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24. A festa da Corvinal


Fic: O ENCANTAMENTO DAS ALMAS - R & Hr - COM CAPA - FIC COMPLETA!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A: Esse é o maior capítulo da fic até aqui e o que encontrei mais dificuldade para escrever... Boa leitura!


Capítulo XXIV
A festa da Corvinal



O lânguido sol que iluminava os terrenos de Hogwarts naquela tarde de abril já tinha praticamente deixado o céu e se escondido atrás das nuvens quando a última aula do dia terminou e Harry, Rony e Hermione seguiram de volta à Torre da Grifinória.

-Chifre de unicórnio. – Hermione murmurou para a Mulher Gorda, que girou e lhes deu passagem para a sala comunal. O trio seguiu para os lugares de sempre, próximos à lareira e cada um deixou-se cair numa poltrona, Rony espichando-se e afundando a cabeça na maciez da almofada vermelha que jazia lá em cima.

-Ah... Estou cansado... – comentou Harry. – Alguma lição para amanhã?

-Não para amanhã, mas temos que praticar o feitiço Encolhedor e o seu inverso para o Flitwick para semana que vem e há outra redação sobre as diretrizes da criação do Ministério da Magia para o Binns, isso para terça-feira. E a professora McGonagall também-

-Hermione.
– interrompeu Rony com a voz fraca e abafada, já que ele tinha o rosto escondido no encosto da poltrona em que deitava. – Chega, você está me deixando zonzo...

A menina fez cara de quem recebia uma ofensa pessoal, mas calou-se, emburrada.

-Bem, mas então não há nada para amanhã. – continuou Harry, aliviado. – Xadrez, Rony? – completou ele encarando as costas do amigo, que estava totalmente virado e com a face ainda oculta.

-Não... – respondeu o ruivo, sua voz no mesmo tom abafado. – Estou cansado.

Harry e Hermione trocaram um olhar surpreso.

Er... Rony? – tentou o garoto novamente. – Há algo errado?

-Não sei.
– disse ele, finalmente desgrudando a face do encosto da poltrona e revelando os olhos azuis bastante abatidos e o nariz sardento ligeiramente vermelho. – Estou com frio e meu corpo está todo dolorido... Alguém aí por acaso anotou a placa do hipogrifo maluco que me atropelou?

Harry riu, mas Hermione levantou-se agilmente e no momento seguinte estava ajoelhada no chão ao lado de Rony, aparentemente esquecendo-se que estava emburrada com o menino apenas alguns minutos antes.

-Você está quente, Rony. – murmurou ela preocupada, tocando delicadamente a testa do ruivo com as costas da mão. Ele fechou os olhos e reprimiu um suspiro, sentindo o leve e deliberado toque da garota sobre sua pele.

-Creio que você tem febre. – ela continuou falando, sua mão agora deslizando para a lateral do pescoço do garoto para sentir-lhe a temperatura, fazendo-lhe ofegar. O som emitido por ele pareceu trazer Hermione à consciência e ela imediatamente afastou a mão longe do menino, suas bochechas certamente tornando-se tão mornas quanto todo o corpo de Rony.

-Er... hum... O que exatamente você está sentindo? – indagou ela timidamente, ainda postada no chão ao lado do ruivo, mas tomando cuidado para não tocá-lo outra vez.

Rony abriu os olhos devagar e encarou carinhosamente o rosto corado da garota à sua frente.

“Eu ficaria aqui o resto da noite se fosse lhe dizer o que exatamente eu estou sentindo, Hermione.” – pensou ele estudando cada detalhe da expressão dela.

-Rony? – chamou ela novamente, mexendo-se incomodamente sob o vítreo olhar azul do menino.

-Anh? – fez ele, confuso. – Ah, bem... pergunta difícil, essa. – murmurou.

-Você não parece bem. – Harry observou do lugar em que estava sentado. Hermione concordou com a cabeça.

-Eu tenho frio. – o ruivo disse debilmente, se encolhendo na poltrona. – E estou meio zonzo.

-Acho que você está adquirindo um bom resfriado, Rony.
– Hermione falou o fitando com pesar.

-Eu me sinto tão mal. – ele resmungou dramaticamente, apresentando sua melhor cara de filhotinho abandonado. – Minha cabeça dói, meu corpo todo dói...

Hermione pareceu ainda mais preocupada e um tanto derretida com as palavras do menino. Harry desviou o olhar e apertou os lábios para esconder o sorriso.

-Você deveria ir ver a Madame Pomfrey. – Hermione disse sensatamente.

-Não mesmo. – retrucou Rony. – Amanhã já é sexta-feira e eu não quero ficar preso na Ala Hospitalar todo o final de semana.

-Ora, não seja teimoso.
– ralhou a garota. – Ela não lhe prenderá lá todo o final de semana, no máximo ela lhe dará uma Poção contra resfriado.

-Não mesmo.
– repetiu Rony.

Harry sorriu novamente e Hermione girou os olhos, bufando exasperada.

-Bem... – falou ela ficando de pé e agarrando sua mochila largada sobre a poltrona. – Você é quem sabe...

-Aonde é que você vai?
– indagou o ruivo se sentando e observando Hermione caminhar para a escada do dormitório feminino.

-Vou subir. – respondeu a menina sem se virar.

-M-mas... – resmungou Rony em tom lamentoso. – E quanto à minha febre?

Hermione parou nos seus passos e se virou lentamente, as sobrancelhas erguidas e os lábios começando a se curvar em um sorriso.

-Não se preocupe, Rony. – disse ela, divertida. – Eu creio que você vá sobreviver.

Rony carranqueou e ela prosseguiu:

-Irei só guardar minhas coisas lá em cima. Tenho que jantar mais cedo, hoje é noite de ronda e não é só porque VOCÊ está resfriado que EU posso deixar de cumprir o meu dever de monitora, não?

-Mas é MEU dever, também.
– retrucou o ruivo.

-Seguramente. – Hermione falou pensativa. – Mas não hoje. É melhor que você descanse. – completou mais docemente.

-Você quer dizer que está pensando em fazer a ronda sozinha?

Ela encolheu os ombros: -Bem, suponho que sim.

-Não mesmo.
– disse o menino pela terceira vez, percebendo muito tarde o que tinha acabado de dizer e tornando-se excepcionalmente rubro logo em seguida. Hermione pareceu igualmente desconcertada e ambos se encararam por alguns segundos.

-Eu... hum... acho que... acho que ouvi me chamarem. – murmurou Harry encabulado, se levantando e caminhando para o lado oposto da sala, onde Dino e Simas se encontravam. Os amigos não pareceram ouvi-lo.

-P-por que... quero dizer... – começou Hermione desviando os olhos para o chão. – Qual o problema se eu fizer a ronda sozinha?

-Bom...
– Rony falou baixinho. – Esses corredores não soam muito seguros à noite, soam?

-Eu sei me cuidar sozinha, já disse.
– respondeu a garota erguendo um pouco a cabeça. – E além do mais, você está doente e precisa descansar. Não seja teimoso, Rony.

O menino a fitou inexpressivamente por um instante ou dois e então sua expressão se desanuviou num sorriso inclinado bastante danoso, o que fez o coração de Hermione dançar e rodopiar.

-Não se preocupe, Hermione. – disse ele. – Eu creio que eu vou sobreviver. – completou, repetindo as mesmas palavras que ela tinha entoado apenas uns minutos atrás.

A garota não pôde deixar de achar graça e lhe devolver o sorriso.

-Se você diz. – murmurou ela dando de ombros uma vez mais. – Te vejo daqui a pouco.

E assim ela se virou e se apressou pelos degraus do dormitório feminino. Rony a assistiu sumir e em seguida se afundou de volta na poltrona, se espichando. Só então deu pela falta de Harry e olhando ao redor o encontrou do lado oposto, sentado com Dino e Simas.

“Essa febre deve estar mesmo alta.” – pensou o ruivo, sua cabeça pesada. – “Nem mesmo vi o Harry sair daqui...”

E, fechando os olhos, ele nem cogitou a hipótese de a culpa não ter sido da febre.

*****



Naquela noite, aquele corredor do castelo de Hogwarts estava escuro, exceto pela luz da lua que entrava através das altas janelas. Seu abandono era quebrado apenas devido a presença de dois jovens e só o que destruía o total silêncio eram as tosses e o acesso de espirros de um desses jovens.

-Rony... – falou Hermione preocupada, olhando o ruivo com o canto dos olhos. – Acho que você deveria realmente procurar a Madame Pomfrey.

-Já disse que não.
– resmungou ele esfregando o nariz completamente vermelho.

-Teimoso.

-Insistente.

-Mula insofrível.
– retrucou ela erguendo as sobrancelhas maldosamente e reprimindo um sorriso zombeteiro.

-Mandona irremediável. – jogou ele de volta no mesmo tom, mas antes que Hermione pudesse responder o menino entrou em outro ajuste de espirros particularmente forte.

-Rony. – disse ela outra vez. – Vamos até à Ala Hospitalar. Tenho certeza que a Madame Pomfrey terá uma Poção...

-Não, Hermione.

-Ah, anda logo.
– a menina bufou exasperada e repentinamente o agarrou pela mão e puxou-o numa das direções do corredor, mas Rony estacou no mesmo lugar e não deu um só passo.

-Rony! – exclamou ela praticamente se dependurando e usando todo seu peso para forçá-lo a andar. O ruivo, não esperando o ato brusco e sentindo uma moleza por causa do resfriado, se desequilibrou e seu corpo se encontrou com força no de Hermione, que bateu as costas na parede gelada.

-Ai! – gemeu ela com o baque, suas costas doendo, mas seu tórax doendo ainda mais devido a intensidade com que seu coração batia contra ele. Rony estava próximo demais. Perigosamente próximo demais.

-T-tudo bem com você? – ele indagou olhando abaixo a ela, os olhos azuis brilhando na escuridão e fazendo o corpo de Hermione formigar e a voz dela se perder em algum lugar de sua garganta. Ela meramente acenou com a cabeça e observou o rosto sardento a sua frente, tão vermelho e tão perto do seu. Tomada por impulso, ela ergueu a mão e tocou-lhe a bochecha, fazendo-o cerrar os olhos, embora ela tenha tido tempo de ver um brilho intenso flamejar naquela imensidão azul assim que seus dedos tocaram a pele dele. Percebendo o que estava fazendo, a garota sentiu-se imediatamente tímida, mas a timidez não foi maior do que a vontade, assim ela não afastou a mão, só a subiu para a testa do ruivo como se para medir-lhe a temperatura. Ela agradeceu intimamente por ter essa desculpa para continuar o contato.

-V-você... Você está quente. – cochichou a menina.

-Você me faz sentir febre, Mione. – murmurou ele ainda com os olhos fechados.

O estômago dela se revirou e seu tórax doeu ainda mais com a força e o poder das batidas do seu coração.

-E-eu... eu quero dizer... – Rony gaguejou incoerentemente, finalmente deixando seu olhar brincar em cada traço do rosto de Hermione. Mas antes que ele tivesse chance para continuar, a garota falou num tom pouco acima de um sussurro:

-Eu sei. Você me faz sentir febre também.

Um calafrio selvagem percorreu toda a espinha do ruivo sob essas palavras e ele deixou seus lábios se modelarem num sorriso. Hermione sentiu a contradição tomar conta de si: enquanto suas bochechas e pescoço queimavam em brasas, um frio em sua barriga fazia os pêlos de seus braços e nuca se eriçarem com arrepios. Rony afastou um cacho do cabelo dela de sua face e o acomodou atrás de sua orelha, multiplicando todas as sensações que Hermione experimentava.

-Mione... – o ruivo murmurou antes de lentamente fechar a distância e encostar seus lábios quentes sobre a maçã do rosto da garota, num toque terno e gentil. Ele plantou beijos macios no decorrer da bochecha dela, enquanto suas mãos seguraram-na firmemente pelos ombros, fazendo-a ofegar e fechar os olhos. A respiração de Rony estava descompassada e Hermione poderia a sentir morna sobre cada centímetro de sua bochecha, assim como também sentiu o corpo do menino estremecer quando ela descansou uma de suas mãos sobre o pescoço ruborizado e sardento dele. Ela tremeu em antecipação quando sentiu essa mesma respiração morna sobre sua boca, que no instante seguinte estava coberta pelos suaves e febris lábios de Rony. O ruivo escorregou um de seus braços e deixou-o repousar na cintura de Hermione, que suspirou. Mais uma vez ambos não se moveram, apenas desfrutaram o toque. Mais uma vez ambos não pensaram, apenas sentiram. Ele sentiu que seu coração poderia parar. Ela, que o seu poderia abrir um buraco em seu peito para dançar mais livremente. Ele ardeu em febre. Ela, queimou em brasas. Então Hermione começou a movimentar os lábios tentativamente e Rony aceitou a sugestão, culminando em outro selinho doce, simples, mas absolutamente mágico. O menino começava a entreabrir seus lábios para tentar algo mais profundo quando um incômodo titilou seu nariz e sua garganta, fazendo-o quebrar o contato e afastar Hermione carinhosamente, entrando em outro acesso de tosses e espirros. Maldito acesso de tosses e espirros, diga-se de passagem.

-Rony... – falou ela baixinho, saindo daquele momento de sonho e sentindo seus pés baterem duramente de volta ao chão da realidade. – V-você precisa ir à Madame Pomfrey. Eu... eu... garanto que ela terá uma Poção que o fará se sentir melhor.

-Hum...
– fez ele. – Você é o que me faz sentir melhor, Hermione. – completou a fitando, suas orelhas brilhando púrpuras no corredor escuro.

“Ele está delirando.” – a mente de Hermione alegava ao seu coração, pedindo-lhe que se acalmasse. – “É só o efeito da febre, ele está delirando.”

-V-vem, Rony.
– ela murmurou lhe estendendo a mão. – Vamos até à Ala Hospitalar.

O garoto tomou a mão que ela oferecia e os corações de ambos cantaram alegres à retomada de contato.

-Insistente. – ele resmungou mesmo deixando-se guiar por Hermione.

-Teimoso. – ela retrucou de volta, disfarçando o sorriso.

Rony sorriu e ainda segurando os dedos da menina entre os seus, deitou sua cabeça no ombro dela e dessa forma os dois seguiram todo o caminho para a Ala Hospitalar. Ela, perdida na sensação de tê-lo tão próximo e mergulhada na memória dos lábios dele junto aos dela. Ele, pensando em quanto tempo duraria um resfriado e tramando algumas medidas para se adoecer mais vezes. Embora, sinceramente, ele nunca conseguisse responder se a febre era culpa da doença ou efeito colateral de sentir os lábios de Hermione pela segunda vez.

*****



O outro dia chegou para encontrar a população de Hogwarts mais uma vez excitada e agitada. Era dia 18 de abril e naquela noite ocorreria a última das festas oferecidas pelas casas, a festa da Corvinal. Como sempre acontecia antes dessas celebrações, o clima pelo castelo era de euforia e curiosidade, e assim, à altura em que as aulas do dia se encerraram, a maioria dos alunos deixaram os corredores e seguiram rumo aos seus dormitórios para se prepararem.

-Você acha mesmo que esse azul não está um tanto apagado em mim, Lilá? – perguntou Parvati no dormitório feminino do sexto ano, enquanto encarava seu reflexo num grande espelho.

-Oh, não, Parvati. – exclamou a outra. – Você está linda!

-Tem certeza?
– a primeira continuou em tom choroso. – Tenho que parecer muito bem essa noite, afinal é a festa da Corvinal, a casa do Dannil...

-Fique tranqüila, você está encantadora...
– insistiu Lilá e logo as duas tinham engatado em outra conversa recheada de risadinhas e tópicos como vestido e garotos.

Hermione, lutando para não girar os olhos, continuou a se vestir. Ela entrou em seu simples vestido verde (o mesmo que usara na noite da festa da Sonserina) e sentou-se num banquinho para começar a ajeitar seus cabelos, perdida em pensamentos. Não demorou e sua mente a levou para a noite anterior, trazendo todos os eventos ocorridos entre Rony e ela. Suas bochechas coloriram-se ligeiramente apenas com a lembrança e involuntariamente ela tocou a luminosa estrelinha de diamante que pendia de seu pescoço. Um lânguido sorriso surgiu em sua face.

-Parece que alguém aqui está apaixonada. – sussurrou Parvati num proposital tom de voz alto o suficiente para que Hermione ouvisse.

O rubor na face da garota tornou-se mais evidente, mas ela fingiu não ouvir e continuou tentando prender suas madeixas num rabo-de-cavalo.

-Oh, sim. – concordou Lilá com uma risadinha. – Cada vez mais, se você me perguntar.

“Elas não desistem nunca.”
– Hermione pensou com raiva, puxando o cabelo com mais força para envolvê-lo no elástico. – “Eu vou me controlar... Eu vou me controlar...”

-Bem...
– Parvati encolheu os ombros. – Até eu estaria depois de ganhar uma jóia de diamante, você não?

“Eu vou me controlar... Eu vou me controlar...”

-Claro! Ainda mais se eu soubesse que o dinheiro empregado nessa jóia faria grande falta à pessoa...
– Lilá resmungou.

“Eu vou me controlar... Eu vou me controlar...”

-Isso!
– Parvati concordou alegremente. – Vendo que a pessoa é tão pobre que nem mesmo têm vestes decentes...

“Eu vou me controlar... Eu NÃO VOU me controlar!”

-CALEM A BOCA!
– berrou Hermione largando mão de seu cabelo e alcançando sua varinha, que foi apontada imediatamente às duas meninas. Parvati e Lilá se entreolharam, suas expressões entre instruídas e assustadas.

-O que foi que nós fizemos? – perguntou Parvati, fazendo cara de inocente. Lilá quis rir, mas com um relance nervoso à varinha de Hermione manteve-se calada.

-Mione, posso ent...? Ops! – a cabeça de Gina tinha acabado de surgir através da porta. – Hora ruim! – concluiu a ruiva olhando da amiga furiosa às outras duas meninas.

-Por que você não vai em frente? – Parvati desafiou. – A professora McGonagall adoraria saber que sua monitora querida anda ameaçando as companheiras de quarto com a varinha.

Mas as palavras da garota só pareceram enfurecer Hermione ainda mais e ela deu um passo na direção de Parvati, a varinha em punho, pronta para ser usada numa boa azaração.

-Mione, não! – interrompeu Gina segurando o braço da amiga e forçando-a a baixá-lo. – Não vá se sujar por tão pouco.

Hermione baixou a varinha relutantemente e começou a se virar, mas Parvati resmungou: -Isso, ouça sua CUNHADINHA, Hermione. Não é bom você usar sua varinha apenas porque comentamos a verdade sobre a péssima condição financeira do seu pretend-.

PLAFT!


Parvati não teve tempo de concluir a frase, pois Hermione tinha atirado a varinha para o lado, tomado impulso com o braço e enfiado a mão na cara da garota com toda sua força.

-Eu não preciso da minha varinha para calar a sua boca, Parvati. – ela falou com os dentes cerrados, apanhando alguns pertences e caminhando para a porta.

Parvati pareceu muito amedrontada para retrucar e Lilá correu histérica para a amiga. Gina, por sua vez, tinha uma expressão estupefata, erguendo as sobrancelhas tão alto que elas quase desapareceram debaixo de seu cabelo ruivo. Ela deixou escapar uma risadinha pelo nariz antes de caminhar fora dali, no encalço de Hermione.

-Uau, Mione. – ela falou ao alcançar a amiga. – Eu entro para procurar um ovo e acabo encontrando um dragão.

-Que?
– perguntou a outra ainda fumegando com raiva.

-Eu tinha ido ver se você não teria uma presilha de cabelo ou algo para me emprestar e vejo você esbofetear a Parvati! – esclareceu Gina. – O que foi que aconteceu?

-Ela me tirou do sério.
– disse Hermione. – Ela REALMENTE me tirou do sério.

-Bem, isso é uma coisa que você nem precisava ter dito.
– comentou a ruiva. – Eu só quero saber o porquê. O que foi que ela fez?

-Ela e Lilá vêm me atormentando por causa da correntinha que o Rony me deu desde o dia em que eu a ganhei.

-Uh, assim faço eu.
– falou Gina com uma careta. – Suponho que corro sérios riscos de ser a próxima a conhecer a força de uma direita de Hermione Granger. – brincou.

A expressão de Hermione se desanuviou um pouco. Ela olhou nervosamente para os lados e murmurou:

-É diferente. Ela, ela... me OFENDEU.

-Ah, sim, nesse caso a coisa muda de figura. Diga, o que ela falou?

-Não aqui.
– respondeu a garota com outro relance para os lados. – Nós poderíamos terminar de nos arrumar em seu quarto?

-Claro.
– Gina disse já caminhando para o dormitório das quintanistas e fechando a porta assim que ambas entraram. – Então?

-Onde estão suas companheiras de quarto?
– Hermione indagou notando que o quarto estava vazio exceto pelas duas.

-Provavelmente já desceram. – a ruiva falou ligeiramente impaciente. – Mas então, o que a Parvati estava latindo?

-Hum... Ela... ofendeu o Rony.
– murmurou a outra timidamente.

Gina assumiu uma expressão satisfeita:

-Entendo. – respondeu pressionando os lábios para evitar um sorriso.

-Gina! – exclamou Hermione. – Não faça essa cara! Você também não gostaria que ofendessem seus amigos.

-Mione, antes de você tentar ME convencer disso, você terá que SE convencer, ok? Você sabe muito bem que você e meu irmão passaram desse estágio de bons amigos desde o dia em que ele lhe deu essa corrente e vocês se beijaram!

-Gina!
– repetiu Hermione. – Não foi bem um BEIJO, quantas vezes tenho que lhe lembrar? Foi só... só... um encontro de lábios...

A ruiva balançou a cabeça, exasperada e já abria a boca para retrucar quando Hermione continuou quietamente:

-Ontem aconteceu de novo.

Gina saltou e fez uma dancinha de vitória, emitindo gritinhos felizes, antes de se sentar na cama ao lado da amiga.

-Vocês se beijaram outra vez? – perguntou ela avidamente.

-Outro encontro de lábios. – murmurou Hermione sentindo se ruborizar e não encontrando os olhos da ruiva.

-Me conte! – exigiu a ruiva. – Onde foi?

-Hum... Durante uma ronda de monitores.

-Vocês se beijaram... Vocês se beijaram...
– cantou Gina continuando sua dancinha de guerra.

-Pare, Gina. – pediu Hermione, incomodada. – Foi só um-

-Certo, ok, um “encontro de lábios”, mas se tratando de vocês dois, e vendo que já foi a segunda vez que aconteceu, isso de fato é alguma coisa.

-Vamos terminar de nos arrumar.
– insistiu a garota numa tentativa de encerrar o assunto. – Já estamos atrasadas.

-Tudo bem.
– concordou a ruiva se postando na frente do espelho. – Mas só mais uma coisa, Mione.

-Diga.

-Alguém deveria contar para o Rony que um beijo não é só encostar os lábios e pronto, acho que ele não sabe, héim?
– disse Gina alegremente e claramente tentando deixar a amiga sem graça.

Hermione se ruborizou mais forte, mas um brilho maldoso passou por seus olhos e ela respondeu:

-Faça isso, então, Gina. Quem sabe você não beija o Harry na frente dele?

A ruiva riu, embora corasse fracamente.

-Bom, talvez assim ele aprendesse... – disse ela.

Hermione limitou-se a sorrir e voltou sua atenção mais uma vez ao cabelo mal preso pelo elástico, mas não pôde se impedir de viajar novamente na recordação da sensação macia dos lábios do ruivo e sentir um arrepio pelo corpo ao se lembrar que ele tinha começado a entreabri-los.

“Ele não precisa ver para aprender.” – pensou ela reprimindo outro sorriso e ignorando a dança frenética que seu coração iniciava. – “E quem sabe numa próxima vez ele me mostre isso”.

Quem sabe.


*****



Quando Gina e Hermione desceram os degraus para a sala comunal, Harry e Rony (que já estava quase completamente curado do resfriado) esperavam por elas, sentados nas poltronas junto ao fogo e parecendo ligeiramente impacientes.

-Merlim, até que enfim! – exclamou Rony jogando os braços para o alto assim que as viu. – Por um momento nós pensamos que vocês tinham esquecido o caminho ou algo do tipo. Por que é que as garotas demoram tanto para se arrumarem?

-Há tanto sobre a vida que você precisa aprender, irmãozinho.
– falou Gina balançando a cabeça e fingindo uma expressão penalizada. – Quem sabe um dia você consiga entender esse mistério. E outros também. – ela acrescentou dando um relance divertido para Hermione e se lembrando da conversa que há pouco tivera com a amiga.

-O que você quer dizer com isso? – perguntou Rony confuso, notando o olhar presumido de Gina e a expressão encabulada de Hermione. A adorável expressão encabulada de Hermione.

-Nada, esquece. – a ruiva deu de ombros. – Nós demoramos para nos arrumar porque está em nós. Talvez seja uma informação contida nos genes femininos.

Rony fez careta e se virou para o buraco do retrato, não antes de murmurar para Harry:

-A loucura é que está contida nos genes femininos.

Harry sorriu e, fitando Gina com um brilho em seus olhos verdes vivos, respondeu:

-Vale a pena.

Os quatro deixaram a Torre da Grifinória e seguiram pelos corredores, meio incertos do caminho a seguir.

-A Luna me disse certa vez que a sala comunal da Corvinal ficava numa das torres. – Gina comentou.

-Sim, numa torre do lado oeste do castelo. – concordou Hermione.

-Como é que você sabe, Hermione? – Rony indagou observando-a atentamente.

-Já comentaram comigo. – murmurou a garota.

-QUEM comentou? – o ruivo insistiu com as sobrancelhas erguidas.

-Bem... – fez ela hesitante. – O Terêncio me citou isso numa das reuniões da AD...

-Ah, sim, claro.
– Rony falou desdenhoso. – O Tetê citou isso para ela. Ouviu, Harry?

Harry pareceu surpreso, mas não disse nada. Hermione suspirou, aparentando cansaço e Gina resmungou enquanto fuzilava o irmão com os olhos:

-Você é tão óbvio...

As orelhas do ruivo tornaram-se um vermelho escarlate, emparelhando-se apenas com a cor das bochechas de Hermione. Eles continuaram caminhando em silêncio para a direção oeste e não demorou muito a avistarem uma aglomeração de alunos, todos com vestes de festa e sendo guiados pela bela fantasma da Corvinal. Minutos depois a multidão parou, pelo que parecia, de frente a um grande quadro retangular com a foto de um bruxo baixinho ao lado de uma enorme girafa. Logo um pequeno menino deu um passo adiante e sussurrou algo, pois o quadro deslizou para cima e aos poucos um grande buraco foi se deixando revelar. Música alta e luz forte vieram de seu interior. Eles acabavam de chegar à sala comunal da Corvinal.

Assim que os garotos atravessaram o buraco revelado pelo quadro, eles se depararam com um grande aposento circular que lembrava ligeiramente a sala comum da Grifinória. Mais uma vez o lugar estava abarrotado de alunos, mas certamente era grande o suficiente para lhes dar a certeza de que tinha sido magicamente ampliado. O local estava meio que dividido em ambientes, sendo todos eles decorados estritamente em azul e bronze, as cores oficiais da Corvinal. À esquerda havia uma mesa enorme de superfície larga, coberta com vários recipientes cheios de cerveja amanteigada, ponches e outros tipos de bebidas coloridas e fumegantes que os meninos não identificaram. Altas mesinhas bronzes com quatro cadeiras cada, todas enfeitadas com delicados, mas ao mesmo tempo marcantes babados e laços azuis cercavam a grande mesa. À direita, imponente e toda feita de bronze, uma magnífica pista de dança podia ser vista, toda iluminada com mágicas e cintilantes luzes azuis de vários tons, dos mais pálidos aos mais brilhantes. E ao centro, entre as mesas e a pista, se encontrava um terceiro ambiente. Nele havia uma espécie de palanque bem alto, mas estreito de tal forma que acomodaria apenas uma pessoa por vez. De frente ao palanque estavam postadas quatro mesas redondas de tamanho mediano e forro azul e à uma distância razoável, acomodando um luxuoso tabuleiro de xadrez bruxo, outra mesinha menor estava postada, esta contendo apenas dois lugares, um de frente para o outro.

-Xadrez! – exclamou Rony empolgado, aparentemente se esquecendo do mau-humor. – Será que o jogo da Corvinal será xadrez?

-Não vejo como ser só isso, como seria a distribuição de pontos?
– Hermione falou racionalmente.

-Talvez um campeonato? – arriscou Harry.

-Não, acho que não. – respondeu ela. – Nesse caso por que as mesas redondas?

-Mas xadrez está envolvido, de qualquer maneira.
– disse Rony feliz, observando o luxuoso tabuleiro sobre a mesinha.

-A Grifinória está em vantagem, então. – murmurou Hermione, fazendo o ruivo virar rapidamente a cabeça para olhá-la.

-Como assim? – ele indagou num tom baixo e esperançoso.

-Bem... – ela encolheu os ombros e encarou o chão. – Qual é a casa do aluno que há cinco anos atrás jogou a melhor partida de xadrez que Hogwarts já viu?

Chamas dançaram pelas orelhas do garoto, mas ele exibiu um sorriso tão grande e tão sincero que iluminou todo o seu rosto com uma felicidade quase palpável.

“Não é sempre que se recebe um elogio.” – ele pensou nem se preocupando em disfarçar a satisfação. – “E de Hermione Granger.”

Harry pegou o olhar de Gina e a ruiva girou os olhos numa típica imitação de Hermione, seus lábios mexendo silenciosamente para formar a palavra “Francamente”.

Felizmente só Harry viu a encenação da ruiva, pois os outros dois haviam entrado em um mundo particular uma vez mais.

-Boa noite. – uma voz feminina amplificada ecoou repentinamente pelo aposento, ganhando a atenção de todos os presentes. Os garotos se viraram para ver Carole Rumbold, a Monitora-Chefe, de pé em cima do estreito palanque.

-Sejam todos muitíssimo bem vindos à Corvinal. – continuou ela. – Em nome dos outros monitores corvinais e em nome de todos os pertencentes à essa casa, dou boas vindas a cada um e peço que se divirtam. Meu companheiro Antônio Goldstein irá explicar a vocês do que se trata o jogo que estaremos oferecendo esta noite e depois minha companheira Padma Patil lhes informará sobre as demais formas de entretenimento que preparamos para a festa.

A garota desceu as escadinhas do palanque e logo em seguida seu lugar tinha sido ocupado por Antônio. O menino sorriu nervosamente e raspou a garganta antes de começar a falar:

-Er... Boa noite. Bem, meu dever é explicar sobre o jogo que preparamos... A Corvinal é a casa da sabedoria, da inteligência, é onde habitam os de mentes brilhantes e os de raciocínios invejáveis...

-Não se esqueça de mencionar os mais modestos.
– cochichou Rony sarcasticamente.

-...logicamente o jogo escolhido englobará todas essas características. – continuou Antônio. – Será o que normalmente chamam de “Melhor de Três”. Nós realizaremos três tarefas e a casa que obtiver mais vitórias ganha os pontos em questão, que serão um total de 150.

-UAU!
– sussurrou Hermione excitada, se dependurando em cada uma das palavras do garoto.

-Se houver empate, - o monitor prosseguiu, a essa altura já mais a vontade para falar – haverá divisão dos 150 pontos. Bem... sobre as tarefas: a primeira consistirá de três perguntas de conhecimentos mágicos gerais, cada uma delas elaborada cuidadosamente pelo nosso mestre de Feitiços e diretor da Corvinal, Professor Flitwick. – ele apontou para um lugar ao chão à direita no qual os meninos imaginaram se encontrar o minúsculo mestre, embora ele não fosse visível em meio a tantas cabeças de alunos, que aplaudiram. – Três perguntas. A casa dos estudantes que acertarem duas ou mais, vencerá a primeira tarefa. Em caso de empate, uma quarta pergunta será lançada.

-Agora sim suponho que a Grifinória esteja em vantagem.
– Rony sussurrou no ouvido de Hermione, que saltou levemente ao murmúrio do ruivo. – Afinal, qual é a casa da aluna mais brilhante de Hogwarts?

Ela se ruborizou completamente e deu um sorriso tímido ao garoto, que apertou sua mão levemente antes de voltar a atenção às novas palavras de Antônio:

-A segunda tarefa acontecerá nessas mesas redondas aqui à frente. – ele as apontou. – As casas formarão suas equipes e cada equipe receberá um problema de lógica para resolver. Aquela que apresentar a resposta correta ao problema em menor tempo, vencerá. O problema também foi elaborado por nosso mestre Flitwick e será igual para todas as equipes.

-Isso é realmente interessante.
– Hermione falou esfregando as mãos, ansiosa.

-Diga por você. – resmungou Gina, notavelmente achando tudo aquilo o extremo do tédio.

-E finalmente, a terceira tarefa, - a voz de Antônio fez-se ouvir novamente – será uma disputa de xadrez. Ela ocorrerá entre duas pessoas, logicamente pertencentes às casas que tenham obtido pontos nas tarefas anteriores. No caso de uma única casa tiver vencido as outras duas tarefas, o jogo ocorrerá entre um aluno da casa em questão e outra de uma casa sorteada, apenas para fim esportivo, pois já saberemos que a casa ganhadora das outras tarefas terá sido a campeã e a que levará os 150 pontos. Bom... As dúvidas que forem surgindo irão sendo esclarecidas no decorrer das tarefas, ok? Mas se alguém quiser perguntar algo agora...

A mão de Hermione voou ao ar como sempre acontecia durante as aulas e ela começou a dar pulinhos frenéticos no mesmo lugar para se fazer notada.

-Sim, Hermione? – falou Antônio, finalmente notando a garota sapateando e erguendo a mão cada vez mais alto. Os olhos de todos na sala se voltaram para ela, que falou timidamente, mas de modo firme:

-Como serão definidos os alunos participantes das equipes para o problema de lógica e como será definido o jogador de xadrez?

-Nas duas situações são as próprias casas que deverão se organizar. Aqueles que quiserem participar das equipes se aproximem da mesa na hora das tarefas e, quanto ao jogo de xadrez, alguém terá que se dispor e no caso de mais de uma pessoa querer a responsabilidade, a casa deverá entrar em consenso e indicar seu jogador. Entendido?


Hermione acenou com a cabeça e arriscou um relance a Rony, que estava sorrindo daquele modo inclinado que a fazia tremer.

-Você sabe que será você, não sabe? – ela perguntou quietamente.

-Bom... – ele encolheu os ombros tentando parecer modesto.

-Mas esperem um minuto. – disse Harry. – Só jogarão xadrez dois integrantes das casas que tiverem obtido pontos nas duas primeiras tarefas, não?

-E você tem alguma dúvida que a Grifinória vai arrasar?
– perguntou Rony arregalando os olhos azuis. – Harry, nós temos a Hermione!

Ela mordeu o lábio inferior e sorriu, corando e murmurando um “Obrigada, Rony.”

-Muito bom.
– falou Harry sorrindo também. – Com a melhor do ano e o melhor jogador de xadrez do castelo no comando, a Grifinória está com as mãos nos 150 pontos.

-Legal!
– Gina concordou, finalmente parecendo se interessar. E virando-se para o irmão e a amiga, falou numa voz inocente, embora seu olhar brilhasse com diversão e malícia: - Eu sempre soube que vocês seriam brilhantes juntos!...

As orelhas de Rony formigaram com calor e Hermione sentiu-se um próprio camaleão, mudando de cor tão deliberadamente devido à fatores externos.

Agora outra voz feminina enchia a sala e todos voltaram suas atenções uma vez mais para o palanque, onde Padma Patil, parecendo alegre e bonita em um vestido creme com detalhes bronzes como a decoração, estava postada e falando:

-Após o jogo nós preparamos outras coisas também... A pista de dança será liberada, petiscos serão servidos e vocês poderão matar a sede ali na mesa das bebidas. – ela acenou para a grande mesa à esquerda da sala. – Apenas se lembrem que determinadas bebidas só serão liberadas à sextanistas e setimanistas. Bom, agora devo dar início à primeira tarefa...

-Ai, ai, ai, Merlim!
– Hermione balançou as mãos histericamente.

-Todos estão vendo esses envelopes? – Padma ergueu três envelopes azuis e os mostrou. – Aqui estão as três perguntas elaboradas pelo professor Flitwick. Os envelopes estão lacrados e apenas nosso mestre conhece o seu conteúdo. Eu lerei a primeira questão e se alguém souber a resposta deverá disparar centelhas verdes para o ar para obter o direito de responder. Terá esse direito o primeiro a disparar as centelhas. Se a resposta estiver errada, a segunda pessoa a disparar as centelhas poderá tentar responder corretamente e assim por diante. Isso ocorrerá em todas as três questões. Todos prontos?

A multidão acenou positivamente como se fosse uma só pessoa. A maioria pareceu ansiosa.

-Bem, bem... – disse Padma abrindo o primeiro envelope. – Ah, sim, e o professor confirmará se as respostas estão corretas, ok?... Certo, certo... Vejamos... – ela puxou um cartãozinho também azul do envelope e raspou a garganta antes de continuar: - Primeira pergunta: Na antiguidade, alguns bruxos das Trevas criavam criaturas horrendas e mortais para açularem contra seus inimigos. O monstro mais popular entre eles era chamado de “Basilisco”. Qual é o método para se criar um Basilisco?

Centelhas verdes irromperam da varinha de Hermione, que agora estava positivamente histérica e ofegante.

-Hermione Granger? – Padma perguntou com um tom mal disfarçado de desgosto na voz. – Você sabe a resposta?

-O método correto de se criar um Basilisco é pegando um simples ovo de galinha e fazê-lo ser chocado por um sapo.
– respondeu ela num fôlego só.

Padma olhou para um ponto abaixo e balançou a cabeça em afirmação, antes de falar:

-Segundo o professor Flitwick, a resposta está correta. Grifinória sai na frente...

Houve vários resmungos e lamentos dos alunos das outras casas e alguns gritinhos de “Viva!” dos grifinórios. Harry deu um tapinha nas costas da amiga, Rony apertou seus dedos nos dela e Gina fez outra dancinha de guerra. Neville, de pé num lugar não longe dali e abraçado à Amélie, fez sinal positivo com os polegares à Hermione, seu rosto redondo brilhando e seus olhos expressando felicidade.

-Segunda pergunta. – comunicou Padma abrindo outro envelope. – Quem foi o descobridor das Runas Antigas e qual era o nome das primeiras Runas Germânicas?

Hermione disparou as centelhas rapidamente, mas com horror ela notou que Kristie Carddos, uma setimanista da Corvinal, tinha sido um milésimo de segundo mais rápida.

-Você sabe a resposta, Kristie? – Padma perguntou parecendo muito mais satisfeita.

-Sim. – respondeu a garota loira sorrindo serenamente. – As primeiras Runas foram descobertas pelo deus escandinavo Odin e as primeiras Runas Germânicas eram conhecidas como “Futhark”.

-Oh não, oh não, oh não...
– murmurava Hermione cobrindo o rosto com as mãos, prestes a chorar.

-Acalme-se, Mione. – disse Gina. – Você sabia a resposta, só não foi rápida o suficiente.

-Afinal, isso é prova de inteligência ou de rapidez?
– resmungou Rony nervoso. – Se fosse só inteligência ninguém ganharia de você, Hermione.

Ela o encarou por entre os dedos e Harry viu que o nítido desespero nos olhos da amiga pareceu diminuir.

-O professor Flitwick confirma! – guinchou Padma. – Corvinal empata!

Mais uma rodada de lamentos e vivas encheram o lugar. Do outro lado da sala, eles viram a Monitora-Chefe aplaudir entusiasticamente e Luna, usando um vestido branco bordado de borboletas lantejouladas, fazer alguns movimentos estranhos com as mãos e remexer o pescoço em comemoração, como se dançasse uma música egípcia.

-Atenção para a terceira e talvez última pergunta. – Padma prosseguiu quando a multidão se acalmou.

Hermione enrijeceu em seu lugar e ergueu a varinha em posição, nem notando que alguém caminhou sorrateiramente e postou-se à suas costas.

-O que é Astragalomancia? – disse Padma.

Hermione abriu a boca para murmurar o feitiço que emitiria as centelhas, mas então sentiu alguém esbarrar com força em seu braço, fazendo com que ela deixasse sua varinha cair. Com ódio ela viu Pansy Parkinson sorrindo maliciosamente antes de dizer “Ops!” e, horrorizada, ela viu centelhas verdes dispararem no ar de um canto da sala.

-Eu vou matar essa Mortalha-Viva dos infernos! – murmurou Gina furiosa observando a situação e alcançando sua varinha, mas Harry colocou uma mão sobre o ombro da ruiva para contê-la, sussurrando algo em seu ouvido. Rony, também lívido por causa de Pansy, observou o movimento do amigo com sua irmã, mas não disse nada, apenas virou-se para encontrar uma expressão desolada no rosto de Hermione.

-Diga, Carole. – Padma falou nitidamente alegre. – Qual a resposta?

-Astragalomancia é uma forma de Adivinhação onde um galo é o centro do sistema. As letras são dispostas num círculo e colocam-se grãos de trigo sobre cada letra. A ordem em que o galo come os grãos, soletra-se uma mensagem que deverá ser interpretada pelo bruxo.


Houve mais burburinhos pelo aposento. Os corvinais comemoravam. Luna agora girava no mesmo lugar, batendo os braços como se imitasse uma grande ave tentando voar. Mas, por alguma razão, Hermione abriu um grande sorriso.

-Está errado! – exclamou ela. – Está errado, essa é a definição de Alectriomancia e não de Astragalomancia.

-Esperem, pessoal.
– Padma disse no instante seguinte, desapontada. – O professor Flitwick disse que a resposta não está correta. Carole nos deu a definição de Alectriomancia ao invés.

A Monitora-Chefe pareceu ter levado uma bofetada e Hermione apressou-se a disparar centelhas verdes pelo ar.

-Hermione Granger? – indagou Padma de má vontade. – Sabe a resposta correta?

-Sim.
– falou ela sorrindo. – Astragalomancia é uma forma de adivinhação mediante um lance de dados. Um sistema simples no qual usam-se três dados e o bruxo prevê o futuro de acordo com a combinação dos números.

Padma olhou abaixo ao mestre, pedindo confirmação.

-Certa resposta. – disse ela com um suspiro. – Grifinória vence a primeira tarefa.

Outra explosão de barulhos ecoou: assovios, aplausos e vaias. Harry sorriu para a amiga. Gina pulava dando soquinhos no ar enquanto cantava:

“A Mortalha da Pansy trapaceou,
Mas Hermione se virou!”


Neville girava sua terceiranista em seus braços, embora ela não parecesse nada satisfeita com a vitória da Grifinória. Rony, por sua vez, puxou Hermione pela mão e a envolveu num grande abraço de urso, erguendo a menina do chão.

-Você foi brilhante, BRILHANTE! – disse ele, feliz.

O coração da garota mexia-se tanto que ela pensou que talvez ele estivesse ensaiando passinhos de dança egípcia, exatamente como Luna fizera poucos minutos antes.

-Obrigada, Rony. – ela murmurou assim que ele a soltou.

-Segunda tarefa! – a voz de Padma sobressaltou a todos. – Vamos dar início à segunda tarefa! Equipes, caminhem para a mesa redonda que contiver uma plaquinha com o nome de sua casa. Eu lerei o problema de lógica em voz alta e aqueles que se julgarem capazes de resolvê-lo, façam parte da equipe de sua casa. Sobre cada mesa terá um pergaminho com o problema escrito, ele só deverá ser aberto quando eu terminar de ler... – ela abriu um envelope bronze e retirou um pergaminho do seu interior: - Três bruxas que estudaram juntas são hoje formadas e têm suas próprias profissões. As três amigas ainda se encontram anualmente para relembrar o tempo de escola. Durante o último encontro, cada uma delas mencionou a atividade de que mais gostava quando eram estudantes. Com base nas informações, tentem descobrir o nome de cada bruxa, relacionando à sua profissão e à atividade que relembrou. Os nomes são: Agatha, Roxelle e Matilda. As profissões são: Auror, Curandeira e Inominável. E as atividades relembradas são: bailes, Quadribol e banquetes. Agora as dicas: Primeira: Agatha é Auror. Segunda: A bruxa que atualmente é Inominável relembrou a alegria do Quadribol do tempo de escola. E terceira: Matilda não é a que se lembrou dos banquetes nem do Quadribol. – terminou Padma.

Rony fez uma careta: - Isso é coisa de maluco! – falou ele, assombrado. – Sério, é caso de parar na ala de loucos do St. Mungus!...

Harry e Gina concordaram com a cabeça, mas Hermione já lutava com a multidão para alcançar a mesa redonda onde estava a plaquinha da Grifinória.

-Podem começar a resolver. – declarou Padma. – A equipe que terminar dispare centelhas.

Os alunos de cada casa começavam a se amontoar em torno das mesinhas e o barulho de penas e pergaminhos já enchiam o local. Hermione ainda lutava bravamente, se espremendo em meio a massa e tentando chegar à mesa onde um grupo de grifinórios, principalmente setimanistas, já se encontrava.

-Com licença! – ofegava ela. – Por favor, com licença...

À altura em que ela chegou ao lugar, já haviam se passado alguns minutos e as equipes pareciam bastante adiantadas, especialmente a da Corvinal.

-Me deixe ler isso de novo? – pediu estendendo a mão para um setimanista que lia o problema e enrugava a testa em concentração. Ele olhou mais alguns preciosos instantes para o pergaminho e Hermione deu outro olhar nervoso à equipe da Corvinal, que trabalhava suas penas furiosamente.

-Aqui. – o garoto estendeu o papel quase um minuto depois. Ela correu os olhos pelo problema e também alcançou uma pena.

-Me dêem um minuto. – ela disse aos outros, concentrada. Alguns pareceram irritados, mas a maioria acenou e a observou franzir a testa e murmurar frases incoerentes como “Matilda se lembrou dos bailes” e “Agatha se lembrou dos banquetes”.

A pena de Hermione continuou riscando febrilmente pelo pergaminho e logo ela sorriu, vitoriosa.

-Eu tenho a resposta, disparem as centelhas!

Uma setimanista puxou a varinha e atirou centelhas verdes para o alto, exatamente no mesmo instante que Carole Rumbold fazia o mesmo da mesa da Corvinal.

-As equipes da Grifinória e da Corvinal terminaram juntas! – berrou Padma. – Professor Flitwick conferirá as respostas...

O pequeno bruxo recolheu os dois pergaminhos das equipes com um feitiço convocatório e um silêncio ansioso percorreu o ambiente enquanto ele os conferia. Aproximadamente cinco minutos depois, ele subia ao palanque no lugar de Padma, finalmente sendo visto por todos os alunos pela primeira vez naquela noite.

-As respostas corretas para o problema são: Matilda é Curandeira e se lembrou dos bailes; Roxelle é Inominável e se lembrou do Quadribol; Agatha é Auror e se lembrou dos banquetes. – disse Flitwick em sua vozinha aguda. – Corvinal acertou todas!

Os gritos e bagunças recomeçaram. Luna já começava sua dancinha egípcia quando o minúsculo professor continuou: - Assim como a Grifinória! Ninguém ganhou, Corvinal e Grifinória empataram a segunda tarefa, mas estão automaticamente na final.

Os grifinórios estouraram em vivas uma vez mais e a equipe de setimanistas que rodeavam a mesa redonda envolveram Hermione num grande abraço coletivo. Rony fez um gesto de vitória com os punhos, mas observava atentamente os alunos disputarem entre si para abraçarem Hermione. Harry e Gina aproveitaram a deixa para se abraçarem também em comemoração.

-Bem... – a voz aumentada de Padma ecoou novamente. – A terceira tarefa então se dará entre Corvinal e Grifinória. Por favor, entrem em consenso e escolham um representante para o jogo de xadrez bruxo.

Mais conversinhas paralelas encheram o lugar. Hermione se desvencilhou dos muitos abraços que recebia e disse ao grupo de grifinórios que a rodeava:

-Me escutem, o melhor jogador de xadrez que eu conheço é o Rony.

-Você não estaria dizendo isso apenas por ele ser seu... hum... amigo, estaria?
– indagou uma setimanista alta e corpulenta.

-Claro que não! O Rony é realmente bom! – devolveu Hermione, nem notando o ruivo se aproximar juntamente com Harry e Gina, e sorrir afetuosamente ao som dessas palavras.

-Por que não o Harry? – perguntou Colin Creevey sorrindo com admiração para o garoto de óculos redondos.

-Porque eu sou uma negação em xadrez. – Harry disse encolhendo os ombros. – A vítima predileta do Rony.

-Depois da Mione, companheiro.
– sorriu Rony.

-Mas têm cargas de pessoas querendo jogar. – reclamou um setimanista gordo e carrancudo.

-Confiem em mim. – insistiu Hermione. – Rony é o melhor. – completou não encontrando os olhos do ruivo.

-Bem... Declarações públicas de afeto à parte, - disse Gina maliciosamente – meu irmão é, de fato, muito bom. Só o vejo perder para o nosso irmão mais velho.

-Ah, ok.
– suspirou o garoto gordo. – Faça o seu melhor, Weasley.

-A vitória da Grifinória está em suas mãos.
– falou Lilá, se aproximando juntamente com Simas e Dino. Parvati olhava de longe com fúria estampada em sua face, na qual, Hermione notou, havia um nítido sinal vermelho de cinco dedos, mal disfarçados por uma maquiagem carregada.

Rony pareceu ligeiramente nervoso com a pressão:

-Hum... Eu vou tentar... – resmungou ele correndo os dedos pelos cabelos.

-Você vai vencer, cara. – Harry o animou. – Xadrez é sua especialidade.

-Harry tem razão, Rony.
– murmurou Hermione. – Você vai conseguir.

Ele assumiu uma postura um pouco mais confiante e deu um aceno minúsculo com a cabeça em concordância, no mesmo segundo em que Antônio Goldstein convocava os jogadores:

-Suponho que já tiveram tempo para indicarem alguém, não? – falou ele. – Peço para que os jogadores sigam então para a mesa onde está o tabuleiro de xadrez bruxo.

-Boa sorte, Rony.
– os amigos desejaram a ele e, com uma respiração funda, o ruivo partiu na direção da mesa.

*****



Longos minutos haviam se passado desde que Rony se sentara de frente à Evelyn Mandivan, uma pálida quintanista da Corvinal, de cabelos cacheados, olhos fundos e expressão inteligente. Ambos tinham se cumprimentado com um aperto de mão e agora jogavam uma difícil partida de xadrez bruxo. A menina era esperta e parecia ponderar cada movimento, o que Rony sempre fazia também. Os dois estavam se respeitando mutuamente e tentando levar vantagens dos pequenos deslizes um do outro. A sala comunal estava levemente quieta, embora agora claramente poderia se distinguir apenas duas torcidas, já que os alunos das outras casas tinham escolhido algum lado para apoiar. Os sonserinos, como o esperado, apoiavam em totalidade a Corvinal, lançando ofensas cruéis e vaias abafadas na tentativa de desconcentrar Rony.

-O pobretão que nasceu no lixo não sabe jogar xadrez, é? – berrou uma voz que fez Harry, Hermione e Gina olharem bravos. Por um momento, a mesma idéia passou pela cabeça dos três: “Malfoy”. Mas não era ele. O dono da voz era, logicamente, sonserino, mas um alto, moreno e muito magro garoto quintanista, o qual lembrava irresistivelmente uma grande minhoca de jardim. Malfoy estava próximo a ele, também no grupo de sonserinos, mas com o mesmo olhar parado e expressão apática que vinha apresentando de uns dias para cá. E observando Hermione, ela notou com uma pontada de desconforto.

-Cavalo na H-3. – declarou Rony com um brilho decidido no rosto.

Os garotos observaram a pequena peça se mover e ser batida com força pela Rainha de Evelyn.

-Xeque. – disse o ruivo, os olhos azuis cintilando. Harry e Hermione entenderam imediatamente a jogada.

-Ele sacrificou o cavalo. – o menino murmurou.

-Deixando o Bispo livre para dar o Xeque-Mate no Rei. – completou Hermione, parecendo orgulhosa e emocionada.

-Exatamente como naquele dia. – Harry sorriu, fitando atenciosamente as linhas da expressão na face do amigo, que relaxou e revelou um verdadeiro sorriso, antes dele dizer firmemente:

-Xeque-Mate.

Numa só voz, todos os grifinórios ali presentes começaram a gritar vivas, aplaudir e pular. Alguém começou a puxar a versão boa de “Weasley é o nosso Rei” e logo a maior parte dos alunos ali cantavam junto e faziam dancinhas ao som da canção. Rony exibia um olhar e um sorriso que era como se assistisse o natal chegando mais cedo. O azul de seus olhos viajou pela multidão e logo pegou a visão de Hermione pulando abraçada à Gina, ambas entoando os versos de “Weasley é o nosso Rei”. O coração do ruivo saltou e cantou mais do que elas.

-Bom, - falou Antônio conformado. – Grifinória vence o jogo e leva os 150 pontos...

Essa frase decididamente incendiou ainda mais a alegria dos grifinórios, que continuaram cantando, gritando e fazendo balbúrdia.

“Uh Hu, Grifinória!”
Uh Hu Grifinória!”
– várias vozes repetiam.

Rony sentiu ser erguido do chão por muitos braços e viu que do lado oposto da sala outro grupo fazia o mesmo com Hermione, que tinha as bochechas vermelhas e o cabelo soltando em todas as direções do seu rabo-de-cavalo.

“Ei, ela está de vestido!” – ele pensou ciumento, um segundo antes da menina gritar a mesma coisa e, entre risos, exigir ser posta de volta ao chão.

“Rony e Hermione, Grifinória!
Rony e Hermione, Grifinória!”
– era o que cantavam agora.

Hermione estava ofegante, mas mesmo assim não pôde evitar de pensar que essa última musiquinha soava muito bem. Rony também foi colocado de volta ao chão e logo uma canção alta ecoou pela sala e os alunos foram se dispersando em outras atrações, como a pista de dança e a mesa de bebidas, ambas começando a obter todas as atenções. Dino e Simas, ainda dando tapinhas nas costas do ruivo, o arrastavam até a mesa de bebidas. Ele caminhou relutantemente, mas seu olhar estava esquadrinhando ao redor à procura de Hermione. E Harry, claro.

-Vamos comemorar, cara! – falou Dino empurrando um copo cheio de uma bebida azul fumegante na mão do ruivo.

-O que é isso? – perguntou ele olhando suspeitosamente para o conteúdo borbulhante do copo.

-Mar Revolto. – explicou Simas. – É uma versão mais fraca de Whisky de Fogo.

-Não tão mais fraca assim.
– riu Dino empurrando um gole da bebida garganta abaixo com uma careta.

Rony sentiu uma curiosidade tomar conta de si. Bem, ele sempre quis experimentar Whisky de Fogo, não quis?

“Rony, você é MONITOR!” – as palavras que Hermione tinha lhe dito certa vez vieram à sua mente. – “Bem, mas ela falou isso quando eu disse ter vontade de experimentar Whisky de Fogo.” – outra parte de seu cérebro argumentou. – “Ela decididamente não disse nada sobre Mar Revolto...”

E, com esse último pensamento, o ruivo virou o copo com a bebida azul em sua garganta...

*****



-Onde foi que o Rony se meteu? – Harry perguntou uns bons minutos depois, expressando em voz alta o que Hermione estava desejando saber desde que o jogo de xadrez tinha terminado.

-Não sei... – falou ela pensativa. – A última vez que o vi ele ainda estava de pé ao lado do tabuleiro de xadrez.

-Ah não, depois disso ele foi erguido do chão como você, mas então sumiu.
– Gina entrou no assunto.

-Alô. – cumprimentou a figura de Luna, deslizando serenamente ao encontro deles. – Bela vitória da Grifinória, Gina, parabéns.

-Obrigada.
– falou a ruiva. – Mas parabenize Hermione e Rony, não eu... – ela encolheu os ombros. – Falando nisso, você viu meu irmão?

-Ronald?
– perguntou Luna.

-Quantos irmãos você tem em Hogwarts, Gina? – murmurou Hermione girando os olhos. O olhar saltado de Luna a fuzilou, mas ela virou-se à ruiva: - Ronald estava próximo à mesa de bebidas da última vez que o vi.

Os outros três se entreolharam e Gina resmungou:

-Só espero que ele não esteja fazendo besteira...

-Vamos procurá-lo.
– disse Harry.

E assim, os quatro caminharam lentamente pela multidão, na direção da mesa de bebidas.

*****



Rony sentia sua cabeça leve e seu corpo formigava estranhamente. Ele firmou seus olhos azuis no outro copo que Simas lhe estendia, mas o objeto insistia em continuar parecendo fora de foco.

-Beba mais um, cara. – falou um Simas muito vermelho em meio à risadas.

-E viva Mar Revolto! – exclamou Dino afrouxando o nó de sua gravata. Rony riu de leve e já estava abrindo a boca para negar outra dose quando a quintanista da Lufa-Lufa Cacilda Crookfond se aproximou.

-Oi, Ronald. – ela falou com uma risadinha nervosa. Dino e Simas resmungaram algumas palavras incompreensíveis e, com olhares e sorrisos maliciosos, saíram rapidamente dali.

-Oi. – disse Rony ligeiramente confuso.

-Você foi incrível no jogo de xadrez, parabéns.

-Hum... obrigado.
– ele respondeu debilmente, vendo a garota se aproximar e tocar seu antebraço.

-Eu aprecio garotos inteligentes...

-Ah.
– fez o ruivo sorrindo, parecendo satisfeito consigo mesmo. – Legal.

Nesse instante, Harry, Gina, Hermione e Luna se aproximavam do local. Gina, que encabeçava o grupo, foi a primeira a ver a cena, fazendo uma careta ao notar a mão de Cacilda deslizando sobre o braço do irmão. Ela tentou se virar e desviar o caminho, mas percebeu que já era tarde demais quando olhou para Hermione e notou a felicidade nos olhos castanhos da amiga se transformar em algo muito diferente. Algo entre decepção, mágoa e raiva. Vendo a expressão da menina se endurecer ainda mais, a ruiva girou e com horror viu Cacilda ficar nas pontas dos pés e dar um demorado beijo na bochecha de Rony, a mão ainda em seu braço.

Os quatro deram os últimos passos na direção deles, a tempo de ouvirem a garota da Lufa-Lufa piscar um olho e murmurar numa voz provocante: - Bom, te vejo por aí, Rony.

E ela partiu, mas o que deixou para trás foi muito mais que apenas um Rony estático com uma grande mancha de batom rosa no rosto. Ela tinha acabado de deixar para trás uma grande confusão.

-Er... oi. – falou Harry ao amigo, quebrando o silêncio. – Nós estávamos procurando por você.

Rony não respondeu, a cabeça dele estava... vazia? Ele encarou Hermione, que olhava para o chão numa expressão indecifrável. Finalmente ele tinha a encontrado e isso era tudo que ele estava desejando desde que ganhara aquela partida de xadrez. Não, espere. Hermione era tudo que ele estava desejando, mas desde sempre.

Gina encarava o irmão como se estivesse prestes a premiá-lo com a “Azaração para Rebater Bicho-Papão”. Harry parecia achar a situação incômoda e Luna zumbia baixinho e batia um pé no ritmo de “Weasley é o nosso Rei”.

-Oi.
– falou uma voz às costas dos garotos. Terêncio Boot, vestido numa elegante veste a rigor marrom avermelhada, sorria para eles. Harry, Gina, Luna e Hermione cumprimentaram de volta e Rony fechou a cara e apertou os punhos.

-Hermione, er... – falou Terêncio se aproximando da menina. – Você aceitaria dançar comigo?

Ela o encarou por alguns segundos e com um brilho vingativo em seus olhos acenou com a cabeça e aceitou o braço que o menino corvinal oferecia. Gina e Harry trocaram um relance preocupado, enquanto a face de Rony tornou-se instantaneamente púrpura.

-O que afinal as garotas têm na cabeça? – resmungou ele, sua cabeça latejando, não se sabe se por culpa das doses de “Mar Revolto” ou da visão de Terêncio girando Hermione junto dele na pista de dança.

-Você já ouviu falar de cérebro, seu imbecil? – Gina disse furiosamente ao irmão. – As garotas têm isso na cabeça! Ou pelo menos as garotas como Hermione!... – completou lançando um olhar sujo à Cacilda Crookfond, que estava de pé não muito longe dali, perdida em risadinhas.

-Então ela tem um cérebro enguiçado. – Rony retrucou. – Pois só assim para aceitar os galanteios de um idiota como o Boot!

-Hermione dança com quem bem entender!
– Gina deu um passo a frente. – E é melhor ter um cérebro enguiçado do que ter uma marca ridícula de batom rosa na bochecha!

O ruivo alcançou para seu rosto e esfregou isso, fazendo a escandalosa mancha rosa se espalhar e tornar-se ainda mais visível.

-Cale a boca! – ele disse furioso. – Você não sabe de nada...

-Eu não sei de nada, é?
– desdenhou a menina. – Engano seu, irmãozinho, VOCÊ não sabe de nada! Nem mesmo sabe beijar uma garota... – ela riu maldosamente. – Beijar DE VERDADE, eu quero dizer...

-O que você quer dizer com isso?
– exigiu Rony, uma sensação de afundamento em seu estômago. – O-o que... Hermione lhe disse isso, foi?

-Não, ela não diria.
– Gina falou lentamente. – Hermione é boa demais para sair dizendo essas coisas. Aliás, Rony, Hermione é boa demais para você!

As palavras bateram na face do ruivo, mas o impacto refletiu no seu coração.

“Hermione é boa demais para você.”

Ele engoliu forte e alcançou para outro copo da bebida azul fumegante, entornando-o em um só gole. Harry apertou os lábios e encarou Gina com uma expressão desaprovadora.

-Você pegou pesado demais, Gina. – ele cochichou, mas a ruiva meramente deu de ombros, agarrou Luna (que continuava zumbindo “Weasley é o nosso Rei”) pelo braço e se afastou para longe dos dois garotos. Harry virou-se para dizer algo a Rony, imaginando que não haveria um jeito pior de acabar aquela festa. Triste engano. Hermione acabava de se aproximar, depois de uma longa dança e fingindo um sorriso, embora Harry pudesse contar a tristeza nos olhos da amiga.

-Onde está Gina? – ela perguntou.

-Não sei. – murmurou Harry. – Er... quer uma cerveja amanteigada? – continuou ele numa tentativa de aliviar a tensão.

-Com certeza ela quer, Harry. – Rony interrompeu se aproximando, outro copo de “Mar Revolto” em sua mão. – A Senhorita Sabe-Tudo deve estar com sede depois da “sessão dancinha” com o Tetê.

Ela imediatamente luziu a ele, os olhos queimando com fúria:

-Não se meta, Rony. Eu danço com quem eu quiser.

-Você... Você deveria se envergonhar!
– bradou o ruivo, lívido.

-Por favor... – pediu Harry, notando que os dois começavam a atrair as atenções de todos ao redor, mas eles não ouviram.

-Me envergonhar? – gritou Hermione. – Me envergonhar do que exatamente?

-Não é você quem fica sempre me lembrando que monitores têm que dar bons exemplos?
– berrou ele.

-Eu realmente não estou lhe entendendo, Ronald!

-Você acha legal uma MONITORA ficar se esfregando com um idiota na frente de Hogwarts inteira? Você deveria se envergonhar, sim!

-Eu não devo me envergonhar!
– gritou ela. A menina agora tinha as bochechas vermelhas e os olhos brilhantes com lágrimas prontas para escaparem a qualquer instante. – Não sou eu quem está com a cara cheia de marcas de um batom rosa imbecil e com um copo de bebida forte na mão! E além do mais, eu não estava me ESFREGANDO com ninguém, Ronald Weasley! Só estava dançando e não vejo mal algum nisso!

-Você tem uma maneira muito estranha de dançar, não?
– explodiu o ruivo jogando o copo cheio de bebida com força no chão. – No baile do quarto ano você também dançou assim com o retardado do Krum!

-Ele não é um retardado, Ronald, VOCÊ é um retardado!

-Isso, defenda seu precioso Vitinho, “Hermi-ô-nini”!

-Quer saber, você não tem nada a ver com minha vida!
– ela gritou entre lágrimas. – Pare de se meter onde não é chamado!

-Por que eu me meteria em sua vida? Você pode se esfregar em quem você quiser, eu não ligo! Se quer se comportar assim, o problema é seu! SÓ seu! Você e seus namorados não têm nenhum significado para mim! VOCÊ não tem nenhum significado para mim!

-Rony, já chega.
– ponderou Harry tentando fazer o amigo se calar.

-E eu te aturo só por causa do Harry! – chorou Hermione. – Nem me importo com você!

Gina vinha correndo, atraída pelos gritos: - Por favor, parem vocês dois. – ofegou a ruiva.

-Estamos quites, Senhorita Granger!... – Rony continuou bradando. – E quer saber? Mais do que nunca eu mantenho o que disse no primeiro ano: VOCÊ É UM PESADELO!

-EU TE ODEIO, WEASLEY!
- ela conseguiu berrar antes de sair correndo dali, o rosto molhado, o cabelo há muito caído de seu rabo-de-cavalo, os olhos vermelhos e o coração vazio. Se ela ainda tivesse um coração, pois provavelmente só restaria cacos depois dessa briga.

Rony, por sua vez, estava ofegante como se tivesse corrido uma maratona. Ele olhou ao seu redor e viu vários pares de olhos o fitando, assustados. Olhou para baixo e viu o copo que ele mesmo havia quebrado, estilhaçado lá no chão, bebida escoando de seus cacos. E, naquele momento, tudo o que ele queria era se afogar num mar revolto. Não na bebida, mas num mar revolto de verdade.

*****



N/A: Sobre o capítulo:
Como eu já disse, foi o que achei mais difícil de escrever, então peço mil desculpas se tiver ficado meio fraco, ok?
O jogo da Corvinal foi realmente trabalhoso, todas as informações da tarefa de perguntas e respostas são verdadeiras, eu pesquisei no livro chamado “Manual do Bruxo”. O problema de lógica foi baseado de um semelhante daquelas revistas “Coquetel”, e as respostas também são verdadeiras.
Por fim, apesar de difícil foi bom de escrever, especialmente as ceninhas R/H da ronda de monitoria e as partes mais leves da festa, embora eu não negue que fiquei orgulhosa do resultado final da briga. Ah, e a bebida “Mar Revolto” veio de um momento de inspiração... hehhehhehe...
Agora é só.

Agradecimentos:

belle_look: É bom saber que tem gente nova acompanhando, fico muito feliz! Obrigada pelos elogios e de coração espero ver suas opiniões por aqui mais vezes. Beijão!

Marina Barrocas: Desculpe por lhe fazer ficar esperando por esse capítulo, ok? Só espero que tenha valido a pena. Obrigada sempre por cada elogio, isso é muito importante para mim. Grande beijo.

Fabiana Potter: Seu último comentário me deixou muito emocionada, palavras de incentivo maravilhosas que vou sempre levar comigo, tenha certeza. Generosidade e simpatia são a de vocês em comentarem e deixarem meus dias sempre mais alegres. Obrigada de todo o meu coração. Ah, e me desculpe, não pude atender seu pedido do beijo de vinte minutos para esse capítulo, hehhehehe… beijos.

Bruna (Brunete): Ah, que feliz que você me deixou com esse montão de comentários! Cada um deles me divertiu, me emocionou e me incentivou a continuar. Você não tem idéia do quanto eles são importantes, pode continuar assim sempre. Um super obrigada e olha, estou esperando a seqüência de sua fic também! Beijinhos.

Adelia Boleti: Estou fazendo o que posso para postar bem rápido, ok? Obrigada pelo comentário, espero que continue acompanhando. Abração.

Andréia S. Palma: Oi! Muito obrigada pelo comentário. Fico contente que esteja gostando e realmente espero que continue acompanhando. Tentarei atualizar o mais rápido sempre. Beijão.

karla: Nem ligue que você seja puxa-saco da Hermione, todo mundo sabe que eu também sou, rs... Me deixa lisonjeada saber que a fic proporciona diversão e relaxa vocês nessa fase de vestibular. Espero que tenha gostado do 24. E sou eu quem sempre agradecerei pelos elogios e comentários maravilhosos. Super beijos!

Brine: Muito obrigada por perguntar pelo meu olho, está melhor, mas ainda bastante ruim, por isso a relativa demora para atualizar. Seus comentários enormes me deixam cada dia mais feliz, satisfeita e lisonjeada. Espero que o 24 não tenha decepcionado. E saiba que você é quem vale diamantes, uma garota doce, meiga e que eu gosto muito, de verdade! Obrigada por ser quem você é, só o que posso dizer... Grande beijo, te adoro!

Val: Miga... Bem, você sabe o quanto esse capítulo foi difícil para mim de escrever porque eu fiquei só lhe enchendo dizendo isso, não? Eu adorei poder ver todas as suas expressões quando você estava lendo, foi muito divertido! Você sabe que te adoro, e olha, eu também acho que foi meio mágico o quanto nos identificamos, você é amiga do fundo do coração, embora a gente nem se conheça pessoalmente. Te adoro de montão e estou ansiosa pelo comentário da vez. Beijão!

Mandi Weasley: Olá! Vi seu comentário em outra fic minha e já aproveito para agradecer também! Seus comentários aqui sempre me fazem sorrir, você é muito simpática, obrigada mesmo! E sim, também sou R/H de coração, mas gosto de um H/G. Beijinhos e espero suas opiniões sobre o 24.

MissGranger: Valeu mesmo por perguntar sobre meu olho, está melhorando, mas ainda não está 100%. Espero que tenha gostado da Festinha da Corvinal, apesar dos barracos e tudo o mais, hehhehehehe... Obrigada pelos comentários e elogios também, são muito importantes para mim. Beijos.

Agatha Malfoy: Um dos seus comentários me fizeram rir mais uma vez... Eu os acho muito engraçados sim, e adoraria conhecê-la! Hehhehehe... Samba Tévez no Harry?? Essa foi realmente boa!! Rs... Ah, e você não enche meu saco por pedir atualização, isso é um incentivo! Beijos e se quiser escrever seu discurso político esteja à vontade, ok? Hehehhe...

Brenda: Mil perdões pela demora!! Além do problema no olho esse capítulo foi difícil para mim, desculpa! Espero que tenha valido a pena sua espera... Gostou do jogo, da festa e tudo o mais? Conto com sua opinião! E escreva mais fics para nós! Beijos!

Humildemente Ju: Eu sei Ju, a Floreios com esse negócio de ter que logar ficou chatinha mesmo... Mas obrigada por vir votar. Espero que tenha gostado do capítulo, a Val me disse que você iria curtir a parte do barraco...rs... Beijinhos.

Alulip: Ahh, que pena que o “Você não está logado” da Floreios aprontou essa com a gente!! Eu mais do que tudo adoraria ter lido seu comentário grandão! Eu já disse o quanto AMO seus comentários, não? Pois é... A parte da “Mimbulus mimbletonia” foi bem baseada na passagem do “Urano” mesmo, você tem toda a razão. Aguardo sua opinião sobre o 24. Obrigada por tudo, Alulip, suas opiniões deixam-me sempre mais feliz e iluminam meu dia! Beijos.

Mayara: Demorei com esse capítulo, héim? Perdão... Tomara que tenha gostado do capítulo apesar do tamanho dele, da espera e de tudo o mais. Obrigada por sempre comentar também.... Super beijo à você!

Sônia Sag: Outro desabafo: AMOOOO SEUS COMENTÁRIOS!!
Sim, agora posso agradecer... Você é chocólatra?? Ah, exatamente como eu, então! Será que vai ter chocolate no sabor desse capítulo? Ou ele está mais com sabor de “Mar Revolto”?? rs... Estou aqui me coçando por suas opiniões!! Assim como também estou me coçando por um novo capítulo da sua fic! Obrigada pela atenção com meu olho também! Beijos no coração, você é um doce de pessoa!

Morgana Black: Olá! Muito obrigada por mais esse comentário maravilhoso e esses elogios fofos... Pode deixar que irei passar na sua fic, só não fui ainda porque meu olho está meio ruim e está realmente difícil ler no computador, mas me aguarde... Beijos!

Mariana Nolasco: Fico realmente feliz que tenha gostado do capítulo 23, agora aguardo sua opinião deste aqui, certo? É sempre bom saber o que as pessoas estão achando, obrigada por comentar, é muito importante para mim! Beijinhos.

Lê Moreno: Só o que tenho a fazer é lhe agradecer sempre por seus comentários e sua amizade! Alguma novidade lá?? Anda assistindo algum filme, héim, héim?? Rs... E o livro, já terminou?? Bem, aguardo ansiosa sua opinião sobre esse capítulo, tomara que tenha gostado. Beijocas!

Letícia: Bem... chegou a hora de agradecer à garota dos comentários PERFEITOS...rs... Mais uma vez você me deixou com um sorriso idiota aqui, lendo todos esses elogios maravilhosos! Dá vontade de imprimir seus comentários e colocar num quadrinho para quando eu ficar triste olhar e pensar que ainda sirvo para alguma coisa..rs... Bom, o 24 ficou enorme e espero que não tenha achado ruim ou cansativo. A Brinks ainda não apareceu, mas ela volta... E a Luna estava aí, gostou das ceninhas dela? Aguardo aqui mais um comentário PERFEITO. Obrigada e beijos!

Juliana Potter: Dois comentários maravilhosamente fofos em seguida?? Ahh, obrigada de coração, viu?? Fico realmente nas nuvens ao saber que as pessoas estão gostando da história... Sobre o mistério do Malfoy, ele será esclarecido mais à frente, por enquanto aguarde...rs... Espero sua opinião sempre! Beijos!

Giana: Acho que o jeito é imprimir seus comentários e botar num quadrinho junto com os da Letícia! Você me deixou bastante contente com cada palavra que disse... Aguardo ansiosa o comentário sobre o 24. O segundo beijo H/G não foi mostrado, me desculpe, mas deixarei todos saberem a quantas andam o romance dos dois. E sobre o Malfoy, fica tranqüilo, ele NÃO está apaixonado pela Hermione. Obrigada e beijão!

Angel Weasley: EUA, é?? Hummm... que chic!!! Espero que continue acompanhando a fic de lá sim, muito boa viagem e boa sorte com tudo!...
Obrigada pelos comentários e fico feliz que tenha gostado do 23 apesar de preferir o 22. Como fica o 24 nessa história?? Aguardo para saber... Grande abraço!!

Bella Rosa: Muito obrigada por mesmo até as tampas de coisas para fazer ainda tenha deixado um pouquinho do seu tempo para comentar e avisar isso. Estou ansiosa pelo comentário duplo, sobre os dois capítulos, então! Você é muito gentil e seus comentários me encantam desde a primeira vez que você opinou! Beijos...

Hell Granger: Olá!! Você prometeu voltar com o comentário grande e não voltou, hunfff!!! Rs... Brincadeira, seu comentário já me deixou muito feliz, é bom saber que esteja gostando! Ahh, a Mimbulus mimbletonia de uma garota?? Aí fica à cargo de cada um..rs.... Bem, obrigada mesmo, de coração. O que achou do 24? Abração!

juane valentim Miranda: Oi! Já adicionei todas as suas fics às minhas favoritas e assim que eu resolver esse problema no olho e puder ficar mais tempo à frente do pc vou ler e comentar, ok? Muito obrigada pelos comentários, espero sempre saber sua opinião. E sim, eu também odeio o Snape!rs... Beijinhos!

Lucas: Você consegue se superar a cada comentário, não?? Eu me mato de rir aqui das coisas que você fala!! Um dia ainda vou entender de onde vem essas idéias, você não é um Lovegood não?? rs... Brincadeirinha... Obrigada por tudo, Lucas! Beijão para você!

Carolina Rezende: Ahh, outro comentário fofo!! Amei as coisas que você falou, obrigada... O Malfoy não está apaixonado pela Hermione não, a coisa é outra... E a Brinks ainda não apareceu, mas no próximo vocês a verão novamente! O que achou desse capítulo?? Fico aqui na espera para saber. Muito obrigada novamente e beijos no coração!


Obrigada também à todos que acompanham e por algum motivo não comentam. Até a próxima!

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Comentários: 2

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Enviado por Andréa Martins da Silva em 08/11/2013

Mais uma vez foi linda a cena do beijo. E a bebida somada à conclusão precipitada estragando tudo...

Nota: 5

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Enviado por Lana Silva em 08/01/2012

Tô passadaaaa o que o resultado de uma bêbida pode fazer O.O

Nota: 5

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