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Descrição:
Isobel caminhava lentamente até a torre mais alta. Tudo estava silencioso e quieto, a neve caia preguiçosamente e grandes poças se formavam no chão. Desde o dia em que havia beijado Snape tudo parecia desconfortavelmente singular em Hogwarts. Não fora sensato o que tinha feito, mas não conseguira evitar o impulso que parecia ter saído do canto mais profundo de sua alma.
Ha muito tempo não sentira o que havia sentido naquela noite. Na última vez, Sirius estava vivo e ela estava em seus braços, nua embaixo do coberto quente.
Fortes calafrios ainda percorriam seu corpo ao lembrar-se da cena. Ou melhor, do toque dos lábios do Mestre de Poções e dos seus, da sua mão pelas costas largas e grandes de Severus Snape e das deles percorrendo maliciosamente as suas.
Nem reparou que já havia chegado ao alto da torre. Precisava pegar uma carta com uma das corujas e entregá-la a Minerva. Depois chegaria a parte mais difícil: continuar suas aulas de oclumência com Severus.
Voltou ao castelo rapidamente. Ao mesmo tempo em que hesitava pelo encontro, seu corpo o almejava mais do que tudo. Precisava sentir mais uma vez aqueles sentimentos tão adormecidos. E tinha certeza que Snape também pensava o mesmo, afinal era humano.
O encontrou com Minerva foi rápido. Sem delongas, da maneira que havia ensaiado mentalmente. Ao ficar cada vez mais perto das masmorras, seu coração palpitava em um ritmo frenético. Por um momento acreditou que, de tão alto que batia, era possível ouvir o eco nas duras paredes.
A porta do quarto do professor estava aberta e sem pedir por licença, Isobel se fez convidada. Enquanto deixava seus pertences em cima da mesa, a porta do quarto se fechava lentamente.
Num canto, Snape a fitava silenciosamente. Tentava controlar seus impulsos mais animais, o que não era tão fácil.
- Vamos começar. Espero que consiga manter mais a calma do que ontem, senhorita Skrull. Sua voz estava fingidamente fria e cínica, e isso a excitava cada vez mais.
Sem avisá-la, Severus jogou-lhe o feitiço “legimentis”. Sua cabeça fervia e escutava uma voz ríspida e abafada em sua mente dizendo concentre-se. Sentia vontade de gritar e de sair correndo toda vez que não conseguia blindar o feitiço do professor. Com certo esforço, conseguiu aos poucos que ele tivesse menos controle sobre ela. Normalmente ela não era fraca. Conseguia se defender dos feitiços do mestre de poções desde que Dumbledore concordara que ela, assim como Harry, tivesse aulas de oclumência.
De repente tudo ficou quieto. Sentiu então os braços desajeitados de Snape tentando aprisionar sua cintura.
Aquilo foi de mais para ela. Sem esperar um convite, seus lábios se tocaram mais uma vez. E dessa vez, o beijo não seria suficiente. Deixou que ele passasse a mão pelo seus seios, que apertassem o bico de seu mamilo que agora se encontrava rígido. E ela retribuía com leves mordidas no pescoço.
Sacando a varinha, Snape sumiu com as roupas dela e agora ela se encontrava apenas de calcinha e sutiã. O mesmo ela fez com ele. Os dois corpos se encontraram como se se desejassem a muito tempo, como se precisassem um do outro para sobreviver.
Delicadamente, Severus a colocou sobre sua mesa e beijando seus seios foi em direção a sua vagina. Isobel praticamente gritava de prazer. Queria mais, pedia por mais. O sexo oral não era o bastante para apaziguar os ânimos. E, como se estivessem conectados, o professor, já com seu membro enrijecido como pedra, começou a penetrá-la devagar. Agora não precisavam mais ter pressa.
E num profundo movimento, a respiração dos dois começava a ficar falha e dificultosa. Isobel o arranhava nas costas e Snape para não gritar, a mordia no ombro.
Aumentando o ritmo, as respirações quase inexistentes, os dois deram um grito juntos e Severus desfaleceu sobre ela.
Atordoada, Isobel acordou. Era a segunda semana consecutiva que sonhara aquilo. Teria que fazer um esforço maior para que o bruxo não lesse seus pensamentos nas aulas de oclumencia. Aulas que não entendia porque fazia: era apenas uma enfermeira na escola.
Tentava entender o motivo de tudo aquilo, pertencia a Ordem e conseguia ler pensamentos tão bem quanto Snape. Mas não achava que merecia por causa disso tratamento especial e aulas particulares com ele.
Estava atrasada mais uma vez. Madame Pomfrey não iria perdoá-la de novo.
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