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32. A Nevoa


Fic: Harry Potter e a Sombra do Lago


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Harry olhou para trás e viu Hagrid se atirando no lago, ele sabia que Hagrid não sabia nadar, mas não podia se preocupar com ele agora tinha um Lorde das Serpentes bem na sua frente preparando para ataca-lo. Harry desviou os olhos do lago e os fechou, tateou com as palmas das mãos abertas para frente ate sentir algo sólido.
-Com medo Harry Potter, acho que o menino que sobreviveu não sobreviera dessa vez. –Debochou Voldemort.
Harry agarrou o tecido liso da capa da invisibilidade e esperou ate ouvir a respiração ruidosa da serpente bem de perto, nesse instante ele puxou a capa e se cobriu descobrindo o espelho. Harry saiu correndo na direção oposta ao do Basilisco e ouviu Voldemort gritando:
-Não olhe no espelho, não olhe é uma ordem. –Sibilava ele exasperadamente.
-Olhem só, --Harry ouviu o sibilar rouco da serpente—Todos os humanos se curvando a mim, eu estou me virando e...
Harry nunca saberia o que vinha depois, tudo que ele ouviu foi um baque estrondoso do corpo da cobra batendo no chão e o grito de ódio que Voldemort soltou.
-Harry Potter, você não ira me vencer. –Gritava ele—Vamos apreça e me enfrente.
-Enfrente a mim. –Harry ouviu a voz grave de um bruxo que ele sabia pertencer à ordem, mas não sabia quem era.
-Muito bem! Eu matarei cada um ate que Harry Potter apareça. Avada keda...
-Eu estou aqui, é a mim que você quer não é? –Harry se despiu da capa bem a tempo—Riddle é meu. –Completou olhando o homem que o desafiara.
O homem concordou com a cabeça e foi logo procurar outro comensal que estivesse por ali, Harry notou que todos os outros já estavam de volta em suas batalhas. Muitos estavam no chão, mas a luta estava equilibrada, os portões ainda eram forçados, mas sem êxito dos atacantes e Harry voltou a olhar para o lago bem a tempo de ver Hagrid surgindo com um exercito de sereianos, onde Harry reconheceu Serena.
Harry olhou mais atrás de Voldemort e um pouco depois do espelho de Ojesed estava Gina que parecia bem, os olhos dos dois se encontraram e ela parecia pedir para ele ficar bem, Harry prometeu afirmando com a cabeça. Depois de fazer uma radiografia completa do campo de batalha, Harry virou-se para Voldemort erguendo a varinha.
-Lute com tudo, como você luta contra os seus maiores adversários. –Harry abaixou ligeiramente a cabeça.
-Não se preocupe, eu não te subestimarei mais. –Respondeu Voldemort também se curvando em reverencia.
Harry começou com um simples expeliarmos que foi facilmente rebatido Voldemort, então ele tentou seus feitiços mais fortes, como o Fractus e o Bombardia. Voldemort apenas desviava. Harry não estava gostando disso, não era esse o rumo que ele queria que a batalha tomasse, jorros de feitiços voavam por todos os lados nos terrenos de Hogwarts, Harry atirava tudo que sabia contra Voldemort que apenas desviava com acenos simples da varinha.
Harry resolveu tentar o feitiço mais forte que aprendera durante os dias de treinamento, Bombasto, uma forma ampliada do bombardia que seria capaz de explodir qualquer escudo e ainda mandar o adversário longe. Harry usou o Bombasto, Voldemort tentou defende-lo, mas foi arremessado no alto com o corpo em chamas. Antes dele voltar ao chão ele apagou as chamas com a varinha e atirou Harry contra uma arvore, mas antes que Harry pudesse reagir ele contra atacou com Cruciun e Harry começou a se debater no chão.
A dor agonizante o estava atrapalhando a pensar, “Preciso usar mais feitiços não verbais” uma voz falou dentro de sua cabeça, Harry já estava perdendo os sentidos, como os minutos pareciam correr mais devagar em momentos como este?
“Força, você ainda não pode se dar por vencido” falou a voz insistente de dentro da sua cabeça, “Fale por você, eu já estou quase achando a morte mais agradável” respondeu ele para a voz, “Estou falando por mim, afinal eu sou você. Não desista, seus pais não morreram pra você descobrir aos dezesseis anos que a morte é mais agradável”.
-Pronto para implorar pela morte? –Ele ouviu a voz de Voldemort se aproximando.
-Ai-nda nem co-me-çamos. –Forçou-se a dizer.
Harry sentia seu corpo começar a rachar, sentia que varias feridas estavam surgindo por todo o seu corpo, quanto tempo ele já estava ali? Ele sentia seu sangue empapar suas vestes, facas pareciam estar cortando ele de dentro para fora.
-Sabe Harry, nem os Longboton duraram tanto tempo. –A voz de Voldemort estava mais perto dele, quase encima.
“É a hora, contra ataque!” Ordenou a voz na cabeça de Harry “Eu não posso, não consigo, não tenho forças.” Respondeu ele “Você deve, você ainda tem muitas forças” “eu já nem estou pensando mais direito, estou falando comigo mesmo dentro da minha própria cabeça” “eu só estou tentando manter a sua sanidade ou essa maldição poderia te dar coisas piores do que a morte” “Estou começando a querer a morte” “Você não pode se dar por vencido, você prometeu a Gina”. De repente uma onda de força tomou conta do corpo de Harry ele abriu um pouco os olhos e viu o vulto de Voldemort apontando a varinha para ele e rindo. Harry ergueu um pouco o braço da varinha e berrou e plenos pulmões.
-Expurgo. –Voldemort foi atirado para longe e a dor da maldição cessou—Expeliarmos –O segundo ataque atingiu Voldemort, ainda no ar, no braço direito, varrendo a varinha de suas mãos e fazendo seu corpo girar—Difendio—O terceiro ataque o atingiu no braço esquerdo abrindo um profundo corte e fazendo seu corpo agora girar no sentido anti-horário—Estupefaça. –O quarto ataque acertou Voldemort bem no peito e seu corpo caiu pesadamente sobre o espelho de Ojesed o partindo em muitos pedaços.
Harry se levantou as segas, tudo que ele enxergava eram vultos, seu corpo estava mole como geléia, seus joelhos estavam prestes a ceder. Harry resolveu tentar usar um Enevarte em si mesmo, mas não se espantou quando não deu certo já que o feitiço era para transferir um pouco de energia de uma pessoa para outra, no caso ele ficou mais fraco por usar o feitiço para transferir energia dele para ele mesmo.
-Devo estar realmente maluco a ponto de pensar que daria certo, a voz dentro da minha cabeça não pode me passar força. –Falou ele para si mesmo
Tudo em volta de Harry começou a girar e ele sabia que poderia cair a qualquer momento, poucas pessoas estavam em pe agora, e não tinham mais muitas batalhas acontecendo. Os joelhos de Harry enfim fraquejaram e ele caiu de joelhos não chão duro.
Harry forçou os olhos para ver se consegui enxergar e reconhecer alguém, mas isso foi pior, pois fez tudo girar ainda mais e foi quando ele viu vários flashs prateados vindo em sua direção. “Pronto, esta tudo acabado” Pensou ele, mas quando as luzes o atingiram ele começou a se sentir melhor e tudo começou a entrar em foco e ele viu vários rostos conhecidos que erguiam as varinhas apontadas para ele, todos haviam usado o enevarte nele.
Harry rapidamente se levantou e voltou sua atenção para Voldemort que estava caído sobre o espelho de Ojesed. Vários cacos estavam espalhados pelo chão e havia também sangue, muito sangue. Voldemort começou a se erguer com dificuldade, com uma das mãos na cabeça, então se virou para Harry, revelando vários cortes no rosto e sangue por toda parte.
-Sabia que não deveria ter te subestimado, accio varinha. –Voldemort ergueu a mão direita e quando Harry ouviu um zunido conhecido apontou a própria varinha para o lugar de onde ele vinha.
-Akdsevus. Posso ate não destruir sua varinha, mas você não terá a vantagem do Priori Incantate desta vez. –Falou Harry após grudar a varinha de Voldemort em uma arvore.
-Então já que estou sem minha varinha terei que usar a sua. –Harry se espantou com isso—Na verdade meu corpo esta muito ferido então também usarei o seu. –E com uma gargalhada frívola o corpo de Voldemort se dissolveu em uma densa nevoa escura e foi em direção a Harry.
Dumbledore se virou ao ver Harry parado e sem reação e foi ao socorro de seu pupilo, mas tarde demais.
-Saia daí Harry, sai. –Gritava ele atirando vários feitiços que passavam diretamente pela nevoa escura.
Harry não sabia o que fazer, aquilo vinha em sua direção e ele não conseguia se mexer, correr seria a coisa mais prudente a fazer, mas suas pernas, que a pouco estavam como geléias, agora pareciam mais duras que a rocha sólida. “O quê que eu faço voz da minha cabeça?” perguntava-se ele “Você é que sabe eu só estou aqui para manter a sua sanidade”.
-To começando a duvidar disso. –Falou Harry olhando assustadoramente a nevoa negra que vinha em sua direção—Espectro Patronun.
Da varinha de Harry surgiu um Servo prateado quase tão denso quanto a nevoa, este galopou com a galhada baixa pronto para atacar a nevoa que se dissipou quando ele passou por ela, Harry se sentiu um pouco mais aliviado, mas seu alivio não durou por muito tempo já que a nevoa se densificou novamente e continuou na direção de Harry.
Harry convocou seu Patrono mais uma vez e dessa vez ele não estava sozinho, ele viu também o cachorrinho de Rony e a Lontra de Hermione, logo em seguida vários outros animais prateados foram surgindo e tentando dissipar a nevoa negra.
A sensibilidade nas pernas de Harry voltou e ele começou a recuar, mas parou ao encontrar de costas com a arvore. Parte da nevoa se solidificou formando o rosto fúnebre de Voldemort e ele disse:
-Com medo? –Zombou antes de voltar a forma de nevoa.
Harry começou a ficar com falta de ar e toda aquela nevoa negra se aproximando o deixava afobado, sua respiração estava ofegante e todos as suas feridas pareciam doer cada vez mais.
Harry foi cercado por toda aquela nevoa negra e sentiu seu corpo deixar o chão, ele começou a respirar aquela nevoa e ele escorreu gelada por entre suas narinas e seu peito. Aquilo lhe parecia reconfortante para as dores, parecia que ele estava sendo imerso em ungüento, sua respiração voltava ao normal, Harry estava se sentindo mole como se estivesse sob o domínio da maldição império. Tudo estava ficando estranho, como se ele estivesse em um sonho onde ele não comandava o próprio corpo ou raciocínio.



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*!*Gente desculpa se eu nao consegui corresponder a espectativa de v6, mas é muito dificil passar tudo q eu vejo aki p telinha... Eu gostari de agradecer os coments da MarciaM, do Anderson potter e da juliia-chan e mais uma vez 1000000000000000000000000 de desculpas caso eu nao consiga corresponder as espectativas de v6... t o proximo cap.*!*

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