aperto forte, Harry acenou positivamente em sinal de agradecimento e os dois não se falaram mais.
Levaram dois dias até que Hermione pudesse ter poção suficiente para um mês, medida de segurança caso algo atrasasse a viagem, ninguém dos habitantes restantes da casa havia aprovado a idéia de os dois irem sozinhos, Jorge ainda insistira para acompanhá-los, mas eles recusaram veementes. Tanto Hermione quanto Harry estavam ansiosos pela viagem, e a Sra. Weasley preparara tanta comida quanto eles seriam capaz de carregar.
-Têm certeza de que não querem que eu vá com vocês?
Jorge perguntou pela décima vez só naquele dia, Harry e Hermione se encontravam na porta da casa prestes a sair, cada um com uma mochila carregada de suprimentos e algumas mudas de roupa.
-Temos sim – reafirmou Harry – ficaremos bem, e assim que for possível mandaremos notícias.
Jorge acenou positivamente, Harry se despediu de todos com um abraço em cada um, Elisabeth se revirava incansável no colo de Luna, a garotinha parecia perceber que os dois estavam indo embora por um tempo longo demais para uma criança, e não gostava nada disso. Hermione se mantivera de pé ao lado da porta, se despedindo com um simples aceno de cabeça.
-Façam uma boa viagem.
Desejou a Sra.Weasley assim que eles saíram pela porta.
N/A:
Não vou torturá-los com minha N/A ok? acho que posso ser considerada uma autora boazinha né? Estou postando bem não estou? *-* Bem espero que tenham gostado do capítulo, eu fiquei com medo dele ficar meio maçante, mas acho que não sou a pessoa certa para dizer isso não é mesmo? Portanto para saber preciso da opinião de vocês, e consequentemente de seus comentários! Por favor façam esta autora feliz! [=
Não sei se ficou tão claro para vocês quanto ficou para mim, mas a fic está realmente entrando na reta final, eu só digo que vocês devem esperar muito dessa viagem do Harry e da Mione, as coisas vão pegar fogo!
ATENÇÃO: Sei que isso não devia ser realmente necessário mas como eu também sei que tem alguns leitores que não costumam ler as N/A’s foi preciso, pois eu preciso da opinião de todos para o que vou perguntar agora ok? (: Bem a verdade é, nunca escrevi uma NC e não tenho a menor experiência, mas se vocês quiserem eu posso tentar! Por isso preciso que me digam se querem, pois caso contrário não terei como saber se escrevo ou não! Não estou prometendo nada ok? Apenas digo que me esforçarei para escrever uma caso vocês queiram!
Amo vocês e adorei todos os comentários!
beijos!
Poly_Malfoy |