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33. A Luz Nas Trevas


Fic: Harry Potter e a Sombra do Lago


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Harry se sentia leve, solto. Tudo a sua volta era embaçado, difuso. Ele se sentia como se seu corpo flutuasse, aquilo só podia ser um sonho. Ele não comandava nem os seus próprios pensamentos, ele devia estar sonhando novamente com Voldemort. Ele disse:
-Vamos Dumbledore, você tem a sua chance, me mate. –Harry se assustou, ele esperava sair a voz de Voldemort de sua boca, mas a voz que saiu era realmente a sua. Aquilo não parecia com os sonhos de costume.
-Você sabe que jamais farei isso Tom. –Harry ouviu Dumbledore responder.
-Vamos Dumb, não seja covarde. –Zombou a Harry sem conseguir se controlar.
-Quem é você para me chamar de covarde? Se escondendo atrás de um garoto, venha me enfrentar como homem então. –Desafiou Dumbledore.
-Vamos Dumb, me mate. –Repetiu Harry sem dar atenção ao desafio—Bem se você não pretende fazer eu o faço.
Harry se assustou com o que estava fazendo, ele ergueu a varinha e a apontou para o peito de Dumbledore.
-Antes de mais nada, acho que você deveria saber que esse menino guarda muito rancor e magoa de você Dumb e isso facilitara as coisas pra mim. –Harry não estava entendendo o que estava acontecendo, tentou, com todas as forças, não fazer o que estava prestes a fazer—Avada Kedavra. –Harry ficou pasmo ao ver a maldição verde surgindo da ponta de sua varinha e atingindo Dumbledore bem no peito.
Dumbledore caiu e muito dos Aurores ali presentes ameaçaram atacar Harry, mas milagrosamente, Dumbledore se levantou e ergueu os braços para impedi-los.
-Não importa o que me aconteça, ninguém deve atacar o garoto, isso só mataria ele Voldemort continuaria vivo. –Dumbledore parecia abatido, mas seu tom de voz era firme.
Após a declaração de Dumbledore vários flashes vieram a cabeça de Harry: Voldemort se transformando em nevoa, ele respirando aquela nevoa gelada e por fim caindo inconsciente. Agora ele estava entendendo, aquilo não era sonho, Voldemort estava dentro dele, Voldemort o controlava, ele tinha que fazer algo, tinha que expulsa-lo da li.
-Parece que o rancor dele não foi o suficiente para mata-lo com uma só maldição. Terei que tentar novamente. –Falou Voldemort de dentro de Harry.
-Professor... –Chamou Harry com dificuldade—eu não... estou cons... conseguindo... segura-lo... me mate... acabe com ele...
-O garoto é forte Dumb, parece que você o ensinou bem. –Zombou Voldemort.
-Ele tem muito mais a te mostrar do que você pode imaginar, se for preciso, morrerei para que ele te faça cair de novo. –Declarou Dumbledore sem se quer levantar a varinha.
-Que assim seja...
-NÃO... –Berrou Harry, mas não foi capaz de se controlar.
-AVADA KEDAVRA...
A maldição foi certeira novamente, mas dessa vez Harry viu Dumbledore cair com os olhos abertos em uma expressão vazia, Harry não podia acreditar, não queria acreditar. Seu corpo queimava, ele ardia por dentro, ele tinha que tirar Voldemort dali antes que morresse em chamas.
-Vamos ao próximo. –Falou Voldemort ao que o corpo de Harry, flutuando, se virou procurando quem seria a próxima pessoa a morrer.
-NÃO... PARE... –Harry tentava mover seus músculos, mas nada podia fazer, ele era uma marionete.
-Que isso? Ninguém vai me atacar? Assim vai ser muito fácil. –Zombava Voldemort enquanto passava por varias pessoas esperando um ataque.
-Ninguém ataca! –Ordenou Lupin—Harry! Harry! –Chamava Lupin—Você é forte, se livre dele, eu sei que você consegue. Amor, Harry pense nisso, isso ira fortalecer você e enfraquecer ele.
-Você será o primeiro. –Declarou Dumbledore indo na direção de Lupin.
Harry conseguiu escutar muito bem o que Lupin dissera a ele, mas ele não conseguia encontrar o amor dentro de si, ele só sentia ódio, queria matar Voldemort, queria faze-lo sofrer. Amor? Isso não existia dentro dele agora. Harry lutava com toda a sua força de vontade para se libertar, para expulsar Voldemort e mata-lo de uma vez por todas.
-A mim primeiro. –uma voz tirou toda a concentração de Harry, ele não quis acreditar, era Gina—Venha, tente me matar primeiro. –Berrava ela com a varinha erguida.
-SAI... DAÍ... GINAAAAAAAA... –Foi tudo que Harry conseguiu gritar, ele estava chocado demais, não suportava a idéia de perdê-la.
-Tudo bem, se é assim que você quer. –Harry ouviu a própria voz dizer.
“NÃO, ELA VOCE Não IRIA TIRAR DEMIM.” Ele falou em pensamento, sabendo que Voldemort o escutaria. “VOCÊ NÃO IRA TIRA-LA DE MIM, EU NÃO IREI PERMITIR. NEM QUE EU MORRA TENTANDO”, “Ela parece significar muito para você.” Ele ouviu uma voz dentro da sua cabeça, mas não era a voz de sempre, era uma voz arrastada e sibilante, “Matarei ela com o maior prazer... ou melhor, você a matara.” Harry ouviu a voz zombar e depois uma gargalhada aguda que saia da sua própria boca antes que ele gritasse:
-NÃOOOOOOOOO!
A temperatura do corpo de Harry parecia subir cada vez mais, mas não era ódio que ele sentia era desespero. Ele não suportaria perder Gina, ele tinha muita coisa a dizer a ela. Pro instantes ele sentiu que tomava conta de seus movimentos e sem pensar em mais nada atirou a própria varinha longe.
“Você não ira lavá-la, você não levara mais ninguém que eu amo”.
Harry já podia sentir o próprio coração bater novamente, sua respiração voltava como um sopro de vida, seu corpo já estava voltando ao chão e viu que recuperou todo o controle sobre seu corpo, mas Voldemort ainda estava dentro dele.
-Todos, saiam daqui. –Ele falou com a voz pesada.
-Não vou te deixar Harry. –Ele se virou para Gina e sorriu, depois se voltou para Lupin.
-Tire-a daqui. –Lupin assentiu com a cabeça e foi ate Gina para lavá-la.
-Eu não sairei daqui sem você. Nem que eu tenha que estuporar cada Auror que você mande me tirar daqui. –Harry não pode deixar de sorrir com a determinação da ruiva—Eu te amo Harry.
-Por isso mesmo eu não quero arriscar te perder, não sei por quanto tempo terei o controle, mas sei que expulsa-lo vai ser perigoso e não quero que você corra riscos. –Harry olhou para ela docemente—não quero que te levem embora, só peço que se afaste um pouco. Lupin você e os outros Auror podem tirar todos os que estão caídos daqui?
-Acho que podemos, ainda somos muitos de pé. –Lupin respondeu serio passando uma olhada pelo campo e verificando, os Comensais que não estava desacordados já estavam amarrados e amordaçados.
-Gi, por favor... –Harry ia pedir quando ela se aproximou, mas ela o calou com um doce beijo que fez o fogo por dentro de Harry arder ainda mais.
-Não importa o que você diga ou faca, eu não sairei do seu lado. Nunca.
-Nem agente, os outros vão para o castelo. –Era Rony.
-É, nada do que você diga vai nos tirar do seu lado, somos sua família. –Hermione chegou junto de Rony.
-Vamos, todos vocês, levitem os outros para longe daqui. –Ordenou Lupin já erguendo uns cinco corpos, entre Comensais e Auror.
-Mas senhor, não podemos deixa-los aqui. –Interveio o Auror que Harry impediu que Voldemort matasse.
-Acredite Robert, nem mesmo Voldemort poderá separar esses quatro. –Disse Lupin antes de seguir seu caminho com os corpos flutuando ao seu lado..
-Não adianta mesmo eu insistir...? –Perguntou Harry, já com a voz fraca e o rosto pálido, quando todos os auror estavam longe e não havia nem mais um corpo ali por perto dos quatro.
-Não. –Disseram os três em uníssono.
-Então se protejam e me ataquem se eu perder o controle. –Nenhum dos ter responderam, mas Harry já estava perdendo as forças para comandar o próprio corpo e de repente ele se viu em um local escuro onde nada se podia ver a uma polegada do próprio olho.
Ela não sabia onde estava e nem para onde havia ido Rony, Hermione, Gina ou todo o resto do castelo de Hogwarts. Ele começou a caminhar se perguntando se não havia perdido a consciência e estava sonhando.
-Esta se perguntando onde esta? –Ele ouviu a voz sibilante de Voldemort, mas não sabia de onde vinha.
-Onde estamos então? Eu já sei que mesmo se eu não perguntasse você teria o prazer em me responder. –Falou Harry tentando localizar de onde viera a voz.
-Estamos no lado mais escuro do seu coração. É onde eu consegui habitar, usei todo ódio e rancor que aqui tem para te controlar. –Falou a voz que parecia vir de todo lugar e lugar nenhum ao mesmo tempo—Não se pergunte onde estou, pois eu estou em tudo aqui, eu controlo tudo aqui. Eu sou as trevas e a Escuridão.
-Que pena para você, nunca tive medo de escuro, cresci dentro de um armário debaixo da escada. –Harry tateou os bolsos a procura da varinha.
-Comovente a sua historia. –Debochou Voldemort—Ela não esta ai, aqui seremos só você e eu, sem varinhas ou qualquer outra coisa. Veremos agora se você não tem medo de escuro. –Toda a escuridão a volta de Harry parecia estar ficando mais pesada, mais densa.
Sua respiração estava ficando fraca, difícil. Ele tinha que fazer algo logo ou seria a primeira pessoa a morrer dentro do próprio coração.
-Com medo das trevas agora? –Zombou mais uma vez Voldemort.
-Harry...
-Harry...
-Harry...
Harry podia ouvir varias vozes, Rony, Hermione, Gina, Lupin, Tonks, Sr e Sra. Weasley, também os gêmeos, Calinhos, Gui e Fleur, Hagrid, Serena, Profa. McGonagal, todos que ele conhecia gritavam por ele, lhe davam forças.
-Harry, não desista, você consegue. –Harry se sentiu mais forte ao ouvir essa ultima voz, era de Dumbledore.
-Então? Perdeu ate a voz? Ou tem medo de assumir que as trevas te assustao?
-As trevas não me assustam, porque quando estamos nas trevas, basta ascender uma luz, e como você disse, essa é a parte escura do meu coração, isso significa que ainda a luz nele e memos que fosse pouca, qualquer luz se espande na escuridão. –Quando Harry terminou de falar ele começou a enchergar seu corpo.
Uma luz branca começava a emanar dele, algo muito mais forte do que as trevas e estava crescendo cada vez mais.
-Não, você não pode... –Harry fechou os olhos para a luz que o segava e os reabriu só quando ouviu a voz de Gina.
-Harry, Harry... –Gritava ela desesperada.
Harry sabia que ainda não havia expulsado Voldemort de seu corpo, tinha que faze-lo agora que ele o havia enfraquecido. Ele se concentrou o mais forte nas palavras de Dumbledore “Quando estamos nas trevas, basta ascender uma luz”.
-Harry, eu confio em você, não desista, você consegue. –Harry ouviu a voz de Gina dentro do próprio coração e isso foi o bastante para que ele conseguisse expulsar Voldemort de vez.
Uma nuvem negra saiu do seu corpo, mas não sozinha, pois junto dela saia uma nevoa prata. Tão rápido quanto saiu do corpo de Harry, a nevoa negra voltou a tomar forma e Voldemort reapareceu. A nevoa prata também se solidificou e se transformou no belo servo prateado, mas dessa vez o servo não parecia ser nevoa, mas sim sólido e brilhante como o vidro.
O Servo investiu contra o corpo de Voldemort, que ainda estava no ar, e o atirou dentro do lago, onde ainda se encontravam o exercito de sereianos que mergulharam rapidamente após Voldemort afundar nas águas do lago.
Harry sensiu o impaquito e a dor de bater os pés no chão e logo enseguida cair de joelhos. Ele estava fraco e sua visão embaçada, ele viu três vultos ao seu lado e ouviu um zunido passar cortante pelo seu ouvido antes de seu corpo se inclinar para frente e cair em direção ao chão.
Harry nunca chegou ao chão, ágüem o segurou pela parte de trás das vestes e depois o deitou em seu colo, Harry forçou as vistas e viu que era Gina, ele queria dizer tanto a ela. Queria dizer a ela que foi por ter ouvido a voz dela que ele o venceu, que foi pro querer ficar com ela, que ele queria passar o resto dos seus dias ao lado dela, ter filhos, construir uma casa, viver ao lado dela..., mas sabendo que ele não teria forças para dizer nada disso ele se limitou a falar o essencial:
-Gi... eu... te... amo... –Harry desmaiou antes de ver as lagrimas que escorreu pelo rosto da garota, ela sempre quisera ouvir isso, mas ele ainda não havia dito. Ela o abraçou forte contra o corpo dela e mais lagrimas escorreram pelo rosto da ruiva.



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*!*Reta final galera, mas eu gostaria de saber se eu deveria faer uma continuação desa fic...? comentem respondendo e mesmo q so uma pessoa queria eu escreverrei para essa pessoa... flws*!*

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