|
Descrição:
Eu estava indo em direção ao expresso. Os meus pensamentos estavam no que ocorreria ao decorrer do ano. Respirei fundo. Por que tinha que fazer aquilo? Eu não quero ser leal a ele por causa de meu pai, obviamente, é por causa de minha mãe, afinal, por quem mais viraria um Comensal da Morte, eu amo a minha, mesmo ela não tendo a força para me proteger de meu pai. Meus pensamentos estavam a mil por hora, quando me deparei com Hermione Granger, a garota que eu tanto odiava, eu gostaria de ser um Comensal apenas por duas razoes, minha mãe sentiria orgulho, e sempre estaria no caminho para destruir o Potter e seus amiguinhos patéticos. O trio maravilha.
O pobretão era o que mais me irritava no trio, ele tinha sangue puro, mas não sabia como honrá-lo. Mas a Granger também me irritava profundamente, com aquele ar de sabe-tudo dela, uma sangue ruim, isso sim ela era. O Potter, ele é um bruxo famoso, mas escolheu aqueles dois retardados ao invés do poder afinal como diz o Lorde das Trevas: Não existe o bem e o mal, apenas os que tem poder, e os que são demasiado fracos para o desejarem. Eu os odiava.
Foi onde eu estava com a cabeça quando eu reparei que Zambini e os dois idiotas já estavam na cabine. Talvez eles quisessem sua segurança quando eu virasse um comensal. Mas, afinal. Eu queria mesmo virar?
– Draco... -Disse Crabbe, encolhido de medo.
– Que foi palerma?
– Hum, você sabe o que estão falando por ai?
– Não, mas fala logo, antes que eu perca a paciência.
– Estão falando que Potter é o Eleito, que ele que vai matar Você-Sabe-Quem.
– Há, e vocês me vêm falando como se isso fosse alguma coisa séria? Isso eu já sabia, todos já sabem, é só o que sai n\'O Profeta seu idiota.
Ele tornou-se a se encolher de medo, Zabini era o único que eu tinha certeza que estava lá por vontade própria, os outros estavam lá por medo. Foi quando Pansy Parkinson entrou na cabine, aquela garota às vezes me irritava, me chamando de Draquinho, só porque a levei para o Baile Tribruxo, não quer dizer que eu a ame.
– Draquinho, não quer que eu faça carinho? - perguntou Pansy com uma voz melosa. Pior que mel. Revirei os olhos
– Pansy, vai procurar a mulher dos doces?
– Claro Draquinho - disse Pansy saindo dali correndo
Blaise ria do amigo, sabia que a mulher dos doces não viria nesse ano.
–Oi, Draquinho! - Disse Blaise, zoando comigo.
–Cala a boca Blaise! Pelo menos tenho uma menina que gosta de mim, ao invés de sempre apavorar elas.
–Ah, relaxa Draquinho, só estou brincando! - Respondeu ele, com a mesma voz melosa de Pansy. Bufei e olhei para o corredor. O trio patético passava.
– Não vou perder essa oportunidade. – disse. Me levantei e abri e porta. – Ora, ora, ora. Se não é o trio patético. Um pobretão, uma sangue ruim e o cicatriz. Quem mais poderia formar esse trio? Ele é a cara de vocês.
– Ei Malfoy, nos deixe em paz. – ordenou o pobretão. Olhei para ele com desdém.
– Ou o quê? Vai lançar a si mesmo lesmas? – perguntei. Ele ficou vermelho, ia me responder algo, bem malcriado pelo jeito, quando a Granger o puxou pelo braço.
– Vamos Ron. Não vamos perder tempo com coisas como ele. – disse ela.
– ISSO POBRETÃO! VÁ COM A GRANGER! FUJA COMO ELA DISSE! – eu gritei. Vi ela parar e voltar até onde eu estava. Apontou a varinha para mim e disse.
– Tarantallegra. – e eu comecei a dançar sem parar. Ela riu, guardou a varinha e foi se afastando. Como o feitiço em mim, eu a puxei para dançar. – O que está fazendo Malfoy?
– Eu estou enfeitiçado! – disse girando ela.
– Merlin amado. – murmurou ela quando eu a puxei para mais perto. – Finite Incantatem.
– Sangue ruim. – murmurei voltando para a cabine.
E escutei algo como: Cabelo engordurado. Então me sentei ao lado de Zambini.
Os dois idiotas estavam conversando sobre o que eles fizeram nas férias, enquanto eu e Zambini ficávamos olhando, provavelmente todos pensando a mesma coisa. O quanto babacas eles eram.
O trem parou, então saímos, e parei em frente da sangue-ruim. Ela olhou para mim com repulsa, então parou do lado do pobretão e saiu.
Entramos no grande Salão. Sentei perto de Blaise, e Pansy sentou grudada em mim, quase no meu colo. Então me afastei um pouco.
–Draquinho, eu procurei a moça dos doces em todo o lugar, mas parece que ela não veio no expresso.
–Hum, pensei que ela tinha ido. – Disse rindo histericamente por dentro, claro.
O professor Dumbledore começou a fazer um discurso, em que eu não prestei atenção em nada. E então ele chamou alguns nomes, que eu também não prestei atenção, minha atenção agora estava em como eu iria me livrar de Lord Voldemort.
Deveria eu ajudar Potter a acabar com ele, ou me juntar a ele? Com certeza me juntaria a ele, embora eu não gostasse de Voldemort, eu preferia alhiar a Voldemort, do que me juntar ao Potter. Isso eu tinha certeza.
Meus pensamentos foram interrompidos por Zambini.
–Draco, já tá na hora de ir, todos já foram. –Disse ele, e percebi que só haviam nós dois no Salão Comunal.
–Cadê os outros?
–Já foram para suas casas.
–Por que os outros não me chamaram?
–Pensaram que você não queria ter os seus pensamentos interrompidos.
–Hunf! Estavam certos, mas vamos para as Masmorras. – Disse, percebendo o tempo que eu perdi pensando no que fazer.
Subimos em silencio, para não despertar nenhum professor, ou a gata do Filch ou o próprio Filch.
Então Zambini disse a senha que era: Cobra. Entramos nas masmorras, e tomei um banho. E depois fomos dormir.
|