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12. De volta à AD


Fic: O ENCANTAMENTO DAS ALMAS - R & Hr - COM CAPA - FIC COMPLETA!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A: Só o que tenho para falar agora é que mesmo que eu tenha lido e AMADO o sexto livro, ele não vai ter influência nenhuma sobre a fic, então nenhum spoiler será encontrado aqui, certo?

Agradecimentos e considerações no final do capítulo...


Capítulo XII
De volta à AD



Hermione mexeu-se desconfortavelmente em sua cama e puxou mais o cobertor para cima de si. Cobriu a cabeça para proteger-se da claridade, mas sentindo-se sufocada, abriu os olhos. A julgar pelos raios de sol que incidiam bem em cima de si, a manhã já tinha chegado. Desanimada com o pensamento de sair da cama, a garota suspirou, sonolenta. Tinha sido uma longa noite. Pesadelos horríveis, momentos terríveis e muito pouco sono. Mas ela tinha o coração estranhamente leve e de repente, com um sorriso brincando em seus lábios, ela lembrou-se do motivo. Um motivo alto, sardento, com olhos que hipnotizavam e que tinha o poder de tirá-la do sério e levá-la à extremidade com apenas um olhar. Um motivo chamado Rony Weasley... Sentindo-se então um pouco mais animada, ela ergueu-se, devagar. Afastou suas cortinas e saltou da cama. Notou que Parvati e Lilá ainda dormiam e agradeceu intimamente por isso. Trocou-se rapidamente e a caminho da saída do quarto, viu sua imagem refletida no espelho. Hermione nunca fora vaidosa. Achava uma tremenda bobagem esse negócio de aparência. Se alguém quisesse gostar dela gostaria do jeito que ela é e pronto. Mas mesmo assim, o espelho a segurou por um instante. Olhando criticamente sua imagem, Hermione correu os dedos pelos cabelos. Realmente estavam melhores do que nos anos anteriores. Estavam mais, digamos, domesticados. A garota sorriu mais amplamente ao lembrar-se da sensação da mão sardenta de Rony acariciando-os na noite passada. Mas de repente aquele espelho lhe trouxe outra lembrança que fez o sorriso sumir de seu rosto: aquele sonho. Aliás, sonho não, pesadelo. Hermione afastou-se, com uma última olhada em sua própria imagem. Ela teve medo de ver refletido ali um rosto magro e infantil, com cabelos lisos e rebeldes e olhos profundos. Como naquele pesadelo. Ela simplesmente não entendia porque isso estava acontecendo. Desde o começo do verão a garota andara sonhando coisas assim. E aquele rosto daquela garotinha lhe parecia estranhamente familiar... Decidindo esquecer aquilo tudo ela sacudiu sua cabeça com violência e suspirando profundamente abriu a porta de seu dormitório e saiu.

*****



Rony Weasley acabara de acordar. Afinal, como poderia continuar dormindo depois daquele ronco particularmente alto de Neville? Bufando exasperado, ele ergueu-se. Ouviu uma movimentação pelo quarto e colocando a cabeça para fora da cortina pôde perceber que Harry já estava acordado e vestia-se calmamente.

-Bom dia, Harry. – falou ele, bocejando.

O garoto assustou-se e virou de frente para encará-lo.

-Bom dia. – respondeu. – Acordou cedo.

-Fui acordado.
– disse o ruivo. – Por um trovão chamado Neville Longbottom. – completou rindo da própria piada.

Harry sorriu também e continuou a ajeitar sua gravata. Assim que Rony saiu da cama e ia em direção ao banheiro, Harry pareceu lembrar-se de algo e falou numa voz que esperava que soasse displicente:

-Eu não vi você se deitar ontem à noite...

Rony pareceu engasgar-se por um momento e com as orelhas previsivelmente tingindo-se de vermelho, respondeu, também tentando passar displicência:

-É... Bem... você deve ter dormido rápido, não é mesmo? – e bateu fechada a porta do banheiro.

Harry sorriu. Fazia algum tempo que notara que algo estranho estava ocorrendo entre seus dois melhores amigos, mas nunca quisera se meter. E na noite anterior, a ceninha de Rony perguntando se estava atrapalhando, definitivamente viera para confirmar o que ele já desconfiava. Sentindo crescer nele um assomo de “maldade”, o garoto resolveu continuar arreliando para ver onde isso daria.

-Hermione parecia melhor quando você a deixou, Rony? – perguntou segurando o sorriso, assim que o amigo deixou o banheiro.

O ruivo virou o pescoço tão depressa para ele que Harry jurou ter ouvido um estralo.

-Ela... Ela estava mais calma. – respondeu quietamente.

-Hmmm... – fez Harry. – Que bom que VOCÊ conseguiu ACALMÁ-LA... – completou, agora lutando bravamente para não estourar em risadas.

Ao ouvir isso, Rony puxou o nó da gravata tão abruptamente que pareceu enforcar-se. Ajeitando isso depressa, ele encarou o chão e usou uma tática diferente: resolveu mudar o rumo da conversa.

-B-bom... Mas e você, não teve mais pesadelos, não é? O restante da noite foi tranqüilo? – disse com a voz falhando ligeiramente.

Harry agora virara-se de costas para deixar as risadas saírem sem o amigo notar. Tomando fôlego, decidiu deixar o ruivo em paz, pelo menos por enquanto...

-Sim, foi tranqüilo. – respondeu ele recuperando-se do acesso de risos. – Vamos descer, então?

-Vamos.
– concordou Rony, aparentemente aliviado por sua tática ter sido bem sucedida.

E caminhando para a porta do dormitório, os dois amigos rumaram para mais um dia em Hogwarts.

*****



Quando chegaram ao salão comunal da Grifinória, Hermione já os esperava sentada na mesma poltrona em que estivera chorando na noite anterior. A garota tinha o queixo apoiado nas mãos parecendo absorta em seus próprios pensamentos e Rony não pode se impedir de notar o quão bonita ela estava, com algumas mechas do cabelo caindo insistentemente dos lados de sua face.

-Bom dia, Mione. – falou Harry.

Hermione se virou, finalmente notando a presença dos meninos ali.

-Bom dia. – respondeu.

-Dia, Hermione. – disse Rony timidamente.

-Bom dia, Rony. – falou ela, com um meio sorriso.

Harry os observava atentamente e Hermione pôde jurar que vira um brilho de diversão flamejar nos olhos verdes do amigo.

-Oi! – falou então uma voz atrás dos garotos.

-Olá, Gina. – cumprimentaram eles.

-Bem, vamos logo para o café que estou morto de fome... – disse Rony esfregando o estômago e começando a caminhar para o buraco do retrato.

-Novidade. – murmurou Gina, rodando os olhos.

-Você não vem? – perguntou Hermione, virando-se para a ruiva.

-Daqui a pouco, - respondeu ela – eu disse ao Dino que o esperaria para irmos juntos...

Rony virou-se para encarar a irmã, as sobrancelhas erguidas.

-O quê? – perguntou ela ao vê-lo lhe observando.

-Nada. – falou ele balançando a cabeça. Mas ainda continuou com as sobrancelhas erguidas e lançando olhares desconfiados para a irmã por cima do ombro. Harry e Hermione trocaram um relance divertido. À altura do buraco do retrato Rony parou e virou-se mais uma vez. Abriu e fechou a boca algumas vezes, indeciso sobre o que falar.

-O quê? – Gina repetiu a pergunta, dessa vez num tom mais impaciente.

-Ah, NADA, Srta. Weasley! – disse ele com sarcasmo. – Apenas saiba que prometi à mamãe que ficaria de olho em você!

-Engraçado,
- falou Gina, fingindo refletir – pelo que me recordo eu prometi a mesma coisa a ela.

Os outros dois seguraram o riso enquanto Rony saía bufando pelo buraco do retrato, rumo ao Salão Principal.

*****


-Me passe as torradas por favor, Mione. – pediu Harry, assim que o trio já estava acomodado à mesa da Grifinória.

A garota pareceu acordar de um devaneio ao ouvir a voz do amigo. Talvez fosse o fato que Rony tivesse incomumente deixado de se sentar no seu lugar usual ao lado de Harry para se sentar ao seu lado, mas o fato é que ela se sentia maravilhosamente estranha naquela manhã. Como sempre acontecia depois de situações embaraçosas (como a daquela noite depois do baile de inverno), Rony e Hermione pareciam ter feito um acordo subentendido de não comentarem nada a respeito da noite anterior. Mas o diferente era que dessa vez não estavam agindo formalmente um com o outro ou meio que se evitando. Pelo contrário. Então, quando Hermione viu Rony passar direto pelo seu lugar habitual e acomodar-se ao seu lado, ela não pôde impedir que a quentura que já estava em seu coração subisse até sua face e a tornasse uma sombra luminosa de vermelho.

-Então, você está melhor hoje? – continuou Harry, pegando a vasilha de torradas que Hermione acabara de lhe passar.

-Eu estou bem. – falou ela. – Mas a questão é: VOCÊ está bem? Porque eu sei perfeitamente que você também teve um pesadelo ontem à noite...

Harry suspirou profundamente e contou com detalhes o sonho que tivera.

-... e nada me tira da cabeça que o “ela” que Voldemort se referia é Rebecca Brinks. – concluiu ele.

Mas nesse momento Rony arregalou os olhos e Harry o viu acenar freneticamente com a cabeça para mostrar um ponto atrás de seu ombro. Assustou-se então, ao se virar e deparar-se com a própria Rebecca Brinks sorrindo a eles.

-Bom dia! – saudou ela.

-Er... b-bom dia, professora. – respondeu Harry, a cor esvaindo-se gradualmente de seu rosto.

“Parabéns, Harry, agora só o que falta é ela ter ouvido você!” – pensava o garoto desesperadamente.

Mas se Rebecca ouvira alguma coisa, não deixou transparecer isso, pois continuou agradavelmente:

-Bem, Potter, e o grupo de Defesa Contra as Artes das Trevas? Já o reestruturou?

-Anh? Eu... eu... não professora, ainda não.
– concluiu ele meio confuso.

-Então faça isso, Potter. Esse grupo me foi muito bem recomendado, estou ansiosa para ver todos vocês repetirem seus ótimos resultados nos exames na minha matéria. – falou a professora amigavelmente.

-Desculpe professora, - disse Harry, sua voz repentinamente assumindo um tom pouco amigável – mas o objetivo da AD nunca foi nos preparar para exames.

Rebecca ergueu as sobrancelhas, levemente surpresa pela rispidez do garoto. Rony ofegou e Hermione encarou o amigo, escandalizada. Como Harry atacava uma professora assim a troco de nada? Ele estava maluco ou o quê?

-Bem...
– começou Rebecca ligeiramente sem graça, mas Harry a interrompeu:

-De qualquer maneira eu farei isso. Assim a AD poderá continuar no seu ÚNICO intuito, que é nos preparar para enfrentarmos os perigos do mundo real. – falou ele friamente. – Perigos MAIORES que exames. – acrescentou.

A boca de Hermione decididamente escancarara agora. Rony olhou para baixo ao seu suco de abóbora, como se fingisse nem estar consciente da situação. Mas a professora Brinks se recuperou depressa. Ela piscou duas vezes e só então falou, sua voz ainda passando tranqüilidade:

-Objetivo condecorável, Potter, sem dúvidas. Mas se os resultados satisfatórios nos exames vierem como conseqüência não há do que reclamar, não é mesmo?... Certo então. Faça isso. E qualquer coisa me procure. Tenham um bom dia, garotos. – concluiu ela se virando e voltando lentamente à mesa dos professores.

Assim que ela tomou uma distância razoável, Hermione falou:

-Você pode me dizer o que foi isso, exatamente, Harry?

-Isso o quê?
– perguntou ele, ainda impaciente.

-Por que você a atacou?

-Eu não a ATAQUEI, Hermione. Eu apenas disse a verdade.
– falou ele, irritado. – E você não ouviu o que eu tinha falado antes? Essa mulher é estranha, ela me dá arrepios. Eu tenho CERTEZA que era ela a mulher a quem Voldemort se referia!

-Harry, me escute.
– disse a garota cautelosamente – Você não pode ter CERTEZA sobre isso. São apenas desconfianças, nós não temos nenhuma prova.

-Você não entende!
– falou ele ainda mais exasperado – Eu não sei lhe dizer como, mas eu... eu apenas sinto isso, Hermione. Tem algo de errado com ela, eu sei que tem.

-Nós já nos enganamos outras vezes.
– ponderou Hermione. – E mesmo que você esteja certo, Harry, é simplesmente burrice desafiar a professora agora. Principalmente se ela estiver do lado de Voldemort. Ora, e pare com isso, Rony! – ela acrescentou quando o ruivo torceu-se ao seu lado ao som do nome.

-Mas e sobre a AD? – disse Rony, falando pela primeira vez depois do súbito aparecimento de Rebecca. – Se ela estiver mesmo sob as ordens de Você-Sabe-Quem, poderia haver algum plano que envolvesse a reorganização do grupo, não poderia?

-Suponho que sim...
– falou Harry lentamente – Mas também suponho que a AD vale o risco.

Rony acenou com a cabeça e olhou à Hermione, que mordia pensativamente seu lábio inferior, em claro sinal de nervosismo. O garoto desejou saber quando exatamente os lábios dela tinham se tornado tão interessantes, combinados aos seus olhos apertados e à sua testa levemente enrugada. Hermione ergueu os olhos sentindo a atenção de Rony sobre ela e, mesmo por detrás do rubor que cobriu sua face ela conseguiu esboçar um sorriso tímido.

-Esse ano não vai ter Quadribol, então acho que será mais fácil marcar as reuniões em horários adequados para todos. – A voz de Harry tirou os amigos do transe no qual eles tinham mergulhado assim que seus olhos se encontraram.

-Er... é, é verdade. – concordou Rony.

-O que vocês acham de marcarmos uma reunião para hoje à noite? – perguntou Harry.

-Legal. – disse Rony.

-Combinado. – falou Hermione, sua voz assumindo um tom de eficiência como quando ela organizava deveres e horários de estudo. – Harry, você pode avisar aos membros que são da Grifinória, enquanto Rony e eu avisamos os das outras casas.

-OK.
– falou Harry. – Marquem para às... não sei... oito horas?

-Perfeito.
– respondeu Hermione. – Vamos então, Rony?

Os três se levantaram e enquanto Harry começou a percorrer a mesa da Grifinória, Rony e Hermione se afastaram, sorrindo um ao outro antes de se separarem, o ruivo para uma extremidade do salão rumo à longa mesa da Corvinal e a garota na direção oposta, onde estavam sentados os alunos da Lufa-Lufa.

*****



Rony parou por um momento, esquadrinhando a longa mesa da Corvinal com os olhos. Ele já tinha informado Antônio Goldstein e Padma Patil (que estavam sentados juntos num canto da mesa), Miguel Corner e Terêncio Boot, Luna Lovegood (que arregalara os grandes olhos azuis fazendo-os parecerem duas vezes o seu tamanho normal, com a excitação da notícia) e até Carole Rumbold, a monitora chefe, que ouvindo do que se tratava pareceu muito interessada em participar. Mas será que ainda faltava alguém? Com um assomo de desdém Rony enxergou Marieta Edgecombe, sentada ao lado de Cho Chang, seu rosto ainda com leves marcas onde antes continha as palavras dedo-duro. Rindo silenciosamente ao pensar na habilidade de Hermione em azarações e no quanto ela conseguia o surpreender às vezes, Rony hesitou por um momento antes de se aproximar das garotas. Está certo que Marieta não era bem vinda de volta, afinal, ela os traiu (mesmo Hermione lhe dando por isso exatamente o que ela mereceu), mas Cho poderia querer voltar, não é mesmo?

-Er... Bom dia. – falou o ruivo assim que se emparelhou com as meninas. Ambas ergueram os olhos e Rony pensou ter visto um brilho de fúria flamejar nos olhos de Marieta.

-Bom dia. – respondeu Cho Chang levemente surpresa. Marieta não disse nada.

-Bom, Cho, eu queria falar com você. A questão é que... - começou ele, mas foi cortado pela garota:

-Olha aqui, se você tiver vindo até mim a mando do Harry, eu sinto muito, mas não poderei ajudá-lo. – falou ela, num misto de mágoa, embaraço e raiva.

Rony arregalou os olhos para ela e abriu a boca para dizer algo, mas antes que pudesse formular as palavras Cho já estava falando novamente.

-Eu não quero o mal do Harry. Ele... ele me magoou muito, mas ainda assim eu não consigo lhe desejar nada de ruim. Mas só que... apenas não dá mais para existir algo entre nós. – disparou ela de uma vez, corando fracamente. – Não depois de tudo o que ele me fez. – concluiu.

Rony não pôde se impedir de imaginar de onde exatamente Cho estava tirando tudo aquilo e se perguntou intimamente a razão das garotas serem criaturas tão incompreensíveis.

-Não é nada disso, – falou ele, confuso – só vim porque a Professora Brinks deu permissão para que a AD fosse remontada e estou ajudando a informar aos membros que haverá uma reunião hoje à noite.

As manchas rosas nas bochechas de Cho se intensificaram visivelmente e ela pareceu muito encabulada. Marieta deu um muxoxo desdenhoso e balançou a cabeça.

-Ah... b-bem... mas de qualquer forma, eu não irei.

O garoto encolheu os ombros.

-Bom, está avisada então. Se mudar de idéia o lugar é o mesmo e o horário... – mas Cho o interrompeu novamente:

-Eu não irei mudar de idéia! – exclamou ela numa voz aguda. – ELA vai estar lá, com toda a certeza, não vai?

-Ela quem?
– perguntou Rony meio assustado com a reação da garota.

-Hermione Granger.

Rony a analisou por um breve momento, se lembrando com uma pontada de desconforto da conversa que tivera com Luna na viagem de vinda para Hogwarts.

“Corvinal inteira sabe que Harry disse que queria se encontrar com outra garota durante o encontro deles no dia dos namorados...”

-Ela... ela vai estar lá sim.
– respondeu quietamente, sua mente ainda girando sobre aquela conversa no trem.

“A gota d’água foi ele ter ficado contra ela para defender a OUTRA.”

-Então decididamente eu não irei.
– falou Cho de modo convicto.

-Escuta, qual exatamente é o seu problema com Hermione? – perguntou Rony antes de poder se impedir. Mas imediatamente desejou não ter perguntado, ao ouvir a voz histérica de Cho lhe responder:

-Qual o meu problema? Qual-o-meu-problema? Eu não posso ACREDITAR que estou ouvindo isso...

-D-desculpe, deixa para lá.
– tentou Rony, mas a garota parecia não estar lhe ouvindo, pois esbravejava cada vez mais alto.

-Tudo foi por causa DELA! Com ELA é que ele foi se encontrar depois de mim no Dia dos Namorados, para defender ELA foi que ele se voltou contra mim! ELA é a queridinha de Harry!

-Eles são amigos.
– murmurou Rony, a frase final de Luna ecoando novamente em sua cabeça.

“Me admira você ainda não saber, Ronald. A namorada oficial de Harry é Hermione Granger.”

-Não me faça rir,
– disse Cho – qualquer um pode ver que não é só amizade que há entre os dois.

A cabeça de Rony estava latejando muito forte para ele pensar em retrucar. Fora o fato que ele vomitaria se tentasse falar alguma coisa, já que seu estômago dava reviravoltas espetaculares. Ouvir isso de alguém insensato como a Di-Lua Lovegood era uma coisa, mas ouvir de outra pessoa...

O sinal que anunciava o início das aulas ecoou e então, acenando fracamente à Cho, ele se virou e começou a andar em direção à saída do Salão Principal.

*****



A lua já brilhava no céu e seus pálidos raios espreitavam sobre os corredores através das longas janelas, assim que Harry, Rony e Hermione caminhavam em silêncio para a Sala Precisa. Rony mantivera-se num silêncio amuado durante todo o dia, evitando a todo o custo trocar alguma palavra com qualquer um dos outros dois. Harry notara a estranheza do amigo e parecia preocupado, mas nada se comparava à expressão desolada de Hermione ao ser ignorada tão deliberadamente por Rony. Ela simplesmente não entendia os garotos. Simplesmente não podia entender como o mesmo Rony que acariciara seus cabelos tão docemente e falara palavras tão mornas a ela na noite anterior era capaz de lhe lançar olhares tão gelados durante um dia inteiro. Ela não poderia entender. Afinal, os sentimentos dela por ele sempre foram intensos - se ela estivesse contente com ele, então ele era maravilhoso, o melhor amigo do mundo; mas se ela estivesse brava, ela estava furiosa e com o coração partido. Ela nunca tinha podido se sentir apática sobre Rony.

-Vejam, está da mesma maneira que no ano passado! – exclamou Harry animado assim que entraram na sala, tirando Hermione do seu próprio mundo de pensamentos.

A Sala Precisa de fato estava igualzinha no ano anterior: as mesmas estantes recobrindo as paredes, as grandes almofadas de seda espalhadas pelo chão, as prateleiras cheias de instrumentos e os muitos livros. O grande Espelho-de-Inimigos rachado ainda continuava lá, pendurado na parede ao fundo do aposento. Logo ouviram-se batidas à porta e aos poucos a sala estava repleta com os familiares rostos dos integrantes do grupo. A AD estava de volta.

-Boa noite a todos. – cumprimentou Harry. – Como vocês já sabem, não precisamos mais nos esconder. A AD agora não é mais ilegal.

O grupo sentado nas almofadas acenou alegremente com a cabeça às palavras de Harry e ele sorriu nervosamente.

-Bom, há algumas mudanças nos integrantes pelo que vejo... Uns se formaram ou deixaram o grupo por alguma razão... – ele falou sentindo falta dos gêmeos e de Lino Jordan e notando a ausência de Cho, Marieta e Zacarias. - Mas outros entraram. – acrescentou lançando um olhar na direção de Carole Rumbold e dois outros amigos que a acompanhavam: uma garota baixa e magra, de cabelos loiros bem cacheados e um garoto alto de cabelos escuros muito lisos e rosto redondo e amigável.

-Querem se apresentar? – perguntou Harry aos três novatos.

-Carole Rumbold, da Corvinal. Sou Monitora Chefe. – apresentou-se a garota de traços fortes, erguendo sua mão e acenando ao grupo.

-Sou Kristie Carddos. – disse a menina loira, sorrindo serenamente.

-Dannil Junk. – falou o garoto do rosto redondo. Parvati e Lilá deram risadinhas assim que ele se apresentou.

-Acho que para nossa primeira reunião seria agradável revermos tudo o que aprendemos no ano anterior. – continuou Harry timidamente. Ele ainda não estava totalmente acostumado a comandar um grupo. – Se todos concordarem com isso, por favor, dividam-se em duplas.

Houve um rumorejo assim que todos se levantavam e caminhavam para o centro da sala. Hermione automaticamente se voltou para Rony, mas o garoto virou o rosto para ela, que sentiu novamente seu coração apertar. Olhando em volta, ela se achou um pouco perdida, desnorteada. O que diabos ia com Rony? Por que ele tinha sempre que ser tão DIFÍCIL?? Mas ao invés de uma resposta o que ela encontrou foram mais dezenas de dúvidas: Por que afinal ela se importava TANTO com ele? Por que ela estava com um nó na garganta e com os cantos dos olhos picando de vontade de soltar as lágrimas acumuladas lá? E POR QUE ela sentia uma vontade irracional de atacar cada centímetro do corpo de Luna Lovegood pelo simples fato da garota fazer par com ele?

“Rony é o MEU par. SEMPRE foi o MEU par. O que há com ela que não enxerga isso?”
– pensava furiosamente, fuzilando Luna com os olhos. Mas sentiu alguém a bater de leve no ombro e desviou seu olhar.

-Olá! – cumprimentou Terêncio Boot. – Eu poderia fazer par com você, Hermione? – perguntou o garoto gentilmente. Hermione acenou com a cabeça e ambos caminharam também para o centro da sala.

*****



Uma hora mais tarde, o som do apito de Harry ecoou e todos os pares abaixaram suas varinhas, suados, mas satisfeitos com os resultados.

-Muito bom. – disse o garoto. – Na próxima reunião poderemos retomar novamente com o feitiço do Patrono. E por hoje está bom.

Murmúrios excitados encheram o lugar enquanto as pessoas começavam a caminhar para a saída. Terêncio Boot agora ajudava Hermione a recolocar algumas almofadas em seus lugares.

-Foi muito bom trabalhar com você, Hermione. – disse ele – Uma das coisas que mais admiro numa garota é a inteligência e você é impressionante, até hoje não consigo entender como você não está na Corvinal.

Hermione ficou rubra e sorriu fracamente a ele, inconsciente que ali, quase ao seu lado, um par de orelhas de um certo ruivo tornaram-se imediatamente vermelhas ao som dessas palavras.

Aos poucos todas as pessoas deixaram a sala e só o trio se encontrava ainda no local.

-Foi uma boa reunião, Harry. – elogiou Hermione.

-Sim, acho que sim. – disse ele. – Por que vocês não fizeram dupla hoje? – perguntou, olhando da garota para Rony.

Hermione voltou a morder o lábio e olhou de relance ao ruivo, indecisa sobre o que falar. Ela também gostaria MUITO de saber aquela resposta.

-Às vezes é preciso variar. – disse Rony numa voz estranha, encolhendo os ombros. – E suponho que não fui o único a gostar dessa mudança, não, Hermione?

Harry ergueu as sobrancelhas, incerto do que exatamente estava acontecendo ali, mas já prevendo o que estava por vir. Hermione virou-se imediatamente para Rony.

-O que você quer dizer? – perguntou ela.

-Se você não sabe... – desdenhou o garoto.

-Olha aqui, Rony, foi VOCÊ quem foi procurar outra pessoa para fazer dupla, não eu!

-Já disse que é preciso variar! As mesmas pessoas cansam, sabia? E eu já estou totalmente, completamente, CANSADO de você!


Hermione ficou sem expressão durante alguns segundos, como se tentasse assimilar o que tinha acabado de ouvir, mas logo depois contraiu o rosto numa tentativa falha de reprimir as lágrimas que mais que nunca exerciam pressão sobre os cantos dos seus olhos. Retomando a consciência de que ela tinha pernas, a garota saiu como um flash da sala, deixando para trás um Rony irritado e um Harry perplexo.

*****



N/A: Bom, gente, espero que tenham gostado do capítulo. Se for necessário, caso vocês já estejam meio esquecidos, dêem uma relida na conversa entre Rony e Luna no trem, ela acontece no capítulo 8. E sobre a Luna e a Cho falarem que Harry ficou do lado de Hermione e contra Cho, isso ocorre na pág. 517 de Ordem da Fênix.

Respondendo comentários:

Brine: Muito obrigada por estar lendo, eu é que fico honrada, ok? Meu MSN é [email protected] pode me adicionar, certo? Beijinhos!

Alulip: Eu é quem me derreto toda com seus comentários!! Fico REALMENTE lisonjeada com suas palavras... Creio que ainda vai demorar um pouquinho para descobrirem o que exatamente é Encantamento das Almas, mas as pistas vão surgindo naturalmente... Obrigada pela paciência e espero que continue acompanhando. Quando você não comenta faz a maior falta!...

Biaah (Angel): Mil perdões pela demora, ok? Muito muito muito obrigada pelos elogios! E não, não abandonei a fic e espero sempre ver seus comentários por aqui! Obrigada, beijinhos!

Thais: Espero que você continue acompanhando! Fiquei muito feliz com o comentário. E não vou demorar para postar agora! Beijos!

Gabii: Que bom que está gostando da fic, isso incentiva muito a continuar! O sonho da Mione ainda não vai dar para entender agora, mas ao longo da história tudo se esclarece, ok? Obrigada por ler!

Val: Amiga querida do meu coração!! Espero que tenha gostado desse capítulo também... Seu comentário gigante me deixou muito feliz! E agora, você ainda acredita na professora Brinks ou acha que o Harry tem razão? Hmmm, espera pra ver...
Beijão amiga, sua nova fic tá ótima!

Sunabi Samura: Ai, estou morrendo de vergonha da demora para postar esse capítulo, sabia? Detesto desapontar os leitores... Mas JURO que agora vou postar rapidinho. Fiquei imensamente FELIZ com seus comentários aqui, no fórum, no FF... Só espero que não tenha desistido da fic, porque agora vai, viu? Beijão!

Humildemente Ju: Calma, não é agora que vocês vão saber o que é Encantamento das Almas, mas as pistas virão, ok?? Que bom que você gostou do capítulo, eu adoro seus comentários e espero que você continue acompanhando... Ah, e você também é uma escritora e tanto, viu?

Gabi Ferreira: Que bom que agucei sua curiosidade... hehehhehe... espera que aos poucos você terá resposta pra tudo, ok? Muito obrigada por ler!

Mandik: Oi! Só espero que com toda essa minha demora para atualizar você não tenha desistido da fic de novo... Pois agora PROMETI que não vou demorar... Adorei seu comentário e adorarei saber que você continua lendo! Beijinhos!

Pequena Pri: Só tenho a agradecer e agradecer por estar acompanhando desde o começo! Eu adoro seus comentários, de verdade! E a fic não ta PERFEITA, mas faço meu melhor... Espero que tenha gostado desse capítulo também...

Pablo: Estranho o sonho da Mione, não?? Se ficou curioso continua lendo!! Vou adorar ver mais comentários seus aqui!
Beijim!

Letícia: Aí está o capítulo. Com muito atraso mas aí está... Espero que tenha gostado. Obrigada por estar lendo e sempre comentando, ok?


Beijão e até o próximo, espero comentários: críticas, elogios, dúvidas, um olá... qualquer coisa, mas se manifestem!!



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Comentários: 2

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Andréa Martins da Silva em 06/11/2013

Porque Ron tem sempre que se precipitar nas conclusões? E ele ainda acha as mulheres difíceis de entender... Paciência, Mione.

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Lana Silva em 04/01/2012

Nossa Ron foi Mal com a Mione O.O tadinha...

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

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