FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)



 




 

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

8. Tentando arrumar os erros


Fic: Trinta dias para Amar


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Sábado, 7 de outubro.

O sábado amanhecera ensolarado. O vento frio tinha ido embora, e restava apenas uma brisa agradável. Não havia nuvem alguma no céu, este apresentando um impecável azul. Aquele clima era maravilhoso: não estava frio a ponto de agasalhar-se, mas também não suariam com um calor infernal. Seria um perfeito dia para uma visita a Hogsmeade.

Os alunos, em sua grande parte, já estavam de pé desde as sete horas. Tomavam um café da manhã reforçado, e muitos já estavam no Hall de Entrada esperando a chamada ser feita, para finalmente irem para o povoado bruxo. Os terceiro-anistas estavam eufóricos, como sempre, seria a primeira visita deles, enquanto os outros alunos permaneciam mais calmos, mas não menos empolgados.

“Por Merlin, é apenas uma visita!” o loiro comentou irritado, quando mal conseguiu entrar no Salão Principal, graças ao acúmulo de estudantes no Hall.

“Você também, no seu terceiro ano, estava assim.”

“Nós não interditamos o Hall de Entrada, Zabini.” tomou um gole de seu habitual suco de abóbora. ”A ruiva está ali na mesa?” aborreceu-se quando recebeu um não como resposta. “Será que aquela idiota se machucou ontem à noite?” ele pensou alto, atraindo a atenção do colega. “Não é nada importante, apenas a encontrei quando ela vinha da detenção. Daí a estúpida caiu. Só isso.”

“Por que algo me diz que tem mais coisa aí?”

Porque tem mais história, mas se eu te contar o resto você vai me encher até a morte. Então eu fico quieto.

“Zabini, hoje eu só tenho que pensar em como atraí-la para algum lugar lá em Hogsmeade. Para finalmente ficar a sós com ela, sem ninguém para interromper.” recebeu um olhar estranho do amigo. “Seu doente, eu não vou fazer nada com a garota! Olha bem no que você está pensando!” a resposta ao olhar veio quase gritada. “E talvez seja melhor que eu nem faça, mesmo depois. Já chega que vou ter que aturar a proximidade por pelo menos uma semana. Pelo menos não vamos ter que tornar isso público!”

“Desistindo, Malfoy?”

“Nunca. Malfoys não desistem. Só estou reclamando do fato de ter que beijar essa garota sem modos. Ela não está a minha altura, e isso me incomoda. Você sabe que eu nunca fiquei com alguém que não tenha classe. Posso ser galinha, mais sou seletivo.”

“Então tente pensar nela sendo alguém. E nem tente responder que isso não é possível.” ele adicionou, vendo que o amigo estava preste a dar-lhe uma resposta assim. “Não é tão difícil, você nem mesmo vai ter que olha-la durante o beijo. Melhor, os beijos.” Blaise provocou.

“É provável que eu ainda pegue alguma doença perto dela.”

“Bem, você não vai precisar se preocupar com isso ainda. Se Flint a escolheu, é porque ela não é uma rodada. Isso quer dizer que você não vai estalar o dedo e ela vai sair correndo pra você. Se bem que, se eu estivesse em seu lugar, me preocuparia mais com Pansy do que com essa pequena. Vai saber onde a Parkinson já botou, ou põe aquela boca.”

“Eu sei muito bem onde ela põe. E ela sabe muito bem o que acontece com a popularidade dela se ela apenas sonhar em me trair.”

“Então ela esconde bem.” O sonserino provocou, recebendo um olhar não muito amigável em troca. “Só estou avisando. Ouvi certos comentários, se bem que até eu duvido deles. Aquela tonta é louca por você.” Zabini levantou-se, ainda com uma torrada na mão. “Faltam só cinco minutos para a chamada começar, e eu combinei de encontrar a Yong lá no Hall.”

“Já está com outra?”

“Annie começou a ficar chata. Eu disse para ela mudar, mas a menina só piorou. Então eu a larguei. Vai ficar aí muito tempo? É melhor você ir procurar Ginevra, ela ainda não está aqui, não é mesmo?” Draco olhou para a mesa da Grifinória, que já estava praticamente vazia. “Ache ela logo, você vai ter problemas se ela arranjou um encontro.”

“Besteira, ela deve ter recusado todos os convites. Como Flint disse, o babaca do Potter ainda está na cabeça da Weasley. E ela deve estar no quarto dela, se arrumando como qualquer garota. Melhor ficar bonita mesmo, não quero um trasgo andando do meu lado hoje.”

“Você que sabe. Eu já vou, furão.” mais um olhar nada amigável a Zabini, que saiu do salão. Draco continuou na mesa até que ouviu a chamada do terceiro ano começar a ser feita.

Entrando no Hall, procurou Ginevra com os olhos, mas a jovem parecia não estar ali. A lista inteira do terceiro ano já estava completa e nada da garota aparecer. Logo, terminaram de fazer a chamada com o quarto ano, e ainda a Weasley não estava presente. Quando a chamada do quinto ano grifinório foi completa, e entre aqueles alunos não estava a ruiva, Malfoy quis matar a garota.

Eu não acredito que essa maldita anti-social vai ficar no castelo num dia desses!


--------------------------------------------------------------------------------

Ginevra ainda não conseguia acreditar no seu azar. Por que não dissera não ontem à noite? Aquele dia estava simplesmente maravilhoso para o passeio, duvidava que teria algum outro assim durante o ano, e ela estava sendo forçada a ficar no castelo!

Calma Ginevra, é por uma boa causa. Ele é seu irmão!

Olhava pela janela as turmas embarcarem nas carruagens. Tentava se consolar pensando que o dia de Hermione, mesmo com seu encontro, seria pior do que o dela. Afinal, ela estava próxima a perder um de seus grandes amigos.

E eu tanto falei pra ela contar já no começo do ano! Harry até que encarou numa boa, mas Rony... Nem com o Harry ele está falando, está lá, mofando no quarto. Será que ele já acordou?

Quando viu a última carruagem partir, resolveu não perder mais tempo. Desceu até o salão comunal e viu que o relógio pendurado na parede marcava quase nove horas. Tendo a certeza de que poderia conversar em paz com seu irmão, Neville, Dino e Simas também haviam ido para Hogsmeade, Ginevra subiu até o dormitório masculino.

Bateu na porta três vezes, e esperou uma resposta. Quando não recebeu nenhuma, voltou a bater. Talvez ele ainda estivesse dormindo. Bateu novamente, e nada. Foi então que ela ouviu o barulho de um cristal caindo, quebrando provavelmente em pedaços.

“Rony, eu vou entrar com você abrindo ou não essa porta!”

Esperou mais alguns segundos antes de tentar abrir a porta. Estava aberta, como previa. Seu irmão nunca se lembrava de trancar nenhuma, nem mesmo quando entrava no banho.

Entrando no quarto, ela logo viu o que havia quebrado. O porta-retrato, que sustentava uma foto familiar para a ruiva, jazia no chão em mil pedacinhos, irreconhecível. Andando até a foto, pegou-a na mão, colocando-a sobre o baú, frente à cama. Na foto, uma Hermione sorridente acenava enquanto no fundo, Rony e Harry voavam em suas vassouras. Ela tinha sido tirada nas últimas férias de verão, Gina recordava.

“Ron?”

O rapaz nem mesmo se dera o trabalho de olhar para a irmã, apenas afundou mais a cabeça no travesseiro. Gina sabia que seu irmão não estava chorando naquele momento, ele era orgulhoso demais para chorar na frente de alguém, mas tinha consciência de que estava profundamente sentido. Ela só não sabia que fazia parte da mágoa dele.

Quando se sentou na cama e tocou-o de leve no ombro, este recuou bruscamente, como se a mão lhe queimasse.

“Rony, sou eu!”

“Eu sei!” a voz saiu com tanto desgosto que chegou a assustar a ruiva. “Eu sei, eu sei...” ele mudou de posição, também se sentando, de costas para a garota. “O que você quer aqui? Por que não está se divertindo com os seus amiguinhos?”

“Rony, eu fiquei preocupada-“

“Não recebeu um monte de convites? Ou está aqui porque não recebeu o convite dele?”

Ginevra ficara totalmente sem palavras ante a atitude agressiva do irmão. Nunca ele falara assim com ela! Ele podia irrita-la de vez em quando com bobagens, xinga-la de idiota uma vez ou outra, afinal, eles tinham quase a mesma idade, eram normais as briguinhas entre os mais novos, mas nunca falou algo na intenção de feri-la de verdade. E aquela última frase havia machucado. Ainda mais pelo fato de que ela andava tentando tanto esquecer dessa paixão absurda que sentia pelo melhor amigo do irmão.

“Isso doeu, sabia?” a voz dela saiu baixa, quase chorosa.

Se ele era orgulhoso, ela também poderia ser. Não iria chorar na frente dele, não mesmo. Segurando as lágrimas, ela levantou da cama, saindo do quarto sem dizer mais uma palavra.


--------------------------------------------------------------------------------

E novamente Draco foi obrigado a admitir que a menina Weasley não era uma pessoa fácil de se achar. O almoço havia sido servido e nada da jovem dar o ar de sua graça no Salão Principal. Aquele esconde-esconde já o estava chateando, como que ele iria conquista-la se nem mesmo conseguia localiza-la?

Merlin, por que essa ruiva não quer almoçar? Ela já é magra, ainda fica pulando as refeições, vai acabar sumindo! Não que eu me importe com isso, quanto menos Weasleys existirem nesse mundo, mais o ar ficará purificado de germes ruivos... Só que eu espero que essa aí fique viva até terminar a aposta!

Desistiu de esperar na mesa sonserina. Também decidiu que não faria plantão frente ao salão comunal da Grifinória, pois acabaria ficando com fama de louco se alguém o visse lá. Não iria ficar no salão sonserino, a tarde estava agradável demais para ser desperdiçada num quarto, assim, resolveu sair do castelo para dar uma volta pelos enormes jardins de Hogwarts.

Estava seguindo seu caminho pelas margens do lago quando avistou alguém sentado num tronco caído de um pinheiro. Olhando melhor, ele reconheceu a jovem que se encontrava a atirar pedrinhas nas águas escuras. Pelo menos uma vez em sua vida Merlin atendera suas preces: finalmente avistara a maldita ruiva!

“Quer dizer que a pequena não foi para Hogsmeade?” ele disse quando se aproximou o bastante, assustando a jovem. Esperava uma resposta mas o que obteve foi a ruiva levantando-se do tronco, começando a andar de volta para o castelo. “Ei, ei! Espera aí!”

“O que você quer agora, Malfoy?” ela foi obrigada a parar quando, como na noite passada, ele a manteve presa pelo braço. “E só para informar, você tá me machucando. Bem, talvez você seja um daqueles garotos covardes sonserinos que gostam de ferir uma ovelinha grifinória.” com isso ele acabou soltando o braço da jovem.

“Não foi a intenção. Eu só queria conversar um pouco.” ele respondeu, tentando fazer sua voz sair educada.

“Ah, não me faça rir! Você, o bruxo todo poderoso, sangue puro babaca querendo conversar com um Weasley? Ainda está doente por acaso?”

“Só se,” o loiro estava a ponto de dar uma resposta malcriada quando se lembrou de seu objetivo e fechou a boca. Respirou fundo, tentando ignorar o fato dele precisar manter-se calado depois de ter sido xingado por uma bruxa de classe baixa. “Eu não estou doente, pequena. Apenas queria conversar, sério!”

“Pare de me chamar de pequena, eu tenho nome!” ela advertiu-o, irritada.

“Se eu parar você fica?”

Por um momento a jovem o olhou, incrédula, e ele pensou que seria necessário mais argumentos para convence-la. Mas isso foi apenas por um momento. Pois no outro, incrivelmente, a ruiva voltou a sentar-se no tronco, catando outra pedrinha do chão e jogando-a no lago.

“Meu nome é Ginevra.” a jovem informou quando Draco sentou-se ao lado dela.

“Eu sei.”

“Então por que me chama de pequena? É irritante!”

“Prefere Weasley?”

“Prefiro Ginevra.” ela ponderou por um instante. “Só que deve ser estranho você me chamando pelo nome de batismo.” Falou, antes mesmo de pensar no que dizia.

“Então você quer que eu te chame de Weasley?”

“Não! Ah, você me irrita. Você irrita minha família inteira! E eu nem sei porque estou perdendo o meu tempo conversando com você!”

“Provavelmente porque você não tem mais nada pra fazer, como eu. Por que não foi para Hogsmeade hoje?” a resposta não veio.

Os dois permaneceram em silêncio por minutos, Ginevra incansavelmente jogando pedras nas águas do lago. Draco apenas observava a garota, quieto, tentando descobrir se o aborrecimento no rosto dela era culpa da presença dele ou de um outro fator qualquer.

“Ginevra.” ele sussurrou, quando se cansou da quietude. A jovem voltou a atenção para ele, um tanto que espantada.

“O que foi isso?”

“Apenas vendo se era mesmo estranho te chamar pelo primeiro nome. Pode ser um pouco bizarro, no inicio, mas eu consigo me acostumar.” Draco arriscou aproximar-se um pouco mais, mas isso só fez a bruxa se levantar. “Sabe, eu não mordo.” ele riu quando Ginevra apontou para o próprio pescoço, mostrando uma pequena mancha roxa. “Sempre. E isso está longe de ser uma mordida. Parece mais o resultado da proximidade entre um rapaz empolgado demais e uma jovem muito bela.” teve que segurar o riso quando viu a ruiva bufar, revirando os olhos e pondo as mãos na cintura.

“Malfoy, agora é sério. Eu não estou para seus joguinhos estúpidos hoje, tenho coisas demais na cabeça. Então, ou você fala o que você quer, ou me deixa em paz!” o humor dela havia mudado em segundos, e seu tom de voz era ríspido.

Por que essa daí tem que ser tão desconfiada? Bem, se ela viesse falar comigo por livre e espontânea vontade eu também a chamaria de louca. Um Malfoy falando com uma Weasley, onde já se viu...

“Vai me responder ou ficar com essa cara de bobo?” novamente o loiro teve que morder a língua para não implicar com a garota.

“Er, bem... isso é um pouco difícil de dizer...”

Pense, pense, qual seria uma boa desculpa...? Por que um Malfoy estaria se rebaixando, conversando com uma pobretona sem classe? Tem que ser um problema bem grande, mas em que essa coisinha aí pode me ajudar? Escola, matérias? Eu sou bom em quase tudo, e o que eu não sei ela também não deve saber... só se.. bem, vou arriscar...

“Eu estou com problemas.” finalmente falou. “É que, eu mudei algumas aulas esse ano, e tive que começar a aprender Latim. Só que eu não sou nada bom em línguas, preguiça demais para estudar. Então acabei ficando um pouco atrasado na disciplina.” agora ele só precisava rezar para que ela soubesse bem Latim.

“Foi a professora Grossinger que deu a referência?” ela ainda parecia estar um pouco descrente com a história.

“Ela disse que você era a melhor aluna, e recomendou que eu tivesse algumas aulas com você. Apesar de tudo.” o rapaz mal conseguia esconder o sorriso triunfante. Dera o maior chute de sua vida e parece que acertara em cheio! “Então, como eu não quero ser um Longbotom da vida nessa matéria, eu vim me humilhar e pedir sua ajuda.”

A bruxa o olhou séria por alguns instantes. Passando meio minuto seus lábios se elevaram num sorriso. Não demorou a aquele corpo ser sacudido por risadas incessantes, e ela foi obrigada a sentar-se no chão.

Draco não parecia nem um pouco feliz com a reação daquela bruxa, e usou todo seu autocontrole para não dar uma resposta bem grosseira. Ou aprendia a ficar calmo e engolir seu orgulho, ou não ganharia aposta nenhuma. Claro, seria difícil esquecer do orgulho, ainda mais porque o rapaz crescera numa casa onde a soberania era tudo.

O pior é eu ter que deixar essa maldita tirar com a minha cara. Mas vamos ver quem vai rir por último aqui.

“E Então, Ginevra?” ele fez questão de ressaltar o nome. “Vai me ajudar?” perguntou, quando as gargalhadas cessaram.

“Não sei. Isso é estranho, e eu acho que você me entende.” a ruiva disse, tentando recuperar a respiração. “Você é um Malfoy! Grossinger apenas me recomendou? Não tem nenhum... um sonserino, talvez... qualquer garota sonserina adoraria dar aulas pra você! Até corvinal!”

“Se tivesse, você acha que eu teria perdido a visita só para falar com você? “ com essa resposta, a ruiva ficou quieta. “E mesmo se houvesse mais alguém, sou um Malfoy, e pelas minhas informações você, eu sou infelizmente obrigado a admitir, é a melhor referência de Hogwarts. Já fala fluentemente, não é mesmo?” ela assentiu com a cabeça. “Então, ganho suas aulas ou perdi meu dia inutilmente?”

“Bem...” ele olhou-a, apreensivo. “Eu não sei. E não,” ela apressou-se em continuar, quando viu que o rapaz fazia menção de falar algo. “antes que você sugira, eu não estou querendo nada em troca, se eu der as aulas. Se eu concordar em ensinar você, vai ser para ganhar pontos. E somente isso.”

Draco acabou surpreendido com aquelas palavras. Aquela não era a resposta que ele esperava ganhar de um Weasley. Afinal, eles eram pobres! A menina não iria pedir dinheiro ou alguma coisa assim?

É, essa é a bondade grifinória...

“E eu vou pensar se aceito ou não.” ela disse, levantando-se. Estava dando os primeiros passos de volta ao castelo quando novamente o loiro pôs-se a sua frente. “Eu já disse que vou pensar, Malfoy. Eu não vou ter dar uma resposta agora. E se você tentar outra gracinha, “nesse momento a voz dela estreitou.” qualquer outra gracinha, suas aulas vão estar fora de cogitação, sonserino. Agora é melhor me deixar passar.”

Ele levantou as mãos, e foi obrigado a deixar a jovem ir embora. Ela andava para longe dele pisando forte, rápido, irritadinha, como ele definiu. Nunca lhe passou pela cabeça que a jovem iria parar no meio do caminho, e meio que gritar a frase mais improvável de sair daqueles lábios naquele dia.

“A propósito, obrigada! Apesar de você ser o que é, foi o primeiro a me fazer rir hoje, e eu estava precisando!” após agradecer, a bruxa não esperou nem mais um instante para sair correndo.


--------------------------------------------------------------------------------

“Ginevra, posso entrar?”

A voz a pegou de surpresa. Os alunos ainda não haviam voltado da visita, e Gina não esperava que alguém batesse na porta daquele dormitório antes das seis da tarde. Sentada no parapeito da janela, ela escrevia no seu velho caderninho com uma pena já meio gasta quando seu nome foi chamado. Assustada, acidentalmente acabou sujando toda uma página.

“Está aberta.”

Arrancou a página, um pouco aborrecida, e jogou-a sobre a cama, decidindo coloca-la no lixo mais tarde. Levantando-se, ela foi frente ao seu baú, observando o irmão entrar no quarto de cabeça baixa. Ele fechou a porta com calma, e ficou encostado, quieto, até Ginevra resolver abrir a boca.

“O que você quer?”

“Conversar.” os olhos inchados do irmão encontraram os dela, e a cara melancólica deste fez a jovem esquecer-se completamente de que estava brava com o garoto. “Será que a gente pode conversar um pouco?”

A resposta dela foi ir sentar-se na cama. Convidou o rapaz a fazer o mesmo, e este não tardou.

“Eu vou ser rápido, tá bom? Só queria pedir... desculpas,” ele disse, ainda sem jeito. “por hoje de manhã. Eu devia ter falado o necessário, e não ter sido grosseiro daquele jeito. E eu sei como foi difícil pra você esquece-lo ano passado, quando você começou a sair com o Corner, mas ainda assim... Foi mal Gin, eu não queria ter dito aquilo.”

Olhou surpresa para o irmão, ainda mais quando ele tocou no nome de Michael Corner. Não pensou que ele fosse se lembrar de algum fato da vida dela, nunca imaginou que o irmão prestasse atenção no que acontecia. Bem, ele não prestava tanta atenção, e ela agradeceu por isso, a última coisa que ela queria era discutir sua quase inexistente vida amorosa com o irmão.

Se ele soubesse que eu não esqueci o Harry ano passado. Há...

“Tudo bem. Acho que o fato de você, o maior cabeça dura que eu conheço, me pedir desculpas, já é de chega. Além disso, eu nem fiquei magoada. Bem, não muito, nem por muito tempo.”

E eu não acredito ainda que foi a conversa estúpida com o Malfoy que melhorou o meu ânimo...

Novamente o silêncio. Os dois ouviram conversas animadas vindas dos jardins do castelo, e logo ouviram o relógio bater seis horas.

Eles já voltaram. Daqui a pouco aquelas duas vão entrar aos gritos aqui no quarto, falando do passeio, que eu ainda não acredito que perdi.

“Tem mais alguma coisa pra falar?” ela percebeu ter soado seca demais, e logo tentou arrumar. “É que, se quiser falar algo em particular, teremos que ir para outro lugar. As meninas logo vão subir, você ouviu, eles já chegaram.”

“Eu ouvi. Podemos falar amanhã, então?” ele perguntou, hesitante.

“Podemos.” Ginevra levantou-se, e andou até a porta com o irmão. “Olha, eu andei pensando hoje, eu devo ter feito alguma coisa para você ficar meio atacado comigo, né?” Ronald afirmou. “Também queria pedir desculpas. É uma coisa muito ruim? Porque eu juro, eu não sei o que eu fiz. Ou pelo menos não lembro.”

“Não é grande coisa, Gin. É uma besteirinha, a gente fala nisso amanhã, tudo bem? Depois do café, pode ser?”

“Claro.”

Pela primeira vez naquele dia um sorriu para o outro, e Rony saiu do quarto.

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.0 (Ano 10) - Copyright 2002-2013
Contato: clique aqui

Moderadores:


Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves/Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.