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Descrição: Agora me veio à cabeça coisas que antes nem me lembrava. Gostaria de escrever coisas de cada dia, mas essa história começa muito antes de você estar em minhas mãos. Tudo começou quando meu irmão Rony começou a namorar a Hermione, minha melhor amiga. Era um ano diferente em Hogwarts, eu dividia o dormitório com Hermione, Luna e Pansy, e ao decorrer do tempo fomos nos tornando cada vez mais amigas. Eu já amava Harry há muito tempo, mas sempre pensei que ele nunca gostaria da irmã do melhor amigo dele. Eu estava realmente confusa e aquilo ia me consumindo cada vez mais, até um dia eu estava em um corredor qualquer de Hogwarts e foi quando tudo começou. Encontrei um bilhete qualquer no chão e resolvi lê-lo e ainda me lembro de suas palavras...
“Abro os olhos, outro dia está esperando desesperadamente encontrar a minha felicidade.
Com você! Só à espera de uma resposta a dar vida ao meu coração. Não há mais falsas esperanças. Tudo era um simples erro na sua confusão, mas meu amor prevaleceu.
Mais uma derrota, chegou a uma nova batalha, a luta pela minha felicidade que logo irei alcançar. Não sei quem encontrará esse bilhete, e não quero que me responda com nome, pois está na hora de conhecer alguém pelo coração. Espero que me responda deixando o bilhete atrás do quadro do Nick. Até breve, Alguém.”
Eu comecei a responder os recados e nunca esperei para ver quem era o meu novo amigo. Admito que ele me fazia esquecer do Harry enquanto estava lendo ou escrevendo, pois eu me sentia amada e respeitada e era o suficiente para mim.
Lembro que a primeira coisa que escrevi foi um desabafo, pois estava realmente precisando falar para alguém, mesmo eu não sabendo quem era...
“Enterre suas melhores lembranças
No meu coração sombrio
Tudo não passou de uma competição
Pra ver quem fazia o outro sofrer primeiro
A chuva vai cair
O amor que é apenas uma camuflagem
Da minha raiva descontrolável
Irá acabar
Sinto-me em uma gaiola
Escura e fechada como meu coração
Cada dia essa gaiola vai diminuindo
E me sufocando mais e mais
Músicas, amigos, família...
Nada me anima mais
Tenho pesadelos
Mesmo acordada
Meu dia obscuro
É quando eu acordar
E lembrar
Que estou só...”
Senti meu coração aliviado quando escrevi isso, e o coloquei atrás do quadro do Nick.
Na manhã seguinte, antes de ir para a aula de poções, passei no quadro e havia um bilhete que me fez vibrar de emoção. Sentei no chão e o li...
“Os mesmos erros acontecendo outra vez
Os mesmos problemas acontecendo de novo
Será que desta vez, eles serão resolvidos
E esquecidos como antes?
Seus segredos foram fatais e meus pecados mortais
Nessa história, a apenas um injustiçado...
O amor dos dois não foi respeitado
Mas no fim, foi até normal... pois nesse mundo
O caráter de todos é igual
Todos os padres são pecadores
Todos os policiais são subornáveis
Todos os políticos são corruptos
Todas as pessoas odeiam tudo!”
Depois desse, vieram muitos outros, até um dia em que me surpreendi com o recado recebido...
“Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar essa pessoa dos nossos sonhos e abraçá-la. Sonhe com aquilo que você quiser, vá para onde queira ir. Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida, e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos. Essa é a minha chance. Quero saber quem é você, espero-te hoje no banheiro da Murta as 21:00, antes do toque de recolher.” o pior de todas as coisas é que eu fui! Arrependi-me profundamente em toda a minha vida, menos agora. No que cheguei ao banheiro da Murta encontrei alguém que naquela hora preferia que não estivesse ali. Malfoy. Ele era um aliado de Voldemort, o homem que fez o mundo ter medo a muito tempo atrás, mas que morreu quando eu tinha vinte e sete anos. Ele se levantou e eu nem dei a oportunidade de ser dito algo, apenas sai correndo e quis esquecer que um dia eu estive ali, mas não pude, não consegui. Assim que acordei, havia um envelope em cima de minha mesa e eu o abri e li...
“Você é linda seus olhos brilham como águas cristalinas, você mudou minha vida
você me fez ver mesmo quando estava cego,você me consolou nos piores momentos
você faz parte da minha vida te amo de mais! Sei que não encontrou que esperava, mais eu encontrei...Você. quero conversar com você hoje a noite na mesma hora e local. Te espero, beijos de Malfoy.” Minha vontade de isso ser verdade falou mais alto naquele dia, e eu voltei ao banheiro da Murta naquele mesmo horário. No que cheguei, ele estava sentado no chão, e me chamou para sentar ao lado dele e eu fui... Nós conversamos até amanhecer falamos de tudo realmente abrimos nosso coração um ao outro, ele me disse que enquanto escrevia para mim, ele esquecia que era um Malfoy e se tornava apenas Draco. Era cerca de sete da manhã, estava na hora de nós irmos para a aula, mas nem um de nós queria sair daquele banheiro. Era incrível como nós nos completávamos, mas eu ainda amava o Harry e disse isso para o Draco, e ele me disse “ Sei que não posso competir com ele, mas deixa eu tentar te fazer feliz...”realmente não sabia o que dizer, mas não foi dito nada e ali acabou acontecendo... Minha primeira vez.
Nós começamos a nos encontrar quase todas as noites no banheiro e sempre ele me fazia me sentir como a pessoa mais importante do mundo. Mas nada é perfeito... Aconteceu o obvio eu engravidei... Eu pensei que ele iria querer me matar, mas não... ele apenas disse que estaria sempre do meu lado e me deu um lindo anel e me pediu em namoro. Sei que a maioria de vocês que irão ler isso aceitariam, mas eu não aceitei. Por mais que eu sentisse algo por ele, ainda amava profundamente o Harry. Eu pedi um tempo para pensar e ele deixou o anel comigo. Mas para nós namorarmos tinha uma condição, nunca mais falar com nenhum dos meus amigos isso era muito pra mim.
Havia se passado dois dias e então eu mandei um recado para ele me encontrar naquela noite no mesmo lugar. Se passaram horas e horas e ele não apareceu... Realmente me decepcionei muito com aquele abandono. Era cerca de meia-noite e comecei a vagar pelo colégio sem rumo, até achar um corredor onde nunca havia passado, devia ser perto da torre da Corvial, e me sentei ao chão e comecei a escrever, colocar meus pensamentos e sentimentos naquele pedaço de papel. Eu escrevi algo mais ou menos assim...
“Pouco a pouco estou morrendo, não vou agüentar por muito mais tempo... Meu amor me cala e a solidão abafa o medo de ficar apenas em silencio, meu pensamento grita aos meus olhos verem minha vida passando e eu sem poder fazer nada... Mil e uma canções fiz para você, mas serão miseras lembranças de um passado frio, escuro, de pura e intensa solidão, e lembrarão de mim apenas por ter matado nosso amor. Não tenho mais motivos pra levar esse amor adiante, meu coração chora ao sentir que me aprisiono em mim mesma, e acabo me destruindo cada vez mais. Pouco apouco meu amor por ti morre ao saber que você se vai me abandonando apenas com a certeza de um grande amor fingido. Minha vida está acabada, e aqui onde começou é onde termina... Como uma lagrima derramada, sem volta.” Já havia perdido a razão do tempo, quando avistei Harry. Guardei correndo essas escritas e ele me disse que estava sem sono e eu queria alguém para conversar e não agüentava mais guardar meu amor por ele em segredo. Acabei falando que eu o amava e para a minha surpresa ele sentia o mesmo por mim. Passamos o resto da noite sentados em um corredor qualquer de Hogwarts, na verdade não fazia diferença alguma, o importante é que eu estava com ele.
Ele me disse que havia escutado Malfoy falar com Snape sobre Voldemort e fiquei mais triste ainda quando soube que fui deixada para trás por causa de maldades. Contei a Harry que estava grávida de Malfoy e ele disse que ele assumiria o filho e o aceitaria como se fosse seu.
Realmente eu e Harry tivemos o pequeno Rupert e conseguimos terminar nossos estudos e nos casar. Tivemos sorte que Rupert puxou os meus cabelos ruivos e não o cabelo loiro de Malfoy, mas aqueles olhos eram inconfundíveis, era como se eu olha-se para o próprio Draco, mas não era... Era meu filho, e não de Draco.
Assim que fiz vinte e sete anos já estava com dez anos de casada e um filho de doze anos. Realmente ele lembrava muito Malfoy e era da casa da Sonserina. Muitas vezes pensei que ele fosse perguntar sobre a grande diferença entre ele e Harry, mas graças aos céus isso nunca aconteceu. Era um lindo dia de outono, estava apenas eu em casa. Harry havia ido a Hogwarts para levar um livro esquecido por ele em casa. Não demorou muito para me vim a má noticia. A muitos anos Voldemort estava desaparecido, mas pelo jeito continuava por perto. Um quadro do Nick que sempre ficava em cima a lareira me avisou que Voldemort estava em Hogwarts e começou-se uma batalha entre Harry e ele. Entrei em verdadeiro desespero! As duas pessoas que eu mais amava estavam lutando com o pior bruxo de todos os tempos. Em poucos instantes
me aparatei para Hogwarts. Não conseguia reconhecer aquele lugar. Estava todo destruído e quando cheguei ao Salão Comunal lá estavam Harry lutando contra Voldemort e meu pequeno Rupert que tinha apenas doze anos lutando com um homem alto, com um porte físico avantajado e que me era muito familiar. No que me aproximei saquei minha varinha e peguei a briga por meu filho. No que o grande homem olhou pra mim foi que eu pude reconhecê-lo. Era Draco Malfoy. Não conseguia acreditar que o próprio pai estaria disposto a matar seu filho. Admito que não tive coragem de atacá-lo e nem ele me atacou, ficamos apenas nos olhando até que o pior aconteceu. Voldemort lançou um feitiço, mas que não acertou Harry e sim meu pequeno Rupert. Juro que ainda ouço o grito de meu filho em minha cabeça. Corri para perto de seu corpo e já não havia mais vida nele. Voldemort disse a Draco “O que está esperando? Mate-a!” Estava esperando a morte, pois meu coração já havia morrido junto com meu filho, mas Draco não fez isso a mim. Ele se virou contra Voldemort e o pronunciou ao mesmo tempo que ele “ Avada Quedavra” Draco matou Voldemort e Voldemort matara Harry. Eu acabara de perder meu filho e meu marido que tanto amei em toda a minha vida. Eu estava arrasada e não agüentava mais ficar ali. Me levantei e tentei correr, mas Draco não deixou eu ir. Ele me abraçou tão forte e disse que tinha sentido minha falta e ainda me amava e disse que lamentava. Eu não conseguia acreditar, me soltei dele e corri. Corri como uma adolescente corre para escapar dos pais. Hogwarts, um lugar que tanto amei totalmente destruído! E eu corria. Corria cada vez mais, corria como nunca tinha corrido antes e quanto mais os pensamentos chegavam a minha cabeça mais eu corria, até me encontrar em um corredor, não era num corredor qualquer. Era o corredor do meu primeiro beijo com Harry. Era como se eu pudesse sentir o gosto dele em minha boca, suas mãos em meu corpo e agora tudo estava acabado. Parei por um instante, mas logo que me lembrei que ele estava morto voltei a correr. Sentia-me desesperada! E nada podia parar aquele sofrimento até que encontrei uma porta era Aquela porta. No que entrei e encontrei o banheiro da Murta inteiro me veio um pouco de alegria. Ela não estava ali e eu nem esperava que estivesse. Sentei-me no chão e esperei. Era como se eu estivesse esperando algo acontecer, como eu queria abrir os olhos naquele momento e ver que era tudo um sonho, mas quando abri os olhos encontrei Malfoy na minha frente. Ele sentou do meu lado e me abraçou. Não consegui segurar o choro. Por mais que eu quisesse parecer forte eu não conseguia! Era impossível naquele instante. Eu chorei. Chorei até adormecer nos braços de Malfoy. Eu abri os olhos e percebi que estava na enfermaria do Hogwarts. Como queria que eu ainda fosse uma adolescente e estivesse apenas sonhando e eu voltasse a ter quinze anos, mas era impossível. Eu estava só e isso era o que mais doeu em mim. Hogwarts já estava sendo reconstruída, mas eu ainda estava abalada. Assim que me sentei na maca Draco veio falar comigo e me explicou que a vida inteira dele ele havia pensado em mim. Não era mentira o que dissera há anos atrás, ainda era verdade. Foi nesse instante que reparei que não foi apenas mentira. Nossas noites no banheiro não foram pra me afastar de Harry, fora por amor, amor de verdade. A cada palavra que Draco falava eu me sentia mais culpada e as lagrimas voltavam pouco a pouco. Ele disse que se juntou a Voldemort para não morrer, mas nada disso importou quando me viu... ele falou que foi como se sentir no céu e ele não se importava de morrer... Pois já tinha realizado o maior sonho dele... Ver-me novamente. Não pude evitar o choro com essas palavras vindas de Draco. Saber que sempre ouve alguém no mundo que me amou tanto quanto eu amei alguém.
Hogwarts foi reconstruída e o mundo bruxo também. Novos alunos vieram para o colégio e novos professores, pois a maioria dos outros haviam morrido para salvar a humanidade. Casei-me com o Draco e contei que Rupert tinha sido seu filho. Ele disse que passaria os restos de seus dias se lamentando por não ter conhecido seu próprio filho. Até hoje não sei se ele estava sentindo pena dele mesmo ou remorso das suas atitudes. Fui feliz com ele, mas não como fui feliz com Harry. Pouco depois de dois anos da morte de Harry, Draco havia sido julgado pelo ministério da Magia e considerado culpado por seus atos e sua pena seria o beijo do dementador. Tentei ajudar mais não consegui e a única pessoa que eu tinha no mundo se fora também. Me lembro que em seu enterro havia apenas eu. Seus pais haviam morrido a muito tempo atrás e ele não tinha amigos. Eu era tudo para ele, tudo. Coloquei junto a ele minha carta do desespero, que havia escrito a cerca de 13 anos antes, que aqui a repetirei...
“Pouco a pouco estou morrendo, não vou agüentar por muito mais tempo... Meu amor me cala e a solidão abafa o medo de ficar apenas em silencio, meu pensamento grita aos meus olhos verem minha vida passando e eu sem poder fazer nada... Mil e uma canções fiz para você, mas serão miseras lembranças de um passado frio, escuro, de pura e intensa solidão, e lembrarão de mim apenas por ter matado nosso amor. Não tenho mais motivos pra levar esse amor adiante, meu coração chora ao sentir que me aprisiono em mim mesma, e acabo me destruindo cada vez mais. Pouco apouco meu amor por ti morre ao saber que você se vai me abandonando apenas com a certeza de um grande amor fingido. Minha vida está acabada, e aqui onde começou é onde termina... Como uma lagrima derramada, sem volta.” Queria ter lido para ele, mas não adiantaria de mais nada. Ele estava enterrado ao lado de Harry e Rupert, em cima da colina perto d’A Toca. Três anos depois eu assumira a coordenação de Hogwarts. Ainda me machucava muito lembrar da morte das três pessoas mais importantes da minha vida. Resolvi voltar ao passado e comecei a andar por Hogwarts. Passei pelo corredor do meu primeiro beijo com Harry, passei pelo banheiro da Murta, onde havia conhecido o verdadeiro Draco Malfoy e por fim passei ao quadro do Nick. Não agüentei e comecei a chorar desesperadamente novamente. Passei a mão ali e vi que havia um bilhete ali. Eu o peguei e li...
“No dia em que eu morrer, você vai perceber a falta que eu lhe faço, por quantas horas eu passei tentando fazer você feliz, por quantas vezes que eu nem pensei sobre mim, só sobre você. No dia em que eu morrer, a chuva irá juntar os rasgos, mas nem na chuva irá lavar o que tem por dentro à esquerda de você, as lembranças e as memórias que eu deixei. Só não se esqueça disso, que eu a amei. Desculpe-me se não sou o que você sempre quis Gina... espero que um dia você encontre esse bilhete, pois o coloquei aqui assim que sai da enfermaria... Juro amar-te eternamente, Malfoy” Ele tinha razão. Ele havia morrido e agora que eu fui perceber a falta que ele me fazia. Esse bilhete estava ali a dezoito anos e eu nunca tive a oportunidade de o ler enquanto Draco estava vivo. Sai de Hogwarts e vim para cá. Aqui, onde os três amores da minha vida estão enterrados. O Sol está se pondo e eu aqui escrevendo minhas memórias em lágrimas.
Do fundo do meu coração espero que você que o lê nunca passe pelo o que eu passei, pois ninguém merece sofrer por amor... nem mesmo a pior das pessoas. Esse é o meu final e digo o motivo por qual irei me matar agora, não tenho motivos para viver e sei que assim que eu morrer encontrarei Harry, Rupert e Draco. Quero dizer a eles que os amo e poder abraçar a todos. E aqui termina o diário de Gina Weasley, o meu diário.
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