A Sombra Que Emergiu do Lago
No exato momento em que uma gigantesca cobra se projetou para fora do lago Harry gritou:
-Todos vocês fechem os olhos. –Todos olharam para Harry—Não olhem nos olhos da cobra de forma alguma.
Harry sentiu algo roçar sua orelha e antes de ver o que era ele ouviu uma musica reconfortante e sentiu um calor no seu coração, Fawkes, a bela fênix de Dumbledore ia na direção da cabeça da enorme serpente. Harry arriscou olhar e viu Voldemort no topo da cabeça da serpente, ela estava de costas e Harry não podia ver seus olhos, mas ele viu Fawkes atacar os olhos da cobra, ele desceu em um voou rasante, mas a cobra, que era muito ágil para o tamanho dela se esquivou.
A fênix tentou, mais uma vez e mais outra, na terceira tentativa ele chegou muito próxima, mas a serpente a abocanhou. Harry viu as labaredas saírem da boca da serpente e ela guinchar de dor, ela se virou de perfil para Harry e ele achou que fosse morrer, mas vu que o olho direito dela estava queimado, ela estava sega, mas só de um olho, Harry tinha certeza, pois as labaredas saíram só do lado direito.
As labaredas de Fawkes foram o estopim para o começo da batalha, nesse exato instante varias pessoas da Ordem correram na direção dos comensais e começaram a duelar, se não fosse pela AD a ordem estaria em desvantagem de pelo menos de três para um, mas com a AD ali ficou equilibrado. Harry já ia correr na direção da cobra para duelar contra Voldemort, mas Dumbledore colocou a mão em seu ombro.
-Vamos primeiro pensar em como derrotar aquela cobra, depois você pode ir atrás dele. –Após Dumbledore terminar de dizer uma pancada extremamente forte no portão de entrada chamou a atenção de Harry—Não se preocupe, eles não poderão passar, eu usei um feitiço escudo-espelho que tudo que eles usarem será devolvido com a mesma carga. –Dumbledore sorriu e a cabeça de Harry começou a raciocinar.
Ninguém poderia atacar a cobra enquanto ela tivesse os dois olhos pois seria arriscado morrer, ele precisava dar um jeito na cobra antes de enfrentar Voldemort, mas para isso ele teria que segar o outro olho dela, mas como ele faria isso sem olhar nos olhos dela?
-Professor, o Senhor acha que poderia usar esse feitiço escudo-espelho contra o olhar do Basilisco? –Perguntou Harry raciocinando.
-Talvez eu pudesse tentar, mas com certeza Riddle perceberia e a cobra não tentaria me atacar. –Dumbledore também parou para pensar em um meio de chamar a atenção da cobra sem que Voldemort suspeitasse.
-Senhor, eu sempre quis saber o que o Senhor via no espelho de Ojesed quando olhava nele, o Senhor poderia me dizer para o caso de eu não morrer com essa duvida? –Harry sorriu ao ver que Dumbledore compreendera.
-Eu ate hoje ainda vejo a mesma coisa Harry, meias em vez de livros, eu ainda o guardo no mesmo lugar que você o encontrou da ultima vez. –Dumbledore se voltou para a batalha e Harry saiu correndo e quando avistou Gina duelando contra um comensal ele o estuporou e puxou Gina pelo braço para dentro do castelo.
-O que você acha que ta fazendo? Eu teria dado conta daquele traste sozinha. –A garota tentava tirar o braço da mão de Harry que apertou com firmeza para trazela para dentro do castelo.
-Preciso te pedir uma coisa...
-Não vem me falar que é pra eu ficar aqui dentro escondida enquanto todos lutam que eu não vou ficar... –A garota o interrompeu e já ia voltando para o terreno da batalha.
-Gina eu não pretendo te impedir disso, você é boa, muito melhor do que qualquer comensal, só que eu preciso de um favor que só você, a Mione ou o Rony poderiam fazer e como eu estou co pressa e você foi a primeira que eu encontrei eu tenho que pedi-lo a você. –Harry voltou a subir a escada do saguão de entrada.
-E o que você quer? –Perguntou Gina desconfiada.
-Eu preciso ir buscar uma coisa e vou precisar da minha capa da invisibilidade, não da para eu ir a dois lugares ao mesmo tempo e não tenho tempo para ir aos dois lugares –Harry estava ofegante pois ele estava andando muito rápido pelos corredores e subindo as escadas—preciso que você vá ao meu dormitório e pegue a capa para mim e me espere no saguão de entrada ate eu voltar, não se quanto tempo vou demorar, mas preciso que você espere. –Harry parou de andar e se virou para ela esperando uma reação.
-Estarei esperando por você. –Ela disse e antes que ele pudesse fazer qualquer coisa ela o beijou—É pra te dar sorte, não demore.
Harry a viu correndo na direção do próximo jogo de escadas e ele seguiu pelo corredor onde estava, no terceiro andar. Harry correu e entrou por outro corredor, corredor que no seu primeiro ano foi chamado de corredor proibido. Harry forçou a porta no final do corredor e viu que ela estava destrancada. Agradeceu por não ter que ninar Fofo, não estava disposto a cantar. A sala estava vazia, ele correu ate o alçapão e com um pouco de dificuldade o abriu.
Harry se jogou dentro do alçapão e nem ligou para a dor da queda, ficou feliz por não haver mais visgo do diabo ali. Harry correu ate mais uma porta, entrou por ela e continuou correndo, nada naquela sala também, entrou por mais uma porta, nada de xadrez, o trasgo também não estava mais lá e na sala seguinte não tinha labaredas e nem frascos de poções.
Quando Harry entrou na sala seguinte ele se espantou por aquela ser a única que continuava a mesma, no centro da sala estava um espelho que Harry sabia não ser um espelho comum. Lutando contra o desejo de não olhar no espelho ele sacou a varinha e disse:
-Wingardiun Leviosa.
O espelho tremeu antes de sair do chão, Harry se voltou e começou a correr pelas portas que ele havia deixado abertas, o espelho vinha flutuando atrás dele. Ao chegar na primeira sala ele encontrou um obstáculo, como ele subiria com o espelho pelo alçapão?
Harry ascendeu a varinha e começou a olhar a sala a sua volta, ela estava completamente vazia, exceto por um tapete que estava no chão. Harry se lembrou do Sr. Crouch lhe dizer que um tio avo, ou coisa parecida, tinha tido um tapete voador para doze pessoas, aquele tapete com certeza caberiam doze pessoas, mas será que ele era voador?
-Voe. –Harry gritou para o tapete—Para o alto e avante. –Tentou de novo—Vamos lá eu preciso sair daqui e rápido. –Nada—Alakazan?
Harry tentou varias outras coisas, mas nada parecia dar certo ate que ele teve uma idéia, levitou o espelho ate passa-lo pelo buraco do alçapão e coloca-lo lá, seguro, do lado de fora, Harry apontou a varinha para o tapete e murmurou:
-Você pode ate não ser um tapete voador, mas vai me tirar daqui, Wingardiun Leviosa. –O tapete começou a flutuar e harry foi para o meio dele postando-se a ficar bem embaixo do alçapão.
Antes mesmo que o tapete atingisse a altura do alçapão Harry saltou dele para fora do alçapão e levitou o espelho. Saiu pela porta com o espelho atrás e desceu correndo todos os lances de escada ate o saguão de entrada, parou ofegante ao lado de Gina.
-Pocha, pensei que você não vinha mais. O que você vai fazer com esse espelho? –Ela pareceu ficar curiosa ao ver o espelho, Harry pulou entre ela e o espelho.
-Não se olhe no espelho, você esta linda e eu preciso dele agora, você esta com a minha capa? –Perguntou Harry pondo uma mão no peito e se apoiando com a outra no joelho.
-Claro, esta aqui. –Ela entregou a capa de tecido fino a ele—O que você vai fazer com esse espelho?
-Você verá, mas não olhe nele, ele não faz bem. –Harry cobriu o espelho por inteiro com a capa e apalpou o ar para ter certeza de onde ele estava antes de levita-lo novamente.
-Esse é o tal espelho que mostra os seus sonhos ocultos? –Perguntou Gina—Rony me falou de como você o descobriu e como você tirou a pedra filosofal dele. Eu acho que sei exatamente o que eu veria se me olhasse ai.
-Bem vamos voltar para a batalha, precisam de nos. –Harry correu com Gina ao seu lado para os terrenos, ele viu vários corpos no chão, mas eram só de seres encapuzados, Harry viu ao longe Grope combater vários Lobisomens e os portões ainda eram golpeados, Harry olhou a volta a procura da serpente, ela não estava mais no lago—Gina, faça o que fizer, fique longe do Basilisco e se ele se aproximar feche bem os olhos.
Gina concordou com a cabeça e foi ajudar alguns membros da AD e uns professores que tentavam afugentar vários dementadores que tentavam entrar pelas janelas das torres. Harry correu os olhos por vários cantos da escola, como uma cobra tão grande podia sumir assim? Harry continuou a corre os olhos ate que viu algo se mexer nas sombras das estufas, Voldemort dava ordens aos dementadores, ele estava encima da cabeça do Basilisco e Gina estava tentado afugentar os dementadores, quando Harry assimilou tudo isso ele correu em direção a Gina.
-Vamos, pegue a Ruivinha. –Harry ouviu o sibilar de Voldemort.
-Ela parece deliciosa. –O basilisco sibilou fazendo um barulho como se lambesse os lábios.
-Gina Cuidado! –Harry ouviu alguém gritar, ele olhou mais atentamente procurando o dono da voz, Dino estava indo de encontro ao Basilisco com a varinha em punho.
-Não Dino, sai daí! –Harry gritou e começou a correr.
O basilisco ia atacar Gina, ela tropeçou e fechou os olhos, Dino começou a dispara feitiços que ricocheteavam na pele dura da cobra, mas ela percebeu a tentativa dele de ataca-la e se virou para ele, Harry pode ver o olho queimado da cobra, mas ao ver o corpo de Dino tombar teve certeza que ele olhou fundo dentro dos olhos amarelos dela.
Harry correu mais rápido ainda, Voldemort gargalhava e o Basilisco também parecia rir enquanto se encaminhava para Gina e o grupo que estava distraído tentando espantar os dementadores. Harry parou, sabia que não conseguiria chegar a tempo, ele colocou o espelho invisível na sua frente, apontou a varinha para a garganta e murmurou “Sonorus” antes de gritar para Voldemort:
-TOM SERVOULO RIDDLE, É A MIM QUE VOCÊ QUER? EU ESTOU BEM AQUI. –Nesse instante Voldemort pareceu congelar antes de se virar calmamente para Harry.
-Era exatamente você quem eu procurava. Você sabe o que fazer Nugas, ele matou sua mãe, vingue-se. –Sibilou Voldemort apontando para Harry.
Harry se preparou para fechar os olhos, mas correu antes os olhos pelo campo de batalha. Muitos agora estavam no chão, não só comensais, mas todo que ainda estavam de pe, pararam o que faziam para olhar a sena. Voldemort encima do Basilisco Nugas, que foi assim que Voldemort o chamou, o basilisco se virando vagarosa e maliciosamente para Harry e Harry encurralado olhando para todos os lados.
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*!*A verdadeira ação vem no proximo cap.*!* |