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Descrição: No dormitório da Grifinória, um silêncio absurdo pairava, sendo quebrado apenas pelos roncos de Rabicho. Mas não era por isso que eu não conseguia dormir, eu estava pensando demais, pensando em meu sonho. Eu havia sonhado de novo com Sirius. Havia quase uma semana em que Sirius perturbava meus sonhos. Era quase inacreditável, mas nos sonhos, Sirius sempre dizia que me amava, nós nos beijávamos e andávamos de mãos dadas, como se fossemos namorados. Isso não fazia sentido, nós éramos melhores amigos, os Marotos, Pontas, Rabicho, Aluado e Almofadinhas. Estava certo de que eu gostava mais de Sirius do que de todos, James era incrivelmente chato falando de Lilian e Rabicho era só um penetra bobão. Porém, porque diabos um sonho “apaixonado” com Sirius? Repeti milhares de vezes o sonho em minha mente, mas só conseguia pensar que ele não era tão ruim assim. Sirius era bonito, era legal, amigo e fofo... “O que estou pensando!?”.
Sacudi a cabeça com força e tentei esvaziar minha mente. Mas era praticamente impossível, imagem de Sirius dizendo que me amava seguido de um beijo caloroso e apaixonante pairava e se repetia milhares de vezes pela minha cabeça. Olhei para o lado e vi o rosto sonolento e calmo de Sirius. Corei um pouco por meu coração estar acelerado. Ao lado todos estavam dormindo, não faria mal algum se eu me aproximasse só um pouquinho.
O fiz, me aproximei de Sirius adormecido e senti sua essência quase dopante que ele exalava. Sua boca semiaberta e vermelhinha. Seus cabelos todos desgrenhados caindo em seu rosto. Joguei uma mecha de seu cabelo para trás e fiquei olhando seu rosto por um tempo. Nossos rostos estavam tão próximos, nossos lábios estavam a milímetros de distancia. Eu gostaria de quebrar essa distancia agora mesmo. Mas por um instante, voltei á realidade. Sirius era um garoto, e eu também era, isso seria errado. Distanciei-me de seu rosto e voltei para minha cama, ainda meio hipnotizado pelo aroma de Sirius, tentei voltar minha mente á outra coisa que não fosse ele. Depois de algum tempo, adormeci.
Na manhã seguinte, acordei já com a mente em Sirius. Mais um sonho entre nós havia pairado á noite, erra estressante isso, minha mente estava louca para me pregar peças. Dispersando meus pensamentos e me acordando de supetão, á minha frente estava Sirius em pé, colocando as vestes da escola e me olhando confuso. Corei ao fitar dele e acabei por levantar da cama.
– Bom dia Remo, porque acordou tão assustado? Pesadelos? – disse Sirius enquanto colocava sua gravata, sem me olhar nos olhos.
– Quase isso Almofadinhas, bom dia.
Sirius já arrumado, disse que iria ao salão por estar morrendo de fome. Assenti e me apressei á me arrumar. As camas ao meu redor estavam vazias, isso queria dizer que acordei meio tarde. Se Sirius já havia acordado, eu estava certamente atrasado.
Após vestir-me, corri para o salão, esbarrando em algumas pessoas e acenando para outras, ao chegar ao salão, ofegante, fui á mesa da Grifinória e me sentei ao lado de James, de frente para Sirius. Ao outro lado de James estava Lílian e ao lado de Sirius, Rabicho. Dei bom dia á todos e comecei á comer minhas panquecas rapidamente. Praticamente engoli toda á refeição. E isso era culpa de Sirius, entrando em meus sonhos e me fazendo pensar nele a madrugada toda.
Atrasados para as aulas, James, Lilian e Peter foram à frente, o que me deixou muito tenso, Sirius á minha frente estava me olhando. Ele já havia terminado sua refeição, ou seja, sua atenção toda estava em me fitar. Desconfortável, deixei o resto do meu suco ali e peguei minhas coisas, levantando da mesa. Sirius fez o mesmo, me acompanhando á aula de Defesa Contra as Artes das Trevas. Como eu já suspeitava, Sirius ficou me atormentando a aula toda, perguntando o porquê eu estava quieto e porque eu acordei tão tarde. Comecei a ignorá-lo, ele não parava nem por reza. Tentei prestar atenção na aula, mas era Sirius, o perturbador de meus sonhos e da minha realidade. Ao tocar a sineta significando que as aulas antes do almoço acabaram, nem esperei Sirius, peguei meus livros e saí quase que correndo. Eu estava evitando-o ao máximo, não queria que algum sentimento idiota surgisse e terminasse com nossa amizade tão forte. Com certeza, seria uma fase. Eu precisava de uma garota para esquecê-lo.
No salão, á mesa da Grifinória, eu estava sozinho, esperando o resto dos Marotos e Lilian, do jeito que eu corri, certamente eu teria chegado antes de muita gente. Comecei á me servir e comer, eu seria o primeiro á chegar e o primeiro á sair. Tudo isso é claro para evitar Sirius. Mas falando no diabo... Sirius chegou logo após que me servi, antes do resto dos Marotos. Certamente havia corrido para me alcançar, corei um pouco pelo fato dele ter se sentado bem ao meu lado.
– Remo, o que tem de errado? – disse preocupado, olhando em meus olhos.
– Na-nada Sirius, você tá’ louco – falei, tentando evitar contato.
– Fala sério, você me evitou em todas as aulas da manhã, além de que você acordou mó’ estranho.
– Não fale asneiras, eu só acordei tarde, só isso – menti.
– Mentiroso, não vou largar de você até me dizer o que é que tá’ acontecendo.
Ignorei Sirius no almoço, o resto já havia chego. Todos comiam e conversavam menos Sirius e eu. Ele ficou me encarando o almoço todo, até que terminei de comer e proferi uma breve despedida aos que estavam na mesa. Sirius, com a boca cheia de comida, disse um tchau que parecia mais um “iau”. Ri meio abafado, mas me irritei um pouco pelo fato dele estar me perseguindo. Apertei o passo, tentando ficar meio longe de Sirius. A aula de Trato das Criaturas Mágicas iria demorar um pouco para começar ainda, tínhamos um tempo inteiro para ir á biblioteca ou qualquer coisa que fosse.
Aos corredores, não havia muita gente, mas Sirius e eu estávamos quase em uma perseguição, eu andava mais rápido e ele gritava coisas como “Me espere”, eu não fazia ideia para onde eu estava correndo, só sei que vi á minha frente, uma porta, adentrei-a e tentei trancá-la, mas não tinha chave. Má ideia. Consequentemente, fiquei empurrando a porta. Em vão, Sirius conseguiu empurrar e entrar. Lançou um feitiço para trancar a porta – como eu não havia pensado nisso? – e se aproximou. Meu coração estava saindo pela boca, ele havia me prensado em uma parede e estava muito perto de mim. Ou seja, exalava seu aroma costumeiro que estava me deixando corado e meio tonto.
– Não vou te deixar sair ou se afastar de mim se não me contar o que está acontecendo Remo.
– N-não é nada Sirius, quantas vezes tenho que te dizer? – falei enquanto me esperneava tentando me livrar de Sirius.
– É claro que tem algo, porque estava fugindo de mim?
– Não posso te falar – falei por fim, a verdade, eu estava apaixonado por ele, não poderia dizer algo assim.
– Porque não?! Somos como irmãos Sirius, você me conta tudo, é algo muito sério? – isso de “irmãos”, certamente fez meu coração apertar.
Sirius me soltou e deixei meu corpo deslizar para o chão. Sentado ao chão, senti as lágrimas pairarem em meus olhos, deixando-os molhados e consequentemente meu rosto. Sirius se sentou ao meu lado e me abraçou.
– Pode me contar Remo, só bote para fora, não aguento você me evitando.
Em meio aos soluços, eu tentei pensar na melhor forma de contar para ele.
– S-sirius, eu... Eu gosto de... – as lágrimas não paravam, meu coração estava tão acelerado que eu não conseguia me controlar.
– Do que Remo?
– De... Você, não sei explicar, eu...
Fui interrompido pelo medo. Não consegui olhar nos olhos de Sirius, mas ao contrário do que eu pensei, ele se deslocou de meu lado e ajoelhou-se á minha frente. Apertei os olhos esperando um soco na cara que não veio. Ao invés disso, meu corpo inteiro se arrepiou com o toque de seus lábios nos meus. Olhei incrédulo, ainda com os lábios juntos. Seus olhos estavam serenamente fechados. Ele então afastou nossos lábios, agora os dele estavam semiabertos. Seus olhos continuavam fechados. Não pude evitar e os juntei de novo, agora cravando uma batalha entre nossas línguas. Suave e apaixonante, eu podia sentir o seu aroma no qual eu tanto gostava. Uma mecha de seus cabelos caia sobre nossos rostos tão pertos um do outro. O beijo foi cessado. Sirius se levantou e ergueu uma mão, para me ajudar á levantar.
– Por quê?
– Não sei Aluado, só sei que eu senti vontade.
Abri minha boca para responder, mas fui calado pela de Sirius, voltando ao beijo, dessa vez mais quente e apaixonante. Seu corpo prensava o meu á parede, suas mãos em minha nuca e meus braços enlaçavam seu pescoço. Fiquei com vergonha de pensar que ele estava sentindo meu coração bater como louco. Mas não era só a mim, seu coração estava acelerado assim como meu. Após o oxigênio faltar, Sirius encaixou sua cabeça entre meu pescoço e meu ombro, ficamos ali, abraçados por alguns segundos quando ele levantou sua perna. Fazendo-a roçar em meu baixo ventre, me causando um arrepio e um gemido abafado.
– Me desculpe por isso.
– Ah, não, é... Tudo bem.
Não estava tudo bem. Eu estava começando a ficar excitado. Para me ajudar com isso, Sirius voltou á me beijar. Dessa vez, sua mão passeava sobre meu peito e meu abdômen, chegando á barra da camisa social. Adentrou sua mão de baixo de minha camisa, me fazendo ficar mais excitado ainda. E não era só eu, podia sentir o volume entre sua calça roçando no meu. Sirius percebendo isso parou o beijo e sorriu maliciosamente para mim. Meu rosto estava incrivelmente vermelho, eu estava morrendo de vergonha, mas feliz.
Voltou á me beijar, enquanto desabotoava os botões da minha camisa e a abria, deixando meu peito nu á mostra. Deslizou sua mão para meus mamilos avermelhados e endurecidos e começou a brincar com eles. Sua outra mão passeava por minha calça, em meu baixo ventre, me fazendo soltar alguns gemidos que eram abafados pelo beijo. Desabotoou finalmente minha calça, cessou o beijo e se ajoelhou. Abaixou minha calça junto com minha boxer preta e passou sua língua por toda a extensão do meu membro, me fazendo estremecer.
– N-não precisa Sirius.
Mas meu pedido não foi atendido, Sirius continuava a lamber meu membro, quando finalmente abocanhou-o por inteiro, fazendo movimentos de sucção. Não consegui mais pensar em nada, só conseguia gemer e dizer seu nome. Quando eu estava quase me desfazendo, ele parou. Ofeguei um pouco e ele se levantou. Abri sua calça e massageei seu membro, fazendo-o se aliviar. Estava meio vermelho por estar apertado na calça. Sirius então pediu que eu parasse. Não entendi, mas, ele juntou nossos membros e os massageava com sua mão, fazendo-os roçarem um nos outros e finalmente ejaculamos juntos. Ficamos ali abraçados á parede por alguns minutos de silencio, quando Sirius me deu um beijo leve nos lábios, me fazendo corar.
– Eu gosto de você Aluado – falou enquanto me abraçava mais forte e fechava seus olhos, serenamente.
– E-estamos... Atrasados Almofadinhas.
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