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6. Uma nova sonserina/ sonseriana


Fic: E se acontecesse?


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Eles tentaram falar comigo, o Harry e a Gina. Mais eu tentei ao máximo ignora-los. Não quero aceitar o pedido de desculpas...
Você o traiu também, Hermione.
Sussurrou minha mente, e era verdade. Eu o trai, mais ele não sabe disso, e eu não precisava saber sobre a Gina também. Eu me sinto mal por isso, suja, vazia...
Vazia e sozinha porque perdi meu namorado e meu amante.
Completamente sozinha...

Quando saímos daquele trem e andamos até o castelo, vi o quanto o castelo parecia destruído. Parte do castelo parecia estar caído sobre o gramado, o mato estava alto, e aonde não tinham destroços, tinha sangue. Sangue sobre as pedras, sangue sobre a grama alta, sangue por tudo. Nunca tinha visto Hogwarts naquele estado, e eu estava extremamente feliz que eles tinham retirado os corpos dali.
Demoramos uma semana para conseguir limpar tudo por ali, usando magia. Sinceramente não sei como conseguiram colocar o castelo de volta no lugar, mas foi Draco que ajudou, deve ser por isso. E se foram mais 2 dias para conseguir colocar todos os feitiços envolta do castelo novamente, e mais alguns feitiços para garantir.
A verdade é que eu não queria estar ali, eu gostaria de ter vivido eternamente naquela cabana, porque foi um breve momento em que eu fui feliz.
Já passou, siga em frente.
Me aconselhou a minha consciência e eu tirei isso da minha cabeça. Não me importa se Draco estava ou não enfeitiçado. Eu ia ter que esquecer ele e me concentrar nos estudos.
_Bem vindos, a reconstruída Hogwarts! – falou Dumbledore atrás daquele pequeno "altar" que ficava a coruja – agora sem cabeça porque não a encontramos..- e abriu os braços num gesto acolhedor. – Passamos por momentos difíceis no mundo bruxo, guerras acontecem em todos os lugares e Hogwarts foi o campo de batalha de uma delas. Vários bruxos morreram nesses gramados, mais muito lutaram e venceram os comensais. Talvez agora Hogwarts seja o lugar mais seguro a ficar, mesmo sendo um dos mais vulneráveis [...]
Eu não prestava muita atenção no que o diretor dizia, mais tentava me concentrar.
_ [...]Todos os professores estão aqui, para lhes ensinar Magia, pois logo, vocês vão tem que entrar na guerra também. – Os pequenos alunos do primeiro anos ficaram em pânico com os olhos arregalados, com medo do que poderia acontecer, e eu senti pena por eles. – Mas isso não importa agora, o que importa é terminar os estudos, então vamos esquecer isso por hora e vamos comer esse delicioso banquete a nossa frente! 
E várias comidas apareceram diante dos nossos olhos, e todos foram ferozmente comendo enquanto eu continuava a olhar Dumbledore. Ele fez um discreto gesto, me chamando.
Eu levantei do banco e me dirigi até ele, o olhando fixamente e então ele sussurrou para mim.
_ Preciso de um favor seu, monitora Granger...
_ E qual seria Professor?
_ Preciso que troque de casa, esse é o ultimo ano não mudara em nada, mais garanto que ganhará bônus por esse favor. – ele sorriu levemente.
_ Claro professor, se isso ajudar em algo, ficarei feliz. E para qual casa devo me mudar?
_ Seu malão e suas coisas já estão no seu novo quarto na casa Sonserina. – eu o olhei, esperando que ele começasse a rir descontroladamente e me disesse que era apenas uma brincadeira, mais ele não disse nada.
_ Você esta falando sério? – eu perguntei perplexa. E ele concordou. – Não, eu não posso ir para a Sonserina! Eu não tenho sangue puro, eu...
_ Você me prometeu esse favor, Hermione. – disse ele com sua voz calma e eu não discuti. Só fechei a cara e perguntei:
_ precisa que eu faça mais alguma coisa?
_ Não, só tome conta do Malfoy para mim.
Eu o encarei novamente, a raiva começando a chegar ao limite. Além de ter que me mudar para um lugar aonde TODOS me odeiam, eu ainda tenho que espionar Draco Malfoy, o cara q eu queria tanto esquecer...
_ Então de agora em diante, você é monitora da Sonserina e a Senhorita Weasley ficará no seu lugar de monitora chefe da Grifinória.
Eu fiquei vermelha, fechei os olhos e demorei para abri-los novamente. Ginevra, sempre roubando o que é meu. Meu cargo de monitora, meu namorado, minha vida...
Eu sai da frente do diretor antes que ele me falasse mais alguma coisa absurda, ou que aumentasse ainda mais a minha raiva ao ponto de querer matá-lo.
Desci as escadas e me dirigi à mesa da Sonserina, onde os alunos do primeiro ano estavam se levantando.
_ Hey, hey, hey. – gritou Draco se levantando e correndo até mim – o que pensa que esta fazendo?
_ Estou levando os alunos do primeiro ano pra sala comunal, Draco. – eu disse num tom entediado.
_ Você me chamou do que? – ele perguntou – me chamou pelo primeiro nome...
_ Impressão sua, Malfoy – eu dei ênfase no sobrenome. E Então percebi que repetimos a mesma frase daquele dia na cabana o que o deixou confuso por um momento.
_ Ok, você é uma sangue-ruin e estuda na GRIFINÓRIA, sabe, vermelho e dourado. – disse ele achando que eu era louca.
_ Não, eu ERA uma Grifinória, agora eu sou uma cobra asquerosa como você Malfoy. – eu disse o encarando e vendo sua expressão confusa entrar em desespero.
Ele ficou me encarando por um tempo, e eu tive que dizer mais alguma coisa.
_ Aliás, eu sou Monitora junto com você, isso não é horrível? – eu disse com um falso sorriso. – agora eu preciso da senha.
_ a senha é, Todo sangue-ruin deve morrer. – disse ele com um pequeno sorriso crescendo nos seus lábios.
_ Ah ta, entendi a indireta. Você pode tentar mais nunca vai conseguir. – eu sussurrei.
_ como tem tanta certeza? – ele me desafiou.
_ Intuição... – eu falei.
"Ahan, aquele dia na cabana você estava pior que eu."
_ Vamos pirralhos nojentos, vamos para aquele ninho de cobras... – eu gritei para aqueles anõezinhos vestidos de verde como se fossem pulgas pulando de um lado para outro.
Eu acompanhei aqueles filhotes de monstros até a entrada da sala comunal, expliquei a senha para eles e dei um breve discurso sobre como é ridículo ter que ouvir que os sangue-ruins devem morrer só pelo fato de não serem sangue-puro. Uma dessas criaturas ficou irritada e me tacou alguma coisa, parecia um tomate podre. Isso me desconcentrou e eu parei o meu longo discurso para mostrar como era por dentro da sala comunal.
_ Bom, o dormitório feminino fica... hã, do lado...hm,
Eu estava tentando explicar uma coisa que eu não sabia.
_ O dormitório feminino fica do lado esquerdo e o masculino do lado direito. As meninas podem entrar no dormitório masculino mais o diretor não confia totalmente nos garotos, por isso quando um cara tenta ir para o dormitório feminino, a escada vira uma rampa e é proibida a entrada. – explicou Draco Malfoy, aparecendo atrás de mim. Eu já estava até achando ele meu herói quando... – agora vão logo para o dormitório e durmam, porque não quero ver nenhum pirralho na festa de boas vindas da Sonserina. Crianças não são bem vindas aqui.
Eu fiquei olhando perplexa, festa? 
_ Precisa tratar os filhotes de monstros desse jeito? Eles são só crianças... – eu falei olhando eles irem para o dormitório.
_ Não seja idiota, Granger. Eles são sonserinos, tem mais maldade passando por aquelas cabeçinhas do que 3 grifinórios do ultimo ano juntos.
Eu não falei nada, obviamente era verdade.
_ Eu não acredito que to perdendo meu tempo aqui do seu lado, ele sussurrou e entrou por uma porta que tinha bem no meio das escadas dos dormitórios.
Eu esperei ali por um momento, obviamente aquela devia ser a entrada pra sala dos monitores... ou um quarto especial do Baby-Boy. E quando eu abrisse a porta ele estaria sem camisa com a toalha enrolada na cintura e...
Acorde Hermione!!
Gritou minha consciência. Mais as minhas mãos já estavam envolta da maçaneta da porta e eu tinha que abri-la. Girei e abri lentamente, desejando sinceramente que fosse o quarto do Draco, mais quando a porta se abriu totalmente fazendo um rangido, tinha uma escada.
Eu subi as escadas cuidadosamente, sem fazer barulhos, a escada era longa e estava frio ali, pelo contato direto com as pedras. E no topo das escadas tinha uma porta negra que eu demorei a decidir se ia ou não abrir. Mas decidi abri ela de uma vez só porque já tava cansada de abrir portas, e atrás da porta havia um pequeno escritório com uma porta de cada lado.
Andei lentamente para o quarto que estava com a porta aberta e infelizmente era o meu... Mas deixando de lado meu desapontamentos, o quarto era grande, a cama de casal era enorme e uma colcha com uma Cobra verde e prata bordada a mão. Encima de uma poltrona preta havia o meu novo uniforme, gravata, cachecol, touca, luvas, brasão da Sonserina, tudo verde e prata. A saia desse uniforme era mais curta, um palmo da minha. E eu já estava achando aquilo indecente. Quando vi que as blusas e camisas não eram folgadas como eu geralmente uso, mas eram mais apertadas e acinturadas. Procurei pela meia-calça preta que eu prefiro usar por baixo da saia mais não tinha ali, no lugar tinha uma meia 5/8 verde e cinza, com sapatos pretos e lustros com salto.
Eu fiquei horrorizada. Quem é que tinha feito aquele uniforme? Eu obviamente ia parecer uma putinha de novela trouxa. Estava achando que Dumbledore queria que eu conquistasse alguém com aquilo, ou ele era um velho tarado mesmo...
Eu suspirei e estremeci, ali não era aconchegante como a Grifinória, eu realmente estava perdida em meio as cobras...

Um barulho de musica começou a me incomodar enquanto eu tentava colocar o brasão da Sonserina por cima do da Grifinória para não ter que usar roupas apertadas. Eu levantei da cama e sai do quarto pronta para dar uns berros e acabar com a festa, quando percebi que a festa não era ali no escritório. Mais Draco estava ali, na sacada ( e eu nem sabia q tinha uma sacada no fim da sala) com os cabelos loiros ao vento e as mãos nos bolsos.
_ Não vai pra festa? – perguntou ele.
_ Não, eu não faço parte disso. – eu resmunguei.
_ Você é uma Sonserina agora, tem que participar das festas enquanto pode. – ele disse enquanto olhava a noite, eu me aproximei.
_ esse não é o meu lugar, não me sinto à-vontade com isso.
_ se não fosse o seu lugar, você não estaria aqui. É bom começar a se enturmar, fingir que é uma sangue-puro e tratar os outros diferente, antes que as coisas piorem, uma hora você vai entender. – ele me olhou, eu fiquei confusa.
_ Você não lembra da cabana? – eu tive que perguntar, porque essa era uma pergunta que estava me matando.
_ Do que esta falando Granger? Eu lá sou um cara que vai em "cabanas"? não eu vou em mansões, em festas grandes. – ele disse se irritando. – O que que teve demais nessa cabana?
_ Nada, - eu respondi olhando o chão.
" só os melhores momentos da minha vida..."
_ Esta esperando alguém aqui pra... – eu não completei e ele entendeu.
_ Sim, e seria muito melhor se não tivesse uma sangue-ruin nojenta me atrapalhando aqui. –disse friamente.
Eu não respondi, só entrei novamente no meu quarto e fechei a porta. Encostei na parede e escorreguei por ela até sentar no chão e sentir uma lágrima escorrer. Ter que imaginar o que Draco e outra garota vão fazer no quarto da frente era angustiante.
Eu podia escutar o barulho do salto batendo contra o chão, e então quando ela se aproximou e pisou no tapete eu pude escutar o barulho dos passos dela.
_ Foi difícil chegar aqui? – perguntou Draco. 
Eu abri um pouco a porta, para poder escutar melhor. E vi uma garota de cabelos lisos e ruivos.
_ Não quando se é monitora chefe...

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