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4. Armações


Fic: Jogo do Amor


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Ao chegarem no Aeroporto de Heathrow, já não era mais necessário que fingissem ser casados. Juntos, foram pegar as malas e seguiram para o carro do homem, que a deixou em casa e foi embora. Ginny já havia pedido para Dalila descer e ajudar ela e a moça não demorou a chegar.

- Como foi, Gi?

- Cansativo... Demais! – murmurou entregando uma das malas para a secretária.

- Percebe-se. – comentou a outra.

- Vamos subir. Eu vou descansar e mais tarde vou na casa do Harry e da Mione. Eu prometi a mim mesma que mataria o Potter e de hoje não passa! – disse Ginny subindo as escadas e indo para o elevador, um sorriso prazeroso nos lábios.

Dalila a ajudou a desfazer as malas e guardar as coisas que não usara. A ruiva dormiu durante toda a tarde e à noite, jantou e se arrumou para sair.

- Dalila, se quiser já pode ir, ok? – disse enquanto passava o batom.

- Não se preocupe comigo.

- Ok. Até amanhã. – disse saindo. Estava totalmente de preto; saia justa, meia calça, botas de couro meia perna, blusa de gola alta e sobretudo. A cor realçava seus cabelos ruivos e olhos azuis, deixando-a ainda mais bonita. Não sabia de onde vinha aquele gosto pela cor, mas ela a adorava.

Aparatou dentro do elevador mesmo, como fazia todas as manhãs na ida ao Ministério da Magia. Era uma casa grande e elegante, muito bonita e chamativa. Apenas um pavimento, sendo toda e completamente branca. Acionou o interfone.

- Casa dos Potter, boa noite! – disse uma voz extremamente amigável.

- Korine, aqui quem fala é Ginny. Harry e Hermione estão?

- Sim, Srta. Weasley. Só um momento que irei abrir o portão. – a voz sumiu e imediatamente o portão começou a se abrir lentamente.

“Você me paga, Potter!”, pensou ao entrar e caminhar pelos jardins bem cuidados da mansão.

Assim que Ginny chegou à espaçosa varanda, Korine abriu a porta principal da casa.

- Boa noite, Korine. Como vai? – perguntou a ruiva educadamente.

- Bem, obrigada. E espero o mesmo da senhorita. – disse a outra com simplicidade e simpatia, fazendo uma pequena reverência. – Sente-se. O Sr. e a Sra. Potter já estão vindo. – ela fez sinal para Ginny entrar. – Anne poderá ajudá-la em que precisar. Chá? Café?

- Apenas água, por favor. – pediu Ginny acomodando-se.

- Sim, senhora. – e a moça se retirou.

Ginny tinha um imenso carinho por Korine. Ela era prima de Dalila e trabalhava ali já há alguns anos como secretária pessoal dos Potter. Anne era a serviçal da casa, ao lado de Nancy e Betty. A última já era uma senhora por volta dos cinqüenta anos, sendo a mais velha, já que as outras eram todas moças.

- Ginny! – disse Hermione saindo do gabinete seguida por Harry. – Como vai, amiga?

- Estou bem. Consegui sobreviver. – ironizou se levantando para cumprimentá-los.

- Sobreviver? – Harry se fez de desententido, depois abraçando-a brevemente e postando um beijo em seu rosto.

- Sim, Sr. Potter. Sobrevivi a missão que o senhor mandou o ministro comunicar. – Ginny o fuzilou com os olhos. – Aliás, que missão! Realmente cheia de aventuras...

- Eu apenas mandei que o ministro convocasse dois aurores, um homem e uma mulher. – explicou o moreno.

- Ah, é? – Ginny deu-lhe um tapa no ombro.

- Gi, quem escolheu os aurores foi o próprio Rufo Srimgeor. Não havia outros capacitados para a missão, já que Cho estava fora, assim como o Matt, o Lucca e a Ísis. – disse Hermione, entendendo onde Ginny queria chegar.

- E... De que aventuras a Srta. Weasley falava? – perguntou Harry sentando-se, sendo acompanhado pelas duas mulheres.

- Hum... Vejamos! – a ruiva pareceu pensar por um instante e depois começou a contar nos dedos enquanto falava. – Primeiro tenho que aturar o Malfoy durante longos seis dias, ainda tenho que fingir ser esposa dele e dividir o mesmo quarto e a cama, sem contar que entra um homem bomba no nosso quarto, depois ainda me vem um tal de Tanner Hurt e tenta descolar uma... que palavra eu poderia usar? Ah, uma transa. – ela parou e tomou fôlego. – Está tudo ótimo até aí, não é? – fez sarcástica.

Harry e Hermione a olhavam boquiabertos.

- Espera, tem mais! O tal do Tanner e Malfoy resolvem se atracar no meio do restaurante e eu que tenho de dar um jeito nos ferimentos do filhote de serpente albina, que faz sucessivas tentativas de me beijar... Discussões a todo vapor e a cada minuto... Vocês definitivamente queriam que eu me suicidasse antes de ir para a forca, não? – ela concluiu.

- Isso é absolutamente... – começou Hermione.

- Ridículo? Terrível? – sugeriu a ruiva. – Não, não mesmo. Muito pior! Eu não sei como estou aqui para contar história, decididamente não sei!

- Ginny, peço mil perdões por tudo isso ter acontecido, mas eu não tenho culpa de nada! Eu estava em uma missão há quase quatro semanas, não podia saber...

- Pois agora, Sr. Potter, estará de férias por mais ou menos dois meses. Talvez possa me dar uma folga, uma merecida folga, depois disso, não acha?

- Não se preocupe. Poderemos deixar você com as missões pequenas, de um ou dois dias. Veremos tudo e resolveremos depois. – finalizou o auror.

- Gi, eu realmente sinto muito. – fez Hermione. – Mas nos conte... Como andam as coisas? Há muito que não nos falamos...

- Está tudo na mesma, Mione. Não há novidades... – respondeu naturalmente. – Mas e vocês? Por que tanta felicidade? Quando saíram do gabinete estavam a sorrisos, transbordando alegria... Fiquem até com inveja!

Hermione e Harry se entreolharam e sorriram.

- Não é nada demais. – disse Hermione com convicção.

- Nada demais? – repetiu a ruiva. – Não parecia ser ‘nada demais’.

- É só que... Bem... – começou Harry, se enrolando, mas Hermione interrompeu.

- Ginny Weasley, você aceitaria ser madrinha do herdeiro Potter?

- Mas... Como? – Ginny perguntou confusa e demorou a assimilar o que a amiga dissera. – Mas é claro, Mi! Meus parabéns. – disse abraçando-os.

- E há mais novidades. – disse Harry. – Já soube da viagem que o ministro vai promover para os funcionários do Ministério?

- Não, não tinha como saber... Estive fora esta semana. – disse a ruiva. – O que seria?

- Uma viagem para casais. É uma espécie de sorteio, não sei. – respondeu Hermione.

- Como assim?

- Vai haver duas grandes cuias no átrio, ao lado do elevador central no Ministério, de onde cada funcionário irá retirar um número. Homens e mulheres em cuias separadas, é claro. – explicou Harry. – Depois todos serão enviados para seus destinos de acordo com o número, despesas todas pagas. Só saberão o seu par quando chegarem...

- É de uma quinta a um domingo. São apenas quatro dias. – disse Hermione. – É uma maneira de fazer os funcionários se entrosarem.

- Vocês vão? – perguntou Ginny.

- Não. Hermione conseguiu a licença por ser casada e nós enviamos há pouco, uma mensagem ao ministro, informando que ela está grávida. – respondeu Harry. – E depois, casados têm o direito a acompanhante especial, no caso o marido ou a mulher.

- Então os solteiros vão ser ‘armados’?

Hermione confirmou.

- Mas você iria? – perguntou.

- Claro! É uma oportunidade única na vida. Viajar com tudo pago e sem ser a trabalho?! É perfeito!

Harry e Hermione trocaram olhares satisfeitos e sem que a ruiva percebesse, Hermione piscou para o marido, beijando-lhes os lábios e voltando a encarar a amiga sorridente.

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Era uma sexta-feira e a última oportunidade para Ginny pegar seu par para a viagem. Harry e Hermione asseguraram que seria realmente tudo pago pelo Ministério da Magia e que ela receberia a passagem, o destino e o hotel em que ficaria. Era tudo perfeito demais. Ou, pelo menos, ela achava isso...

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