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Descrição: Não sei o que eu tenho na cabeça.
Sério! O que eu achei?
Que traria Sakura para casa como minha namorada para assim poder enganar minha família, e que Itachi sendo o mulherengo que é não tentaria nada com ela?
O problema é que não era para eu estar com ciúmes de verdade, mas eu estou. Não consigo nem olhar para meu irmão tentando seduzi-la, tentando tocá-la, isso faz meu sangue ferver e uma vontade insana de soca-lo até ele tirar ela dá sua cabeça.
Mais o pior de tudo isso não é meu irmão querer algo com ela, e sim Sakura com sua ingenuidade não perceber nada. Também Itachi é um conquistador, ele sabe exatamente o que qualquer mulher quer ouvir.
Enquanto eu? Eu sei exatamente o que ela gosta, então digamos que estou com alguns pontos à frente.
Porque afinal ela não é qualquer mulher, ela é única. Eu sei que vocês devem estar confusos, acreditem eu também estou. Por isso irei contar como chegamos até aqui.
[ FLASHBACK ON ]
Estou em minha sala conferindo os documentos para entregar a Sr. Hatake, meu chefe quando meu celular toca. Atendo sem olhar no visor e continuo o que estou fazendo.
— Fala. – Uso meu tom usual.
— Isso é modos de falar com sua mãe moleque? –Respiro fundo, minha mãe já é dramática dando motivos para ela então.
— Puta que pariu. – Sussurro baixinho enquanto coço a nuca.
— Ainda consigo te ouvir Sasuke Uchiha. -Diz ela em tom autoritário.
— Desculpe mãe, estou um pouco ocupado agora, ainda estou no trabalho a gente conversa outra...-Tento explicar minha situação, mas ela me interrompe.
— Não se atreve a desligar Sasuke. E isso são horas de estar trabalhando? – Pronto começou – É por isso que não tenho um neto até hoje. Você mal tem tempo para conversar comigo imagina para sair com mulheres!? –Diz ela berrando do outro lado da linha.
— Não se preocupe dona Mikoto seu filho que não tem tempo para nada, tem uma namorada. – A imagem de Sakura me acordado jogando um travesseiro em mim me faz rir, é o mais próximo de uma namorada que tenho a muito tempo.
— Oh meu Deus que felicidade Sasuke, quando iremos conhecê-la? Vocês vêm para o dia de ação de graças? Já começarei a preparar as coisas. Te ligo depois Sasuke, dá um beijo na minha norinha. –Diz ela quase sem pausa.
— MÃE NÓS – Ela desliga – não iremos… – Falo para a tela do celular.
Pego meu celular e disco o número de Sakura .
— Fala. – O mau humor em pessoa. Imagino que a tenho acordado. – É bom que seja algo importante Sasu.
— Minha mãe acha que tenho uma namorada. – Ela começa a rir.
— E o que fez ela achar isso? –Pergunta ela parando de rir.
— Bom e tem mais ela acha que a namorada é você. – Sakura começa a rir descontroladamente do outro lado da linha.
— Eu e você juntos? Deus! Como ela acha isso? Ela nem deve se lembrar de mi… – a linha fica muda alguns segundos – Seu cretino, você falou que eu sou sua namorada, mas porquê? – Ela não precisa saber que não citei especificamente o nome dela né? Precisa?
— Ela veio de novo com aquele papo de netos… – ela me interrompe, é um costume que odeio.
— Meu Deus! … Você não disse que estou grávida disse? –Pergunta Sakura.
— Eu… Bom… – faço suspense sabendo que ela está quase morrendo do outro lado da linha.
— Sasuke! … – sorrio com o desespero presente em sua voz.
— Não! Você ficou louca? – Digo rindo, respiro fundo sabendo que ela irá surtar – E hipoteticamente falando nós temos de estar lá no feriado de ação de graças.
— Eu não posso Sasuke, você sabe que o Naruto vem. –Diz ela tentando explicar a situação.
— Ele vem junto. –Digo, ele não era problema.
— Não vou levar meu irmão para conhecer minha sogra falsa. –Diz ela irritada.
— Minha mãe não é falsa. – Me faço de indignado. Eu entendi muito bem o que ela quis dizer, só gosto de vê-la irritada a voz dela fica finíssima, é extremamente engraçado.
— Nossa Sasuke você é mesmo uma toupeira, quando disse falsa quis dizer que nosso suposto namoro é falso anta. –Explica ela mais irritada.
— Você sabe que não pode falar assim comigo lá em casa né? Tem que ser carinhosa quase melosa. –Adoro provoca-la.
— Eca, odeio casais melosos – ela fica um tempo em silêncio e tenho certeza que irá aceitar – Eu aceito, você não me deixará em paz se não aceitar. –Diz ela suspirando dando por vencida.
— Sabia que poderia contar com você meu anjo. –Digo rindo.
— Meu anjo? – Sakura está rachando de rir do outro lado da linha – Isso não combina com você, nem um pouco.
— Estou entrando no personagem. Faça sua mala que te pego em quinze minutos, viajamos amanhã.
— Não tem necessidade…
— Você dormindo aqui podemos acordar e ir logo. Não é como se nunca tivesse dormido aqui em casa.
— É mais antes eu não era sua namorada – percebo pela voz que está segurando o riso.
— Palhaça.
— Mas é a palhacinha que você ama – ela ri e faz aquele barulho super estranho – Céus isso foi horrível, não serei uma boa namorada.
— É só você ser como sempre é comigo, todo mundo sempre achou que somos namorados mesmos. – Faço uma pausa – Um casal de namorados estranhos, mas ainda sim um casal.
— O trabalho em excesso está fazendo mal a sua cabeça Uchiha. Sai logo daí ou juro que taco fogo nesse prédio com você dentro.
— Isso não fez sentido nenhum.
— Eu nunca fiz, agora some daí Sasuke Uchiha.
[ FLASHBACK OFF ]
E foi assim que eu e Sakura viemos parar aqui na casa onde crescemos juntos correndo por esses gramados.
— Arreda para lá Sasuke, você é muito espaçoso. – Eu e Sakura estamos tendo que dormir no mesmo quarto. A casa está lotada com todos os parentes vindo conhecer a garota que “laçou” Sasuke Uchiha.
— Eu espaçoso?! – Me viro ficando de frente para ela – olha todo o espaço para você deitar e você está praticamente deitada em cima de mim.
— Que foi sou espaçosa mesmo, e é culpa sua estarmos aqui então me aguente.
Ficamos um tempo em silêncio, achei que ela já estivesse dormindo, sua respiração estava lenta e seus olhos fechados. Tirei uma mecha de seu cabelo loiro que caía sobre seu rosto e acariciei sua bochecha. Fiz o contorno de seus olhos, seu nariz fino e arrebitado, de sua boca esperta e bonita. Seus olhos se abrem e ela me encara.
— O que você está fazendo? – Sua voz saiu baixa e seus olhos verdes estão grudados nos meus.
— Você é lin … Nada, não é… não é nada – Viro de costas para ela e fecho os olhos com força. “Burro, burro e burro” penso.
— É estranho eu sei, também tenho tido pensamentos estranhos.
— Estranhos como assim? – Vejo então que pensei alto.
— Quando tivemos que nos beijar mais cedo eu meio que … – ela ri sem graça
— Tive vontade de continuar te beijando. – completo a frase porque era exatamente o que eu senti também.
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